Cristãos argelinos vivem um momento delicado

Se o atual governo perder as rédeas da economia, poderá criar uma abertura para os grupos militantes desestabilizarem o país

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De acordo com notícias da BBC News, o governo argelino iniciou um projeto de reforma constitucional, adotando alterações que introduzem um limite presidencial de apenas dois mandatos, além disso, o projeto reconheceu o idioma berbere como língua oficial do estado. Os povos berberes, que vivem em sua maioria no norte da África, em maior quantidade na Argélia e Marrocos, possuem um grupo linguístico composto de 25 ou 26 línguas, com uma escrita pouco conhecida e raramente utilizada. O número de falantes das línguas berberes está diminuindo lentamente à medida que muitos adotam a língua árabe.

Uma parte do povo da Argélia é composta pelos berberes, então as reformas constitucionais são destinadas a levar paz até eles também, evitando assim qualquer tipo de revolta popular semelhante às que abalaram os países vizinhos. As novas medidas também estão focadas em reestruturar a comissão eleitoral e abordar questões relacionadas com as mulheres e os jovens no país. Na área econômica, foram detectados vários problemas, em especial, nos preços da energia que dependem do petróleo, o que tem causado instabilidade financeira.

“Todos estes problemas que a Argélia está vivendo são devidos à atual enfermidade do presidente, ele sofreu dois derrames e já não fala em público há dois anos, mas a Argélia é representada por ele desde 1999. Abdelaziz Bouteflika é conhecido por sua mão pesada na luta contra o terrorismo”, comenta um dos analistas de perseguição. Boteflika foi reeleito no ano passado, em seu quarto mandato, atingindo mais de 80% dos votos. Lembrando que na Argélia, 97% da população é composta por muçulmanos e o governo adota o islã como religião principal. A situação dos cristãos é muito crítica e a pressão sobre eles tem aumentado cada vez mais.

A maior preocupação dos argelinos agora é com o sucessor do presidente, que já está beirando seus 80 anos de idade. “Se o atual governo perder as rédeas da economia, poderá criar uma abertura para os grupos militantes desestabilizarem o país, agitar o povo e assim provocar uma ‘Primavera Árabe tardia’ o que poder afetar mais ainda a vida dos cristãos”, explica o analista. A Argélia ocupa o 37º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa em 2016 e a igreja constituída por lá é ainda muito jovem, mas mesmo assim está em crescimento. A maioria dos cristãos se reúne em cultos domésticos, devido às restrições do governo. Lembre-se deles em suas orações!

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https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/03/cristaos-argelinos-vivem-um-momento-delicado

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