A MARCA DE ALÁ NO SBT

Por  Andréa Fernandes

O programa “Conexão Repórter” sob a direção do jornalista Roberto Cabrini voltou a exibir a matéria intitulada “A Marca de Alá”  dedicada à defesa do islã como a “religião da paz” e mediante o famoso mote de “investigação especial” vislumbrou mostrar como a mulher islâmica é tratada no Brasil.

No entanto, aqueles que assistiram o Conexão Repórter devem ter percebido que nenhum “testemunho” foi capaz de mostrar crianças muçulmanas casando com  homens  cristãos, mulheres sendo escravizadas sexualmente por cristãos, ou mesmo a defesa de brasileiros para o apedrejamento de mulheres adúlteras ou à correção em forma de surra que a religião islâmica autoriza os maridos a aplicarem caso as mulheres causem algum aborrecimento. Outrossim, nenhum telespectador, por mais atento que fosse, conseguiu vislumbrar brasileiros religiosos afirmando que o inferno terá sua composição majoritária formada de mulheres, como o profeta Mohammad teria ensinado!

Aliás, a preocupação do Sr. Cabrini em demonstrar o sofrimento causado pelos brasileiros às mulheres muçulmanas não lhe permitiu, por exemplo, perguntar quantas delas, por exigência islâmica, haviam sofrido mutilação genital, que é considerada pandemia no Oriente Médio e África, mas vem se tornando prática comum sem implicação criminal no Ocidente.

Ora, por que não se preocupar em proteger as mulheres muçulmanas brasileiras da tradição muçulmana milenar que consiste em cortar parte do clitóris e dos lábios vaginais? Talvez o repórter não saiba que no Ocidente, mais de 1 milhão de mulheres eram apresentadas como alvo da mutilação genital, segundo o próprio Parlamento Europeu reconheceu em 2014 e a instituição Population Reference Bureau (PRB).

Se na “civilizada Inglaterra” mais de 130 mil mulheres foram mutiladas, o que nos garante que comunidades muçulmanas na “terra da impunidade” não sigam o mesmo exemplo? Era um “caso a investigar”, não? Mas, para o SBT, a “islamofobia à moda Brasil” é mais prejudicial do que os rudimentos do fundamentalismo islâmico que impõem às mulheres violações basilares dos direitos humanos.

As “câmeras escondidas” do SBT se propuseram a mostrar “onde começa o preconceito e como é ser muçulmano no maior país católico do mundo”. E para isso, acreditem, utilizou basicamente o depoimento de 3 mulheres convertidas ao islã.

O objetivo primacial foi, notadamente, começar a incutir na mente dos incautos o conceito de “islamofobia”, e com isso, execrar os princípios cristãos como ”modus vivendi” que incentiva a intolerância contra minorias religiosas, das quais os muçulmanos despontam como a mais pacífica e sofrida. Quem viu o simpático sheik proferindo doces palavras na mesquita jamais imaginará que milhares de clérigos proferem diariamente pregações condenando as “tradições ocidentais diabólicas” e conclamando muçulmanos à jihad contra os infiéis! Não dá para imaginar que na Arábia Saudita, importante autoridade clerical muçulmana promulgou uma fatwa (decreto islâmico), ordenando destruição de templos cristãos, e muito menos, que desejar um simples “feliz natal” na terra do profeta Maomé ocasione 10 anos de prisão e mil chibatadas!

Contudo, partindo do pressuposto de que preconceito é uma opinião ou sentimento concebido sem exame crítico, farei o favor de analisar a ideia perpetrada pelo programa através de uma “muçulmana ex-católica” que, com ar de catedrática ensina que a origem do “conflito entre cristãos e muçulmanos” está no fato dos cristãos não entenderem que os muçulmanos também acreditam em Jesus e não querem matar cristãos! Pois bem, Sr. Cabrini, porventura essa pérfida afirmação da “douta muçulmana” não é preconceituosa? Então, a limpeza étnica e religiosa que vem ocorrendo no mundo muçulmano é por culpa da incompreensão teológica dos cristãos acerca do “Jesus muçulmano”? E por que o mesmo não acontece em relação aos judeus que não admitem a divindade de Jesus? Judeus matam e perseguem cristãos por causa disso?

Então, milhares de cristãos são assassinados  anualmente no mundo muçulmano  e 2015 foi declarado como o “ano do medo” pela Missão Portas Abertas tendo em vista o fato de os cristãos não aceitarem Jesus ser tratado como profeta? Isso é um acinte à inteligência!

O Sr. Cabrini aponta o erro de “uma sociedade que constantemente associa o Islã a atentados de grupos minoritários como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.” E realmente, os mais de 27 mil atentados terroristas perpetrados por milhares de integrantes/seguidores de grupos extremistas islâmicos não devem ser atribuídos à religião, mesmo que a ideologia wahabita que os fundamenta seja exportada para o mundo inteiro através da Arábia Saudita que apóia integralmente a cristofobia, e segundo a própria Hillary Clinton, financia o terror islâmico, conforme apurado num telegrama diplomático em 2009, onde a então secretária de Estado dos EUA identifica a Arábia Saudita como “a mais significativa fonte de recursos para grupos terroristas sunitas em todo mundo”. Mas apoiar terrorismo islâmico não é blasfêmia ou “intolerância religiosa” no berço do islã!

Dessa forma, o cristianismo brasileiro pode ser associado à islamofobia em virtude de algumas afrontas verbais pontuais sofridas por muçulmanos em nosso país, mas, o islã não pode ser associado à cristofobia ainda que vejamos diariamente cristãos sendo perseguidos e assassinados no mundo muçulmano. Realmente, a natureza investigativa do programa do Sr. Cabrini é de uma isenção espetacular!

É significantemente aterrador assistir um jornalista propalando as barreiras que uma “nação cristã” impõe aos muçulmanos por conta de “discriminação” que teria início no próprio seio familiar cristão. Todavia, Cabrini não fica “surpreso” quando lê notícias de países muçulmanos onde crianças de 9 anos são oferecidas em casamento e cristãs são mortas por crimes de honra.

Se o Sr. Cabrini quer saber “quem são e como vivem as mulheres de Alá”, deveria dar um passeio com sua produção nas terras onde os seguidores de Alá são majoritários. Aliás, se ele se atrever a adentrar em comunidades muçulmanas na Europa, perceberá que a sharia é mais tenebrosa do que a família cristã brasileira, que nunca ordenou a punição corporal ou morte de muçulmanos devido atos de “blasfêmia” contra as Sagradas Escrituras!

A incoerência exposta no programa é tão absurda que em determinado momento, o Sr. Cabrini entrevista uma muçulmana brasileira que afirma ser autorizada pela religião a “sair sozinha”, e em outro quadro, apresenta uma mussala (sala de estudos) frequentada por uma das muçulmanas decorada com a simbólica bandeira da Arábia Saudita, mas Cabrini esqueceu que a monarquia saudita PROÍBE – com base na religião – às mulheres muçulmanas saírem de casa sem a companhia de um homem da família, o que contraria a “informação liberal” prestada acima. Aliás, a bandeira de um país que comete terríveis violações dos direitos humanos no local de estudos frequentado por nossas muçulmanas pode evocar o  tão apregoado pacifismo da religião?

Cabrini fala que o muçulmano no Brasil “enfrenta o julgamento da sociedade”. E nos países muçulmanos? Será que os cristãos passam por algum julgamento discriminatório? Possivelmente o repórter não leu quantos cristãos foram massacrados por turbas muçulmanas ensandecidas, como a multidão paquistanesa que espancou um jovem casal cristão em novembro de 2014 e os lançaram vivos num forno onde queimaram até morrer. E a cristã Asia Bibi, que aguarda julgamento de recurso em instância final no tribunal paquistanês para tentar se livrar da pena de ENFORCAMENTO pelo “crime de blasfêmia”? Isso é preconceito, Sr. Cabrini? Podemos nominar como violações dos direitos humanos?

Enfim, eu poderia refutar cada minuto do insólito programa, mas não poderia deixar de fazer menção ao “exemplo muçulmano” utilizado pelo repórter: o primeiro sheik brasileiro convertido chama-se Rodrigo Rodrigues, proveniente de família católica, convertido ao islã aos 14 anos, tendo aprendido a língua árabe no Líbano e a religião islâmica na Arábia Saudita, “o principal centro da religião”. Assim, estão vendo a Arábia Saudita novamente exportando sua doutrina de “amor e tolerância”?

O país onde nosso sheik foi aprender os princípios da tolerância islâmica não poderia ser outro! Arábia Saudita é o ápice do amor aos cristãos e outras minorias!

Por que o Sr. Cabrini não aproveitou a oportunidade e perguntou o motivo de as penas por infrações aplicadas pelo Estado Islâmico serem tão semelhantes às impostas na Arábia Saudita? Por que não perguntou se o sheik condena a aplicação da pena de morte por blasfêmia em países muçulmanos?

Por fim, caro leitor, o que mais me impactou no “jornalismo verdade” do Conexão Repórter foi o depoimento de um senhor muçulmano de etnia não identificada, amigo de longa data do sheik – e não recém-convertido como as ex-roqueiras – quando afirmou que “o Brasil é o melhor lugar do mundo para espalhar o islã porque não há conflitos entre religiões”.

Sim, por não ter conflitos entre as religiões, o SBT está prestando grande apoio para a islamização em nosso país com a estigmatização dos cristãos como intolerantes e islamofóbicos. Resta saber se o Sr. Cabrini também se interessará em investigar “a marca de Alá” para mulheres cristãs e minorias no mundo muçulmano.

* Andréa Fernandes é advogada, bacharel em Relações Internacionais e presidente do Ecoando a Voz dos Mártires.

Foto: https://www.facebook.com/ConexaoReporterSBT/photos/pcb.1024037224301690/1024036420968437/?type=3&theater

 

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5 opiniões sobre “A MARCA DE ALÁ NO SBT”

  1. Excelente texto! De fato a mídia busca estigmatizar os Cristãos e trata a tal “islamofobia” como um problema maior do que os assassinatos de Cristãos por muçulmanos por todo o planeta. Assim, um suposto preconceito contra refigiados se torna um problema maior do que os estupros e a violência cometidos pelos mesmos regugiados. A que se presta todo esse esforço midiático senão à destruição dos princípios da Cristandade? Mas são os princípios de solidariedade Cristã e os valores Cristãos que possibilitaram o estabelecimento das sociedades democráticas, do convívio pacífico, dos direitos humanos incluindo o direito à liberdade religiosa. Sem os princípios Cristãos o que resta é a ditadura e o mundo islâmico, assim como o comunismo, são provas inequívocas disso.

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  2. muito bom! … é urgente fazer frente ao falso islam que a midia mentirosa esquerdista quer ‘vender’ aos ocidentais como Islam da Paz ….
    Coverdes mentirosos … basta olhar para o mundo islamico e ver quanto da “PAZ” são aqueles povos que mesmo idolatrando o mesmo profeta odeiam se uns aos outro a mais de 1400 anos …

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  3. A violência islâmica é incompreendida, os cristãos do Oriente médio São degolados com selvageria e tem suas kabeças expostas em vídeo, precisamos apontar pq ter medo da “submissão à “Deus” e a Maomé seu “profeta”

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