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Lei de Migração, Mercosul e a Histeria dos Recém-Acordados

Por Amir Kater

   O Mercado Comum do Sul (Mercosul), acaba ajudando toda a sorte de migrantes, nesse caso islâmico, de uma série de países não só dos países do Mercosul. Temos claro, por notícias jornalísticas durante anos que nos países da América Latina como um todo, existem muitas forma de falsificações de documentos e outros tipos de crime que facilitariam a entrada de “jihadistas” no campo dos países participantes ou vizinhos a estes. E independentemente do Mercosul já há entrada de imigrantes  de diversas formas como abordarei adiante.

            Em artigo esclarecendo o posicionamento do Mercosul e matéria de migrações, a internacionalista Camila Baraldi afirma:

            “No Mercosul, à proposta do Brasil de uma espécie de anistia migratória para os nacionais do bloco por seis meses, a Argentina respondeu com uma contraproposta, de “anistia permanente” ou “canal de regularização permanente” – a qual foi finalmente aceita por Brasil, Uruguai e Paraguai, este último com certa resistência[2]. No entanto, foram necessários sete anos para que os Acordos entrassem em vigor, em respeito à regra de consenso para a tomada de decisões no bloco e à necessidade de internalização das normativas.

            Em dezembro de 2010, a Decisão 64 do Conselho do Mercado Comum (CMC) estabeleceu “um plano de ação para a conformação progressiva de um Estatuto de Cidadania do Mercosul”, que deve ser implementado até 2020. Seus objetivos gerais são: a) implementação de uma política de livre circulação de pessoas na região; b) igualdade de direitos e liberdades civis, sociais, culturais e econômicas para os nacionais dos membros do Mercosul; e c) igualdade de condições para acesso ao trabalho, saúde e educação. Para tal, o plano de ação prevê a adoção de medidas em onze eixos: i) circulação de pessoas; ii) fronteiras; iii) identificação; iv) documentação e cooperação consular; v) trabalho e emprego; vi) previdência social; vii) educação; viii) transporte; ix) comunicações; x) defesa do consumidor; e xi) direitos políticos.

            O Plano estratégico de Fronteiras, instituído pelo Decreto 7.496/2011, e a Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras trabalham com a lógica da fronteira como local privilegiado para o cometimento de crimes. Mesmo no Mercosul, onde esses temas são contemplados em diferentes grupos de trabalho, há relatos de que o Foro Especializado Migratório (FEM) foi provocado pelo Foro Especializado de Terrorismo e Controle, que pediu a incorporação de temas relativos a crimes na pauta migratória. A estratégia para o enfrentamento dos crimes passa pela ideia de conter a ameaça, apesar da imensidão das fronteiras brasileiras e da insuficiência de recursos disponíveis para tanto. Nesse âmbito, o discurso integracionista ainda é fraco e a mobilidade de pessoas é associada a todos os tipos de crimes cometidos na fronteira, não somente o tráfico de pessoas, mas de armas e drogas.

            Assim, a questão que se coloca é: de que integração estamos falando? O modelo do regionalismo aberto e a aposta no livre comércio na América do Sul já mostraram-se incapazes de atender aos objetivos de desenvolvimento buscados há décadas pela região. Por sua vez, na Europa, a política para as migrações – restritiva e seletiva – tem colocado em xeque os próprios princípios humanistas que estão na sua origem, no pós-guerra[10]. Haveria um outro modelo a ser proposto? Uma integração dos povos, promovida desde baixo? A aproximação criada entre os países e as populações sul-americanas a partir do Mercosul é algo nunca antes visto, e as trocas que surgirão a partir das migrações intrarregionais carregam um potencial riquíssimo para a região, ainda pouco considerado.” [1]

              E para maior eficiência no entendimento traçarei paralelos e matérias jornalísticas, de maneira a determinar onde e o porquê entendo que mercados como Mercosul ou Comunidade Europeia, quando alinhados em suas políticas, já de há muito, muito à esquerda, e, no Brasil com políticas obscuras e soturnas, criaram campos ainda mais complexos pela vontade de aceitar qualquer política migratória, somada à sua leniência de monitoramento prévio de segurança e a corrupção que assola desde o encerramento dos regime militar; não defendendo esse último, porém, os desmandos eram de outra ordem.

              Inicio pelos países dos quais dispensamos vistos por determinado tempo, conforme tabela encontrada e com dados do Portal do Ministério das Relações Exteriores. Considerando o Mercosul, que não necessita de passaporte[2].

PAÍS Visto de Turismo Visto de Negócios Observação
Argentina Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil
Bolívia Dispensa de visto, por até 30 dias Visto exigido Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil
Bósnia e Herzegovina Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias O prazo total de estada não deve exceder 180 dias por ano
Chile Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil
Colômbia Dispensa de visto, por até 180 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil
Equador Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil
Uruguai Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Ingresso permitido com Cédula de Identidade Civil
Venezuela Dispensa de visto, por até 60 dias Visto exigido Ingresso permitido com Cédula de Identidade Civil

            Devemos considerar e atentar que segundo o último senso de 1992, o Islã é a religião que mais cresce atualmente no mundo e mais de 1/4 da população mundial é muçulmana de acordo com o último censo mundial realizado pela ONU. Há no mundo cerca de 5 bilhões, 771 milhões, 939 mil habitantes, aproximadamente, sendo que quase 1 bilhão e 500 milhões desses habitantes são muçulmanos, ou seja, 25% da população mundial é muçulmana.

              Islã é a religião que mais cresce no mundo:

Muçulmanos na Ásia (1996) 1,022,692,000 (30%)
Muçulmanos na África (1996) 426,282,000 (59%)
Número Total de Muçulmanos no Mundo (1996) 1,678,442,000
Número Total de Pessoas No Mundo (1996) 5,771,939,007
Porcentagem de Muçulmanos (1996) 25%
O Índice Anual de Crescimento do  Islam (1994-1995) O.N.U. 6.40%
O Índice de Crescimento do Cristianismo (1994-1995) O.N.U. 1.46%
Número Total de Muçulmanos no Mundo (2000) 1,902,095,000

 Nota: “De acordo com o Censo 2010 do IBGE existem 35 mil muçulmanos no país, mas algumas entidades islâmicas afirmam que são 1,5 milhão. Não se sabe ao certo, pois nos últimos anos a política externa do governo petista tem facilitado a entrada de imigrantes de modo geral, incluindo aqueles que professam a fé muçulmana. Vindos de 18 países da Ásia e da África, a maioria tem ido para cidades pequenas ou médias.” [3]

Os Países Muçulmanos

               Consideram-se países muçulmanos aqueles em que os muçulmanos representem mais de 50% da população e a maioria deles são membros da Organização do Congresso Islâmico, que foi fundada em 1969. Com sede em Jedah na Arábia Saudita, os presidentes e os reis destes países se reúnem a cada 3 anos.

              Os países muçulmanos que não são membros do Congresso Islâmico são:  Costa do Marfim, Albânia, Etiópia, República Centro Africana, Tanzânia e Togo. Além disso há dois países Africanos em que os muçulmanos representam menos de 50%, e que são membros da Organização e são eles Uganda e Gabão”, de acordo com a página http://www.islam.org.br/o_islam_hoje.htm:

Lista  do site islam.org.br Lista do Ministério das relações exteriores:
País PAÍS Visto de Turismo Visto de Negócios Observação
X Albânia Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Armênia Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Bósnia e Herzegovina Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias O prazo total de estada não deve exceder 180 dias por ano
X Emirados Árabes Unidos Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Assinado em 16/03/2017
X Malásia Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Malta Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Marrocos Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Palestina (Autoridade) Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Tunísia Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias  
X Turquia Dispensa de visto, por até 90 dias Visto exigido  

De 55 (cinquenta e cinco) países pela lógica do site http://www.islam.org.br, comparada à tabela do MRE, 9 (nove) países muçulmanos, nas condições descritas, não precisam de visto. Ora, convenhamos que após entrarem no Brasil, têm acesso fácil a qualquer outro país, pois sabidamente menos que o Brasil, mas mesmo assim ainda muito falhas, são todas as fronteiras dos países ligados ao Mercosul.

            Independente do tema ser América do Sul e a área de “livre comércio”, vejamos outros interessante texto, do mesmo site:

“Da Indonésia ao Marrocos, há uma série de estados muçulmanos, que são membros da ONU, se na Europa existe a Albânia, dentro da extinta URSS, há várias repúblicas muçulmanas, que conseguiram a sua autonomia com a desintegração da União Soviética. A Confederação (Commonwealth), desenvolvida pelos britânicos mostrou que o convívio com uma coletividade de estados não muçulmanos não impede a verdadeira independência dos muçulmanos. Se a França, Rússia, China e Índia e outros países prepararem os seus territórios muçulmanos para a autonomia integral, a luta pela libertação, empreendida por eles, perderá a sua razão de ser, e todos serão capazes de viver e conviver em concórdia e cooperação, com o sentido de bem estar universal.”

            Mais uma vez, aqui se vê a sanha colonizadora e bruta dos “pacatos” islâmicos, porém, em eloquente antítese de texto e contexto com a realidade que hoje assola a Inglaterra, onde há embates frequentes, atentados terroristas, um prefeito islâmico que, por óbvio minimiza a agressividade inata de seus correligionários do sistema teo-político de colonização chamado Islã, bem como citam outros países que em seu texto mostram claramente o desejo de emancipar territórios que se quer existiram algum dia. Ora, alguém conhece em território muçulmano na França como se menciona sobre a extinta União soviética? Há algo mais a se perguntar quanto ao que quer dizer em contexto geral: “Índia e outros países prepararem os seus territórios muçulmanos para a autonomia integral, a luta pela libertação, empreendida por eles, perderá a sua razão de ser, e todos serão capazes de viver e conviver em concórdia e cooperação, com o sentido de bem estar universal.”; há dúvida que paire no ar?

“O Islam está representado, e de fato assim tem sido há longos séculos, no seio de todos os povos, o número exato de Muçulmanos no Mundo, dificilmente pode ser contado com precisão, pois há mortes e nascimentos, e há conversões que freqüentemente não são publicamente assumidas por razões pessoais. Mas, a partir sa informações disponíveis, não há duvída de que algo mais do um quarto da população Mundial, já se voltam diariamente em direção a Kaaba em Makkah, para proclamar, em alto e bom som , ALLAHU AKBAR, Deus é o Maior!”  (erros de grafia copiados direto do link replicado neste, sem qualquer alteração)

                 Entendamos que ao longo dos séculos existem muçulmanos, porém não tantos séculos quanto tentam fazer parecer no texto frente a outras vertentes religiosas, por óbvio. Mas o que mais chama atenção é a afirmação que atrás do “que frequentemente não são publicamente assumidas por razões pessoais” mais se assemelha a um senso comum de que não devem ser facilmente identificados; o que me remete aos cinco passos da islamização mas se mostrando mais organizada, madura e apta a aplicar o seu formato belicoso de teo-política, dissimulando de maneira quase que como um serviço de inteligência, quiçá.

              Voltemos ao Brasil e América Latina

              Brasil e Emirados Árabes Unidos (EAU) assinam acordo para isenção de visto em 16/03/2017,  garantindo a isenção de vistos de turismo, negócio e por conseguinte, aos portadores de passaportes diplomáticos e/ou especiais de ambos países[4].

              Independente do que as matérias de jornais tratem, é evidente que há grande facilidade, novamente de trânsito em território nacional e em outros países latinos por parte daqueles que se valerão dessas facilidades diplomáticas para implementar contatos com clérigos, aporte financeiro às organizações de recrutamento disfarçadas de mesquitas, entre outras questões. Basta analisarmos notícias recentes como a prisão de imigrantes árabes sírios portando passaportes falsos quando tentavam deixar o Brasil, pelo aeroporto de Salvador. A matéria de setembro de 2016 explica a saída de um deles, mas não explica como este e seus outros, hoje 05 (cinco) colegas de ”cela”, entraram no país; pior estão 03 (três) deles em liberdade provisória sem sair do país[5].

              Vem o questionamento, com as ramificações, clérigos, empresários e outros ligados, intrinsecamente a grupos radicais, para que não me apontem o dedo alegando que sou islamofóbico, ficarei nos radicais dessa vez, lembrando que ser anti-terrorista não é ser “islamofóbico”, mas sim cônscio que 99% dos atentados são impetrados por eles. Ora, com quem falam, onde vão, o que fazem? Poderiam se tornar um “asiático” tal qual o terrorista da ponte inglesa? Podem manter contato com as carradas de radicais, coligados, representantes ou mesmo com os próprios mentores de ataques terroristas dentro e fora do Brasil? Sim, porque não?

            O discurso de que a situação na Síria é muito complicada, é bonito para certos veículos midiáticos, para certos setores políticos e para os quase sempre desocupados/alienados que confundem imigrante com “refujihadista”, e que defendem os direitos humanos daqueles que não são as vítimas, mas sim, o autores dos massacres e assim por diante.

              Pouco tempo depois, em dezembro de 2015, da mesma fonte noticiosa vem o informe de fraude em certidões de nascimento, onde 72 (setenta e dois), novamente sírios foram identificados. Para complicar mais, o governo dos Estados Unidos através do seu consulado informou àquela época que 17 deles – dois dos quais eram ex-militares das forças armadas da Síria  – havia requerido visto para entrada naquele país. A matéria mostra algo importante: “Ao todo, 51 dos 72 sírios saíram de lá com o documento. Nenhum sistema conseguiu detectar a fraude e podiam votar e até ser eleitos, porque 52 deles têm o título de eleitor também.”

              Ora, o que podem ou poderiam, no melhor estilo e com base no “benefício da dúvida” ter somente um ou terem mais de um destes  51 homens com documentos brasileiros feito de contato em diversos países do Mercosul antes de terem sido pegos? Com quem estiveram? Com quem falaram? Para quem telefonaram? Quais foram e com quem foram suas trocas de e-mails durante o tempo em que “eram brasileiros”?

              Mas vem o pior! Naquela ocasião, demonstra a matéria:

O Ministério das Relações Exteriores declarou que não fala sobre questões ligadas a estrangeiros no Brasil. O Ministério da Justiça vai pedir informações a autoridades do Rio. O Detran do Rio informou que, por lei, só pode exigir certidão de nascimento ou de casamento pra emitir a carteira de identidade.

A Receita Federal declarou que está implantando um processo integrado pra evitar informações fraudulentas na inscrição do CPF.

A Corregedoria Geral da Justiça fez uma intervenção no cartório em 2010 por suspeita de irregularidades – e afirma que as fraudes são anteriores a esse período. Mas a polícia diz que foram depois. O serviço de registro de nascimentos no cartório foi extinto.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio declarou que, pra obter o título, o eleitor precisa declarar que as informações são verdadeiras, sob pena de crime eleitoral. A Polícia Federal afirmou que tem um inquérito sobre o caso, mas que não pode comentar porque está em segredo de justiça.

A assessoria de imprensa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, enviou uma nota sobre a falsificação em certidões. “A matéria veiculada hoje no Jornal Nacional, que mostra uma quadrilha no Rio de Janeiro que falsifica certidões de nascimento para tornar Sírios em brasileiros natos, demonstra aquilo que a Justiça Eleitoral tem denunciado, que o sistema de registro civil no Brasil é falho e que é necessário ser aperfeiçoado. Por isso, o TSE já encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 1775/2015 que cria o Registro Civil Nacional (RCN), baseado na identificação biométrica do cidadão pela Justiça Eleitoral para ser no futuro a base para um documento único, inequívoco, unívoco e seguro de identificação do cidadão [6].”

   Então, percebemos que o Ministério das Relações Exteriores não tem nada de transparente  há muito tempo. Imaginemos agora sob a batuta do apoiador irrestrito do Islã, senhor Aloysio Nunes Ferreira, que vê em terroristas meros oprimidos refugiados, negando a lógica mundial noticiada todos os dias. E de outro lado, o Detran se exime de culpa com base numa legislação pífia; a Receita Federal, estava à época implantando sistema de informações fraudulentas na inscrição do CPF; isso nos parece dúbio, informações fraudulentas, vindas de maus funcionários do órgão ou informações sobre fraudes ocorridas no CPF? O TRE, presidido à época pelo senhor Dias Toffoli, nomeado pelo doador de 25 milhões de reais ao grupo terrorista “Hamas” em 2010, no mínimo, igualmente, curioso.

              Aí, podemos seguir entendendo o motivo do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), propor o Projeto de Lei nº 2516/15, que tem como explicação da ementa a alteração do Decreto-Lei nº 2.848, de 1940. Passa a ter maiores chances com o governo, até porque, além do PL, ainda poderia usar o argumento de que a “ONU destaca a ‘obrigação’ de receber refugiados[7]” – matéria do G1 de 14/09/2015, cerca de um mês após o recebimento do PL na Câmara. A afirmação quanto a “obrigação de receber refugiados” vem do jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein. Me questiono o que, por exemplo o senhor  Hussein, sabe sobre a política interna dos países que ladeiam o Brasil, como se dão seus governos; e, pior, desde a subida dos governantes do Partido dos Trabalhadores, só se alinharam à esquerda radicalizando a população em geral, aparelhando o Estado em todos os níveis, politizando as entidades estudantis em todos os níveis e áreas, mentindo e dissimulando como seus predecessores e amigos latinos, Fidel, Chaves, Morales (aliás este uma aberração), e outros, como Maduro, que além de tudo tem seu vice  Tareck El Aissami, um co-ligado do “Heezbollah”; quais sejam todos “ótimas pessoas”, não abrandando os governos anteriores ao dos “petistas”. Até poderíamos considerar a necessidade dos refugiados, sim, mas dos “refugishadistas”, evidente que nunca, ainda mais quando estes já se encontram espalhados e aguardando o próximo passo em face ao Brasil.

              Em julho de 2016, outro caso correlato de falsificação como o do RJ, agora em Campo Grande:

“Conforme informações do delegado regional de combate ao crime organizado, Cléo Mazzotti, e do delegado que responde pela unidade da PF e Ponta Porã, Glauber Fonseca de Carvalho Araújo, o esquema passou a ser investigado depois que um estrangeiro tentou tirar passaporte em Ponta Porã, em 2014 e acabou preso.

Ele estava com documentos “teoricamente” verdadeiros, mas na conferência de suas digitais, foi identificado que o homem era na verdade de nacionalidade Palestina.Segundo a polícia, a fraude era feita num cartório de Areado, em São Gabriel do Oeste, onde eram confeccionadas certidões brasileiras verdadeiras para estrangeiros[8].”.

              Ora, como se dá essa entrada no Brasil? Como chegam tão rápido e conseguem documentos, se não através de outros países latinos? Não que o Brasil não tenha deficiências efetivas, grandes e objetivas em suas fronteiras, além de estar alinhado com Irã e “Palestina”  -Autoridade Palestina, vez que o país não existe –  o que poderia facilitar a entrada de elementos nocivos em nosso território, mas devemos considerar, ainda mais a Argentina, principalmente no período “Kirshnerista” defendendo a tal ponto o Irã, que suprimiu, na figura de sua presidente o assassinato de Alberto Nisma, Procurador Federal daquele país, que estava a “milímetros” da autoria do atentado terrorista islâmico à entidade judaica Amia, em Buenos Aires.

              O que fica evidente é que no Paraguai há costumeira entrada e saída de islâmicos irregulares, assim como na Argentina, Venezuela e Cuba, os quais juntamente com o Brasil se alinham declaradamente com país fomentador do terrorismo internacional, o Irã. O Brasil além das estreitas relações com o Irã ainda doa dinheiro para o “Hamas” através de Decreto Presidencial.

              Enquanto muitos se dizem estarrecidos com a “nova” Lei de Migração, evidente fica a letargia e falta de leitura geral do povo, que nunca percebeu que a lei só regulamentará muito daquilo já previsto no Mercado Comum do Sul, com sua ideia antiga do Foro de São Paulo acerca da unicidade de bloco latino. Basta que se analise a paulatina convergência à esquerda, com apoio irrestrito às políticas da ONU, pelo que o Brasil pode ficar até 20 anos fora do Conselho de Segurança[9]. Essa é mais uma coincidência enorme, não? Afinal, se lá estivesse, teria que se posicionar, evidente que como quase sempre – para não dizer sempre – acompanhando outros grandes como os Estados Unidos. O que atrapalharia em muito os planos colonizadores dos investidores da indústria “Halal” entre muitos outros compromissos vermelhos?

              Leio textos de pessoas que se dizem assustadas com o governo e a “nova lei”, mas desconhecem a presença já massiva de islâmicos que só se radicalizam e recrutam candidatos a “novos conversos” às baciadas. Os “assustados” ignoram a vinda por dias de Bin Laden para reunião com outros jihadistas ligados a Al Qaeda, pessoas que já estavam aqui e já se estabeleceram como empresários. São os mesmos que não conhecem o decreto presidencial contra a família Bin Laden. Essas são as mesmas pessoas que se arvoram a falar aos gritos sobre “intervenção militar”, que julgam que essa ou aquela “pílula milagrosa” ou uma “hashtag” (#vetatemer), fosse resolver algo. Ainda mais depois do último discurso do presidente na ONU, dias atrás.

              Esses mesmos do “veta Temer” aos gritos, os da “intervenção militar”, os do “aqui esse povo do demônio não se cria”, são os mesmos que sequer – com raras exceções – leram sobre o professor Adlène Hicheur, que lecionava na UFRJ, mas que em 2003 sofrera condenação por terrorismo na França, e, que muitos acharam absurdo ter sido deportado à Argélia, seu país de origem. Evidente que na grande maioria, os alunos da universidade provavelmente fariam como as estupradas e degolados da Europa, recebendo seus futuros estupradores e assassinos com cartazes: “refugiados não são criminosos”, “Islã religião da paz, é bem-vindo” e essas coisas bem típicas de alienados sociais e mentecaptos funcionais manobrados por questões políticas, na maior parte das vezes de engodo para encobrir coisas maiores.

          Finalizo minha indignação com uma reflexão muito apropriada que li na Fan Pge de uma amiga: “Falta à América-Latina, para não fazer a piada grosseira com latrina, os brios e a cultura nacionalista da Rússia, Japão, Polônia, Israel ou Hungria, entre outros poucos. Que muito poucos falam, mas que efetivamente nunca permitem a bandalheira que se vê por aqui. Continuemos ativistas, continuemos, infelizmente a não sermos ouvidos e ainda achincalhados pelos próprios conterrâneos, que vão contra a base legal do país que proíbe desconhecimento da lei, e, que ficam chocados com a já mais que certa sanção da de migração.”

Imagem: Comexblog

Referências:

[1] http://www.ictsd.org/bridges-news/pontes/news/a-experi%C3%AAncia-do-mercosul-em-mat%C3%A9ria-de-migra%C3%A7%C3%B5es

[2] http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/tabela-de-vistos-para-cidadaos-brasileiros

[3] https://noticias.gospelprime.com.br/numero-recorde-muculmanos-brasil/

[4] http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-03/brasil-e-emirados-arabes-assinam-acordo-para-isencao-de-visto

[5] http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/09/presos-com-passaporte-falso-na-ba-sirios-sao-proibidos-de-deixar-brasil.html

[6] http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/12/policia-do-rio-prende-quadrilha-que-transformava-sirios-em-brasileiros.html

[7] http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/onu-pede-que-europa-amplie-canais-migratorios.html

8] https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/esquema-de-falsificacao-ajudava-arabes-a-se-passarem-por-brasileiros

[9] http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2017/03/brasil-abre-mao-de-integrar-o-conselho-de-seguranca-da-onu-9750537.html

 

 

Riscos no Brasil e América Latina quanto ao Terrorismo Islâmico, suas Ramificações e Imposição de Cultura

Por Amir Kater

             Tempos atrás, uma matéria no jornal “O Estado de São Paulo”, do ano de 2011, dava conta sobre as questões referentes à tríplice fronteira, que sabemos sempre foi motivo de problemas como contrabando de drogas, armas, mercadorias eletrônicas entre outras, que são contrabandeadas para diversos comércios que vivem desse tipo de produtos e para bandidos de todos os tipos e níveis.

         Já de antes dos atentados ocorridos na Argentina em 1992 e 1994 – respectivamente,bombas detonadas diante da Embaixada israelense em Buenos Aires e da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), deixaram mais de 100 mortos –  e conforme o texto do jornal em tela, o então cônsul-geral para São Paulo, Ilan Sztulman, deixava clara sua preocupação e visão sobre a “ameaça” de terror na América Latina. Dizia ele de maneira objetiva após mencionar os atentados acima referenciados: “Eu não ‘acho’ que o terror é uma ameaça relevante na América Latina. Eu sei que o terror é uma “ameaça relevante”[1]. Sabidamente, o Irã é o país que é apontado como apoiador e executor de um dos atentados, pelo menos, o da Amia[2], que após ter seu caso reaberto culminou com a “morte” – uma vez que temos por foro íntimo ter se tratado de uma execução – do Procurador Federal Alberto Nisman, que além de tudo incomodava por ser judeu. Nos chama a atenção essa conjunção de fatores que levam à “morte” do mesmo.

             Não só se demonstra a iminente ameaça de atentados mediante as declarações do então cônsul, mas também por matérias publicadas em outros veículos. Afinal, era sabido por exemplo sobre esse tema, e com base em provas, pela Polícia Federal, que a Al Qaeda e outras quatro organizações terroristas ― que no Brasil, adoram chamar somente de “extremistas”, sempre minimizando a questão ― se utilizam do país para recrutamento, financiamento, planejamento e difusão do ideal radical através de propaganda pró-terror[3] e, evidentemente relacionada ao Islã. Sim, pois basta que analisemos como vem se dando há muitos anos a entrada dos muçulmanos não só árabes em território nacional.

              É notório que o Brasil já desde muito vem crescendo do ponto de vista geopolítico, ainda mais com a questão da Copa do Mundo e das Olimpíadas, nos anos de 2014 e 2016. Devemos levar em conta que em 1990, a Argentina tinha boas relações com governos árabes e muçulmanos, o que nem de longe impediria qualquer “transtorno” futuro e/ou ataque terrorista em seu território. E, foi o que houve conforme demonstra a história não tão distante. Curiosamente, mas nem tanto, hoje, o Brasil está na mesma posição que a Argentina de 17 anos atrás, pois mantém boas relações com o Irã, fomentador, apoiador e perpetrador de ataques islâmicos, que tem em um Sheik de São Paulo um grande defensor do estreitamento de relação entre os dois países. Afinal, o que há de “mal” o Irã ajudar na islamização do Brasil?

            Porém, percebemos “facilitação” leniente não só com o Irã, mas com os Emirados Árabes Unidos (EAU), país com o qual, ainda no mês de março, foi celebrado acordo de livre entrada e saída do país, através do qual não há necessidade de visto para que seus cidadãos entrem ou saiam do Brasil, em princípio por 90 (noventa) dias, mas uma canetada aqui e outra ali, e isso pode ser prorrogado. Para tanto, basta lembrar que o senhor Aluysio Nunes, autor do Projeto de Lei nº 2516/015 – que trata de alterações e regulamentação de nova forma da migração – hoje ocupa a cadeira de ministro do Ministério das Relações Exteriores. Tudo muito similar aos fatos ocorridos em nossa vizinha Argentina.

                Em breve, existirão outros países como os que firmaram “parcerias” com o prefeito de São Paulo, João Dória Junior, que celebrou contratos de parceria com os Emirados Árabes Unidos. Mas, além desse país muçulmano foram visitados Dubai, Abu Dabi e Doha para contatos com empresários locais. Devemos lembrar que junto aos petrodólares estão conectadas certas imposições culturais, como já vimos e lemos sobre outros países. Além, é claro, de “engrossar o caldo migratório” e com isso, a proliferação de sua cultura, teo-política, com mais base financeira e recursos econômicos.

                Bem, traçados esses pontos voltamos ao Brasil, e, após as questões da Argentina e outros países, ainda em 2011, continuando sobre a matéria do início do presente, sem entrarmos hoje na questão da existência de integrantes de outros grupos em solo brasileiro desde 1980; porém ressaltando que em 2004 (7 anos antes das matérias aqui mencionadas), o então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso bloqueara bens da família Bin Laden no país através de decreto presidencial (DECRETO Nº 5.158 DE 27 DE JULHO DE 2004)[4], o que, por si, já demonstra obviamente a existência de consciência e alerta quanto a entes e grupos terroristas como Al-Qaeda e Osama Bin Laden.

             Evidente que hoje a internet facilita muito o terrorismo, não só pela agilidade de troca de informações, mas pela troca de planos, facilidade de criação de programas de criptografia, desligamento de integrantes de grupos, células, “batalhões” etc. Vale citar o exemplo que ocorreu numa “lan house” onde o proprietário era, àquela época, Khaled Hussein Ali, responsável pela propaganda, traduções de discursos, textos e outros dados da rede Al-Qaeda. Nem precisamos afirmar que isso ocorre, pois se valem da legislação fraca que vigia à época e que atualmente está em vigência. O terror, do qual falamos aqui, enviava “spams” com texto de incitação ao ódio contra judeus e negros e naquela época, não se falava tanto dos cristãos, não menos mal vistos pelo islã. Contudo, o libanês, não foi condenado por terrorismo devido ao fato de que o Código Penal Brasileiro (CP) fundamentou  sua liberação pelo Ministério Público Federal e a não apresentação de qualquer outro caso para tentar mantê-lo preso, muito embora fosse, e ainda é, uma prática muito comum a investigação de evasão, fraude financeira, problemas com o fisco, fraude ou sonegação fiscal para conseguir esse tipo de prisão, vez que o CP não abrange o terrorismo, e, hoje a lei antiterror ainda é muito limitada e “frouxa” para qualquer padrão médio de um país que sabe ter terroristas em seu território.  Tal falta de postura acusatória objetiva rende certo mal-estar entre o governo brasileiro e o norte- americano quando se trata desse tipo de assunto.

         Desde os anos 80, os relatórios de diversas agências como FBI, CIA, INTERPOL, MOSSAD e Departamento do Tesouro Americano são desconsiderados pelos sucessivos governos brasileiros quando se referem às atividades terroristas e extremistas, mesmo com a reviravolta ocasionada pelos atentados na Argentina. O governo brasileiro, não atenta para a necessidade de elevação de nível de alerta, bem como de maior e mais eficaz cobertura de fronteiras, melhores análises para permissão de entrada de pessoas ligadas a países fomentadores, financiadores e apoiadores do terror, por exemplo.

                Somente com a prisão de Khaled Hussein Ali – anos após Bin Laden e Khali Shaikh Mohammed, que ajudou nos planos para os ataques de 11/09 nos Estados Unidos –  foi que se soube que em 1995, ambos estiveram em Foz do Iguaçu. Curiosamente, a “força tarefa” da Polícia Federal que acompanhava, investigava e/ou monitorava foi desativada em 2009. Porém, os relatórios obtidos por uma revista semanal ―VEJA― apontam de maneira clara que “além de Ali, vinte militantes da AI Qaeda, do Hezbollah, do Hamas, do Grupo Islâmico Combatente Marroquino e do egípcio al-Gama’a al-Islamiyya usam ou usaram o Brasil como esconderijo, centro de logística, fonte de captação de dinheiro e planejamento de atentados. A reportagem da revista também obteve os relatórios enviados ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos.” Não precisamos informar que ainda há muitos outras pessoas ligadas ao terrorismo no território brasileiro, e, agora com as questões comerciais, a permissividade governamental e a pressão do ministro Aluysio, isso tende a se acirrar.

            Lembremos que já àquela época afirmou-se: Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, dizia o procurador da República Alexandre Camanho de Assis, que coordenava o Ministério Público em treze estados e no Distrito Federal.

       Aliás, devo esclarecer que a partir de muitas postagens em redes sociais respondendo a diversas pessoas evidentemente mal preparadas, que preferem o alarde à informação, resolvi passar a escrever de maneira mais fácil não só sobre o que acomete o Velho Mundo, Europa, que passou pelo mesmo que vem ocorrendo no Brasil quanto ao formato de implementação teo-política do terrorismo e da “pseudofé islâmica” que sempre se manifesta da mesma forma.

      Deveria existir mecanismos legais mais céleres para que se pudesse corrigir e modificar a legislação vigente em todos os âmbitos de maneira que esta pudesse ter maior eficiência sobre o terrorismo. Porém, o que percebemos é o inverso; uma legislação ultrapassada, pois em seu texto não prevê atos terroristas da magnitude que percebemos mundo afora. Infelizmente, na legislação brasileira quando se trata de crime e Direito Penal, que permeia também crimes de terror, crimes de traição da pátria, entre outros, não há atualização, muito por conta da crença de que o Brasil é um país pacífico ― em relação ao que aqui estamos tratando ― que acolhe a todos sem distinção no que concerne à migração islâmica em massa e  a não distinção, e, por isso nada de mal ocorreria, já que acredita-se que todos os povos do mundo podem viver em paz “num território neutro”, o que é um grave erro. Muitos dizem ou escrevem em postagens: “por que fariam um atentado aqui?” Ou “impor ou aprovar essa tal de sharia, nada a ver, os “irmão quebra eles na bala”; aqui não se cria esses loucos”;  “um país que tem D’us como cidadão (alusão a: “deus é brasileiro), não vai acontecer nada”; “quero ver meter o louco aqui”; e outras bobagens correlatas, mostrando a total falta de cultura do povo frente a algo tão sério. O pior, ainda mais sério, é pensar que o crime organizado é quem deveria lhes proteger, sendo algo, no mínimo, surreal.

          Por outro lado, há aqueles, que só fazem urrar em seus textos, porém, sem conteúdo para demonstrar o que de nós já se aproxima sorrateiramente há anos, mas poucos realmente têm a consciência do que isso traz consigo ou significa.  Aqueles que escrevem sobre o tema, o fazem de maneira a se esconder, pois temem represálias vindas destes que se valem das fragilidades legais, e enquanto se valem destas, já impõem o terror da mesma forma que se utilizam dos discursos brandos e amigáveis, para ―  em acordos muito conveniente a eles ― enviar, apoiar, alardear, difundir, recrutar, recolher fundos, fazer propaganda, fomentar o terror mundial, e, pior, institucionalizar a sharia, como vem ocorrendo na “Eurábia” e Canadá.

             Basta que analisemos o seguinte:

“Preso em 1999, Mohamed Ali Abou Elezz Ibrahim  Soliman Teve sua extradição negada pelo Supremo que encontrou aros (sic) formais de instrução do processo, como falhas na tradução de documentos. Como Eltrabily ele vende muamba, mas em Foz do Iguaçu. Hesham Ahmed Mahmoud Eltrabily é apontado pelo Egito como participante da chacina de 62 turistas que visitavam as ruínas de Luxor, em 1997. Com uma ordem de prisão emitida pela Interpol, foi capturado em São Paulo, cinco anos depois. O Supremo Tribunal Federal negou sua extradição, alegando que as provas apresentadas pelo governo egípcio não eram peremptórias. Agora, o egípcio comercializa eletrônicos na Galeria Pagé, um dos centros de venda de contrabando da capital paulista.”

          Ambos formam, conforme texto extraído da matéria, “a célula brasileira do al-Gama´a al-Islamiyya subordinada à AI Qaeda.” E seguimos para finalizar com texto da própria matéria, a fim de mais uma vez mostrar que há anos o Brasil conhece e reconhece ter problemas com “extremistas”, mas não os reconhece como o que verdadeiramente são, TERRORISTAS.

“A leniência com o extremismo islâmico é característica também da diplomacia brasileira, que não reconhece o Hezbollah, o Hamas nem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como terroristas. Em parte, ela está relacionada à tentativa de vender a imagem do Brasil como a de um paraíso tropical blindado contra atentados. Mas apresenta-se recheada também da simpatia da esquerda pelos jihadistas, inimigos viscerais dos Estadas Unidos. Uma lei antiterror alcançaria, ainda, “movimentos sociais”, como o Movimento dos Atingidos por Ramagens, que, em 2007, ameaçou abrir as comporias da hidrelétrica de Tucuruí, e o Movimento dos Sem Terra, que invade e depreda fazendas. “A Polícia Federal e o governo americano apontam a atuação dos movimentos sociais como um dos principais impeditivos para um combate mais efetivo ao terror”, diz Jungínann.

Embora seja autora das investigações descritas nesta reportagem, a Polícia Federal assume um comportamento ambíguo ao comentar as descobertas de seu pessoal. A instituição esquiva-se, afirmando que não rotula pessoas ou grupos que, de alguma forma, possam agir com inspiração terrorista”. Esse discurso dúbio e incoerente não apenas facilita o enraizamento das organizações extremistas no Brasil como cria grandes riscos para o futuro imediato. As cartilhas terroristas recomendam aos militantes que desfiram atentados em ocasiões em que suas ações ganhem visibilidade. O temor de policiais federais e procuradores ouvidos por VEJA é que eles vejam essas oportunidades na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016.”

                Dessa maneira os governantes brasileiros, seu Judiciário, polícias e órgãos de defesa, permanecem de mãos atadas. A população é evidentemente alienada e aleijada de conhecimento sobre os referidos temas, tal como é alienada quanto sua própria política, agendas internacionais e outras pautas. Ora, por que com relação ao terrorismo que já “acampa” em seu território e fronteiras deveria ser diferente? Infelizmente, Oxalá não permita, acordarão tarde, ou até mais tarde do que o Velho Mundo.

Fonte da Imagem: Acredite ou Não

[1] http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,america-do-sul-sob-ameaca,770457

[2] http://oglobo.globo.com/mundo/em-audio-ex-chanceler-argentino-reconhece-ira-como-responsavel-por-atentado-amia-18338342

[3] http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/387/Terrorismo—-A-REDE—O-Terror-Finca-as-Bases-no-Brasil/

[4] http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2004/decreto-5158-27-julho-2004-533135-publicacaooriginal-16252-pe.html

Europeus, refugiados e o terror

Por Amir Kater

   Pesquisas demonstram que muitos cidadãos europeus relacionam refugiados ou imigrantes, nos dias atuais, muçulmanos, com o terror ou os percebem de maneira negativa.

   Assim como no Brasil e alguns outros países, o europeu tem real  preocupação/impressão que com a chegada de mais muçulmanos haverá maior onda de terror e atentados diversos.

       A crise na realidade vem desde a Segunda Guerra Mundial, a engendradora de muitos dos problemas migratórios. A ONU estima que mais de trezentas mil pessoas tentaram atravessar o Mediterrâneo, em 2015, para tentar chegar à Europa.

    Sabe-se que a esmagadora maioria  são da África e Oriente médio fugindo de perseguições e guerras como a da Síria, que já leva mais de cinco anos. Aliás, a mesma ONU, nesse período todo, sequer enviou os famosos observadores para a Síria, na verdade o fez já no final de 2016, qual seja, 4,5 / 5 anos após o início dessa guerra ignóbil.

        Estima-se que duas mil e quinhentas pessoas de todas as faixas etárias morreram nas travessias desesperadas em fuga daquilo que a ONU parece gostar de ver, o caos. Um dos maiores emblemas foi a criança Aylan Kurdi, quando a cena de seu corpo que jazia na praia de Bodrum ‒ Turquia ‒ sensibilizou o mundo pela questão dos refugiados.

       Um dos grandes problemas é a chegada, normalmente, pela Grécia ou Itália, de hordas de pessoas, na maioria das vezes em idade militar, com grande vigor físico, sem família, mulheres e/ou crianças; o que chama atenção sobremaneira; sempre com direção à Alemanha de Merkel, que se propôs  a receber oitocentos mil refugiados sírios, em sua quase totalidade no ano de 2015. Percebe-se um acirramento na questão, pois esses “pobres” refugiados têm que se deslocar até a Alemanha. Contudo, quando chegam às fronteiras de países menos permissivos e mais conscientes da proteção de seus cidadãos como Áustria, Eslovênia e Hungria, se vêm com o problema das fronteiras fechadas e fortemente patrulhadas; evidente que isso agrava a crise, principalmente para outros países que têm esses errantes passando por seus territórios, trazendo o horror.

      O que há hoje além desse quadro geral, sombrio ao extremo para a Europa, é uma questão geopolítica evidente, pois a maioria dos migrantes são sírios, fugindo da guerra, que envolve os pró-governo Assad e os que querem derrubá-lo; mais do que lógico que isso tem como resultado uma realidade local, tenebrosa, que fortalece toda sorte de organizações extremistas como o DAESH (em árabe, ad-Dawlat al-Islāmiyah fī al-ʿIrāq wa sh-Shām) que pretende um califado através da visão whahabita e, pra não esquecer, extremamente violenta.

         Devemos considerar outra questão importante que é o fato de que países europeus têm baixa taxa de natalidade, diferente dos migrantes islâmicos, que se procriam aos montes. Com isso a população europeia com baixo nível de fecundidade e envelhecimento natural de sua população,  gere um problema em que seus cidadãos, apesar das matérias em geral não apontarem, comece a sucumbir aos novos moradores, dada a sua taxa de natalidade; logo de senhores passarão a vassalos.

         Devemos, ainda, considerar a crise econômica que atinge a Europa e os integrantes da Comunidade Europeia em 2008. Onde Grécia e Espanha têm taxas de desemprego de 20%, o que acirra a xenofobia em muitos setores, por considerarem os migrantes como concorrentes desleais. O que fortalece o discurso da extrema-direita, aliás, um dos poucos sistemas de visão política capaz de aplacar as sanhas de certos grupos radicais islâmicos, pois aceita a não permissividade, a letargia, frente aos ataques, estupros, saques, roubos e furtos perpetrados por esses que chegam, curiosamente, 99,9% das vezes muçulmanos. Uma boa demonstração foi a crise dos véus (hijab) na França, entre outras posturas que visam defender o modelo de vida europeu comum.

       O que chamam de globalização na verdade, hoje, se vê como a agenda de dominação de pontos específicos do globo por uma visão sórdida, política, disfarçada de religião, que impõe sua visão e forma de vida pelo medo, pelo terror e pelas armas; além das perseguições a qualquer grupo que destoe de suas ideias.

      Numa próxima oportunidade, continuaremos traçando o paralelo das imigrações através dos séculos e comparando a questão europeia, com a brasileira e o  que ocorre na América Latina, atualmente uma incubadora de grupos e radicais como os do Hezbollah.

Fonte da Imagem: LineaDiretta24.it

Cresce ameaça terrorista na América Latina: Grupo islâmico “Hezbollah” planejou atentados em larga escala no Chile, Bolívia e Peru

Por Amir Kater

            O brasileiro já está habituado a ouvir que há toda sorte de grupos radicais na América Latina e que há campos de treinamento desses grupos em determinados países, sendo que alguns deles são patrocinados por ouro nazista, como na Argentina, por exemplo. Contudo, as evidências consolidam o entendimento da ampliação das atividades terroristas na região, pois segundo informação do diário saudita Okaz, as forças de segurança sul-americanas invadiram um depósito da organização terrorista Hezbollah nos arredores da capital boliviana e impediram os planos de atacar a Bolívia, Chile e Peru[1], sendo apreendidos materiais que demonstravam capacidade para fazer uma bomba de 2,5 toneladas que seria utilizada num veículo também apreendido.  O local de armazenamento se encontrava em La Paz, onde em 2016, num voo da GOL, três australianos foram detidos com explosivos a caminho do Brasil[2]. Talvez, não haja conexão entre os fatos, mas os mesmos demonstram que a América Latina vem sofrendo o que há muito aconteceu na Europa enquanto as comunidades árabes muçulmanas iam se instalando.

         Não há motivo, também, para não pensar mais amplamente e inserir a Argentina – que já sofreu ataque em 1992 contra a AMIA[3], uma instituição judaica, deixando um grande número de mortos, incluindo crianças – bem como não se pode eximir de risco o Brasil[4], com sua tríplice fronteira apinhada de radicais islâmicos, que encontram na fácil passagem a condição de contrabandear toda espécie de objetos, incluso armas, como é bem sabido, além de poderem ter “o repouso do guerreiro” e o “sumiço” temporário de suas atividades junto aos seus grupos, células ou partidos.

            Grupos como o “Hezbollah” possuem vasta experiência na confecção de explosivos, mísseis com alcance superior a 300 quilômetros, tal qual  já visto sendo disparados contra Israel, inimigo histórico do grupo terrorista. Com isso, podemos começar a vislumbrar a real fragilidade dos países da América Latina, por vários motivos, como facilidade de entrada e saída de suas fronteiras, uma facilidade enorme em corromper agentes da lei, entes políticos, que independente de como sejam corrompidos, já estão alinhados com a agenda global de implementação da “imigração refujihadista” islâmica, que vem impondo seu sistema teo-político irascível e assassino para com os que não comungam de seus ideais, travestidos de “religião da paz”.

            Ainda na seara dos explosivos, se percebe que os mecanismos, materiais e outros insumos poderiam levar a cabo a confecção de um artefato explosivo que poderia chegar a pesar, 2,5 (duas e meia) toneladas, além de um veículo, tipo mini-van, que estava sendo preparado para receber artefatos explosivos.

            Chama a atenção o fato que a operação ocorre logo após a divulgação de um relatório do jornal do Kuwait que cita o comandante adjunto da Guarda Revolucionária Iraniana como sendo o responsável pelos armamentos e plantas que estavam em posse dos integrantes do “Hezbollah” no Líbano, onde hoje estão fortemente estabelecidos. Percebemos, mais uma vez, que o Irã aparece como fomentador de ataques terroristas, direta ou indiretamente, o que, por sinal, já é desde sempre uma prática desse país.

            “ De acordo com o relatório traduzido e distribuído pelos pesquisadores do MEMRI, fábricas que o Irã estabeleceu recentemente no Líbano estão a uma profundidade de mais de 50 metros e são protegidas contra bombardeios. Os mísseis são fabricados em diferentes alas das fábricas e, finalmente, são montados em uma unidade.” É o que consta de uma das partes da matéria assinada por Mordechai Sones (Israel National News | Traduce: © estadodeisrael.com)

              Há denúncia, ainda, da época em que Israel destruiu uma fábrica de armas no Sudão, tal instalação fabricante de armas pertencente ao Irã, que por sua vez, forneceu armas ao “Hezbollah” com o apoio da Síria, que permite ser usada como intermediária, e que acaba por facilitar o desenvolvimento por parte dos guardas revolucionários de ações para construção de fábrica de armas no Líbano.

              Sabido, mais do que informado é que alguns peritos foram levados à Universidades de Teerã, para o desenvolvimento de fábricas de todo tipo de armamento, sempre subterrâneas, com grande profundidade abaixo do solo para maior dificuldade de detecção, assim como fizeram com algumas prisões.

“Estas plantas foram construídas a uma profundidade de mais de 50 metros e acima destes, existem diferentes camadas de diferentes tipos de barricadas que os aviões israelenses não são capazes de atingi-las.  Além disso, os mísseis não são fabricados numa instalação, mas em algumas partes em várias plantas e finalmente reunidos em uma única unidade. “

            Essas fábricas foram gradativamente transferidas para o controle do grupo terrorista “Hezbollah”, e, atualmente, estão sob supervisão e funcionamento integral a mando e controle do mesmo grupo.

      Percebe-se todas as condições necessárias para criar artefatos dos mais variados e mísseis que poderiam cobrir grandes distâncias, como mencionado no início deste, de vários tipos como: mísseis terra-terra, mísseis terra-mar, bombas de luz, barcos lançadores de torpedos, além de UAVs por espionagem e armas mísseis, porta-aviões, mísseis anti-tanque e barcos blindados.

          O material encontrado poderia atender a demanda de até cinco grandes atentados. Entretanto, cabe salientar que a cooperação entre jornalistas, órgão de segurança e outras instituições têm conseguido grande êxito em impedir que se lancem ataques contra entes públicos, aeroportos e pontos turísticos.

         Não obstante, temos que tomar mais atenção à política externa, em realidade, a política mundial das esquerdas, que se alinham em prol da islamização do globo, ou boa parte dele. Podemos, no Brasil, começar analisando pelo desarmamento da população, as políticas de gênero, a deturpação escolar quanto a questões como sexo, agenda de de doutrinação política, com pessoas como Deborah Duprat, Procuradora Federal, que disse abertamente: “…nossas crianças não pertencem aos pais, mas sim ao estado…”(sic), basicamente, numa política hitleriana, que se alinha como muito sabemos  a algumas das práticas islâmicas com relação à doutrinação dos professantes “infiéis” doutras visões religiosas ou teo-políticas.

        Cabe o aviso: Hoje todo cuidado é pouco, ainda mais em países com baixa atenção à segurança nacional, às suas fronteiras, com uma população idiotizada por discursos populistas e distribuição de recursos pífios que só maquiam a realidade do que se engendra na calada da noite, com projetos, políticas, desvios e envio de valores para grupos terroristas, alinhamento com países que fomentam o terror em favor da instalação dum governo único, e sob o poder da cimitarra dos senhores da espada.

Fonte da Imagem: Brasil Soberano e Livre

[1] http://www.radioworld.com.sv/grupo-terrorista-hezbollah-en-sudamerica-desbaratan-atentados-masivos-en-bolivia-chile-y-peru/

[2]http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/australianos-sao-impedidos-na-bolivia-de-viajar-com-dinamite-para-o-brasil.html

[3] https://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/10/25/ult1807u31822.jhtm

[4] http://veja.abril.com.br/mundo/investigacao-de-atentado-na-argentina-aponta-ramificacoes-de-rede-terrorista-no-brasil/

Brasil, um país com um governo ainda ligado ao terror

Por Amir Kater

            É sabido que muitos brasileiros, considerados subversivos, o que não caberia a discussão neste, se envolveram com uma série de questões de luta armada, que sim, igualmente, pode ser chamada de terrorismo, não “religioso” como temos atualmente em vários grupos em muitos países ou através de simpatizantes, células adormecidas, comumente chamadas à ação em determinado momento ou simplesmente os “lobos solitários”.

            O que deve ser percebido é o alinhamento, sempre profundo, das esquerdas mundiais com o terror, considerando que o terror ou terrorismo, não obrigatoriamente esteja ligado a ataques com bombas, carros-bomba, homens ou mulheres-bomba e assim por diante. Mas, basicamente com um sistema de terror social, para que se alcance um determinado objetivo.

            Pois bem, então seguimos essa linha, voltando a atenção novamente para o Brasil, um país que começa a receber a comunidade árabe no final do século XIX, com uma considerável maioria libanesa e de sírios já com um aumento importante e gritante aos olhos no início do século XX, tendo dentre essas nacionalidades, vertentes religiosas, tais como: cristãs, muçulmanos, maronitas, drusos, ortodoxos cristãos etc. Há também relativo número de palestinos em solo brasileiro. Estes, todos, se estabeleceram de maneira pacata, ordeira, atuando ― quase sempre ― no comércio nas mais variadas praças e nichos. Com o tempo, seus filhos e netos foram se formando, ficando mais inseridos em nossa sociedade e gozando de muito respeito em uma gama enorme de setores desta.

            Evidente que nada é feito só de rosas e alegrias. Como os ordeiros, com o passar do tempo começaram a migrar outros e mais outros, já não tão bem intencionados, mas que viam no Brasil um ponto para ficarem “quietos”, para saírem, do plano mundial ou, quiçá, somente do Oriente Médio, em relação a atividades terroristas ― um “porto seguro”. Sim, muitos ligados, participantes, partidários, apoiadores e “soldados” do terror, aportaram em nossas terras e foram, igualmente, à parcela anterior, honesta e ordeira ― aos olhos comuns e menos atentos ― criando uma verdadeira rede.

            Tal rede implica em movimentações financeiras, lavagem de dinheiro, através de transferências ilegais, “cabos” de dinheiro, venda de contrabando em muitas galerias, venda de drogas e armas em alguns países fronteiriços ao Brasil e a instalação com “ocupação territorial” através de suas mesquitas, centros de juventude islâmica e assim por diante.

            No momento em que se passa a ter essa “ocupação”, mencionada no parágrafo anterior, com a organização de setores que enviam dinheiro para grupos como Hamas, Hezbollah, dentre outros, o Brasil passa a ser rota internacional de dinheiro que fomenta o terrorismo internacional, isso já publicado em algumas matérias de diversos veículos de jornalismo. Com isso, passamos a ter aproximação maior com o terror, mesmo que só como via de passagem de dinheiro e outros elementos.

            Com isso, surgiram pessoas, que podem não ser terroristas, mas simpatizantes da causa deles, em setores públicos governamentais, tais quais o senhor Luiz Inácio Lula da Silva e respectivos auxiliares. Dessa forma, a sociedade islâmica radical, que no Brasil age de maneira sutil, passa quase desapercebida, e mesmo com os relatos recentes de clérigos e grupos que defendem Direitos Humanos, de cristãos e outras vertentes religiosas, a questão vem sendo trazida à luz da realidade. A maior prova que podemos ter do apoio irrestrito de governos de esquerda face ao terrorismo, é o Brasil, por seu tamanho, por problemas político-sociais pelos quais passa, ou melhor, que são impostos à sociedade pelos seus líderes, pois poderia, o país, estar em situação muito mais confortável nos campos interno e externo. Podemos perceber isso claramente, quando em 2010, ainda durante o governo do mesmo senhor Luiz Inácio “Lula” da Silva é decretada a transferência, a título de “doação”, conforme texto do próprio decreto, de nada mais, nada menos, que “vinte e cinco milhões de reais”[1]. Logo, numa “canetada”, dinheiro que poderia ser utilizado em outras áreas do país, é enviado para um grupo terrorista, que passa a ter, no Ocidente maior visibilidade a partir de 1990, ainda na Jordânia, depois migrando e dominando a Faixa de Gaza (Israel), onde se encontra até o momento.

            É assustador que um país, laico, pacífico, sem inimigos, que visa convivência pacífica com todos os países vizinhos e outros com quem mantém relações diplomáticas, fomente financeiramente o terror.

Enquanto em 1995 o governo do então, presidente Fernando Henrique Cardoso, bloqueava bens da família saudita Bin Laden, quinze anos após, um governo, de esquerda, sem qualquer motivo lógico toma essa atitude, que, aliás, poderia se esperar do Irã, notável fomentador e apoiador de crimes de terrorismo, que, aliás, por que não chamar de crimes contra a humanidade? Mas o Brasil, apoiando o terrorismo, é algo estarrecedor; ou não, se lermos calmamente os movimentos oriundos da Organização das Nações Unidas (ONU) que vêm desde antes de 1990, já trabalhando no sentido da expansão islâmica, sob o viés da “religião da paz”, que sabemos ser “da paz pela espada” nos mais diversos recantos do globo, uma vez que é a filosofia sistêmica teo-política que mais atrai seguidores. A ONU se apresenta com uma agenda teocrática e para compreender esta percepção basta pensar como seus signatários exigem que a “religião” que mais tem êxito em conversão pelo mundo, deve ser aceita e apoiada, sem comedir o que isso implica nas sociedades que estão sendo, literalmente, colonizadas por bárbaros medievais.

            Quais seriam os objetivos dessa teocracia islâmica que tenta se instalar, sempre à força ou com base em engodo pelo mundo aos gritos de “Allah Hu’Akbar”, mesmo em solo brasileiro? O que compeliu o governo brasileiro a dar a soma milionária constante dum decreto presidencial, para um grupo sabidamente terrorista, que cala seu povo, usa suas crianças como escudos e impetra ataques suicidas contra seus desafetos em prol de evidentes mentiras, através de sua “pallywood[2], usando uma realidade que foi criada por um certo Yasser Arafat, que nascera no Egito, vivendo a maior parte de sua vida na França, e migrando para a fictícia “Palestina”, criando outro grupo terrorista, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP)[3], aliás, líder esse que foi visitado pelo “benevolente doador do Hamas”, senhor Lula.

            Dia a dia estamos mais perto de sofrer o que vem sofrendo hoje a Europa, chamada de “Eurábia” pela escritora Bat Yeor, porém, sem estrutura social e estatal para comportar e rechaçar os males que com a onda “migratória” trarão depredações, estupros, roubos, furtos, vandalismo de cemitérios, igrejas, sinagogas, templos espíritas, budistas e de todo e qualquer tipo de fé, entre uma outra enorme natureza de crimes como assistimos nas poucas notícias que nos são trazidas, tais como: decapitações, fuzilamentos em massa, arremesso de homossexuais dos telhados de prédios, apedrejamento de mulheres em praças públicas por pretensos “crimes de honra”, enforcamentos, mercado de escravos sexuais ou não. Afinal, o povo colonizado acaba virando espólio de guerra como preconiza o “Al Couran”.

E atualmente é mais do que sabido que há um movimento claro, forte e atuante com evidente alinhamento da agenda de esquerda ligada à ONU, UNESCO e outros entes, que coíbe a divulgação do que eu chamaria de “onda terrorista mundial”. Assim, mais do que o estabelecimento da tentativa por ora de um único governo mundial, o que está se estabelecendo é uma onda de terrorismo e dominação mundial. Aqui em território brasileiro a desordem é encabeçada por grupos como o MST[4] e tem apoio de partidos como PSOL e PSTU, que conclamam seus seguidores e correligionários – ex-apoiadores do doador do Hamas – à toda sorte de desmandos legais e sociais, além de sempre se mostrarem apoiadores do terror oriundo de grupos como o recebedor da doação, Hezbollah e demais facções.

            Diante desse quadro desalentador, qual será o futuro, do Gigante Anão Político Brasil, frente ao que vem se estabelecendo no mundo e que para suas fronteiras caminha?

Fonte da Imagem: Folha Nobre

[1] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12292.htm

[2] http://amigodeisrael.blogspot.com.br/2013/05/o-que-e-pallywood.html

[3] http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,corte-americana-condena-autoridade-palestina-e-olp-por-atentados-em-israel,1638389

[4] http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/08/integrante-do-mst-esta-preso-com-base-na-lei-antiterrorismo-em-goias.html

 

A Alemanha se Curva à Lei da Sharia

“Um Sistema de Justiça Paralela se Estabeleceu na Alemanha”.

por Soeren Kern

  • Um tribunal alemão deliberou que sete islamitas que formavam uma patrulha de justiceiros para fazer valer a Lei Islâmica (Sharia) nas ruas de Wuppertal não infringiram a lei alemã e que estavam simplesmente exercendo o seu direito à liberdade de expressão. A decisão “politicamente correta”, que pode ser contestada, autoriza, na prática, a Polícia da Sharia a continuar aplicando a Lei Islâmica em Wuppertal.
  • A autoproclamada “Polícia da Sharia” distribuiu folhetos informando sobre a implantação de uma “zona controlada pela Sharia” em Wuppertal. Os policiais exortavam transeuntes, tanto muçulmanos quanto não-muçulmanos, a frequentarem as mesquitas e se absterem de consumir bebidas alcoólicas, cigarros e drogas, de participarem de jogos de azar, de se entreterem com música, pornografia e prostituição.
  • Os críticos dizem que os casos – especialmente aqueles em que a lei alemã ocupa uma posição secundária em relação à Lei da Sharia – refletem uma perigosa ingerência da lei islâmica no ordenamento jurídico alemão.
  • Em junho de 2013 um tribunal em Hamm ordenou que aquele que contrair um casamento de acordo com a lei islâmica em um país muçulmano e mais tarde quiser se divorciar na Alemanha deverá obedecer os termos originais estabelecidos pela Lei Islâmica (Sharia). A decisão histórica legalizou, de fato, a prática da “tripla talaq” da Sharia na qual se obtém o divórcio ao recitar três vezes a frase “eu me divorcio de você”.
  • Um número cada vez maior de muçulmanos na Alemanha está conscientemente contornando por completo os tribunais alemães, decidindo suas diferenças nos tribunais informais da Sharia que proliferam ao redor do país.
  • “Se o Estado de Direito não conseguir estabelecer a sua autoridade e exigir respeito, então pode imediatamente declarar a sua falência” − Franz Solms-Laubach, correspondente político do jornal Bild.

Um tribunal alemão deliberou que sete islamitas que formavam uma patrulha de justiceiros para fazer valer a Lei Islâmica (Sharia) nas ruas de Wuppertal não infringiram a lei alemã e que estavam simplesmente exercendo o seu direito à liberdade de expressão.

A decisão, que efetivamente legitima a Lei da Sharia na Alemanha, faz parte de um número crescente de casos em que os tribunais alemães estão – intencionalmente ou não – promovendo o estabelecimento de um sistema jurídico islâmico paralelo no país.

A autoproclamada “Polícia da Sharia” provocou uma reação de comoção popular em setembro de 2014, quando os policiais da Sharia distribuíram folhetos amarelos informando sobre a implantação de uma “zona controlada pela Sharia” no Distrito de Elberfeld em Wuppertal. Os policiais exortavam transeuntes, tanto muçulmanos quanto não-muçulmanos, a frequentarem as mesquitas e se absterem de consumir bebidas alcoólicas, cigarros e drogas, de participarem de jogos de azar, de se entreterem com música, pornografia e prostituição.

Um tribunal alemão deliberou que um grupo de islamitas que formava uma patrulha de justiceiros para fazer valer a Lei Islâmica (Sharia) nas ruas de Wuppertal não violou uma lei alemã e que estavam simplesmente exercendo o seu direito à liberdade de expressão. Eles foram acusados segundo uma lei que proíbe o uso de uniformes em comícios públicos – uma lei que originalmente foi concebida para proibir grupos neonazistas de participarem de passeatas em público.

Os justiceiros são seguidores do salafismo, uma ideologia antiocidental virulenta que busca abertamente substituir a democracia na Alemanha (e em outros lugares) por um governo islâmico baseado na Lei Islâmica (Sharia).

A ideologia salafista postula que a Lei Islâmica (Sharia) está acima da lei ordinária, secular, porque ela emana de Alá, o único legislador legítimo e, portanto, com força de lei eterna para toda a humanidade. De acordo com a visão de mundo salafista, a democracia é um esforço com o objetivo de alçar a vontade dos seres humanos num patamar acima da vontade de Alá, sendo portanto uma forma de idolatria que deve ser rejeitada. Em outras palavras, a Lei Islâmica (Sharia) e a democracia são incompatíveis.

O prefeito de Wuppertal Peter Jung afirmou esperar que a polícia aja com firmeza contra os islamistas: “a intenção dessas pessoas é provocar, intimidar e forçar que os outros aceitem sua ideologia. Nós não vamos permitir isso”.

A chefe de polícia de Wuppertal Birgitta Radermacher ressaltou que a “pseudo polícia” representava uma ameaça ao Estado de Direito e que apenas policiais contratados e indicados pelo Estado têm o direito legítimo de atuar como policiais na Alemanha. Ela ainda salientou:

“O monopólio do poder pertence exclusivamente ao Estado. Qualquer tipo de comportamento que intimide, ameace ou provoque não será tolerado. EstesPoliciais da Sharia não são legítimos. Ligue 110 (polícia) quando você vir essas pessoas.”

O Promotor de Justiça de Wuppertal Wolf-Tilman Baumert argumentou que os homens que usavam coletes laranja estampados com os dizeres “SHARIAH POLICE”, infringiram uma lei que proíbe o uso de uniformes em comícios públicos. A lei que proíbe, em especial, o uso de uniformes que expressam opiniões políticas, foi originalmente concebida para impedir que grupos neonazistas fizessem passeatas em público. Segundo Baumert, os coletes são ilegais porque provocam um efeito “deliberado, intimidador e militante”.

No entanto, em 21 de novembro de 2016, o Tribunal Distrital de Wuppertal deliberou que tecnicamente os coletes não são uniformes e que, de qualquer maneira, não representavam uma ameaça. O tribunal determinou que as testemunhas e os que por lá passavam não poderiam ter se sentido intimidados por aqueles homens e que processá-los seria infringir a liberdade de expressão deles. A decisão “politicamente correta”, que pode ser contestada, autoriza na prática a Polícia da Sharia a continuar aplicando a Lei Islâmica em Wuppertal.

Tribunais Alemães e Lei da Sharia

Os tribunais alemães estão cada vez mais acatando a lei islâmica porque tanto os autores quanto os acusados são muçulmanos. Os críticos dizem que os casos – especialmente aqueles em que a lei alemã ocupa uma posição secundária em relação à Lei da Sharia – refletem a perigosa ingerência da lei islâmica no ordenamento jurídico alemão.

Em maio de 2016 um Tribunal de Apelação em Bamberg reconheceu o casamento de uma menina síria de 15 anos com seu primo de 21. O tribunal deliberou que o casamento era válido porque foi contraído na Síria, onde esse tipo de casamento é permitido de acordo com a Lei Islâmica (Sharia), que não determina a idade mínima para o casamento. A deliberação legaliza, para todos os efeitos, a Sharia no tocante ao casamento de menores de idade na Alemanha.

O caso emergiu depois que o casal chegou a um abrigo para refugiados em Aschaffenburg em agosto de 2015. A Fundação do Bem-Estar do Menor (Jugendamt) se recusou a reconhecer o casamento e separou a menina do marido. O casal entrou com uma ação na justiça e uma vara de família deliberou a favor da Fundação, que alegou ser a responsável legal pela menina.

O tribunal de Bamberg revogou a sentença. Foi determinado que, de acordo com a Lei Islâmica (Sharia), o casamento era válido porque ele já tinha sido consumado e que, assim sendo, a Fundação do Bem-Estar do Menor não tinha nenhuma autoridade legal para separar o casal.

A decisão — que já foi descrita como um “curso intensivo sobre a lei de casamento islâmico sírio” — foi o estopim que deu início a uma explosão de controvérsias. Alguns acusaram o tribunal de Bamberg de aplicar a lei da Sharia em detrimento da lei alemã ao legalizar uma prática proibida na Alemanha.

Os críticos da decisão apontam para o Artigo 6 da Lei de Introdução ao Código Civil Alemão (Einführungsgesetz zum Bürgerlichen Gesetzbuche, EGBGB), que determina:

“A norma jurídica de outro país não deve ser aplicada quando o seu emprego resultar em um efeito indubitavelmente incompatível com os princípios fundamentais do direito alemão. Em particular, não é pertinente se o seu emprego for incompatível com os direitos fundamentais.”

Esta condição é normalmente ignorada, no entanto, ao que tudo indica, para se alinhar ao interesse da correção política e do multiculturalismo. Aliás, a Lei Islâmica (Sharia) vem invadindo o sistema jurídico alemão praticamente sem obstáculos por quase duas décadas. A seguir, alguns exemplos:

  • Em agosto de 2000 um tribunal de Kassel ordenou a uma viúva que dividisse a pensão do falecido marido marroquino com outra mulher com quem ele também era casado. Embora a poligamia seja ilegal na Alemanha, o juiz determinou que as duas mulheres deviam dividir a pensão, em conformidade com a legislação marroquina.
  • Em março de 2004 um tribunal de Koblenz concedeu à segunda esposa de um iraquiano que morava na Alemanha o direito de permanecer para sempre no país. O tribunal deliberou que após cinco anos de casamento poligâmico na Alemanha, seria injusto esperar que ela voltasse para o Iraque.
  • Em março de 2007 uma juíza em Frankfurt citou o Alcorão em um caso de divórcio envolvendo uma mulher alemã-marroquina que vinha sendo recorrentemente espancada pelo marido marroquino. Apesar da polícia ter ordenado que o homem ficasse longe da esposa com a qual não vivia mais sob o mesmo teto, ele continuou a abusar dela e num determinado momento ameaçou matá-la. A Juíza Christa Datz-Winter recusou-se a conceder o divórcio. Ela citou a Surata 4, Versículo 34 do Alcorão, que justifica “tanto o direito do marido de fazer uso do castigo físico contra a esposa desobediente quanto a instituição da superioridade do marido sobre a mulher”. A juíza acabou sendo afastada do caso.
  • Em dezembro de 2008 um tribunal em Düsseldorf determinou que um turco pagasse um dote de €30.000 (US$32.000) à sua ex-nora, de acordo com a Lei da Sharia.
  • Em outubro de 2010 um tribunal em Colônia deliberou que um iraniano pagasse à sua ex-esposa um dote de €162.000 (US$171.000), valor atual equivalente a 600 moedas de ouro, de acordo com o contrato original de casamento, segundo a Sharia.
  • Em dezembro de 2010 um tribunal em Munique deliberou que uma viúva alemã tinha o direito a apenas um quarto do patrimônio deixado pelo seu falecido marido, que nasceu no Irã. O tribunal destinou os outros três quartos dos bens aos parentes do marido em Teerã, em conformidade com a Lei da Sharia.
  • Em novembro de 2011 um tribunal em Siegburg permitiu que um casal iraniano se divorciasse duas vezes, primeiro por um juiz alemão de acordo com a lei alemã e depois por um clérigo iraniano de acordo com a Lei da Sharia. A diretora do Tribunal do Distrito de Siegburg Birgit Niepmann, realçou que a cerimônia da Sharia “era um serviço do tribunal”.
  • Em julho de 2012 um tribunal em Hamm ordenou um iraniano a pagar à esposa, com a qual não vivia mais sob o mesmo teto, um dote como parte de um acordo de divórcio. O caso envolveu um casal que contraiu matrimônio de acordo com a Lei Islâmica (Sharia) no Irã, migraram para a Alemanha e depois se separaram. Fazia parte do acordo de casamento original a promessa do marido de pagar à esposa um dote de 800 moedas de ouro mediante solicitação. O tribunal ordenou que o marido pagasse à mulher €213.000 (US$225.000), valor equivalente atual das moedas.
  • Em junho de 2013 um tribunal em Hamm ordenou que aquele que contrair um casamento de acordo com a lei islâmica em um país muçulmano e mais tarde quiser se divorciar na Alemanha deverá obedecer os termos originais estabelecidos pela Lei Islâmica (Sharia). A decisão histórica legalizou, de fato, a prática da “tripla talaq” da Sharia na qual se obtém o divórcio ao recitar três vezes a frase “eu me divorcio de você”.
  • Em julho de 2016 um tribunal em Hamm ordenou a um libanês que pagasse à esposa, com a qual não vivia mais sob o mesmo teto, um dote como parte de um acordo de divórcio. O caso envolveu um casal que contraiu matrimônio de acordo com a Lei Islâmica (Sharia) no Líbano, migraram para a Alemanha e depois se separaram. Fazia parte do acordo de casamento original a promessa do marido de pagar à esposa um dote de US$15.000. O tribunal alemão ordenou que o marido pagasse à mulher o valor equivalente em Euros.

Em entrevista concedida ao Spiegel Online, o especialista em Islã Mathias Rohe assinalou que a existência de estruturas jurídicas paralelas na Alemanha é uma “expressão da globalização”. Ele acrescentou: “nós aplicamos a lei islâmica, da mesma maneira que aplicamos a lei francesa”.

Tribunais da Sharia na Alemanha

Um número cada vez maior de muçulmanos na Alemanha está conscientemente contornando por completo os tribunais alemães, decidindo suas diferenças nos tribunais informais da Sharia que proliferam ao redor do país. De acordo com uma estimativa, cerca de 500 juízes que adotam a Sharia agora estão regulamentando as altercações civis entre muçulmanos na Alemanha – um desdobramento que aponta para o estabelecimento de um sistema de justiça islâmica paralela no país.

Uma das principais razões para a proliferação dos tribunais da Sharia é que a Alemanha não reconhece a poligamia ou casamentos envolvendo menores.

O Ministério do Interior da Alemanha, respondendo a um pedido com base na Lei de Liberdade de Informação, recentemente revelou que, segundo consta, 1.475 menores de idade casados residem na Alemanha desde 31 de julho de 2016 – incluindo 361 crianças com menos de 14 anos de idade. Acredita-se que o verdadeiro número de casamentos infantis na Alemanha é bem maior do que indicam as estatísticas oficiais, porque muitos são mantidos em segredo.

A poligamia, embora ilegal segundo a lei alemã, é lugar comum entre os muçulmanos em todas as grandes cidades alemãs. Em Berlim, por exemplo, estima-se que um terço dos homens muçulmanos que residem no bairro Neukölln tem duas ou mais esposas.

Segundo uma revelação transmitida pela RTL, uma das principais empresas de mídia da Alemanha, homens muçulmanos que residem na Alemanha normalmente se aproveitam do sistema de assistência social trazendo duas, três ou quatro mulheres do mundo muçulmano para a Alemanha e se casam com elas na presença de um clérigo muçulmano. Uma vez na Alemanha, as mulheres solicitam os benefícios do sistema de bem-estar social, inclusive o custeio de uma casa separada para si e seus filhos, sob a alegação de serem “mães solteiras”.

Muito embora a fraude cometida pelos imigrantes muçulmanos não seja “segredo para ninguém”, custando aos contribuintes alemães milhões de euros a cada ano, as agências governamentais relutam em tomar medidas devido à correção política, segundo a RTL.

A chanceler Angela Merkel, certa vez declarou que os muçulmanos devem obedecer a Constituição e não a Lei Islâmica (Sharia) se quiserem viver na Alemanha. Mais recentemente o Ministro da Justiça Heiko Maas ressaltou:

“Ninguém que vem para o nosso país tem o direito de colocar os seus valores culturais ou crenças religiosas acima da nossa lei. Todos devem respeitar a lei, não importa se cresceram aqui ou acabaram de chegar.”

Na prática porém os líderes alemães toleraram e continuam tolerando um sistema de justiça islâmico paralelo, que permite aos muçulmanos fazerem justiça com as próprias mãos, muitas vezes com trágicas consequências.

Em 20 de novembro de 2016, por exemplo, um alemão-curdo de 38 anos de idade na Baixa Saxônia amarrou uma corda na traseira do seu carro e a outra extremidade ao redor do pescoço de sua ex-esposa. Em seguida ele a arrastou pelas ruas de Hameln. A mulher, que sobreviveu, permanece em estado crítico.

A revista semanal, Focus, reportou que o homem era um “muçulmano extremamente religioso que se casou e se divorciou da mulher, de acordo com a Lei Islâmica (Sharia)”. Ela acrescentou: “segundo o direito alemão, no entanto, os dois não eram casados”. O jornal Bildrelatou que o homem era casado “uma vez segundo a lei alemã e quatro vezes segundo a Lei da Sharia”.

O crime que novamente chamou a atenção para o problema da justiça da Sharia na Alemanha, alarmou alguns membros do establishment político e da mídia.

Wolfgang Bosbach, da União Democrata Cristã (CDU), ora no poder salientou: mesmo que alguns se recusem a admitir, um sistema de justiça paralelo se estabeleceu na Alemanha. Este desdobramento mostra uma clara rejeição aos nossos valores e à ordem jurídica.”

Em 23 de novembro o Bild, jornal de maior circulação na Alemanha, alertou que o país estava “capitulando à Lei Islâmica (Sharia)”. Em uma “Reportagem Especial sobre a Sharia” ele afirmou:

“O acordo da coalizão de 2013 entre a CDU e os Social-Democratas rezava:”queremos fortalecer o monopólio legal do estado. Nós não vamos tolerar a justiça ilegal paralela. Mas tudo ficou no mesmo”.

Em um comentário Franz Solms-Laubach, correspondente político do Bild, salientou:

“Ainda que nós nos recusemos a acreditar: regiões da Alemanha são governadas pela Lei Islâmica (Sharia)! Poligamia, casamentos infantis, juízes da Sharia – por demasiado tempo não tem sido aplicado o Estado de Direito alemão. Muitos políticos sonharam com o multiculturalismo …

“Não se trata de uma questão de folclore ou de costumes e tradições estrangeiros. É uma questão de lei e ordem.

“Se o Estado de Direito não conseguir estabelecer a sua autoridade e exigir respeito, então pode imediatamente declarar a sua falência”.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9520/alemanha-curva-sharia

França na Iminência do Colapso Total

por Guy Millière

  • A França não percebeu isso naquela época, mas montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está começando a disparar.

  • Nos anos 1970 os palestinos começaram a usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo desde que ela não fosse afetada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o Islã. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não se assimilou.
  • Os levantamentos mostram que um terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Eles também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles gostariam de ver varrido da face da terra.
  • “É melhor sair do que fugir.” — Sammy Ghozlan, Presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo. Depois ele foi assaltado e seu carro incendiado. Ele foi embora.
  • Villiers também menciona a existência de “zonas proibidas” com milhares de armas de guerra. Ele acrescenta que as armas provavelmente sequer serão utilizadas, os islamistas já venceram.
  • Originalmente os sonhos franceses poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial, distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno.

Na França reina a agitação descontrolada. “Migrantes” que chegam da África e do Oriente Médio semeiam desordem e insegurança em inúmeras cidades. A enorme favela, mais conhecida como a “selva de Calais“, acaba de ser desmantelada, no entanto outras favelas pipocam a cada dia. Na zona leste de Paris, ruas estão cobertas de telhas onduladas, toalhas de plástico ou de outro material e placas desconjuntadas. Violência é o lugar comum. As 572 “zonas proibidas“, oficialmente denominadas “áreas urbanas sensíveis”, continuam crescendo e os policiais que se aproximam delas muitas vezes sofrem as consequências. Recentemente uma viatura de polícia foi emboscada, o veículo foi incendiado e os policiais foram impedidos de sair. Se forem atacados, conforme as ordens dos superiores a determinação é fugir em vez de retaliar. Muitos policiais, furiosos por terem que se comportar feito covardes, organizarammanifestações. Não houve ataques terroristas desde o assassinato de um padre em Saint-Etienne-du-Rouvray em 26 de julho de 2016, mas os serviços de inteligência sabem que os jihadistas que retornaram do Oriente Médio estão prontos para atacar e que distúrbios podem explodir em qualquer lugar, a qualquer hora, sob qualquer pretexto.

Apesar de estar sobrecarregado com uma situação interna que mal consegue controlar, ainda assim o governo francês intervém em assuntos mundiais: um “estado palestino” ainda é a principal bandeira, Israel é o seu bode expiatório favorito.

Na primavera passada, apesar da França e dos territórios palestinos estarem em péssimo estado, o Ministro das Relações Exteriores da França Jean-Marc Ayrault declarou que era “urgente” relançar o “processo de paz” e criar um estado palestino. Por conseguinte, a França convocou uma conferência internacional realizada em Paris em 3 de junho. Nem Israel nem os palestinos foram convidados. A conferência foi um fracasso. Ela terminou com uma declaração insípida sobre a “imperiosa necessidade” de “avançar”.

A França não parou por aí. O governo então decidiu organizar uma nova conferência em dezembro. Desta vez juntamente com Israel e os palestinos. O Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu observando que Israel não necessita de intermediários recusou o convite. Os líderes palestinos o aceitaram. Saeb Erekat, porta-voz da Autoridade Palestina parabenizoua França acrescentando, o que não é de se estranhar, que foi a Autoridade Palestina que “sugeriu” aos franceses a realização da conferência.

Donald Trump agora é o presidente eleito dos EUA e tudo leva a crer que Newt Gingrich desempenhará um papel-chave na Administração Trump. Gingrich ressaltou há alguns anos que não existe um povo palestino, acrescentando na semana passada que os assentamentos não são de modo algum um obstáculo à paz. Sendo assim, ao que tudo indica, a conferência será outro fracasso.

Diplomatas franceses, no entanto, estão elaborando juntamente com funcionários da Autoridade Palestina uma resolução da ONU para reconhecer um estado palestino dentro das “fronteiras de 1967” (as linhas de armistício de 1949), isso sem nenhum tratado de paz. Eles têm aparentemente a esperança de que o presidente dos EUA Barack Obama, ainda no exercício de sua função, não use o veto americano no Conselho de Segurança, permitindo a aprovação da resolução. Não é possível afirmar se Barack Obama vai querer terminar a sua presidência com um gesto tão flagrantemente traiçoeiro. É quase certo que o gesto francês não dará certo. De novo.

Por muitos anos a França dá a entender ter construído toda a sua política externa em cima doalinhamento com a Organização de Cooperação Islâmica (OIC em inglês): 56 países islâmicos mais os palestinos. Originalmente os sonhos franceses poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial, distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno. Todas as quatro esperanças não deram em nada. É óbvio também que a França tem problemas mais urgentes para resolver.

A França persiste porque está tentando desesperadamente impor limites aos problemas que provavelmente não podem ser resolvidos.

Nos anos 1950 a França era bem diferente do que ela é hoje. Era amiga de Israel. A “causa palestina” não existia. A guerra na Argélia estava no auge e a grande maioria dos políticos franceses sequer apertaria a mão de terroristas que não tivessem se arrependido de seus atos.

Tudo isso mudou com o fim da guerra na Argélia. Charles de Gaulle entregou a Argélia a um movimento terrorista chamado Frente de Libertação Nacional. Ele então passou a criar umareorientação estratégica da política externa da França, inaugurando o que ele chamou de “política árabe da França. ”

A França assinou acordos comerciais e militares com diversas ditaduras árabes. Para seduzir seus novos amigos ela, de maneira ávida, adotou uma política anti-Israel. Quando na década de 1970, o terrorismo na forma de sequestros de aviões foi inventado pelos palestinos e, com o assassinato dos atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972, “os palestinos” de repente se tornaram uma “causa sagrada” e uma ferramenta útil para alavancar a posição francesa no mundo árabe, a França ao adotar a “causa”, passou a ser inflexivelmente pró-palestina.

Os palestinos começaram a usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo, desde que ela não fosse afetada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o Islã. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não se assimilou.

A França não percebeu isso naquela época, mas montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está começando a disparar.

A população muçulmana da França dá a entender que é antifrancesa em termos judaico-cristãos, valores do Iluminismo e pró-francesa apenas na medida em que a França se curva àsexigências do Islã. Em que pese, os muçulmanos da França que também são pró-palestinos, teoricamente não deveria ter havido nenhum problema. Mas a França subestimou os efeitos da ascensão do Islã radical no mundo muçulmano e além dele.

Cada vez mais os muçulmanos franceses se consideram acima de tudo muçulmanos. Muitos afirmam que o Ocidente está em guerra com o Islã, eles veem a França e Israel como parte do Ocidente, assim sendo estão em guerra com os dois. Eles veem que a França é anti-Israel e pró-Palestina, mas também veem que vários políticos franceses mantêm laços com Israel, de modo que eles provavelmente acham que a França não é anti-Israel e pró-Palestina o suficiente.

Eles veem que a França tolera o terrorismo palestino e parecem não compreender porque a França combate o terrorismo islâmico em outros lugares.

Para agradar os muçulmanos que estão na França, o governo francês pode até acreditar que não há outra escolha senão ser ainda mais pró-palestina e anti-Israel o máximo possível – muito embora, conforme as pesquisas de opinião indicam, esta política é um fracasso estrondoso.

O governo francês, sem dúvida, vê que não tem condições de impedir o que cada vez mais parece ser um desastre iminente. Este desastre já está ocorrendo.

Talvez o atual governo da França ainda alimente a esperança de poder empurrar um pouco com a barriga o desastre e evitar uma guerra civil. Talvez eles possam ter a esperança de que as “zonas proibidas” não explodam – pelo menos durante o mandato desse governo.

Há hoje na França seis milhões de muçulmanos, 10% da população, e a porcentagem está aumentando. Os levantamentos mostram que um terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Eles também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles gostariam de ver varrido da face da terra.

A principal organização muçulmana francesa, a União das Organizações Islâmicas da França, é o ramo francês da Irmandade Muçulmana, um movimento que deveria ser incluído na lista das organizações terroristas pelo seu aberto desejo de derrubar governos ocidentais.

A Irmandade Muçulmana é primordialmente financiada pelo Catar, país que investe pesadamente na França – e que conta com a comodidade de ter a sua própria base aérea dos EUA.

Os judeus estão deixando a França em número recorde e a debandada não para. Sammy Ghozlan, presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo, reiterou por muitos anos que: “é melhor sair do que fugir”. Ele foi assaltado. Seu carro foi incendiado. Ele saiu e agora vive em Israel.

O restante da população francesa vê claramente a extrema gravidade do que está acontecendo. Alguns estão furiosos e em estado de revolta, outros parecem resignados esperando o pior: a tomada da Europa pelos islamistas.

As próximas eleições francesas estão programadas para maio de 2017. O presidente francês François Hollande perdeu toda a credibilidade e não tem nenhuma chance de ser reeleito. Quem chegar ao poder terá uma tarefa difícil.

Ao que tudo indica os franceses perderam a confiança em Nicolas Sarkozy, de modo que provavelmente escolherão entre os candidatos Marine Le Pen, Alain Juppé ou François Fillon.

Marine Le Pen é a candidata da Frente Nacional de extrema-direita.

Alain Juppé é o prefeito de Bordeaux e muitas vezes faz campanha em companhia de Tareq Oubrou, imã da cidade. Até recentemente, Tareq Oubrou era membro da Irmandade Muçulmana. Alain Juppé parece acreditar que a presente desordem irá perder força se a França se curvar totalmente ao Islã.

François Fillon, será provavelmente o candidato da direita moderada. Ele assinalourecentemente que “o sectarismo islâmico” cria “problemas na França”. Ele também ressaltouque se um estado palestino não for estabelecido em breve, Israel será “a principal ameaça à paz mundial.”

Três anos atrás o filósofo francês Alain Finkielkraut publicou o livro: A Identidade Infeliz(L’identité malheureuse), no qual descreve os perigos inerentes à islamização da França e os principais distúrbios que se originam a partir dele. Juppé escolheu um lema de campanha que se destina a contradizer Finkielkraut: “A Identidade Feliz“.

Desde a publicação do livro de Alain Finkielkraut, outros livros de caráter pessimista foram publicados e se tornaram best-sellers na França. Em outubro de 2014 o colunista Eric Zemmour publicou O Suicídio Francês (Le suicide français). Há poucas semanas ele publicou outro livro: Um Mandato de Cinco Anos Para Nada (Un quinquennat despeje rien). Ele descreve o que vê acontecendo com a França: “invasão, colonização, explosão.”

Zemmour define a chegada de milhões de muçulmanos na França nas últimas cinco décadas como uma invasão e a recente chegada de um turbilhão de imigrantes como a continuação daquela invasão. Ele descreve a criação de “zonas proibidas” como a criação de territórios islâmicos em solo francês e parte integrante de um processo de colonização.

Ele escreve que as erupções de violência que se espalham são sinais de uma explosão iminente, que cedo ou tarde, a revolta vai ganhar terreno.

Outro livro: Os Sinos da Igreja Tocarão Amanhã? (Les cloches sonneront-elles encore demain?), foi publicado recentemente por Philippe de Villiers, ex-membro do governo francês.

Villiers chama a atenção para o desaparecimento de igrejas na França e a sua substituição por mesquitas. Ele também menciona a existência de “zonas proibidas” com milhares de armas de guerra (fuzis automáticos AK-47, pistolas Tokarev, armas antitanque M80 Zolja, etc). Ele acrescenta que as armas provavelmente sequer serão utilizadas – os islamistas já venceram.

Em seu novo livro: Os Sinos da Igreja Tocarão Amanhã?, Philippe de Villiers observa o desaparecimento de igrejas na França e a sua substituição por mesquitas. Na foto acima: em 3 de agosto a polícia francesa retirou à força um padre e sua congregação da igreja de Santa Rita em Paris antes dela ser demolida, conforme estava programado. A líder da Frente Nacional Marine Le Pen ressaltou furiosamente: “e se construíssem estacionamentos no lugar de mesquitas salafistas e não de nossas igrejas?” (imagem: captura de tela de vídeo RT)

Em 13 de Novembro de 2016 a França marcou o primeiro aniversário dos ataques de Paris. As placas foram descerradas em todos os lugares onde pessoas foram mortas. As placas diziam: “Em memória das vítimas feridas e assassinadas nos ataques”. Nenhuma menção foi feita sobre a barbárie jihadista. À noite, a casa de espetáculos Bataclan foi reaberta com um concerto de Sting. A última canção do concerto foi “Insh’ Allah”: “se Alá quiser”. A direção do Bataclan não permitiu a entrada de dois membros da banda norte-americana Eagles of Death Metal – que estavam no palco quando o ataque começou. Algumas semanas depois do ataque, Jesse Hughes, vocalista do grupo, se atreveu a criticar os muçulmanos que participaram do ataque. O diretor do Bataclan assinalou acerca de Hughes: “há coisas que não dá para perdoar”.

Dr. Guy Millière, professor da Universidade de Paris, é autor de 27 livros sobre a França e a Europa.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9496/franca-colapso

“A Europa não tem ouvidos para esta guerra”

O Estado turco impõe-se pela força militar no Curdistão, sem distinguir civis de combatentes. A pretexto da luta contra o terrorismo, foi desencadeada uma verdadeira guerra contra os civis no Sudeste do país, desde meados de 2015.

Há um ar pesado, um cheiro a fumo e uma poeira que se infiltra na garganta, nos pulmões. Estamos em Nusaybin, território curdo, no limite sudeste da Turquia. A guerra da Síria está a dois passos. É ali que começa a fronteira: Al-Qamishli, na Síria, é a um passeio dali, embora passando uma terra de ninguém com 600 mil minas prontas a explodir. Mas é um engano dizer as coisas assim; na verdade, a guerra já mora ali.

Raqia Tovan tem um rosto jovem, mas triste, carregado, coberto por um lenço escuro, com flores azuis e vermelhas, atado sob o queixo. As memórias do último ano são amargas. O Exército turco lançou uma brutal ofensiva contra os curdos, após as legislativas de 7 de Junho, quando o Partido Democrático do Povo (HDP), pró-curdo, entrou para o Parlamento em Ancara. Dessa forma, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), no poder, não teve maioria suficiente para governar.

Várias zonas do Sudeste da Turquia transformaram-se em cenários de guerra: a operação militar do Estado contra os seus cidadãos curdos é um compêndio de violações dos direitos humanos. Para Raqia Tovan, o seu mundo desmoronou-se.

“Quando começou o recolher obrigatório, no primeiro dia, decidimos deixar a cidade. Mas o meu filho mais velho não se quis vir embora. Soubemos pelosmedia, dois meses depois, que tinha sido morto”, contou. “Há um sítio, na cidade de Urfa, onde se pode ir reclamar o cadáver. Mas só achámos partes do corpo do meu filho. Não só o mataram a tiro como o destruíram, desmembraram-no”, diz Raqia Tovan, que vai franzindo o sobrolho à medida que desenrola o novelo da sua história, que veio contar aos visitantes de Nusaybin. “Nem sequer pelos testes de ADN era possível saber se era mesmo ele. Havia muitos corpos destruídos.”

O Governo justificou a operação militar como uma necessidade para lutar contra o terrorismo – não do grupo Estado Islâmico, que controla território na Síria e no Iraque, e tem feito atentados na Turquia, mas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. O PKK é uma guerrilha que a Turquia considera terrorista e que começou a lutar pelas armas em 1984 pela independência desta nação sem Estado espalhada por vários países (Turquia, Iraque, Síria e Irão).

“Ainda não sei onde está o meu filho. Tudo isto é muito desumano. O Estado matou e destruiu tudo, as famílias, as casas, os homens também. Não consigo dormir. A União Europeia devia saber disto”, diz Raqia Tovan, que quis contar a tragédia em que se transformou a sua vida aos europeus que vieram a Nusaybin, numa missão organizada pelo Movimento Europeu Anti-Racismo (EGAM) e pela Rede de Parlamentares Elie Wiesel.

“O nosso maior problema é a etiqueta ‘grupo terrorista’ que foi colada ao PKK. O Governo pode sempre dizer que está a matar terroristas”, diz Hatip Dicle, co-líder do Congresso da Sociedade Democrática, uma plataforma de movimentos curdos que proclamou a autogovernacão no Curdistão turco no Verão de 2015. “Veja-se o exemplo do apartheid: o mundo isolou o Governo racista da África do Sul, enquanto não fez a paz. Se o Governo turco não tiver o mesmo tratamento, não haverá paz.”

Negação de identidade

Em Diyarbakir, a capital económica e cultual do Curdistão, o exército e a polícia actuaram de forma igualmente brutal. “Se conseguirmos, vamos levar os nossos casos até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Mas parece-nos que a UE não tem ouvidos para esta guerra”, diz Mustafa Çukur, pai de Rozerin Çukur, uma adolescente de 16 anos que foi morta a tiro pela polícia turca em Sur, o centro histórico da cidade, e cujo cadáver só pôde recuperar ao fim de seis meses. “A bala entrou pelo topo do crânio e saiu pelo lado da cara”, explica o pai, com uma calma perturbante.

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O que outrora já foram prédios em Cizre: O Exército turco lançou uma brutal ofensiva contra os curdos, após as legislativas de 7 de Junho

“Destruíram as nossas cidades, queimaram as nossas terras e ninguém faz nada. Agora é porque a UE está a comprar à Turquia uma solução para os refugiados”, acusa Mustafa Çukur. “Fizeram de nós refugiados no nosso próprio país.” Pelo menos um milhão de pessoas foi afectada por esta campanha militar. Só em Sur, 23 mil pessoas viviam nas zonas de intervenção. Agora, vivem em bairros de lata.

Foram impostos longos períodos de recolher obrigatório — em alguns casos, duraram meses, sem interrupção —, durante os quais foram bombardeados. Sur, um núcleo urbano com mais de 7000 anos, com centenas de monumentos históricos, alguns classificados como património da Humanidade, ou bairros de cidades como Nusaybin, Cizre, Silvan e outras. Como se de uma verdadeira guerra se tratasse.

“A Constituição nega o reconhecimento de outras identidades para além da dos turcos da seita sunita, apesar de existirem várias outras no país”, explica Raci Bilici, responsável pela delegação de Diyarbarkir da Associação de Direitos Humanos da Turquia. “Esta luta existe por causa da negação de identidade. O problema da Turquia é ter uma democracia fraca.”

A tragédia podia surgir de uma forma banal: a família de Kemin, uma mulher jovem, toda vestida de negro, lenço negro e olhos afundados, decidiu ficar em Nusaybin. O marido era funcionário municipal. “Depois de 21 dias fechados em casa, decidiu ir à rua, para comprar cigarros”, conta. “Foi atingido a tiro ao sair.”

Hoje ainda há vastas áreas de Sur ou Nusaybin onde é proibido entrar. Vedações ou enormes blocos de cimento servem para bloquear ruas ou bairros, que convivem resvés com lojas de especiarias, churrascos, outras habitações. As crianças entram por buracos e recolhem munições aos quilos, para vender em sacos de 5kg.

Nas décadas de 1980/90, a guerra civil entre o PKK e as autoridades turcas grassou nas zonas rurais. Fez mais de 30 mil mortos e levou os curdos a fugir para as cidades. Mas esta nova ofensiva estatal, que não distinguiu civis de combatentes, é urbana. O objectivo foi limpar o coração das cidades de células do PKK, formadas por jovens, adolescentes ou até crianças, que se radicalizaram devido à herança de frustração e fúria por serem vítimas de racismo e discriminação. A maioria da população curda é muito jovem, com menos de 20 anos — são os “filhos da tempestade” da década de 1990, dos anos dos desaparecimentos forçados, da tortura.

Do telhado de uma casa de Sur vê-se a destruição. Casas sem telhado, paredes derrubadas pelos bombardeamentos e pelo picotado das armas automáticas. Ao longe, uma clareira terraplanada onde foram já demolidos edifícios do que era antes uma malha urbana labiríntica de pedra escura para dar lugar sabe-se (teme-se) lá ao quê.

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Habitantes no topo de Sur, o centro histórico de Diyarbakir, onde viviam 23 mil pessoas que agora estão em bairros de lata

Antes da intervenção, 18% dos terrenos em Sur eram propriedade da TOKI, a agência de desenvolvimento urbano turca, cujas políticas têm levado à expulsão de populações de zonas de Istambul para dar lugar aos projectos megalómanos acarinhados por Erdogan. Com um decreto publicado a 21 de Março, os restantes 82% foram expropriados.

“A minha casa tinha 700 anos e agora já não existe. Antes, ofereceram-me muito dinheiro por ela e não aceitei… Agora, com a expropriação, é muito menos. Mas não vou aceitar”, confia um habitante de Sur. “Põem a bandeira turca em todo o lado. Mas vamos resistir.”

Embora não se conheçam ainda projectos concretos, teme-se que os moradores sejam impedidos de regressar. Sur é um núcleo urbano classificado com vestígios de povos diferentes (arménios, romanos, otomanos, curdos, muçulmanos, e outros) e corre o risco de ser obliterado por construções que imponham o carácter muçulmano sunita.

“Era uma criança”

“Escondia-se aqui um atirador furtivo a disparar”, conta Cahit Morgül, num terraço de Sur. Muito delgado, quase como se o vento o pudesse dobrar, com o rosto encovado e os olhos grandes, tristes, é um pai de luto. “Tinha um filho de 14 anos e mataram-no. Mesmo que tivesse alguma arma, e nunca lhe vi nenhuma, não o podiam ter matado. Era uma criança”, contou.

“Quando atacaram a minha casa, começou a arder. Até usaram helicópteros.” Os momentos em que o Estado desencadeou toda essa força bruta contra um civil ficaram imortalizados em fotos da Reuters. “Também usaram gás, não sabia o que fazer”, conta. Tirou primeiro de casa o filho mais novo. Já não conseguiu tirar o mais velho: os militares mataram-no a tiro.

“A nossa vida familiar está destruída. Se não estivesse aqui convosco, estava com a minha mulher no cemitério. Estamos lá das 14h às 19h, todos os dias”, confessa Cahit Morgül. “O meu filho mais novo tem sete anos. Perguntaram-lhe na escola o que quer ser quando for grande e ele disse que quer juntar-se à juventude do PKK, para vingar a morte do irmão.”

Para se livrar de algumas centenas de militantes — não há números oficiais —, o Governo não hesitou em usar força letal. “O resultado foi uma destruição tão grande que faz lembrar as cidades europeias em escombros após a II Guerra Mundial ou a guerra na Síria”, diz Raci Bilici. Há vários relatos de pessoas mortas em caves — mortas a tiro e depois queimadas.

As barricadas começaram a ser erguidas depois de, em Outubro de 2014, o Presidente Erdogan ter afirmado que Kobani, a cidade curda na Síria tomada pelo Estado Islâmico um mês antes, ia cair. Acabou por ser reconquistada pelos peshmergas, os combatentes curdos, no ano seguinte.

Banhos de sangue

É impossível não ver a sede do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) em Diyarbarkir, na parte moderna da cidade: a entrada está ornada de enormes painéis com a fotografia do primeiro-ministro, Binali Yildirim. Ao entrar, a parede do lado direito, rente à escadaria, tem um enorme retrato do Presidente Recep Taiyyp Erdogan que nos acompanha na subida.

Mustafa Kaçmaz, segundo vice-presidente do AKP em Diyarbarkir, faz uma análise dos motivos desta enorme operação de segurança. “O problema é que o HDP decidiu apresentar uma lista nacional e não concorrer com candidatos independentes, como antes”, analisou.

“Antes das eleições, o HDP dizia que queria continuar as negociações de paz [iniciadas dois anos antes]. Mas depois ofereceram-se para qualquer coligação que afastasse o AKP do poder”, afirma Kaçmaz, um advogado curdo que escolheu juntar-se ao partido de Erdogan.

O HDP, apesar de não ser reconhecido pelo PKK como o seu braço político, paga politicamente como se o fosse. É um partido de esquerda com uma forte componente curda — e toda a política do Curdistão tem alguma coisa que ver com o PKK. Tudo se funde no conceito nebuloso da “organização”.

Sem maioria para formar governo e com a necessidade de novas eleições no horizonte, começou a desenhar-se o cenário de violência. Kaçmaz apresenta a versão do Governo: “O HDP ameaçava as pessoas de que iria haver um banho de sangue, se os futuros resultados eleitorais não fossem os que desejavam.”

Segundo a deputada do HDP Sibel Ygitalp, foi o Governo que atiçou os ânimos, prometendo que a guerrilha curda ia lançar uma vaga terrorista: “A campanha eleitoral do AKP foi cheia de ameaças de banhos de sangue, de tentativas de descredibilizar o HDP, afirmando que os terroristas iam andar à solta se votassem em nós”, afirmou.

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“Não às prisões” ouviu-se nas ruas de Istambul em Novembro, quando o governo turco prendeu dois líderes pró-curdosYASIN AKGUL/AFP

Reforçados pela entrada do HDP no Parlamento e ainda com o amargo de boca das declarações de Erdogan sobre a queda iminente de Kobani, os municípios do Curdistão começaram a declarar em Agosto de 2015 a autogovernação: o princípio defendido pelo líder do PKK, Abdullah Öcalan, preso em solitária desde 1999, em alternativa à independência.

Foram interrompidas as negociações de paz que decorriam há dois anos e o cessar-fogo. Ainda antes da repetição das legislativas em Novembro, em que o AKP teve maioria absoluta, a Turquia caiu numa espiral de violência.

Enquanto os curdos faziam atentados contra alvos militares e policiais, reforçou-se a repressão contra os media em todo o país. E iniciou-se a violenta operação militar contra o terrorismo no Sudeste da Turquia, com os longos períodos de recolher obrigatório.

“O Governo de Ancara não aceita a auto-organização curda, considera-a uma ameaça à existência do Estado turco”, analisou Firat Anli, co-presidente do município de Diyarbarkir, preso dias depois da visita da missão das ONG europeias, que o PÚBLICO acompanhou. É acusado de promover actividades terroristas. A guerra na Síria e o desejo de autonomia dos curdos foram os factores que levaram ao colapso do processo de paz, analisou.

“A Turquia tem problemas muito graves. A mentalidade do Governo é estar sempre a lutar contra alguém: contra os jornalistas, os escritores, os autarcas, os curdos”, disse Anli.

A ex-deputada Ayla Akat Ata, líder do Congresso Livre das Mulheres (KJA), foi deputada durante oito anos e sabe o que é ser um alvo do Governo. Foi presa no mesmo dia que os presidentes da câmara de Diyarbarkir. Feições muito desenhadas, cabelo preto comprido escadeado, dirige uma organização que agrupa mulheres de partidos, sindicatos e associações curdas. O seu tempo no Parlamento valeu-lhe mais de 200 casos em tribunal.

“Uma declaração à imprensa, um comunicado, um pedido de esclarecimento — tudo isso serve, sob a acusação de agir em conluio com uma organização terrorista”, explicou. “Sou advogada, sei que isto não é legal.” Agora, Ayla Akat Ata está na prisão, com novas acusações.

Professores presos

Após o golpe de Estado falhado de 15 de Julho, de que foram acusados os seguidores do imã Fethullah Gülen, multiplicaram-se ainda mais as perseguições, os atentados à liberdade de expressão. Houve uma verdadeira razia entre os professores: entre os perto de 100 mil funcionários públicos despedidos, cerca de 50 mil são professores. E metade pertence a um sindicato de esquerda, o Egitim Sen.

Siyar Sakar Atlian tem uma camisa aos quadrados, calças de ganga justas, o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo, as sobrancelhas finas e arqueadas. “Sou professora há 18 anos e o meu marido há 20. Agora ele está preso, por causa das suas actividades no sindicato. Foram buscá-lo a casa de madrugada, com a minha filha mais velha a ver. Disse à minha mais nova que o pai foi para um campo de férias de futebol. Mas ela começa a fazer perguntas”, conta, num retrato de aflição.

É sempre assim: a polícia vem de madrugada e prende um professor. “Chegam pelas 5h, e temos de responder com uma espingarda apontada à cara e uns grandes focos de luz nos olhos”, contou Semra Kiratli, cujo marido dá aulas há 18 anos e foi levado para a prisão. “Mandam-nos deitar no chão, não tocar em nada. Espalham-se pela casa toda, como se ali houvesse algo de anormal.”

Chegam nos veículos blindados brancos marcados com números garrafais, que andam pelas cidades a toda a hora do dia ou da noite. Intimidam. Revistam a casa, vasculham os livros nas estantes, conta esta mulher vestida de azul, cabelo preto comprido, brincos prateados compridos, brinquinho brilhante no nariz, rosto de meia-lua. “A minha irmã está a viver lá em casa, vai-se casar esta semana, e o meu marido pediu para se despedir dela. A polícia disse que se calhar devia ir ao casamento também.”

O P2 viajou a convite do Movimento Europeu Anti-Racista (EGAM) e da Rede de Parlamentares Elie Wiesel para a Prevenção de Genocídios

Clara Barata

https://www.publico.pt/2016/11/20/mundo/noticia/a-ue-nao-tem-ouvidos-para-esta-guerra-1750211

Crise de Estupros Cometidos por Migrantes na Alemanha. Onde Está a Indignação Pública?

por Soeren Kern

  • Apesar do crescimento vertiginoso de vítimas, a maioria desses crimes está sendo minimizada pelas autoridades alemãs e pela imprensa, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.
  • “A polícia não está interessada em estigmatizar e sim em educar a população. A impressão de que nós estamos praticando a censura é extremamente chocante no que tange à confiança da população na polícia. Divulgar informações sobre suspeitos também é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Temos que ter a permissão de falar abertamente sobre os problemas do país. Isso inclui falar sobre a exagerada representatividade dos jovens migrantes em nossos registros de criminalidade”. — Arnold Plickert, diretor do Sindicato de Polícia GdP, no estado do Reno, Norte da Westphalia.
  • “O Conselho de Imprensa acredita que as redações da Alemanha deveriam, em última análise, tratar seus leitores como se fossem crianças, privando-os de informações relevantes. Acreditamos que isso é um equivoco, porque quando as pessoas percebem que algo está sendo ocultado elas reagem com desconfiança. E esta desconfiança é um perigo”. − Tanit Koch, editora-chefe do Bild, o jornal de maior circulação da Alemanha.
  • Em 24 de outubro, um levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou nos últimos dois ou três anos. Além disso, 68% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

No norte da cidade alemã de Hamburgo foi concedido a um grupo de adolescentes sérvios a suspensão condicional da execução da pena por terem estuprado coletivamente uma menina de 14 anos de idade, largando-a à própria sorte em temperaturas abaixo de zero.

O juiz ressaltou que, embora “as penas possam parecer leves aos olhos do público”, todos os adolescentes confessaram seus atos e pareciam estar arrependidos e já não apresentavam mais perigo à sociedade.

A decisão preferida em 24 de outubro, que na prática permitiu que os estupradores permanecessem em liberdade, provocou um raro momento de indignação pública no tocante ao problema dos crimes sexuais cometidos por migrantes na Alemanha. Uma petição realizada na Internet pedia que os adolescentes cumprissem a pena na prisão, colheu mais de 80.000 assinaturas e os promotores já estão apelando da sentença.

Milhares de mulheres e crianças foram estupradas ou abusadas sexualmente na Alemanha desde que a Chanceler Angela Merkel permitiu a entrada no país de mais de um milhão de migrantes, na maioria do sexo masculino, oriundos da África, Ásia e Oriente Médio.

A crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha — que continua correndo solta dia após dia por mais de um ano — agora se espalhou para cidades em todos os 16 estados da federação alemã. Apesar do crescimento vertiginoso de vítimas, a maioria desses crimes ainda está sendo minimizada pelas autoridades alemãs e pela imprensa, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

O Conselho de Imprensa Alemão (Presserat) impõe um “código de ética da mídia”, politicamente correto, que restringe as informações que os jornalistas podem usar em suas matérias. Parágrafo 12.1 do código determina:

“Ao denunciar delitos penais, detalhes sobre o background religioso, étnico ou outros sobre os suspeitos ou criminosos poderão ser mencionados somente se forem inequivocamente necessários (begründeter Sachbezug) para que o acontecido possa ser informado. É bom lembrar que tais referências podem fomentar preconceitos contra as minorias”.

Em 17 de outubro, o Conselho de Imprensa advertiu a revista semanal, Junge Freiheit, por revelar a nacionalidade de três adolescentes afegãos que estupraram uma mulher em uma estação de trens em Viena, na Áustria, em abril de 2016. O Conselho de Imprensa assinalou que a nacionalidade dos perpetradores é “irrelevante” neste caso e ao publicar a denuncia o jornal “deliberada e pejorativamente retratou os suspeitos como pessoas de segunda classe”.

Em nome da “reportagem objetiva”, o Conselho exigiu que o jornal removesse a matéria ofensiva do seu site. O jornal se recusou a cumprir a determinação e ressaltou que iria continuar publicando as nacionalidades de suspeitos de terem cometido crimes.

Lutz Tillmanns, diretor executivo do Conselho de Imprensa, sustentou que a autocensura é necessária para evitar a discriminação:

“Um dos princípios fundamentais no tocante aos direitos humanos é não discriminar. Quando nos referimos a um indivíduo, não queremos prejudicar o grupo inteiro. Isto, inequivocamente, é um problema muito mais preocupante para as minorias do que para a maioria”.

Segundo Hendrik Cremer do Instituto Alemão dos Direitos Humanos, o código de ética do Conselho de Imprensa também se aplica à polícia alemã, que frequentemente censura as informações que ela divulga para a imprensa:

“A polícia não deve divulgar informações em relação a cor, religião, nacionalidade, naturalidade ou origem étnica de um suspeito à imprensa ou ao público em geral. A polícia só pode fazer esse tipo de divulgação se for imprescindível, quando for o caso, por exemplo, se ela estiver a procura de um suspeito. “

Arnold Plickert, diretor do Sindicato de Polícia GdP, no estado do Reno, Norte da Westphalia,salientou que a autocensura policial é contraproducente:

“A polícia não está interessada em estigmatizar e sim em educar a população. A impressão de que nós estamos praticando a censura é extremamente chocante no que tange à confiança da população na polícia. Divulgar informações sobre suspeitos também é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Temos que ter a permissão de falar abertamente sobre os problemas do país. Isso inclui falar sobre a exagerada representatividade dos jovens migrantes em nossos registros de criminalidade.”

Um exemplo de como as restrições sobre a imprensa, exercidas pelo Conselho, distorcem os informes sobre crimes cometidos por migrantes pode ser encontrado no relatório de 2 de outubro concernentes ao estupro de uma idosa de 90 anos em frente a uma igreja no centro de Düsseldorf. O Hamburger Morgenpost divulgou que o agressor era um “desabrigado de 19 anos de idade” (obdachlosen 19 Jährigen). A polícia de Düsseldorf descreveu o suspeito como “europeu da região sul com raízes do norte da África”. Mais tarde o jornal Bildrevelou que, na verdade, tratava-se de um marroquino com passaporte espanhol conhecido da polícia alemã como contumaz ladrão de lojas e batedor de carteiras e bolsas.

Outro exemplo: em 30 de setembro um migrante de 28 anos de idade atacou sexualmente uma mulher de 27 anos em um trem expresso que ia de Paris para Mannheim. Inicialmente a imprensa local divulgou a nacionalidade do agressor, mas logo em seguida excluiu as informações. Em um comunicado ela deu a seguinte explicação:

“A matéria inicialmente incluía a nacionalidade do agressor. A referência foi posteriormente removida porque não correspondia às nossas diretrizes editoriais — ou seja: não há nenhuma ligação entre a nacionalidade e o ato”.

O Conselho de Imprensa Alemão rejeitou pedidos para rescindir o Parágrafo 12.1. “A regulamentação não é uma mordaça e sim meramente um norte para o comportamento eticamente adequado”, enfatizou Manfred Protze, porta-voz do Conselho.

Tanit Koch, editora-chefe do Bild, jornal de maior circulação da Alemanha, ressaltou:

“O Conselho de Imprensa acredita que as redações da Alemanha, deveriam, em última análise, tratar seus leitores como se fossem crianças, privando-os de informações relevantes. Acreditamos que isso é um equivoco, porque quando as pessoas percebem que algo está sendo ocultado, elas reagem com desconfiança. E esta desconfiança é um perigo.”

O Conselho de Imprensa sustenta que a autorregulação voluntária visa impedir o governo de regulamentar a mídia. O Conselho, que até agora limitou suas atividades com respeito à mídia impressa e Websites associados, está elaborando um “código de conduta na Internet” para regulamentar blogs, vídeos e podcasts.

A primeira denúncia divulgada pelo Gatestone Institute sobre a crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha foi em setembro de 2015, quando Merkel abriu a fronteira alemã para dezenas de milhares de migrantes retidos na Hungria. Um relatório de acompanhamento foi publicado em março de 2016 na esteira dos ataques em massa contra mulheres alemãs por turbas de imigrantes em Colônia, Hamburgo e outras cidades alemãs. Em agosto de 2016, o Gatestone publicou que a supressão de dados sobre estupros cometidos por migrantes é uma prática comum em toda a Alemanha.

Uma multidão enfurecida de manifestantes alemães na cidade de Colônia gritava sem parar contra a polícia, em 9 de janeiro de 2016 “onde vocês estavam na Passagem do Ano Novo?” Referindo-se aos ataques sexuais em massa perpetrados na cidade pelos migrantes na Passagem do Ano Novo, quando mais de 450 mulheres foram sexualmente atacadas em uma única noite.

A falta de posicionamento da grande mídia em denunciar a verdadeira dimensão da crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha pode explicar o porquê — depois de mais de um ano de ataques sexuais diários — de tamanha falta de indignação pública sobre a calamidade que se abateu sobre tantos alemães. A censura, de fato, se tornou um problema de segurança nacional.

Espaços públicos na Alemanha estão ficando cada vez mais perigosos. Os migrantes têm agredido mulheres e crianças alemãs nas praias, trilhas de bikes, cemitérios, discotecas, mercearias, festivais de música, estacionamentos, parques infantis, escolas, shopping centers, táxis, transportes públicos (ônibus, bondes, trens expressos interurbanos e metrôs), parques públicos, praças públicas, piscinas públicas e banheiros públicos. Não há mais nenhum lugar seguro.

Em 1º de outubro, dois migrantes estupraram uma mulher de 23 anos de idade em Lüneburg. Ela estava passeando com sua criança bem pequenina em um parque, quando os dois homens, que vieram por trás, as emboscaram. Os homens, que fugiram e continuam foragidos, obrigaram o filho a assisti-los se revezarem em seus ataques contra a mãe.

Em 8 de outubro, um migrante de 25 anos proveniente da Síria apalpou uma menina de 15 anos em Moers. A menina respondeu com um tapa na cara do homem. Ele chamou a polícia e se queixou que a menina tinha abusado dele. O homem foi preso por agressão sexual.

Em 18 de outubro, Sigrid Meierhofer, prefeita de Garmisch-Partenkirchen, em uma carta urgente (Brandbrief) enviada ao Governo da Baviera, ameaçou fechar um abrigo que alojava 250 migrantes, em sua maioria do sexo masculino provenientes da África, se a ordem e a segurança pública não pudessem ser restabelecidas. O conteúdo da carta, que foi vazadopara o Münchner Merkur, assinalava que a polícia local havia atendido a mais chamadas de emergência nas seis últimas semanas do que nos 12 meses anteriores.

Em 24 de outubro, um levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou nos últimos dois ou três anos. Além disso, 68% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

Enquanto isso, o Departamento Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt, BKA) temdado conselhos às mulheres alemãs sobre como elas devem se proteger dos estupradores: “use tênis em vez de salto alto para que você possa fugir”.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9252/estupros-migrantes-alemanha-indignacao

Palestinos: “Vocês Nos Enchem de Orgulho. Vocês Mataram Judeus!”

por Bassam Tawil

  • Abu Sbeih já é considerado o “herói” mais recente por muitos palestinos e não apenas por sua família. Ele está sendo festejado como um homem “corajoso” e um “herói” porque ele acordou de manhã, pegou um fuzil automático M-16 e saiu com o intuito de matar o maior número possível de judeus.
  • Esses chamamentos estão sendo feitos não só pelos grupos extremistas Hamas e Jihad Islâmica, mas também pelos líderes “moderados” como o Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas e sua facção Fatah.
  • “Nós abençoamos cada gota de sangue derramada por Jerusalém, que é sangue limpo e puro, sangue derramado em nome de Alá, se Alá o assim desejar. Cada mártir alcançará o paraíso e todos os feridos serão recompensados por Alá” − Mahmoud Abbas, líder palestino.
  • Uma vez possuidores de carteiras de identidade israelense eles ainda têm o direito de dirigir carros com placas de Israel, e foi o que Abu Sbeih fez aproveitando-se disso para desferir o ataque em Jerusalém. Sua família é proprietária de pelo menos dois imóveis na cidade e é considerada de classe média. Mesmo assim, isto não impediu que Abu Sbeih se engendrasse em sua missão assassina. Isso também não impediu que os membros de sua família comemorassem o ataque.
  • Este é o resultado inevitável — assim como ocorreu na inquisição espanhola, revolução francesa, genocídio turco dos armênios, Ruanda, Darfur ou Alemanha nazista — da intoxicação de um povo.

A família de Musbah Abu Sbeih diz estar “muito orgulhosa” com o que seu filho de 40 anos de idade fez. Assim também se sentem os palestinos que representam todas as camadas da sociedade palestina. Integrantes de sua família, incluindo pais e filha, apareceram em duas emissoras de TV para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos e elogiar Abu Sbeih. Eles chegaram a sair nas ruas para distribuir doces, cheios de júbilo pelo ataque terrorista por ele cometido em Jerusalém nesta semana, que resultou na morte de uma avó de 60 anos e um policial de 29.

Abu Sbeih já é considerado o “herói” mais recente por muitos palestinos e não apenas por sua família. Ele está sendo festejado como um homem “corajoso” e um “herói” porque ele acordou de manhã, pegou um fuzil automático M-16 e saiu com o intuito de matar o maior número possível de judeus. Sua missão foi um “sucesso”: ele conseguiu atirar e matar dois judeus, antes que ele próprio fosse eliminado pelos policiais.

Em um vídeo, Abu Sbeih alega ter cometido o ataque terrorista em resposta às visitas ao Monte do Templo pelos judeus. Ele alega (falsamente) que as visitas fazem parte de um esquema montado por Israel para destruir a Mesquita de Al-Aqsa no Monte do Templo.

É a mesma falsa alegação feita originalmente pelo amigo de Hitler, o Mufti de Jerusalém, na época, Haj Amin al-Husseini, que fabricou uma boa desculpa para atacar os judeus, isto é, como podemos ver, esta alegação continua emergindo de tempos em tempos para “justificar” o assassinato de judeus.

Que fique bem claro, trata-se de uma mentira − assim como o são as acusações palestinassegundo as quais Israel está envenenando os poços de água, que o Presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas foi obrigado, mais tarde, a retirar por falta de provas.

Como muitos palestinos que cometeram ou tentaram cometer ataques terroristas no ano passado, Abu Sbeih na verdade estava simplesmente atendendo à convocação de seus líderes para impedir os judeus de “profanarem com seus pés imundos” a Mesquita Al-Aqsa. Esses chamamentos estão sendo feitos há meses não só pelos grupos extremistas Hamas e Jihad Islâmica, mas também pelos líderes “moderados” como Mahmoud Abbas e sua facção Fatah.

São estes os líderes palestinos que, ao que tudo indica, os líderes europeus veneram. Esses líderes europeus, principalmente os franceses, alfinetam Israel para que negocie com grupos que dizem abertamente que nã oquerem que Israel exista e que na melhor das hipóteses não se interessam pela verdade − quer seja sobre os israelenses quer seja sobre os palestinos.

Esses líderes europeus querem que Israel continue fazendo de conta que os interlocutores com os quais estão negociando estão realmente agindo de boa fé. Parece que eles estão tentando oferecer até aos árabes, muçulmanos e à Organização de Cooperação Islâmica (OIC), a destruição de Israel − física, diplomática, econômica, enfim qualquer coisa ao seu alcance − provavelmente uma espécie de suborno para que os muçulmanos parem deaterrorizá-los. Em breve saberão que nada do que eles oferecem será visto como adequado. Os europeus logo descobrirão, assim como os persas, turcos, gregos, norte-africanos e europeus orientais descobriram, que qualquer coisa menos do que a submissão será vista como um sinal de pagamento de uma conta bem mais alta que virá.

Esses líderes europeus se satisfazem em fazer com que nós nesta região, muçulmanos, cristãos e judeus, vivamos debaixo da brutal ditadura islâmica o máximo de tempo possível − segundo sua ingênua fantasia − para que eles tenham sossego. Eles estão prestes a sofrer um choque.

De qualquer maneira, em setembro de 2015, Abbas repetiu as mesmas palavras ditas pelo Haj Amin al-Husseini em 1924, dias antes de começar a atual onda de esfaqueamentos, atropelamentos e tiroteios.

Desde então, o incitamento com respeito às visitas dos judeus ao Monte do Templo está alimentando o que muitos palestinos chamam de a “Intifada de Al-Quds”. Abbas garantiu que aqueles que morrerem defendendo a Mesquita de Al-Aqsa irão direto para o céu:

“Nós abençoamos cada gota de sangue derramada por Jerusalém, que é sangue limpo e puro, sangue derramado em nome de Alá, se Alá o assim desejar. Cada mártir alcançará o paraíso e todos os feridos serão recompensados por Alá”.

Repetindo: Abbas fez o pronunciamento acima duas semanas antes dos palestinos desencadearam a nova onda terrorista contra Israel. Sabemos portanto o que estimulou estes ataques. Eles são o resultado direto da doutrinação e incitamento em curso contra Israel que está sendo empreendido por palestinos representando praticamente todas as instituições palestinas e partidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. As palavras de Abbas não foram em vão. O ataque terrorista desta semana, perpetrado por Abu Sbeih, mostra que a “Intifada de Al-Quds” está longe de diminuir. Muito pelo contrário, há o temor de que a campanha terrorista possa escalar do uso de facas, veículos e pedras para pistolas e fuzis.

Musbah Abu Sbeih (direita) é o mais novo “herói” de muitos palestinos, porque ele assassinou dois judeus esta semana, atuando sob influência do incitamento do Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas (esquerda).

Por que este cenário não é surreal? Não apenas por causa da motivação dos perpetradores como também por conta do que aparenta ser o amplo apoio popular dos palestinos a qualquer ataque contra os israelenses. Nem um único representante palestino se atreveu a se manifestar abertamente contra o ataque terrorista em Jerusalém. E nenhum palestino comum ousou questionar a consequência dos danos que os ataques causam à população palestina, especialmente àqueles que são diretamente prejudicados pelas medidas retaliatórias israelenses, como por exemplo as restrições às viagens.

Longe de se manifestarem contra esse tipo de carnificina, muitos palestinos prestam homenagens ao assassino.

Abu Sbeih, que como residente permanente de Jerusalém possuía uma carteira de identidade israelense, desfrutando portanto de todos os direitos e privilégios concedidos aos cidadãos israelenses (menos votar nas eleições gerais), não veio de uma família humilde. Diferentemente de seus colegas palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza, ele podia se movimentar livremente em Israel, ir e vir de qualquer lugar e a qualquer hora, como bem entendesse.

Tanto ele quanto a família dele tinham condições de acordar de manhã e ir de carro para a praia de Tel Aviv ou comer em algum restaurante em Israel sem ter que passar pelos postos de controle israelenses. Uma vez possuidores de carteiras de identidade israelense eles ainda tinham o direito de dirigir carros com placas de Israel e foi o que Abu Sbeih fez aproveitando-se disso para desferir o ataque em Jerusalém. Sua família é proprietária de pelo menos dois imóveis na cidade e é considerada de classe média. Mesmo assim, isto não impediu que Abu Sbeih se engendrasse em sua missão assassina. Isso também não impediu os membros de sua família de comemorarem o ataque.

Eman, filha de 15 anos de Abu Sbeih, foi a primeira a expressar “alegria” e “orgulho” com respeito à morte de dois judeus. “Graças a Deus, estamos muito felizes e orgulhosos do meu pai”, disse ela em uma entrevista concedida a uma rede de televisão palestina local.

Como aconteceu em casos anteriores, alguns palestinos, incluindo a irmã de Abu Sbeih, distribuíram doces para “simpatizantes” como forma de expressar sua alegria em relação ao ataque terrorista. Horas depois do ataque, dezenas de palestinos se reuniram na frente da casa da família, entoando palavras de ordem, elogiando o homicida como “herói”, conclamando o Hamas e outros grupos palestinos a intensificarem seus ataques contra Israel. Essas cenas são corriqueiras no cenário palestino e se assemelham àquelas que costumavam ocorrer durante a onda de atentados suicidas contra os israelenses durante a Segunda Intifada.

Inúmeras facções palestinas elogiaram Abu Sbeih, conclamando a intensificação das “operações armadas contra o inimigo sionista”. Khaled Mashaal, líder do Hamas que juntamente com sua família vive no conforto do Qatar, num piscar de olhos telefonou à família do homicida para “felicitá-la” sobre o “martírio” de seu filho. “Nosso povo e nação estão orgulhosos do heroísmo e coragem exibidos pelo seu filho, que sacrificou sua vida por amor a Alá,” ressaltou Mashaal aos pais de Abu Sbeih. Ele realçou que seu filho era um exemplo para os palestinos de sua geração.

Ainda não está claro se o líder do Hamas fez o telefonema de sua suíte em um dos hotéis cinco estrelas do Qatar ou de sua academia particular.

Portanto, para o Hamas e para um grande contingente de palestinos, um homem que mata dois judeus é o exemplo a ser desejado com veemência e seguido pelos jovens palestinos. Nesse sentido, os simpatizantes de Abu Sbeih invadiram as redes sociais com o intuito de elogiá-lo e exortar os palestinos a seguirem seus passos. Pelo fato dele ter conseguido matar dois judeus, Abu Sbeih agora está sendo festejado no Twitter e no Facebook como o “Leão de Al-Aqsa”. Do ponto de vista deles o que ele fez foi um ato nobre, um esforço para salvar a Mesquita de ser “profanada” pelos “pés imundos” dos judeus.

O apoio a Abu Sbeih, ao que tudo indica, permeia todas as facções políticas palestinas. Mesmo aquelas pertencentes à facção Fatah do Presidente Abbas vieram à casa de Abu Sbeih para mostrar solidariedade à família dele. A Fatah também declarou que Abu Sbeih era um “mártir”. Um palestino que sai para encontrar com um judeu é condenado com veemência e acusado de buscar a “normalização” com o inimigo. Mas um palestino que carrega uma faca ou um fuzil e se prepara para matar judeus ganha as estrelas de “mártir” e recebe elogios praticamente unânimes dos palestinos. Esta é a mentalidade atual na sociedade palestina, fruto de décadas de incitamento palestino e deslegitimação de Israel. Este é o resultado inevitável — assim como ocorreu na inquisição espanhola, revolução francesa, genocídio turco dos armênios, Ruanda, Darfur ou Alemanha nazista — da intoxicação de um povo.

Bassam Tawil é um pesquisador estabelecido no Oriente Médio.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9152/palestinos-mataram-judeus