Carnaval em Colônia começa com ao menos 22 casos de agressões sexuais

Uma mulher foi atacada e estuprada ao voltar para casa; Jovem afegão é suspeito.
COLÔNIA — Mesmo sob forte esquema de segurança, ao menos 22 agressões sexuais contra mulheres foram registrados desde quinta-feira no carnaval de Colônia, considerado o mais animado da Alemanha. Segundo a polícia, 190 pessoas foram detidas e estão sob custódia, um número maior do que no ano passado.

O caso mais grave foi o de uma mulher que foi atacada e estuprada quando voltava para casa, informaram as autoridades. O suspeito, apontado como um afegão de 17 anos, foi preso. Além dela, a jornalista belga Esmeralda Labye, de 42 anos, foi abordada por homens durante uma transmissão ao vivo para a rede “RTBF”.

A festa, que é realizada todos os anos na “Quinta-feira gorda” na região da Renânia, foi acompanhada por 2.500 policiais e 400 funcionários municipais. Mas, de acordo com os relatos, o número de pessoas nas ruas foi menos que em edições anteriores. Talvez pelo tempo chuvoso, mas algumas pessoas podem ter escolhido ficar em casa diante das agressões na noite de Ano Novo na cidade, quando gangues de homens – muitos deles supostos imigrantes do norte da África – atacaram sexualmente e roubaram muitas mulheres que comemoravam a data.

Para evitar casos semelhantes, dias antes do início do carnaval, que vai até terça-feira, foram distribuídos prospectos com tradução em inglês e em árabe ensinando os refugiados sobre como se comportar com as folionas.

Fugitivos de países muçulmanos são informados de que beijos de mulheres no carnaval “não significam disposição, por parte dela, em maior aproximação”. O folheto lembra que os que têm pouca experiência no consumo de bebidas alcoólicas devem beber com moderação: “O excesso de álcool pode causar comportamento agressivo”, adverte.

 

Além disso, luzes intensas e câmeras foram instaladas no centro da cidade de Renânia, e as vendas de latas de spray de pimenta foram intensas antes do Weiberfastnacht (Carnaval das mulheres), dia tradicional em que as mulheres tomam as cidades e castram simbolicamente os homens cortando suas gravatas. Um posto de segurança também foi montado do lado de fora da catedral para as mulheres que se sentirem ameaçadas, e equipes foram espalhadas por toda a localidade para registrar quaisquer queixas.

Os ataques expuseram os temores sobre a integração dos 1,1 milhão de imigrantes que entraram na Alemanha ano passado, além dos que já chegaram este ano, e sobre um possível choque de culturas com os recém-chegados, a maioria muçulmanos. A chanceler alemã, Angela Merkel, que está perdendo apoio popular por conta de sua política de portas abertas aos refugiados, deve ser alvo dos foliões quando os carros alegóricos desfilarem na próxima segunda-feira.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/carnaval-em-colonia-comeca-com-ao-menos-22-casos-de-agressoes-sexuais-18615329#ixzz3zKQKVbXK
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