EXPLICANDO A FARSA DO “DIA INTERNACIONAL DA MULHER”

Por Andréa Fernandes

Resolvi pesquisar a origem do chamado “dia internacional da mulher” e constatei a existência de duas correntes majoritárias que explicam o motivo de tal celebração ser efetivada no dia 8 de março. Muitos afirmam que a data foi estabelecida em função das manifestações de grupos feministas russos que lutavam por melhores condições de vida e trabalho, sendo que, tais manifestações teriam marcando o início da Revolução de 1917. A outra corrente defende a ideia de que a data teria sido fixada em homenagem às operárias de uma fábrica de tecidos nos EUA, que morreram carbonizadas, após terem sido trancadas no estabelecimento incendiado logo em seguida como reprimenda violenta contra as reivindicações por melhores salários e condições de trabalho.

Contudo, em 1910, foi decidido numa conferência dirigida pela Internacional Nacionalista, na Dinamarca, que o dia 08 de março seria estatuído como o “dia internacional da mulher”, o qual alcançou a oficialização da ONU em 1975, através de um decreto. Logo, a data serve para comemorar os feitos políticos, econômicos e sociais conquistados pela mulher e propor a reflexão sobre “direitos” que ainda seriam necessários.

Desse modo, a única certeza que podemos ter a respeito da data, é que trata-se de uma criação ocidental, notadamente de ideologia esquerdista, que visa primordialmente promover a “igualdade de gênero” vociferada pelo movimento feminista, que tomou para si a responsabilidade de lutar pela emancipação feminina na busca da “libertação de padrões opressores embasados em normas de gênero”.

Entretanto, o fracasso do ideário feminista está sintetizado na pessoa de seu ícone, a filósofa marxista Simone de Beauvoir, diretora da propaganda Nacional Socialista, que juntamente com seu “grande amor”, o filósofo Jean Paul Sartre, assinou uma petição exigindo a legalização da pedofilia e a libertação de três criminosos sentenciados por terem explorado sexualmente vários adolescentes com idades de 11 a 14 anos. Inobstante tal fato, a escritora ateia lutou incansavelmente pela destruição dos valores exarados nas Escrituras Sagradas, sendo crítica feroz de todos os aspectos que envolvem a instituição familiar, donde inferimos os reprováveis parâmetros da agenda feminista atual que pulula em governos e instituições de ensino no mundo inteiro com temas que nada dignificam as mulheres.

A prova notória de que o movimento feminista norteia as ações governamentais no Ocidente pode ser colhida mediante a simples leitura das informações exaradas no site de notícias da ONU sobre as celebrações para marcar o dia internacional da mulher, onde o secretário-geral assevera que “o foco deste ano está na igualdade de gêneros, indo desde a representação política até diferenças de salários”.

Ora, como pode a ONU propalar atenção máxima para questões pautadas por movimentos feministas ocidentais, quando mulheres muçulmanas estão sendo sistematicamente violentadas em seus direitos mais elementares por governos árabes e muçulmanos?

Aliás, a ONU não pode nem mesmo evocar a falta de conhecimento acerca das barbáries promovidas contra as muçulmanas, vez que, “O livro Negro da Condição das Mulheres”, das autoras Christine Ockrent e Sandrine Treiner, relata os horrores vivenciados por tais mulheres. Françoise Gaspard, perita da ONU junto à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), afirmou em 2001, que o campeão de injustiça contra as mulheres continuava sendo o mundo árabe, o que não mudou em nada nos dias de hoje.

Ademais, até 2014, cerca de 125 milhões de mulheres sofreram a prática horrenda de mutilação genital, tachada como “pandemia no Oriente Médio e África” pelo especialista Phyllis Chesler. E segundo a UNICEF, 91% das mulheres egípcias sofreram mutilação genital, pois, é a única forma de não serem consideradas “impuras” pelos homens.

Todos os anos, milhares de meninas e mulheres são mutiladas em chão de barro com uma faca enferrujada ou lâmina de barbear, e até na “Europa civilizada” as vítimas do “terrorismo religioso” não escapam de tamanha crueldade. No entanto, a ONU não age de forma rigorosa, tendo em vista a imposição ideológica de seus Estados-membros muçulmanos, “devidamente auxiliados” pelos Estados alinhados com a “esquerda à la Beauvoir”!

Todavia, essas mulheres muçulmanas desprezadas pela agenda marxista da ONU necessitam urgentemente de apoio e intercessão daqueles que, são paradoxalmente acusados de “fundamentalistas” pela esquerda militante, que jamais ousou fazer “marchas” contra a opressão teocrática muçulmana, possivelmente, pela covardia de não correr o risco de “morrer heroicamente” por uma justa causa.

Enfim, se as mulheres que mais sofrem “violência legalizada” no mundo não são prioridades nas ações políticas da ONU, nem mesmo no dia internacional da mulher, constata-se que a data comemorativa é apenas mais um embuste objetivando entorpecer a mente das massas que ainda esperam socorro do ente internacional que vem sendo um agente perpetuador da tirania desde a sua fundação.

 

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