Síria recebe maiores operações humanitárias desde início da guerra

Comboios e ajuda médica chegam a milhares de pessoas, mas ONU ainda classifica avanço como modesto

DAMASCO — O maior comboio humanitário enviado desde o início da guerra na Síria há cinco anos chegou nesta quinta-feira a Rastan, uma cidade rebelde cercada pelo exército. Enquanto as negociações de paz em Genebra enfrentam mais dificuldades, 65 caminhões com alimentos, remédios e material médico chegaram ao local, onde 120 mil pessoas vivem isoladas. Em outras partes do país, operações de retirada de pessoas também têm sido realizadas como forma de amenizar a grave crise humanitária que atinge o país.

Além disso, as equipes que chegaram à cidade cercada há quatro anos devem examinar as infraestruturas de água corrente e de águas residuais, assim como as necessidades em termos de alimentação dos moradores. A última vez que Rastan recebeu um comboio humanitário foi em 2012.

— Este é o maior comboio humanitário que organizamos na Síria até o momento — disse Pawel Krysiek, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Damasco.

Nesta quinta-feira, a ONU concluiu a retirada simultânea de 500 feridos, doentes e de suas famílias de quatro localidades cercadas pelo regime ou por rebeldes. A iniciativa, iniciada na quarta-feira com o apoio do Crescente Vermelho sírio, permitirá o atendimento médico dos feridos e enfermos, segundoo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As pessoas transportadas de ônibus precisavam de maneira urgente de atendimento médico para salvar suas vidas, informou a Organização das Nações Unidas (ONU).

Cerca de 250 habitantes de Foua e Kafraya — aglomerações xiitas na província de Idleb cercadas por rebeldes islâmicos — seguem para Damasco e para a província de Latakia, que é reduto do regime. As operações de retiradas acontecem de maneira paralela ao envio de ajuda humanitária a estas cidades.

 

No entanto, o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, classificou o avanço na entrega de ajuda humanitária ao país como modesto. Ele disse que o governo ainda impede a entrada de suprimentos médios e cirúrgicos em algumas áreas — o que considera inaceitável.

Mais de quatro milhões de pessoas na Síria vivem em regiões cercadas ou em áreas de difícil acesso para a ajuda humanitária — enquanto 270.000 pessoas morreram na Síria desde o início do conflito em 2011. A difícil situação humanitária representa um grande obstáculo para o avanço dos frágeis diálogos de paz de Genebra entre o governo e a oposição.

O Estado Islâmico e a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, não estão incluídos no acordo sobre o fim das hostilidades entre o regime e os rebeldes, que entrou em vigor em 27 de fevereiro por iniciativa dos Estados Unidos e da Rússia. Moscou e Washington tentam, a todo custo, manter ainda as negociações em Genebra, que enfrentam grandes dificuldades.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/siria-recebe-maiores-operacoes-humanitarias-desde-inicio-da-guerra-19139040#ixzz46VjTFQUa
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