Esboço do acordo alcançado para o programa nuclear do Irã

O Irão e as seis potências mundiais chegaram a acordo sobre as linhas gerais para limitar os programas nucleares do Irão, relatado pela Associated Press na quinta-feira. O debate continua no entanto sobre o que deve ser tornado público.

Os oficiais falaram das conversações prorrogadas por duas vezes após o prazo de 31 de março, num esforço para formular não só uma declaração geral do que foi realizado mas também os documentos descrevendo o que o que é necessário cumprir até 30 de junho, para um acordo final.

Uma coletiva de imprensa foi marcada para no final do dia, quando se esperava o anuncio dos resultados das negociações.

O chefe de política externa da União Européia, Federica Mogherini, e o ministro das Relações Exteriores do Irão, Mohammad Javad Zarif, deverão ler a mesma declaração em Inglês e Farsi. Zarif e o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, deverão informar os repórteres separadamente.

Os EUA e outros cinco países esperam conseguir conter tecnologias nucleares do Irão que poderiam ser usadas para fabricar armas. Teerão nega tais ambições, mas está negociando porque pretende a suspensão das sanções econômicas impostas devido ao seu programa nuclear.

Pressionado pelos críticos do Congresso nos EUA, que ameaçam impor novas sanções sobre o que consideram ser mau acordo, a administração Obama está exigindo a divulgação pública significativa de acordos e entendimentos alcançados. O Irão quer o mínimo tornado público neste momento, alegando ser prejudicial para os seus interesses, dizem as autoridades.

Os iranianos querem que qualquer resultado de negociações na cidade suíça de Lausanne seja descrito menos como um “acordo” e mais de um entendimento informal.

Os oficiais exigiram anonimato porque não estão autorizados a discutir as negociações publicamente.

Eles falaram após diplomatas dos seis países terem debatido durante a noite para avançar o ritmo das negociações nucleares que estavam sendo dolorosamente lentas. O Ministro das Relações Exteriores do Irão disse que estavam perto de um acordo preliminar, mas que ainda não haviam chegado ao fim.

As negociações foram retomadas várias horas após diversas sessões durante a noite entre Kerry e Zarif, e outras reuniões envolvendo as seis potências.

O Irão também quer se livrar de sanções que restringiam sua economia. Os EUA e seus parceiros querem documentos detalhados sobre os passos que o Irão deve tomar até ao final de Junho, sobre o seu programa nuclear.

Enquanto se dirigia para sua própria reunião quinta-feira, Zarif disse que as negociações haviam feito “progresso significativo”. Mas disse que minutas ainda tinham de ser escritas.

O problema, disse Zarif, foi diferentes opiniões do outro lado da mesa – Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha – dificultando a coordenação.

Ministro do Exterior russo, Sergey Lavrov, que deixou Lausanne terça-feira, disse a agência de notícias Interfax, que estavam perto. “Há apenas alguns passos a tomar ou, em alguns casos, até menos, e alguns assuntos já foram acordados”, disse ele.

Mas, como as negociações se arrastavam, um oficial disse no início de quinta-feira que estavam “num momento difícil e o caminho a seguir não era muito claro”, acrescentando que a ideia de quebrar as conversações para o Pessach e Páscoa e retomando na semana seguinte, tinha sido informalmente sugerido. Isso foi confirmado por outro funcionário. Não estava autorizado a discutir as negociações publicamente, e ambos exigiram anonimato.

As conversações – o mais recente em mais de uma década de esforços diplomáticos para conter a situação nuclear do Irão – atingiu a marca na quinta-feira, pouco antes de o Departamento de Estado anunciar que iria duplicar esforços depois de atingir a data limite de 31 de março para um quadro político.

À medida que todos se esforçavam para chegar a um acordo, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier cancelou uma visita planejada à Lituânia, Estónia e Letónia. O chanceler francês, Laurent Fabius, também regressou, menos de um dia depois de deixar a cidade.

Ultrapassando prazos autoimpostos, o presidente Barack Obama arrisca antagonizar legisladores ainda mais em ambos os partidos, que estão prestes a tomar a sua própria ação para derrubar o acordo se determinarem que a administração tem sido demasiado conciliador.

A resposta inicial dos republicanos às extensões sugeria que já tinham chagado a uma conclusão “que as negociações não estavam indo bem”, anunciou em comunicado o Sen. John McCain, do Arizona e Lindsey Graham, da Carolina do Sul. “A cada passo, os iranianos parecem decididos a manter intenção de conseguir a capacidade nuclear.”

Zeeva

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