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Memorial do Holocausto acusa ativista de “difamação” por denunciar monitora que banalizou o Holocausto

Diretor se revoltou com a postura da presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) ao denunciar a escritora Maura Palumbo por afirmar em jornais que o “Brasil é um campo de concentração a céu aberto”

Na noite de sexta-feira(29), a advogada Andréa Fernandes, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, tomou conhecimento da manifestação do Diretor Educativo do Memorial do Holocausto, Reuven Faingold, acusando-a de promover “ofensas” e “difamações” contra a entidade por ter denunciado a “relativização do Holocausto” promovida por sua monitora Maura Palumbo em dois jornais.

A presidente da ONG EVM vinha fazendo postagens denunciando a monitora do Memorial do Holocausto, Maura Palumbo, pelas entrevistas concedidas ao jornal ‘O Globo’[1] e Tribuna da Bahia[2] defendendo a tese de que “o Brasil é um campo de concentração” devido as mazelas sociais existentes no país, o que é considerado um acinte à memória das vítimas do Holocausto, já que além de não haver qualquer “política de estado” no país instaurando campos de concentração, os contextos de sofrimento dos brasileiros em função da ineficiência de políticas públicas e o desespero das vítimas de “eliminação sistemática” perpetradas por um regime ideológico genocida são completamente incomparáveis.

O primeiro artigo denunciativo foi postado no dia 24 de setembro com o título Como pode uma monitora do Memorial do Holocausto chamar o Brasil de campo de concentração aberto?Na ocasião, Andréa Fernandes alertou para a fala extremista da monitora em alguns momentos da entrevista ao jornal ‘O Globo‘, quando afirmou, por exemplo, que o “nazismo persiste” e que o “desejo de extermínio é muito evidente”, especulando nós vivemos isso aqui. A tese central da monitora, que também é escritora foi externada da seguinte maneira: EU CHAMO O PAÍS DE CAMPO DE CONCENTRAÇÃO ABERTO PORQUE TEMOS TODOS OS INGREDIENTES: A MISÉRIA, A FALTA DE CULTURA, DE ASSISTÊNCIA, DE SAÚDE, PESSOAS NO COMANDO NOS MANIPULANDO.

Nesse artigo, que também foi postado na página oficial da entidade, o único momento em que a advogada se refere ao Memorial do Holocausto o faz com respeito e consideração aos profissionais da instituição frisando:

Termino minhas considerações abismada com o fato da autora em questão exercer MONITORIA no Memorial do Holocausto, em São Paulo. Conheço a instituição e sei que é integrada por especialistas no tema e jamais imaginei que aceitariam ter em seus quadros, uma autora-militante que vergonhosamente relativiza conceitos centrais do Holocausto, o que acaba inconscientemente banalizando as atrocidades ocorridas a partir do momento que o brasileiro que pouco ou nada sabe sobre o Holocausto ouve “senso comum”  afirmar que aqui temos “campos de concentração”, o que, na melhor das hipóteses, é um total DESRESPEITO à memória das vítimas da barbárie que perderam suas vidas naquelas “fábricas de morte em série”.

Apesar de tentar entrar em contato com a diretor geral da entidade, a advogada não teve êxito, só conseguindo o e-mail de um dos diretores após conclamar seus seguidores nas redes em razão do descaso do(s) administrador(es) da página da instituição que não atenderam seu pedido. Estranhamente, mesmo sabedor da denúncia da presidente da ONG EVM, ao visitar a página da instituição,  Reuven se manteve silente.

A segunda manifestação que envolveu a entidade foi uma postagem com o print retirado da página de Maura Palumbo com o teor completo da entrevista ao jornal “Tribuna da Bahia” intitulado “Até quando o Memorial do Holocausto/SP vai manter como ‘monitora’ uma escritora que afirma em jornais que o Brasil tem campos de concentração? Isso é afronta à memória das vítimas do Holocausto”. A advogada cobra posicionamento da entidade salientando:

Logo, considerando as AÇÕES GRAVES e INACEITÁVEIS por serem explicitadas por uma suposta “especialista” que palestra pelo Brasil, CABE ação urgente da CONIB e demais entidades representativas da comunidade judaica para pressionar o MEMORIAL DO HOLOCAUSTO a PROMOVER O DESLIGAMENTO IMEDIATO DESSA SENHORA DE QUALQUER ATIVIDADE VINCULADA À INSTITUIÇÃO, INCLUSIVE, A MONITORIA, BEM COMO REFUTAR PUBLICAMENTE o “discurso político-ideológico” da militante travestida de escritora relativizando a barbárie do Holocausto, E EXIGIR A RETRATAÇÃO PÚBLICA NOS MESMOS JORNAIS onde Maura Palumbo proferiu tais aberrações, retratação esta, que deve ser exposta também na página da referida senhora.

E também:

Na oportunidade, informo que, em não havendo o posicionamento público do Memorial acerca da conduta ora relatada, após o recebimento do requerimento que será encaminhado pela ONG Ecoando a Voz dos Mártires, FORMALIZAR-SE-Á REQUERIMENTO JUNTO À EMBAIXADA DE ISRAEL e AO CONSULADO comunicando as ações desrespeitosas!

Devo lembrar que, a consubstanciação de DESAGRAVO é INDISPENSÁVEL para que se efetive lídima JUSTIÇA com todas as vítimas do Holocausto, inclusive, as não-judias. Assim, CONTO com todas os amigos judeus que se solidarizam com essa causa humanitária a fim de se mobilizarem para que a CONIB também venha agir nesse vergonhoso caso objetivando rápida solução.

Como se vê, nenhuma “difamação” ou “ofensa” direcionada à entidade. A advogada apenas denunciou a entrevista da monitora Palumbo e reivindicou posicionamento público da entidade devido vínculo inegável que mantém com a entrevistada.

Além de Boris Przechacki, filho de sobrevivente do Holocausto, muitos outros judeus também se manifestaram contrariados com a postura da monitora e do próprio Memorial por evitar manifestação sobre a denúncia. A jornalista e pesquisadora Blima Lorber disse que o caso revelava “banalização do Holocausto” e o também historiador e jornalista José Roitberg escreveu um artigo em seu Facebook intitulado “Vamos tratar de Maura Palumbo e dos campos de concentração que ela afirma existirem no Brasil”, reconhecendo a importância da denúncia de Andréa Fernandes, que também é jornalista. Em seu posicionamento Roitberg afirmou em alguns parágrafos:

Eu não faço ideia se Maura Palumbo, uma advogada, empresária e escritora de SP, com 55 anos de idade, portanto da minha geração, é formada para ensino sobre a história do Holocausto pelo Yad Vashem ou não. Eu sou. Portanto possuo um autoridade formal e documental para critica-la.

Com todo o estudo que Palumbo fez sobre o Holocausto parece não ter compreendido o que se passou. E isto é estranho para mim.

Um campo de concentração é um o local para onde as pessoas (não só os judeus) foram enviados a força das armas pelos nazistas. As características básicas de um campo de concentração são: (1) nenhum direito civil, (2) gente definida na chegada para ser rapidamente assassinada e gente definida na chegada para trabalho escravo, (3) alimentação com menos de 800 kcal diárias, (4) nenhuma possibilidade de higiene, (5) nenhum tipo de atendimento médico ou remédios, (5) trabalho escravo até a morte por exaustão, (6) soldados armados em torres de vigia com permissão de atirar nos prisioneiros quando bem entendessem, (7) espancamentos até a morte de prisioneiros por diversão dos guardas, (8) expectativa dos nazistas de que fome, doença, exaustão, calor ou frio, matassem os prisioneiros da forma mais barata possível, (9) cercas eletrificadas para tornar a fuga impossível ou permitir o suicídio dos prisioneiros, (10) o odor constante da carne queimada dos judeus mortos e executados, entre outras coisa mais.

Contudo, apesar de ter se manifestado clarividente o teor da denúncia da presidente da ONG EVM com a demonstração explícita de indignação VÁRIOS JUDEUS e PESQUISADORES, o Diretor Educativo do Memorial do Holocausto desconsiderou todas as provas apresentadas e se dirigiu à advogada numa postagem antiga da mesma na página da entidade que não tinha relação alguma com a denúncia formulada. Em suas considerações, Reuven expõe sua titulação acadêmica frisando que é professor PHD da Universidade Hebraica de Jerusalém e pesquisador há mais de quatro décadas além de estudar com “rigor científico” o tema do Holocausto do povo judeu, “convidando” a advogada “a ler uma parte pequena de sua produção acadêmica na internet”, muito embora as “indumentárias intelectuais” ou o “saber” do diretor educativo da entidade não tenham sido o foco da denúncia.

Reuven afirmou que estava acompanhando nos últimos dias as postagens da advogada e a acusou de “utilizar linguagem agressiva com ofensas e difamações contra o Memorial do Holocausto” e que teria “atacado verbalmente” a monitora Maura Palumbo, que segundo ele, “realiza um belo trabalho educativo”.

Em 43 linhas, Reuven não se manifestou sobre o teor das denúncias divulgadas pela ONG e ainda utilizou FALÁCIA DE ESPANTALHO ao afirmar:

Na entrevista publicada no jornal “O Globo” se explica a precariedade da estrutura do Brasil, próxima à realidade de um campo durante a 2ª Guerra. Ninguém afirma que em nosso Brasil se assassinou sistematicamente como Hitler fez deportando milhares de opositores aos campos”.

Porém, em momento algum, a advogada externou a colocação irreal aduzida pelo diretor, já que se fundamentou apenas nas FALAS LITERAIS da monitora reproduzidas nos jornais, e seu objetivo visava posicionamento público sobre as referidas falas. O diretor ainda afirmou: “receba esta mensagem como posicionamento oficial do “Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto”.

Todavia, como o “posicionamento oficial” da entidade não respondeu ao conclame da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, sendo um conglomerado de tergiversações, a advogada respondeu às alegações de forma pormenorizada anunciando que comparecerá pessoalmente à entidade para dialogar e ingressar com REQUERIMENTO ESCRITO, e solicitou, para tanto, o NOME do DIRETOR-GERAL do Memorial responsável por responder pelas demandas externas da entidade.

Outrossim, dadas as sérias acusações dirigidas à sua pessoa exercendo o ofício de ativista de direitos humanos, a advogada solicitou, também, que Reuven apresente as postagens comprobatórias que indicam que teria perpetrado as supostas OFENSAS e DIFAMAÇÕES, contra a entidade, lembrando que “difamação” é uma figura típica penal prevista como CRIME CONTRA A HONRA, pelo que, em não havendo a comprovação das GRAVES ACUSAÇÕES, haverá formalização do pleito de RETRATAÇÃO por ser maculada a honra da presidente da ONG EVM na página da instituição.

[1] https://www.facebook.com/maurapalumboescritora/photos/a.307690232920205/546993785656514/?type=3&theater

[2] https://www.facebook.com/photo.php?fbid=706278959729112&set=a.136839876673026&type=3&theater

Imagem extraída da página do Memorial do Holocausto: Maura Palumbo em atividade como monitora.

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Como pode uma monitora do “Memorial do Holocausto” chamar o Brasil de “campo de concentração”?

por Andréa Fernandes

Há algumas semanas, eu tive a curiosidade de conhecer a página de uma autora que se intitula “especialista em 2ª Guerra Mundial”. No momento em que li as postagens enaltecendo o livro que escreveu, notei um post em que a referida senhora fazia propaganda do seu trabalho com link da revista “Veja” intitulado “Católica, advogada milita contra antissemitismo e lança livro”. Porém, algo me chamou a atenção: a autora Maura Palumbo descreveu sua suposta preocupação com a “intolerância” afirmando que discorria em suas “palestras” sobre temas como “fascismo, comunismo, regimes ditatoriais, islamofobia, cristofobia e antissemitismo ao redor do mundo”.

Ao saber que Palumbo estaria preocupada com a “cristofobia”, observei com mais cuidado sua página oficial e não percebi nenhuma publicação informativa acerca da perseguição contra os cristãos num tempo em que tais religiosos compõem a minoria mais perseguida do mundo. Com isso, resolvi fazer um comentário respeitoso para despertar a autora nesse sentido, e para minha surpresa, a tolerância da “tolerante” tem limite, a “crítica”. Imediatamente foi apagado o conselho que teria sido por demais útil para a “causa humanitária” que a idosa diz defender, o que me levou a não recomendar a página fundamentando minha irresignação como jornalista e ativista de direitos humanos. Não demorou muito e recebi algumas ligações de pessoa vinculada à “especialista” conclamando a retirada do comentário, que pelas regras do Facebook não pode ser apagado pelo proprietário da página.

O ASSOMBROSO CASO DE TENTATIVA DE CENSURA PROMOVIDO POR UMA AUTORA QUE APREGOA NAS REDES “AÇÕES PACIFISTAS” PARA VENDER SEU LIVRO, principalmente junto à comunidade judaica em São Paulo por se reportar ao Holocausto chamou a atenção da minha “verve investigativa”. Daí, foi um passo para descobrir algo muito mais sério: a ideologia mascarada em “pesquisa” para reforçar “estereótipos” apreciados pela mídia ideologizada.

 Como Palumbo não tem muitas publicações midiáticas não foi difícil localizar uma entrevista que a mesma concedeu ao jornal ‘O Globo’, que na avidez de propagar sua agenda ideológica fez “surgir das cinzas” uma autora desconhecida que externou o repertório preconceituoso que costuma vigorar em expressiva parte do meio literário. O SUBTÍTULO DEMONSTRA O VERDADEIRO “OBJETIVO” DA REPORTAGEM EM “ANO DE ELEIÇÃO” E CONSEQUENTE “DEMONIZAÇÃO” DO CANDIDATO PREFERIDO DOS CONSERVADORES: Paulista que se dedica ao estudo do nazismo compara o momento atual no Brasil, de disseminação do ódio pelas redes sociais, com o período de Hiltler[1]”.

Antes de mais nada: quem vem sendo acusado pela mídia de “disseminar discursos de ódio”? Quem é chamado pela militância esquerdista de “fascista” e “nazista”? Preciso responder? Dito isto, prossigamos…

A paulista que “se dedica ao estudo do nazismo”, segundo “O Globo” é na realidade, uma bacharel em Direito que se apresenta como autodidata expressando formei-me em Direito, mas sempre me dediquei à pesquisa do nazismo, desde a adolescência. Então, para o jornal, uma escritora sem formação e/ou especialização alguma na área de História ou disciplina correlata é uma “especialista”, desde que, ofereça seu “douto conhecimento apedeuta” para relativizar conceitos.

Em dado momento da entrevista, foi perguntado: “o nazismo morreu como ideologia com a Segunda Guerra Mundial”? A resposta é quase inacreditável: A autora afirma que o “nazismo “persiste” e que o “desejo de extermínio é muito evidente”, afirmando, ainda, com empáfia “nós vivemos isso aqui”. E numa demonstração de elevado nível de ignorância ressalta EU CHAMO O PAÍS DE CAMPO DE CONCENTRAÇÃO ABERTO PORQUE TEMOS TODOS OS INGREDIENTES: A MISÉRIA, A FALTA DE CULTURA, DE ASSISTÊNCIA, DE SAÚDE, PESSOAS NO COMANDO NOS MANIPULANDO.

Como é? Qual o “especialista em nazismo” que teria a audácia de afirmar que o BRASIL É UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO ABERTO repetindo “clichê” do vulgo? Aliás, Palumbo cita a “miséria” como primeiro “ingrediente” para a formação de campos de concentração e esquece que a Alemanha na época da  instalação dos referidos campos não era um “país de miseráveis”! Pelo contrário… Não foram “miseráveis incultos” que Hitler e seus asseclas enviaram aos campos de concentração. Nas filas tinham muitos médicos, advogados, cientistas, professores. Será que nas “pesquisas esquálidas” da autora não houve o cuidado especial com o horrendo conceito “campos de concentração”?

Se nos “anos” de “pesquisa” da autora sobre nazismo e 2ª Guerra Mundial, ela não “aprendeu” o que é um “campo de concentração”, vou ajudá-la com os ensinamentos valiosos de um SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO, o saudoso Ben Abraham, em sua obraHolocausto: o massacre de 6 milhões”:

Em 21 de março de 1933, logo após Hitler assumir o poder foi criado o primeiro campo de concentração, situado em Oranienburg. Após ser criada a Gestapo (27.04.33), esses campos se tornaram insuficientes para encarcerar todos os elementos perigosos que não concordavam com o Nacional Socialismo.

Os primeiros campos resumiam-se a uma área com vários barracos, cercados de arame farpado e sentinelas da SA montando guarda. O regime interno era rigoroso. Os prisioneiros eram torturados para confessarem atividades anti-nazistas ou denunciarem os amigos que discordavam do regime de Hitler. Muitos foram executados, outos morreram, pois não resistiram à tortura. Destes, os seus familiares recebiam uma urna contendo as cinzas e uma carta, comunicando que o prisioneiro havia morrido de ‘pneumonia’ ou outra doença. Esse procedimento de rotina, todavia, era apenas para com os mortos alemães – “os arianos. Quando tratava-se de um judeu a família nem era avisada, não lhe davam satisfação”.

Em que momento no Brasil tivemos “campo de concentração” em que num deles pelo menos 1 milhão de pessoas foram assassinadas em suas câmaras de gás e crematórios? Será que ela sabe que no auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas diariamente SEIS MIL pessoas, tornando Auschwitz um marco no genocídio de judeus e outras minorias perseguidas pelos nazistas. Conforme o renomado historiador britânico Martin Gilbert, este sim, especialista em Holocausto, a matança inexorável não saltava nenhum dia e nem descansava”. Segundo ele, “os nazistas tinham cortado cada comunidade judaica do mundo exterior, e de qualquer outra vida judaica, e usando esse isolamento trabalhavam sem cessar para destruir. Em Varsóvia, durante um cerco maciço nos dias 6 e 7 de setembro, mais de mil judeus foram mortos nas ruas, incluindo centenas que foram ‘forçados a se ajoelhar na calçada’ para serem alvejados”.

Qualquer estudioso sério sobre o tema sabe que na atual conjuntura não há caracterização de “campos de concentração” no país. Se Palumbo realmente se empenhasse nas pesquisas sem a “amarra ideológica” exemplificaria campos de concentração com as ocorrências de perseguição aos cristãos e dissidentes políticos na China e Coreia do Norte, assunto que parece não gerar interesse numa militante mais “preocupada” em denunciar o suposto “campo de concentração brasileiro” para tentar ganhar “likes” no Facebook a partir de uma entrevista tendenciosa.

Em 2014, um oficial do Ministério do Exterior e representante de Pyongyang na ONU negou diante dos jornalistas a existência de campos de prisioneiros mantidos pelo governo, os quais seriam “centros de trabalho para reformar os detidos”. O oficial informou que esses locais de detenção são onde as pessoas “verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais”. Porém, há denúncias de execuções, desaparecimentos e tortura no país, sendo que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas constatou violações “sérias, generalizadas e sistemáticas” na Coreia do Norte e documentou a crueldade imposta contra mais de 24 milhões de pessoas[2]. Imagens capturadas por satélites confirmam a existência de grandes extensões de terra, conhecidas como “Zonas de Controle”, onde milhares de pessoas estariam presas por motivos políticos ou ideológicos, sendo que a maioria das pessoas que ingressam, nunca consegue sair. Há 16 campos, seis deles dedicados exclusivamente a presos políticos. No entanto, especialistas estimam que de 120 mil a 200 mil pessoas encontram-se nesses locais. Desse número de pessoas, estima-se que de 50 a 70 mil CRISTÃOS sofram diariamente nos vários campos de trabalho forçado espalhados pelo país. As vítimas do terror imposto nos campos relatam quando milagrosamente conseguem escapar que são impostos todo tipo de tortura física e psicológica, testes de armas químicas nos internos e trabalho forçado.

Os horrores que se vislumbram com toda espécie de tortura torna os campos de concentração um “mal” que não deve ser “banalizado” pela falta de conhecimento de Palumbo,  exigindo, dessa forma, uma cartarse desse conceito abstraído do imaginário infecundo de uma autora que não tem conexão com a realidade.

O interessante é que faltou a autora a explicitação da sua tese ao dizer “O DESEJO DO EXTERMÍNIO É MUITO EVIDENTE”. Lançar palavras ao vento é de uma irresponsabilidade ímpar… Afinal, qual “ator” deseja esse “extermínio evidente” nos moldes de Hitler? É o Estado? Um grupo? Um partido? Quais seriam as “vítimas” do nazismo, segundo a concepção da autodidata militante? Ela bagunça conceitos e fica tudo por isso mesmo! Esse pensamento confuso de Palumbo fez lembrar outra confusão conceitual do jornalista Guga Chacra, que ao comentar o absurdo número de mortos no Brasil, inventou a tese do “genocídio de negros pobres” sem precisar a autoria do crime e esquecendo o fato de que a violência no Brasil não parece ter ainda um contorno analítico definido, muito menos de “brancos matando sistematicamente negros para fins de extermínio evidente”.

Disse ela: AQUI NO BRASIL SE COLOCA MUITO ESSA QUESTÃO DE NÃO ADMITIR O DIFERENTE, DE ANIQUILÁ-LO. O prolema de aceitar-se como “especialista” alguns autodidatas é esse caos de “dar voz” a uma militante que não conhece bem as questões que defende, ou seria muito difícil identificar o liame desse discurso colocando tacitamente as “minorias” como as “pobres vítimas” da “maioria” que só almeja “trucidar”  as classes oprimidas? Na visão míope da advogada, as mais de 60 mil mortes por ano são única e exclusivamente por “inaceitação da diferença”?

COMO A REPORTAGEM ERA COMPLETAMENTE ENVIESADA PARA ATINGIR O ENTÃO PROTOCANDIDATO BOLSONARO, O REPÓRTER PERGUNTOU você consegue identificar em algum partido ou candidato no Brasil atual o discurso de nazista”? Disse ela: “não vejo partidos bem definidos, nem políticos com boa vontade. Não há diretrizes sólidas numa sigla ou noutra. Há confusão de valores religiosos com valores políticos, e eles usam disso para se eleger.”

Talvez, a resposta desconexa seja fruto do conhecimento frágil acerca de política, ou estratégia para inferir-se qualquer coisa de um texto mal escrito e dúbio, pois, o que ela chama de “confusão de valores religiosos com valores políticos” usados supostamente para algum candidato se eleger, é na verdade, tentativa da autora de “desconstruir” a base da sociedade brasileira, majoritariamente cristã num Estado laico. No Brasil, muitas ações políticas  carregam em si uma parte dos princípios religiosos formadores da conduta da maioria dos brasileiros, e esse fenômeno está longe de ser concebido de forma vinculada ao nazismo. Aliás, É MUITO ESTRANHO UMA “CATÓLICA” ALEGAR “CONFUSÃO DE VALORES RELIGIOSOS” QUANDO A PERGUNTA REFERE-SE À IDENTIFICAÇÃO DE “DISCURSO NAZISTA”.

Termino minhas considerações abismada com o fato da autora em questão exercer MONITORIA no Memorial do Holocausto, em São Paulo. Conheço a instituição e sei que é integrada por especialistas no tema e jamais imaginei que aceitariam ter em seus quadros, uma autora-militante que vergonhosamente relativiza conceitos centrais do Holocausto, o que acaba inconscientemente banalizando as atrocidades ocorridas a partir do momento que o brasileiro que pouco ou nada sabe sobre o Holocausto ouve “senso comum”  afirmar que aqui temos “campos de concentração”, o que, na melhor das hipóteses, é um total DESRESPEITO à memória das vítimas da barbárie que perderam suas vidas naquelas “fábricas de morte em série”.

E se a autora não consegue expor doutrina basilar no que concerne ao Nazismo, dificilmente o faria em relação à “cristofobia”, que exige muito mais pesquisa, já que é raro o interesse de acadêmicos sobre o tema “perseguição aos cristãos”. De modo que, devo reconhecer, Palumbo de boca fechada em relação aos massacres e perseguição aos cristãos está fazendo um grande “favor”…  Quando uma autora é pautada na ideologia marxista para palestrar sobre questões humanitárias, o “perfume” das tulipas “exala enxofre”.

[1] https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/maura-palumbo-escritora-na-fraqueza-as-conviccoes-nazistas-ganham-forca-22434657

[2] http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/24663/coreia-do-norte-admite-existencia-de-campos-de-concentracao-para-reformar%C2%B4-cidadaos.html

Andréa Fernandes é advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem by Alef News

Sangue americano fresco nas mãos de Abbas

O implacável incitamento de Abbas contra Israel e os judeus levou ao assassinato do israelense-americano Ari Fuld, cujo sangue, entre o de muitos outros, está em Nas mãos do líder da Autoridade Palestina (AP).

Por: Bassam Tawil,  The Gatestone Institute

Em um discurso perante o Comitê Executivo da OLP em Ramallah, em 15 de setembro, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, repetiu o velho libelo de que Israel planejava estabelecer zonas especiais de oração judaicas dentro da mesquita de Al-Aqsa. Abbas afirmou que Israel estava procurando copiar o exemplo do Túmulo dos Patriarcas em Hebron, onde judeus e muçulmanos rezam em diferentes seções.

Abbas não disse em que basear sua mentira. Ele também não forneceu qualquer evidência da trama ostensiva de Israel contra a Mesquita Al-Aqsa. Ele disse, no entanto, que os palestinos, juntamente com a Jordânia, planejavam levar essa questão ao Tribunal Penal Internacional e ao Tribunal Internacional de Justiça.

A alegação de Abbas foi rapidamente captada por vários meios de comunicação no mundo árabe, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. As manchetes que apareceram em sites afiliados ao Hamas e à Jihad Islâmica Palestina, o segundo maior grupo terrorista na Faixa de Gaza, afirmaram que Israel está planejando permitir que judeus rezem dentro da mesquita Al-Aqsa.

É desnecessário dizer que não há plano israelense para permitir que os judeus rezem dentro da mesquita Al-Aqsa. No entanto, nos últimos anos, os judeus, como todos os outros não-muçulmanos, foram autorizados a retomar suas visitas perfeitamente legais ao Monte do Templo. Milhares de judeus visitaram o local sagrado sob proteção policial, apesar de provocações e ataques violentos de muçulmanos. Vale a pena notar que qualquer tipo de oração de “exibições religiosas” por judeus ou cristãos em qualquer parte do Monte do Templo é completamente proibido pela Polícia de Israel.

O ataque veio horas após o incitamento

Por que a falsa acusação de Abbas é significativa e perigosa? Horas após os relatos sobre as alegações de Abbas, um palestino de 17 anos da cidade de Yatta, no sul da Cisjordânia, esfaqueou Ari Fuld , um cidadão israelense de 45 anos de idade e pai de quatro filhos, em um shopping center. em Gush Etzion, ao sul de Belém.

De acordo com grupos terroristas palestinos, o terrorista Khalil Jabarin decidiu assassinar um judeu em resposta a “crimes” israelenses contra a Mesquita Al-Aqsa em particular e locais sagrados islâmicos em geral.

Em outras palavras, o terrorista foi influenciado pelo incitamento de Abbas, e é por isso que ele decidiu começar sua missão mortal. Não há dúvida de que o terrorista viu os relatos citando a alegação de Abbas de que Israel estava planejando permitir que os judeus rezassem dentro da mesquita de Al-Aqsa.

Grupos terroristas palestinos foram rápidos em estabelecer uma conexão entre o assassinato de Fuld e os comentários de Abbas.

O grupo terrorista palestino Jihad Islâmica, por exemplo, observou em comunicado que o ataque de esfaqueamento foi umaresposta natural ao terrorismo sionista cometido por agressão e crimes contra nosso povo, nossas terras e nossos locais sagrados”.

O Hamas, por sua vez, disse que o ataque terrorista ocorreu em resposta às “violações” israelenses contra a mesquita Al-Aqsa. “Nós saudamos este ataque heróico e afirmamos que prejudicar a Mesquita Al-Aqsa é uma linha vermelha”, disse o oficial do Hamas, Husam Badran, em um comunicado. “Esta operação é em resposta ao que Israel está planejando fazer na Mesquita Al-Aqsa.”

As declarações feitas pelo Hamas e pela Jihad Islâmica Palestina confirmam que existe uma ligação direta entre a falsa acusação de Abbas contra Israel e o assassinato do cidadão israelense-americano. Os grupos terroristas estão indiretamente dizendo que Jabarin decidiu matar um judeu porque seu presidente, Abbas, disse a ele e ao resto do mundo que Israel estava planejando criar áreas de oração judaicas especiais dentro da mesquita de Al-Aqsa.

A longa história de Abbas de libertadores anti-judeus

A falsa alegação de Abbas não foi o primeiro libelo do gênero .

É hora de lembrar aqueles que podem ter esquecido que foi Abbas quem desencadeou a “intifada da faca” de 2015 com sua acusação de que os judeus “com seus pés sujos estavam contaminando a Mesquita Al-Aqsa”. A declaração de Abbas veio em resposta à decisão do governo israelense de suspender a proibição temporária de visitas judias ao Monte do Templo. Aqui está o que Abbas tinha a dizer então:

“A Al-Aqsa [nossa] é nossa, a Igreja do Santo Sepulcro é nossa e eles não têm o direito de contaminá-los com seus pés imundos. Nós não permitiremos, e faremos tudo que estiver ao nosso alcance para proteger Jerusalém. ”

Abbas prosseguiu dizendo: “Acolhemos cada gota de sangue derramada em Jerusalém. Isso é sangue puro, sangue limpo, sangue a caminho de Allah. Com a ajuda de Allah, todo shaheed (mártir) estará no céu, e todo ferido receberá sua recompensa”.

Pouco depois dos comentários de Abbas, os palestinos lançaram uma onda de ataques de facadas e veículos como parte do que chamaram de “Intifada de Jerusalém”, ou “Intifada da Faca”, na qual centenas de israelenses foram assassinados e feridos.

Abbas e sua Autoridade Palestina, desde então, continuaram a incitar os palestinos contra Israel alegando que os judeus estavam “invadindo violentamente” a Mesquita Al-Aqsa.

Essa afirmação, é claro, também é falsa porque os judeus em visita ao Monte do Templo nunca puseram os pés dentro da Mesquita Al-Aqsa. Judeus e cristãos não têm sequer permissão para orar em qualquer lugar do Monte do Templo. De fato, os judeus que são vistos orando, cantando, se curvando, fechando os olhos ou chorando durante as visitas são frequentemente presos pela Polícia de Israel.

Abbas, no entanto, não permitirá que ninguém o confunda com os fatos. Ele vive em seu próprio mundo sonhado, onde continua a espalhar mentiras e incitar contra Israel. A última invenção de Abbas é diretamente responsável pelo assassinato de Ari Fuld, esfaqueado até a morte por um terrorista que realmente acreditou nas mentiras de Abbas sobre um pretenso esquema israelense de dividir a mesquita Al-Aqsa entre muçulmanos e judeus.

Chegou a hora da comunidade internacional ver que o incitamento anti-Israel de Abbas é o que está levando os palestinos a pegar uma faca e tentar esfaquear o primeiro judeu que encontrarem. O sangue de Ari Fuld , entre muitos outros, está nas mãos de Abbas.

Bassam Tawil é um muçulmano árabe baseado no Oriente Médio.

Imagem e informações World Israel News

“Lei da blasfêmia” no Brasil?

Por Andréa Fernandes

Pedir pena de prisão para o cantor que chamou Jesus de “bicha” e “travesti” durante um show é aplicação tácita da “lei da blasfêmia” às avessas!

Assim como não aceitamos as perversidades promovidas em nome da sharia (lei islâmica) – que em países muçulmanos pune com prisão e em alguns casos, com a pena de morte aqueles que “ofendem” seu profeta – da mesma forma, não podemos aceitar que no maior país católico do mundo um cidadão seja preso por ofender o símbolo da fé majoritária, ainda que tenha previsão legal para tal ato. Se houvesse algum estímulo à violência, aí sim, caberia medida mais enérgica.

Prisão por motivo “religioso”, é na concepção da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, um retrocesso equivalente ao deplorável medievalismo das tiranas penas islâmicas contra aqueles que não se submetem à sua cosmovisão!

Aliás, vale lembrar que na ONU os países que professam a suposta “religião da paz”, a saber, países muçulmanos estão tentando desde a década de 1990 promover a LEI DA BLASFÊMIA com JURISDIÇÃO GLOBAL. Ou seja, criticar Maomé pode vir a dar “cadeia” num futuro muito próximo!

Enfim, ainda que a atitude do cantor Johnny Hooker tenha sido abjeta por atacar de forma vil o símbolo religioso da maior parte da população brasileira, fato é que aplicar a pena de prisão trará a “justificativa” que faltava para servir ao repertório dos “discursos de ódio” presentes em movimentos da extrema esquerda hostis aos cristãos.

Todo extremismo religioso é por demais ameaçador e pode possibilitar a brecha necessária para articulações fundamentalistas muito mais perigosas e ainda desconhecidas pela opinião pública.

Imagem Tv Foco

 

*Andréa Fernandes é advogada, jornalista, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

 

Massacre dos Romanov & a Cartilha Ideológica em ação

Por Elvis Macedo

Vladimir Lenin – líder dos Bolcheviques, mentor e coordenador da Revolução Russa – há exatos 100 anos encabeçou em Moscou o movimento que, mancomunados com os bolcheviques de Ecaterimburgo, culminou com o massacre da Família Imperial Romanov e serviçais da casa.

A ordem fora enviada de Moscou, por meio de um telegrama codificado. Missão dada é missão cumprida. A ordem foi acatada e executada nos Urais, onde os Romanov e os serviçais estavam encarcerados há 17 meses.

Os que sobreviveram aos tiros, foram assassinados com o uso de baionetas. Depois do massacre, para eliminar quaisquer possibilidades de identificação, os bolcheviques, utilizando-se de ácido, desfiguraram os cadáveres.

Yakov Yurovsky -réu confesso dos tiros que matou o Czar Nicolau II, foi para Moscou e entregou as joias que pertenciam à Família Romanov. Foi recebido com louvor, honrado e homenageado. Recebeu cargos importantíssimos no governo dos Bolcheviques. Tratamento semelhante fora dispensado a Ramón Mercader, assassino de Trotsky enviado por Stalin. Depois de cumprir 20 anos de prisão foi para Moscou, foi recebido como um herói e recebeu todas honrarias e condecorações dentre os comunistas, recebera de Fidel Castro uma casa em Havana e todo tipo de privilégio ao herói comunista.

Das muitas hipocrisias de Vladimir Lenin, talvez, a mais destacada é: cometer crueldades e erros ainda piores contra os quais lutou.

Ontem, na TV Cultura, às vésperas de completar 100 anos do massacre da Família Romanov, foi exibido o telejornal e, como todas as noites, é comum diversas pautas que são discutidas, quase sempre, com a participação de 2 convidados. Antes de finalizar o telejornal, foi ao ar uma reportagem falando sobre a tragédia que sofrera a Família Romanov, numa das entrevistas foi possível ouvir Peter Sarandinaki, neto de uma sobrevivente e bem afeiçoado à tragédia.

Declaração de Peter S. foi: “…gostaria de dar à família um enterro honroso e digno que eles merecem“.

É aí que entra em cena o Vladimir, não o Lenin, mas o Safatle. Numa indignação que não conseguiu mascarar sua militância e seu ativismo, Vladimir Safatle disparou seu ódio contra a Família Romanov:
Eu acho surreal esse tipo de reportagem, na verdade, a tragédia não era dos Romanov, a tragédia eram os Romanov!…” (sic)

Vladimir Safatle é ativista político, colunista do jornal Folha de São Paulo, professor e filósofo.
Das muitas hipocrisias de Vladimir Safatle, talvez, a mais destacada é: ensina-nos a sermos afetuosos e termos compaixão para com os injustiçados, mas despreza cretinamente o massacre das crianças Romanov.

O primeiro Vladimir, o Lenin, favoreceu e lutou pelas minorias e por meio delas alcançou o poder. Depois que alcançou o poder ostentou as mais “execráveis” e “abomináveis” regalias às quais sempre se opôs: aumentou descaradamente o salário dos que estavam em eminência dentro do partido, praticou nepotismo, serviu-se dos bens dos Romanov, bem como limousine, propriedades, etc.

O segundo Vladimir, o Safatle, articulista impetuoso e com veemência produz suas críticas às injustiças, mas não a todo tipo de injustiça. Ao tecer suas críticas contra os regimes totalitários, os ditadores são muito bem expostos e os males consequentes de suas tiranias são chamados um a um pelo nome, mas, em específico, suas críticas vão de encontro aos ditadores Mussolini, Hitler, Franco, Salazar, Pinochet e a ditadura militar no Brasil; porém, suas críticas, quando direcionadas a Lenin, Stalin, Mao e Fidel passam a ter um sabor de elogio, pois com tamanho eufemismo e boa retórica alivia o peso dos fatos; a dor dos acontecimentos sobre os que foram oprimidos são apenas um momento importante da história, um ciclo de guerra ou, como recentemente declarou: “uma tentativa que não deu certo, mas nem por isso pode ser considerada como errada“.

Levanta seu discurso em favor dos “sem voz” e “sem vez”, ou seja, as minorias; ensina-nos sobre a importância da dinâmica dos afetos, sobre o dever de não portarmos sentimentos danosos ao meio social, ensina-nos a termos compaixão pelos que estão em injusta e desfavorecida posição, mas pisoteou, ontem, em seu discurso não demonstrando a mínima compaixão às minorias que sofreram o injusto martírio.

 

Imagem Rainhas Trágicas

O câncer que é a sociedade islâmica da América do Norte (ISNA)

Fonte: O câncer que é a sociedade islâmica da América do Norte – Entendendo a ameaça

O objetivo da Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA) e suas quase 300 afiliadas nos Estados Unidos é travar a jihad  contra a civilização até que um Estado islâmico sob a sharia (lei islâmica) seja estabelecido na América.

Estabelecida no início dos anos 80 como a próxima geração da Associação de Estudantes Muçulmanos (MSA) – a primeira organização criada pela Irmandade Muçulmana nos EUA – a ISNA é, de acordo com documentos do MB descobertos pelo FBI, o “núcleo” do Movimento Islâmico na América do Norte.

Os Estatutos da ISNA declaram que seus “Objetivos e Propósitos” são: Os objetivos e propósitos da ISNA serão promover a causa do Islã e servir os muçulmanos na América do Norte, de modo a capacitá-los a adotar o Islã como um modo de vida completo”.

Evidências no maior estudo sobre financiamento do terrorismo já processado na história americana – EUAFundação da Terra Santa para Ajuda e Desenvolvimento, Distrito Norte do Texas (Dallas) 2008 – revelam que a ISNA não é apenas uma organização da Irmandade Muçulmana, fornece financiamento direto ao terrorismo do grupo Hamas e aos líderes do Hamas.

De fato, quando ISNA tentou ter seu nome removido como Co-Conspirador não indicado no caso HLF, o Juiz Federal Jorge Solis decidiu: “O Governo produziu ampla evidência estabelecendo as associações de CAIR, ISNA e NAIT com o HLF, IAP  com o Hamas. ”

Veja os registros financeiros do ISNA aqui .

Fundada em Plainfield, Indiana, a ISNA continua sendo uma forte presença para o Movimento jihadista na América hoje. A influência que tem e continua a exercer dentro do governo dos EUA, no movimento “Interfaith Outreach”, treinamento de militares e muito mais é impressionante.

Por exemplo, até a posse do presidente Trump, o ex-presidente da ISNA, Mohamed Magid: foi convidado para as funções na Casa Branca; sentou-se no Comitê Consultivo de Segurança Interna e realizou uma autorização secreta; aconselhou Secretários de Estado sob o governo Obama; deu palestras na sede da CIA em Langley, Virginia; e recebeu vários prêmios do FBI, incluindo o Prêmio do Diretor do FBI em 2016, apresentado pelo diretor do FBI, Comey.

 

MB Leader (ISNA) Mohamed Magid recebendo o prêmio do diretor do FBI

No Passado e no presente, os líderes da ISNA encontram portas abertas para os salões do poder em Washington, DC e são tratados com grande reverência. O Diretor Nacional da ISNA para o Escritório de Alianças Interconfessionais e Comunitárias é Sayyid Syeed é recebido de braços abertos nas maiores organizações e funções cristãs nos Estados Unidos e tratado como um amigo.

O Presidente da UTT, John Guandolo, falou pessoalmente com muitos líderes cristãos em eventos nos quais a Syeed estava presente, e a ignorância sobre a Syeed e a ISNA é incompreensível.

Hoje, de acordo com dados do IRS, existem quase 300 afiliados da ISNA nos Estados Unidos. Da Sociedade Islâmica de Basking Ridge (NJ) para a Sociedade Islâmica de Birmingham (AL) para a Sociedade Islâmica de Arlington (TX) para a Sociedade Islâmica de Stillwater (OK) para a Sociedade Islâmica de Orange County (CA), estas sociedades fazem o trabalho da ISNA e da Irmandade Muçulmana dos EUA diariamente – realizando a jihad da civilização.

Nem todo o trabalho feito por esses jihadistas vestindo terno é não violento.  Americanos são mortos por causa dos jihadistas que foram ensinados e treinados nas Sociedades Islâmicas nos EUA.

Os maratonistas da Maratona de Boston participaram da Sociedade Islâmica de Boston.

Em 2015, um muçulmano chamado Muhammad Youssef Abdulazeez matou quatro fuzileiros navais e um marinheiro da Marinha quando atacou duas instalações militares. Abdulazeez freqüentou a Sociedade Islâmica da Grande Chattanooga.

Veja o vídeo da UTT deste evento e a Sociedade Islâmica da Grande Chattanooga aqui .

Alton Nolen, um muçulmano que decapitou seu colega de trabalho em Oklahoma, frequentava a Sociedade Islâmica da Grande Irmandade da Irmandade Muçulmana.

Ouça uma parte do testemunho de John Guandolo perante a Assembléia Legislativa do Estado de Oklahoma sobre esses assuntos aqui .

Por que esses muçulmanos matariam em nome do Islã? Porque é isso que a Irmandade Muçulmana ensina em suas Sociedades Islâmicas.

ISNA é um câncer perigoso que precisa ser extirpado até não existir mais.

Com imagem Women in the World e informações Creeping Sharia

As vozes do “terror iraniano” no parlamento brasileiro

Por Andréa Fernandes

Um dia após a prolação de mais uma resolução antissemita da Assembleia Geral da ONU condenando Israel por “uso excessivo da força” e negando acréscimento de condenação explícita aos ataques terroristas, bem como o lançamento de foguetes contra a população civil de Israel promovidos pelo grupo terrorista Hamas[1], o Brasil abraça definitivamente a agenda islâmica extremista do Irã celebrando no Plenário da Câmara dos Deputados o “Dia de Al-Quds[2].

Mas, o que é comemorado no “Dia de Al-Quds”? Esse é o título referente ao nome árabe de Jerusalém e a data celebrada por diversos muçulmanos foi inventada pelo falecido aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da sanguinária revolução iraniana de 1979, que impôs um dos mais brutais regimes teocráticos do mundo muçulmano, famoso por promover atrocidades contra a população impondo uso obrigatório do véu para as mulheres sob pena de prisão e enforcando milhares de homossexuais, além de diversas outras brutalidades medievais em nome da sharia (lei islâmica).

Dessa forma, o “Dia de Al-Quds” é um evento anual realizado na última sexta-feira do Ramadã[3] por iniciativa do Irã propondo unificar o mundo muçulmano para “libertar” o povo palestino da “disputada ocupação da entidade sionista” com protestos em apoio aos palestinos e consequente oposição ao sionismo, à existência de Israel e ao controle do Estado judeu sobre Jerusalém. Assim, a “celebração” é realizada em forma de “marchas” conclamando nada mais que a DESTRUIÇÃO DE ISRAEL com ataques antissemitas, sendo comuns os gritos “morte à Israel” e “morte à América”, não faltando a queima de retratos do chanceler israelense Benjamin Netanyahu e do rei da Arábia Saudita Salman Al-Saud, o qual entra nos “discursos de ódio” por causa do conflito sectário entre o xiismo iraniano e o sunismo saudita.

A natureza belicosa da celebração de Al-Quds é farta. No ano de 2015, o general Safavi, então assessor militar do aiatolá Khamenei, discursou propalando tacitamente apoio militar iraniano à violência anti-Israel: “a união dos muçulmanos e a CONTINUAÇÃO DA JIHAD ARMADA e a resistência islâmica da nação palestina constituem A ÚNICA ESTRATÉGIA PARA SALVAR E LIBERTAR A SANTA QUDS”. Em 2018, Nazim Ali, diretor da Comissão Islâmica de Direitos Humanos e líder do Dia Mundial de Al-Quds, realizado em Londres, na condição de organizador da marcha anual pediu a “aniquilação de Israel” e acusou os judeus da prática de crime em relação ao incêndio num complexo de apartamentos ocorrido em 2017[4].

Ora, será que o brasileiro, em geral, apoiaria uma celebração onde a jihad (guerra santa) é apregoada contra a população civil de Israel para a formação de um Estado palestino? Por sinal, nos meios diplomáticos, o Brasil se orgulha por supostamente defender a “paz” nos foros internacionais em meio aos mais diversos conflitos, mesmo em casos absurdos como o combate ao Estado Islâmico, quando a presidente impichada Dilma Roussef defendeu a estratégia da “negociação” com a facção terrorista que decapitava cristãos nos territórios ocupados pela jihad.

Já imaginando a possibilidade de algum entusiasta da “causa palestina” afirmar que em países ocidentais os protestos não costumam contemplar manifestações antissemitas – o que é natural, uma vez que a imprensa normalmente não noticia casos de judeufobia – vale informar que tal qual ocorre no Irã, Síria ou em outros países muçulmanos, “manifestantes pacíficos” queimam bandeiras e “gritam morte à Israel” não apenas em Londres. Inacreditavelmente, os atos de ódio acontecem em algumas cidades no Ocidente.

Na Grã-Bretanha,  o “evento de ódio” acontece desde o ano de 2012 e tem milhares de pessoas marchando pelo centro de Londres com a presença garantida de apoiadores do grupo terrorista Hezbollah que vibram hasteando bandeiras da facção ostentando um fuzil AK 47 como “símbolo da paz”. O Hezbollah, também conhecido como “Partido de Alá” é um grupo terrorista islâmico xiita estabelecido no Líbano e financiado pelo Irã. Embora suas lideranças não façam distinção entre as atividades políticas e militares, o Reino Unido decidiu banir apenas a ala militar mantendo como “legal” a ala política, ao contrário de países como Japão, Canadá, França, Estados Unidos, dentre outros, que baniram a organização islâmica reconhecendo-a como “terrorista”.

A marcha de domingo em Londres não foi diferente dos anos anteriores: muitíssimos pedidos para proibir as bandeiras do Hezbollah foram realizados e até petição com 17 mil assinaturas foi apresentada tentando convencer o ministro do interior Sajid Javid[5], que é muçulmano, filho de imigrantes paquistaneses[6]. Porém, o ministro Sajid sabe como “bom muçulmano” que não há separação entre “mesquita” e “Estado”, de forma que o dogma religioso islâmico deve prevalecer sobre suas decisões como representante de um Estado que nada mais tem de secular, pois já se submeteu às exigências das lideranças islâmicas. Sajid não ousaria perturbar os agentes do “Partido de Alá” na sua manifestação religiosa de apoio à jihad contra os judeus!

Se ainda assim, houver “um pitaco” de dúvida sobre a beligerância do “filhote do Irã” (Hezbollah) e a real motivação do Dia de Al-Quds, aconselho consultar o discurso do seu líder libanês, Hassan Nasrallah, na sexta-feira sagrada para os muçulmanos, que serviu de notória ameaça de guerra, leia-se “jihad”, termo mais apropriado para os islâmicos ortodoxos: Não queremos destruir, matar ou jogar alguém no mar. Peguem seus aviões e barcos e voltem para os países de onde vocês vieram. Mas se vocês insistirem na ocupação, o DIA DA GRANDE GUERRA ESTÁ CHEGANDO, o dia em que todos nós iremos orar em Jerusalém.

Em Toronto, no Canadá, o sheik Shafiq Hudda, diretor do Serviço Humanitário Islâmico, em Kitchener, disse durante a manifestação que chegará o dia em que “veremos a erradicação dos poderes injustos como o império norte-americano e como os sionistas israelenses[7]”.

Todavia, sabedor de que falta ao brasileiro conhecimento sobre a “cultura de ódio do Irã”, o deputado federal Evandro Roman, do Partido Social Democrático (PSD/Paraná), que também é presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Irã, se habilitou como proponente de uma Sessão Solene em Homenagem ao Dia Mundial de Al-Quds[8]. O gesto de estranha “afeição” aos propósitos jihadistas do Irã é o resultado de uma política de aproximação com totalitárias ditaduras islâmicas desde o governo Lula. Em março, o deputado Evandro teve encontro na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional com o embaixador iraniano no Brasil Seyed Ali Saghaeyan e o presidente da Comissão de Agricultura, Água e Recursos Naturais do Parlamento Islâmico do Irã, Ali Akbari, tendo como suposto objetivo “impulsionar ainda mais a troca comercial e simplificar operações financeiras entre as duas economias, além de adensar os LAÇOS DE AMIZADE e de COOPERAÇÃO PARLAMENTAR[9].

Uma sessão solene honrando um evento costumeiramente de ódio contra o Estado judeu. Nada mais “útil” para aperfeiçoar os “laços de amizade” e “cooperação parlamentar” com um país que promete sempre “varrer Israel do mapa”! O deputado certamente tem conhecimento que o parlamento religioso iraniano jamais celebrará qualquer evento religioso em apoio ao Brasil.

Além disso, o deputado Evandro ainda utilizou de ardil quando a bancada evangélica pressionou o presidente da Câmara Rodrigo Maia, que temporariamente suspendeu a sessão solene, conforme noticiado na coluna do jornalista Ancelmo Gois[10]. Todavia, a suspensão só serviu para “mascarar” o evento, pois, apenas trocaram o nome de “Al-Quds” para “Jerusalém”ao mudar parte do título da sessão solene. Aliás, o deputado Evandro leu o discurso de Rodrigo Maia, frisando que o objetivo seria “homenagear a milenar cidade de Jerusalém, cujo nome em árabe é Al-Quds”, porém, deixou claro que “a data é comemorada na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã”. A propósito, o embaixador do Estado palestino – que de fato não é reconhecido como tal pela ONU – esclareceu que o “Dia Mundial de Jerusalém” trata-se de evento criado pelo aiatolá Khomeini, fala esta repetida por autoridades islâmicas presentes.

O evento teve apoio do Deputado Ivan Valente (PSOL/SP), que demonstrou bizarro desconhecimento do tema, repetindo duas vezes o direito dos “povos palestinos”(sic) que remontaria à 1848, mostrando dificuldade de conhecimento acerca da data de independência do Estado de Israel, ocorrida no ano de 1948.

Durante a solenidade, uma senhora visivelmente desequilibrada passou a atacar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC/SP), no momento em que fazia discurso expondo as violações dos direitos humanos promovidas por palestinos. Após alguns minutos, houve balbúrdia e o deputado Evandro ameaçou pedir a retirada daqueles que, descontrolados, tentavam impedir a fala de Eduardo Bolsonaro numa deprimente cena de intolerância ao pluralismo de ideias que deve vigorar em países democráticos. Espantosamente, o deputado que presidia a sessão solene ainda prometeu conceder o “direito à palavra” para a desordeira numa tentativa de acalmá-la, apesar da mesma não estar inscrita no programa oficial.

Fato é que a falaciosa motivação pacífica da sessão solene caiu por terra com o pronunciamento das lideranças convidadas: o Presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Lutas pela Paz (Cebrapaz), por exemplo, defendeu abertamente a “intifada”(ações violentas) contra Israel, enfatizando que teria respaldo no “Direito Internacional”, e ainda justificando a pretensa “paz” que defende através da imposição da jihad contra o povo judeu. Por sua vez, além de proferir raivosas e inverídicas acusações contra Israel, o embaixador iraniano em irascível colocação chamou o país de “NÓDULO CANCERÍGENO no Oriente Médio” e ainda acusou o Estado judeu de “tentar deformar a identidade cultural” da região. O embaixador pediu apoio de “todos os defensores da liberdade no mundo”, omitindo a dura realidade: não há liberdade alguma no Irã, onde até o Tweeter foi banido pelo violento regime.

Enfim, se essa união imoral com um país totalitário islâmico continuar “inflamando corações” de parlamentares comunistas brasileiros – como o Evandro Roman e Ivan Valente PSOL/SP –  corremos o sério risco de vermos a cena da bandeira dos Estados Unidos sendo queimada no Congresso assim como aconteceu no Irã[11]. Enquanto isso, as minorias étnicas, religiosas e de gênero continuarão sendo perseguidas e torturadas sem a necessária solidariedade do “anão diplomático” chamado “Brasil, empenhado em salvaguardar o “direito à tirania” dos governos carniceiros que celebram os “encantos sanguinários da jihad”.

Publicado originalmente no Portal Gospel Prime  com  imagem Central da Pauta

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos no Oriente Médio e colunista de alguns portais.

[1] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/06/14/resolucao-da-onu-condena-israel-por-forca-excessiva-na-fronteira-de-gaza/

[2] http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/videoArquivo?codSessao=74029#videoTitulo

[3] Mês sagrado dos muçulmanos onde é praticado o jejum ritual.

[4] https://www.gatestoneinstitute.org/12483/london-al-quds-terrorism

[5] https://altnewsmedia.net/general/al-quds-london-2018/

[6] https://www.thenews.com.pk/latest/311353-new-uk-interior-minister-is-son-of-pakistani-immigrants

[7] https://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/247375

[8] http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/558947-AGENDA-DO-DIA.html

[9] http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/credn/noticias/evandro-roman-recebe-parlamentar-iraniano-na-camara

[10] https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/rodrigo-maia-suspende-sessao-de-evento-em-apoio-causa-palestina.html

[11] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/05/lider-supremo-do-ira-diz-que-trump-sera-comido-por-cobras-e-formigas.shtml

 

Troféu à Insensatez

Por Ariel Krok

Os assédios, as pressões, as ameaças e até o terrorismo, todos venceram. É camaradas, não sejam modestos, o mérito é todo seu.

Era para ser um jogo amistoso, um aquecimento para a Copa do Mundo, uma oportunidade de alegrar, descontrair, congregar em uma das coisas que árabes e israelenses mais concordam, futebol.

Mas a turminha humanista, de uma causa só, não poderia deixar passar a oportunidade de serem mais idiotas úteis que nunca.

Mal sabem que o Capitão da seleção israelense de futebol é um israelense, árabe muçulmano, nem imaginam que cinco jogadores da seleção de Israel são árabes também.

Nunca se interessaram em saber sobre a minoria com provavelmente mais diretos em todo Oriente Médio, são profissionais liberais, médicos, empresários farmacêuticos, advogados e até Ministro do Supremo Tribunal israelense.

Nunca quiseram se inteirar com o fato que os árabes em Israel tem grande representatividade no parlamento, mais exatamente a terceira maior força política (lista árabe), sendo que representam apenas 20% da população de Israel que vive em situação infinitamente melhor que quaisquer outras minorias nos países da região, basta ver a perseguição aos Bahá’is no Irã, estes mesmos que em Israel abrigam o seu centro mundial. Vejam o exemplo da perseguição aos Curdos na Turquia, dos Yazidis no Iraque, a perseguição aos cristãos em boa do Oriente Médio, com exceção, é claro, de Israel, seu único porto seguro realmente garantido.

O mesmo vale para o público LGBT, perseguidos, presos e condenados a morte única e exclusivamente por sua opção sexual. Mas à turminha “progressista” não interessa levar em consideração que a terceira maior parada LBGT do mundo é justamente em Israel onde árabes gays de toda região, inclusive palestinos, se abrigam, onde são aceitos e respeitados.

Nem se fala então nos diretos das mulheres. Na Arábia Saudita somente agora (pra ser mais exato esta semana) as mulheres tiveram permissão de dirigir um carro, na maioria dos países deste lado do mundo, mulheres dependem da permissão e companhia de um homem próximo (pai, marido, irmão) para se locomoverem.

No Irã mulheres são apedrejadas até a morte como pena por adultério, muitas vezes “adultério” este consumado ao serem estupradas e sem a sorte de ter cinco testemunhas homens que tenham presenciado o estupro para tentar evitar o apedrejamento de uma vítima.

Já na Israel do inicio dos anos 70 era eleita a primeiro chefe de Estado mulher, Golda Meir, quando a imensa maioria das mulheres dos países vizinhos não podiam sequer votar.

No entanto quem é o único país que sofre ameaças diárias à sua existência, mas o mundo se faz de besta, o único com campanhas mundiais de boicotes, sanções e desinvestimentos que efetivamente evitam, reduzem ou atrapalham e constrangem as visitas, contatos e trocas científicas, médicas, tecnológicas e esportistas, como o cancelamento do amistoso com a Seleção Argentina, com israelenses.

O único país que é de fato atacado por seus vizinhos rotineiramente, mas não lhes é permitido se defender, o único que sofre disparadamente o maior numero de derrotas com condenações em vários organismos internacionais mesmo com todos os inúmeros exemplos de respeito aos direitos humanos.

Se estes ataques morais e físicos não são antissemitismo travestido de antissionismo, qual é a explicação?

Blog Times of Israel  e imagem Palestine Chronicle

Ariel é administrador de empresas formado em Comercio Exterior no Mackenzie, tem um MBA em Marketing na ESPM e Cursode Especialização em Liderança Empresarial e Comunitária na Instituição de ensino superior e pesquisa Insper e no Instituto Rutenbergem em Haifa – Israel. É palestrante ativo com apresentações em escolas, sinagogas, centros comunitários, igrejas, clubes, etc, com 25 anos de voluntariado comunitário como monitor, instrutor, dirigente e diretor de instituições. Há mais de 22 anos é um estudioso e entusiasta da historia, política, diplomacia e geografia no mundo mas principalmente do Oriente Médio. Morou em Israel e já retornou mais de uma dúzia de vezes para lá e para outros países da região (Egito, Territórios Palestinos ..). Em várias oportunidades teve contatos, encontros, discussões com diversas autoridades, formadores de opinião e jornalistas, em Israel, EUA e Brasil. Escreve artigos publicados em diversas mídias, como a Revista Shalom, Blog do Jornal Times of Israel, Tribuna Judaica e Portais como Pletz, WebJudaica, sites, etc … Membro do JDC (Jewish Diplomatic Corps) do WJC (World Jewish Congress) ; Diretor na JJO (Juventude Judaica Organizada); Conselheiro no Fundo Comunitário Jovem

Britânicos protestam contra Israel, mas se calam contra “epidemia das facas” que assola Londres

Por Andréa Fernandes

Dando continuidade ao apoio inconsciente à agenda jihadista contra os judeus e o Ocidente outrora cristão, os “infiéis britânicos” protagonizaram mais um “show de bizarrice” ao promover um protesto em frente à residência oficial da primeira-ministra britânica condenando Israel[1] por defender suas fronteiras contra ataques palestinos durante incidentes violentos provocados em obediência às ordens do grupo terrorista Hamas que conclamou a “marcha do retorno[2] visando causar arruaças na fronteira usando a população civil a fim de infiltrar terroristas no território israelense, além de perpetrar ataques terroristas contra os soldados em prontidão.

Milhares de britânicos atenderam ao convite dos organizadores do evento em Londres, a saber: Fórum Palestino na Grã-Bretanha, Campanha de Solidariedade Palestina, Coalizão Pare a Guerra, Amigos de al-Aqsa, Associação Muçulmana da Grã-Bretanha e várias outras organizações.

Abdul Rahman Tamini, porta-voz do Fórum Palestino da Grã-Bretanha exortou à chanceler Teresa May a parar imediatamente de armar o exército israelense, sem se importar, é lógico, com as exportações de armas para algumas ditaduras totalitárias islâmicas que utilizam o armamento para massacrar seus irmãos muçulmanos em conflitos variados. E para garantir uma “aristocrática submissão”, o evento antissemita contou com a participação da baronesa Jenny Tonge, a qual verbalizou sentir “vergonha” pelo que estava acontecendo em Gaza, criticando, ainda, seus colegas da “Câmara dos Lordes”, que segundo ela, manifestam relutância  em tomar medidas apropriadas para “impedir os massacres cometidos contra os palestinos”.

Alto lá! A baronesa fala de “vergonha” quanto ao “uso da força” por soldados israelenses que abateram pelo menos 10 jihadistas integrantes de grupos terroristas em Gaza e outros elementos que usaram de violência para violar a fronteira objetivando cumprir o comando destrutivo do líder do Hamas. No entanto, causa-me espécie o pronunciamento arrogante da sra. Tonge, que se preocupa com as medidas de segurança de um Estado soberano para impedir ataques terroristas aos seus nacionais, mas não se pronuncia publicamente sobre a real “vergonha” que não lhe “envergonha”, ou seja, o pronunciamento do prefeito muçulmano de Londres declarando nova política de “controle de facas” para tentar acabar com “epidemia de esfaqueamentos”[3]. Se Israel não se defendesse do ódio promovido pelas lideranças palestinas, certamente os “pacifistas palestinos” da “marcha do retorno” que portavam “singelos machados” na fronteira teriam a mesma ação jihadista dos “esfaqueadores londrinos“.

Como sou sabedora do silêncio da imprensa brasileira sobre os acontecimentos dentro das “fronteiras do Reino Unido”, cumpre noticiar que o prefeito londrino Sadiq Khan anunciou na sexta-feira a criação de uma “força-tarefa” de 120 policiais encarregada de livrar os espaços públicos de “indivíduos pacíficos” munidos de facas. Khan foi obrigado a abandonar a estratégia previamente acordada com as esquerdas de acusar de “racistas” e “islamofóbicos” aqueles que defendiam a ideia de revistar suspeitos.

O prefeito muçulmano percebeu que o discurso acusatório falacioso não mais se sustentava tendo em vista o aumento dramático nas taxas de homicídio, realidade esta observada pelo Parlamento, que também pretende adotar severa legislação de “controle de facas”, e há expectativa que o governo do Reino Unido proíba a venda de facas “on line” e entregas de facas domésticas, bem como deve tornar ilegal a posse de determinados objetos cortantes. Nesse momento, creio que o leitor também se sinta invadido por aquele sentimento estranho de “vergonha alheia”, não? A baronesa observando o “quintal alheio” enquanto o seu próprio povo está sendo exterminado por “facas afiadas” pelo covarde multiculturalismo europeu. Coisas de Europa Ocidental…

Bem que a baronesa poderia cobrar posição da “Câmara dos Lordes” sobre essa “epidemia das facas”! Porém, se as vítimas britânicas do caos caminham em direção ao matadouro sem reclamar, por que uma frívola aristocrata se preocuparia? Fica mais fácil se intrometer em conflito alheio para desviar o foco das desgraças internas…  Aliás, seria um erro imperdoável não citar a presença de um membro da cúpula do Partido Trabalhista, o “antissemita de carteirinha” Jeremy Corbyn, que discursou representando o partido confirmando solidariedade à Gaza, rejeição ao uso da força por Israel contra os manifestantes e condenação do silêncio da comunidade internacional sobre o que denomina “crimes cometidos pela ocupação israelense”.

Jeremy Corbyn e seu partido eram realmente “necessários” para que o evento expressasse o “ápice do antissemitismo” representado pela aliança islâmico-comunista. Afinal, o jornal “Sunday Times” apresentou recentemente relatório denunciando que doze importantes membros da cúpula do Partido Trabalhista no Reino Unido divulgavam conteúdo antissemita em grupos do Facebook, sendo certo que foram identificadas mais de 2 mil mensagens racistas, antissemitas, misóginas, violentas e abusivas em 20 grupos que totalizam 400 mil integrantes, grupos estes de acesso restrito e que apoiam o sr. Corbyn[4].

Nem mesmo parlamentares do partido foram poupados dos “crimes de ódio”: a deputada judia Luciana Berger foi chamada de “sionista vil”, e ainda pediram: “livre-se desse câncer”. Isso lembra discursos nazistas? Mas tem mais… Jonathan Arkush, chefe do Conselho de Diretores, foi chamado de “judeu sionista bandido”. O nome do grupo no Facebook é “Jeremy Corbyn, o Verdadeiro Socialismo”, o que me leva a refletir: Seria o “verdadeiro socialismo” uma face tácita do antissemitismo? Penso que na perspectiva dos mediadores do grupo e um número não preciso de seguidores, sim.

Dessa forma, daria para esperar outra postura de um líder de partido antissemita? Esse é o “aliado infiel” mais querido do jihadismo que engoliu o Reino Unido e transformou sua capital em “Londonistão”. Graças aos “antissemitas politicamente corretos” que circulam pelo parlamento apoiando discursos de ódio contra Israel, centenas de britânicos se uniram ao Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria e Iraque, pois, onde o ódio contra judeus impera, o extremismo islâmico se estabelece.

Eis o “padrão” adotado pelo Reino Unido: Deve ser condenado e punido um Estado que mata cerca de 30 jihadistas que tentam invadir seu território atendendo ao pedido de um líder terrorista gritando “vamos erradicar as fronteiras, arrancaremos seus corações e rezaremos em Jerusalém[5]”, inobstante imagens claras de agressores usando armas variadas no ataque, inclusive, coquetéis molotov e explosivos. A bandeira ostentando símbolo nazista e os gritos de “morte aos judeus” também não contam…

Porém, a “ideologia islâmica” que alimentou os 200 terroristas britânicos mortos em ação na Síria e Iraque, além de aproximadamente 650 que retornaram à Grã-Bretanha[6] – considerada dar al-Harb (terra da guerra) para a ortodoxia islâmica – está livre para converter todo Reino Unido ao “Reino da Sharia” (lei islâmica). Enquanto isso, Israel segue resoluto defendendo o seu território da “piedosa jihad“ apregoada pelo mundo muçulmano contra os judeus.

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Publicado originalmente em Gospel Prime e imagem The Jerusalem Post

[1] https://www.middleeastmonitor.com/20180408-israel-condemned-at-massive-rally-in-london-for-attack-on-gaza/

[2] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/03/31/protestos-palestinos-a-elevacao-da-marcha-do-terror/

[3] https://www.dailywire.com/news/29179/londons-mayor-declares-intense-new-knife-control-emily-zanotti

[4] https://www.timesofisrael.com/uk-labour-officials-are-in-facebook-groups-with-anti-semitic-content-report/

[5] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/04/07/violencia-palestina-na-fronteira-resulta-em-7-mortos-e-mais-de-1000-feridos/

[6] http://www.bbc.com/news/uk-32026985

 

A apatia da Cisjordânia em meio ao caos em Gaza mostra que os palestinos se tornaram um povo dividido

De KHALED ABU TOAMEH

Não é que os banqueiros ocidentais não se importem, é mais que a separação física, está gradualmente criando separação emocional

Para os palestinos na Faixa de Gaza, sexta-feira foi outro dia difícil.

Para os palestinos na Cisjordânia, sexta-feira era apenas mais um dia comum – um dia para casamentos, reuniões de família e, para alguns, jantar nos restaurantes chiques de Ramallah e Nablus.

Já se foram os dias em que as mortes de palestinos na Faixa de Gaza (por Israel) levariam os palestinos da Cisjordânia a declarar uma greve geral ou tomar as ruas para protestar contra Israel.

É verdade que houve alguns confrontos entre os manifestantes palestinos na Cisjordânia na sexta-feira, mas não houve nada incomum sobre os protestos. Tais protestos, especialmente em aldeias nas áreas de Ramallah e Nablus, ocorrem todas as sextas-feiras há vários anos.

Longe, também, são os dias em que a morte de um palestino em confrontos com as IDF na Cisjordânia provocaria protestos e uma greve geral na Faixa de Gaza.

Durante os anos 70 e 80, a situação era diferente, particularmente nos anos da Primeira Intifada, que eclodiu no final de 1987.

Esses foram os anos em que os palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza sentiram que eram um só povo, e o vínculo entre eles era mais forte do que nunca.

No entanto, a separação física entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, que começou após a assinatura dos Acordos de Oslo e atingiu seu auge 11 anos atrás, quando o Hamas tomou o controle do enclave costeiro, moveu os palestinos nessas duas áreas mais distantes um para o outro.

Hoje, quase não há contato direto entre os palestinos na Cisjordânia e aqueles que vivem na Faixa de Gaza. A grande maioria dos palestinos na Cisjordânia nunca esteve na Faixa de Gaza. Para eles, a Faixa de Gaza não é muito diferente da Síria, do Líbano ou do Iraque.

“Nossos corações foram endurecidos como pedras?”

Não é que os palestinos da Cisjordânia não se importem mais com seus irmãos na Faixa de Gaza. Em vez disso, é a sensação de que assistir as notícias vindas da Faixa de Gaza não é mais tão diferente do que assistir ao que acontece na Síria, no Iraque e em outras partes do mundo.

O que vem à mente neste caso é o provérbio árabe que diz: “O que está longe do olho está longe do coração.” Esta é uma expressão que é usada para se referir ao fato de que a distância física freqüentemente leva à distância emocional.

Enquanto os palestinos na Faixa de Gaza estavam se manifestando na sexta-feira ao longo da fronteira com Israel, como parte da chamada Marcha de Retorno, seus irmãos na Cisjordânia continuavam com vida normal. Mais uma vez, foi como se os eventos na Faixa de Gaza estivessem ocorrendo em outro país.

Alguns palestinos argumentam que há mais neste fenômeno crescente do que aparenta.

Eu não sei o que mudou em nós“, observou Nader Dana, gerente de um laboratório médico em Jerusalém Oriental, em um post no Facebook. “Nossos corações foram endurecidos como pedras? Nós paramos de nos importar [sobre o que acontece na Faixa de Gaza]? Eu penso muito, mas não consigo encontrar uma resposta. ”

A observação de Dana se refere ao que é percebido como uma apatia generalizada entre os palestinos da Cisjordânia em relação aos seus irmãos na Faixa de Gaza.

Ele acrescentou que se lembra dos dias de volta nos anos 70 e 80, quando a morte de um palestino “em qualquer parte da Palestina” provocaria manifestações e greves gerais. Então, ele apontou, os palestinos até cancelariam casamentos e outras celebrações “em homenagem aos mártires e suas famílias”.

Autoridade Palestina Mahmoud Abbas (C) participa da “Conferência de Jerusalém como a Capital da Juventude Islâmica” na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, em 6 de fevereiro de 2018. (AFP PHOTO / ABBAS MOMANI)

Outro morador de Jerusalém Oriental, Ahmed Natsheh, atribuiu a apatia entre os palestinos da Cisjordânia a fatores econômicos. “As pessoas só querem ganhar a vida e cuidar de suas famílias“, explicou ele. “Greves gerais só causam danos. Quando um comerciante fecha sua loja, ele e sua família sofrem. Isso não tem impacto em Israel. Hoje, as coisas mudaram e a maioria das pessoas age em seu próprio interesse. ”

Ibrahim Deabis, um proeminente jornalista e ex-diretor de escola de Jerusalém Oriental, concordou. “As pessoas hoje pensam e agem de forma pessoal, e não nacional“, disse ele. Deabis também culpou a indiferença no que ele descreveu como a “semi-desconexão” entre os palestinos e seus líderes.