OLP se recusa a participar de operação militar para salvar palestinos em Yarmouk de massacre

A OLP exclui seu envolvimento na operação militar contra o grupo Estado Islâmico no acampamento em apuros.

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, despachou na sexta-feira um enviado a Damasco para conversações sobre a crise humanitária no campo de refugiados Yarmouk, onde refugiados famintos estão presos em combate.

O vice-enviado da ONU para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy, estava a caminho de Damasco, enquanto outros funcionários da ONU estavam “em conversas estreitas” com o governo sírio, disse o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.

Ban emitiu quinta-feira um forte apelo para a ação objetivando evitar um “massacre” no campo depois de ter sido invadido por militantes do Estado islâmico em 1 de Abril.

Cerca de 18 mil pessoas, a maioria palestinos, estão presos em combates entre os jihadistas do ISIS, as forças governamentais e outros grupos rebeldes.

“O que está se desenrolando em Yarmouk é inaceitável”, disse Ban à frente de uma viagem para o Qatar, onde ele é esperado para discutir a crise.

“Nós simplesmente não podemos ficar parados e assistir a um massacre se desenrolar.”

Nenhuma operação militar

A liderança palestina, por sua vez rejeitou a ideia de juntar-se ao conflito no campo, aparentemente descartando envolvimento em uma operação militar conjunta para expulsar o grupo Estado Islâmico.

A posição foi clara em um comunicado divulgado na quinta-feira pela Organização de Libertação da Palestina a partir de sua sede na cidade de Ramallah, Cisjordânia.

A posição veio poucas horas depois de Ahmed Majdalani, um alto funcionário da OLP, que está atualmente em Damasco para conversações dizer que 14 facções palestinas apoiaram a ideia de uma operação militar conjunta com o exército sírio para expulsar os jihadistas a partir do acampamento, onde mais de 15.000 pessoas, principalmente refugiados palestinos, estão presos.

Mas a OLP disse que sua tradicional posição de não-envolvimento não havia mudado.

“Nós nos recusamos a arrastar o nosso povo e os seus campos para o conflito infernal que está acontecendo na Síria e nos recusamos categoricamente a nos tornar uma das partes envolvidas no conflito armado que está ocorrendo em Yarmouk,” ele disse.

“Nós nos recusamos a ser arrastados para as ações militares, o que quer ou onde quer que estejam, e apelamos a outros meios para garantir a segurança das vidas em Yarmouk e para evitar mais destruição e deslocamento forçado.”

Majdalani tinha dito que as forças palestinas iriam trabalhar de forma “integrada” “com o Estado sírio para limpar o acampamento de terroristas”.

Os jihadistas entraram no acampamento de Yarmouk, no sul de Damasco, na semana passada, capturando rapidamente grandes áreas do distrito, o que provocou preocupação internacional para os residentes no interior.

O lar de cerca de 160.000 habitantes sírios e palestinos foi devastado pela violência desde o final de 2012, com cerca de 18 mil pessoas deixando o acampamento.

Desde o ataque em 1º de abril, cerca de 2.500 pessoas conseguiram escapar, alguns dando conta macabra das atrocidades perpetradas dentro do campo pelas forças jihadistas.

A liderança palestina tem freqüentemente dito que “não vai se envolver em assuntos (internos) da Síria”.

Foto: Mapa que mostra o campo de refugiados palestinos em Yarmouk, na capital da Síria, Damasco, quando o Conselho de Segurança da ONU exigiu acesso para a ajuda humanitária para as pessoas presas desde a aquisição parcial pelo grupo Estado Islâmico

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/67295-150411-un-envoy-flies-to-syria-to-discuss-yarmuk-camp-crisis

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