Onda de agressões na Alemanha já passa de 500 denúncias

Acusações recaem principalmente sobre migrantes, preocupando Merkel.

COLÔNIA – A Alemanha informou neste domingo que o número de denúncias por agressões ocorridas no réveillon em Colônia e Hamburgo subiu para 516. Delas, quase metade correspondem a crimes sexuais. Por enquanto, 19 suspeitos foram identificados, a maior parte correspondendo a requerentes de asilo. A acusação em massa fez setores conservadores e de extrema-direita desafiarem a chanceler federal Angela Merkel, que prometeu acabar com o refúgio aos que cometerem crimes.

Hamburgo, que não havia reavaliado o balanço de crimes, colocou as denúncias em 133 acusações.

— O direito ao asilo pode ser perdido se uma pessoa é colocada em condicional ou presa — disse Merkel, após uma reunião de seu partido, a União Democrata-Cristã, na cidade de Mainz. — Os reincidentes que roubam ou afrontam mulheres devem sentir a força da lei.

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A chanceler prometeu reduzir a longo prazo a entrada de refugiados na Alemanha. No ano passado, o país recebeu 1,1 milhão de pedidos de asilo.

Na lei alemã, os requerentes a asilos só são deportados se forem condenados a pelo menos três anos de prisão, desde que suas vidas não corram risco no país natal.

O partido conservador de Markel quer reduzir e controlar a migração para a Alemanha e deportar imediatamente aqueles que tiveram o pedido de asilo recusado.

“Queremos reduzir os obstáculos para a deportação e expulsão de estrangeiros que tenham cometido um crime”, disse o partido, em um comunicado. Esta medida poderia exigir alterações na legislação do país.

Levando cartazes com a inscrição “Os refugiados não são bem-vindos”, centenas de pessoas se reuniram no início da tarde em torno da Catedral de Colônia acenando bandeiras alemãs. Os manifestantes atendiam à convocação do movimento “Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente” (Pegida), criado em 2014 na cidade de Dresden, no Leste do país, que tenta aproveitar a comoção suscitada pelas agressões sexuais cometidas em Colônia.

“A Alemanha sobreviveu à guerra, à peste e à cólera, mas sobreviverá a Merkel?”, dizia outro cartaz, referindo-se à política de acolhimento dos refugiados.

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— Merkel transformou-se em um período negro para o nosso país. Ela deve sair (do poder) — reivindicou um dos porta-vozes do protesto.

Durante as manifestações, os ânimos se acirraram, e manifestantes skinheads foram dispersados pela polícia com jatos d’água.

A poucos metros do movimento, em outro lado de um cordão policial, mil contramanifestantes agruparam-se cantando “fora nazistas” e acenando bandeiras que afirmavam que “o fascismo não é opinião, mas um crime”. Também protestaram coletivos feministas, em repúdio à onda de assédios violentos no réveillon.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/onda-de-agressoes-na-alemanha-ja-passa-de-500-denuncias-18445813#ixzz3wtyqsK3V

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