Conselho de Segurança aprova plano de paz na Síria sem menção a Assad

Medida agrada Rússia, que apoia transição política sem imposições.

NOVA YORK – Unindo EUA e Rússia na questão da Síria pela primeira vez, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução para dar início a um processo de paz no país. O documento pede um cessar-fogo imediato e estabelece prazos-base para negociações entre o governo de Bashar al-Assad e opositores, excluindo grupos jihadistas. O texto não prevê a saída de Assad do poder, no entanto, o que analistas veem como uma tentativa de atrair a Rússia.

A proposta prevê que o cessar-fogo seja monitorado internacionalmente pouco depois da adoção do documento, excetuando-se à campanha militar contra o Estado Islâmico e a al-Qaeda.

Em seis meses, deve ser estabelecido um modelo de governança “inclusivo e crível”, levando a eleições supervisionadas pela ONU em 18 meses. Não foi mencionado se Assad poderia participar.

Como foi aprovada pelos dois lados mais divididos na questão, EUA e Rússia, já se esperava que os membros não permanente ratifiquem a proposta. Propostas anteriores que previam a saída de Assad foram vetadas pela Rússia.

QUEDA DE BRAÇO

O secretário de Estado americano, John Kerry, se disse esperançoso de que a resolução leve a um processo de negociação de paz e uma eventual transição política.

— Os EUA seguem confiantes de que Assad precisa sair. Ainda há diferenças significativas sobre seu futuro, mas precisamos caminhar adiante — disse o secretário de Estado. — A resolução manda uma mensagem clara de que é hora de parar a matança na Síria. É um marco, porque ajusta metas e datas específicas.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, presidiu a mesa e elogiou os esforços do grupo.

— Estamos aqui em resposta para impor uma solução a esta guerra, independente do valor político — disse ele, que prevê um acordo por um governo de união em até seis meses.

Mais cedo, o presidente Barack Obama demonstrou confiança num processo no qual Assad saia do cargo.

— Assad precisa sair para o país acabar com a sangria e que todos os lados consigam ir adiante sem sectarismos. Ele perdeu a legitimidade — disse em sua última coletiva de imprensa do ano.

Preocupado com o fato de que a resolução não leve a uma exclusão de Assad do processo político, o chanceler francês, Laurent Fabius, afirmou que é “inaceitável a ideia do sírio permanecer no xadrez político”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/conselho-de-seguranca-aprova-plano-de-paz-na-siria-sem-mencao-assad-18332772#ixzz3ujmiiVKN

 

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