Em mesquita, Obama ataca ‘retórica indesculpável’ contra muçulmanos

Presidente se reuniu com líderes religiosos e alfinetou republicanos.

BALTIMORE — Durante sua primeira visita como presidente a uma mesquita nos EUA, Barack Obama agradeceu aos muçulmanos por ajudarem a manter o país unido e auxiliarem na construção da nação desde o tempo colonial. Pedindo aceitação e tolerância religiosa, Obama criticou mensagens de políticos americanos contra a comunidade muçulmana — como Donald Trump, que recentemente pediu a expulsão de cidadãos muçulmanos do país.

O presidente ainda disse que muitas vezes muçulmanos são tratados como cidadãos de segunda classe, além de serem culpados por ações da minoria extremista. Ele lamentou saber que crianças da comunidade se sentem “cidadãs de segunda classe”, como dizem a seus pais.

— Recentemente, nós escutamos a retórica indesculpável de políticos contra muçulmanos, dizendo que não devem ter lugar no nosso país — disse Obama. — Como americanos, temos que nos manter verdadeiros aos nossos valores, que inclui a liberdade religiosa, a todas as fés. Num momento em que estão tentando nos dividir com uma lógica manipulativa, temos que nos reafirmar como uma só nação.

Obama citou por diversas vezes que alguns dos nomes mais importantes da política, do empresariado e do esporte americano foram muçulmanos ou estenderam o braço à comunidade islâmica.

Barack Obama se encontra com líderes muçulmanos – JONATHAN ERNST / REUTERS
O presidente também criticou os diversos grupos extremistas, como o Estado Islâmico, que, segundo ele, se apresentam como defensores da fé. Para Obama, todos os muçulmanos têm o dever de combater o terrorismo e a luta sectária.

— Um ataque a uma religião é um ataque a todas as religiões — ressaltou. — disse Obama. — Grupos como o EI tentam se passar por líderes islâmicos. Mas o melhor modo de lutar contra o terrorismo é negar legitimidade a estas organizações que matam pessoas inocentes, e mostrar que nos Estados Unidos nós não condenamos o Islã. Nós o celebramos. Isto não é uma luta de civilizações entre o Ocidente e o Islã. É a briga de uma maioria gigante contra uma minoria radical.

Segundo Obama, a liberdade religiosa é essencial “porque a religião fortalece a nação”. Ainda de acordo com ele, ovacionado, “todos os muçulmanos são parte dos EUA”.

— Você não é um ou outro: você é um muçulmano americano. Não acreditem que precisarão escolher entre a fé e o patriotismo. Não importa como você é ou como reza. Eu farei pessoalmente de tudo para garantir a multiplicação da mensagem de paz estimulada pelo Islã.

ENCONTRO COM LÍDERES

Pouco antes do discurso, o presidente se reuniu com líderes muçulmanos. Além do templo, ele visitou uma escola que fica no mesmo local, que recebe alunos do jardim de infância até o último ano do Ensino Médio.

Obama, cujo avô se converteu ao islã, já visitou mesquitas fora dos Estados Unidos em viagens oficiais, mas até agora nunca em seu próprio país depois que virou presidente. Seu antecessor, o ex-presidente George W. Bush, foi a um templo muçulmano em Washington seis dias depois dos atentados de 11 de Setembro.

Em seu último ano no cargo, Obama já pediu mais de uma vez que os americanos que rechacem os comentários anti-Islã de políticos, em indireta ao polêmico Donald Trump. O magnata que concorre à vaga republicana à Casa Branca pediu a expulsão dos turistas muçulmanos dos Estados Unidos depois que um casal muçulmano inspirado por militantes islamitas matou 14 pessoas em uma chacina em San Bernardino, Califórnia, no começo de dezembro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/em-mesquita-obama-ataca-retorica-indesculpavel-contra-muculmanos-18599015#ixzz3z8QR5tZ0
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Uma opinião sobre “Em mesquita, Obama ataca ‘retórica indesculpável’ contra muçulmanos”

  1. O que não esperar de um sectário como Barack Hussein Obama com essa corriola jihadista? Que venha logo Donald Trump, que protegerá a sociedade americana, bem como o mundo dos malfadados muçulmanos em ataques contra o ISIS e afins, que querem impor a Sharia aos “infiéis”. O que houve em um ano na França, Alemanha e demais países europeus serve de alerta!

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