Porque os Palestinos Amam Assassinos de Bebês

  • Samir Kuntar assassinou quatro israelenses. Einat Haran, uma menina de quatro anos, foi uma das vítimas. Kuntar esmagou a cabeça dela. Nesta semana Kuntar foi morto na Síria enquanto ajudava o Presidente Bashar Assad a cometer crimes contra seus próprios cidadãos.
  • Evidentemente o Sultão Abu Al-Einein, alto funcionário palestino, acredita que assassinar judeus não seja um “crime execrável”, mas matar um arquiterrorista, como Kuntar é sim um “crime execrável”.
  • Quando a Autoridade Palestina apoiada pelo Ocidente, endossa abertamente os terroristas, homenageando-os com nome de ruas, praças e escolas, os líderes palestinos estão sinalizando ao seu povo que assassinar judeus é um ato nobre e digno. Essa exibição de solidariedade para com um assassino de bebês é a consequência direta do ininterrupto incitamento tanto contra Israel quanto contra os judeus nas mesquitas, imprensa e redes sociais na Cisjordânia e Faixa de Gaza.
  • Nesta sociedade doente e deformada que os europeus compraram e estão pagando, qualquer um que assassine judeus é considerado um ídolo. Qualquer um que apóie a paz com Israel é imediatamente repudiado como “traidor”.

Samir Kuntar foi o terrorista que cometeu um dos ataques terroristas mais bárbaros que se pode imaginar. Em 22 de abril de 1979, Kuntar, na época com 16 anos de idade, assassinou quatro israelenses na cidade israelense de Nahariya. Einat Haran, uma menina de quatro anos, foi uma das vítimas. Kuntar esmagou a cabeça da menina após assassinar Danny, seu pai, de 31 anos.

Nesta semana Kuntar foi morto em uma explosão que destruiu seu apartamento, ao sul da capital síria, Damasco. Ele estava na Síria ajudando o Presidente Bashar Assad a cometer crimes contra os próprios cidadãos sírios. Kuntar também tinha sido enviado para a Síria, em parte em nome do grupo terrorista Hisbolá libanês apoiado pelos iranianos, com o objetivo de planejar ataques terroristas de grande vulto contra Israel, a partir do território sírio.

O terrorista libanês Samir Kuntar (esquerda) foi morto nesta semana na Síria. Kuntar assassinou quatro israelenses em 1979, incluindo Einat, Danny e Yael Haran (direita). O histórico sangrento de Kuntar o transformou em herói aos olhos de muitos palestinos de destaque.

Kuntar não era palestino. Ele era libanês druso. Essa peculiaridade não fez nenhuma diferença para que os palestinos o adorassem já que ele assassinava judeus. Os palestinos vão adorar qualquer um que cometa um ataque terrorista contra Israel ou contra judeus, como é o caso do terrorista japonês Kozo Okamoto, que chefiou o massacre de 1972 no aeroporto de Lod em Israel, no qual 24 pessoas foram assassinadas e mais de 70 ficaram feridas.

Aos olhos de muitos palestinos, o histórico de assassinatos de Kuntar, assim como o de Okamoto, o transformou em “mártir” e “herói”. Agora chora-se a morte do arquiterrorista na Cisjordânia e Faixa de Gaza como “combatente e herói nacional”, que sacrificou a própria vida em nome dos palestinos. É isso que muitos palestinos consideram seu exemplo: basta que se procure destruir Israel e assassinar judeus. É como se todos os muçulmanos da França idolatrassem os perpetradores dos massacres cometidos em 13 de novembro no estádio de futebol e no Teatro Bataclan de Paris e ainda se comprometessem a ser iguaizinhos a eles.

O caso de amor entre Kuntar e os palestinos começou há muitos anos, quando o terrorista cumpria pena em uma prisão israelense. Prisioneiros palestinos como Marwan Barghouti da Fatah e Ahmed Sa’dat, Secretário Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP em inglês), postavam orgulhosamente fotos ao lado de Kuntar. Barghouti está cumprindo cinco prisões perpétuas pelo seu papel em ataques terroristas com fatalidades contra judeus entre os anos de 2000 e 2006. Sa’dat está na cadeia pelo seu papel no assassinato a tiros do Ministro do Turismo de Israel Rehavam Ze’evi em um hotel em 2001.

Ao saber da morte de Kuntar, Barghouti, que é autoridade do alto escalão da facção “moderada” Fatah apoiada pelo Ocidente, publicou o seguinte discurso fúnebre: “mil saudações à sua alma. Nos encontraremos”.

Muito embora a Autoridade Palestina, controlada pela Fatah tenha evitado emitir comentários sobre o assassinato do terrorista libanês druso, os Websites da Fatah estão de luto, tecendoelogios a Kuntar, retratando-o como “herói” e “mártir”.

O Sultão Abu Al-Einein, alto funcionário da Fatah, próximo ao Presidente Mahmoud Abbas, que ao que tudo indica não apóia o assassinato de terroristas, repudiou o assassinato como um “crime execrável cometido por Israel”. Abu Al-Einein se pôs a enaltecer Kuntar como “mártir” que se doou à causa palestina desde os 16 anos. Não é de se admirar que o funcionário da Fatah evitou mencionar que Kuntar assassinou quatro israelenses com requintes de crueldade, incluindo uma menininha. Evidentemente Abu Al-Einein acredita que assassinar judeus não seja um “crime execrável”, mas matar um arquiterrorista, isso sim é um “crime execrável”, crime este que merece que toda a comunidade internacional puna os responsáveis!

Na Faixa de Gaza, horas depois que o terrorista foi morto na Síria, um pai palestino, Maher Huthut, anunciou que ele acabara de homenagear Samir Kuntar dando o seu nome ao bebê recém-nascido. Aparentemente o anúncio tinha como objetivo expressar a “gratidão” palestina pelos “sacrifícios” de Kuntar em nome dos palestinos. Em mais um sinal de amor por Kuntar, várias facções palestinas na Faixa de Gaza ergueram uma enorme tenda para receber condolências pela morte dele. Centenas de palestinos foram até a tenda para oferecer as sentidas condolências pela sua morte e muitos juraram seguir os passos de Kuntar.

As facções palestinas estão agora planejando uma operação da mesma natureza em Ramala, a apenas algumas centenas de metros do gabinete e residência do Presidente Mahmoud Abbas.

Essa enxurrada de pêsames e afeto dos palestinos por Kuntar não deveria surpreender ninguém. Os palestinos vêm há muito tempo enaltecendo terroristas e jihadistas que atacam e matam judeus, indiscriminadamente sejam eles soldados ou civis. Quando líderes palestinos, no caso a Autoridade Palestina apoiada pelo Ocidente, não o Hamas, endossam abertamente os terroristas, homenageando-os com nome de ruas, praças e escolas, eles estão sinalizando ao seu povo que assassinar judeus é uma tarefa nobre e digna e que é uma virtude repeti-la.

Francamente, é repugnante, mesmo como palestino, ver tantos compatriotas enlutados, tecendo tantos elogios a um homem que assassina bebês. Essa exibição de solidariedade para com um assassino de bebês e arquiterrorista é a consequência direta do ininterrupto incitamento tanto contra Israel quanto contra os judeus que acontece todos os dias nas mesquitas, imprensa e redes sociais na Cisjordânia e Faixa de Gaza. É exatamente esse ininterrupto incitamento e doutrinação que está levando jovens palestinos a pegarem em facas e saírem esfaqueando o primeiro judeu que encontrarem.

Malgrado o que os políticos europeus, que ajudam financeiramente os palestinos desejam imaginar, os líderes palestinos não estão educando seu povo à tolerância, não violência e à paz. Em vez disso, com o dinheiro doado por esses sonhadores europeus, que parecem imaginar que o mundo é uma enorme creche cheia de amor para dar, eles continuarão a envenenar corações e mentes de seu povo por meio de mentiras incendiárias e com a mais preconceituosa das retóricas.

Os europeus, responsáveis em grande parte pelo custeio desse veneno, deveriam ser informados que é isso que se faz com a generosidade deles. E é exatamente por isso que nenhum processo de paz com Israel jamais dará certo. Graças principalmente à benesse da ajuda financeira européia, que impede a maioria dos palestinos de pensarem em outra maneira de ganhar a vida, o terrorismo palestino se tornou um grande negócio! Os crédulos europeus possibilitaram que uma geração inteira fosse educada na glorificação de terroristas, como é o caso de Kuntar. Eu torço para que isso faça com que os europeus se sintam bem consigo mesmos.

Nesta sociedade doente e deformada que os europeus compraram e estão pagando, qualquer um que assassine judeus é considerado um ídolo. Por outro lado, qualquer um que apóie a paz com Israel é imediatamente repudiado como “traidor”. Já passou da hora dos europeus e de outros no Ocidente acordarem.

por Bassam Tawil

Bassam Tawil é um pesquisador estabelecido no Oriente Médio.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7149/palestinos-assassinos-bebes

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