Novo ataque a hospital agrava caos em Aleppo

É o terceiro bombardeio em menos de uma semana a centros médicos da cidade síria

BEIRUTE — Foguetes disparados por rebeldes atingiram um hospital em uma área controlada pelo governo na cidade síria de Aleppo, deixando mortos e feridos, informaram nesta terça-feira a agência estatal Sana e o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). Num primeiro balanço, a agência afirmou que três pessoas foram mortas e outras 17 ficaram feridas, enquanto o OSDH apontou 19 óbitos. É o terceiro bombardeio a um centro médico da cidade em menos de uma semana, prejudicando os esforços diplomáticos internacionais para restaurar o cessar-fogo na Síria.

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— Vários obuses disparados por rebeldes contra o hospital al-Dabit, no bairro da Mohafaza, no centro de Aleppo, deixaram três mortos e 17 feridos — afirmou a Sana.

O novo ataque ocorre no dia em que o Conselho de Segurança da ONU se reúne em Nova York, na tarde desta terça-feira, para votar a reafirmação de seus membros ao compromisso de proteger hospitais e agentes de saúde em zonas de conflito.

O OSDH, um grupo de monitoramento com sede em Londres, afirmou que o hospital tinha sido fortemente danificado, advertindo que o número de mortos provavelmente vai aumentar. Segundo a organização, três crianças estão entre as vítimas fatais e outras 80 pessoas ficaram feridas.

Em um comunicado, o Exército sírio disse que o lançamento dos foguetes fazia parte de uma ação mais ampla de grupos insurgentes e que estava respondendo a origem dos disparos.

NEGOCIAÇÕES DE PAZ

A forte escalada da violência nas últimas semanas quebrou o cessar-fogo na Síria e prejudicou as negociações paz, o que levou diplomatas a agirem rapidamente para tentar salvar a situação. Em apenas 9 dias, 253 pessoas foram mortas em Aleppo, de acordo com o OSDH.

O mediador da ONU na Síria, Staffan de Mistura, iniciou nesta terça-feira conversas em Moscou com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Antes da reunião com Lavrov, Mistura disse que estava ansioso para ter uma conversa séria para “garantir o retorno da cessação das hostilidades”.

Em partes controladas pelos rebeldes, o Observatório relatou três ataques aéreos, com um número não confirmado de mortos.

CENTROS MÉDICOS NA MIRA

O ataque ao hospital al-Dabit vem menos de uma semana após dois bombardeios aéreos atingirem um hospital e uma clínica em uma área controlada por rebeldes.

Provavelmente perpetrado pelas forças leais ao ditador Bashar al-Assad, o ataque aéreo ao hospital al-Quds na última quarta-feira deixou 50 mortos, incluindo médicos e pacientes.

O centro, apoiado pelo Médico Sem Fronteiras (MSF) e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICV), ficou totalmente destruído.

Os ataques agravaram ainda mais o cenário em uma cidade arrasada pela guerra, onde 250 mil civis se veem sitiados e quase sem qualquer acesso a ajuda humanitária ou médica.

Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, advertiu em Genebra que o conflito na Síria está “em muitos aspectos fora de controle”.

O secretário de Estado, que tenta salvar a trégua instaurada há dois meses na Síria, fez a declaração após uma reunião com Staffan de Mistura.

“Estamos preparando um sistema de controle do cessar-fogo muito melhor”, declarou Kerry. “Teremos pessoas adicionais trabalhando em Genebra, 24 horas por dia, sete dias da semana”.

Fonte: O Globo

 

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