Estupro de Gays, Homens Mascarados e Carneiros em Restaurantes

Um Mês de Islã e Multiculturalismo na Suécia: Janeiro de 2016.

por Ingrid Carlqvist

  • Até agora, nove em cada dez pessoas que procuraram asilo na Suécia não possuíam documentos de identidade. Dessa maneira os candidatos a asilo têm condições de adaptar seu histórico para aumentar as chances de seu pedido de asilo ser aprovado.
  • O Chefe da Assessoria de Imprensa de Estocolmo tinha escrito que a polícia poderia ser vista como racista e por esta razão não deveria dar descrições físicas ao público. Ironicamente foram os próprios jornalistas que, de certa maneira, forçaram a polícia a parar de fazer uso de descrições como cor da pele ao tachar a polícia de “racista” toda vez que alguém de cor aparecia em uma lista de procurados.
  • “Alguns querem transformar isso em uma questão étnica. Mas não é. É uma questão que diz respeito à cultura e aos valores. Nossa sociedade livre e aberta tem como fundamento a liberdade pessoal, humanismo ocidental e ética cristã. Esses valores não devem apenas ser mantidos, eles precisam ser defendidos”. — Ebba Busch Thor, líder do Partido Democrata Cristão.

4 de janeiro: depois de um outono caótico, quando um contingente avassalador de candidatos a asilo inundou a Suécia, o governo finalmente se viu forçado a colocar em prática controles de fronteiras em sua fronteira com a Dinamarca. Agora somente aqueles com documentos de identificação válidos têm permissão de embarcar nos trens e balsas rumo à Suécia, efetivamente impedindo a entrada de pessoas que destruíram seus documentos de identidade. Resta saber quanto tempo vai demorar até que a maioria dos candidatos a asilo traga documentos de identificação, verdadeiros ou falsificados. Até agora, nove entre dez pessoas que procuraram asilo na Suécia não possuíam documentos de identidade. Dessa maneira os candidatos a asilo têm condições de adaptar seu histórico para aumentar as chances de seu pedido de asilo ser aprovado.

5 de janeiro: o site alternativo de notícias Nyheter Idag denunciou que dois meninos de 15 anos, alojados em um asilo para “menores de idade desacompanhados” na cidadezinha de Alvesta, foram detidos sob suspeita de terem estuprado um menino ainda mais jovem. Quando a vítima denunciou o incidente, a polícia foi alertada e os meninos de 15 anos foram detidos para interrogatório. Um deles confessou algumas das acusações.

6 de janeiro: em outro caso de estupro homossexual de menor de idade, dois homens que alegaram ter 16 anos, foram detidos sob suspeita de estuprarem um menino em um asilo para “refugiados menores de idade desacompanhados” em Uppsala. O estupro foi descoberto quando o menor deu entrada em um hospital, acompanhado de seu responsável legal. Um dos estupradores suspeitos foi liberado após o interrogatório da polícia, mas continua como suspeito. O outro foi posto em prisão preventiva.

O caso de estupro que permaneceu na mídia por mais tempo foi o de um menino que aguarda o veredito no Tribunal de Recursos. Em dezembro de 2015, dois menores de 16 anos foram sentenciados pelo Tribunal Distrital a permanecerem detidos em um abrigo para menores infratores por oito e dez meses respectivamente. Salta aos olhos a extrema brandura das sentenças, se levarmos em conta o que fizeram com a vítima de 15 anos. Todos os envolvidos vieram do Afeganistão e residiam no mesmo abrigo para asilados para “refugiados menores de idade desacompanhados”. Um belo dia, os meninos mais velhos convidaram o de 15 anos para que ele fosse com eles a uma loja. No caminho de volta, os meninos mais velhos empurraram o de 15 anos para dentro de um terreno lamacento, espancaram-no com socos, chutes e pontapés, enfiaram barro pela goela abaixo, em seguida o estupraram, duas vezes. Eles o ameaçaram, caso contasse para alguém perderia a sua “honra”. Naquela noite, contudo, o menino desabou e contou ao staff do asilo o que tinha acontecido.

9 de janeiro: o site alternativo de notícias Nyheter Idag revelou que o conceituado diário Dagens Nyheter tinha acobertado uma história sobre violência sexual contra meninas e mulheres (cometidos na maioria das vezes por afegãos) no festival de música “Nós Somos Sthlm” (abreviação de Estocolmo) em 2014 e 2015, mesmo tendo conhecimento, por um ano e meio, de pelo menos um dos incidentes. Dagens Nyheter, que normalmente tacha os sites de mídia alternativa de “sites do ódio”, se apressou em colocar a culpa na Polícia de Estocolmo, que a assumiu, em parte. O Chefe da Polícia Nacional Dan Eliasson prometeu investigar a razão da informação ter sido mantida em segredo.

10 de janeiro: uma pesquisa de opinião revelou que 59% dos suecos são a favor da checagem de documentos de identidade nas fronteiras, que entrou em vigor na semana anterior. Até mesmo na província meridional de Skåne, onde muitos passageiros que vão e voltam do trabalho da Dinamarca e são afetados pelos atrasos nos trens, a checagem da identidade conta com um sólido índice de aprovação. 62% das pessoas entrevistadas em Skåne disseram acreditar que o controle de fronteira é uma coisa boa.

11 de janeiro: o número total de candidatos a asilo na Suécia em 2015 foi divulgado ao público: perto de 163.000. Os maiores contingentes são de afegãos, iranianos e sírios. O ingresso de afegãos teve um aumento exponencial, principalmente de “refugiados menores de idade desacompanhados”. 7.049 “menores” pediram asilo na Suécia em 2014. Em 2015, esse contingente explodiu para inimagináveis 35.369 — 66% dos quais do Afeganistão. A Suécia agora decidiu implementar a avaliação da idade de candidatos a asilo que alegam serem menores de idade. Até agora a palavra do “menor” era aceita sem maiores considerações. Funcionários do Serviço de Imigração até foram orientados a não questionarem ninguém com aparência de menos de 40 anos de idade.

12 de janeiro: boatos se espalharam entre os redatores de editoriais liberais suecos que foi, de fato, o presidente russo Vladimir Putin que estava por trás da grande revelação do Nyheter Idag sobre os ataques sexuais no festival de música em Estocolmo. Isobel Hadley-Kamptz, ex-funcionária do jornal, acusada acobertar a história, (jornal Dagens Nyheter), tuitou:

“Nós sabemos que a Rússia está trabalhando ativamente para disseminar desinformação em outros países com o objetivo de diminuir a coesão e a confiança. Nós também sabemos que a campanha populista da direita está operando calçada na tese de que a sociedade não é merecedora de crédito (principalmente a mídia). E mesmo assim, quando um site populista de direita, claramente ligado a Putin, inicia uma campanha contra o DN (Dagens Nyheter) e contra a mídia, pessoas sensatas concordam”?

A ideia do suposto envolvimento de Putin no segmento da mídia sueca não foi considerada, ao que tudo indica, estranha, nem pelo redator chefe do Dagens Nyheter Peter Wolodarski, nem pelo conceituado colunista Andreas Ekström, do respeitado diário Sydsvenskan, ambos sustentam a alegação de que Putin é um titereiro da mídia sueca.

12 de janeiro: homens de meia idade se passando por adolescentes têm o direito a assistência 24 horas por dia na Suécia. O custo é astronômico, mas jamais questionado. Entretanto, se você tiver 103 anos de idade e for sueco, não terá o mesmo direito. Recentemente uma senhora ficou sabendo disso quando pediu para ser levada a um abrigo para idosos. Ela tem problemas cardíacos, angina e tontura, além de um marca-passo. Ela usa um andador, mas devido à tontura, perde o equilíbrio e cai com frequência. Quando os assistentes do serviço de assistência médica domiciliar vêm à noite a casa dela, ela se sente constrangida: na maioria das vezes os profissionais da saúde são pessoas que ela nunca viu. Mas o poder local não considera que essas enfermidades sejam o suficiente para permitir que ela vá para um lar com supervisão constante. A idosa de 103 anos foi obrigada a processar o município em um Tribunal Administrativo, onde ela finalmente recebeu um veredito favorável.

12 de janeiro: outro mito muito apreciado acabou se revelando como verdade: aquele sobre a polícia acobertar crimes cometidos por imigrantes. Ao tentar localizar criminosos, a polícia sueca tem instruções explícitas para não incluir descrições de suspeitos, que de alguma forma poderiam ser interpretadas como “racistas”. O Svenska Dagbladet publicou o furo jornalístico depois que uma carta confidencial foi vazada para o jornal. Aparentemente a carta foi enviada a todo destacamento policial em setembro de 2015. O Chefe da Assessoria de Imprensa de Estocolmo tinha escrito que a polícia poderia ser vista como racista e por esta razão não deveria informar descrições físicas ao público. Ironicamente foram os próprios jornalistas que, de certa maneira, forçaram a polícia a parar de fazer uso de descrições como cor da pele ao tachar a polícia de “racista” toda vez que alguém de cor aparecia em uma lista de procurados.

13 de janeiro: a líder do Partido Democrata Cristão (Kristdemokraterna) Ebba Busch Thor, quer deportar candidatos a asilo que são estupradores, ainda que tenham motivos suficientes para terem seus pedidos de asilo aprovados. Em um artigo de opinião no diário conservador Svenska Dagbladet, ela ressalta:

“Se candidatos a asilo na Suécia cometerem crimes sexuais, eles deveriam ter o pedido de asilo recusado e prontamente despachados para fora do país. Mesmo no caso daqueles de posse de vistos de residência, a deportação deveria ser a consequência legal mais corriqueira.

“Alguns querem transformar isso em uma questão étnica. Mas não é. É uma questão que diz respeito à cultura e aos valores. Nossa sociedade livre e aberta tem como fundamento a liberdade pessoal, humanismo ocidental e ética cristã. Esses valores não devem apenas ser mantidos, eles precisam ser defendidos”.

14 de janeiro: um rapaz de 18 anos foi indiciado por ter lançado uma granada de mão contra um camburão no subúrbio de Tumba em Estocolmo no ano passado. Ele foi acusado de tentativa de assassinato além de outros crimes: dois latrocínios, posse e uso ilegal de armas, abrigar um criminoso e assalto.

16 de janeiro: a questão de possíveis acobertamentos da mídia de notícias importantes na Suécia continua interessando muitas pessoas. “A concepção de que a mídia acoberta fatos,” ressalta Jesper Strömbäck, professor de estudos de comunicação e mídia, “se assemelha à teoria da conspiração… A motivação de não veicular determinadas informações é a relevância da notícia”.

A declaração de Strömbäck levou a colunista Sakine Madon a perguntar aos seus colegas no Facebook e no Twitter se alguma vez já lhes foi pedido que moderassem ou evitassem determinados assuntos que pudessem “beneficiar os Democratas Suecos (partido contrário à imigração)”? Um jornalista experiente respondeu que em diversos órgãos de imprensa há e tem havido uma política velada de não apoiar os Democratas Suecos para não favorecer a “xenofobia”.

Mas não se revela segredos editoriais e se sai incólume. A Sra. Madon teve que suportar uma onda de duras críticas, na maioria das vezes injustas. Ela respondeu o seguinte:

“Em vez de se envolverem em difamações infantis, os jornalistas deveriam se perguntar: o que podemos fazer a respeito desse problema? Onde estabelecer os limites entre ativismo e jornalismo? Deveríamos nos opor abertamente aos Democratas Suecos (SD em inglês) ou insistir na neutralidade”?

18 de janeiro: dois homens foram indiciados por crueldade contra animais, após terem abatido carneiros de acordo com o abate halal (método islâmico de abate animal) em uma pizzaria em Falkenberg. O abate Halal não permite o atordoamento prévio do animal, o que é ilegal na Suécia, de modo que os homens tentaram infiltrar sorrateiramente dois carneiros no restaurante. Mas alguém os estava observando. Quando a polícia chegou ao local, os carneiros já estavam mortos no chão de concreto em uma poça de sangue.

Esquerda: Um camburão repleto de estilhaços em consequência de um ataque com uma granada de mão ocorrido no ano passado em Estocolmo. Os quatro policiais que se encontravam no interior do veículo podiam ter morrido se a van não fosse blindada. Em 14 de janeiro um rapaz de 18 anos foi indiciado pelo ataque. Direita: A faca ensanguentada usada pelos dois homens para matar os carneiros de acordo com o abate halal (método islâmico de abate animal) em uma pizzaria em Falkenberg. Os homens foram indiciados em 18 de janeiro por crueldade contra animais, porque segundo a lei sueca é necessário atordoar o animal antes do abate, o que torna o abate halal ilegal na Suécia.

18 de janeiro: o número de ataques sexuais em piscinas públicas disparou em janeiro. Os jornais estavam repletos de histórias sobre “choques culturais” em piscinas públicas. Membros do staff da piscina, já aflitos, solicitaram que os adultos assumissem a responsabilidade e cuidassem dos “meninos refugiados menores de idade desacompanhados” que estavam tocando libidinosamente as meninas. Neste dia em especial, um candidato a asilo de 16 anos foi detido pela polícia quando, juntamente com uma gangue de jovens imigrantes, molestaram uma menina sueca de 15 anos. “Em determinado momento ele tentou enfiar os dedos no interior do traje de banho dela. Os jovens também tocaram nos seios dela sobre o traje de banho e agarraram suas pernas”, segundo o policial encarregado do condado Kenneth Sundin contou ao diário local Upsala Nya Tidning.

18 de janeiro: motoristas de ônibus do sexo feminino em Lessebo sentiam não ter outra escolha a não ser faltarem ao trabalho alegando doença após serem assediadas pelos migrantes recém chegados. Na maioria das vezes os desentendimentos ocorreram devido ao fato dos migrantes tentarem usar bilhetes inválidos e não aceitarem a recusa dos motoristas em permitirem que continuassem a viagem sem a devida documentação. A tardezinha e a noite têm sido sobremaneira problemáticas. De acordo com uma empresa de ônibus os problemas poderiam ter sido evitados “se os funcionários do Serviço de Imigração tivessem distribuído informações por escrito em diversos idiomas, explicando o regulamento aos imigrantes recém chegados”. Para evitar problemas alguns motoristas simplesmente não importunavam os migrantes. Por exemplo, um pai exigiu que toda sua família viajasse de graça, pelo fato de sua esposa ter hora marcada em uma unidade de assistência pré-natal. Disseram ao motorista para que ele calasse a boca, e no final ele acabou consentindo, permitindo que os membros da família viajassem de graça.

18 de janeiro: a Aliança Nacional para a Educação Sexual (Riksförbundet för sexuell upplysning), RFSU, exigiu a obrigatoriedade de ministrar aulas de educação sexual para todos os “refugiados menores de idade desacompanhados”. Entretanto, a Aliança não quer apenas uma educação sexual ultrapassada, ela exige que as aulas sejam conduzidas a partir de uma perspectiva de gênero de “norma crítica“.

Após as recentes denúncias sobre violência sexual contra mulheres em Estocolmo, Kalmar, Colônia e outras localidades, a RFSU assinalou que já estava na hora de rapazes jovens oriundos de sociedades altamente patriarcais adotarem a “norma crítica”.

Em um artigo opinativo a RFSU ressalta: “a educação sexual calçada em uma base consciente quanto ao gênero e em norma crítica despontou como um fator chave, não apenas para fortalecer a saúde dos jovens mas também como antídoto para a violência com base em gênero. Isso é verdade para todos os jovens, independentemente do background. É um direito e uma possibilidade que Suécia não pode negligenciar”.

19 de janeiro: o enorme fluxo de jovens do sexo masculino que ingressaram na Suécia, acabou imputando ao país um equilíbrio de gênero distorcido muito preocupante, de acordo com a Professora Valerie M. Hudson, do Programa para Mulheres, Paz e Segurança da Universidade do Texas A&M. No diário sueco Göteborgs-Posten, ela destacou: “minha pesquisa revela que resultam várias consequências negativas para a sociedade quando aumenta a desigualdade na distribuição de gênero, algo que a Suécia deve debater com seriedade”.

A desigualdade se deve em grande medida à imigração. A gigantesca migração ocorrida na Suécia em 2015, na qual 71% dos imigrantes eram do sexo masculino, aumentou consideravelmente a desigualdade na distribuição de gênero. “A partir das estatísticas oficiais sobre a imigração,” segundo ela, “é possível concluir que no final de 2015 havia 123 meninos entre 16 e 17 anos para cada 100 meninas do mesmo grupo etário”. A título de comparação, na China, que conta com uma das maiores desigualdades na distribuição de gênero, há somente 117 meninos para cada 100 meninas do mesmo grupo etário. “Considerando que venho estudando a distribuição de gênero na China e Índia por 15 anos, é incrível constatar que a Suécia tem uma desigualdade mais alta do que naqueles dois países”.

No artigo, a professora Hudson também cita o porquê das várias razões da desigualdade de gênero ser perigosa, e questiona: “como é possível que a Suécia, um dos países que mais reconhecem o direito das mulheres no mundo, parece não se importar com flutuações dessa magnitude na distribuição de gênero”?

19 de janeiro: na escola Sjumilaskolan na região de Biskopsgården de Gotemburgo, a anarquia, segundo consta, é o lugar comum. De acordo com um relatório da direção da escola (Skolinspektionen), os professores têm medo de seus próprios alunos. Em Sjumilaskolan, são falados cerca de 60 idiomas, menos de um terço dos estudantes passam de ano em todas as matérias, a violência, ameaças e abusos já são corriqueiros e nenhum adulto na escola ousa por um fim no desvio de conduta. No semestre passado, houve tiroteios no pátio da escola e agora vários estudantes dizem que não se atrevem mais a ir para a escola.

O relatório da direção da escola esclarece:

“Alguns professores nos informaram que eles próprios já se viram no meio de conflitos verbais e físicos com os estudantes, e que os professores temem que um dia os estudantes irão se matar uns aos outros. Os professores relatam uma ansiedade geral na escola e também nos contam que eles acham que há risco de explosão de tumultos no ensino médio”.

Em novembro de 2015, cerca de uma semana após a inspeção realizada pela direção da escola, houve na verdade um quebra-quebra na escola, no qual os estudantes arrebentaram mesas, cadeiras e pinturas em uma das salas de aula, os professores tiveram que chamar a polícia para por fim aos distúrbios. A direção da escola exige que o governo municipal de Gotemburgo aborde imediatamente os problemas de Sjumilaskolan. Se a situação não estiver sob controle até 29 de abril, o município será multado em 700.000 coroas suecas (US$82.000).

20 de janeiro: Mutar Muthanna Majid, ex-suspeito de terrorismo, exigiu um milhão de coroas suecas (US$117.000) do governo sueco em compensação por danos. Segundo seu advogado Peter Ataseven, “ele era suspeito de gravíssima atividade criminosa. Mas acima de tudo, ele foi vítima da cobertura da mídia, uma vez que foi retratado como terrorista, tendo seu nome e foto permanecidos na imprensa”.

O que motivou o Serviço de Segurança a prender Muthanna Majid em 18 de novembro, o porquê dele ter sido considerado suspeito de preparar ataques terroristas, elevando o nível de ameaça na Suécia para quatro de uma escala que vai até cinco desencadeando uma massiva caçada humana, ainda é um mistério. Naquele momento a polícia parecia segura de si, e a maioria dos veículos de mídia publicou o nome e a fotografia do suspeito. Na noite seguinte, 19 de novembro, um enorme aparato policial deteve Majid no abrigo para asilados em Boden onde ele residia. Ele foi interrogado e alguns dias depois o promotor público decidiu soltá-lo, ele deixou de ser suspeito de qualquer transgressão.

24 de janeiro: a polícia de Estocolmo avisou que não tinha mais condições de suportar a pressão de lidar com as crianças de rua marroquinas se comportando desenfreadamente pela cidade. Há centenas de rapazes do Marrocos e de outros países do Norte da África que estão ilegalmente na Suécia, principalmente em Estocolmo e Gotemburgo.

SVT Nyheter, um programa de notícias da TV estatal, entrevistou um policial que pediu para não ser identificado:

“Esses caras são um problema gigantesco para nós. Eles roubam qualquer coisa em qualquer lugar e espancam os seguranças na estação central de trens. Eles agarram meninas entre as pernas e as esbofeteiam se elas acharem ruim. Todos os policiais sabem disso. A situação é caótica, eu jamais deixaria meus filhos irem à estação de trens, nenhum policial deixaria”.

Dias mais tarde, ao que tudo indica, alguns justiceiros decidiram “limpar” as ruas. De acordo com diversas fontes da imprensa, uma gangue considerável de homens mascarados na estação central de trens em Estocolmo, distribuiu folhetos com mensagens condizentes com algo mais ou menos assim: “basta!”. Os folhetos incentivavam as pessoas a fazerem justiça com as próprias mãos, encontrar os meninos de rua na região e “fazer com que recebam o que merecem”.

Quando o incidente foi amplamente divulgado na grande mídia, de repente, os meninos de rua foram renomeados para “refugiados menores de idade desacompanhados”. Causa espécie o fato da polícia ainda não ter recebido nenhuma queixa de abuso praticado pelos meninos de rua, e ainda se questiona se algum dia sequer houve algum ataque.

24 de janeiro: Mauricio Rojas, que durante muitos anos foi o porta-voz da “política de integração” dos Liberais, salientou em uma coluna no jornal Svenska Dagbladet:

“Um país que um dia já foi caracterizado pelo incrível senso de solidariedade, todas as coisas que o estado de bem estar social sueco representava, em poucas décadas se transformou em uma comunidade multiétnica, em que a liga que une o companheirismo entre as pessoas foi consideravelmente enfraquecida”.

Rojas, outrora imigrante que veio para a Suécia do Chile, foi considerado muito duro para com os imigrantes, por isso ele foi fritado pelos Liberais. Ele deixou o parlamento e deixou a Suécia, no outono de 2008, mudando-se para a Espanha. De vez em quando ele aparece no debate sobre a imigração sueca. Poucos suecos ousariam escrever o que ele escreveu:

“Essas mudanças levantam preocupações em muitas pessoas e apresentam questões importantes quanto ao futuro para o qual estamos nos dirigindo, em termos de companheirismo nacional. Nós sabemos como eram as coisas, mas ninguém sabe como elas serão, há muitos que têm a sensação de que a Suécia perdeu sua alma e se tornou um caos multicultural. É por esta razão que a nostalgia e a sensação de alienação estão se avolumando no país, mas também o desejo de dar um tempo ou pelo menos desacelerar a velocidade da transformação”.

24 de janeiro: as universidades e faculdades da Suécia estão ansiosas para obter novos aprovisionamentos para os seus orçamentos em um total de 303 milhões de coroas suecas (mais de US$35 milhões), mas o dinheiro está sendo retido. Em vista disso, de acordo com a Ministra Social Democrata do Ensino Superior e Pesquisa Helene Hellmark Knutsson, o dinheiro será canalizado para cobrir o “gigantesco aumento nos custos em 2016, devido ao grande número de pessoas procurando asilo na Suécia que está fugindo da guerra e do terrorismo”.

24 de janeiro: outro caso de estupro homossexual foi descoberto em um abrigo para asilados, desta vez na cidade meridional de Ljungby. A polícia deteve um migrante de 22 anos suspeito de ter molestado um menino de 15 anos, onde ambos residiam.

25 de janeiro: Alexandra Mezher de 22 anos foi esfaqueada até a morte por um dos residentes em um abrigo para asilados para “refugiados menores de idade desacompanhados” onde ela trabalhava. O assassino, Youssaf Khaliif Nuur, alegou ser da Somália e ter 15 anos de idade, e como na Suécia não é rotina executar o procedimento médico para determinar a verdadeira idade daqueles que alegam serem menores de idade, o homem foi colocado na mesma dependência dos adolescentes. Quando o jornal britânico Daily Mail, cobriu sua detenção, já aproveitou para zombar das autoridades suecas por elas terem aceito sua alegação de ter 15 anos de idade, a grande mídia sueca tachou o Daily Mail de “Website do ódio”, a exemplo dos Websites da mídia alternativa sueca Avpixlat e Fria Tider. Por algum motivo o Daily Mail bloqueou a maioria dos artigos sobre o caso para os internautas suecos. Foram citadas razões legais, mas muitos especulavam que a censura governamental estava no meio. Em fevereiro, quando o Serviço de Imigração finalmente concluiu que a idade do suspeito de assassinato não era de 15 anos mas acima de 18, a correção foi laconicamente divulgada pela mídia sueca.

26 de janeiro: o Tribunal de Recursos de Svea elevou a sentença do imigrante congolês Loran Guy Mogi, que assassinou sua namorada Therese Eriksson, que estava grávida, na cidade de Vårgårda. No Tribunal Distrital, ele havia sido sentenciado a 18 anos de prisão e deportação, mas o Tribunal de Recursos aumentou a pena para prisão perpétua: “inclua o seguinte”, ressaltou o Tribunal de Recursos, “que a mulher estava grávida e que a gravidez estava adiantada e que X (o acusado) sabia muito bem da situação. No entender do Tribunal de Recursos trata-se de um fator altamente agravante, porque ao estrangular a mulher, X não assassinou somente ela, assassinou também uma vida embrionária. À luz desses fatos, o tribunal avalia que a pena correspondente é a prisão perpétua”.

Ingrid Carlqvist,é uma jornalista e autora radicada na Suécia e Ilustre Colaboradora Membro do Gatestone Institute.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7588/suecia-estupro-gays-isla

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