Reino Unido anuncia plano para acolher 3 mil crianças refugiadas até 2020

Prioridade serão menores de idade que enfrentam rota da imigração sozinhos

LONDRES — O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira que receberá até 3 mil crianças refugiadas em risco até 2020, em uma das maiores iniciativas do mundo para abrigar crianças em risco. Centenas de realocações deverão acontecer no próximo ano. A prioridade deverão ser as crianças que enfrentam a rota da imigração sozinhas, mas também incluirá parentes adultos que acompanham os menores de idade.

A iniciativa segue as recomendações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e será abertos a refugiados de todas as nacionalidades, ao contrário de outras iniciativas europeias e britânicas. Com isso, serão incluídas crianças que moram em campos de refugiados do Norte da África, ponto de partida para refugiados de diversos países, como Nigéria, Senegal e Gambia. No entanto, o plano exclui os imigrantes que já chegaram ao continente europeu.

— Sob as recomendações do Acnur, o esquema não terá como alvo apenas crianças desacompanhadas, mas também será ampliado às crianças vulneráveis em risco, como aquelas ameaçadas pelo trabalho infantil, pelo casamento infantil e outras formas de abuso ou exploração — disse um porta-voz do governo britânico ao “The Independent”.

O ministro da Imigração britânico, James Brokenshire, disse que o governo estava comprometido a ajudar crianças vulneráveis que são injustamente impactadas pela crise humanitária, segundo o jornal britânico. A iniciativa conta com o suporte de ONGs especializadas em proteção à criança.

— Nós sempre fomos claros que a vasta maioria das crianças vulneráveis devem ser acolhidas por outros países da região para que possam se reunir com os parentes sobreviventes — disse o ministro. — No entanto, há circunstâncias excepcionais em que ser realocada ao Reino Unido é do maior interesse de uma criança.

As crianças estão entre os grupos mais afetados na crise migratória que atinge o continente europeu desde o ano passado. Muitos menores de idade deixam seus países de origem, sobretudo no Oriente Médio e no Norte da África, na fuga de conflitos e das precárias condições de vida. A polícia europeia estima que pelo menos 10 mil crianças tenham desaparecido desde o início da crise migratória, muitas da quais fora levadas à prostituição ou à escravidão. Sozinhas ou acompanhadas, estas crianças sofrem com as dificuldades da rota de imigração, além de estarem mais expostas a outras formas de abuso.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/reino-unido-anuncia-plano-para-acolher-3-mil-criancas-refugiadas-ate-2020-19138627#ixzz46VhiejRV
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