Mais da metade dos países gera jihadistas, diz ONU

Relatório do Conselho de Segurança afirma que há mais de 25 mil combatentes estrangeiros envolvidos em conflitos

GENEBRA — De acordo com a ONU, mais da metade dos países do mundo está atualmente gerando combatentes extremistas islâmicos para grupos como a al-Qaeda e o Estado Islâmico. Um relatório do Conselho de Segurança das Nações Unidas diz que há mais de 25 mil “combatentes terroristas estrangeiros” atualmente envolvidos em conflitos jihadistas e eles estão “partindo de mais de 100 Estados-membros”.

O número de combatentes pode ter aumentado em mais de 70% em nível mundial nos últimos nove meses, diz o relatório, acrescentando que os jihadistas “representam uma ameça terrorista imediata e de longo prazo”.

O súbito aumento, embora possivelmente explicado por dados mais precisos, irá aumentar a preocupação com o aparentemente crescente apelo do extremismo. A dispersão geográfica dos Estados atingidos pelo fenômeno também se expandiu.

O relatório observa contínuos problemas com a compreensão dos processos de radicalização, mas diz que, apesar de uma concentração na internet, as redes sociais em zonas de conflito e nas cidades ocidentais desempenham um papel fundamental.

“Aqueles que comem juntos e se unem podem bombardear juntos”, diz o relatório.

O relatório é o primeiro da ONU a adotar uma visão global do problema de “combatentes terroristas estrangeiros”, e inclui números do Afeganistão, África e outros locais, bem como a Síria e o Iraque.

Funcionários da ONU descrevem a estimativa de números como tímida e afirmam que o verdadeiro total de jihadistas estrangeiros pode ser superior a 30 mil. “A taxa de fluxo é maior do que nunca e, principalmente focada no movimento para a República Árabe da Síria e o Iraque, com um problema crescente também evidente na Líbia”, diz o relatório.

O Conselho de Segurança se encontrará na sexta-feira para discutir o problema dos combatentes terroristas estrangeiros e as potenciais medidas para combater a ameaça.

O relatório surge em meio a um intenso debate sobre as estratégias ocidentais para combater o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Nos últimos dias, o grupo fez avanços significativos em ambos os países, apesar de meses de ataques aéreos, gerando críticas ao presidente dos EUA, Barack Obama, e aos responsáveis pelas decisões na região.

Foto: Imagem do Grupo de Inteligência SITE divulgada na última sexta-feira mostra Abu Maryam al Firansi, um dos dois homens que o Estado Islâmico diz serem jihadistas franceses que realizaram atentados suicidas no Oeste do Iraque – HO / AFP
http://oglobo.globo.com/mundo/mais-da-metade-dos-paises-gera-jihadistas-diz-onu-16267516

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