Suécia em choque após morte de mulher a facadas em centro de refugiados

Premier classifica assassinato como um crime terrível e diz que suecos temem ataques semelhantes.

ESTOCOLMO — O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, condenou o assassinato de uma funcionária esfaqueada até a morte em um centro de refugiados para menores não acompanhados e disse que muitos suecos temem que ataques como esse possam ocorrer novamente. Após visita ao centro, em Molndal, no Oeste do país, o premier classificou o ataque como um crime terrível e prometeu mais recursos para a polícia.

— Eu acredito que há muitas pessoas na Suécia que sentem muita preocupação que mais casos desse tipo possam acontecer, no momento em que a Suécia recebe tantas crianças e jovens que vêm sozinhos (a procura de asilo) — disse ele na noite de segunda-feira, segundo a Rádio da Suécia.

 

O esfaqueamento levantou preocupações de que o país está sendo sobrecarregadas pelo número de requerentes de asilo. Um menor de 15 anos foi preso sob suspeita de assassinato ou homicídio culposo, informou a agência de notícias TT.

As declarações de Lofven em Molndal vieram após a polícia apontar a necessidade de mais funcionários para lidar com o controles de fronteiras, a segurança nos centros de asilo e a ameaça do terror.

— A autoridade policial tem uma carga de trabalho mais pesada… por causa da situação dos refugiados. E então vocês precisam de mais recursos — afirmou Lofven.

A Suécia reverteu sua política de portas abertas no ano passado e introduziu controles nas fronteiras e verificação da identidade para conter o fluxo de requerentes de asilo que atingiu um recorde de 160 mil pessoas em 2015.

Uma pesquisa mostrou que o apoio a Lofven, do Partido Social Democrata, de centro-esquerda, estava no seu mais baixo nível, em parte devido a um sentimento de que o governo é incapaz de lidar com o fluxo de refugiados.

As autoridades policiais disseram que eram necessários mais 2.500 funcionários.

PUBLICIDADE

BENS CONFISCADOS

A Suíça determinou que os refugiados que chegam ao país têm que entregar ao Estado todos os bens que valem mais do que mil franco suíço (R$ 4 mil) para ajudar a pagar pela estadia.

Além disso, os imigrantes que ganham o direito de permanecer e trabalhar em território suíço devem entregar 10% de seu salário por até dez anos, até pagar 15 mil francos suíços. A Agência de Imigração do país justificou a medida, afirmando estar de acordo com a lei que pede aos requerentes de asilo contribuições, sempre que possível, para arcar com o custo do processo e o fornecimento de assistência social.

O confisco será votado nesta terça-feira na Dinamarca também chegou à Alemanha, com os estados Baviera e Baden-Württemberg, no Sul do país, colocando em prática a medida polêmica. A ação se apoia em uma lei nacional segundo a qual solicitantes de refúgio devem consumir, em primeiro lugar, seus próprios bens antes que o Estado possa prover seu sustento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/suecia-em-choque-apos-morte-de-mulher-facadas-em-centro-de-refugiados-18542568#ixzz3yOuKmgOX
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s