Resposta ao brasileiro que vive na Suécia e defende o multiculturalismo

Por Marcelo Guerra Caiaffa

Alguns brasileiros que vivem na Europa se uniram aos defensores da “política de fronteiras abertas” que está arruinando países europeus solidários à imigração em massa sob pretexto humanitário. Como explicar esse fenômeno de irracionalidade?  Simples…  O problema desses brasileiros é que levaram de sua “pátria mãe gentil” uma triste característica que é a falta de civilidade.

Civilidade é compreender a sociedade, a totalidade dos seus concidadãos , como uma extensão de sua própria família, é compreender a totalidade do território de sua nação como se fosse sua própria casa. É sentir a dor de um pai que perde um filho do outro lado do país como se fosse dele mesmo , é sentir a revolta de um pai que tem uma filha estuprada em outra cidade como se fosse sua própria filha a vítima, é entender que a violação do direito à segurança de quem vive em Mälmo é uma violação do direito à segurança que cada sueco tinha antes dessa catástrofe auto-infligida por um governo de feministas esquerdopatas mal amadas e rancorosas que buscam “fazer justiça social” distribuindo de modo “igualitário” a amargura, tristeza, ranço e obscuridade em que estão mergulhadas suas almas doentes.

O brasileiro que defende as “políticas suicidas” ditadas por uma agenda tirana que está levando a barbárie para a Europa, claramente levou do Brasil aquela postura do “que está acontecendo com os outros não é comigo”. É óbvio que a Suécia não está tomada pelos muçulmanos, é óbvio que Stockholm não é Mälmo, se assim fosse a bandeira já teria sido trocada e não haveriam eleições livres, só uma escolha entre candidatos muçulmanos aprovados por um conselho islâmico como é a “democracia” no Irã. Os problemas de quem vive em Mälmo não representam nada para o multiculturalista que vive na sua “bolha”, são “outro mundo”, não provocam a reação que provocariam se acontecessem no seu roteiro cotidiano.

O brasileiro que vive na Suécia, se fosse um bom sueco, ou como bom europeu, entenderia que não precisa ter o azar de viver num subúrbio de Mälmo desde há 30 anos e ter perdido progressivamente a liberdade de sair de casa, de andar com segurança na rua, ou de ter uma escola segura para os filhos perto de casa, pra se indignar como se fossem problemas dentro de sua própria casa… Os suecos de Mälmo são tão “suecos” quanto esse brasileiro que vive em área mais segura ( ou mais) e o que eles sofrem deveria ser motivo de indignação para todos cidadãos , inclusive, os que vivem em pequenas cidades mais ao norte onde não há nenhum imigrante, nenhuma mesquita , nenhuma no-go zone.

É extremamente lamentável que alguém tenha a oportunidade de migrar do Brasil para a Suécia e não tenha a dignidade de entender que deve ser dos melhores entre os suecos, de representar um aporte à civilidade e não mostrar a mesma postura individualista e desinteressada com os membros do resto da sociedade, com cada um deles.

Minha família vive na Alemanha, na Saxônia, que é o Estado federado mais livre da migração massiva e onde há menos muçulmanos, não sofremos o cotidiano que sofrem os habitantes de Berlin, Frankfurt ou outras cidades e regiões.  Assim mesmo sentimos , como concidadãos, a mesma aflição, a mesma urgência que sentiríamos se os velhos espancados, os garotos agredidos ou as meninas esfaqueadas ou as mulheres estupradas fossem nosso pais, nosso filho ou nossa filha. Solidarizar-mo-nos com cada alemão – ou imigrante, porque há muitos imigrantes sofrendo as mesmas conseqüências funestas do islamismo – é mais que nossa vocação, é nossa responsabilidade e nosso dever cívico.  Seria deplorável se eu simplesmente insinuasse que “exageram” os fatos, ou que há “campanha islamofóbica” disseminada por “extremistas de direita” só porque os esfaqueamentos acontecem em outra região da Alemanha , ou porque as no-go zones não estão na Saxônia.

Deplorável, desprezível, uma postura egoísta, omissa, sórdida, mas, acima de tudo, burra. Sim, burra, porque se eu der de ombros ou *continuar achando que é tudo exagero só porque as minhas centenas de horas de trem que gasto entre minha casa e localidades de minha tranquila e até agora segura redondeza, são amostragem confiável de tudo que está passando no país inteiro, e não assumir uma postura forte, contundente e urgente quanto a isso enquanto só aflige aos outros, que vivem em regiões ou cidades menos favorecidas, então, será tarde demais quando o problema chegar até mim. Aí, já não haverá jeito, não haverá providência que se possa tomar no sentido de deportar esses bárbaros de volta à idade média de onde provêm, e restará só uma opção: a luta selvagem e bestial, usando todo meio possível, para à custa de muita morte e destruição, conseguir – se a sorte permitir – recuperar a terra a fim de reconstruir a civilização que , à essa altura , já estará destruída.

*Menção ao brasileiro que em post no Facebook contestou o aumento de criminalidade na Suécia com base na sua experiência pessoal e de seus familiares, afirmando que não teriam sofrido violência em suas viagens de trem no deslocamento para o trabalho.

*A parte inicial do primeiro parágrafo e alguns ajustes no texto foram  engendrados pela jornalista Andréa Fernandes para adaptação  dos comentários  do autor ao formato de artigo.

Imagem by Bare Naked Islam

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