Chanceler britânico alerta para cooperação entre EI e Boko Haram

Philip Hammond teme que presença de grupo jihadista na Líbia fortaleça ações de extremistas nigerianos

ABUJA — Jihadistas do Boko Haram podem reforçar a cooperação com o Estado Islâmico (EI) caso o grupo consiga fortalecer sua presença na Líbia, afirmou um funcionário do governo britânico neste sábado à agência Reuters. No ano passado, o Boko Haram, que há sete anos trava um conflito no Norte da Nigéria, jurou lealdade ao Estado Islâmico.

— Se o EI estabelecer uma presença mais forte na Líbia, criará uma rota uma rota de comunicação direta, que acabará intensificando a cooperação prática entre os dois grupos — disse o ministro do Exterior britânico, Philip Hammond em uma conferência de segurança na Nigéria.

Na sexta-feira, um funcionário do alto escalão do governo americano afirmou que ainda não havia sinais de que combatentes nigerianos estivessem seguindo para a Líbia.

Na conferência, com a participação de vizinhos da Nigéria e potências ocidentais, vários líderes africanos alertaram que a estabilidade na Líbia é fundamental para combater o Boko Haram e melhorar a segurança na região.

Em um discurso, o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, disse que o Exército recapturou quase todo o território que havia perdido para o Boko Haram, embora o grupo ainda frequentemente realize atentados suicidas.

 — O que resta é para desalojar os terroristas de seu esconderijo na Floresta de Sambisa e, com segurança, libertar as meninas sequestradas em Chibok e outras vítimas — afirmou Buhari em referência a um grupo de 219 estudantes sequestradas pelo Boko Haram em 2014.

Segundo o presidente, o exército da Nigéria tem respeitado os direitos humanos ao lidar com civis, uma condição imposta pelos EUA para atender às solicitações de vendas de aeronaves e outras armas. Durante o mandato do antecessor de Buhari, Goodluck Jonathan, os EUA bloquearam a venda de armas, em parte devido a preocupações com os direitos humanos.

Autoridades americanas afirmaram este mês que Washington quer vender até 12 aviões de ataque A-29 para a Nigéria, mas ainda depende da aprovação do Congresso.

Fonte: O Globo

 

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