Não acredito em “comoção seletiva”

Por Andréa Fernandes

As terríveis imagens postadas nas redes sociais por estupradores de uma jovem nua e violentada aos 16 anos chocaram o Brasil, e imediatamente, manifestaram reações de repúdio os artistas, os políticos, os ativistas, a OAB, a ONU e milhares de pessoas nas redes sociais.

Foram realmente muitas as demonstrações de aversão ao crime e além de hashtags condenando a inominável violência, circularam nas redes sociais até mesmo as imagens de uma mulher – simbolizando a vítima da selvageria – numa cruz com sangue escorrendo pelas pernas numa alusão distorcida de semelhança ao martírio cristão.

A própria ONU que “fecha os olhos” para os países muçulmanos que praticam as formas mais abjetas de misoginia, não deixou de emitir declaração acerca do estupro dessa jovem no Rio de Janeiro e de outra adolescente, no Piauí. Afirma a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman:

“Além de serem mulheres jovens, tais casos bárbaros se assemelham pelo fato de que as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de drogas ilícitas”.

Ativistas marcaram para a próxima quarta-feira (01/06) uma manifestação no Rio de Janeiro com o tema “Por todas Elas”. E as feministas aproveitam a tragédia vivenciada pela jovem para destilar todo seu ódio contra a sociedade culpando-a pelo crime praticado por estupradores quando propalam a aberração da chamada “cultura do estupro”.

Assim, quando assistimos todos esses gestos de “solidariedade” somos levados a acreditar que há uma “preocupação geral” com o drama vivido pelas mulheres que sofrem estupro! E isso é verdade? Claro que não! Nem mesmo as feministas estão preocupadas em denunciar e condenar esse ato de violência extrema quando praticado por seus “camaradas muçulmanos”.

Logo, eu só vou acreditar que todo esse pessoal está sensível à dor de milhares de vítimas de estupro quando visualizar hashtags e perfis nas redes sociais condenando o estupro coletivo diário de milhares de meninas e mulheres das minorias cristãs e yazidis que são ESCRAVAS SEXUAIS de terroristas do Estado Islâmico, um drama que não abala as redes sociais!

Esse relativismo nojoso reinante no mundo virtual que “classifica” qual o tipo de atrocidade merece comoção é de uma mediocridade ímpar! Quem RESPEITA as MULHERES se indigna com TODO e qualquer ato de violência, seja ele no Brasil, no mundo muçulmano ou em países comunistas!

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG EVM

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