ONU vota resolução para coibir financiamento do EI

Empresas, instituições e cidadãos que apoiarem o grupo extremista serão sancionados.

NAÇÕES UNIDAS — Os ministros das Finanças dos 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU votarão nesta quinta-feira um plano para coibir o financiamento do Estado Islâmico (EI), que obtém recursos a partir de vendas de petróleo, pagamentos de resgate, cobrança de impostos e outras atividades.

O grupo extremista já sofre sanções como parte das resoluções da ONU relacionadas à al-Qaeda. O projeto de resolução, apresentado pelos Estados Unidos e Rússia, coloca o Estado Islâmico no mesmo nível que a al-Qaeda, o que reflete tanto o seu crescente poder como a sua desvinculação da rede terrorista responsável pelos ataques de 11 de Setembro 2001.

A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, disse que a votação vai criar uma oportunidade sem precedentes para reunir pessoas com capacidade técnica para privar o Estado Islâmico de obter recursos. A reunião será presidida pelo secretário do Tesouro americano Jacob Lew, que defendeu a exclusão do grupo extremista do sistema financeiro internacional como uma medida crucial para combatê-lo.

O Estado Islâmico, também conhecido pela sigla Isis e Isil, controla grandes territórios na Síria e no Iraque com poços de petróleo e gás, embora bombardeios da coalizão liderada pelos EUA permitiram a recuperação de territórios iraquianos.

Um diplomata da ONU e um oficial dos EUA, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a maioria das finanças do EI vêm de fontes internas difíceis de controlar.

O funcionário dos EUA acrescentou que atacar o financiamento do EI representa um sério desafio, porque vem em grande parte das vendas de petróleo e gás bem como impostos e extorsão. Já a al-Qaeda obtém fundos através de sequestros e doadores.

A proposta de resolução sustenta que o EI é um grupo dissidente da al-Qaeda e que “qualquer indivíduo, grupo, empresa ou entidade que apoiar um dos dois estará sujeita a congelamento de bens, proibição de viagens, embargo de armas e outras sanções da ONU”.

Nesta quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, voltou a defender uma solução política como a única maneira de resolver o conflito sírio de quase cinco anos e expressou apoio à resolução.

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— Acreditamos que somente o povo sírio pode decidir quem deveria governá-los. Nós opoiamos a iniciativa dos Estados Unidos sobre a resolução da ONU — ressaltou o presidente, acrescentando que a atividade militar russa na Síria continuará até que se inicie um processo político.

Falando a jornalistas russos e estrangeiros em sua grande entrevista coletiva anual, em Moscou, Putin disse que a Rússia está disposta a para melhorar as relações com Washington e colaborar com seu próximo presidente, seja ele quem for.

Segundo Putin, as suas conversas com o secretário de Estado americano, John Kerry, no início desta semana, mostraram que os Estados Unidos também estão dispostos a “avançarem para a resolução de problemas que só podem ser resolvidos através de esforços conjuntos.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/onu-vota-resolucao-para-coibir-financiamento-do-ei-18318643#ixzz3ubVtznLJ

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