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Como derrubar o voraz “jabuti islâmico” no “acordo de cooperação cultural” entre Brasil e Arábia Saudita?

Por Andréa Fernandes

Hoje, tomamos conhecimento através da imprensa que o presidente Bolsonaro afirmou em Riad que a Arábia Saudita convidou informalmente o Brasil a integrar a OPEP ( Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Mostrando a devida cautela, o presidente disse que a decisão seria comunicada após consultar a equipe econômica e o Ministério da Energia, apesar de manifestar entusiasmo pelo convite que vem após o anúncio de investimento do Fundo Soberano Saudita à monta de US$ 10 bilhões no Brasil.

O voraz “Jabuti islâmico”

Dessa forma, o presidente cumpre a promessa de comercializar com o mundo, porém, ontem, a imprensa árabe noticiou os acordos celebrados com o Brasil e como eu já esperava, entre os acordos assinados foi inserido estrategicamente um perigoso “jabuti islâmico” que, uma vez implementado trará sérias ameaças à soberania nacional. De maneira que ao firmar o ” “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, o Brasil se expõe às práticas de dominação islâmica que já mostraram sua maléfica influência na Europa através da instalação de uma estrutura de poder que fortalece a rede de jihadistas que se infiltram em todos os níveis da sociedade a fim de impor a sharia (lei islâmica), o que ocorre muitas vezes de forma imperceptível.

Quando escrevi o artigo alertando para o perigo de sair das águas dos acordos comerciais e navegar pelo mar turbulento da “cooperação cultural” fundamentada no estímulo à divulgação de uma doutrina religiosa ortodoxa que promove atrocidades, alguns leitores subestimaram a análise, isto porque, não discernem a forma de atuação do fundamentalismo islâmico.

Acordo de “cooperação cultural” ou acordo de “dominação islâmica”?

Em primeiro lugar, não existe uma real reciprocidade nesse acordo, pois não haverá efetiva cooperação cultural por parte dos sauditas. A sharia (lei islâmica) comanda a vida do muçulmano em todos os aspectos  e a cultura ocidental é demonizada, além do que, a Arábia Saudita exporta a doutrina wahabita para as mesquitas em todo mundo. Essa doutrina é a base religiosa do Estado Islâmico, Al -Qaeda, Hamas e milhares de outros grupos terroristas muçulmanos sunitas.

De sorte que, as lideranças religiosas muçulmanas ortodoxas terão “carta aberta”para apregoar de forma enganosa o pacifismo do Islã ortodoxo a fim de angariar novos fiéis que serão ensinados através do Alcorão e Hadiths a odiar cristãos, homossexuais, ateus e judeus. Enquanto isso, os brasileiros não poderão levar sua fé e/ou cultura ao solo sagrado saudita, onde o Cristianismo é terminantemente proibido desde a ordem do profeta Mohammad de extirpar da Península Arábica todos os cristãos e judeus. Antes de sua morte, seus seguidores jihadistas assassinaram ou expulsaram todos os não-muçulmanos de suas terras, pelo que todos aqueles que conhecem o Islã ortodoxo sabem que esse acordo assinado pelo presidente com o príncipe acusado recentemente de mandar esquartejar um jornalista no interior do Consulado turco é apenas uma estratégia de “engano religioso” chamada taqiyya (obrigação de todo muçulmano mentir para os infiéis visando expandir o Islã).

O Jabuti Islâmico devorou até a Primeira Emenda dos Estados Unidos

Ademais, os países europeus que comercializaram com a Arábia Saudita e demais Estados totalitário muçulmanos permitindo a concretização dos comandos de “acordo de cooperação cultural” estão sofrendo as terríveis consequências da islamização radical. A sharia (lei islâmica) tem sido implantada de forma a regular até o comportamento de não-muçulmanos em obediência ao Islã, e enganam-se aqueles que ao tentarem refutar meus argumentos afirmaram que alguns países ocidentais comercializam com sauditas, inclusive os Estados Unidos. Contudo, se adentrarmos no contexto comportamental americano perceberemos que a SHARIA já impõe os preceitos islâmicos no país protestante violando as outrora sagradas “liberdades individuais” e “liberdades religiosas”. Vamos a um exemplo? A Suprema Corte se negou a apreciar o processo de estudante do ensino médio de Maryland , Caleigh Wood, que se recusou a participar de um trabalho escolar para escrever a reza de conversão islâmica que afirma “… não há Deus, exceto Alah”, porque ela acreditava que isso contradizia diretamente sua fé cristã .

Segundo a Fox News:

Richard Thompson, presidente e conselheiro principal do Thomas More Law Center, que apresentou a petição em nome de Wood, disse: “As escolas estão promovendo o Islã sobre o cristianismo ou qualquer outra religião, e você tem um padrão duplo, que consideramos uma violação da lei. Thompson também disse no comunicado de imprensa da empresa : “Sob o pretexto de ensinar história ou estudos sociais, escolas públicas de toda a América estão promovendo a religião do Islã de maneira que nunca seria tolerada pelo Cristianismo ou por qualquer outra religião”.

Thompson disse que, além de obter um F na classe, Wood também foi obrigado a assistir a uma apresentação em PowerPoint pró-Islã que denegria sua religião e basicamente dizia que os cristãos não são tão fiéis quanto os muçulmanos. Então acreditamos firmemente que isso era uma violação. ”

Ora, se nos Estados Unidos as diversas entidades muçulmanas ortodoxas patrocinadas pela Arábia Saudita e outros países totalitários conseguem DERRUBAR A PRIMEIRA EMENDA para promover a difusão em todo país dessa crença que estimula violação de direitos humanos, pergunto: por que o brasileiro acha que nosso país será o ÚNICO no mundo em que o Islã não abocanhará as principais instituições????

Brasil na rota das doutrinas religiosas extremistas

Brasileiro, você tem a noção do nível de influência do Islã ortodoxo nas comunidades carentes? Esqueceu que o PCC de São Paulo e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro já fecharam parceria com a mais poderosa organização narcoterrorista islâmica do mundo? Então leia parte da matéria publicada no Correio Braziliense em abril de 2019 seguinte:

Enquanto o Congresso discute uma série de leis anticrime e o governo federal concentra esforços na atuação da crise na divisa com a Venezuela, no norte do país, facções criminosas se fortalecem na tríplice fronteira, na divisa entre Brasil, Paraguai e Argentina. Desde 2017, organizações como o Primeiro Comando Capital (PCC), aliada ao Hezbollah, e o Comando Vermelho (CV), ampliam suas atividades de contrabando de armas, drogas lícitas e ilícitas e eletrônicos na região. O crescimento do poder do crime preocupa autoridades, mas encontra poucas ações práticas para frear o crescimento do poder paralelo no local.

Assim, mesmo sabendo que a maioria dos muçulmanos NÃO são jihadistas, a realidade é que o Brasil ainda não está preparado para combater em todas as frentes um aprofundamento da ameaça terrorista que já existe há anos. Apenas uma ação coordenada de ataques jihadistas/terroristas perpetrados por sauditas que seguiam a doutrina wahabita  exportada pela Arábia Saudita matou quase 3 mil inocentes nos atentados de 11 de setembro (Estados Unidos), o que mostra que não podemos facilitar a disseminação desse VENENO IDEOLÓGICO em solo nacional!

Como se livrar do perigoso jabuti?

Uma vez assinado o “acordo de jabuti islâmico”, resta-nos, a princípio, uma saída altamente democrática e respeitosa para com o presidente: pressionar os parlamentares para derrubarem em votação esse acordo de cooperação, e caso seja ratificado – porque dificilmente o Parlamento vai se mobilizar – a alternativa é promover a criminalização explícita da sharia em território nacional e derrubar a Lei de Migração. Ressalto, ainda, que sem MOBILIZAÇÃO POPULAR dentro e fora das redes, essa batalha estrá perdida!!!

O brasileiro que vem permitindo o ingresso de inúmeros terroristas do Hezbollah, FARC e milícias venezuelanas infiltrados entre os refugiados no pobre território de Roraima precisa despertar urgentemente para essa GRAVE questão de SOBERANIA NACIONAL. A espada de Mohammad não poupa aqueles que se omitem no quesito SEGURANÇA NACIONAL.

A democracia precisa vencer a sharia. Brasil acima de tudo, D’us acima do Islã!!!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem Veja

Sharia em ação: Brasil celebra “acordo de cooperação cultural” com o reino do terror saudita

Pela manhã eu estava decidida a escrever um artigo sobre as tratativas do presidente Bolsonaro nos países muçulmanos, principalmente, quando uma renomada especialista em terrorismo islâmico – que vive nos EUA – entrou em contato enviando vasto material sobre o Qatar, país muçulmano que é o maior financiador global do terrorismo, enviando dinheiro para as “beldades genocidas” do Estado Islâmico e Al-Qaeda.
 
Como sei que há a tese do “dinheiro neutro” reivindicada pelo Liberalismo que defende a ideia do “comércio sem viés ideológico”, passei a tarde lendo matérias da mídia árabe e artigos diversos sobre terrorismo e segurança nacional, pois o meu país está fechando acordos em diversas áreas com estados totalitários, inclusive, nas área de defesa e diplomacia, fomentando também o “intercâmbio” entre diplomatas, além de uma inusitada COOPERAÇÃO CULTURAL com o berço do Islã – Arábia Saudita – o que deixa claro que não há apenas relação estritamente “econômica”, não é verdade?
 
Além disso, a imprensa árabe anunciou que haveria proposta saudita de um “Memorando de Entendimento” no tocante a vistos e seriam 7 (sete) acordos cunhados pela monarquia muçulmana que promove abertamente a promoção do wahabismo conhecido pelos ocidentais como “Islã radical”.
 
Portanto, mesmo não sendo nem um pouco complicado tecer comentários sobre as consequências de uma aproximação com os países visitados, acredito que por honestidade intelectual eu preciso saber o TEOR COMPLETO dos acordos firmados, que serão submetidos ao Legislativo para aprovação via decreto legislativo, conforme reza a Constituição Federal.
 
Todavia, uma importante informação não explorada pela extrema-imprensa que apoia a “retórica islamizadora”, causaria assombro aos brasileiros – não fosse o desconhecimento quase geral acerca da ameaça jihadista global – pois o nosso presidente firmou um “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, que em português claro significa “autorização” para Arábia Saudita ter plena liberdade de promover sua danosa doutrina wahabita no país, a qual é a base religiosa de grupos terroristas sunitas tais como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas, Boko Haram e muitos outros.
 
Aliás, se o prezado leitor se considera “conservador”, cabe perguntar: você considera correta a “cooperação cultural” com um Estado totalitário sanguinário que proíbe em seu território a construção de igrejas, sinagogas e templo de crenças que não sejam o Islã ortodoxo, além de promover atrocidades medievais?
 
E mais... você acha que será “producente” a remessa de milhões de dólares sauditas para investimentos diversos, inclusive, construção de mesquitas, massalas e centros islâmicos, além de investimentos pesados em escolas e universidades para darem continuidade ao processo de “romantização do Islã ortodoxo”, promovendo secretamente sua doutrina de ódio e terror contra os kafirs (infiéis)?
 
E com a captação de até US$ 10 bilhões oriundos do “reino do terror”, você acha que o Brasil vai ousar a levantar a voz nos foros internacionais contra a cruel perseguição aos cristãos em países muçulmanos? Aliás, você atentou para o fato de não ter havido no discurso do presidente Bolsonaro na ONU denúncia sobre o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS em países muçulmanos como a Nigéria, onde milhares de cristãos estão sendo exterminados por grupo muçulmano com o apoio tácito do governo?
Como eu sei que a pauta de denúncia da perseguição religiosa em países muçulmanos não atrai a maioria dos cristãos conservadores formadores de opinião, quero aproveitar o ensejo para lembrar que a Europa seguiu esse mesmo caminho do “Brasil liberal” que vê nas relações econômicas desprovidas de obediência a princípios e valores a solução para todos os problemas. Hoje, a França está à beira de uma guerra civil, conforme afirmou o chefe da segurança nacional, a DGSI (Direção Geral da Segurança Interna), Patrick Calvar.  
Disse Calvar, em 2016:

 

O extremismo está aumentando em toda parte, e agora estamos voltando nossa atenção para alguns movimentos de extrema direita que estão preparando um confronto”. Que tipo de confronto? “Confrontos intercomunitários”, disse ele, educado por “uma guerra contra os muçulmanos”. “Mais um ou dois ataques terroristas”, acrescentou, “e podemos muito bem ver uma guerra civil”.

Outro país que se engraçou com a “cooperação cultural” do mundo muçulmano atraído por sedutores petrodólares foi a Suécia. A advogada Judith Bergman escreveu interessante artigo intitulado A Suécia está em Guerra,  no qual lemos o seguinte:

A polícia escreveu no relatório de 2017 que conflitos étnicos globais são replicados nas áreas vulneráveis:

“… o judiciário [sueco] e o resto da sociedade [sueca] não entendem esses conflitos ou têm respostas sobre como eles podem ser resolvidos. A polícia, portanto, precisa ter um melhor conhecimento do mundo e compreensão dos eventos para A presença de retornados, simpatizantes de grupos terroristas como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e a Al-Shabaab e representantes de mesquitas salafistas, contribuem para as tensões entre esses grupos e outros moradores da região. vulneráveis. Desde o verão de 2014, quando um califado foi proclamado na Síria e no Iraque, as contradições sectárias aumentaram, especialmente entre sunitas, xiitas, cristãos levantinos e nacionalistas de origem curda “. (p 13)”

Por oportuno, creio ser fundamental exemplificar o “funcionamento” do processo de “expropriação cultural” que com uma mãozinha da esquerda progressista literalmente está arruinando a pátria francesa. No dia 19 de setembro, foi inaugurado  com a presença do Ministro do Interior, o Instituto Francês de Civilização Muçulmana. No evento o ministro enalteceu o projeto de um “Islã aberto” dedicado à “luta contra o preconceito”. O suntuoso prédio ao lado da Grande Mesquita, vai ofertar cursos de civilização muçulmana e idiomas, simpósios, conferências e debates para expandir a fé. No entanto, adivinha quem ajuda a financiar o projeto para desconstrução da França? É a Liga Islâmica Mundial, base diplomática e religiosa da Arábia Saudita sediada em Meca, que tem ” vínculo ” com a Federação de Muçulmanos Franceses.

Sabe quem mais compareceu à inauguração desse centro de islamização wahabita promovido pela Arábia Saudita? Mohammed Al-Issa, secretário geral da Liga Islâmica Mundial. Cabe noticiar as “indumentárias prodigiosas” de Mohammed descritas pelo jornal Le Fígaro:

“Mohammed Al-Issa, que lidera a Liga Islâmica Mundial, é creditado em mais de 500 execuções quando foi ministro da Justiça da Arábia Saudita de 2009 a 2015, e inúmeras ordens de tortura, incluindo a condenação do famoso Raif Badawi com 1.000 chicotadas. “

Se para um conservador não causa revolta saber que uma facínora torturador é prestigiado em evento que fortalece os “discursos de ódio” e ações jihadistas na França,  vale trazer à baila o parecer da especialista Razika Adnani sobre a doutrina que a Arábia Saudita quer compartilhar com o Brasil graças aos laços de cooperação cultural firmado sob a égide do modelo de liberalismo sem viés ideológico:

Os princípios do wahabismo e suas conseqüências no mundo e, especialmente, no mundo muçulmano não são um segredo. Portanto, é difícil admitir que os wahabitas se tornaram repentinamente pessoas que defendem uma linguagem de paz e solidariedade, denunciando o terrorismo islâmico e o obscurantismo. Se a Liga Islâmica Mundial denuncia o terrorismo, como explicar que homens e mulheres são decapitados publicamente na Arábia Saudita? Por que os seres humanos estão sendo intimidados porque têm opiniões diferentes sobre o Islã e a sociedade? “

Eu poderia escrever um livro pormenorizando os resultados catastróficos dos “laços de cooperação cultural” promovidos sob a justificativa de trazer desenvolvimento à Europa pós-cristã. De sorte que, a inserção do Brasil nessa “maracutaia islâmica” para espalhar a perigosa doutrina wahabita é simplesmente inadmissível e contrária aos nossos princípios!

Ora, se Bolsonaro quer celebrar “comércio” com a Arábia Saudita que já é o nosso maior parceiro comercial no Oriente Médio – com fluxo comercial entre os dois países atingindo US $ 4,4 bilhões em 2018 – deve mobilizar sua fragmentada bancada no Congresso para criminalizar a sharia (lei islâmica), a fim de evitar que o modus vivendi de uma doutrina religiosa medieval venha se instalar em nosso território.

Contudo, espero que parlamentares se mobilizem para impedir a implementação desse absurdo acordo de “cooperação cultural” estimulado por uma assessoria que parece ser completamente ignorante sobre o mundo muçulmano. E assim que tiver acesso aos “acordos” celebrados com os regimes totalitários islâmicos voltarei a escrever sobre o tema, frisando, desde já, que estou muito preocupada com a declaração de Bolsonaro para a mídia árabe afirmando que “o Brasil busca parceria ainda mais profunda com a Arábia Saudita”.

Se o nosso presidente não tomar cuidado, em algumas décadas o Brasil experimentará as mesmas mazelas sofridas pela Europa. O poderio islâmico se aprofundará em todos os níveis e pode desencadear um perigoso lema:”Islã acima de tudo, Alah acima de todos“.

 Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: ANBA

 

 

 

Quando a minha dor é “a maior do mundo”

Por Andréa Fernandes

Nessas últimas semanas tenho sido inserida numa triste “rotina hospitalar” que me fez refletir seriamente sobre as percepções da dor. Em geral, nas circunstâncias de gravidade alguns pacientes e seus familiares-acompanhantes concebem a sua dor como a maior ou quase a maior dor do mundo, pois sentem a cada dia não apenas as sensações físicas dolorosas causadas por enfermidades e acidentes, mas também a angústia indescritível no momento da chegada do médico com o esclarecimento acerca do quadro de saúde do paciente, além dos exames, laudos e diversos atendimentos complexos que seria impossível narrá-los com precisão, sendo certo que no Brasil, a situação se torna mais dramática por conta da vergonhosa crise na saúde pública herdada de governos corruptos e incompetentes.

Além do mais, o injustificável incêndio[1] que até o momento ceifou 15 vidas que tentavam se recuperar de enfermidades no Hospital Badim – da famosa rede D’or, no Rio de Janeiro – mostra que nem mesmo em hospitais particulares há garantia de um atendimento digno e seguro para os doentes. Se eu relatasse as experiências que vivenciei em alguns hospitais os leitores se assustariam… Infelizmente, o descaso com a vida humana é mais comum do que se imagina!

Assim, por tudo que venho registrando nas andanças em hospitais seria inviável aquilatar nesse mister a dor humana, seja contínua ou intermitente. Portanto, a partir das novas experiências que passam a compor o “currículo de dor” que carrego há anos em razão da militância na área de direitos humanos desprezada pela esquerda global, bateu uma “vontade dolorosa” de relatar uma situação que vivenciei, a qual reflete o comportamento de muitas pessoas que passam por processos de sofrimento: agigantam a sua dor e desprezam a dor alheia.

Há alguns meses, um amigo me convidou para participar de um “culto matinal” conhecido no meio evangélico como “consagração”. Aquela semana de trabalho tinha sido muito cansativa, mas resolvi comparecer àquele distante local em consideração a ele. Como vejo nesses convites a possibilidade de “tocar a trombeta” sobre a perseguição aos cristãos em países muçulmanos, assim o fiz ao receber oportunidade da direção do culto… Falei um pouco da doutrina islâmica que embasa a perseguição e discorri sobre muitos dados que deveriam ser impactantes… mas não foram…

Após todo o meu esforço em tentar convencê-los a cumprir o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo[2], o dirigente do culto fingiu que nada ouviu e não esboçou mínima comoção no sentido de pelo menos pedir que os cristãos presentes levantassem um clamor ao Eterno em favor dos seus irmãos que sofrem martírio diariamente. O culto continuou e ao final, o dirigente apresentou a “pregadora”: uma bela mulher que contou seu testemunho pessoal motivador no seu despertamento para “socorrer” os acompanhantes em hospitais. Ora, só um acompanhante de pacientes graves sabe o quanto precisa de amparo psicológico, e em muitos casos, “amparo material”! Eu conheci casos de mães pobres que acompanhavam seus filhos e não tinham sequer produtos para manter sua higiene pessoal durante o acompanhamento da internação.

Desse modo, fiquei comovida com a história de vida daquela mulher que permaneceu cerca de 1 ano no hospital com o seu filhinho em estado grave. O bebê faleceu, mas semeou no coração da mãe a “semente do amor” pelas muitas acompanhantes que agonizam com seus entes queridos em hospitais. Daí, surgiu um valoroso projeto que visa oferecer suporte para os acompanhantes, que costumam ser “invisíveis” em suas aflições.

Ocorre que, durante o “testemunho-pregação”, a referida senhora achou por bem “desconstruir” todo os discurso que eu fiz para alertar sobre a dor do “irmão distante” abandonado por grande parte das lideranças religiosas e políticas no Ocidente pós-cristão… Visando demonstrar que a minha fala não era “cabível” naquele local, mas tão somente “compreensível”, disse ela que eu me preocupava com esse tema porque isso fazia parte da MINHA “chamada pessoal”!

Logo, segundo a percepção dessa pregadora conclui-se que a “chamada” da igreja NÃO é TAMBÉM socorrer seus irmãos que são perseguidos… Talvez, na visão dela e de muitos ditos cristãos, é dever exclusivo dos “anjos” levarem assistência humanitária para os cristãos perseguidos. A igreja não precisa agir, apesar de sempre repetir o versículo bíblico Assim também a fé, se não tiver obras é morta em si mesma (Tiago 2:17). De sorte que, para socorrer a “igreja perseguida” é suficiente a “oração de fé sem obras”, isto quando lembrar do assunto em alguns “cultos de missões”.

Ficou em mim o amargo sabor da revolta por constatar que a mulher que chora pela nobre causa dos acompanhantes de familiares em hospitais em razão de SUA experiência pessoal, DESPREZA a dor daqueles que são violentamente perseguidos em virtude da fé cristã.

Ao terminar o culto, por alguns instantes pensei em admoestar a “pregadora seletiva”, mas lembrei que em seu testemunho contou que era “ovelha” de uma famosa “cantora gospel” que em algumas ocasiões fala em cristãos perseguidos na próspera igreja que dirige junto com o marido. Tempos atrás, a “cantora-pastora” havia prometido marcar uma reunião comigo para tratar do tema, mas não cumpriu a palavra empenhada. Nesse caso, como diria Jesus, É possível um cego guiar outro cego[3]? O discurso de “amor relativista” da pregadora é o “resultado” de parte da cultura gospel que apregoa “prosperidade” para a igreja local e “desprezo” para a igreja distante imersa num “fatalismo profético” para o qual a “teologia relativizada” prescreve apenas “oração”.

O remédio chamado “amor”, único medicamento eficaz para amenizar as dores dos nossos semelhantes, só é “prescrito” em algumas “patologias” em determinados “hospitais do mundo gospel” que perderam a “especialidade bíblica” de acolher a todos indistintamente.

Contudo, independentemente de todos os prognósticos falsos ou verdadeiros nos corredores de hospitais, caminho num momento de dor, consciente de que o meu sofrimento de ordem estritamente pessoal jamais foi ou será a maior dor do mundo. Acredito que o reconhecimento dessa realidade é o passo fundamental para se importar com o “anônimo” que sofre e não tem amparo.

Quando percebemos que há um número gigantesco de seres humanos padecendo e chorando muito mais do que nós surge a possibilidade de deixarmos a posição egoísta de acharmos que não existe maior sofrimento que o nosso, o que tende a nos estimular em amenizar a dor do “outro” ainda que com expressivas limitações.

A grandeza da natureza humana aflora quando a dor pessoal não nos impede de ser o “bálsamo curativo” para a “dor alheia”… Melhoremos!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: Blog Encontro com a Saúde.

[1]https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/balanco-geral-rj/videos/hospital-badim-numero-de-mortos-sobe-para-15-26092019

[2] Mateus 22:37-39

[3] Lucas 6:39

Carta Aberta ao Diretor da Faculdade Batista que faz Diálogo inter-religioso com Islã Ortodoxo

Por Andréa Fernandes

Há pouco mais de uma semana consignei manifestação escrita na Página do Facebook[1] de uma professora da Faculdade Teológica Batista/SP, após um seguidor  me marcar no post onde ela defende literalmente o “diálogo inter-religioso” com representante do Islã ortodoxo. Como eu represento uma instituição de direitos humanos que debate o tema em diversos foros, não poderia jamais – por DEVER FUNCIONAL e MORAL – fingir que nada aconteceu, pois estaria reforçando o grave erro promovido pela professora Analzira Pereira do Nascimento, que em tese, poderia estar equivocada por não ter especialização em teologia islâmica[2].

Sheik convidado para diálogo inter-religioso recusa apoio a muçulmanos moderados

De forma respeitosa ponderei no perfil público da professora Analzira a temeridade de sua ação, pois convidou para perpetrar “diálogo inter-religioso” com os seus alunos um sheik que se negou a manifestar apoio aos “muçulmanos moderados” que defendem REFORMA NO ISLÃ para que seja expurgada toda doutrina que fundamenta violação dos direitos humanos. Aliás, conheço pessoalmente o sheik Mohamad Bukai, já que em evento falaciosamente chamado de Debate para Enfrentamento da Intolerância Religiosa, na Câmara Municipal de São Paulo[3], realizado por vereadores e algumas lideranças religiosas multiculturalistas – cujo intuito era tacitamente atacar evangélicos – me manifestei solicitando ao sheik que apoiasse os muçulmanos moderados no pleito de reforma do Islã, o que foi veementemente negado, tendo a liderança islâmica reforçado a legitimidade de todas os escritos sagrados islâmicos, mesmo que vários deles preconizem notória violência. No evento, fui chamada de “ignorante” por muçulmanos e o pedido de reforma na “religião” –  que na sua vertente ortodoxa fundamenta violações de direitos humanos – foi ridicularizado.

Sabedora do dogma que apregoa o sheik Mohamad Bukai longe do público cristão, informei à professora o erro de acreditar na possibilidade de “diálogo inter-religioso” com o referido líder muçulmano. Diante do silêncio de Analzira, solicitei posicionamento da Junta de Missões Mundiais (JMM), entidade missionária com a qual a professora mantém vínculo laboral, além do que, já orientei uma missionária  que havia atuado em campo de refugiados na Jordânia. Ao ser convidada para programa na TV Boas Novas, a missionária não se sentiu capacitada para discorrer sobre as implicações do conflito sírio. A seu pedido, a direção do programa me convidou para participar devido meu conhecimento sobre o tema. Contudo, a JMM resolveu não se pronunciar no Facebook da professora ao ser instada a posicionar-se.

Dias após as minhas manifestações escritas, o ataque de alguns militantes da extrema-esquerda que seguem a professora me incentivaram a explicar o tema em Live. Porém, ontem, um aluno comentou na página da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM),  que o diretor da faculdade teria se posicionado oficialmente. Todavia, ao não localizar o tal posicionamento na página oficial da instituição no Facebook, solicitei o link [4], tomando conhecimento que a “resposta” se deu na página de ativismo “Islã Realista” por meio de um senhor chamado Lourenço Stelio Rega, que se apresentou como diretor da faculdade.

Resposta do Diretor

Sem responder objetivamente a nenhum dos fundamentos da crítica à professora, o diretor tergiversou em texto confuso afirmando que segue “princípios bíblicos” e num tom belicoso chamou os ativistas e cristãos que criticaram a ação da professora de “radicais” e “covardes” (texto aqui).

Chamou minha atenção o fato do diretor não escrever nada na página EVM, apesar das minhas denúncias e Live. Porém, ao contrário do sr. Lourenço, que propaga ataques chamando críticos de “radicais”, não descerei o nível, eis que, não o considero um “radical”, mas sim, um “ignorante” que reforça erro de sua professora por lhe faltar conhecimentos básicos sobre o Islã. De maneira que, acredito que só um debate saudável com aporte doutrinário confiável é capaz de vencer o senso comum que infelizmente vem tomando salas de aula em diversas instituições de ensino.

Por oportuno, cabe salientar que nunca imaginei que um diretor de faculdade confessional teria argumentos tão rasteiros para “justificar” a ação reprovável de sua professora ao convidar para ministrar aula um sheik, que vale repetir, é conhecido por SE NEGAR publicamente a apoiar o movimento de REFORMA NO ISLÃ promovido por MUÇULMANOS MODERADOS visando a exclusão das suratas violentas do Corão Medinense a fim de tornar possível a sonhada tolerância religiosa.

Universidade onde sheik estudou se recusa a acusar grupos terroristas de “heresia”

O orgulho do sheik em relação às suas “indumentárias religiosas” é público e notório: no perfil do Facebook aduz que estudou SHARIA (lei islâmica) na Universidade Al- Azhar (Cairo), que possivelmente a professora Analzira desconhece por não ter especialização alguma em teologia islâmica, além de temas congêneres vinculados ao mundo muçulmano. Daí, faz-se necessário EXPLICAR que Al–Azhar é considerada o CENTRO IDEOLÓGICO MUNDIAL mais importante da vertente sunita ortodoxa, a qual vem sendo acusada pela imprensa árabe, think tanks e ativistas de direitos humanos de FUNDAMENTAR DOUTRINARIAMENTE AS AÇÕES TERRORISTAS de grupos muçulmanos em diversas partes do mundo. Aliás, o sheik Ahmed Al-Tayeb, instado a se posicionar sobre a suposta “apostasia” do “Estado Islâmico” afirmou em 2014, que a UNIVERSIDADE NÃO PODE DECLARAR O ESTADO ISLÂMICO “APÓSTATA” pois, o grupo declarou a shahada e crê no Dia do juízo, ou seja, a mais importante entidade muçulmana sunita corrobora a “legitimidade islâmica” da organização jihadista/terrorista que promoveu GENOCÍDIO DE CRISTÃOS e minorias, além de promover ESCRAVIDÃO SEXUAL e outras atrocidades. É essa “entidade” que posa de “moderada” em encontros com o Papa, que teve o seu “ex-aluno” sendo recebido de forma EMOCIONADA pela professora Analzira. Que vergonha!

É possível “diálogo inter-religioso” com sheiks ortodoxos?

Torna-se clarividente que a direção da faculdade seguiu de forma visceral a ESTRATÉGIA MUÇULMANA de ATAQUE AFRONTOSO CONTRA PROBLEMATIZAÇÃO DO ISLÃ, achando melhor rotular como “radicais” aqueles que CRITICARAM RESPEITOSAMENTE ATIVIDADE ACADÊMICA que PRESTIGIOU UM LÍDER ISLÂMICO que não apoia muçulmanos moderados que reivindicam tolerância debaixo de ameaças! Nesse sentido, vale lembrar que há um DEBATE sobre a TEOLOGIA LIBERAL que a faculdade abraçou ao acreditar em “diálogo inter-religioso”, o que demonstra que a INTERPRETAÇÃO BÍBLICA in casu é QUESTIONÁVEL, de modo que posar como “dono da verdade” sobre abordagens teológicas só demonstra desnecessária arrogância.

Segundo parte dos estudiosos, num cenário que se vislumbra pluralista, “é necessário que haja um diálogo inter-religioso e das religiões com os não religiosos, a fim de tornar minimamente possível uma convivência pacífica entre os mesmos”[5], evitando conflitos de motivação religiosa, sendo certo que alguns doutrinadores ainda acreditam que as religiões devem evitar a busca de supremacia mundial, o que por si só, já torna inviável a plena aceitação de tal ideário por lideranças islâmicas ortodoxas, as quais jamais contrariarão seus escritos sagrados para atender “acordos fajutos” amalgamados por meandros doutrinários islâmicos desconhecidos do vulgo, tais como o falacioso Tratado de Paz Hudaybiyya[6], sendo certo que esses “acordos” são concebidos à luz de sulha dania (trégua desprezível), já que os não-muçulmanos representam Dar Al- Harb (Casa da Guerra), território este que abrange países ainda não subjugados à sharia (lei islâmica) através de instalação de governos muçulmanos.

Dessa forma, acreditar em “acordos” celebrados com lideranças ortodoxas do Islã é possível apenas num ambiente descomprometido com o conhecimento dos rudimentos da aludida crença. A professora Analzira não deve saber que no Islã ortodoxo a concepção de mundo é dicotomizada, de modo que Dar Al-Islam (Casa do Islã) se coloca obrigatoriamente em oposição a Dar Al-Harb (Casa da Guerra), até que governos muçulmanos substituam governos não-muçulmanos implantando a lei islâmica. Logo, uma vez o Brasil ocupando a condição de “Casa da Guerra”, o “engano sagrado” é legitimado em todas as manifestações de lideranças muçulmanas ortodoxas, e nesse contexto a jihad assume facetas ignoradas pelo senso comum, que imagina apenas tratar-se de guerra para conquista territorial. Hoje, no Brasil, há uma verdadeira JIHAD JURÍDICA promovida por entidades muçulmanas que estão perseguindo ativistas que denunciam a violência estatuída no Corão Medinense e demais escritos religiosos.

Como as Escolas de Jurisprudência sunita concebem a jihad?

Como sempre amparo meus posicionamentos públicos com base em parecer de estudiosos que de fato conhecem a doutrina islâmica, insta trazer à lume o ensino do renomado autor egípcio Raymond Ibrahim[7]:

“De acordo com todas as quatro escolas reconhecidas de jurisprudência sunita, a guerra contra o infiel continua em perpetuidade, até que “todo o caos cesse e toda a religião pertença a Allah” (Alcorão 8:39). De acordo com a Encyclopaedia definitiva do Islã (edição Brill Online): “O dever da jihad existe enquanto a dominação universal do Islã não for alcançada. A paz com as nações não muçulmanas é, portanto, apenas um estado provisório; apenas a chance das circunstâncias pode justificá-la temporariamente. Além disso, não se trata de tratados de paz genuínos com essas nações; apenas são autorizadas tréguas, cuja duração não deve, em princípio, exceder dez anos. Mas mesmo essas tréguas são precárias”.

Propagando o “engano sagrado”

Em que pese reconheça o direito da direção da faculdade adotar a estratégia inócua de “diálogo inter-religioso”, penso que não o fez de forma apropriada, pois se a professora Analzira tivesse conhecimento basilar sobre o CURRÍCULO do sheik e a doutrina seguida pelo mesmo, saberia que um ORTODOXO JAMAIS EFETUARIA “DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO”! Sempre que convidados para se manifestar em países onde muçulmanos são minoria, por conta da MURUNA[8], adotam estratégias de ENGANO SAGRADO… A estratégia mais conhecida é a TAQIYYA, justamente a utilizada em sala de aula da faculdade. Todo muçulmano ortodoxo deve MENTIR sobre o Islã para um Kafir (infiel), tendo por escopo a expansão da “religião”. Foi isso que o sheik fez! De maneira que, os alunos apenas ouviram citações de suratas mequenses e “romantização” sem relação alguma com o “verdadeiro Islã” (ortodoxo).

Será que a professora adota a estratégia de “taqiyya às avessas”?

Ainda que a professora Analzira indevidamente respaldada na direção da faculdade tenha avisado com antecedência aos seus alunos que o sheik não representaria o “Islã moderado”, achando viável adoção do “engano sagrado às avessas”, com ideia de supostamente iludir o sheik para que a referida liderança acreditasse que os alunos estariam “concordando” com sua “aula” – utilizando esse instrumental apenas para mostrar como funciona a taqiyya –  não deixou de agir de maneira incorreta, já que se realmente assim agiu, estaria fundamentada na “mentira”, que na doutrina cristã é inadmissível.

Reforçando a tese da “religião da paz” em tempos de genocídio de cristãos

Quando a professora de uma faculdade confessional cristã posta no Facebook fotos alegres sentindo-se “agradecida” devido encontro que possibilitou a “propaganda enganosa” para engabelar um sheik com a descrição “Ontem recebi o sheik Mohamad Al Bukaid em minha aula sobre Islamismo – disciplina “Religiões Mundiais”, na Faculdade Teológica Batista/SP. Aula esclarecedora e oportunidade de diálogo inter-religioso”[9], passa a impressão errônea de que é possível “diálogo” com muçulmanos que não apoiam Islã moderado. Além disso, o leigo que contempla as palavras emocionadas da professora, que nesse caso, mais parece uma “militante”, passa a acreditar que muçulmanos ortodoxos falam a “verdade” sobre sua doutrina. Será tão difícil compreender que esse posicionamento reforça a tese de “Islã da paz” que impede que cristãos problematizem o Islã e denunciem a perseguição de cristãos e minorias no mundo muçulmano?

É por causa desse tipo de ação comum entre “multiculturalistas suicidas” que o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS NIGERIANOS é eclipsado em púlpitos e “palcos universitários” seculares e confessionais como foi o genocídio de cristãos e minorias nos territórios ocupados pelo Estado Islâmico, protegido sutilmente pela universidade onde estudou o sheik Al Bukaid, o qual, cumpre frisar, cumpriu com maestria  seu dever religioso num país em que professar religiões é legalmente permitido com base na Constituição Federal, ainda que o Islã em sua vertente ortodoxa promova terríveis violações dos direitos humanos. Urge destacar que por omissão de parlamentares, intelectuais, juristas, formadores de opinião, teólogos liberais, bem como lideranças políticas e religiosas, a SHARIA ainda não foi criminalizada no país.

Rabino é excluído do diálogo inter-religioso

Interessante que a aula do rabino Pessach Kalfmann[10] não foi anunciada com o mesmo entusiasmo no Facebook da professora. Ela não afirmou se sentir “agradecida” como fez com o sheik Al Bukaid e nem mesmo postou foto sorridente ao lado do religioso como fez com o líder muçulmano postando duas fotos ao lado dele orgulhosa pelo ato de “tolerância”. Ademais, o anúncio foi lacônico:Aula sobre Judaísmo, Cultura, crenças mundo atual em Israel. Rabino Pessach Kalfmann”.

Com a devida venia, senhor diretor, por que a aula do rabino não foi anunciada como “diálogo inter-religioso”? Será que essa abordagem só deve ser adotada com muçulmanos? Se eu fosse militante ideológica afirmaria que se tratava de “discriminação religiosa” por fazer abordagem seletiva não inserindo judeu no contexto de “diálogo inter-religioso”! Todavia, reconheço que a professora segue a “linha de praxe” que agrada os círculos acadêmicos, tanto é, que o post com o sheik recebeu mais de 300 curtidas e o post anunciando aula do rabino recebeu menos de 50 curtidas, apesar de reconhecer que Analzira teve ajuda especial de militantes de extrema-esquerda, sendo que um deles ainda “lembrou” da suposta perseguição dos cristãos contra a comunidade LGBTI, o que mostra o forte viés ideológico que apoia ações dessa faculdade.

A estranha posição de intolerância do diretor ao atacar a crítica 

Conforme exaustivamente delineado acima, fica claro que ao não ser capaz de contestar as DENÚNCIAS fundamentadas sobre apoio tácito ou inconsciente ao Islã ortodoxo e rotular aleivosamente como “maledicência sagrada e virtual” aqueles que se opõem às estratégias falhas de uma faculdade confessional, o diretor, que também ataca o que chama de suposto decreto da democracia virtual, está agindo, mutatis mutandis, como lideranças ortodoxas muçulmanas, pois esquece o mesmo que não existe “democracia virtual” em teocracias muçulmanas, que adotam o “discurso único”, tal qual a universidade.

Graças à  essa “democracia virtual” visivelmente assustadora para o diretor que “dá voz” ao Islã ortodoxo, uma representante de instituição de direitos humanos – que estuda Islã e debate sobre o tema em diversos foros – pôde respeitosamente REFUTAR a prática do engano. Outrossim, cumpre ressaltar que atacar raivosamente a “crítica” não deveria ser “atitude cristã” de um diretor que cita a Bíblia para amparar sua visão diminuta de mundo, já que o ambiente acadêmico é – ou deveria ser – ambiente plúrimo, principalmente, quando a faculdade – mesmo sendo confessional – outorga liberdade às narrativas de dogmas e ideologias diferenciadas.

Continuo aguardando a base doutrinária que justifique propagar as narrativas de um sheik que não apoia o Islã moderado, já que, o diretor tergiversou e não trouxe nenhum aparato para a bizarrice que corrobora afronta e desrespeito à “igreja perseguida” e demais minorias, inclusive, muçulmanas, as quais são vítimas de decisões medievais do centro ideológico onde estudou o sheik que emocionou a professora Analzira.

Enfim, devo pontuar ainda que usar título de PhD em “resposta oficiosa” à página Islã Realista para aventar “argumento de autoridade” é de uma puerilidade ímpar, já que o currículo[11] do diretor é público, e nele não consta especialização em teologia islâmica ou quaisquer temas inerentes ao mundo muçulmano. Seria aconselhável a direção da faculdade confessional aprender o ensinamento Joanino: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30). Afinal, “diante da honra vai a humildade”…

Andréa Fernandes – Advogada, jornalista, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Depositphotos

[1] https://www.facebook.com/AnalziraNascimento/

[2] https://www.escavador.com/sobre/6774954/analzira-pereira-do-nascimento

[3] https://www.gospelprime.com.br/censura-islamica-na-camara-municipal-de-sao-paulo/

[4] https://www.facebook.com/islamrealista/posts/2601725283253649

[5] http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000400135

[6] Trégua de 10 anos acordada entre o Profeta Muhammad e a Tribo Quraish de Meca. No entanto, dois anos depois, Maomé atacou e conquistou Meca.

[7] https://www.meforum.org/2095/islams-doctrines-of-deception

[8] Suspensão temporária das práticas ortdoxas do Islã ou da sharia (lei islâmica) em países onde muçulmanos são minorias. Muruna significa usar “flexibilidade” para se misturar ao inimigo ou ao ambiente. https://www.islam-watch.org/home/139-louis-palme/1095-knowing-four-arabic-words-may-save-our-civilization-from-islamic-takeover.html

[9] https://www.facebook.com/260949747357338/posts/2477979102321047/

[10] https://www.facebook.com/260949747357338/posts/2477979102321047/

[11] https://www.escavador.com/sobre/7731965/lourenco-stelio-rega

Não gostou da Portaria de Moro? A porta de Cuba é a serventia da casa

Por Andréa Fernandes

Na sexta-feira próxima passada (26/07), o Ministério da Justiça e Segurança Pública alvoroçou a grande mídia ao publicar no Diário Oficial da União a Portaria nº 666/2019[1], emitida pelo ministro Sérgio Moro, a qual disciplina “o impedimento, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”.

Apesar da “reação apocalíptica” da oposição e juristas alinhados à esquerda, a Portaria – que é ato administrativo emanado dos chefes de órgãos públicos visando ordenar o funcionamento da Administração Pública e a conduta de seus agentes – nada mais é, que o instrumento normativo que veio instituir a diretriz para a regulamentação de dispositivos específicos da  Lei de Migração (sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, em 2017), e o Estatuto do Refugiado. Seria muito simples perceber que o ministro agiu em observância à lei, se não houvesse um movimento ideológico vergonhoso trabalhando noite e dia para tentar inviabilizar o governo.

A reação da militância: ABI e OAB unidas no ataque contra o Juiz Sergio Moro

Talvez, por má-fé ou ignorância crônica, militantes de diversos segmentos estão elevando a Portaria nº 666 à temida “marca da besta” estimulados por instituições aparelhadas e juristas comprometidos com o infundado discurso de “ataque à liberdade de imprensa”. Aliás, rapidamente a “alcateia midiática” e simpatizantes se uniram para promover desinformação em ataques hidrófobos contra o ministro Moro. Nesse sentido, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), costumeira “rábula”[2] do portal militante da extrema-esquerda “The Intercept Brasil”, passou a disputar com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), Felipe Santa Cruz, o ranking das narrativas conspiratórias em defesa de Glenn Greenwald.

Além de promover ato público em defesa de jornalista-militante[3], a ABI publicou nota afirmando que seria “inconstitucional e um abuso de poder a edição de medidas governamentais direcionadas a quem quer que seja, principalmente, na conjuntura atual, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, radicado no Brasil há 13 anos[4].

Para mostrar “comprometimento” com o “companheiro Glenn”, a ABI ameaçou recorrer ao Judiciário, caso a medida publicada fosse utilizada contra o editor-chefe do “The Intercept Brasil”, se configurando supostamente o que chama de “arbítrio” e de “atentado à liberdade da imprensa”.

Contudo, o presidente-ativista da OAB, que costuma militar pautado no agressivo modus operandi petista, não obstante atacar em outras ocasiões o juiz da 2ª Vara Federal/RJMarcelo Bretas, chamando-o de “vedete”[5] e o ministro  Moroafirmando que “banca o chefe de quadrilha[6]”, ingressou com pedido no Judiciário a fim de que a entidade que representa seja autorizada a ingressar como assistente das investigações no inquérito da Operação Spoofing[7] (que apura a invasão aos celulares de Moro e demais autoridades), sob o pretexto de “proteger a cadeia de custódia das informações e para garantia de amplo acesso dos advogados aos elementos de prova[8].

A mesma OAB, que recentemente ingressou com pedido junto ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para averiguar possível investigação da Polícia Federal ou do próprio COAF contra Glenn – alegando temor acerca de risco de violação dos direitos à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa[9] – vem “advogando graciosamente” em favor do pau-mandado de Lula, que é “tomador de mensagens” com fortíssimos indícios de terem sido interceptadas pelos criminosos presos na Operação Spoofing.De maneira que, ingressar na investigação da operação que investiga os crimes é – desalojadas as terminologias glamourosas do “juridiquês” – apenas mais uma das estratégias em defesa de hackers a serviço de instauração de uma crise institucional por meio de ações ao arrepio da lei.

Todavia, o ativismo do presidente da OAB, que há muito tempo é acusado de utilizar a entidade para representar suas preferências político-partidárias, acaba de sofrer um forte impacto. AAssociação dos Advogados e Estagiários do Rio de Janeiroimpetrou Mandado de Segurança requerendo o imediato afastamento de Felipe Santa Cruz do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil[10].

Glenn Greenwald, “pessoa perigosa protegida por lei”

Sabedor do amplo apoio que recebe da extrema-imprensa devido a sua luta incansável para inocentar o ex-presidente Lula, que cumpre prisão na sede da PF em Curitiba por lavagem de dinheiro e corrupção passiva[11]Glenn Greenwald propalou em suas redes que via na Portaria uma tentativa de intimidação de Moro após a divulgação de mensagens privadas supostamente trocadas pelo atual ministro e procuradores da força-tarefa Lava-Jato, nominando o ato de Moro ao cumprir com seu “dever legal” de “terrorismo”[12].

O coro de descontentes foi reforçado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que usando hasteg ofensiva contra Moro reverberando a infamia do presidente da OAB taxando o ministro de “chefe de quadrilha”, mostrou desespero com a expressão “pessoas perigosas” inserida no bojo da Portaria.

A imagem pode conter: texto

Como a maioria dos virulentos “acusadores virtuais” não é chegada à leitura de espécie alguma, cabe destrinchar o motivo fútil da controvérsia, e para tanto, cumpre explicitar o temido artigo 2º da Portaria nº 666, que estatui:

Art. 2º Para os efeitos desta Portaria, são consideradas pessoas perigosas ou que tenham praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal aqueles suspeitos de envolvimento em:

I – terrorismo, nos termos da Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016;

II – grupo criminoso organizado ou associação criminosa armada ou que tenha armas à disposição, nos termos da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013;

III – tráfico de drogas, pessoas ou armas de fogo;

IV – pornografia ou exploração sexual infantojuvenil; e

V – torcida com histórico de violência em estádios.

Logo, resta clarividente que, apesar de Greenwald ser literalmente uma “pessoa perigosa” por conta do seu escopo de tentar desestabilizar o governo com ataques sórdidos, que ao que tudo indica, são baseados em ações criminosas de hackers – o criminoso preso apelidado de “Vermelho” afirmou na PF que enviou as mensagens violadas ao jornalista-militante[13] –  o fato é que a Portaria não dá base jurídica alguma para perpetra-se a prisão desse jornalista-militante, o que foi reforçado em nota oficialaduzindo que “a portaria não permite a expulsão de estrangeiros por motivo diverso do enquadramento em condutas criminais específicasnem permite a deportação em casos nos quais há vedação legal como estrangeiro casado brasileiro ou com filhos brasileiros[14].

As “condutas criminais específicas” das “pessoas perigosas” que assustaram a “esquerda periculosa” estão arroladas no aludido artigo, e a conduta do jornalista-militante não está tipificada nas hipóteses legais. O próprio presidente Jair Bolsonaro, em entrevista reconhece essa realidade ao dizer: “Eu teria feito um decreto porque quem não presta tem que mandar embora. Tem nada a ver com esse Glenn. Nem se encaixa na portaria o crime que ele está cometendo. Até porque ele é casado com outro homem e tem meninos adotados no Brasil. Malandro para evitar um problema desse, casa com outro malandro ou adota criança no Brasil. O Glenn não vai embora, pode ficar tranquilo. Talvez pegue uma cana aqui no Brasil, não vai pegar lá fora não”[15].

Outro ponto atacado pela militância jurídica demonstra a desonestidade intelectual em seus “pareceres” com “cinquenta tons de vermelho”,  que apontam para o que chamam de “retrocesso ditatorial”, uma vez que usam proposições verdadeiras da Lei de Migração para amparar conclusão falaciosa, salientando que a “lei de Migração se baseia no repúdio à discriminação e não-criminalização de migrantes que estão de modo irregular no país”. Pois bem, isso é verdade, mas essa mesma lei que não discrimina imigrantes de conduta idônea que adentram de boa-fé em território nacionaltambém afirma no inciso IX, do Art. 45,  que poderá ser impedida de ingressar no país “a pessoa que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal.

Outrossim, apesar de “especialistas” citados pela extrema imprensa-evocarem o prazo previsto na Lei de Migração (Art. 50, §1º), que garante ao imigrante irregular a chamada “ampla defesa” com prazo não inferior a 60 dias para regularização das irregularidades que impedem a permanência no país, o que supostamente colimaria a Portaria de ilegalidade por reduzir o prazo para 48 horas, percebe-se que esquecem os tais juristas que a leitura das leis pertinentes seria obrigatória antes de arvorar “discursos vitimistas”, senão vejamos: o artigo 50 da Lei de Migração define o conceito “deportação”, e após dispor sobre o prazo mínimo de 60 dias para defesa na deportação de imigrantes irregulares traz a figura da “deportação excepcional”, autorizando a diminuição do prazo, conforme abaixo transcrito:

§ 1º A deportação será precedida de notificação pessoal ao deportando, da qual constem, expressamente, as irregularidades verificadas e prazo para a regularização não inferior a 60 (sessenta) dias, podendo ser prorrogado, por igual período, por despacho fundamentado e mediante compromisso de a pessoa manter atualizadas suas informações domiciliares.

§ 6º O prazo previsto no § 1º poderá ser reduzido nos casos que se enquadrem no inciso IX do art. 45.

E o que diz literalmente o inciso IX, do art. 45, da Lei de Migração?

Art. 45. Poderá ser impedida de ingressar no País, após entrevista individual e mediante ato fundamentado, a pessoa:

IX – que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal.

E quanto à alegação de “especialistas” que afirmam não haver citação alguma às “pessoas perigosas” na Lei de Migração[16], expressão esta que teria sido engendrada pelo ex-juiz da Lava-Jato perseguido por julgar e condenar “criminosos perigosos” da quadrilha que assaltava os cofres públicos?

Considerando que os filhos órfãos da pátria educadora não aprenderam que a imigração é regida não apenas pela temerária Lei de Migração, vale lembrar à “geração mortadela” da advocacia que, existe “por um acaso” o Estatuto do Refugiado[17], o qual até “segunda ordem legislativa”, continua em vigor. O diploma legal ocultado do senso comum pela militância estridente assevera:

Art. 7º O estrangeiro que chegar ao território nacional poderá expressar sua vontade de solicitar reconhecimento como refugiado a qualquer autoridade migratória que se encontre na fronteira, a qual lhe proporcionará as informações necessárias quanto ao procedimento cabível.

2º O benefício previsto neste artigo não poderá ser invocado por refugiado considerado PERIGOSO para a segurança do Brasil.

Para o azar da extrema-esquerda, que adora refugiar terroristas sanguinários como o pérfido Cesare Battisti – declarado “refugiado” no governo Lula[18] – ainda persistem resquícios de dispositivos legais que denotam preocupação com a “segurança nacional” por mais que a Lei de Migração tenha tentado aniquilar esse tema em desuso em parte da America Latina, uma região continental infestada de terroristas comunistas e islâmicos, e chamada  pela inteligência externa de “nações unidas do crime”.

Ou seja, não há necessidade de frequentar o curso de Direito em  universidade pública financiada pelo contribuinte, para saber que Moro firmou a Portaria nº 666 na legislação pátria, sendo escravo da limitação imposta pelo ordenamento jurídico.

E quanto a acusação de “prazo exíguo”? Tem previsão legal ou seria mais uma “mania de Moro” perseguir suspeitos de terrorismo, estupradores, traficantes e demais “vítimas da sociedade internacional”? Leiamos o Decreto 9.199/2017 – que não é de autoria de Bolsonaro, talkei?

Art. 191. Ato do dirigente máximo da Polícia Federal disporá sobre os procedimentos administrativos necessários para a deportação.

Parágrafo único. Ato do MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DEFINIRÁ as hipóteses de REDUÇÃO DO PRAZO de que trata§ 6º do art. 50 da Lei nº 13.445, de 2017 .

Art. 207. Ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública disporá sobre o regramento específico para efetivação em caráter excepcional da repatriação e da deportação de pessoa que tenha praticado ato contrário aos princípios e aos objetivos dispostos na Constituição, nos termos estabelecidos no art. 45, caput , inciso IX, da Lei nº 13.445, de 2017 .

Uma vez sendo a autoridade competente no Ministério da Justiça, cabe sim, a Moro determinar a diminuição de prazo para deportação de suspeitos de crimes graves.  Posto isto, sugiro aos histéricos que acreditam na “presunção de inocência” de suspeitos de terrorismo e demais crimes odiosos listados na lei, que façam uma consulta popular indagando se a população quer sujeitos extremamente perigosos em solo nacional.

Já pensou na possibilidade de aparecer por aqui uma das lideranças do Estado Islâmico ou de qualquer um dos milhares de grupos terroristas islâmicos requerendo “refúgio” aproveitando as “facilidades” que a militância esquerdista defende em termos de imigração sem rígido controle de segurança nas fronteiras e “prazo longo” para defesa de sua permanência no Brasil?

Medidas imprescindíveis para a segurança nacional jamais serão defendidas por movimentos e lideranças políticas que se alinharam a narcoditaduras tais como Cuba e Venezuela, que têm no “terror” a garantia de sobrevivência dos seus regimes tiranos. Porém, a “pátria mãe gentil do Brasil” só acolherá “gentilmente” os imigrantes e refugiados insuspeitos em relação aos crimes listados na Portaria nº 666.

Quem não gostar da “portaria de Sergio Moro”, a “porta de Cuba é serventia da casa”…

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem da capa DW

[1]http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-666-de-25-de-julho-de-2019-207244569

[2] http://www.abi.org.br/the-intercept-e-o-papel-da-imprensa/

[3]http://portalimprensa.com.br/noticias/ultimas_noticias/82391/abi+fara+ato+em+defesa+de+greenwald

[4] http://www.abi.org.br/abi-diz-nao-a-intimidacao/

[5]https://epoca.globo.com/bretas-uma-vedete-nao-um-juiz-diz-presidente-da-oab-23820673

[6] https://www.oantagonista.com/brasil/oab-chama-moro-de-chefe-de-quadrilha/

[7] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/23/pf-deflagra-operacao-em-busca-de-hacker-que-invadiu-celular-de-moro.ghtml

[8] https://www.oab.org.br/noticia/57390/oab-requer-admissao-no-inquerito-da-operacao-spoofing-e-pede-medida-cautelar-para-impedir-destruicao-de-provas

[9] https://epoca.globo.com/oab-pede-que-coaf-explique-suposta-investigacao-sobre-glenn-greenwald-23786403

[10] https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/15721/com-dossie-recheado-de-denuncias-advogados-impetram-hoje-acao-pedindo-o-afastamento-de-santa-cruz

[11] https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/lula-chega-a-curitiba-para-cumprir-pena-por-corrupcao-passiva-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml

[12] https://oglobo.globo.com/brasil/entenda-portaria-666-de-moro-que-permite-deportacao-sumaria-de-estrangeiro-perigoso-23835215

[13] https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/07/26/suposto-hacker-diz-que-acionou-glenn-por-meio-de-manuela-davila.htm

[14] https://www.justica.gov.br/news/collective-nitf-content-1564166850.53

[15] https://oglobo.globo.com/brasil/talvez-pegue-uma-cana-aqui-no-brasil-afirma-bolsonaro-sobre-glenn-greenwald-23837301?utm_source=notificacao-geral&utm_medium=notificacao-browser&utm_campaign=O%20Globo

[16] https://www.conjur.com.br/2019-jul-26/moro-portaria-segue-lei-lei-nao-cita-pessoa-perigosa

[17] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9474.htm

[18] https://veja.abril.com.br/politica/lula-concede-refugio-a-cesare-battisti/

Desarmamento: o sangue dos inocentes é a melhor “arma de propaganda totalitária”

Por Andréa Fernandes

Na guerra midiática para o controle ideológico da opinião pública, o jornal Folha de São Paulo não costuma inovar. Os recursos para atingir a mente dos seus leitores são, além das famosas fake news, matérias de cunho sensacionalista analisadas pelos “peritos de Gramsci”, que sempre reforçam a tese do jornalismo militante.

Assim, não me surpreendeu ler manchete relembrando o odioso massacre em Suzano com objetivo único de promover o lobby desarmamentista recheando a matéria com desinformações focadas nos decretos de armas assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, “eliminando” covardemente as vítimas do massacre, substituídas pelo “protagonismo político” de instituições de direitos humanos que levianamente costumam atribuir a responsabilidade pelo aumento da violência à coletividade, salvaguardando marginais sanguinários na condição de “vítimas” do “sistema opressor”.

Dessa forma, sob o título Investigação de Massacre de Suzano aponta fragilidade de controle de arma e munição[1], o jornal-mor da “extrema-mídia vermelha” utilizou um dado isolado da investigação policial sobre o crime – que em qualquer país civilizado seria classificado como TERRORISTA – para reforçar suas “falácias do espantalho” no debate sobre o desarmamento, que nunca é vencido, apesar de vivermos sob esse jugo imposto pelas políticas de segurança pública de sucessivos “governos canhotos”, resultando em mais de 60 mil homicídios por ano. A “lógica” dos “direitos humanos” ditada por ONGs “desorientadas” pela ONU e ideias progressistas suicidas é desarmar o cidadão garantindo ao criminoso fortemente armado o acesso ao “direito fundamental” de não ser abatido por policial, principalmente, se estiver fazendo uso do seu “inseparável fuzil”.

A “patrulha ideológica folhiana” resolveu bisbilhotar o inquérito policial para catar uma informação que reforçasse o seu discurso após uma dose de manipulação, e achou! Ao descrever o “arsenal” utilizado pelos “menores protegidos pelo ECA” para executar 10 pessoas “desprotegidas pelo Estado”, salientou-se o seguinte: “foram usados um machado, uma faca articulada, uma besta, um arco, mais de 25 flechas de alumínio ou plástico, um dispositivo de choque, três coquetéis molotov e três granadas de fumaça, mas foi um revólver 38, única arma de fogo, responsável por 90% das mortes”. Daí, um “pesquisador” consultado concluiu que em crimes onde se objetiva maiores danos em menor tempo possível a arma de fogo é eleita como armamento preferido. Quanta inteligência!

Aliás, para a reportagem, flechas de plástico, dispositivo de choque e granadas de fumaça compõem o que chama de “arsenal” e não importou muito averiguar o motivo dos psicopatas não terem em suas mãos um fuzil para a “festa do terror” ser completada com muito mais corpos. Acredito que houve temor de saber que os armamentos com maior potencial destrutivo não são acessíveis à população em geral, pois são “privilégios intocáveis” do CRIME ORGANIZADO há décadas. Nesse tema, ninguém mexe!

Punição proibida para facínoras menores de 18 anos

Se as preocupações do brasileiro realmente “pautassem ” os “jornalistas-humanistas”, certamente, a grande mídia traria notícias do paradeiro do mentor intelectual do massacre em Suzano, um MENOR que foi “apreendido” e não “preso” graças ao deletério Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e de uma legislação penal obsoleta e benevolente com os mais abjetos crimes.

Ao menor responsável pela matança de outros menores inocentes foi aplicada medida de internação por prazo indeterminado, pelo que em um ano, ele será submetido a exames psiquiátricos e psicológicos. Contudo, por se tratar de processo garantido pelo benefício do “segredo de justiça”, o Judiciário está impedido de informar os atos infracionais atribuídos pelo Ministério Público ao “menor de 17 anos”. Sabe o que isso significa? A sociedade não pode saber a identidade e outros detalhes importantes de um indivíduo de alta periculosidade aumentando os riscos para a segurança pública. Todavia, o Ministério Público anda preocupado com os decretos de armas do presidente e já ingressou com pedido na justiça requerendo suspensão de alguns dispositivos dos três decretos sobre armas editados pelo governo em junho, tendo por fundamento danos à segurança pública.

Pois é… alguns “danos para a segurança pública” são mais “danosos” do que os outros!

Mas, voltando aos “danos” promovidos por menores que tanto assombram a sociedade… Enquanto a Folha usa um crime realizado com arma obtida de forma ilegal por menores protegidos por uma legislação tosca, para fazer “campanha pelo desarmamento”, as ruas clamam pela redução da maioridade penal, conforme testifica pesquisa Datafolha divulgada em janeiro, a qual aponta que 84% da população é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, e apenas 14% seria contrária à mudança da lei. Inclusive, atentos a esse fato, senadores já iniciaram os debates discutindo o tema de forma “tímida” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dessa forma, o pavor da extrema-imprensa é que a população perceba que chegou a hora de pressionar parlamentares para que a impunidade seja combatida.

Por ora, discussão acerca da redução da maioridade penal é ação proibida na mídia. O foco é atacar os decretos de posse e porte de armas com desinformação.

O desespero da Folha e demais veículos de comunicação da extrema-imprensa se dá pelo fato do presidente Bolsonaro estar articulando apoio junto à Câmara dos Deputados para manutenção do decreto de flexibilização do porte e posse de armas, que já havia sido derrubado no Senado em sua versão inicial, o que fez com que Bolsonaro tomasse a decisão de revogar o primeiro decreto e reeditar o texto com alterações, o qual será submetido novamente ao Senado e Câmara.

O péssimo exemplo da Nova Zelândia

A estratégia de se ancorar em “incidentes” de grande repercussão para administrar doses de veneno ideológico a fim de impor a agenda globalista é amplamente utilizada pelos veículos de comunicação, instituições de direitos humanos e militantes inseridos no âmbito acadêmico. No ataque terrorista efetivado em março contra duas mesquitas na Nova Zelândia resultando em pelo menos 50 mortos e cerca de 30 feridos, as autoridades e lideranças progressistas do país aproveitaram o horrendo ensejo para divulgar mensagens de apoio à sharia (lei islâmica), solicitando à população que cobrisse a cabeça com o véu – conhecido como hijab –  em homenagem às vítimas[2]. É claro que antes do inusitado pedido de apoio a um costume misógino imposto às mulheres pela religião islâmica,  houve a necessária “obediência” submetendo o intuito de “tributo” às vítimas do massacre às entidades muçulmanas do país, já que, sempre é bom lembrar: “Islã” significa “submissão”.

A primeira-ministra Jacinda Ardern, chefe de Estado mais jovem na atualidade, recebeu aplausos não apenas em seu país, mas em todo mundo[3], pelas declarações e medidas implementadas após o ataque. Além de ajudar emplacar a campanha “véus para harmonia” usando o seu “hijab”, a ministra fez um discurso no Parlamento fundamentada no tripé descrito a seguir: 1) “tolerância religiosa” – para permitir o expansionismo islâmico impedindo críticas às práticas de violações de direitos humanos “prescritas” nos livros sagrados do Islã; 2) “redes” – propaga a ideia de que a ideologia perigosa para a civilização é a direita (chamada de extrema-direita) e a religião que deve ser “problematizada” por propagar o ódio é o Cristianismo; 3) restrição às ARMAS – não poderia haver melhor ocasião para desarmar a população, pois a comoção gerada após atentado terrorista de grande repercussão causa um ambiente favorável para eleger “culpados” sem o menor aprofundamento reflexivo. Basta dizer “a culpa é da ideologia de direita e das armas”.

Assim, veio a ordem da infiel ocidental afeita ao hijab: no dia 20 de março, anunciou que a venda de semiautomáticas e fuzis de assalto seria proibida em todo país a partir de 11 de abril[4], endurecendo a lei[5]. O ardil foi tão eficiente, que na primeira votação do projeto de lei visando restringir o uso de armas, 119 dos 120 parlamentares votaram favoravelmente.

O único “conservador” que votou de forma contrária argumentou :

“fazer isso nove dias antes que os congressistas saiam para o feriado da páscoa parece mais um teatro político que segurança pública”.

Alguém já viu a tática de votação acima sendo usada no Brasil quando há alguma pauta contrária aos interesses da maioria dos nossos cidadãos? Volto a repetir: esquerda não inova.

De nada adiantou petição pública assinada por mais de 14 mil pessoas afirmando que a legislação seria “injusta” para os neozelandeses que obedecem a lei, salientando que a mudança estava sendo motivada por “emoções”. É isso aí… a exploração de um único atentando terrorista – que pode ser um caso de false flag – foi capaz de vencer a democracia para implantação dos pérfidos propósitos da agenda comuno-islâmica da ONU.

Afinal de contas, um povo que adere ao hijab sem ter a menor noção de quantas mulheres sofrem pelo mundo por causa do uso obrigatório dessa veste – que, como diriam as hipócritas feministas, “violam a emancipação feminina” – não tem capacidade de formular que o desarmamento é, tal qual a sharia, um vergonhoso atentado contra a democracia, vez que, o Estado decide restringir o sagrado direito à liberdade individual.

Vale lembrar que no mesmo período em que ativistas que denunciam regimes totalitários islâmicos estavam queimando hijab em solidariedade às iranianas e outras mulheres que sofrem em todo mundo, o Ministério das Relações Exteriores britânico estava distribuindo esse artefato misógino[6]. Pouco importa se o Irã, por exemplo, tortura e assassina mulheres que tentam se libertar do uso obrigatório do hijab, e se o próprio governo também financia milícia terrorista para atacar com ácido mulheres que não estejam “adequadamente vestidas”, o “problema” não é do Ocidente, que ignora tamanhas atrocidades cultuando os “símbolos do horror”.

Dessa forma, se a desgraça que o hijab causa na vida de incontáveis mulheres mundo afora não impede o Ocidente de defendê-lo se solidarizando à perversidade com o apoio manifestado no Dia Mundial do Hijab[7], por que o exemplo da Venezuela e de tantas outras ditaduras que desarmaram a população sensibilizaria políticos e demais autoridades imersas na cultura da “tolerância suicida”?

O sangue dos inocentes ainda é a melhor “arma de propaganda”

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem G1

[1] https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/investigacao-de-massacre-de-suzano-aponta-fragilidade-de-controle-de-arma-e-municao.shtml

[2] https://www.dw.com/pt-br/neozelandeses-usar%C3%A3o-v%C3%A9u-em-homenagem-a-v%C3%ADtimas-de-massacre/a-48012191

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/03/19/nova-zelandia-por-que-a-primeira-ministra-do-pais-decidiu-nunca-pronunciar-nome-do-atirador.htm

[4] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/20/nova-zelandia-proibe-armas-semiautomaticas-de-estilo-militar-e-fuzis-de-assalto-apos-massacre-de-christchurch.ghtml

[5] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/18/governo-da-nova-zelandia-vai-reformar-lei-de-armas-apos-atentado.ghtml

[6] https://www.gatestoneinstitute.org/11881/feminists-hijab

[7] https://worldhijabday.com/

“Marcha para Jesus”: quando as “estrelas da terra” brilham mais do que a “Luz do mundo”

Por Andréa Fernandes

A chamada “Marcha para Jesus” ocorrida no feriado de Corpus Christi (20/06), assustou a grande mídia. Segundo o Jornal Nacional, a 27ª edição do tradicional evento gospel “impressiona por estar crescendo ano a ano[1], já que, segundo os organizadores, foram mais de 3 milhões de participantes em São Paulo, contando com 4.500 caravanas de todo país e do exterior[2].

Festival de música gospel e polêmicas para todos os gostos

O sucesso incontestável do evento também conhecido pela imprensa como “festival de música gospel”, caminha lado a lado com as polêmicas que envolvem a sua organização.

Em janeiro, o pastor da Assembleia de Deus (Ministério Vitória em Cristo), Silas Malafaia, utilizou as redes[3] para denunciar a perseguição que a Marcha para Jesus estaria sofrendo pelo Poder Judiciário do Rio de Janeiro, uma vez que em 2013, o Ministério Público ajuizou ação contra algumas autoridades e o próprio Malafaia na condição de  presidente do Conselho dos Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (COMERJ), entidade organizadora do evento na capital. Considerando a possibilidade de indício de improbidade administrativa no apoio financeiro da prefeitura no valor de R$ 1,6 milhão, a 3ª Vara de Fazenda Pública recebeu a denúncia, causando revolta no pastor, que dentre outros argumentos, ponderou que todo o valor gasto foi detalhado e aprovado pelo Tribunal de Contas do município.

O pastor Malafaia reclamou do relativismo do Judiciário ao não agir da mesma forma com os organizadores do Carnaval e a “Parada Gay”, na qual  – além de receber recursos públicos – haveria prática de “crime”, quando alguns participantes vilipendiam imagens de religião. Malafaia também conjecturou sobre a suposta militância ideológica da juíza Mirela Erbisti, que em seu canal no YouTube teria promovido a “defesa de transgêneros”.

A extrema-imprensa, por sua vez, não abandonou sua narrativa malévola para estigmatizar evangélicos e tentar promover acirramento do sectarismo no país aproveitando a “oportunidade de ouro” com o “discurso” de um cantor gospel. Com a manchete Marcha para Jesus tem recado para católicos e desafio para fé de multidão em SP[4], a Folha de São Paulo inicia sua reportagem tendenciosamente medíocre afirmando: “Nossa Senhora Aparecida, tida por católicos como a padroeira do país, não tem vez na Marcha para Jesus”. A declaração não veio de organizadores do evento, mas sim, de um dos aproximadamente 30 cantores que se apresentaram no palco. Fernandinho teria dito: “o Brasil não tem uma senhora, o Brasil tem um Senhor, e o nome dele é Jesus”, causando reação dos católicos nas redes[5]. Os organizadores do evento preferiram ignorar o ataque afrontoso à igreja católica em pleno feriado religioso.

Aliás, como o intuito maior do jornal não era relatar os acontecimentos da “Marcha para Jesus”, a reportagem passou a frisar que a relação entre os dois maiores segmentos religiosos (católicos e evangélicos), “nem sempre foi boa”, salientando que o AUGE DA HOSTILIDADE seu deu em 1995, quando num programa da Record, um bispo da Igreja Universal chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foram buscar no “fundo do baú” um lamentável ato de intolerância da referida igreja neopentecostal que causou repugnância das igrejas evangélicas tradicionais. Mas, se a finalidade era deslegitimar o evento de real natureza pacífica para rotulá-lo como “intolerante”, não deixou de ser uma “estratégia” num país em que alguns religiosos de diversos segmentos trocam ofensas nas redes para impor à “força e violência verbal” a sua fé ou ridicularizar a crença alheia…

Uma das principais atrações da Marcha acha normal a “falta de Deus” nas suas músicas

No início do evento pela manhã, ao longo da caminhada, os depoimentos dos participantes eram “convincentes”: o nome “Jesus” estava estampado em camisetas e era proclamado alegremente nas entrevistas, já que nem tudo era “show” na marcha, e muitos evangélicos participaram imbuídos na propagação da sua fé. Porém, no gigantesco palco montado para as estrelas do mundo gospel se apresentarem junto com os “cometas políticos”, a “Luz do mundo” foi “cenicamente apagada”! O “sinal” da “queda de popularidade” de Jesus estava em algumas das “atrações”: a famosa cantora gospel Priscila Alcântara, que desbancou a antiga “celebridade” Aline Barros no Instagram como a cantora mais seguida desse nicho, alcançando mais de 5 milhões de seguidores[6] – talvez, por rejeitar o rótulo imposto pelo mercado evangélico de cantora gospel – frisou em entrevista ao G1, “a minha arte vai muito mais além, isto, para justificar a “falta de Deus” em sua músicas.

Pois é, a Priscila Alcântara é realmente um símbolo bem marcante do deslumbrante “mundo gospel”, por mostrar que “louvor” é coisa do passado em muitas igrejas… a “arte” é bem mais impactante, pois mexe com o corpo, a auto-estima, promove entretenimento e se Deus não estiver na canção, tanto faz, o “Filho Dele” será lembrado num evento que reúne milhões de FÃS da cantora que não é gospel, mas é “estrela” dessa “aldeia teatral”, entendido? O nome de Jesus deve ser sempre utilizado quando a “jogada mercadológica” se faz necessária, porque rende uma grana que vai muito além dos dízimos e ofertas!

No palco teve de tudo: até discursos dos “guardiães do progressismo” que abominam evangélicos

Quem mostrou mais uma parte do “ocaso Divino”? O trevoso jornal “O Globo”, que fez questão de destacar sutilmente que “Jesus” perdeu o “protagonismo” do evento no momento em que o presidente Jair Bolsonaro discursou afirmando que tentará a reeleição em 2022, “se o governo não conseguir aprovar uma boa reforma política e se o povo quiser”, recebendo a ‘benção’ de líderes religiosos”[7]. É claro que não faltaram as costumeiras “farpas”, de modo que salientou-se que apesar dos gritos de “mito”, o apoio dos evangélicos a Bolsonaro não seria “unanimidade” em virtude das vaias que supostamente podiam ser ouvidas quando ele aparecia em alguns telões.

Por oportuno, vale salientar que a mídia se esbaldou com o inapropriado “gesto de arma” do presidente[8]. Seria muito “fundamentalista” acreditar que os gestos num evento em que Jesus seria o “reverenciado” e “adorado”, deveriam ser todos em função do “anfitrião do show”? Num evento com chamadas e orações para a “paz”, a esquerda celebrou o gesto belicoso que nada tem de “sagrado”, sendo puramente “político”, e já deixo claro, que não é minha intenção discutir a tese armamento x desarmamento nesse texto, assim como, pensei que também não seria esse o propósito da marcha. Mas, o ato de Bolsonaro não constrangeu pastores risonhos com a presença de milhões de ovelhas em pastos não muito verdejantes!

Lula nunca compareceu à marcha, mas já “marchou” em “púlpitos consagrados” do país

Como o polemismo é a minha “marca registrada”, não consigo deixar de lembrar que figuras políticas com bandeiras progressistas anti-cristãs também embarcaram na “penumbra do Jesus gospel” que arrasta multidões de votos, e brilharam no palco da hipocrisia com discursos engenhosamente construídos para uma multidão, que em sua maioria, não sabe distinguir o “santo” do “profano”. E isso é antigo no “meio gospel”… quem não lembra do Lula e da “companheira Dilma” subindo em púlpitos dos grandes ministérios evangélicos em todo país, apesar de nunca terem escondido suas raízes comunistas?! Mas sabe como é… naquela época, deu “amnésia” nas lideranças evangélicas e esqueceram do “passado de trevas” dos “figurões petistas” em troca de algumas “promessas” ali e “cargos” acolá.

De todo jeito, Lula foi fiel à sua “bíblia” e não “marchou” com os evangélicos, promovendo pautas para destroçar as igrejas  com o apoio grandioso da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que achou por bem “comunizar” o Cristianismo. Afinal de contas, Lula, “o santo das propinas impossíveis”, conseguiu arrancar a seletiva compaixão papal numa “carta” do “Vigário de Cristo” se solidarizando pelas suas “duras provas”[9], o que é perfeitamente compreensível, pois o “vice-deus petista” tinha por praxe se comparar a Jesus, ato este mais do que “justo”[10] para a “entidade católica vermelhinha” CNBB. O Diabo não deve ter entendido nada com a “rasteira” que levou de Sua Santidade!

O maior evento cristão do mundo ignora a igreja perseguida: “sangue” não combina com “glamour”

Voltando à marcha… De tudo que li sobre o mais importante evento evangélico do Brasil, o que chamou minha atenção de maneira especial é que a “Marcha para Jesus” é considerada o maior evento cristão do mundo[11], e  segundo o pastor Malafaia, acontece em mais de cem países. Daí, me ocorreu a seguinte dúvida: por que um acontecimento de tanta visibilidade no meio evangélico traz dezenas de cantores do mundo gospel sequiosos para vender CDs – ops! Adorar a Deus – além de pastores famosos e políticos influentes, não DENUNCIA o GENOCÍDIO de cristãos e a CRISTOFOBIA que transtorna a vida de milhões de SERES HUMANOS que integram a minoria religiosa mais perseguida do mundo?

O tema da Marcha para Jesus foi “O Resgatador”. Será que os organizadores desse evento não percebem que existe um número expressivo de cristãos e não-cristãos que precisam ser “resgatados” de toda sorte de perseguição e violações de direitos humanos em países comunistas e muçulmanos? Por que a marcha aparatosa não pode abrigar além da “agenda política” e cantores famosos, os interesses da igreja que marcha em meio ao sangue diário dos seus mártires desconhecidos das multidões que marcham para Jesus em mais de cem países, mas esquecem daqueles que sequer podem pronunciar esse Nome nos países onde vivem?

Ao que parece, o “resgatador” perfilado pelos organizadores da “Marcha para Jesus” não concebe como necessário o “resgate” daqueles que não têm “voz” no cenário internacional e no país de população majoritariamente cristã. Realmente, iria ficar “sem graça” uma marcha onde no palco pudesse se contar, por exemplo, que onze dias antes do show, 95 cristãos foram fuzilados por muçulmanos no Mali sob o “silêncio global”, muitos deles queimados vivos, inclusive, mulheres, idosos e crianças que tentavam fugir do sangrento massacre[12]. “Pior ainda” seria “usar o palco” para pedir ao presidente Bolsonaro que solicite ao ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que denuncie o genocídio de cristãos na África e a Cristofobia na ONU, já que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, se negou a fazê-lo quando discursou na abertura do Segmento de Alto Nível da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra[13], poupando de possíveis críticas a entidade manifestamente anticristã.

Na agenda política da Marcha, o pleito mais reivindicado pelos evangélicos – reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel – também foi ignorado, apesar da presença do embaixador de Israel, Yossi Shelley[14]. Isso poderia estremecer a aliança com o presidente, pois os organizadores sabem que só um “milagre” fará com que a referida promessa de campanha seja cumprida tendo em vista a influência poderosa do mundo árabe em nossa política interna.

Inobstante o tom “julgador” que fatalmente me faz “pecar” para parte dos evangélicos fascinados por aquele “palco de luz e magia”, reconheço ser muito mais “agradável” ouvir “gritos” de um público alegre ao som das músicas que agitam o mundo gospel do que ouvir “clamores” tais como: “Brasil, reconheça o genocídio de cristãos armênios, gregos e assírios”! Ou, “Brasil, dê voz à igreja perseguida na ONU”!

A “lição petrina” sofreu uma “leve mudança” no palco da frágil militância gospel … em tempos de shows com milhões de pessoas encantadas por “iluminados” cantores famosos: “antes agradar aos homens, do que agradar a Deus”.

Por outro lado, imaginando o contraditório que se formará entre aqueles que acreditam nos “propósitos celestiais” da marcha, reconheço, também, que posso estar “carnalmente equivocada”, e por isso, aconselho aos organizadores  que me “envergonhem” provando que é Jesus Aquele que arrasta as “multidões” ao evento, não convidando cantores e pregadores famosos[15]. Convidem os “irmãozinhos desconhecidos” da mídia gospel, proponham ênfase nas orações, estudos bíblicos e pregações, peçam para que os participantes levem alimentos não perecíveis a fim de ser distribuídos aos pobres em nosso país, e aproveitem o ensejo para divulgar as obras mantidas e valores do financiamento de OBRAS HUMANITÁRIAS, e não apenas dos trabalhos missionários, já que “a fé sem obras é morta”. (Tg 2:26). Se os 3 milhões comparecerem, penso que “até morto vai ressuscitar de tanta glória”!!!

A propósito, na minha concepção, Jesus não precisa de marcha… para aqueles que acreditam Nele, basta obedecer os preceitos bíblicos e amar o próximo como a si mesmo, e Ele ficará muito satisfeito, até porque, o “comportamento irreprovável” diário é melhor testemunho de fé do que comparecer a um evento em que as “estrelas humanas” brilham mais do que a “Luz do mundo”.

Espero que no palco da próxima edição da Marcha para Jesus caibam – nem que sejam bem espremidinhos –  o suposto “anfitrião” e a dor da “igreja perseguida, Luzes que andam apagadas no “fim dos tempos”…

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

[1] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/06/20/em-sp-27a-marcha-para-jesus-reune-tres-milhoes-segundo-organizadores.ghtml

[2] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/21/marcha-para-jesus-em-sao-paulo-reuniu-45-mil-caravanas-veja-o-que-agradou-e-o-que-nao-agradou-aos-fieis.ghtml

[3] https://www.facebook.com/SilasMalafaia/videos/438645116675628/

[4] https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/marcha-para-jesus-tem-recado-a-catolicos-e-desafio-para-fe-de-multidao-em-sp.shtml

[5] https://www.obuxixogospel.com.br/2019/06/fernandinho-se-envolve-em-grande-polemica-com-catolicos-na-marcha-pra-jesus-de-2019/

[6] https://www.ofuxicogospel.com.br/2019/06/priscilla-alcantara-mais-seguida-instagram.html/

[7] https://oglobo.globo.com/brasil/na-marcha-para-jesus-bolsonaro-diz-que-tenta-reeleicao-se-povo-quiser-recebe-bencao-de-lideres-religiosos-23754013

[8] https://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaro-o-gesto-da-arma-na-marcha-para-jesus-e-a-risada-cafajeste-dos-pastores-por-daniel-trevisan/

[9] https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-envia-carta-para-ex-presidente-lula-72921

[10] https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2016/noticias/2016/09/26/lula-volta-a-se-comparar-a-jesus-no-rio-e-insinua-candidatura-a-2018.htm

[11] http://marchaparajesus.com.br/2019/historia-marcha/

[12] https://www.opendoorsusa.org/christian-persecution/stories/95-christians-killed-in-mali-attack-no-one-was-spared/

[13] http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/outras-autoridades-discursos/20089-discurso-da-ministra-da-mulher-da-familia-e-dos-direitos-humanos-damares-alves-na-abertura-do-segmento-de-alto-nivel-da-40-sessao-do-conselho-de-direitos-humanos-das-nacoes-unidas

[14] https://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/na-marcha-para-jesus-bolsonaro-diz-que-evangelicos-foram-decisivos-para-mudar-rumo-do-brasil.html

15] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/09/marcha-para-jesus-em-sao-paulo-veja-as-atracoes-confirmadas.ghtml

Judiciário e feminismo na contramão do combate à violência contra as mulheres

Por Andréa Fernandes

Na semana passada houve uma notícia que em outros tempos deveria ser, em tese, a pólvora necessária para explosão nas redes da revolta de grupos feministas e seus coletivos do ódio. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMBI) ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em face da lei que autoriza as autoridades policiais a concederem medidas protetivas de urgência às mulheres agredidas.

A Lei nº 13.827/2019, que altera a Lei Maria da Penha ( Lei nº 11.340/2006), sendo originária do Projeto de Lei da Câmara 94/2018, aprovado no Senado em abril, foi sancionada[1] pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira próxima passada, mas não causou celebrações por parte das “vozes feministas” na grande mídia, apesar de ter o propósito de facilitar a aplicação de medidas protetivas de urgência para mulheres ou a seus dependentes em casos de violência doméstica ou familiar.

A lei, aprovada sem vetos, outorga mais poder a autoridades do Judiciário e policiais para adoção de medidas protetivas emergenciais. Desse modo, segundo o novo dispositivo legal, constatada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher, ou de seus dependentes, o agressor deverá ser imediatamente afastado do lar,  domicílio ou local de convivência com a vítima. O afastamento urgente deverá ser determinado pelo juiz, delegado de polícia (quando o município não for sede de comarca) ou pela autoridade policial (no caso do município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível por ocasião da denúncia). Todavia,  quando as medidas protetivas forem determinadas por delegado ou policial, o juiz deverá ser comunicado no prazo máximo de 24 horas e decidirá em igual prazo sobre a manutenção ou revisão da medida, comunicando sua decisão ao Ministério Público, além do que, a norma que já está em vigor, dispõe que o juiz competente determinará o registro da medida protetiva de urgência em banco de dados mantido e regulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNN), o qual será acessado pelo Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança pública e assistência social[2].

O texto também prevê que os criminosos não devem ter liberdade concedida enquanto perdurar o risco à vítima ou à efetividade da medida protetiva.

A lei anterior estabelecia um prazo de 48 horas para que a autoridade policial comunicasse o juiz sobre as agressões sofridas pela vítima para que o mesmo decidisse sobre as medidas protetivas, mas a real aplicação das medidas protetivas demandava tempo que poderia resultar em fatalidade, pois a decisão judicial só entraria em vigor após o criminoso ser localizado e intimado por oficial de justiça[3].

Contudo, a Associação dos Magistrados Brasileiros ao ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF há uma semana (13/05), alega que a mudança fere o Princípio da Reserva de Jurisdição, violando os incisos XI e LIV, do art. 5º da Constituição Federal, partindo do pressuposto que não se pode cogitar a possibilidade de um delegado ou policial interferir na casa de alguém sem ordem judicial para tanto, ainda que para retirar o agressor, privando-o de liberdade, antes do devido processo legal. A lei não pode conter tal autorização porque a Constituição estabeleceu as exceções nela previstas de flagrane delito, desastre ou autorização judicial[4].

Segundo o teor da ADI, a nova lei institucionaliza o “Estado policialesco” e o “desvirtuamento do Estado Democrático de Direito”, e o patrono da Associação de Magistrados ainda usou a recorrente estratégia de “especulação” para alcançar êxito na demanda judicial, ao afirmar:

Ocorre que a maioria dos casos de violência à mulher – pelo que pode se ver das informações jornalísticas e que poderão ser objeto, para verificação, de diligência desse STF ou até de audiência pública – têm se verificado nas grandes cidades, onde o Poder Judiciário está presente, e não decorrem de ausência ou insuficiência da prestação jurisdicional”.

Trocando em miúdos a “audácia” da entidade representante do nosso querido Judiciário: não cabe, no caso em tela, a configuração do princípio processual básico do “ônus da prova cabe a quem alega o fato”. Juízes, quando integram a autoria de ação, podem delegar ao Judiciário a obrigação que seria sua, e por isso, a associação lança para as costas do STF a atribuição de “checar” a veracidade do seu argumento de que supostamente a maioria dos casos de violência contra mulher ocorreriam nas grandes cidades, onde presume-se que o Poder Judiciário estaria presente, pelo menos no sentido de “estrutura predial”. Aliás, se não “interessar” ao STF verificar a autenticidade do argumento, basta ratificá-lo.

A associação não juntou à sua peça inaugural um documento sequer mostrando as tais “informações jornalísticas” comprovando sua tese, que talvez não mereça ser “confrontada” por advir de “julgadores” preocupados com os “direitos constitucionais” dos “agressores machistas” que promovem violência contra as mulheres. Inclusive, peço “licença” para a contaminação pelo “vírus do feminísmo” ao não reconhecer temporária e metaforicamente que a Constituição deve ser obedecida, ainda que o seu teor privilegie, nesse caso, os “direitos” de perigosos criminosos, muito embora, saibamos que não faltam exemplos demonstrando que o STF “não está nem aí” para a observância da boa prática do Direito e respeito ao ordenamento jurídico, pelo que, quatro dos seus ministros[5] acataram a aberração de punição da homofobia com base na lei para o racismo[6]. Nesse caso, a chamada “analogia” entrou em cena única e exclusivamente por atender a “agenda progressista”, que via de regra, está acima dos reclames constitucionais, doutrinários e/ou jurisprudenciais.

Entrementes, é notório nessa ADI que o intuito da Associação de Magistrados é demonstrar com base em simples conjectura, que não haveria “prejuízo” para as mulheres que diariamente sofrem violência doméstica, ainda que estejamos cansados de assistir notícias alarmantes de agressão e “feminicídio”, cujos índices vêm crescendo de maneira avassaladora.

Daí, cumpre indagar, só por uma questão de “amor ao debate”: como pode a Associação de juízes acreditar na falácia de que seria possível levantar dados precisos sobre a identificação dos aludidos crimes contra as mulheres supostamente noticiados pela imprensa se a mesma informa que não há certeza nem mesmo do número verdadeiro de casos de violência contra a mulher, uma vez que pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada em fevereiro mostrou que no estado de São Paulo apenas 10% das mulheres que foram vítimas de alguma agressão procuraram a delegacia[7]? Ou seja, nem mesmo nos estados com suposta estrutura para registro e informação, não há como precisar números desse tipo de violência. Ademais, tem um agravante: a princípio, para algumas autoridades, o feminicídio não seria subnotificado, porém, os crimes anteriores ao assassinato das mulheres, sim! Logo, até mesmo no estado de São Paulo, há subnotificações no tocante à violência contra a mulher.

Outrossim, percebe-se que o nobre advogado da Associação de Magistrados não fez leituras acerca do tema. Se o fizesse, saberia que pesquisa divulgada pela FAPESP[8] aponta que:

Mais da metade das mulheres vítimas de abusos e agressões não denuncia seus algozes, possivelmente, porque são desencorajadas ou mal atendidas nas delegacias e serviços públicos de saúde. A conclusão consta da segunda edição do relatório “Visível e invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, divulgado em fevereiro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o DataFolha(…). Quase metade das mulheres continua sendo vítima de violência dentro de casa. Das que decidiram seguir em frente e denunciar seus agressores, apenas 22,2% procuraram um órgão oficial, como a Delegacia da Mulher. As outras 29,6% preferiram recorrer à ajuda da família, de amigos ou da igreja”.

Ué, por que será que na pesquisa acima referenciada não consta alusão a nenhum MOVIMENTO FEMINISTA ou COLETIVO prestando socorro às mulheres vítimas de violência? Ao que parece, o “sistema patriarcal religioso” vem sendo mais útil na tentativa de amparo às vítimas da violência doméstica.

Cabe ressaltar que são muitos os dados que devem ser averiguados para analisar se seria satisfatória a atuação do judiciário quanto a eficácia das medidas protetivas sob o comando da Lei Maria da Penha, caso a associação de magistrados tenha êxito na ADI. De fato, nem conhecemos ao certo, a natureza do fenômeno de “feminicídio” e a evolução das suas pernósticas garras nos últimos anos, uma vez que, conforme apurado pelo jornalista Daniel Sousa, somente a partir de outubro de 2016, o ISP (Instituto de Segurança Pública) passou a publicar, com periodicidade mensal, dados estatísticos referentes à incidência de feminicídio e tentativa de feminicídio. Antes dessa data, os registros eram todos como “violência contra a mulher” sem especificação, não se sabendo qual fenômeno caracterizaria a referida violência, o que mostra incipiência nas pesquisas sobre o tema.

Conforme dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada quatro mulheres no mundo é vítima de violência doméstica e a Agência das Nações Unidas estima que no Brasil, as notificações violentas envolvendo mulheres tenham aumentado cerca de 230% nas últimas três décadas, o que por si só, demonstra a gravidade e urgência de medidas sérias para mudar esse caótico quadro. Porém, no “paraíso midiático das feministas”, ainda não houve real interesse de discutir seriamente os complexos aspectos que envolvem a violência contra a mulher e nem mesmo pressionar o Legislativo a trabalhar no sentido de promover medidas que protejam as vítimas da violência masculina.

Feministas estão caladas nas redes acerca do intuito da Associação de Magistrados de expurgar um instrumento de defesa dos direitos das mulheres via STF, que é discutível realmente do ponto de vista constitucional , mas poderia ser discutida “solução legal” e rápida para a pendenga judicial in casu. Contudo, é difícil acreditar que movimentos feministas, ou mesmo jornalistas e humanistas seletivos “movam uma palha” para dar visibilidade a questão num momento em que não se importaram de fato com a tramitação do projeto de lei que visa evitar que casos de violência contra a mulher deixem de ser notificados à polícia. De modo que, não houve alarde , os casos de suspeita ou confirmação de violência contra a mulher atendida em serviços públicos e privados.

Conclusão: no Brasil a “analogia judicialesca” não comporta os direitos das vítimas da violência contra as mulheres e as feministas “não  têm peito” para defender as pautas que realmente importam para coibir o feminicídio e demais crimes contra a mulher. Assim, no país das narrativas do progressismo decadente, o feminismo continua “machista”.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Daniel Sousa – jornalista e graduando de História.

Imagem: Diário do Litoral

[1] https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2019/05/sancionada-proposta-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[2] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/14/publicada-lei-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[3]http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2019-05/lei-permite-medidas-emergenciais-mulheres-vitimas-de-violencia

[4] https://www.conjur.com.br/2019-mai-16/lei-autoriza-policial-conceder-medida-protetiva-questionada?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

[5] https://oglobo.globo.com/sociedade/quatro-ministros-do-stf-votaram-pela-punicao-de-homofobia-com-lei-sobre-racismo-23470946

[6] http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=403949

[7] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/02/26/violencia-contra-mulheres-praticada-por-vizinhos-cresce-uma-em-cada-cinco-relata-agressao-diz-datafolha.ghtml

[8] https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/03/07/faces-da-violencia-domestica/

Há de Fato Grupos Terroristas de Orientação Cristã ou Budista?

Por Andréa Fernandes e Gil Carlos Montarroyos

Há algum tempo vemos vários supostos especialistas proferirem duas justificativas básicas em entrevistas acerca dos constantes ataques terroristas perpetrados por grupos islâmicos. Inicialmente, afirmam que não se trata de “motivação religiosa” os atos de terror, uma vez que os muçulmanos que promovem a barbárie não estariam representando o “verdadeiro Islã”, que essencialmente defenderia a paz e coexistência entre os povos. Ultrapassada a “blindagem” sem nenhum respaldo histórico ou doutrinário para tal, emendam com o seguinte argumento: “há também grupos terroristas cristãos”, porém, os massacres promovidos por muçulmanos contra as comunidades cristãs no Sri Lanka reforçaram a tese – até então tímida – de “terrorismo budista”. Assim, o intuito de deslegitimar a base islâmica no terrorismo global acabou criando tacitamente a ideia de que outras religiões dariam suporte para que os seus seguidores promovessem terrorismo.

Entretanto, todo aquele que prestigia a rara “honestidade intelectual” nos debates deveria perguntar: há de fato grupos terroristas cristãos e budistas em atuação no mundo hodierno? A resposta é simples, clara e retumbante – NÃO! O fato de grupos formados por cristãos ou budistas exacerbarem suas retaliações a ataques de grupos terroristas islâmicos não os fazem terroristas cristãos ou budistas, até pelo fato de não haver amparo para esse tipo de atividade paramilitar em ambas as religiões.

Mas, por que vemos “especialistas” repercutirem essas falácias em entrevistas sempre que há atentados terroristas praticados por jihadistas? A resposta também é simples – desinformação em favor do Islã. Enquanto a opinião pública global desconhece o conteúdo de sectarismo, antissemitismo e discursos de ódio “comuns” no mundo midiático muçulmano, há no Ocidente uma desencabulada militância islâmica na grande mídia promovendo eficientemente a ocultação das barbáries promovidas por governos, grupos e líderes religiosos muçulmanos em nome do Islã, ao mesmo tempo em que minorias muçulmanas utilizam a legislação dos países ocidentais que as acolheram para impor a implantação da sharia (lei islâmica), criminalizando e censurando as críticas ao cânon doutrinário muçulmano.

Aplicação da “Lei da Blasfêmia” na Europa

A aplicação prática a que inconscientemente já estão sendo forçados a adotar os europeus, muito além de partes da sharia, a fim de prestar submissão ao Islã ficou claramente demonstrada em outubro de 2018, em controversa decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que corroborou a aplicação da “lei da blasfêmia” em toda a sua jurisdição a fim de “preservar a paz religiosa” na Europa. Isso causou um precedente perigoso, pois o aludido julgamento firmou o entendimento de que críticas a Maomé – fundador do Islã –  configura “incitação ao ódio”, resultando em notória violação à liberdade de expressão, bem como uma evidente constatação do lobby pró-Islã. No processo sub oculis, a austríaca Elisabeth Sabaditsch-Wolff foi condenada por supostamente “denegrir crenças religiosas” ao ousar informar aos ouvintes de suas palestras sobre os perigos do fundamentalismo islâmico, que segundo a tradição,  o profeta Maomé casou-se com uma menina de 6 anos e manteve relações sexuais quando a criança completou 9 anos.

O precedente jurisprudencial do Tribunal Europeu de Direitos Humanos autoriza os Estados da Europa a promoverem restrição ao direito à liberdade de expressão se ocorrer discurso considerado “ofensivo” aos muçulmanos, ainda que fundamentados em dados históricos e nos demais aportes religiosos belicosos que não costumam ser divulgados abertamente no Ocidente. A “mordaça islâmica” foi consubstanciada através de alguns instrumentos e normas legais visando censurar as críticas e/ou informações que resultem na problematização do Islã.

Um exemplo a ser citado versa sobre o “conluio” das principais plataformas digitais –  notadamente Facebook, Twitter, YouTube (Google) e Microsoft – formalizando o “Código de Conduta sobre a Oposição ao Discurso ilegal de Ódio Online[1] para combater supostas expressões de racismo e xenofobia, apesar de não existir no referido código de conduta e nas leis europeias uma definição clara do que vem a ser “discurso ilegal de incitamento ao ódio”, impedindo, na prática, denúncias de violações dos direitos humanos fulcradas na crença islâmica.

Por outro lado, o “código de conduta” com países muçulmanos funciona “à moda sharia”: a pedido do governo indonésio, o Google lançou o aplicativo “Smart Pakem” para Android através do qual se possibilita que muçulmanos denunciem outros muçulmanos ou integrantes de minorias que professem crenças “equivocadas” em violação da sharia, que proíbe insultos ao Islã, insultos contra o profeta Maomé ou o reconhecimento de qualquer outra religião além do Islã[2]. Já na Arábia Saudita, a Apple e Google disponibilizaram há alguns anos em suas lojas de apps o “Absher”, a fim de que os homens monitorem as mulheres que estão sob sua “guarda misógina” impedindo-as de viajar sem “autorização patriarcal”, o que mostra que a preocupação com violação dos direitos humanos não é o foco para os gigantes da TEC quando celebram seus acordos para promover censura mundo afora[3].

Nessa verdadeira batalha para alcançar o sucesso absoluto da “hegemonia midiática islâmica”, países muçulmanos e seus “aliados ocidentais” não poupam esforços. São várias as emissoras de televisão no mundo muçulmano que são publicamente terroristas: Al-Manar (Hizballah), Al-Aqsa (Hamas) e Al-Zawra (Iraque). Outras estações em países muçulmanos despejam diariamente discursos de ódio contra os muçulmanos considerados “apóstatas” e/ou não-muçulmanos, além de propagarem demonização de grupos minoritários. Alguns desses canais são controlados por monarquias e poderosos grupos safafistas do Oriente Médio, como a TV Wesal, financiada pelo setor privado de salafistas do Kuwait, Catar e Arábia Saudita.

Contudo, a insidiosa TV Al-Jazeera – controlada pelo Emirado do Catar – é considerada um dos mais populares canais do mundo árabe e se destaca também no Ocidente, recebendo elogios de grandes jornais, tais como “The Guardian” e “New York Times”, mas, defende abertamente o grupo terrorista palestino Hamas, além da perigosa Irmandade Muçulmana e serviu como “agente de propaganda” do Estado Islâmico ao receber com “louvor” em seus programas “personalidades” que ovacionaram o grupo terrorista genocida, chamado pela emissora de “organização estatal”. Nem as rezas do Líder da União Mundial dos Sábios Muçulmanos, sheik Yusuf al-Qaradawi, no programa mais popular da emissora – intitulado “Sharia e Vida” – clamando a Alah pela morte de todos os judeus abalou a sua “credibilidade”[4].

  Para quem não conhece a perigosa influência do Catar, financiador da Al- Jazeera, vamos discorrer brevemente sobre o tema.

A Influência Geopolítica do Catar no Sistema Internacional

Micro país de orientação islâmica (1)[5], localizado na península arábica, monarquia absolutista de formação majoritária de muçulmanos sunitas. Governado pela família Al-Thani desde meados do século XIX, o Catar nos últimos 60 anos transformou-se de um pobre protetorado britânico – observado principalmente por pertencer a um Estado independente com significativas receitas de petróleo e gás natural – sendo alçado a nível de um “global player[6]”, após a ascensão ao trono de Hamad bin Khalifa Al-Thani, inclusive na projeção de hard power[7], principalmente como o maior financiador de grupos terroristas islâmicos do mundo, como por exemplo, Hamas, Hizballah, Autoridade Palestina, dentre outros.

O contínuo desvio das receitas petrolíferas em meados da década de 1990 pelos emires do Catar permanecendo continuamente na Europa atrofiou o crescimento econômico do país. O ex-embaixador Hamad bin Khalifa Al-Thani, que derrubou seu pai em um golpe sem derramamento de sangue em 1995, introduziu amplas reformas no campo político e midiático, investimentos econômicos sem precedentes e um crescente papel de liderança regional do Catar, em parte por meio da criação da rede de notícias árabe via satélite Al-Jazeera, e, também pela constante ingerência em alguns conflitos regionais – dentre os quais, o conflito Israelo-Palestino – e o apoio a grupos terroristas como o Estado Islâmico e milícias Houtis no Iêmen.

Nos anos 2000, O Catar resolveu suas antigas disputas fronteiriças com o Bahrein e a Arábia Saudita e, em 2007, alcançou a maior renda per capita do mundo. O Catar não experimentou agitação doméstica ou violência como a observada em outros países do Oriente Próximo e Norte da África em 2010-11, em grande parte devido à sua projeção econômica. Em meados de 2013, Hamad abdicou pacificamente, transferindo o poder para seu filho, o atual Emir, Tamim bin Hamad.

Tamim continua popular com o público Catariano, tendo priorizado melhorar o bem-estar político, social e econômico do emirado, incluindo o estabelecimento de sistemas avançados de saúde e educação e expandindo a infraestrutura do país em antecipação à realização da Copa do Mundo de 2022, em Doha.

Recentemente, as relações do Catar com seus vizinhos têm sido conturbadas. Após o surto de agitação regional em 2011, Doha se orgulhou do seu apoio a muitas revoluções populares, particularmente na Líbia e na Síria. Essa postura foi prejudicial às relações do Catar com Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU), que temporariamente retiraram seus respectivos embaixadores de Doha, em março de 2014.

O emir pessoalmente supervisionou o aquecimento das relações do Catar com Bahrein, Arábia Saudita, e os Emirados Árabes Unidos em novembro de 2014, após a mediação do Kuwait e assinatura do Acordo de Riad. Em junho de 2017, no entanto, o Quarteto – Bahrein, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – cortaram relações diplomáticas e econômicas com o Catar em resposta a supostas violações do acordo. Este impasse continua, muito por sua atuação direta em apoio a milícia xiita Houti no Iêmen, fato que prejudica diretamente a potência regional – a Arábia Saudita – diante de seu maior rival regional, o Irã.

Entrementes, é de curial relevância resssaltar que, segundo relatórios de inteligência das principais potências ocidentais, esse pequeno país sustenta no âmbito financeiro praticamente todos os grupos de propagação do Islã, juntamente com a Arábia Saudita, Irã e Turquia. Não obstante a essa atividade, houve a ruptura dos antigos parceiros regionais, Catar e Arábia Saudita, no sistema regional do Oriente Médio.

Retornando ao assunto em tela, entendemos os motivos de tamanha militância islâmica em todo o Ocidente – milhões de dólares – em propagação do islã através de mussalas, madrassas e mesquitas, inclusive em locais sem nenhuma tradição dessa ideologia político-religiosa, como a mussala no bairro de Rio Doce (2)[8], em Olinda-PE, além dos centros islâmicos em Natal, Aracajú e Fortaleza.

Grupos Terroristas Religiosos – Estudo de Caso

Segundo o GTD – Global Terrorism Database[9], são aproximadamente 2884 grupos terroristas catalogados, sendo a maioria absoluta de grupos de orientação islamo-marxista, seis de orientação supostamente “cristã”, e nenhum de orientação budista. Mas, há de fato grupos terroristas cristãos, no sentido de propagar a fé cristã pela violência? Absolutamente, não! De certo, não há nenhum amparo nas escrituras teológicas cristãs o proselitismo baseado na violência, muito pelo contrário – “Não por força e nem por violência, mas, pelo meu espírito, diz o Senhor” – Zacarias 4:6. Mas, por que insistem em atribuir essa atitude violenta aos cristãos e ao Cristianismo? Como não poderia deixar de ser, os “arautos da mentira” recorrem às concepções anacrônicas para explicar eventos atuais.

Bem, muito embora não haja amparo nas Escrituras para uso de um proselitismo violento, houve um grande período da Cristandade em que essa prática foi usada. Segundo alguns autores, do início das Cruzadas, entre 1090 até 1824, com o fim da Inquisição no Brasil, houveram eventos de extrema violência no processo de cristianização do mundo – da Terra Santa à Escandinávia – do Império Romano aos Autos-de-fé inquisitoriais. Tanto na Europa, quanto no “Novo Mundo”, houveram verdadeiras carnificinas, muito embora não havendo nenhum respaldo teológico para tais atos, tratando-se apenas de expansão política do Estado papal. Cumpre destacar que, houve também, durante as Cruzadas o contra-ataque tardio a séculos de agressão muçulmana visando recuperar terras cristãs e defender os cristãos dos ataques da jihad muçulmana, cuja hostilidade sangrenta aos não-muçulmanos iniciou-se há mais de 450 anos antes do saque cruzado a Jerusalém.

Até mesmo a odiosa Inquisição que promoveu banhos de sangue com intuito de pretensamente combater a “heresia” foi promovida sem amparo bíblico. Inclusive, na Idade Média a heresia era considerada um “crime contra o Estado” punível com a pena de morte, ressaltando, com isso, o aspecto político camuflado de dogma religioso. Porém, a falta de amparo teológico levou a Igreja a reconhecer o grave erro: o Papa João Paulo II ao lançar um livro sobre a Inquisição repetiu a frase retirada de um documento do ano 2000, em que pela primeira vez o lider máximo da Igreja Católica pediu perdão pelos “erros cometidos a serviço da verdade por meio do uso de métodos que não têm relação com a Palavra do Senhor. Os “métodos” incompatíveis com os escritos sagrados seriam a tortura, conversões forçadas e fogueiras nas quais eram queimados os acusados de heresia[10]. Atualmente, nenhum “grupo terrorista” supostamente cristão se refugia nos “fundamentos” da Inquisição para perpetrar atos de terror.  Muito diferente da ideologia político-religiosa do Islã: segundo a autoridade religiosa sunita mais influente do Oriente Médio, Yusuf Al-Qaradawi, o Islã só sobreviveu durante tantos séculos graças à aplicação da “pena por apostasia”, geralmente morte. Todavia, a fala do renomado islamita não foi proferida em discurso com pedido de desculpas; muito pelo contrário, Al-Qaradawi evocou o alusivo fato histórico para sustentar entendimento de justificar a continuidade da pena de morte por apostasia[11].

Há centenas de referências do uso da força na propagação da fé islâmica no Alcorão – Sunnah (textos atribuídos ao profeta), hadiths (coletâneas de falas do profeta), e fatwas (Jurisprudência islâmica) – desde sempre esses mandamentos foram e são praticados sem qualquer constrangimento. Há sem sombra de dúvidas todo um embasamento corânico para a aplicação da violência contra os infiéis (não-muçulmanos). Desde a sua gênese, o Islã sempre fez uso desenfreado da força como meio de persuasão proselitista. Diversas tribos e povos foram convertidos ao Islã sob essa prática. Embora existam muitos que tentam a todo custo negar a necessidade do uso da violência por parte do muçulmano para impor aos “infiéis” a fé islâmica, sabemos que se trata apenas de taqyyah, uma das muitas formas de mentira permitida no islã para “persuadir” o não-muçulmano a crer no Islã.

Taqiyyah e dissimulação: as más práticas do Islã

Segundo consta na Sunnah, nos Hadiths e em muitas fatwas, aos muçulmanos de todas as idades e sexos é permitido dissimular e mentir tanto para se proteger quanto para expandir o Islã, sendo exemplos de preceitos que permitem a mentira e a dissimulação: Alcorão – 16:106, 3:28, 9:3, 40:28, 2:225, 66:2, 3:54. HadithBukhari: 50:369, 52:269, 49:857, 84:64-65, Muslim: 32:6303.

Para o muçulmano, o dever da verdade existe somente em relação a outro muçulmano, enquanto que para o não-muçulmano, também denominado kafir (infiel), é permitido mentir das mais diversas formas, para não prejudicar o Islã. Ou seja, se dizer a verdade em dado momento for prejudicial ao Islã, é permitido mentir e/ou dissimular.

Essas mentiras e dissimulações visam ganhar a confiança dos infiéis, expor suas vulnerabilidades, desviar a atenção das verdadeiras intenções para no fim, subjugá-los. Algumas das formas permitidas de mentir são:

  • TAQIYYA ou MUDA’RAT – dizer algo que não é verdade.
  • KITMAN – mentir omitindo, como, por exemplo, citar para um infiel somente parte de um preceito que o cativará e o levará a conversão, sem dizer o restante e a quais outros preceitos está ligado.
  • TAWRIYA – fazer uso da ambiguidade para confundir e enganar o infiel.
  • TAYSIR – ludibriar o infiel demonstrando flexibilidade e moderação dizendo não observar todos os princípios da sharia.
  • DARURA – quando o muçulmano, para beneficiar e fazer avançar o Islã, engana o infiel (não-muçulmano), praticando atos que segundo o Alcorão e os Hadiths são proibidos, como, por exemplo, a exposição de mulheres muçulmanas em atividades que não lhes são permitidas para fazer crer que a opressão da mulher no Islã não é verdade ou quando se travestem à moda ocidental, como o presidente deposto do Egito Mohammed Mursi, que após a deposição, foi apoiar a Irmandade nos EUA.

De todas as formas de mentir, no entanto, a mais emblemática e que representa bem o que ocorre na Europa e que se espalha para o resto do mundo ocidental, é a MURUNA, que consiste em suspender temporariamente a SHARIA – o cumprimento dos preceitos – para fazer crer que todos os imigrantes muçulmanos são moderados, onde as primeiras levas de muçulmanos, quando estão se estabelecendo, deixem transparecer uma áurea de compatibilidade e adaptabilidade, de que não são uma ameaça, perante os não-muçulmanos do país acolhedor, até o ponto em que novos imigrantes vão chegando e a comunidade ganhe força, ocasião em que a sharia é retomada.

Por isso, quando alguns afirmam que não existe diferença entre um muçulmano moderado e um muçulmano radical, é porque, em certos casos, enquanto alguns iludem quem os acolhe, outros ganham tempo para agir na destruição de tudo que o Islã combate. Na verdade, o Ocidente não está preparado para enfrentar os sérios problemas decorrentes da impossibilidade de assimilação de garnde parte dos muçulmanos; os valores e os freios morais judaico-cristãos impedem que enxerguemos uma cultura díspar como ela realmente é; tendemos a acreditar nas palavras das pessoas, medindo-as pelos nossos valores; não concebemos a hipótese de alguém estar mentindo enquanto fala de paz e amor. Mas, “paz e amor”, segundo os paradigmas acima expostos, conduzem o “muçulmano ortodoxo” não apenas a defender sua ideia de fé original, vai além, conduzindo-o a usar os meios em detrimento dos fins com intuito de propagar o Islã no mundo infiel.

Dessa forma, utilizando as estratégias de “Taqiyyah” e “Muruna” previstas no seu arcabouço doutrinário aliadas aos estereótipos inventados em acordo com lideranças seculares progressistas para culpar e inferiorizar todas as demais religiões, o Islã salafista e/ou wahabbita segue utilizando o “terror” e a “vitimização” como instrumentos de dominação.

No Ocidente pós-cristão, a guerra de narrativas continua sendo vencida pela espada!

 

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Gil Carlos Montarroyos – Internacionalista e historiador com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem RFI

[1] https://www.epochtimes.com.br/uniao-europeia-censura-internet-para-combater-discurso-odio/

[2] https://www.jihadwatch.org/2018/12/indonesia-google-approves-app-enabling-muslims-to-report-people-who-commit-blasphemy

[3] https://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2019/02/15/absher-app-rastreia-mulheres-arabia-saudita-apple-google.htm

[4] https://www.gospelprime.com.br/al-jazeera-e-o-pedido-de-apoio-de-gleisi-hoffmann/

[5] https://www.cia.gov/library/publications/resources/the-world-factbook/geos/qa.html.

[6] Ator global do sistema internacional.

[7] Projeção ou influência militar em amplo espectro.

[8] http://arresala.org.br/institutos-islamicos#1514845269605-8efc063b-41cf.

[9] https://www.start.umd.edu/gtd/search/BrowseBy.aspx?category=perpetrator.

[10] http://www.montfort.org.br/bra/cartas/historia/20040622192702/

[11] https://www.gatestoneinstitute.org/3572/islam-apostasy-death

De Jesus a Alá: entenda o fenômeno dos evangélicos islamizados

Por Ulisses Araújo

                O recente – e presente – fenômeno de evangélicos se convertendo ao Islã tem chamado a atenção de alguns e é digno de nota.  Por que evangélicos estão se tornando muçulmanos?  A resposta vai para além da questão em si, pois esse êxodo religioso é apenas indício e consequência de um problema já sistêmico – e epistêmico – nos arraiais evangélicos.

                Há trinta, quarenta anos, os evangélicos representavam parcos 3% da população brasileira.  Quem eram, então, os evangélicos?  Eram membros das chamadas igrejas “históricas” ou “tradicionais”:  Presbiteriana, Batista, Assembleia de Deus, Metodista, Congregacional, para citar as mais proeminentes.  Cada nome desses indicava uma variação bem definida:  dois, três grupos sob o rótulo, grupos esses que se identificavam com princípios claros.  Ser batista, então, significava pertencer principalmente a um de dois grupos mais pronunciados, o mesmo valendo para as igrejas presbiterianas, e por aí vai.

                Os evangélicos eram os “crentes”, também chamados de “bíblias”, por conta da prática de andarem com uma Bíblia debaixo do braço a caminho da Igreja.  Eles eram poucos:  viver uma vida de renúncias – não pode isso, não pode aquilo – não era lá muito convidativo.

                O tempo passa e nos anos 70 e 80 começam a chegar ao país os movimentos não denominacionais.  São grupos fora do mainstream tradicional, com suas estruturas menos rígidas e práticas mais abrasileiradas – sem terno, sem saião, sem música sacra.  O tempo trouxe a compreensão de que a fé não está nas vestimentas e tradicionalismos.  Esse esclarecimento traz uma perda à rigidez, exatamente em virtude de uma ênfase maior na mensagem.  É um amadurecimento.  As igrejas à moda antiga continuam a existir, mas já não são as únicas.  Essa mudança na práxis evangélica não traz junto de si um prejuízo doutrinário:  ela é na verdade fruto de reflexão e amadurecimento.  É o início da expansão do evangelicalismo brasileiro.

                 A década de 70 protagoniza também o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, a primeira de um grupo de instituições bem assemelhadas:  um linguajar evangélico e um conteúdo um tanto heterodoxo.  O culto parece estar focado em Jesus, há uma pregação aparentemente bíblica, mas olhos atentos já notam a ausência da ortodoxia doutrinária presente nas outras igrejas, tanto as antigas quanto as mais recentes:  é a fase do “Neopentecostalismo”, termo guarda-chuva usado para designar um conjunto de instituições que mantém a ênfase na manifestação de dons espirituais – traço fundamental do Pentecostalismo -, mas sem a fundamentação doutrinária calcada na Bíblia, que cede lugar ao sentir, aos achismos de seus líderes (“revelações”) e à emoção.  Práticas estranhas são introduzidas no culto e na vida dos membros. Nesse movimento estão outros grupos mais ou menos aparentados; trata-se, em linhas gerais, do segundo alargamento – agora bastante pronunciado – do movimento evangélico, quando coexistem movimentos extremamente diversificados.  Acaba havendo uma identificação genérica entre grupos mais ou menos ortodoxos:  o termo “evangélico” já é polissêmico.

                A década de 90 assiste ao boom evangélico:  a fé de 3% dos brasileiros ultrapassa os 15.  Sociólogos e estudiosos da religião já anunciam um Brasil evangélico para as próximas décadas. 

                A “religião evangélica” já conta  com prestígio e popularidade jamais imaginados vinte, trinta anos antes.  A fé conquista o brasileiro; todo mundo tem uma tia, um amigo evangélico.  Crescem os simpatizantes; chegam celebridades.  Os anos 2000 veem os evangélicos alcançar o patamar da casa dos 20%.  Na cidade do Rio de Janeiro, são 40!  Em toda vizinhança há alguém escutando “louvor”.

                Um olhar mais atento revela algo, entretanto:  os evangélicos de tradição continuam a ser uma minoria dentro da população como um todo – e são também dentro da população evangélica.  As igrejas mais antigas até se beneficiam do boom, afinal a visibilidade das outras igrejas respinga também nelas.

                 A Assembleia de Deus cresce, a Igreja Batista também, mas é preciso notar que  há vários grupos – independentes e denominacionais – adotando esses nomes.  A Assembleia de Deus são várias!  Os evangélicos mais ortodoxos de quarenta anos atrás continuam sendo minoritários. 

                É bem certo que dentro de tantas igrejas mais novas existem pessoas que compreenderam as distorções.  Estes acabam por migrar para igrejas com uma prática condizente com a Bíblia.

                Fato é que o boom evangélico é protagonizado por grupos que já não correspondem à ortodoxia de décadas anteriores:  há muita emoção, muita comoção, muito barulho – e (quase) nenhuma doutrina.  Tal fenômeno é uma faca de dois gumes:  ele atrai, mas também é um fator de repulsa.  Vejamos.

                O evangélico brasileiro mediano é não raro alguém que aderiu a um movimento socialmente convidativo.  Diferentemente dos antigos, o evangélico na atualidade foi atraído a um espaço extremamente encantador:  a Igreja, lugar que em décadas passas só era visitado por não crentes após sucessivos e insistentes convites de amigos.  Ia-se à Igreja mais por educação.  Esse lugar enfadonho era pisado a fim de se honrar a promessa feita a algum amigo “crente”, que fizera um convite tão amigável e sincero para assistir à “programação de Natal”.  Agora, os tempos são outros:  Igreja é lugar de boa música, o “louvor”, festa, passeios, “palavra de Vitória”.  A partir de uma perspectiva teológica, isso não é um problema em si; o problema é quando esses elementos são os condicionadores de uma mera “adesão”, em lugar de uma “conversão”, esta desencadeada por um processo de reflexão e confronto com uma mensagem nada animadora:  reconhecer-se pecador e abrir mão de antigas práticas, dinâmica compreendida e apreendida de fato pelos conversos genuínos.

                Aí começa o problema:  a “adesão” não é característica da mensagem cristã, pois a união a uma Igreja deve ser, de acordo com as fontes dos documentos fundantes do Cristianismo, fruto de conversão e não de aculturação.  A História mostra que a simples adesão é corolário de um “Cristianismo cultural”.  A implicação prática desse status de religião de moda é que existe uma massa evangélica que nada ou pouquíssimo sabe a respeito das bases da fé que supostamente abraçou.  Pula-se, canta-se, sente-se, mas nada se sabe:  o analfabetismo bíblico é patente.  O evangélico é raso.  Ele faz colocações que jamais passariam pela mente de um semianalfabeto na década de 60, que já havia lido a Bíblia três vezes. 

                Tal quadro não é uma simples chave de leitura:  ele é a própria explicação de uma realidade que vai contra os prognósticos de estudiosos alguns anos atrás, quando se falava em um “Brasil evangélico”.  O boom evangélico é na verdade um inchaço:  as igrejas crescem em tamanho – e só.  Exceções existem. 

                Como fruto dessa realidade, os que simplesmente fizeram uma adesão social cedo ou tarde descobrem que há algo melhor para se fazer domingo:  ficar em casa vendo televisão ou ir ao bar.  Esses são os “ex-evangélicos”, um desdobramento óbvio e necessário do crescimento desordenado das igrejas.  O IBGE já os indica e este grupo é fundamental na compreensão do êxodo em direção ao Islão.

                Estudos em Sociologia e afins e o próprio IBGE têm agora de dar conta dos “evangélicos não praticantes”, algo impensável há décadas.  São pessoas que creem em Jesus e tomam a Bíblia como Palavra de Deus, mas não vão mais à Igreja, e o motivo é simples:  chegaram à conclusão de que o que veem dentro das realidades eclesiásticas está longe do que preconiza o Evangelho.  Como não encontraram uma instituição fiel às Escrituras, se cansaram de procurar e optaram por viver uma fé mais individual, fora daquilo que chamam de “sistema”.  São conhecidos como “desigrejados”.  Entre os decepcionados há alguns que, após um tempo de busca, acabam por se estabelecer em congregações mais tradicionais.  Isso é também uma consequência natural do boom.

                Dentro do “Evangelho cultural” estão também os filhos de evangélicos, os quais por muito tempo seguiram a fé dos pais, mas que quando puderem fizeram sua própria opção e deixaram de seguir os ensinamentos recebidos na infância.  Estes também se enquadram no “Evangelho cultural”, e sua renúncia é perfeitamente compreensível e lógica, pois sua pertença era meramente uma herança.

                Fato é que o crescimento das igrejas evangélicas é quantitativo, o que é incompatível com o cerne da mensagem cristã que, via de regra e historicamente, gera um crescimento qualitativo apenas, causado por conversões genuínas.  Todas as vezes que o Cristianismo se caracterizou por ser um movimento de adesão e não de conversão, o que é totalmente contraditório, os resultados foram nada bons.

                Está aí, então, a causa das conversões ao Islã:  elas são apenas mais um consequência do crescimento desordenado das igrejas evangélicas e de um Cristianismo cultural.  Enquanto adesão condicionada é algo simplesmente incompatível com a fé cristã, o Islã tem nela uma de suas forças, seja pela imposição explícita, seja pelo uso de estratégias mais sutis.  Evangélicos falsos acabam sendo, portanto, alvos certos da islamização:  enquanto membros de igrejas, eles nada sabiam do próprio Evangelho, e a religião de Maomé lança apelos encantadores e simplesmente se propõe a ensinar-lhes aquilo que para eles não estava claro.  Como o Islã é extremamente legalista e apela portanto para o senso de religiosidade, o novo converso sente seu ego afagado pelo fato de construir um merecimento escatológico:  nada melhor do que conquistar o paraíso por esforço próprio.

                O êxodo de evangélicos para o Islã não deve causar surpresa.

Para saber mais sobre a História das igrejas evangélicas no Brasil, é indispensável a leitura do livro História da Teologia no Brasil: uma análise da Teologia no Brasil e da possibilidade de existência de um sistema teológico caracteristicamente brasileiro, de Henrique Ribeiro de Araujo, Editora Teologia Contemporânea.

Ulisses Araújo – professor, bacharel em Teologia e ativista da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.