Avião que ia de Paris ao Cairo cai no Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo

Aeronave da EgyptAir desapareceu do radar antes de entrar no espaço aéreo egípcio. Ministro da Aviação diz que hipótese de terrorismo é mais forte do que falha técnica.

CAIRO — Um avião da companhia aérea EgyptAir, que ia de Paris ao Cairo, caiu nesta quinta-feira no Mar Mediterrâneo. Com 66 pessoas a bordo, incluindo uma criança e dois bebês, a aeronave desapareceu do radar antes de entrar no espaço aéreo egípcio. Segundo o ministro da Aviação do Egito, Sherif Fathy, a possibilidade de um ato terrorista é “mais forte” do que falha técnica. Dois objetos laranjas que se acredita serem do Airbus desaparecido foram encontrados perto da ilha grega de Creta, de acordo com as autoridades gregas. Há também relatos da descoberta de objetos de plástico.

Ao confirmar a queda, o presidente francês, François Hollande, insistiu que não se deve excluir nenhuma hipótese, incluindo terrorismo, e disse que a França está em contato com as autoridades gregas e egípcias para enviar aviões e navios para participar dos esforços de busca.

— Nós temos que ter certeza de que sabemos tudo sobre as causas do que aconteceu. Não está excluída nenhuma hipótese — afirmou o presidente.

Na mesma linha, o primeiro-ministro do Egito, Sherif Ismail, disse que é muito cedo para descartar qualquer motivação. Quando perguntado se poderia descartar uma ação terrorista por trás do incidente, ele respondeu:

— Não podemos excluir ou confirmar nada neste momento. Todas as operações de busca devem ser concluídas para que possamos saber a causa. As operações de busca estão em curso neste momento para localizar o avião na zona onde se acredita que teria perdido o contato — disse Ismail no aeroporto do Cairo.

Em uma entrevista coletiva, o ministro da Defesa grego, Panos Kammenos, explicou que o Airbus mudou de rota abruptamente, fazendo primeiro um giro de 90º à esquerda e depois 360º à direita, e depois perdeu altitude.

Fonte: Reuters, BBC

O voo MS804 partiu do aeroporto Charles de Gaulle às 23h09m (18h09m no horário de Brasília) e desapareceu por volta das 2h45m (21h45m em Brasília), a cerca de 130 quilômetros antes de entrar no espaço aéreo egípcio. De acordo com flightradar24.com, na última posição conhecida, a aeronave estava acima do Mar Mediterrâneo.

Entre os 56 passageiros havia 15 franceses, 30 egípcios, um britânico, um belga, dois iraquianos, um cidadão do Kuwait, um árabe, um cidadão do Chad, um português, um argelino, um canadense e um sudanês. Dez triputantes também estavam a bordo.

PILOTO NÃO MENCIONA PROBLEMA

Uma fonte aeroportuária da Grécia informou à agência France Presse que a aeronave teria caído perto da ilha grega de Karpatos, ao sudeste do Mar Egeu.

Controladores gregos de tráfego aéreo falaram com o piloto enquanto a aeronave sobrevoava a ilha de Kea, no que deve ter sido o último contato. O piloto não teria mencionado qualquer problema.

— A teoria de que o avião caiu foi confirmada depois da busca preliminar e depois da aeronave não ter chegado a nenhum aeroporto próximo — disse uma fonte da aviação que pediu para não ser identificada. — Todas as causas do desastre são possíveis, desde uma falha técnica grave até uma ação terrorista ou qualquer outra circunstância. Isso será confirmado quando inspecionarmos os destroços do avião e com as transcrições das caixas-pretas.

O Exército egípcio negou nesta quinta-feira ter recebido uma mensagem de emergência do avião A320 da EgyptAir, o que contradiz uma informação da companhia aérea.

O fato de que os pilotos não tiveram tempo de enviar uma mensagem de emergência poderia sugerir, segundo especialistas, que aconteceu um acidente brutal.

INFORMAÇÕES DESENCONTRADAS

O vice-presidente da EgyptAir, Ahmed Abdel, afirmou em um primeiro momento que a tripulação não havia enviado nenhum sinal de emergência.

Alguns minutos depois, no entanto, um comunicado da EgyptAir afirmava o contrário e um porta-voz destacou que o Exército havia captado uma “mensagem de emergência”, “menos de 10 minutos antes” do desaparecimento do avião dos radares.

Em 31 de outubro de 2015, um Airbus A321 operado pela Metrojet da Rússia caiu no Sinai, matando todas as 224 pessoas a bordo. A Rússia e governos ocidentais disseram que o avião foi provavelmente derrubado por uma bomba, e o grupo militante Estado Islâmico disse ter contrabandeado um explosivo a bordo.

A Reuters informou em janeiro que um mecânico da EgyptAir, cujo primo se juntou ao Estado Islâmico na Síria, é suspeito de ter colocado a bomba, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto.

Em março, um avião da EgyptAir que voava de Alexandria ao Cairo foi sequestrado e forçado a aterrissar no Chipre por um homem que as autoridades disseram que usava um falso cinto com explosivos. Ele foi preso depois de se entregar.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/aviao-que-ia-de-paris-ao-cairo-cai-no-mediterraneo-com-66-pessoas-bordo-19334627#ixzz496r4Mw5f
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