Riscos no Brasil e América Latina quanto ao Terrorismo Islâmico, suas Ramificações e Imposição de Cultura

Por Amir Kater

             Tempos atrás, uma matéria no jornal “O Estado de São Paulo”, do ano de 2011, dava conta sobre as questões referentes à tríplice fronteira, que sabemos sempre foi motivo de problemas como contrabando de drogas, armas, mercadorias eletrônicas entre outras, que são contrabandeadas para diversos comércios que vivem desse tipo de produtos e para bandidos de todos os tipos e níveis.

         Já de antes dos atentados ocorridos na Argentina em 1992 e 1994 – respectivamente,bombas detonadas diante da Embaixada israelense em Buenos Aires e da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), deixaram mais de 100 mortos –  e conforme o texto do jornal em tela, o então cônsul-geral para São Paulo, Ilan Sztulman, deixava clara sua preocupação e visão sobre a “ameaça” de terror na América Latina. Dizia ele de maneira objetiva após mencionar os atentados acima referenciados: “Eu não ‘acho’ que o terror é uma ameaça relevante na América Latina. Eu sei que o terror é uma “ameaça relevante”[1]. Sabidamente, o Irã é o país que é apontado como apoiador e executor de um dos atentados, pelo menos, o da Amia[2], que após ter seu caso reaberto culminou com a “morte” – uma vez que temos por foro íntimo ter se tratado de uma execução – do Procurador Federal Alberto Nisman, que além de tudo incomodava por ser judeu. Nos chama a atenção essa conjunção de fatores que levam à “morte” do mesmo.

             Não só se demonstra a iminente ameaça de atentados mediante as declarações do então cônsul, mas também por matérias publicadas em outros veículos. Afinal, era sabido por exemplo sobre esse tema, e com base em provas, pela Polícia Federal, que a Al Qaeda e outras quatro organizações terroristas ― que no Brasil, adoram chamar somente de “extremistas”, sempre minimizando a questão ― se utilizam do país para recrutamento, financiamento, planejamento e difusão do ideal radical através de propaganda pró-terror[3] e, evidentemente relacionada ao Islã. Sim, pois basta que analisemos como vem se dando há muitos anos a entrada dos muçulmanos não só árabes em território nacional.

              É notório que o Brasil já desde muito vem crescendo do ponto de vista geopolítico, ainda mais com a questão da Copa do Mundo e das Olimpíadas, nos anos de 2014 e 2016. Devemos levar em conta que em 1990, a Argentina tinha boas relações com governos árabes e muçulmanos, o que nem de longe impediria qualquer “transtorno” futuro e/ou ataque terrorista em seu território. E, foi o que houve conforme demonstra a história não tão distante. Curiosamente, mas nem tanto, hoje, o Brasil está na mesma posição que a Argentina de 17 anos atrás, pois mantém boas relações com o Irã, fomentador, apoiador e perpetrador de ataques islâmicos, que tem em um Sheik de São Paulo um grande defensor do estreitamento de relação entre os dois países. Afinal, o que há de “mal” o Irã ajudar na islamização do Brasil?

            Porém, percebemos “facilitação” leniente não só com o Irã, mas com os Emirados Árabes Unidos (EAU), país com o qual, ainda no mês de março, foi celebrado acordo de livre entrada e saída do país, através do qual não há necessidade de visto para que seus cidadãos entrem ou saiam do Brasil, em princípio por 90 (noventa) dias, mas uma canetada aqui e outra ali, e isso pode ser prorrogado. Para tanto, basta lembrar que o senhor Aluysio Nunes, autor do Projeto de Lei nº 2516/015 – que trata de alterações e regulamentação de nova forma da migração – hoje ocupa a cadeira de ministro do Ministério das Relações Exteriores. Tudo muito similar aos fatos ocorridos em nossa vizinha Argentina.

                Em breve, existirão outros países como os que firmaram “parcerias” com o prefeito de São Paulo, João Dória Junior, que celebrou contratos de parceria com os Emirados Árabes Unidos. Mas, além desse país muçulmano foram visitados Dubai, Abu Dabi e Doha para contatos com empresários locais. Devemos lembrar que junto aos petrodólares estão conectadas certas imposições culturais, como já vimos e lemos sobre outros países. Além, é claro, de “engrossar o caldo migratório” e com isso, a proliferação de sua cultura, teo-política, com mais base financeira e recursos econômicos.

                Bem, traçados esses pontos voltamos ao Brasil, e, após as questões da Argentina e outros países, ainda em 2011, continuando sobre a matéria do início do presente, sem entrarmos hoje na questão da existência de integrantes de outros grupos em solo brasileiro desde 1980; porém ressaltando que em 2004 (7 anos antes das matérias aqui mencionadas), o então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso bloqueara bens da família Bin Laden no país através de decreto presidencial (DECRETO Nº 5.158 DE 27 DE JULHO DE 2004)[4], o que, por si, já demonstra obviamente a existência de consciência e alerta quanto a entes e grupos terroristas como Al-Qaeda e Osama Bin Laden.

             Evidente que hoje a internet facilita muito o terrorismo, não só pela agilidade de troca de informações, mas pela troca de planos, facilidade de criação de programas de criptografia, desligamento de integrantes de grupos, células, “batalhões” etc. Vale citar o exemplo que ocorreu numa “lan house” onde o proprietário era, àquela época, Khaled Hussein Ali, responsável pela propaganda, traduções de discursos, textos e outros dados da rede Al-Qaeda. Nem precisamos afirmar que isso ocorre, pois se valem da legislação fraca que vigia à época e que atualmente está em vigência. O terror, do qual falamos aqui, enviava “spams” com texto de incitação ao ódio contra judeus e negros e naquela época, não se falava tanto dos cristãos, não menos mal vistos pelo islã. Contudo, o libanês, não foi condenado por terrorismo devido ao fato de que o Código Penal Brasileiro (CP) fundamentou  sua liberação pelo Ministério Público Federal e a não apresentação de qualquer outro caso para tentar mantê-lo preso, muito embora fosse, e ainda é, uma prática muito comum a investigação de evasão, fraude financeira, problemas com o fisco, fraude ou sonegação fiscal para conseguir esse tipo de prisão, vez que o CP não abrange o terrorismo, e, hoje a lei antiterror ainda é muito limitada e “frouxa” para qualquer padrão médio de um país que sabe ter terroristas em seu território.  Tal falta de postura acusatória objetiva rende certo mal-estar entre o governo brasileiro e o norte- americano quando se trata desse tipo de assunto.

         Desde os anos 80, os relatórios de diversas agências como FBI, CIA, INTERPOL, MOSSAD e Departamento do Tesouro Americano são desconsiderados pelos sucessivos governos brasileiros quando se referem às atividades terroristas e extremistas, mesmo com a reviravolta ocasionada pelos atentados na Argentina. O governo brasileiro, não atenta para a necessidade de elevação de nível de alerta, bem como de maior e mais eficaz cobertura de fronteiras, melhores análises para permissão de entrada de pessoas ligadas a países fomentadores, financiadores e apoiadores do terror, por exemplo.

                Somente com a prisão de Khaled Hussein Ali – anos após Bin Laden e Khali Shaikh Mohammed, que ajudou nos planos para os ataques de 11/09 nos Estados Unidos –  foi que se soube que em 1995, ambos estiveram em Foz do Iguaçu. Curiosamente, a “força tarefa” da Polícia Federal que acompanhava, investigava e/ou monitorava foi desativada em 2009. Porém, os relatórios obtidos por uma revista semanal ―VEJA― apontam de maneira clara que “além de Ali, vinte militantes da AI Qaeda, do Hezbollah, do Hamas, do Grupo Islâmico Combatente Marroquino e do egípcio al-Gama’a al-Islamiyya usam ou usaram o Brasil como esconderijo, centro de logística, fonte de captação de dinheiro e planejamento de atentados. A reportagem da revista também obteve os relatórios enviados ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos.” Não precisamos informar que ainda há muitos outras pessoas ligadas ao terrorismo no território brasileiro, e, agora com as questões comerciais, a permissividade governamental e a pressão do ministro Aluysio, isso tende a se acirrar.

            Lembremos que já àquela época afirmou-se: Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, dizia o procurador da República Alexandre Camanho de Assis, que coordenava o Ministério Público em treze estados e no Distrito Federal.

       Aliás, devo esclarecer que a partir de muitas postagens em redes sociais respondendo a diversas pessoas evidentemente mal preparadas, que preferem o alarde à informação, resolvi passar a escrever de maneira mais fácil não só sobre o que acomete o Velho Mundo, Europa, que passou pelo mesmo que vem ocorrendo no Brasil quanto ao formato de implementação teo-política do terrorismo e da “pseudofé islâmica” que sempre se manifesta da mesma forma.

      Deveria existir mecanismos legais mais céleres para que se pudesse corrigir e modificar a legislação vigente em todos os âmbitos de maneira que esta pudesse ter maior eficiência sobre o terrorismo. Porém, o que percebemos é o inverso; uma legislação ultrapassada, pois em seu texto não prevê atos terroristas da magnitude que percebemos mundo afora. Infelizmente, na legislação brasileira quando se trata de crime e Direito Penal, que permeia também crimes de terror, crimes de traição da pátria, entre outros, não há atualização, muito por conta da crença de que o Brasil é um país pacífico ― em relação ao que aqui estamos tratando ― que acolhe a todos sem distinção no que concerne à migração islâmica em massa e  a não distinção, e, por isso nada de mal ocorreria, já que acredita-se que todos os povos do mundo podem viver em paz “num território neutro”, o que é um grave erro. Muitos dizem ou escrevem em postagens: “por que fariam um atentado aqui?” Ou “impor ou aprovar essa tal de sharia, nada a ver, os “irmão quebra eles na bala”; aqui não se cria esses loucos”;  “um país que tem D’us como cidadão (alusão a: “deus é brasileiro), não vai acontecer nada”; “quero ver meter o louco aqui”; e outras bobagens correlatas, mostrando a total falta de cultura do povo frente a algo tão sério. O pior, ainda mais sério, é pensar que o crime organizado é quem deveria lhes proteger, sendo algo, no mínimo, surreal.

          Por outro lado, há aqueles, que só fazem urrar em seus textos, porém, sem conteúdo para demonstrar o que de nós já se aproxima sorrateiramente há anos, mas poucos realmente têm a consciência do que isso traz consigo ou significa.  Aqueles que escrevem sobre o tema, o fazem de maneira a se esconder, pois temem represálias vindas destes que se valem das fragilidades legais, e enquanto se valem destas, já impõem o terror da mesma forma que se utilizam dos discursos brandos e amigáveis, para ―  em acordos muito conveniente a eles ― enviar, apoiar, alardear, difundir, recrutar, recolher fundos, fazer propaganda, fomentar o terror mundial, e, pior, institucionalizar a sharia, como vem ocorrendo na “Eurábia” e Canadá.

             Basta que analisemos o seguinte:

“Preso em 1999, Mohamed Ali Abou Elezz Ibrahim  Soliman Teve sua extradição negada pelo Supremo que encontrou aros (sic) formais de instrução do processo, como falhas na tradução de documentos. Como Eltrabily ele vende muamba, mas em Foz do Iguaçu. Hesham Ahmed Mahmoud Eltrabily é apontado pelo Egito como participante da chacina de 62 turistas que visitavam as ruínas de Luxor, em 1997. Com uma ordem de prisão emitida pela Interpol, foi capturado em São Paulo, cinco anos depois. O Supremo Tribunal Federal negou sua extradição, alegando que as provas apresentadas pelo governo egípcio não eram peremptórias. Agora, o egípcio comercializa eletrônicos na Galeria Pagé, um dos centros de venda de contrabando da capital paulista.”

          Ambos formam, conforme texto extraído da matéria, “a célula brasileira do al-Gama´a al-Islamiyya subordinada à AI Qaeda.” E seguimos para finalizar com texto da própria matéria, a fim de mais uma vez mostrar que há anos o Brasil conhece e reconhece ter problemas com “extremistas”, mas não os reconhece como o que verdadeiramente são, TERRORISTAS.

“A leniência com o extremismo islâmico é característica também da diplomacia brasileira, que não reconhece o Hezbollah, o Hamas nem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como terroristas. Em parte, ela está relacionada à tentativa de vender a imagem do Brasil como a de um paraíso tropical blindado contra atentados. Mas apresenta-se recheada também da simpatia da esquerda pelos jihadistas, inimigos viscerais dos Estadas Unidos. Uma lei antiterror alcançaria, ainda, “movimentos sociais”, como o Movimento dos Atingidos por Ramagens, que, em 2007, ameaçou abrir as comporias da hidrelétrica de Tucuruí, e o Movimento dos Sem Terra, que invade e depreda fazendas. “A Polícia Federal e o governo americano apontam a atuação dos movimentos sociais como um dos principais impeditivos para um combate mais efetivo ao terror”, diz Jungínann.

Embora seja autora das investigações descritas nesta reportagem, a Polícia Federal assume um comportamento ambíguo ao comentar as descobertas de seu pessoal. A instituição esquiva-se, afirmando que não rotula pessoas ou grupos que, de alguma forma, possam agir com inspiração terrorista”. Esse discurso dúbio e incoerente não apenas facilita o enraizamento das organizações extremistas no Brasil como cria grandes riscos para o futuro imediato. As cartilhas terroristas recomendam aos militantes que desfiram atentados em ocasiões em que suas ações ganhem visibilidade. O temor de policiais federais e procuradores ouvidos por VEJA é que eles vejam essas oportunidades na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016.”

                Dessa maneira os governantes brasileiros, seu Judiciário, polícias e órgãos de defesa, permanecem de mãos atadas. A população é evidentemente alienada e aleijada de conhecimento sobre os referidos temas, tal como é alienada quanto sua própria política, agendas internacionais e outras pautas. Ora, por que com relação ao terrorismo que já “acampa” em seu território e fronteiras deveria ser diferente? Infelizmente, Oxalá não permita, acordarão tarde, ou até mais tarde do que o Velho Mundo.

Fonte da Imagem: Acredite ou Não

[1] http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,america-do-sul-sob-ameaca,770457

[2] http://oglobo.globo.com/mundo/em-audio-ex-chanceler-argentino-reconhece-ira-como-responsavel-por-atentado-amia-18338342

[3] http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/387/Terrorismo—-A-REDE—O-Terror-Finca-as-Bases-no-Brasil/

[4] http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2004/decreto-5158-27-julho-2004-533135-publicacaooriginal-16252-pe.html

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