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Britânicos protestam contra Israel, mas se calam contra “epidemia das facas” que assola Londres

Por Andréa Fernandes

Dando continuidade ao apoio inconsciente à agenda jihadista contra os judeus e o Ocidente outrora cristão, os “infiéis britânicos” protagonizaram mais um “show de bizarrice” ao promover um protesto em frente à residência oficial da primeira-ministra britânica condenando Israel[1] por defender suas fronteiras contra ataques palestinos durante incidentes violentos provocados em obediência às ordens do grupo terrorista Hamas que conclamou a “marcha do retorno[2] visando causar arruaças na fronteira usando a população civil a fim de infiltrar terroristas no território israelense, além de perpetrar ataques terroristas contra os soldados em prontidão.

Milhares de britânicos atenderam ao convite dos organizadores do evento em Londres, a saber: Fórum Palestino na Grã-Bretanha, Campanha de Solidariedade Palestina, Coalizão Pare a Guerra, Amigos de al-Aqsa, Associação Muçulmana da Grã-Bretanha e várias outras organizações.

Abdul Rahman Tamini, porta-voz do Fórum Palestino da Grã-Bretanha exortou à chanceler Teresa May a parar imediatamente de armar o exército israelense, sem se importar, é lógico, com as exportações de armas para algumas ditaduras totalitárias islâmicas que utilizam o armamento para massacrar seus irmãos muçulmanos em conflitos variados. E para garantir uma “aristocrática submissão”, o evento antissemita contou com a participação da baronesa Jenny Tonge, a qual verbalizou sentir “vergonha” pelo que estava acontecendo em Gaza, criticando, ainda, seus colegas da “Câmara dos Lordes”, que segundo ela, manifestam relutância  em tomar medidas apropriadas para “impedir os massacres cometidos contra os palestinos”.

Alto lá! A baronesa fala de “vergonha” quanto ao “uso da força” por soldados israelenses que abateram pelo menos 10 jihadistas integrantes de grupos terroristas em Gaza e outros elementos que usaram de violência para violar a fronteira objetivando cumprir o comando destrutivo do líder do Hamas. No entanto, causa-me espécie o pronunciamento arrogante da sra. Tonge, que se preocupa com as medidas de segurança de um Estado soberano para impedir ataques terroristas aos seus nacionais, mas não se pronuncia publicamente sobre a real “vergonha” que não lhe “envergonha”, ou seja, o pronunciamento do prefeito muçulmano de Londres declarando nova política de “controle de facas” para tentar acabar com “epidemia de esfaqueamentos”[3]. Se Israel não se defendesse do ódio promovido pelas lideranças palestinas, certamente os “pacifistas palestinos” da “marcha do retorno” que portavam “singelos machados” na fronteira teriam a mesma ação jihadista dos “esfaqueadores londrinos“.

Como sou sabedora do silêncio da imprensa brasileira sobre os acontecimentos dentro das “fronteiras do Reino Unido”, cumpre noticiar que o prefeito londrino Sadiq Khan anunciou na sexta-feira a criação de uma “força-tarefa” de 120 policiais encarregada de livrar os espaços públicos de “indivíduos pacíficos” munidos de facas. Khan foi obrigado a abandonar a estratégia previamente acordada com as esquerdas de acusar de “racistas” e “islamofóbicos” aqueles que defendiam a ideia de revistar suspeitos.

O prefeito muçulmano percebeu que o discurso acusatório falacioso não mais se sustentava tendo em vista o aumento dramático nas taxas de homicídio, realidade esta observada pelo Parlamento, que também pretende adotar severa legislação de “controle de facas”, e há expectativa que o governo do Reino Unido proíba a venda de facas “on line” e entregas de facas domésticas, bem como deve tornar ilegal a posse de determinados objetos cortantes. Nesse momento, creio que o leitor também se sinta invadido por aquele sentimento estranho de “vergonha alheia”, não? A baronesa observando o “quintal alheio” enquanto o seu próprio povo está sendo exterminado por “facas afiadas” pelo covarde multiculturalismo europeu. Coisas de Europa Ocidental…

Bem que a baronesa poderia cobrar posição da “Câmara dos Lordes” sobre essa “epidemia das facas”! Porém, se as vítimas britânicas do caos caminham em direção ao matadouro sem reclamar, por que uma frívola aristocrata se preocuparia? Fica mais fácil se intrometer em conflito alheio para desviar o foco das desgraças internas…  Aliás, seria um erro imperdoável não citar a presença de um membro da cúpula do Partido Trabalhista, o “antissemita de carteirinha” Jeremy Corbyn, que discursou representando o partido confirmando solidariedade à Gaza, rejeição ao uso da força por Israel contra os manifestantes e condenação do silêncio da comunidade internacional sobre o que denomina “crimes cometidos pela ocupação israelense”.

Jeremy Corbyn e seu partido eram realmente “necessários” para que o evento expressasse o “ápice do antissemitismo” representado pela aliança islâmico-comunista. Afinal, o jornal “Sunday Times” apresentou recentemente relatório denunciando que doze importantes membros da cúpula do Partido Trabalhista no Reino Unido divulgavam conteúdo antissemita em grupos do Facebook, sendo certo que foram identificadas mais de 2 mil mensagens racistas, antissemitas, misóginas, violentas e abusivas em 20 grupos que totalizam 400 mil integrantes, grupos estes de acesso restrito e que apoiam o sr. Corbyn[4].

Nem mesmo parlamentares do partido foram poupados dos “crimes de ódio”: a deputada judia Luciana Berger foi chamada de “sionista vil”, e ainda pediram: “livre-se desse câncer”. Isso lembra discursos nazistas? Mas tem mais… Jonathan Arkush, chefe do Conselho de Diretores, foi chamado de “judeu sionista bandido”. O nome do grupo no Facebook é “Jeremy Corbyn, o Verdadeiro Socialismo”, o que me leva a refletir: Seria o “verdadeiro socialismo” uma face tácita do antissemitismo? Penso que na perspectiva dos mediadores do grupo e um número não preciso de seguidores, sim.

Dessa forma, daria para esperar outra postura de um líder de partido antissemita? Esse é o “aliado infiel” mais querido do jihadismo que engoliu o Reino Unido e transformou sua capital em “Londonistão”. Graças aos “antissemitas politicamente corretos” que circulam pelo parlamento apoiando discursos de ódio contra Israel, centenas de britânicos se uniram ao Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria e Iraque, pois, onde o ódio contra judeus impera, o extremismo islâmico se estabelece.

Eis o “padrão” adotado pelo Reino Unido: Deve ser condenado e punido um Estado que mata cerca de 30 jihadistas que tentam invadir seu território atendendo ao pedido de um líder terrorista gritando “vamos erradicar as fronteiras, arrancaremos seus corações e rezaremos em Jerusalém[5]”, inobstante imagens claras de agressores usando armas variadas no ataque, inclusive, coquetéis molotov e explosivos. A bandeira ostentando símbolo nazista e os gritos de “morte aos judeus” também não contam…

Porém, a “ideologia islâmica” que alimentou os 200 terroristas britânicos mortos em ação na Síria e Iraque, além de aproximadamente 650 que retornaram à Grã-Bretanha[6] – considerada dar al-Harb (terra da guerra) para a ortodoxia islâmica – está livre para converter todo Reino Unido ao “Reino da Sharia” (lei islâmica). Enquanto isso, Israel segue resoluto defendendo o seu território da “piedosa jihad“ apregoada pelo mundo muçulmano contra os judeus.

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Publicado originalmente em Gospel Prime e imagem The Jerusalem Post

[1] https://www.middleeastmonitor.com/20180408-israel-condemned-at-massive-rally-in-london-for-attack-on-gaza/

[2] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/03/31/protestos-palestinos-a-elevacao-da-marcha-do-terror/

[3] https://www.dailywire.com/news/29179/londons-mayor-declares-intense-new-knife-control-emily-zanotti

[4] https://www.timesofisrael.com/uk-labour-officials-are-in-facebook-groups-with-anti-semitic-content-report/

[5] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/04/07/violencia-palestina-na-fronteira-resulta-em-7-mortos-e-mais-de-1000-feridos/

[6] http://www.bbc.com/news/uk-32026985

 

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A apatia da Cisjordânia em meio ao caos em Gaza mostra que os palestinos se tornaram um povo dividido

De KHALED ABU TOAMEH

Não é que os banqueiros ocidentais não se importem, é mais que a separação física, está gradualmente criando separação emocional

Para os palestinos na Faixa de Gaza, sexta-feira foi outro dia difícil.

Para os palestinos na Cisjordânia, sexta-feira era apenas mais um dia comum – um dia para casamentos, reuniões de família e, para alguns, jantar nos restaurantes chiques de Ramallah e Nablus.

Já se foram os dias em que as mortes de palestinos na Faixa de Gaza (por Israel) levariam os palestinos da Cisjordânia a declarar uma greve geral ou tomar as ruas para protestar contra Israel.

É verdade que houve alguns confrontos entre os manifestantes palestinos na Cisjordânia na sexta-feira, mas não houve nada incomum sobre os protestos. Tais protestos, especialmente em aldeias nas áreas de Ramallah e Nablus, ocorrem todas as sextas-feiras há vários anos.

Longe, também, são os dias em que a morte de um palestino em confrontos com as IDF na Cisjordânia provocaria protestos e uma greve geral na Faixa de Gaza.

Durante os anos 70 e 80, a situação era diferente, particularmente nos anos da Primeira Intifada, que eclodiu no final de 1987.

Esses foram os anos em que os palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza sentiram que eram um só povo, e o vínculo entre eles era mais forte do que nunca.

No entanto, a separação física entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, que começou após a assinatura dos Acordos de Oslo e atingiu seu auge 11 anos atrás, quando o Hamas tomou o controle do enclave costeiro, moveu os palestinos nessas duas áreas mais distantes um para o outro.

Hoje, quase não há contato direto entre os palestinos na Cisjordânia e aqueles que vivem na Faixa de Gaza. A grande maioria dos palestinos na Cisjordânia nunca esteve na Faixa de Gaza. Para eles, a Faixa de Gaza não é muito diferente da Síria, do Líbano ou do Iraque.

“Nossos corações foram endurecidos como pedras?”

Não é que os palestinos da Cisjordânia não se importem mais com seus irmãos na Faixa de Gaza. Em vez disso, é a sensação de que assistir as notícias vindas da Faixa de Gaza não é mais tão diferente do que assistir ao que acontece na Síria, no Iraque e em outras partes do mundo.

O que vem à mente neste caso é o provérbio árabe que diz: “O que está longe do olho está longe do coração.” Esta é uma expressão que é usada para se referir ao fato de que a distância física freqüentemente leva à distância emocional.

Enquanto os palestinos na Faixa de Gaza estavam se manifestando na sexta-feira ao longo da fronteira com Israel, como parte da chamada Marcha de Retorno, seus irmãos na Cisjordânia continuavam com vida normal. Mais uma vez, foi como se os eventos na Faixa de Gaza estivessem ocorrendo em outro país.

Alguns palestinos argumentam que há mais neste fenômeno crescente do que aparenta.

Eu não sei o que mudou em nós“, observou Nader Dana, gerente de um laboratório médico em Jerusalém Oriental, em um post no Facebook. “Nossos corações foram endurecidos como pedras? Nós paramos de nos importar [sobre o que acontece na Faixa de Gaza]? Eu penso muito, mas não consigo encontrar uma resposta. ”

A observação de Dana se refere ao que é percebido como uma apatia generalizada entre os palestinos da Cisjordânia em relação aos seus irmãos na Faixa de Gaza.

Ele acrescentou que se lembra dos dias de volta nos anos 70 e 80, quando a morte de um palestino “em qualquer parte da Palestina” provocaria manifestações e greves gerais. Então, ele apontou, os palestinos até cancelariam casamentos e outras celebrações “em homenagem aos mártires e suas famílias”.

Autoridade Palestina Mahmoud Abbas (C) participa da “Conferência de Jerusalém como a Capital da Juventude Islâmica” na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, em 6 de fevereiro de 2018. (AFP PHOTO / ABBAS MOMANI)

Outro morador de Jerusalém Oriental, Ahmed Natsheh, atribuiu a apatia entre os palestinos da Cisjordânia a fatores econômicos. “As pessoas só querem ganhar a vida e cuidar de suas famílias“, explicou ele. “Greves gerais só causam danos. Quando um comerciante fecha sua loja, ele e sua família sofrem. Isso não tem impacto em Israel. Hoje, as coisas mudaram e a maioria das pessoas age em seu próprio interesse. ”

Ibrahim Deabis, um proeminente jornalista e ex-diretor de escola de Jerusalém Oriental, concordou. “As pessoas hoje pensam e agem de forma pessoal, e não nacional“, disse ele. Deabis também culpou a indiferença no que ele descreveu como a “semi-desconexão” entre os palestinos e seus líderes.