África precisa de ajuda

Dos 34 países mais afetados por secas, inundações e conflitos armados a precisarem com urgência de ajuda alimentar , 27 são africanos, revela um  relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado ontem.

 

A Suazilândia é o mais recente país da lista de “Perspectivas de Colheitas e Situação Alimentar”, liderada pela República Centro Africana e o Zimbabwe.

O relatório do “Sistema de Informação Global e Alerta Antecipado” da FAO, que realça principalmente a África Austral, onde os preços dos alimentos “atingiram este ano níveis recordes”, refere que Angola e Moçambique estão entre os países da região onde as condições de seca associada ao fenômeno climático “El Niño” enfraqueceram as previsões da produção para este ano.

A FAO prevê um fracasso nas colheitas desta temporada na África Austral devido a atrasos consideráveis nos cultivos e “às condições muito fracas” para plantas e pastagens se desenvolverem, é referido no documento.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação prevê “um aumento significativo” do número das pessoas que vão precisar de ajuda alimentar.

O relatório refere que Moçambique, “com mais de 176 mil vítimas da insegurança alimentar”, é o único país lusófono a precisar de ajuda e que em todo o continente africano se deve verificar “uma queda na colheita total de cereais em relação ao ano passado”, que também se situou “muito abaixo da média”.

A Somália e a República Centro Africana estão entre os países onde “os conflitos persistentes têm forte impacto no sector agrícola e agravam ainda mais a crise humanitária, que se reflete aos Camarões e República Democrática do Congo”, que ainda por cima acolhem refugiados.
O relatório sublinha que mais de 10,7 milhões de habitantes da África Ocidental devem precisar, já de Junho a Agosto, de apoio alimentar e que cerca de metade dos carenciados são da Nigéria.

O documento acentua que nos países a precisar com urgência de ajuda alimentar externa, as condições “pioraram de uma forma geral nos últimos três meses”. O relatório afirma que a produção de cereais relativamente ao ano passado, quando as colheitas diminuíram devido  à seca, pode ter aumentado 28 por cento na Guiné-Bissau e “recuperado de forma significativa” em Cabo Verde.

Fonte: Jornal de Angola Online

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