OMS legitima “ciência prostituta” subserviente à China genocida

Por Andréa Fernandes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) deu a cartada decisiva para demonstrar a sua verdadeira finalidade: promover os interesses escusos do regime genocida da China. O diretor-geral Tedros Ghebreyesus anunciou na segunda-feira (25/05), que a entidade decidiu interromper os testes de tratamento do novo coronavírus com hidroxicloroquina que coordenava com cientistas de 100 países após um suposto “estudo” indicar aumento do risco de morte dos pacientes.

O estudo a que se refere a instituição foi publicado pela revista The Lancet, segundo o qual 96 mil pacientes medicados com hidroxicloroquina não teriam apresentado benefícios para o tratamento da Covid-19, tendo sido salientado, inclusive, a alta taxa de mortalidade desses pacientes. Aliás, como a iniciativa insólita de interromper pesquisas com cientistas de uma centena de países foi ocasionada por meramente UM artigo de revista científica, resolvi ler o conteúdo.

O estudo publicado na revista The Lancet é conclusivo?

O “estudo” afirma que a comunidade global ainda aguarda os resultados de estudos controlados e randomizados em andamento visando mostrar os efeitos da cloroquina e hidroxicloroquina nos resultados clínicos da COVID-19, ponderando que os medicamentos “podem estar associados à toxicidade cardíaca“, o que na verdade, revela irrefragavelmente o benefício da dúvida.

Consta na publicação que este seria o maior estudo observacional publicado até o momento sobre os efeitos da cloroquina ou hidroxicloroquina, com ou sem macrólido, em 96.032 pacientes hospitalizados de acordo com informações de um registro internacional composto por 671 hospitais. Todavia, no bojo do estudo há o reconhecimento “das limitações inerentes à natureza observacional”, e percebe-se que nem de longe pode ser considerado “conclusivo” ao ponto de interromper pesquisas em andamento, conforme se lê abaixo:

Seus resultados indicam uma ausência de benefício dos tratamentos baseados em 4-aminoquinolina nessa população e sugerem que eles podem até ser prejudiciais. É tentador atribuir o aumento do risco de mortes hospitalares à maior incidência observada de arritmias ventriculares induzidas por medicamentos, uma vez que esses medicamentos prolongam o QTc e provocam torsade de pointes. No entanto, a relação entre morte e taquicardia ventricular NÃO foi estudada e as causas das mortes (isto é, arritmias versus não arrítmicos) não foram adjudicadas.

O estudo é compatível com a forma de tratamento indicado para a Covid-19?

Em 25 de fevereiro, o Professor Didier Raoult, Presidente do Instituto de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Marselha – considerado um dos principais centros de pesquisa europeus sobre epidemias e pandemias – anunciou a descoberta  de um tratamento eficaz para os pacientes infectados. O renomado epidemiologista francês promoveu a cura de 24 pacientes utilizando a hidroxicloroquina (medicamento usado contra a malária desde 1949) e azitromicina (antibiótico). Foi nesse momento que houve uma ferrenha batalha política iniciada pelo ministro da Saúde, que considerou “inaceitáveis” as declarações do professor Raoult, que rapidamente deixou de ser o mais prestigiado epidemiologista do país.

Houve controvérsia, uma vez que vários médicos vinculados ao presidente Macron refutaram a descoberta e outros especialistas apoiaram as manifestações do professor Raoult, o que fez com que o presidente francês publicasse um decreto , autorizando o tratamento do epidemiologista em “hospitais militares” exclusivamente para “pacientes que atingissem a fase aguda da doença“, proibindo os demais médicos de receitar hidroxicloroquina. Diante da medida absurda, o professor Raoult asseverou que o tratamento só teria eficácia sendo administrado ” antes da doença atingir sua fase aguda “. E no dia 10 de abril, o especialista publicou informações discorrendo sobre o tratamento e cura de 2.401 pacientes.

Ademais, o jornal The Washington Times (02/04) divulgou uma  pesquisa internacional envolvendo mais de 6.000 médicos que atestavam que o medicamento antimalárico hidroxicloroquina era o tratamento mais bem avaliado para o novo coronavírus. Nos Estados Unidos, a agência  Food and Drug Administration (FDA) autorizou o “uso compassivo” da hidroxicloroquina para tratar dos pacientes com casos graves ou com risco de vida enquanto aguarda os resultados de testes científicos, projetos que devem ser finalizados em pouco mais de um ano.

Inobstante a recomendação do professor Raoult ser explícita no sentido de que a hidroxicloroquina deve ser prescrita tão logo ocorram os primeiros sintomas da doença, a OMS nunca possibilitou essa prática, já que em seu Protocolo não há estipulação de qualquer espécie de tratamento para os sintomas iniciais da doença.  Vale transcrever o Protocolo da OMS que foi também adotado pelo Brasil :

⇒ A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.

⇒ Se uma pessoa tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais) e monitorar os sintomas. Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito(Atualizado em 25 de maio)

Como se vê, evidencia-se que a orientação da OMS, seguida cegamente pelo ex-ministro  da Saúde Luiz Henrique Mandetta, indica que o doente só deve buscar socorro médico quando estiver “com o pé na cova”, sendo lógico que nessa fase o uso da hidroxicloroquina já não garante satisfatória recuperação.

Ora, considerando que o estudo publicado na Revista The Lancet incluiu pacientes internados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, dentro das 24 horas do diagnóstico do novo coronavírus, salientando-se literalmente que “a COVID-19 foi diagnosticada, em cada local, com base em Orientação da OMS, presume-se que os pacientes que serviram para o “estudo fraudulento” já estavam bastante debilitados, impossibilitando, com isso, a eficácia da medicação conforme a orientação do Professor Raoult.

Há que se observar que o estudo sub oculis, reconhecendo sua inequívoca limitação, prevê a necessidade de confirmação urgente de sua SUGESTÃO de não ser prescrita a hidroxicloroquina, o que deve ser feito através de ensaios clínicos randomizados. A propósito, é de bom alvitre trazer à baila fragmento de artigo científico sobre o caráter LIMITADO do “estudo observacional”, que figura como base sustentada pela revista The Lancet para proibir medicação que veio a ter apoio da OMS ao promover a irresponsável “pausa” nas pesquisas:

Uma classificação prática é aquela que divide os estudos
em dois grandes grupos: experimentais e não experimentais.
Os estudos experimentais são sempre analíticos, longitudinais
e prospectivos. Dos vários tipos de estudos experimentais, o de
uso mais frequente, uma vez que proporciona evidências mais
fortes, é o ensaio clínico randomizado (ECR). Diferente dos
estudos observacionais em que o pesquisador não interfere na
exposição, nesse estudo o pesquisador planeja e intervém ativamente nos fatores que influenciam os indivíduos da amostra.

O artigo científico acima referenciado  aconselha uso de ensaio clínico randomizado quando há INCERTEZA sobre o efeito de uma exposição ou tratamento. É no mínimo “estranho” a OMS paralisar importantes pesquisas científicas em mais de cem países com base num estudo potencialmente superficial promovido por uma revista científica.

A militância ideológica pró-China da Revista “The Lancet”

Em 19 de fevereiro, a revista médica britânica publicou uma declaração aos profissionais de saúde pública e médicos chineses rechaçando os “rumores e informações erradas” sobre a origem da Covid-19, e naquela oportunidade, noticiou que cientistas de vários países concluíram esmagadoramente que o coronavírus teve origem na vida selvagem.

Ocorre que a manifestação precoce da entidade mostra uma defesa descabida em relação ao regime chinês que confronta com a necessária “isenção científica”, visto que, atualmente – apesar de a OMS e alguns cientistas acreditarem na versão de que o vírus se espalhou para os seres humanos através de um evento natural – fato é que não há comprovação científica dessa tese e somente a realização de testes na China nos próximos meses poderiam eventualmente esclarecer a fonte do surto. O problema é que a China, que alega em todo tempo “inocência”, se recusa a autorizar investigação internacional em seu território para averiguar a origem do vírus. Essa postura só reforça a acusação de Donald Trump  ao afirmar ter evidências de que o novo coronavírus se originou de laboratório de virologia em Wuhan,

O fato de um regime conhecidamente tirano não permitir que a OMS envie especialistas para investigar uma questão que é de interesse global não causou qualquer condenação da revista The Lancet, que tece portentosos elogios à ditadura como se constata em editorial do dia 22 de abril pontuando que a rápida contenção da Covid-19 na China foi impressionante e representa “um exemplo encorajador para outros países. Mas, o viés marxista da revista a impediu  de reconhecer uma falha gravíssima que é um “péssimo exemplo” para o mundo: em 11 de março, o jornal The Guardian noticiou  a respeito de um estudo apontando que o número de casos poderia ter sido reduzido em 66% se a China tivesse agido uma semana antes. Segundo os pesquisadores, os mesmos procedimentos adotados três semanas antes poderiam ter reduzido os casos em 95%. De modo que, a veloz disseminação do coronavírus em todo o mundo poderia ter sido bastante reduzida se as medidas adotadas pela China para controlar o surto fossem aplicadas apenas algumas semanas antes.

No dia 1º de maio, o editor-chefe da revista Richard Horton, em entrevista à CCTV não conseguiu conter a paixão ideológica e extravasou: Os EUA desperdiçaram todo o mês de fevereiro e início de março. É decepcionante ver os políticos americanos dando crédito às teorias da conspiração e promovendo tratamentos não comprovados“.

A China recebeu apenas elogios durante a entrevista. Horton enfatizou que é inútil e incorreto culpar a China pela origem do coronavírus, ressaltando a “resposta bem-sucedida” do regime e ainda afirmou que a China estava novamente dando uma lição para outros países aprenderem.

A militância do editor-chefe em favor do regime genocida valeu um “presente”: O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China fez umapublicação na “revista parceira”  acerca da vacina em fase de testes que supostamente teria sido eficaz em auxiliar a resposta do sistema imunológico ao novo coronavírus. Logo, é assim que funciona: China propaga o vírus, mas junto com a peste enriquece vendendo máscaras, respiradores, equipamentos de proteção individual, e ainda de quebra, pode posar no cenário internacional como a “salvadora da humanidade” com o desenvolvimento de uma vacina. Tudo coincidência misturada com tendências visionárias que antecipam produção gigantesca para atender avassaladora demanda global. É muita “eficiência”, não?

Quando um regime genocida aponta “sinceridade” para a “ciência”

Por pura curiosidade, li algumas publicações da revista The Lancet e percebi uma tendência de defesa do regime chinês. Exemplo lapidar desse procedimento nada científico diz respeito às usuais atrocidades cometidas contra prisioneiros para faturar na “indústria de transplantes”. A China admitiu ter usado prisioneiros como doadores em 2005 e prometeu dar fim à prática em 2013, bem como em 2014, afirmando que não mais praticava tais atrocidades em 2015.

Acreditando na “promessa” de regime sanguinário, a “revista científica militante” amada pela mídia global publicou artigo intitulado China caminha para um sistema ético de doadores de órgãos. E sabe qual foi a fonte que garantiu o cumprimento do “compromisso”? O chefe do Escritório de Transplante da China.

A revista acredita piamente na idoneidade de déspota quando afirma: Este passo é o mais recente de uma série de pequenas reformas que sugerem que o Ministério da Saúde é sincero em suas aspirações por mudança.

Pois é, a ciência deixou de ser cética  e resolveu crer na “sinceridade” de um regime sanguinário. Mas não deu certo, pois as perversidades tiveram continuidade. Porém, a ditadura “mereceu” uma segunda chance e a revista publicou em março de 2015, matéria dando mais um voto de confiança à China, que voltou a prometer em 1º de janeiro daquele ano que iria abandonar sua especialidade de crueldade.

É claro que a ditadura continuou assassinando prisioneiros como sempre fez desde a década de 1970, sendo confirmados os crimes por tribunal independente em Londres, após obter provas de médicos especialistas, investigadores de direitos humanos e outros depoentes. Parte da decisão manifesta assombro com os crimes que a ciência “releva”:

“A conclusão mostra que muitas pessoas morreram de maneira indescritível e hedionda, sem motivo, que mais podem sofrer de maneiras semelhantes e que todos nós vivemos em um planeta onde extrema maldade pode ser encontrada no poder daqueles, por enquanto, administrando um país com uma das civilizações mais antigas conhecidas pelo homem moderno. ”

Se o prezado leitor ainda não se convenceu acerca da “atração” que a China exerce na renomada comunidade científica, não custa lembrar de um estudo inédito que pediu a retirada de mais de 400 ARTIGOS CIENTÍFICOS sobre transplante de órgãos em virtude desses órgãos terem sido obtidos de forma “antiética” de prisioneiros chineses. O autor do estudo, professor de ética clínica Wendy Rogers, acusou os periódicos, pesquisadores e clínicos que usaram a pesquisa de serem cúmplices nos métodos “bárbaros” de aquisição de órgãos.

Editor-chefe da revista parceira da OMS é militante marxista

Richard Horton não esconde seu fascínio ideológico e o legitima com um artigo publicado em 2018, tendo por título Marx e a Medicina. O primeiro parágrafo é suficiente para o mais ingênuo dos seres humanos perceber o real motivo do seu ódio a uma medicação que pode salvar milhões de vidas:

Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista da China, em celebração ao último mês de outubro, o presidente Xi Jinping falou da “verdade científica do marxismo-leninismo”. O marxismo (com suas características chinesas), ainda segundo a declaração do presidente Xi, deve ser o fundamento de uma China sadia. Quem se atreveria, hoje em dia, no Ocidente, a exaltar Karl Marx como garantidor da nossa boa saúde?

O atrevimento de uma “ciência prostituta” está na ideia grotesca de citar como “referência em saúde” um regime que viola direitos humanos cuja ideologia embasou o genocídio de milhões de chineses para concretizar o ideal marxista, concebido como “verdade dogmática” pelo “médico militante de extrema-esquerda.

Como esperar de um serviçal da China a nobre tarefa de SALVAR vidas? O uso da hidroxicloroquina deveria estar para além das ideologias, não fosse o ímpeto genocida de um regime cruel que corrompeu parte expressiva da classe médica global.

Faço votos que o Brasil vença a fúria do dragão vermelho e não negue aos seus pobres desprezados pela esquerda progressista o direito à cura!

Andréa Fernandes –  advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem:  Getty Images

 

 

 

 

2 comentários em “OMS legitima “ciência prostituta” subserviente à China genocida”

  1. Excelente artigo, bem esclarecedor! A OMS excluiu esse artigo, uma pena que não considerou às partes que em que o médico não invalidou, mas sentiu falta de incentivos à pesquisa da Hidroxicloroquina e que talvez chegassem a mesma conclusão que associada a outros remédios salvam vidas.
    Que eles sigam com os fármacos deles, já temos os nossos: HDC + AZT + Zinco (…mais corticoides, IVERMECTINA…) que estão dando excelentes resultados, fora, que temos parcerias com outros países que inclusive dois deles já descobriram as vacinas (Israel e os EUA).

    Curtido por 1 pessoa

  2. A narrativa dos torcedores do COVID, incluindo “cientstas”, não é o privilégio das classes dominantes, mas o efeito de suas posições estratégicas, efeito esse manifestado e reconduzido pela posição dos que são dominados.

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