Desarmamento: o sangue dos inocentes é a melhor “arma de propaganda totalitária”

Por Andréa Fernandes

Na guerra midiática para o controle ideológico da opinião pública, o jornal Folha de São Paulo não costuma inovar. Os recursos para atingir a mente dos seus leitores são, além das famosas fake news, matérias de cunho sensacionalista analisadas pelos “peritos de Gramsci”, que sempre reforçam a tese do jornalismo militante.

Assim, não me surpreendeu ler manchete relembrando o odioso massacre em Suzano com objetivo único de promover o lobby desarmamentista recheando a matéria com desinformações focadas nos decretos de armas assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, “eliminando” covardemente as vítimas do massacre, substituídas pelo “protagonismo político” de instituições de direitos humanos que levianamente costumam atribuir a responsabilidade pelo aumento da violência à coletividade, salvaguardando marginais sanguinários na condição de “vítimas” do “sistema opressor”.

Dessa forma, sob o título Investigação de Massacre de Suzano aponta fragilidade de controle de arma e munição[1], o jornal-mor da “extrema-mídia vermelha” utilizou um dado isolado da investigação policial sobre o crime – que em qualquer país civilizado seria classificado como TERRORISTA – para reforçar suas “falácias do espantalho” no debate sobre o desarmamento, que nunca é vencido, apesar de vivermos sob esse jugo imposto pelas políticas de segurança pública de sucessivos “governos canhotos”, resultando em mais de 60 mil homicídios por ano. A “lógica” dos “direitos humanos” ditada por ONGs “desorientadas” pela ONU e ideias progressistas suicidas é desarmar o cidadão garantindo ao criminoso fortemente armado o acesso ao “direito fundamental” de não ser abatido por policial, principalmente, se estiver fazendo uso do seu “inseparável fuzil”.

A “patrulha ideológica folhiana” resolveu bisbilhotar o inquérito policial para catar uma informação que reforçasse o seu discurso após uma dose de manipulação, e achou! Ao descrever o “arsenal” utilizado pelos “menores protegidos pelo ECA” para executar 10 pessoas “desprotegidas pelo Estado”, salientou-se o seguinte: “foram usados um machado, uma faca articulada, uma besta, um arco, mais de 25 flechas de alumínio ou plástico, um dispositivo de choque, três coquetéis molotov e três granadas de fumaça, mas foi um revólver 38, única arma de fogo, responsável por 90% das mortes”. Daí, um “pesquisador” consultado concluiu que em crimes onde se objetiva maiores danos em menor tempo possível a arma de fogo é eleita como armamento preferido. Quanta inteligência!

Aliás, para a reportagem, flechas de plástico, dispositivo de choque e granadas de fumaça compõem o que chama de “arsenal” e não importou muito averiguar o motivo dos psicopatas não terem em suas mãos um fuzil para a “festa do terror” ser completada com muito mais corpos. Acredito que houve temor de saber que os armamentos com maior potencial destrutivo não são acessíveis à população em geral, pois são “privilégios intocáveis” do CRIME ORGANIZADO há décadas. Nesse tema, ninguém mexe!

Punição proibida para facínoras menores de 18 anos

Se as preocupações do brasileiro realmente “pautassem ” os “jornalistas-humanistas”, certamente, a grande mídia traria notícias do paradeiro do mentor intelectual do massacre em Suzano, um MENOR que foi “apreendido” e não “preso” graças ao deletério Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e de uma legislação penal obsoleta e benevolente com os mais abjetos crimes.

Ao menor responsável pela matança de outros menores inocentes foi aplicada medida de internação por prazo indeterminado, pelo que em um ano, ele será submetido a exames psiquiátricos e psicológicos. Contudo, por se tratar de processo garantido pelo benefício do “segredo de justiça”, o Judiciário está impedido de informar os atos infracionais atribuídos pelo Ministério Público ao “menor de 17 anos”. Sabe o que isso significa? A sociedade não pode saber a identidade e outros detalhes importantes de um indivíduo de alta periculosidade aumentando os riscos para a segurança pública. Todavia, o Ministério Público anda preocupado com os decretos de armas do presidente e já ingressou com pedido na justiça requerendo suspensão de alguns dispositivos dos três decretos sobre armas editados pelo governo em junho, tendo por fundamento danos à segurança pública.

Pois é… alguns “danos para a segurança pública” são mais “danosos” do que os outros!

Mas, voltando aos “danos” promovidos por menores que tanto assombram a sociedade… Enquanto a Folha usa um crime realizado com arma obtida de forma ilegal por menores protegidos por uma legislação tosca, para fazer “campanha pelo desarmamento”, as ruas clamam pela redução da maioridade penal, conforme testifica pesquisa Datafolha divulgada em janeiro, a qual aponta que 84% da população é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, e apenas 14% seria contrária à mudança da lei. Inclusive, atentos a esse fato, senadores já iniciaram os debates discutindo o tema de forma “tímida” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dessa forma, o pavor da extrema-imprensa é que a população perceba que chegou a hora de pressionar parlamentares para que a impunidade seja combatida.

Por ora, discussão acerca da redução da maioridade penal é ação proibida na mídia. O foco é atacar os decretos de posse e porte de armas com desinformação.

O desespero da Folha e demais veículos de comunicação da extrema-imprensa se dá pelo fato do presidente Bolsonaro estar articulando apoio junto à Câmara dos Deputados para manutenção do decreto de flexibilização do porte e posse de armas, que já havia sido derrubado no Senado em sua versão inicial, o que fez com que Bolsonaro tomasse a decisão de revogar o primeiro decreto e reeditar o texto com alterações, o qual será submetido novamente ao Senado e Câmara.

O péssimo exemplo da Nova Zelândia

A estratégia de se ancorar em “incidentes” de grande repercussão para administrar doses de veneno ideológico a fim de impor a agenda globalista é amplamente utilizada pelos veículos de comunicação, instituições de direitos humanos e militantes inseridos no âmbito acadêmico. No ataque terrorista efetivado em março contra duas mesquitas na Nova Zelândia resultando em pelo menos 50 mortos e cerca de 30 feridos, as autoridades e lideranças progressistas do país aproveitaram o horrendo ensejo para divulgar mensagens de apoio à sharia (lei islâmica), solicitando à população que cobrisse a cabeça com o véu – conhecido como hijab –  em homenagem às vítimas[2]. É claro que antes do inusitado pedido de apoio a um costume misógino imposto às mulheres pela religião islâmica,  houve a necessária “obediência” submetendo o intuito de “tributo” às vítimas do massacre às entidades muçulmanas do país, já que, sempre é bom lembrar: “Islã” significa “submissão”.

A primeira-ministra Jacinda Ardern, chefe de Estado mais jovem na atualidade, recebeu aplausos não apenas em seu país, mas em todo mundo[3], pelas declarações e medidas implementadas após o ataque. Além de ajudar emplacar a campanha “véus para harmonia” usando o seu “hijab”, a ministra fez um discurso no Parlamento fundamentada no tripé descrito a seguir: 1) “tolerância religiosa” – para permitir o expansionismo islâmico impedindo críticas às práticas de violações de direitos humanos “prescritas” nos livros sagrados do Islã; 2) “redes” – propaga a ideia de que a ideologia perigosa para a civilização é a direita (chamada de extrema-direita) e a religião que deve ser “problematizada” por propagar o ódio é o Cristianismo; 3) restrição às ARMAS – não poderia haver melhor ocasião para desarmar a população, pois a comoção gerada após atentado terrorista de grande repercussão causa um ambiente favorável para eleger “culpados” sem o menor aprofundamento reflexivo. Basta dizer “a culpa é da ideologia de direita e das armas”.

Assim, veio a ordem da infiel ocidental afeita ao hijab: no dia 20 de março, anunciou que a venda de semiautomáticas e fuzis de assalto seria proibida em todo país a partir de 11 de abril[4], endurecendo a lei[5]. O ardil foi tão eficiente, que na primeira votação do projeto de lei visando restringir o uso de armas, 119 dos 120 parlamentares votaram favoravelmente.

O único “conservador” que votou de forma contrária argumentou :

“fazer isso nove dias antes que os congressistas saiam para o feriado da páscoa parece mais um teatro político que segurança pública”.

Alguém já viu a tática de votação acima sendo usada no Brasil quando há alguma pauta contrária aos interesses da maioria dos nossos cidadãos? Volto a repetir: esquerda não inova.

De nada adiantou petição pública assinada por mais de 14 mil pessoas afirmando que a legislação seria “injusta” para os neozelandeses que obedecem a lei, salientando que a mudança estava sendo motivada por “emoções”. É isso aí… a exploração de um único atentando terrorista – que pode ser um caso de false flag – foi capaz de vencer a democracia para implantação dos pérfidos propósitos da agenda comuno-islâmica da ONU.

Afinal de contas, um povo que adere ao hijab sem ter a menor noção de quantas mulheres sofrem pelo mundo por causa do uso obrigatório dessa veste – que, como diriam as hipócritas feministas, “violam a emancipação feminina” – não tem capacidade de formular que o desarmamento é, tal qual a sharia, um vergonhoso atentado contra a democracia, vez que, o Estado decide restringir o sagrado direito à liberdade individual.

Vale lembrar que no mesmo período em que ativistas que denunciam regimes totalitários islâmicos estavam queimando hijab em solidariedade às iranianas e outras mulheres que sofrem em todo mundo, o Ministério das Relações Exteriores britânico estava distribuindo esse artefato misógino[6]. Pouco importa se o Irã, por exemplo, tortura e assassina mulheres que tentam se libertar do uso obrigatório do hijab, e se o próprio governo também financia milícia terrorista para atacar com ácido mulheres que não estejam “adequadamente vestidas”, o “problema” não é do Ocidente, que ignora tamanhas atrocidades cultuando os “símbolos do horror”.

Dessa forma, se a desgraça que o hijab causa na vida de incontáveis mulheres mundo afora não impede o Ocidente de defendê-lo se solidarizando à perversidade com o apoio manifestado no Dia Mundial do Hijab[7], por que o exemplo da Venezuela e de tantas outras ditaduras que desarmaram a população sensibilizaria políticos e demais autoridades imersas na cultura da “tolerância suicida”?

O sangue dos inocentes ainda é a melhor “arma de propaganda”

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem G1

[1] https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/investigacao-de-massacre-de-suzano-aponta-fragilidade-de-controle-de-arma-e-municao.shtml

[2] https://www.dw.com/pt-br/neozelandeses-usar%C3%A3o-v%C3%A9u-em-homenagem-a-v%C3%ADtimas-de-massacre/a-48012191

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/03/19/nova-zelandia-por-que-a-primeira-ministra-do-pais-decidiu-nunca-pronunciar-nome-do-atirador.htm

[4] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/20/nova-zelandia-proibe-armas-semiautomaticas-de-estilo-militar-e-fuzis-de-assalto-apos-massacre-de-christchurch.ghtml

[5] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/18/governo-da-nova-zelandia-vai-reformar-lei-de-armas-apos-atentado.ghtml

[6] https://www.gatestoneinstitute.org/11881/feminists-hijab

[7] https://worldhijabday.com/

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