Comboios de ajuda humanitária partem para áreas sitiadas da Síria

Alimentos e remédios são esperados em sete locais, incluindo Madaya e Zabadani.

BEIRUTE — O primeiro comboio de ajuda humanitária carregado de alimentos e remédios entrou nesta quarta-feira em áreas sitiadas no subúrbio de Damasco informou o grupo Crescente Vermelho, um dia depois de o regime de Bashar al-Assad liberar o acesso. A remessa, anunciada pelo enviado especial da ONU Staffan de Mistura na terça-feira à noite, tem o objetivo de aliviar os civis que estão morrendo de fome em localidades cercadas por forças do governo ou progrupos rebeldes.

Entre os locais, estão as cidades de Madaya e Zabadani, sitiada pelo regime de Assad. Na província de Idlib, áreas isoladas por grupos rebeldes, como Fua e Kefraya, também vão receber a ajuda, afirmou o porta-voz da organização. Além dos suprimentos, entre eles trigo e alimentos energéticos, uma equipe médica vai aos locais.

O Crescente Vermelho sírio está coordenando as remessas aéreas com a ONU, que exigiu acesso irrestrito a todas as áreas sitiadas do país, onde afirma que centenas de milhares de pessoas são reféns dos combates e dos bloqueios deliberados dos vários participantes da guerra civil. Um triste exemplo é Madaya. Dezenas de pessoas morreram de fome na cidade depois de meses de cerco de forças governamentais e seus aliados.

Nesta quarta-feira, funcionários da ONU se reúnem para decidir sobre uma possível remessa por ar na região de Deir ez-Zor, onde milhares de pessoas estão cercadas pelo Estado Islâmico

Durante uma cúpula em Berlim sobre os centenas de milhares de refugiados que chegaram à Europa nos últimos meses, muitos deles sírios, a chanceler alemã, Angela Merkel, classificou a situação no país em guerra como insuportável, se referindo aos recentes bombardeios nas províncias do Norte que atingiram hospitais. Ela também insistiu na sua proposta sobre a criação de uma área de exclusão aérea para proteger os civis e pediu aos líderes europeus uma ação comum sobre o fluxo de refugiados.

A chefe do governo alemão está cada vez mais isolada dentro da União Europeia sobre a questão dos refugiados e, até o momento, só cerca de 100 refugiados que chegaram na Itália e na Grécia foram realocados. A meta era que 160 mil tivessem sido distribuídos no ano passado.

A França, principal aliado da Alemanha na Europa, distanciou-se de Merkel na semana passada depois de o primeiro-ministro Manuel Valls afirmar que tal política não poderia ser mantida a longo prazo. A Áustria, que atuou em coordenação com a Alemanha em 2015, também expressou reticências e reforçou a sua política de imigração, estabelecendo limites de entradas.

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