Ataque a centro da polícia na Líbia deixa ao menos 65 mortos

Em portos do país, fogo se espalha e atinge sete tanques de petróleo.

MISURATA — Ao menos 65 pessoas morreram após um caminhão-bomba atingir um centro de treinamento da polícia na cidade líbia de Zliten nesta quinta-feira, informaram fontes do governo e autoridades médicas. O prefeito da cidade, Miftah Lahmadi, disse que o veículo explodiu no prédio num momento em que centenas de recrutas estavam reunidos no local. Mais de cem pessoas ficaram feridas, com muitas delas presas sobre os escombros. No mesmo dia, um incêndio se espalhou, atingindo sete tanques de petróleo nos portos de Ras Lanuf e Es Sider, em outro ato atribuído ao Estado Islâmico.

Depois do ataque suicida, o governo líbio decretou estado de emergência. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, mas a imprensa local está responsabilizando o Estado Islâmico, que nas últimas semanas tem feito uma ofensiva para tentar controlar campos petrolíferos no país.

O enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, condenou o atentado pelo Twitter e pediu a todos os cidadãos que se unam urgentemente para combater o terrorismo. Depois que a Líbia mergulhou no caos político após uma rebelião apoiada pelo Ocidente derrubar Muamar Kadafi, há quatro anos, os extremistas do EI começaram a expandir sua presença.

Nesta semana, os jihadistas atacaram dois importantes terminais de petróleo líbios, dando início a um incêndio nos depósitos. O fogo se espalhou nesta quinta-feira e já afeta sete tanques do combustível, cada um com capacidade de 460 mil barris. Segundo a Guarda de Instalações de Petróleo, não foram registrados confrontos.

De acordo com estimativas da ONU, entre dois mil e três mil combatentes do grupo estão no país. Em Sirte (450 km a leste de Trípoli), há cerca de 1.500 militantes. Entre eles há líbios que combatem na Síria e voltaram e também estrangeiros.

Diante do cenário de crise, a pobreza se espalhou no país rico em petróleo: 2,4 milhões dos seis milhões de líbios passam atualmente por necessidades, segundo a ONU. As potências ocidentais estão pressionando as facções líbias a apoiarem um governo de unidade nacional para combater o EI, mas o plano está enfrentando resistência de grupos locais que estão em disputa pelo poder.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-centro-da-policia-na-libia-deixa-ao-menos-65-mortos-18424836#ixzz3wcYOqv2L

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