O que o mundo aprendeu com o Holocausto?

Hoje, é comemorado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, onde é relembrado com pesar o assassinato covarde de 6 milhões de judeus que pereceram em virtude da maldita ideologia do Nazismo.

Certamente, nada trará as vidas ceifadas pelo ódio racial, mas, a partir da experiência dolorosa vivida há 71 anos, deveríamos tentar impedir que outras modalidades de ódio ceifassem vidas inocentes como um demonstrativo de que aprendemos a difícil lição… Porém, não consigo enxergar essa tentativa de mudança quando ouço o pronunciamento do Sr. Ban ki-moon na ONU sem fazer qualquer menção  à sistemática erradicação de cristãos e minorias que assolapa o mundo muçulmano. Não consigo pensar em mudança ao constatar, dia após dia, a vergonhosa omissão ocidental, que ignora o clamor das minorias religiosas massacradas pelo fundamentalismo islâmico difundido por governos muçulmanos. Não consigo acalentar boas expectativas quando vejo as igrejas que abandonaram seus irmãos de fé à própria sorte inventarem  réprobas justificativas para não socorrer os “desprezados das nações”!

Quando vejo fronteiras fechadas para os meus irmãos na Europa e EUA… Quando vejo o desprezo que o “mar de sangue cristão” recebe de um mundo que se curvou à “ideologia da morte” e a abraça escondendo os incontáveis cadáveres que produz, não consigo acreditar na esperançosa frase “Holocausto nunca mais”!

No dia de hoje, falta inspiração para escrever… é a dor que reina em meu interior… A dor de um povo que não tem memória… a dor de um povo que tem sido desumanizado diante de uma platéia inerte a cada cabeça cortada e jovem escravizada pelos jihadistas que rezam antes de estuprá-la!

Dessa forma, nessa data que deveria ser tão especial para reflexão e mudança dessa humanidade hipócrita, a única conclusão que salta aos meus olhos é a de que o sacrifício imposto de forma horrenda e indescritível aos judeus não representou absolutamente  nada para o sistema internacional que deveria estar arraigado na defesa dos direitos humanos, e o melhor exemplo é a própria ONU, que conta com um “circo dos horrores” armado para manter no poder as potências que mais financiam e estimulam desgraças  e massacres de  civis!

Contudo, um importante legado o Holocausto deixou, legado este, que não foi banido pelas trevas ideológicas que continuam assassinando vítimas inocentes: “os justos entre as nações”!

Ainda que o “espírito de Hitler” queira exterminar cristãos e minorias, o seu intento será combatido veementemente por algumas instituições humanitárias e muitos anônimos que ofertam sua vida e/ou recursos financeiros para a proteção de outras vidas preciosas num sinal evidente de que o amor sacrificial é a melhor resposta para o ódio e a intolerância que matam em nome da fé.

Enfim, mesmo não tendo esperança alguma em iniciativas beneméritas dessa comunidade internacional moralmente fracassada, eu  creio que os “justos entre as nações” da nossa era  trarão socorro e esperança às minorias perseguidas que o mundo ignora!

Assim seja…

Por Andréa Fernandes (advogada, bacharel em Relações Internacionais e diretora-presidente da ONG Ecoando a Vos dos Mártires)

 

 

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