Cidades abandonadas da Itália recebem refugiados para tentar renascer

Muitas delas, principalmente no Sul, estavam perdendo habitantes e recursos governamentais.

A Itália é um dos núcleos da História, mas muitas de suas cidades estavam sendo vencidas pelo tempo. Cidades pequenas, verdadeiros vilarejos envelheciam em um silêncio crescente como o crepúsculo. E se apagavam em praças solitárias, verdadeiros refúgios de lembranças e principais companhias de seus habitantes.

Então um drama que assolou a humanidade, cujo ápice se iniciou em 2015, tornou-se uma solução para esses locais da “Velha Bota”. Milhares de refugiados, que atravessaram o mar em busca de acolhimento, acabaram encontrando aconchego justamente em um dos berços da civilização.

A Itália é dividida em várias regiões autônomas e esse municípios não necessitam de uma autorização do poder central para alojar os novos moradores e inseri-los na economia local.

A vinda dos refugiados, muitos deles oriundos da Síria, serviu como um bálsamo para a revitalização das cidades. Eles começaram a trabalhar em profissões como pedreiros, costureiras, vendedores, em confecções, indústrias e no artesanado de províncias como Calábria, Campania, Basilicata e Puglia. Segundo Patrícia, além de reativar setores como o comércio, os municípios começaram a receber mais verbas do governo.

— Os refugiados estão contribuindo para o desenvolvimento local, com a revitalização da cidade. Isso acontece principalmente no Sul, onde há mais carência econômica. Cada cidade recebe uma verba por número de habitantes, por isso para a cidade é interessante se revitalizar, caso contrário não irá receber um repasse suficiente.

A Acnur (Agência da ONU para Refugiados) alertou na quarta (18) que a situação dos refugiados continua crítica na maioria dos países. Em torno de 60 milhões de pessoas estão hoje deslocadas à força, das quais cerca de 20 milhões são refugiados que fugiram para outros países

— Muitas províncias se encontravam em uma situação extremada. Ou faziam a sua reestruturação ou, conscientemente, iriam morrer aos poucos.

A agência diz que o financiamento da ajuda humanitária não está sendo suficiente para acompanhar o ritmo dos deslocamentos. Enquanto isso, cidades italianas remontam suas origens históricas e se preparam para um novo Renascimento graças aos refugiados. Transformando o inferno de Dante Alighieri na Dolce Vita de Frederico Fellini. No encontro do trabalho com a solidariedade.

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