Arquivo da categoria: #África

Aumenta o número de deslocados cristãos

A situação dos civis do Sudão do Sul e também da igreja no país é preocupante; muitos cristãos perderam suas casas e seus entes queridos, desde o início da guerra civil

De acordo com a ONU, desde 2013, o número de refugiados vindos de países como o Sudão do Sul, Síria, Afeganistão e Somália, somados passou de um milhão. Além disso, estima-se que o número de pessoas deslocadas internamente esteja em torno de 1,6 milhões só no Sudão do Sul. Normalmente, os refugiados dessas nações fogem para Uganda, Etiópia, Quênia, República Democrática do Congo (RDC) e República Centro-Africana.

A região de Ituri da RDC, em particular, está passando por um grande afluxo de refugiados provenientes do Sudão do Sul e alguns deles têm que acampar debaixo de escolas e igrejas. Conforme o relatório da ONU, há muitas crianças não acompanhados e relatos de mulheres e meninas que estão sendo atacadas durante a fuga.

“A situação dos civis do Sudão do Sul e também da igreja no país é preocupante. Muitos cristãos perderam suas casas e seus entes queridos, desde o início da guerra civil. Há muitas ONG’s cristãs em ação, tentando ajudar as vítimas dessa situação”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas que atua na região. Segundo ele, igrejas estão sendo usadas como abrigos. Há indícios de que a guerra seja retomada já que os acordos de paz não estão sendo cumpridos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/aumenta-o-numero-de-deslocados-cristaos

África do Sul vai abandonar o Tribunal Penal Internacional

A África do Sul anunciou que vai abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI) em uma carta enviada à ONU e divulgada nesta sexta-feira (21) pelo canal de televisão público SABC, uma decisão imediatamente criticada pelos ativistas dos direitos humanos.

“A República da África do Sul se retira do TPI, uma retirada que será efetiva em um ano, a partir da data em que o secretário-geral da ONU receber esta carta”, afirma a ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite NKoama-Mashabane no texto, com data de quarta-feira (19).

De acordo com a carta, a África do Sul “considera que suas obrigações a respeito da resolução pacífica dos conflitos são, às vezes, incompatíveis com a interpretação do Tribunal Penal Internacional”.

A decisão foi anunciada após a divergência do ano passado, quando a África do Sul permitiu que o presidente sudanês Omar al Bashir viajasse ao país para participar de uma reunião de cúpula da União Africana, apesar da ordem de prisão do TPI contra o governante.

A África do Sul alegou que o sudanês tinha imunidade como chefe de Estado. O TPI acusa o presidente do Sudão de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio no conflito da região de Darfur.

https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/%C3%A1frica-do-sul-vai-abandonar-o-tribunal-penal-internacional/ar-AAjdS91

“Campanha de Morte” já eliminou mais de 7.000 cristãos no último ano

A perseguição aos cristãos está em ascensão ao redor do mundo, de acordo com o Portas Abertas dos Estados Unidos. O bombardeio aos cristãos no Paquistão no feriado de Páscoa foi mais um exemplo recente.

Jamaat-ur-Ahrar, uma facção do Taliban, reivindicou a responsabilidade pelo ataque que matou mais de 70 pessoas e feriu a centenas a mais, muitas delas crianças.

Segundo o Portas Abertas, a cada mês mais de 300 cristãos são mortos por causa de sua fé, de 200 igrejas ou propriedades cristãs são destruídas, e quase 800 atos de violências são cometidos contra cristãos.

O CEO David Curry diz que a maioria dos americanos não entendem o quão grave é o estado de perseguição a cristãos pelo mundo.

 “Eu não creio que a maioria dos americanos tenha uma compreensão exata do real estado da perseguição contra cristãos ao redor do mundo”, Curry contou ao The Daily Beast, confirmando que as agências de notícias cobrem histórias baseadas na demanda do consumidor.

“Mas para os consumidores de notícias clamarem por tal cobertura, eles precisam estar cientes à extensão do problema”, ele acrescentou.

O Portas Abertas informou que mais de 7.000 cristãos foram mortos por causa de sua fé no último ano, quase 3.000 a mais do que que o ano passado.

“As piores atrocidades contra cristãos são feitas na região do Oriente Médio, Asia Central e África”. Um relatório recente feito pelo grupo cristão Portas Abertas observou que a “Coreia do Norte continua a ser a nação mais restritiva do mundo para se praticar o Cristianismo.”

A nação comunista é seguida pela Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Paquistão, Irã e Iêmen.

Ronal Lauder, líder do Congresso Mundial Judaico, criticou a apatia global diante da perseguição aos cristãos no Oriente Médio e outras partes do mundo. Ele disse que mais países devem fazer alguma coisa para detê-la.

 “O povo judeu entende muito bem o que pode acontecer quando o mundo está em silêncio,” ele disse. “Essa campanha de morte precisa ser extinta”.

Fonte: CBN News

África precisa de ajuda

Dos 34 países mais afetados por secas, inundações e conflitos armados a precisarem com urgência de ajuda alimentar , 27 são africanos, revela um  relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado ontem.

 

A Suazilândia é o mais recente país da lista de “Perspectivas de Colheitas e Situação Alimentar”, liderada pela República Centro Africana e o Zimbabwe.

O relatório do “Sistema de Informação Global e Alerta Antecipado” da FAO, que realça principalmente a África Austral, onde os preços dos alimentos “atingiram este ano níveis recordes”, refere que Angola e Moçambique estão entre os países da região onde as condições de seca associada ao fenômeno climático “El Niño” enfraqueceram as previsões da produção para este ano.

A FAO prevê um fracasso nas colheitas desta temporada na África Austral devido a atrasos consideráveis nos cultivos e “às condições muito fracas” para plantas e pastagens se desenvolverem, é referido no documento.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação prevê “um aumento significativo” do número das pessoas que vão precisar de ajuda alimentar.

O relatório refere que Moçambique, “com mais de 176 mil vítimas da insegurança alimentar”, é o único país lusófono a precisar de ajuda e que em todo o continente africano se deve verificar “uma queda na colheita total de cereais em relação ao ano passado”, que também se situou “muito abaixo da média”.

A Somália e a República Centro Africana estão entre os países onde “os conflitos persistentes têm forte impacto no sector agrícola e agravam ainda mais a crise humanitária, que se reflete aos Camarões e República Democrática do Congo”, que ainda por cima acolhem refugiados.
O relatório sublinha que mais de 10,7 milhões de habitantes da África Ocidental devem precisar, já de Junho a Agosto, de apoio alimentar e que cerca de metade dos carenciados são da Nigéria.

O documento acentua que nos países a precisar com urgência de ajuda alimentar externa, as condições “pioraram de uma forma geral nos últimos três meses”. O relatório afirma que a produção de cereais relativamente ao ano passado, quando as colheitas diminuíram devido  à seca, pode ter aumentado 28 por cento na Guiné-Bissau e “recuperado de forma significativa” em Cabo Verde.

Fonte: Jornal de Angola Online

Violência contra cristãos aumenta na Nigéria

Região central e sul da Nigéria têm sido os principais focos de militantes islâmicos

28-nigeria-0380007026

A violência contra os cristãos está se alastrando pela Nigéria. Só no mês de janeiro, dois líderes de igreja foram sequestrados e outro foi baleado, conforme notícias doMorning Star News. O sequestro de um deles aconteceu no estado de Kogi, região central da Nigéria, quando o líder saiu de um grupo de estudo bíblico, no caminho de volta para sua casa. Os sequestradores exigiram um regate de 249 mil dólares. O outro foi sequestrado enquanto estava ministrando um culto e o valor exigido foi o mesmo.

Em Bayelsa, que fica na região sul do país, homens armados atiraram e feriram um líder cristão, na frente dos membros da igreja. “Estes incidentes mostram que o ressurgimento da criminalidade violenta, no sul da Nigéria, e a instabilidade associada, criaram um ambiente que é muito hostil à liberdade religiosa. Estas partes da Nigéria têm sido focos de militantes islâmicos. Existe um novo padrão para a ação deles e a criminalidade aumentou muito, principalmente por causa da presença do Boko Haram, que tem agido nas instituições públicas de ensino. A corrupção política faz com que as autoridades não se movam, gerando um ambiente de impunidade”, comenta um dos analistas de perseguição.

A Nigéria é o 12º país da Classificação da Perseguição Religiosa 2016 e as principais fontes de perseguição são o extremismo islâmico e numa extensão menor, a defesa tribal, corrupção organizada e a criminalidade. Apesar das dificuldades para seguir o evangelho e das grandes perdas dos cristãos, incluindo seus próprios familiares e irmãos na fé, eles estão reagindo e muitos estão se mobilizando no mundo espiritual. Entre os próprios cristãos há uma grande ajuda aos mais necessitados, além disso, há grandes testemunhos de cristãos nigerianos, mostrando que a fé entre eles aumenta a cada dia. “Eu sempre encorajei minha congregação dizendo que nada neste mundo acontece sem o consentimento de Deus. Nossos passos e nossos dias são contados por ele. Por isso, devemos ser pacientes na tribulação e ouvir a voz do Senhor a nos guiar, porque ele é o único que pode encontrar soluções para os nossos problemas”, conclui um líder nigeriano.

Leia também
Portas Abertas visita cristãos no nordeste da Nigéria
Um verdadeiro líder nunca desiste

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/02/violencia-contra-cristaos-aumenta-na-nigeria

 

Por que mais países africanos estão proibindo o uso da burca?

Último mês de junho, poucos meses antes das forças de Chadian terem cruzado a Nigéria para combater os insurgentes islâmicos do Boko Hram, dois homens-bomba detonaram seus cintos explosivos em N’Djamena, capital de Chade, matando mais de 30 pessoas. Dois dias depois, o governo baniu o uso da burqa, vestimenta das mulheres muçulmanas que cobre até mesmo os olhos. Daqui em diante, disse o primeiro ministro, as forças de segurança podem “ir aos mercados… Apreender todas as burcas e queimá-las!”. Aqueles que forem vistos em tal “camuflagem” poderá ser “preso, julgado e sentenciado após procedimento sumário”. Desastroso como isso soa. Muitos outros governos subsaarianos têm seguido o exemplo. Um mês depois a proibição de Chade, Camarões fez o mesmo em sua região setentrional, seguindo suicidas-bomba em pessoas vestidas com burqas. Agora, a proibição foi extendida para cinco das dez províncias de Camarões, incluindo suas duas grandes cidades. O governo do Níger proibiu a vestimenta in Diffa, uma região do Sul que também tem sido atacada pelo Boko Haram. E no ano passado, o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, um muçulmano, disse que a proibição do hijab, que encobre cabeça e o peito de uma mulher, mas deixa o rosto evidente, pode ser necessário se bombardeios persistem.

Mesmo países ilesos pelo terror islâmico estão proibindo burqa. No ano passado, Congo-Brazzaville proibiu o uso em lugares públicos para “evitar qualquer ato de terrorismo”. E Senegal, que o serviço de segurança francesa diz ser vulnerável a um ataque, ponderando uma proibição também. Apenas um país do Oeste Africano parece estar se movendo na direção oposta. O ditador excêntrico da Gâmbia, Yahya Jammeh, quem declarou recentemente que sua nação é Islâmica, disse a todas as trabalhadoras do governo do sexo feminino para cobrir o cabelo.

Durante décadas, os países muçulmanos fora do Golfo (onde o traje é comum) têm desencorajado o uso da burqa e a forma rígida que o Islã denota sobre isso. Nos últimos anos, alguns governos na Europa, nomeadamente na França e na Bélgica, decidiram contra a cobertura completa da face, argumentando que isso permite que os terroristas se disfarçassem e violassem noções europeias de secularismo e da igualdade sexual. Agora muitos governos africanos têm medos semelhantes.

Na República do Congo, todos que proibiram vários tipos de cobertura religiosa para as mulheres foram ameaçados por homens-bomba com um registro de esconder explosivos sob roupas largas. Muitos moradores se sentem nervosos, se eles não conseguem identificar uma figura em uma mesquita ou mercado. “Proibir a burca não é uma prova de falhas, mas pelo menos ele permite que forças de segurança identifiquem os suspeitos”, diz Martin Ewi do Instituto da África do Sul de Estudos de Segurança.

Em toda a região em torno do lago Chade tais regras têm sido acompanhadas de um fluxo de novas medidas de segurança, incluindo toques de recolher, embargos em motocicletas (veículos de escolha dos atacantes) e controlos de veículos com vidros fumê. As pessoas na República do Congo, foram proibidos de dormir em mesquitas. No ano passado, a Nigéria ainda proibiu a corrida de cavalos no Nordeste, porque o Boko Haram fez ocasionalmente seus ataques letais a cavalo.

A maioria das pessoas no Chade, Senegal e Níger são muçulmanos, como são quase um quarto dos camaroneses. O islam se expandiu ao sul do Saara, no século X e a maioria dos seus seguidores se opõem as versões mais puritanas do Islã. Muitos muçulmanos da região são Sufis, que usam roupas coloridas, praticam uma espécie mística do Islã, e tendem a ver o véu de rosto inteiro como enfadonho e não-africano. “Às vezes as pessoas não querem o negro [o material] para tocá-los”, diz uma  mulher usando burca em uma escola islâmica em uma parte pobre de Lagos, capital comercial da Nigéria. “Eles acham que significa a morte.” Um imã em Yola, uma cidade nigeriana nordeste atingida por Boko Haram, diz: “Mesmo os muçulmanos acham que [a burca] é uma coisa extremista, ou é ligado a Boko Haram.”

Formas ultra-austeras do Islã, em particular a versão wahhabistas, surgiram na África subsariana apenas nas últimas décadas, como comerciantes e estudantes viajaram para o Golfo e a Arábia Saudita despejaram dinheiro nos institutos islâmicos e mesquitas. Embora em uma pequena minoria , os fundamentalistas estão crescendo em número. Um décimo de muçulmanos em Camarões pode ser agora Wahhabists. Sufis no Chade temem que em breve estarão em desvantagem por eles, diz Thibaud Lesueur do International Crisis Group. “Nós pensamos que nunca seria parte da cultura no Senegal, mas mais e mais pessoas estão seguindo esses rituais”, diz Aliou Ly, um professor assistente que nasceu no Senegal, na Middle Tennessee State University.

No entanto, não é claro que a proibição da burqa, muito menos do hijab, vai ajudar na luta contra os grupos radicais, como Boko Haram. Alguns temem que eles possam jogá-la em suas mãos. Poucas semanas depois que Chade proibiu a burca, um homem com véu se explodiu no principal mercado de N’Djamena. No Camarões a polícia puxou o hijab de mulheres na rua. Isso enfureceu os muçulmanos comuns. No Chade, 62 mulheres foram presas por estarem vestindo burcas e lhes disseram que, se o fizessem, novamente, elas seriam acusadas ​​de cumplicidade com o terrorismo. Se o Sr. Buhari penaliza as mulheres para usar a burca, poderia haver uma reação. “Haveria uma guerra maior do Boko Haram”, diz um imã em Lagos, como sua esposa e filhas sentadas silenciosamente no canto, sob véus.

Fonte: The Economist

Premiê internacionalmente reconhecido da Líbia irá renunciar

Decisão foi anunciada em entrevista na TV, após críticas da população.
Governo não reconhecido controla ministérios e prédios oficiais em Trípoli.

O primeiro-ministro internacionalmente reconhecido da Líbia, Abdullah al-Thinni, disse em uma entrevista na televisão que renunciará ao cargo, depois que a emissora apresentou a ele perguntas de cidadãos irritados que consideram seu gabinete ineficaz.

“Eu oficialmente renuncio e enviarei minha renúncia à Câmara dos Deputados no domingo”, disse ele à emissora privada Canal Líbia, em entrevista transmitida na noite desta terça-feira (11).

Thinni trabalha de uma cidade no leste remoto da Líbia desde que seu governo teve de fugir de Trípoli há um ano, depois que a capital foi tomada por um grupo armado que criou uma administração rival, parte do caos que atinge a nação produtora de petróleo.

Seu gabinete, trabalhando em hotéis, lutou para fazer mudanças de impacto na cidade oriental de Bayda, enquanto cidadãos se queixavam do caos, da escassez de combustível e remédios em hospitais, assim como a piora na segurança.

Ministérios e importantes edifícios do Estado em Trípoli estão sob o controle da administração rival, que não é reconhecida por potências mundiais.

Durante a entrevista de TV, Thinni ficou furioso quando o apresentador colocou no ar perguntas de telespectadores que criticaram o premiê pela falta de segurança e de ajuda para a população que precisou se deslocar devido à crise na Líbia.

Quando o apresentador perguntou a Thinni o que ele faria se houvesse protestos, ele respondeu: “As pessoas não precisam protestar contra mim porque eu renuncio oficialmente à minha posição.”

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/premie-internacionalmente-reconhecido-da-libia-ira-renunciar.html

Milícia islamita explode carro-bomba em hotel na Somália

Pelo menos 13 pessoas morreram, segundo a Agência EFE.
Grupo ligado a Al-Qaeda, Al Shabaab assumiu autoria do ataque.

Pelo menos 13 pessoas foram mortas neste domingo (26) quando o grupo militante islâmico Al Shabaab da Somália dirigiu um carro cheio de explosivos para a porta de um hotel em Mogadíscio, segundo informações da Agencia EFE.

Uma testemunha da Reuters disse que sangue e pedaços de carne foram jogados em torno do local da explosão que teve como alvo o hotel Jazeera. Os destroços de quatro carros estavam nas proximidades.

Al Shabaab, que assumiu a responsabilidade pelo ataque, frequentemente lança bombas na capital, como tentativa de derrubar o governo da Somália apoiado pelo Ocidente. A nação está tentando se reconstruir após duas décadas de conflitos.

Entre os mortos, em sua maioria civis, há membros da equipe de segurança do hotel e um analista estrangeiro em temas de segurança. Funcionários do governo já estão no local do atentado.

Diplomatas e estrangeiros frequentam o hotel  (Foto: AP Photo/Farah Abdi Warsameh)Diplomatas e estrangeiros frequentam o hotel (Foto: AP Photo/Farah Abdi Warsameh)

O ataque aconteceu depois que Al Shabab assassinou ontem a tiros em Mogadíscio um parlamentar somali e seus dois guarda-costas, e no último dia da visita do presidente dos Estados Unidos,Barack Obama, ao vizinho Quênia.

A luta conjunta entre Quênia e EUA contra Al Shabab foi precisamente um dos temas mais destacados na agenda de Obama na primeira escala de uma viagem africana que continua hoje na Etiópia.

Obama declarou ontem que o grupo terrorista foi “debilitado” nos últimos meses pela ofensiva do exército somali e das tropas aliadas da União Africana (UA), mas lembrou que o problema não está resolvido.

A milícia perdeu recentemente o controle de importantes cidades estratégicas, recuperadas pelo governo. Al Shabab anunciou em 2012 sua adesão formal à Al Qaeda e luta para instaurar um estado islâmico na Somália.

O país africano vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um governo efetivo e em poder de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e grupos de delinquentes armados.

Um motorista suicida guiou o carro-bomba até a porta do hotel (Foto: AP Photo/Mohamed Sheikh Nor)Um motorista suicida guiou o carro-bomba até a porta do hotel (Foto: AP Photo/Mohamed Sheikh Nor)

Atentados no Chade deixam ao menos 27 mortos, diz governo

N’DJAMENA — Uma série de atentados coordenados deixaram ao menos 27 pessoas mortos e mais de cem feridos nesta segunda-feira na capital do Chade, N’Djamena, informou um porta-voz do governo. Entre as vítimas, estariam quatro rebeldes do Boko Haram, principal grupo suspeito de ter realizado os ataques.

Uma fonte de segurança do Chade disse que sete pessoas foram mortas em um primeiro ataque suicida. Logo em seguida, uma explosão em uma escola de treinamento da polícia deixou outras vítimas.

Após os atentados, o governo convocou uma reunião de crise, informou uma autoridade. O ministro das Comunicações, Hassan Sylla Bakari, disse na televisão estatal que os jihadistas tinham cometido um erro ao atacar o Chade e avisou que os terroristas no país seriam localizados e neutralizados.

O exército de Chade trava uma luta contra o Boko Haram e, nos últimos meses, as medidas de segurança foram reforçadas na capital diante de ameaças dos rebeldes, em represália pela ajuda da nação africana aos militares nigerianos contra os extremistas. O líder do grupo jihadista, Abubakar Shekau, já sinalizou diversas vezes que realizaria ataques contra os interesses do país.

Na semana passada, a Nigéria e países vizinhos concordaram em constituir antes de julho uma força regional para lutar contra o Boko Haram, agora vinculado ao Estado Islâmico (EI).
http://oglobo.globo.com/mundo/atentados-no-chade-deixam-ao-menos-27-mortos-diz-governo-16448153