Ataque aéreo deixa mais de 30 mortos no Iêmen

Um ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita deixou 17 civis e 14 rebeldes mortos neste domingo (30), no Iêmen. O ataque aconteceu contra uma fábrica, na província de Hijja, no Norte do país, de acordo com fontes médicas e testemunhas.

Os caças tiveram como alvo uma fábrica de engarrafamento de água mineral e uma posição militar próxima, controlada pelos rebeldes xiitas huthis. Os corpos carbonizados das vítimas foram transportados para um hospital local.

A aviação da coalizão também realizou doze ataques contra posições dos huthis na província adjacente de Saada, também no norte do país, ainda segundo testemunhas. Outros ataques foram dirigidos contra posições rebeldes ao sul de Sanaa e na província de Baida, na região central do Iêmen, conforme relataram moradores.

Desde o início da campanha aérea da coalizão contra os rebeldes huthis no Iêmen, no final de março, vários ataques causaram muitas baixas entre os civis.

Em 2 de agosto, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que dezenas de iemenitas, a maioria civis, haviam sido mortos por ataques ou em combates na cidade de Taiz, a terceira maior do país. Dois dias antes, 13 professores, quatro crianças e cinco rebeldes foram mortos em um ataque semelhante ao norte de Sanaa, de acordo com médicos e testemunhas.

Em 28 de julho, a Human Rights Watch denunciou um ataque aéreo que matou 65 civis em Mokha, no sudoeste do Iêmen. Os bombardeios contra rebeldes fizeram muitas outras vítimas civis também em Áden, grande cidade no sul do Iêmen, em meados de julho, de acordo com as organizações de defesa dos direitos humanos.

Autoridade morta
Também neste domingo, o diretor de operações de segurança na cidade portuária de Áden foi morto a tiros, informaram autoridades da polícia da maior cidade do sul do Iêmen. O coronel Abdel Hakim al-Sanidi foi atacado ao sair de sua casa no bairro de Mansoura, segundo as fontes. Os agressores conseguiram fugir em uma motocicleta.

Uma investigação foi iniciada para tentar identificar os responsáveis pelo ataque, que lembra, pelo método aplicado, aqueles realizados contra agentes dos serviços de segurança e exército atribuídos à Al-Qaeda no sul do Iêmen.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/ataque-aereo-deixa-mais-de-30-mortos-no-iemen.html

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