Arquivo da categoria: Artigos

OMS legitima “ciência prostituta” subserviente à China genocida

Por Andréa Fernandes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) deu a cartada decisiva para demonstrar a sua verdadeira finalidade: promover os interesses escusos do regime genocida da China. O diretor-geral Tedros Ghebreyesus anunciou na segunda-feira (25/05), que a entidade decidiu interromper os testes de tratamento do novo coronavírus com hidroxicloroquina que coordenava com cientistas de 100 países após um suposto “estudo” indicar aumento do risco de morte dos pacientes.

O estudo a que se refere a instituição foi publicado pela revista The Lancet, segundo o qual 96 mil pacientes medicados com hidroxicloroquina não teriam apresentado benefícios para o tratamento da Covid-19, tendo sido salientado, inclusive, a alta taxa de mortalidade desses pacientes. Aliás, como a iniciativa insólita de interromper pesquisas com cientistas de uma centena de países foi ocasionada por meramente UM artigo de revista científica, resolvi ler o conteúdo.

O estudo publicado na revista The Lancet é conclusivo?

O “estudo” afirma que a comunidade global ainda aguarda os resultados de estudos controlados e randomizados em andamento visando mostrar os efeitos da cloroquina e hidroxicloroquina nos resultados clínicos da COVID-19, ponderando que os medicamentos “podem estar associados à toxicidade cardíaca“, o que na verdade, revela irrefragavelmente o benefício da dúvida.

Consta na publicação que este seria o maior estudo observacional publicado até o momento sobre os efeitos da cloroquina ou hidroxicloroquina, com ou sem macrólido, em 96.032 pacientes hospitalizados de acordo com informações de um registro internacional composto por 671 hospitais. Todavia, no bojo do estudo há o reconhecimento “das limitações inerentes à natureza observacional”, e percebe-se que nem de longe pode ser considerado “conclusivo” ao ponto de interromper pesquisas em andamento, conforme se lê abaixo:

Seus resultados indicam uma ausência de benefício dos tratamentos baseados em 4-aminoquinolina nessa população e sugerem que eles podem até ser prejudiciais. É tentador atribuir o aumento do risco de mortes hospitalares à maior incidência observada de arritmias ventriculares induzidas por medicamentos, uma vez que esses medicamentos prolongam o QTc e provocam torsade de pointes. No entanto, a relação entre morte e taquicardia ventricular NÃO foi estudada e as causas das mortes (isto é, arritmias versus não arrítmicos) não foram adjudicadas.

O estudo é compatível com a forma de tratamento indicado para a Covid-19?

Em 25 de fevereiro, o Professor Didier Raoult, Presidente do Instituto de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Marselha – considerado um dos principais centros de pesquisa europeus sobre epidemias e pandemias – anunciou a descoberta  de um tratamento eficaz para os pacientes infectados. O renomado epidemiologista francês promoveu a cura de 24 pacientes utilizando a hidroxicloroquina (medicamento usado contra a malária desde 1949) e azitromicina (antibiótico). Foi nesse momento que houve uma ferrenha batalha política iniciada pelo ministro da Saúde, que considerou “inaceitáveis” as declarações do professor Raoult, que rapidamente deixou de ser o mais prestigiado epidemiologista do país.

Houve controvérsia, uma vez que vários médicos vinculados ao presidente Macron refutaram a descoberta e outros especialistas apoiaram as manifestações do professor Raoult, o que fez com que o presidente francês publicasse um decreto , autorizando o tratamento do epidemiologista em “hospitais militares” exclusivamente para “pacientes que atingissem a fase aguda da doença“, proibindo os demais médicos de receitar hidroxicloroquina. Diante da medida absurda, o professor Raoult asseverou que o tratamento só teria eficácia sendo administrado ” antes da doença atingir sua fase aguda “. E no dia 10 de abril, o especialista publicou informações discorrendo sobre o tratamento e cura de 2.401 pacientes.

Ademais, o jornal The Washington Times (02/04) divulgou uma  pesquisa internacional envolvendo mais de 6.000 médicos que atestavam que o medicamento antimalárico hidroxicloroquina era o tratamento mais bem avaliado para o novo coronavírus. Nos Estados Unidos, a agência  Food and Drug Administration (FDA) autorizou o “uso compassivo” da hidroxicloroquina para tratar dos pacientes com casos graves ou com risco de vida enquanto aguarda os resultados de testes científicos, projetos que devem ser finalizados em pouco mais de um ano.

Inobstante a recomendação do professor Raoult ser explícita no sentido de que a hidroxicloroquina deve ser prescrita tão logo ocorram os primeiros sintomas da doença, a OMS nunca possibilitou essa prática, já que em seu Protocolo não há estipulação de qualquer espécie de tratamento para os sintomas iniciais da doença.  Vale transcrever o Protocolo da OMS que foi também adotado pelo Brasil :

⇒ A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.

⇒ Se uma pessoa tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais) e monitorar os sintomas. Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito(Atualizado em 25 de maio)

Como se vê, evidencia-se que a orientação da OMS, seguida cegamente pelo ex-ministro  da Saúde Luiz Henrique Mandetta, indica que o doente só deve buscar socorro médico quando estiver “com o pé na cova”, sendo lógico que nessa fase o uso da hidroxicloroquina já não garante satisfatória recuperação.

Ora, considerando que o estudo publicado na Revista The Lancet incluiu pacientes internados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, dentro das 24 horas do diagnóstico do novo coronavírus, salientando-se literalmente que “a COVID-19 foi diagnosticada, em cada local, com base em Orientação da OMS, presume-se que os pacientes que serviram para o “estudo fraudulento” já estavam bastante debilitados, impossibilitando, com isso, a eficácia da medicação conforme a orientação do Professor Raoult.

Há que se observar que o estudo sub oculis, reconhecendo sua inequívoca limitação, prevê a necessidade de confirmação urgente de sua SUGESTÃO de não ser prescrita a hidroxicloroquina, o que deve ser feito através de ensaios clínicos randomizados. A propósito, é de bom alvitre trazer à baila fragmento de artigo científico sobre o caráter LIMITADO do “estudo observacional”, que figura como base sustentada pela revista The Lancet para proibir medicação que veio a ter apoio da OMS ao promover a irresponsável “pausa” nas pesquisas:

Uma classificação prática é aquela que divide os estudos
em dois grandes grupos: experimentais e não experimentais.
Os estudos experimentais são sempre analíticos, longitudinais
e prospectivos. Dos vários tipos de estudos experimentais, o de
uso mais frequente, uma vez que proporciona evidências mais
fortes, é o ensaio clínico randomizado (ECR). Diferente dos
estudos observacionais em que o pesquisador não interfere na
exposição, nesse estudo o pesquisador planeja e intervém ativamente nos fatores que influenciam os indivíduos da amostra.

O artigo científico acima referenciado  aconselha uso de ensaio clínico randomizado quando há INCERTEZA sobre o efeito de uma exposição ou tratamento. É no mínimo “estranho” a OMS paralisar importantes pesquisas científicas em mais de cem países com base num estudo potencialmente superficial promovido por uma revista científica.

A militância ideológica pró-China da Revista “The Lancet”

Em 19 de fevereiro, a revista médica britânica publicou uma declaração aos profissionais de saúde pública e médicos chineses rechaçando os “rumores e informações erradas” sobre a origem da Covid-19, e naquela oportunidade, noticiou que cientistas de vários países concluíram esmagadoramente que o coronavírus teve origem na vida selvagem.

Ocorre que a manifestação precoce da entidade mostra uma defesa descabida em relação ao regime chinês que confronta com a necessária “isenção científica”, visto que, atualmente – apesar de a OMS e alguns cientistas acreditarem na versão de que o vírus se espalhou para os seres humanos através de um evento natural – fato é que não há comprovação científica dessa tese e somente a realização de testes na China nos próximos meses poderiam eventualmente esclarecer a fonte do surto. O problema é que a China, que alega em todo tempo “inocência”, se recusa a autorizar investigação internacional em seu território para averiguar a origem do vírus. Essa postura só reforça a acusação de Donald Trump  ao afirmar ter evidências de que o novo coronavírus se originou de laboratório de virologia em Wuhan,

O fato de um regime conhecidamente tirano não permitir que a OMS envie especialistas para investigar uma questão que é de interesse global não causou qualquer condenação da revista The Lancet, que tece portentosos elogios à ditadura como se constata em editorial do dia 22 de abril pontuando que a rápida contenção da Covid-19 na China foi impressionante e representa “um exemplo encorajador para outros países. Mas, o viés marxista da revista a impediu  de reconhecer uma falha gravíssima que é um “péssimo exemplo” para o mundo: em 11 de março, o jornal The Guardian noticiou  a respeito de um estudo apontando que o número de casos poderia ter sido reduzido em 66% se a China tivesse agido uma semana antes. Segundo os pesquisadores, os mesmos procedimentos adotados três semanas antes poderiam ter reduzido os casos em 95%. De modo que, a veloz disseminação do coronavírus em todo o mundo poderia ter sido bastante reduzida se as medidas adotadas pela China para controlar o surto fossem aplicadas apenas algumas semanas antes.

No dia 1º de maio, o editor-chefe da revista Richard Horton, em entrevista à CCTV não conseguiu conter a paixão ideológica e extravasou: Os EUA desperdiçaram todo o mês de fevereiro e início de março. É decepcionante ver os políticos americanos dando crédito às teorias da conspiração e promovendo tratamentos não comprovados“.

A China recebeu apenas elogios durante a entrevista. Horton enfatizou que é inútil e incorreto culpar a China pela origem do coronavírus, ressaltando a “resposta bem-sucedida” do regime e ainda afirmou que a China estava novamente dando uma lição para outros países aprenderem.

A militância do editor-chefe em favor do regime genocida valeu um “presente”: O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China fez umapublicação na “revista parceira”  acerca da vacina em fase de testes que supostamente teria sido eficaz em auxiliar a resposta do sistema imunológico ao novo coronavírus. Logo, é assim que funciona: China propaga o vírus, mas junto com a peste enriquece vendendo máscaras, respiradores, equipamentos de proteção individual, e ainda de quebra, pode posar no cenário internacional como a “salvadora da humanidade” com o desenvolvimento de uma vacina. Tudo coincidência misturada com tendências visionárias que antecipam produção gigantesca para atender avassaladora demanda global. É muita “eficiência”, não?

Quando um regime genocida aponta “sinceridade” para a “ciência”

Por pura curiosidade, li algumas publicações da revista The Lancet e percebi uma tendência de defesa do regime chinês. Exemplo lapidar desse procedimento nada científico diz respeito às usuais atrocidades cometidas contra prisioneiros para faturar na “indústria de transplantes”. A China admitiu ter usado prisioneiros como doadores em 2005 e prometeu dar fim à prática em 2013, bem como em 2014, afirmando que não mais praticava tais atrocidades em 2015.

Acreditando na “promessa” de regime sanguinário, a “revista científica militante” amada pela mídia global publicou artigo intitulado China caminha para um sistema ético de doadores de órgãos. E sabe qual foi a fonte que garantiu o cumprimento do “compromisso”? O chefe do Escritório de Transplante da China.

A revista acredita piamente na idoneidade de déspota quando afirma: Este passo é o mais recente de uma série de pequenas reformas que sugerem que o Ministério da Saúde é sincero em suas aspirações por mudança.

Pois é, a ciência deixou de ser cética  e resolveu crer na “sinceridade” de um regime sanguinário. Mas não deu certo, pois as perversidades tiveram continuidade. Porém, a ditadura “mereceu” uma segunda chance e a revista publicou em março de 2015, matéria dando mais um voto de confiança à China, que voltou a prometer em 1º de janeiro daquele ano que iria abandonar sua especialidade de crueldade.

É claro que a ditadura continuou assassinando prisioneiros como sempre fez desde a década de 1970, sendo confirmados os crimes por tribunal independente em Londres, após obter provas de médicos especialistas, investigadores de direitos humanos e outros depoentes. Parte da decisão manifesta assombro com os crimes que a ciência “releva”:

“A conclusão mostra que muitas pessoas morreram de maneira indescritível e hedionda, sem motivo, que mais podem sofrer de maneiras semelhantes e que todos nós vivemos em um planeta onde extrema maldade pode ser encontrada no poder daqueles, por enquanto, administrando um país com uma das civilizações mais antigas conhecidas pelo homem moderno. ”

Se o prezado leitor ainda não se convenceu acerca da “atração” que a China exerce na renomada comunidade científica, não custa lembrar de um estudo inédito que pediu a retirada de mais de 400 ARTIGOS CIENTÍFICOS sobre transplante de órgãos em virtude desses órgãos terem sido obtidos de forma “antiética” de prisioneiros chineses. O autor do estudo, professor de ética clínica Wendy Rogers, acusou os periódicos, pesquisadores e clínicos que usaram a pesquisa de serem cúmplices nos métodos “bárbaros” de aquisição de órgãos.

Editor-chefe da revista parceira da OMS é militante marxista

Richard Horton não esconde seu fascínio ideológico e o legitima com um artigo publicado em 2018, tendo por título Marx e a Medicina. O primeiro parágrafo é suficiente para o mais ingênuo dos seres humanos perceber o real motivo do seu ódio a uma medicação que pode salvar milhões de vidas:

Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista da China, em celebração ao último mês de outubro, o presidente Xi Jinping falou da “verdade científica do marxismo-leninismo”. O marxismo (com suas características chinesas), ainda segundo a declaração do presidente Xi, deve ser o fundamento de uma China sadia. Quem se atreveria, hoje em dia, no Ocidente, a exaltar Karl Marx como garantidor da nossa boa saúde?

O atrevimento de uma “ciência prostituta” está na ideia grotesca de citar como “referência em saúde” um regime que viola direitos humanos cuja ideologia embasou o genocídio de milhões de chineses para concretizar o ideal marxista, concebido como “verdade dogmática” pelo “médico militante de extrema-esquerda.

Como esperar de um serviçal da China a nobre tarefa de SALVAR vidas? O uso da hidroxicloroquina deveria estar para além das ideologias, não fosse o ímpeto genocida de um regime cruel que corrompeu parte expressiva da classe médica global.

Faço votos que o Brasil vença a fúria do dragão vermelho e não negue aos seus pobres desprezados pela esquerda progressista o direito à cura!

Andréa Fernandes –  advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem:  Getty Images

 

 

 

 

Conservador, cuidado com o “vírus progressista”!

Por Andréa Fernandes

A união comuno-islâmica vem conseguindo êxito catastrófico em sua agenda nesses últimos tempos  por ter o “interesse comum” suplantando as divergências existentes entre as várias divisões da esquerda e pensamento islâmico. O foco destrutivo é supraidentitário e está para além das “personalidades”.  Regimes e doutrinas impõem sob pacto absoluto – e temporário – de fidelidade o modus agendi global sem que aparentemente “conservadores” consigam desenhar resposta eficaz à guerra ideológica vivenciada.

Muitas vezes, conservadores perdem espaço em território minado pela desinformação por aceitar “meias-verdades” dos ícones que são elevados ao status de formadores de opinião. Se um líder conservador indicar um novo “arauto da verdade”, instantaneamente, ele passa a gozar de austeridade e intocabilidade, de modo que haverá sempre uma legião de “fiéis” garantindo que nenhum “mortal invisível” tenha o direito de criticá-lo racionalmente. De nada adianta lembrar às “hordas do bem” que uma das raízes do Conservadorismo é o Ceticismo. Haverá sempre um “deus” conduzindo o pensamento avesso ao questionamento!

Porquanto, de forma orquestrada, mantenedores do status quo se apresentam como “opositores do sistema” lançando “nomes” e “ideias” que batem sempre nas mesmas “teclas temáticas” para alcançar milhares utilizando nuances de verdade embaladas no pacote da mentira envolto no papel de presente do sensacionalismo. Dessa forma, os assuntos realmente imprescindíveis para a sobrevivência do Ocidente são lançados ao esquecimento ou tratados de forma superficial, sendo estrategicamente substituídos por outros temas que acabam envolvendo a atenção da opinião pública global. É impressionante a quantidade de conservadores cegos por engenhosas “cortinas de fumaça” produzidas por essa gente comprometida com o engano.

Assim, são criadas justificativas para se relativizar a falta de compromisso real com uma “agenda genuinamente conservadora” – se é que ainda existe – pois certas “desinformações” passam a ser consideradas ingênuas ou desprezíveis se o formador de opinião grita “go  Trump”, por exemplo! Frases de efeito sempre induzem multidões…

Tempos atrás, após escrever alguns artigos para certa mídia alternativa de Direita que alcançou a confiança da família Bolsonaro, caí em desgraça por ousar produzir apenas um conteúdo criticando o presidente dos EUA, que certamente ganharia meu voto se americana fosse. Criticar a relação imoral daquele país ocidental com a serpente saudita amparada em fatos laureados por links comprobatórios foi suficiente para me tornar a “falsa conservadora” e receber o convite para sair pela porta dos fundos. Quem sou eu para criticar a maior potência da terra? Uma simples internacionalista mergulhada nas peripécias da espada de Mohammad! Estudar e denunciar sob risco de vida os horrores da jihad não me capacita a desvelar o nível de interferência da serpente islâmica saudita nos Estados Unidos.

A sombra da “Pátria grande”

O Foro de São Paulo, entidade política fundada pelo PT e o Partido Comunista Cubano de Fidel Castro, na década de 1990, visa desde a sua criação organizar a expansão da esquerda de modo a culminar na sonhada Pátria Grande Socialista. Composto por partidos e movimentos de extrema-esquerda da América Latina e Caribe, o Foro contou com importantes mecanismos de ingerência que permitiram a dominação do governo de alguns países levando o continente a experimentar o dissabor do desestabilizante processo de “integração”, que deveria ser consubstanciado através da chamada “demarcação ideológica” espalhando a nova roupagem do comunismo, remodelado como “progressismo”.

Fernando Pacheco, coordenador de relações internacionais da executiva nacional da Juventude do PT, escreveu em 2013, no site oficial do Foro de São Paulo artigo intituladoOs ‘grandes temas’ latino-americanos são agora os da Pátria Grande II, no qual recomenda:

“Antes de tudo, é imprescindível que a América Latina e do Sul seja, efetivamente, uma região geoeconômica única”.

Logo, é imprescindível para os aludidos militantes ideológicos pulverizar as fronteiras nacionais, ação esta que se tornou plenamente viável com a “mão visível” da ONU ao descartar a possibilidade de instalar campos de refugiados na Venezuela para acolher parte da população que foge devido grave crise socioeconômica provocada pelo governo comunista de Maduro. O governo conservador brasileiro, por sua vez, quedou-se da obrigação assumida em campanha pelo candidato à presidência com o povo de Roraima de pressionar a ONU para acolher os imigrantes econômicos – reconhecidos como “refugiados” – e nesse sentido, Bolsonaro passou a culpar a Lei de Migração sem nenhum esforço junto à sua base parlamentar para modificar a lei progressista.

Com isso, defender a integridade territorial e soberania nacional em contraposição aos planos do Foro de São Paulo, bem como combater a agenda globalista da ONU –  que visa exterminar as identidades nacionais através do plano orquestrado há décadas de promover imigração em massa – passou a não mais compor a “agenda conservadora”. Denunciar noite e dia que venezuelanos continuam ingressando no Brasil apesar do fictício fechamento de fronteiras – via decreto presidencial – em razão da pandemia exportada pelo regime chinês, jamais vai render apoio de “conservadores” que gritam a cada minuto “Brasil acima de tudo”. Num país sem tradição política no Conservadorismo, Bolsonaro passou a ser na maioria dos casos a “única voz” que pauta os discursos propagados na mídia alternativa e redes.

A “farra progressista” interiorizando venezuelanos em municípios brasileiros

No contexto de patrulha pró-governo, ai de quem ousar criticar a política pública suicida que fez com que mais de 35 mil venezuelanos fossem “interiorizados” em nosso pobre Brasil sob a “orientação” diabólica do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), tendo a ministra Damares Alves  como “garota propaganda”, a qual postou em seu Twitter foto sorridente ao lado do alto comissário da ONU que a parabenizou naquela oportunidade pelo excelente trabalho de suporte imigratório desenvolvido em Roraima para recebimento de QUINHENTOS VENEZUELANOS diariamente. Que façanha, não?! Foram pouquíssimos os “patriotas” que teceram críticas respeitosas lembrando às “autoridades conservadoras” que essa não é uma “agenda conservadora”! Afinal, há sempre um grupo bem organizado de militantes virtuais “Bolservadores” que “justificará o injustificável”.

Governo Federal como agente propulsor da interiorização moldada pela ONU 

A Operação Acolhida, gestada pelo governo progressista anterior para facilitar a imigração em massa de venezuelanos recebeu reforço do governo conservador de Jair Bolsonaro, o qual assinou Protocolo de Intenções que incentiva municípios brasileiros a acolherem imigrantes e refugiados venezuelanos, sendo acompanhado pela Casa Civil e Secretaria de Governo em conjunto com outros seis ministérios: Cidadania; Justiça e Segurança Pública; Mulher, Família e Direitos Humanos; Defesa; Educação; Saúde e Desenvolvimento Regional. Entrementes, como a agenda globalista já é uma realidade em todo país, participaram ainda do referido “Protocolo de Intenções” a Confederação Nacional de Municípios, que representa as associações municipais e estaduais, e três organismos vinculados à grande vilã, ONU: Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR); Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Sem a mentora do esfacelamento das soberanias nacionais essa “proeza” não seria possível! Mas, a inaceitável ingerência externa de natureza PROGRESSISTA foi tacitamente consentida pela militância conservadora, cuja revolta geralmente é direcionada para os desafetos do presidente, além da estrutura de poder político da extrema-esquerda que arruinou o país.

Ação humanitária, a desculpa progressista global para esfacelar soberanias nacionais

Tal qual na Europa, a imigração em massa no estado de Roraima, espelha o motivo supostamente “humanitário”para forçar o povo a engolir a pauta globalista sem reclamar, ou seja, passa-se a ideia em dar “relevância ética” à estratégia de dominação progressista desconsiderando completamente o desespero de patriotas roraimenses que ouviram durante a campanha presidencial a promessa de que seria exigido da ONU a instalação de campos de refugiados para a população brasileira não ser prejudicada. A propósito, vale repetir, a Lei de Migração não impediria o cumprimento da referida promessa, e se alguma autoridade acreditasse na inviabilidade, não deveria ser inconcebível a articulação de parlamentares apoiadores do governo para promover a mudança da lei. Ou seja, de fato, a Lei de Migração não incomoda porque serve de pretexto para não agir em socorro da nossa soberania!

Sarampo, a herança progressista maldita abraçada por conservadores

O tsunami que o Covid 19 tem causado no Brasil, vem apagando para “o bem” da esquerda e direita a visibilidade dos impactos destruidores da imigração em massa. De modo que, todos esqueceram que o SARAMPO foi erradicado[1] com muito esforço do nosso país em 2016, mas, graças à obediência cega às ordens da ONU, voltou com força total em 2018[2], mediante o ingresso de venezuelanos  que tinham o “direito” de DECISÃO acerca de vacinar-se para adentrar no país. Não era exigida a vacinação, e ao mesmo tempo, por não haver CONTROLE SANITÁRIO RIGOROSO, venezuelanos entravam infectados.

Ninguém  se chocou pelos milhares de brasileiros infectados e também pelos mortos por “Sarampo importado”.  Ademais, não vemos as redes em alerta com o atualíssimo SURTO da doença, que teve um aumento de 160% em um mês, com mais de 2.300 casos, principalmente no Pará, São Paulo e Rio de Janeiro[3].  Contudo,  o “sarampo fora das pautas conservadoras e progressistas” é uma doença infecciosa grave causada por vírus que pode ser fatal, sendo considerada uma das doenças mais contagiosas do mundo, pelo que um infectado pode transmitir o vírus para 18 pessoas em média.

Segundo o próprio Ministério da Saúde, “pesquisadores de Harvard descobriram que a gravidade do sarampo é maior do que se pensava, abrindo portas para outras doenças[4].

O silêncio progressista é perfeitamente adequado para a ocasião do surto de sarampo, eis que a agenda de redução populacional cai bem para os humanistas, mas, esse importante tema talvez não tenha caído nas “redes conservadoras” porque o “peixão” da imigração em massa de venezuelanos que importou essa grave doença como pauta desviada do Conservadorismo, não deixa sobrar espaço no barco para alertar a população brasileira sobre os riscos de uma peste requentada pelo senso “humanitário conservador”.

O progressismo do ex-ministro Mandetta, serviçal da OMS 

Antes de ser acertadamente exonerado por Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta protagonizou cena que não mereceu repúdio nas redes conservadoras: ao visitar Roraima para “acompanhar refugiados”, o ministro afirmou que havia risco de proliferação de casos de difteria e esboçou preocupação com doenças sexualmente transmissíveis na região de fronteira do Brasil com a Venezuela. Disse ele: Temos informações da vinda de muitos casos de difteria, uma doença de letalidade muito grande que não temos no Brasil.

Reconhecendo explicitamente a ocorrência de EPIDEMIA de sarampo em Roraima, Manaus e Belém devido e entrada de venezuelanos e o nível baixo de vacina, Mandetta ressaltou que “NÃO HÁ PREVISÃO DE VACINA AOS IMIGRANTES POR ENTENDER QUE NÃO SE PODE OBRIGAR PESSOAS A SE IMUNIZAREM CONTRA A VONTADE”.

Quando o brasileiro conservador critica países europeus onde os imigrantes adeptos do Islã ortodoxo impõem a sharia (lei islâmica) sem oposição governamental, midiática e da sociedade organizada, seria bom trazer à lembrança a “vontade estrangeira” preponderando em território nacional, ainda que ressuscite doenças erradicadas, causando enfermidade e MORTE de outros brasileiros sem qualquer espécie de comoção e/ou denúncia do movimento conservador. A agenda é global!

Para muitos, o “maior erro” do ex-ministro não foi priorizar a imigração em massa em prejuízo da população roraimense. Isso não é “grave”. Mandetta usurpou o comando presidencial em diversos momentos tetando angariar exclusivo protagonismo político como servo da OMS, baluarte dos interesses chineses. Essa conduta não tem perdão. O pior de tudo é que não tenho muita esperança que o novo ministro Nelson Teich tenha pretensão de mexer com a “galinha dos ovos de ouro da ONU”. Por ora, observarei a resposta das redes conservadoras à defesa de Teich à ampliação do isolamento social em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De todo jeito, reconheço que momentaneamente é impossível o vírus importado da Venezuela competir com o vírus chinês, ambos dotados de eficiência destrutiva – guardadas as devidas proporções – pela atuação medíocre da Organização Mundial de Saúde (OMS). Cabe aos conservadores compreender que seletividade em termos de saúde pública pode ser “mortal”.

Torço para que o Conservadorismo alcance “imunidade” em relação ao mais letal de todos os “vírus”: o progressismo, mutação perigosa do comunismo. A saúde dos brasileiros agradeceria se houvesse “isolamento” contra toda e qualquer prática de manipulação que acoberte ações desumanas provocadas por influência contaminatória de uma ideologia patologicamente genocida.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem by DefesaNet

[1] https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/25846-brasil-recebe-certificado-de-eliminacao-do-sarampo

[2] https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/surto-de-sarampo-importado-da-venezuela-faz-saude-de-rr-antecipar-campanha-de-vacinacao-triplice-viral.ghtml

[3] https://oglobo.globo.com/sociedade/casos-de-sarampo-brasil-saltam-160-em-um-mes-24400671

[4] https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo

A serventia do coronavírus para o progressismo global

Por Andréa Fernandes

Num mundo envolvido em “sugestões cabulosas” para os Estados progressistas  supostamente vencerem o temido vírus made in china, conhecido pela alcunha de Covid 19, os verdadeiros direitos humanos  são relativizados em excesso, ao ponto de seres humanos mais vulneráveis serem tratados como “experimentos” das genocidas estratégias de engenharia social.

Exemplos das ações criminosas de governos ocidentais contra suas populações não faltam: a França, que em 2013 possuía milhões de máscaras em estoque, inadvertidamente engendrou a decisão governamental de destruí-las sob a justificativa criminosa de “reduzir os custos de armazenamento[1]. E como a redução foi “pouca”, o bondoso presidente Macron resolveu doar para o regime tirano de Xi Jinping as centenas de milhares de máscaras que restavam como demonstração de solidariedade ao povo chinês, abandonando, por conseguinte o seu próprio povo, que vem sendo obrigado até os dias de hoje a suportar o aumento dos casos de coronavírus literalmente “encarcerados” em suas casas sob pena de prisão, mas assistindo o fenômeno grotesco de fronteiras abertas com direito a  aviões chineses pousando diariamente no solo pátrio, uma vez que, a indelével liberdade de locomoção global dos chineses deve ser mantida, como defendida pelo lacaio que responde pelos interesses da China na Organização Mundial de Saúde (OMS), o Diretor Tedros Adahnom, ao propagar em 31 de janeiro que o “fechamento das fronteiras com a China seria improdutivo e poderia até favorecer a propagação da epidemia[2].

O detalhe que faz a diferença nessa história macabra de “controle social à francesa”, é que fica difícil explicar a doação de centenas de milhares de máscaras ao Estado comunista, que por acaso, é o maior produtor mundial de equipamentos de proteção[3]. Talvez, Macron não estivesse muito satisfeito com a qualidade do material exportado pela China e resolveu dar uma ajudinha ao povo chinês para ter acesso aos melhores produtos do mercado. Outra possibilidade repousa no fato de a porta-voz do governo ter dito no dia 23 de março que “máscaras são essencialmente inúteis[4]. Se é assim, por que não doá-las para o maior produtor global?

Aliás, ainda não entendi o motivo de a comunidade científica mundial não ter se debruçado na “decisão científico-progressista” de Macron ao autorizar por Decreto[5] que os médicos receitem rivotril para pacientes infectados pelo coronavírus a fim de “aliviar o sofrimento em estado de dificuldade respiratória”. Será que saber que o rivotril retarda a respiração e pode causar parada respiratória[6], não é motivo suficiente para “investigar à luz da ciência” essa ação do presidente francês? Na verdade, fiz as indagações por pura retórica: Macron autorizou a já conhecida “eutanásia”, que nesse caso, pouco importa o real sofrimento que traz aos pacientes, já que os mesmos são os idosos, “vítimas invisíveis” da Covid 19, aqueles que podem ser “descartados” porque já pagaram impostos durante décadas e sustentaram a previdência e o modelo de bem-estar europeu, para, na atualidade, ser “substituídos” por imigrantes que “enriquecem a cultura ocidental”. Os idosos são hoje “figuras descartáveis” em vários países, que pouco ou nada fizeram para impedir a matança dessa população vulnerável pelo genocida vírus chinês (foco nesse termo a origem do país comunista e não o sofrido povo da China).

Na realidade, o vírus vem tendo uma serventia “interessante” para a agenda global progressista, visto que não faltarão “imigrantes” para ocupar o lugar deixado por idosos – alguns dos quais trabalharam incansavelmente para reconstruir a Europa após a terrível 2ª Guerra Mundial. Pensando nisso, a moderníssima Suécia adotou a estratégia de abandonar seus idosos dando prioridade nos Centros de Tratamentos Intensivos aos pacientes imigrantes em caso de limitação nos atendimentos devido a superlotação hospitalar. Como segundo essa “ótica humanista”, o “idoso não serve para nada”, até mesmo os IMIGRANTES ILEGAIS terão atendimento médico em detrimento daqueles que construíram o país[7]. Por sinal, o brasileiro deveria se arrepiar ao tomar conhecimento dessa informação, pois em Roraima os venezuelanos sempre tiveram prioridade em atendimento hospitalar em detrimento dos brasileiros graças à Lei de Migração e ao descaso de conservadores que não lutam por mudança desse texto legal que, na prática, prioriza os “direitos” dos estrangeiros na condição de imigrantes e refugiados.

A propósito, o caríssimo leitor já identificou a fala, e principalmente “ação”  de alguma autoridade de saúde global ou liderança política da comunidade internacional manifestando preocupação real com os “idosos descartáveis” em tempos de pandemia? E mais… não é estranho a União Europeia não prestar assistência médica e/ou financeira aos países atingidos pela hecatombe oriunda da China, fornecendo, inclusive, equipamentos de proteção individual? A omissão de socorro aos países do bloco se deu por incapacidade ou falta de vontade de agir?

Os ministros de finanças da União Europeia participaram de uma reunião visando discutir a criação de um  pacote para enfrentar o caos provocado pelo coronavírus, pacote este orçado em US$ 380 bilhões, mas não houve acordo  porque os Estados mais poderoso do norte negaram apoio às medidas que auxiliariam os Estados menos abastados no sul, sendo certo que a ajuda estava condicionada à concordância com cláusulas punitivas do empréstimo[8]. “Colocar a mão no bolso” para salvar a vida de milhares de idosos atenta contra o princípio do custo-benefício, e ao que parece, a própria mídia global não se importou com o descaso da União Europeia em relação aos milhares de idosos que morriam buscando ar para respirar em países intoxicados pela ideologia que privilegia a “morte em escala industrial”.

No Brasil, nossa imprensa tendenciosa que não enxergou a “preocupação econômica” de Bruxelas ao negar apoio financeiro a países pobres do bloco, continua “batendo panela” diariamente em apoio ao sabotador Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que se uniu a governadores e prefeitos ditadores para quebrar o governo com, dentre outras medidas, a articulação que culminou na aprovação do projeto que repõe aos estados e municípios perdas com o ICMS e ISS sem nenhuma contrapartida que garanta responsabilidade fiscal de estados e municípios[9]. Em 24 de março, o presidente informou que o governo federal já havia implementado quase R$ 600 bilhões em medidas para o enfrentamento do coronavírus, porém, é nítido o intento da oposição liderada por Rodrigo Maia e David Alcolumbre em inviabilizar o governo.

Nem mesmo o informe da ONU[10] comunicando que a crise econômica resultante da pandemia pode matar centenas de milhares de crianças ainda nesse ano convenceu os parlamentares que mergulhar o país numa recessão pode resultar em muito mais mortes do que as provocadas pelo vírus chinês. A entidade frisa o caso das crianças que se alimentam em escolas e com o fechamento das unidades educacionais estão privadas de alimentos, o que já observamos em matérias nos jornais brasileiros. O Fundo Monetário Internacional FMI) afirma que com as empresas com atividades encerradas e mais de um bilhão de pessoas confinadas em casa, o mundo sofrerá a maior desaceleração econômica desde a Grande Depressão da década de 30.

Ora, se vem recessão global, nossos parlamentares estão preparados para “dar uma mãozinha” a governadores e prefeitos endividados para cumprirem o desejo antigo de despejar toda sua ruína financeira no colo do presidente, ou seja, pretendem destruir o país de olho nas eleições em 2022. Se brasileiros morrerão para que a “agenda do mal” se concretize, isso não vem ao caso! A extrema-esquerda coleciona apoio a pautas genocidas.

Os gastos bilionários, que podem alcançar a casa do “trilhão”, não motivaram o presidente da Câmara e demais parceiros da farra com dinheiro público a prestar contribuição institucional significativa para diminuir o gigantesco impacto no déficit público ocasionado pelas medidas restritivas implementadas por prefeitos e governadores com apoio do STF. Apesar das promessas falsas, Maia não aceitou encaminhar os recursos do Fundo Eleitoral para combater o coronavírus e Alcolumbre foi mais além, chamando a medida de “demagogia”[11]. Com efeito, o presidente da Câmara sugere desconto de 20% do salário de servidor público para auferir recursos[12], mas não defende abertamente o referido desconto na folha de pagamento de parlamentares, visto que não compete à elite do legislativo sacrifício para impedir que a fome seja ampliada no país de forma avassaladora.

Não se enganem! Em nosso país há uma elite perversa sequiosa para enriquecer e manter seus “doutos privilégios” às custas da miséria do povo e o coronavírus é o pretexto perfeito. “Cadáveres” rendem votos e muito dinheiro…

Como se vê, a falsa preocupação com os direitos humanos da população vulnerável compõe narrativas demagógicas em âmbito global. A instalação da fome é um “prato” que o progressismo degusta com insaciável prazer.

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem by Reuters

[1] https://www.francetvinfo.fr/sante/maladie/coronavirus/coronavirus-pourquoi-la-france-manque-t-elle-de-masques-respiratoires_3871243.html

[2] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/01/31/oms-considera-improdutivo-fechar-fronteiras-pelo-coronavirus.htm

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/04/05/alem-da-politica-eua-dependem-de-insumos-medicos-da-china-para-combater-coronavirus.htm

[4] https://twitter.com/BFMTV/status/1240909120263389185?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1240909120263389185&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fsociete%2F2753499-20200402-non-deputee-lrem-anne-genetet-declare-masques-inutiles-obliger-francais-apprendre-laver-mains

[5] https://www.legifrance.gouv.fr/affichTexte.do?cidTexte=JORFTEXT000041763328&categorieLien=id

[6] https://www.webmd.com/drugs/2/drug-14403-6006/clonazepam-oral/clonazepam-oral/details

[7] https://www.tasnimnews.com/en/news/2020/04/12/2241617/elderly-coronavirus-patients-not-receiving-intensive-care-in-sweden-report?fbclid=IwAR2uKaa7emqYhiLinlORnZRTOJ1Cnc0ThB5CkMG83Nfdb_l1sqgR92yEyEk

[8] https://www.gatestoneinstitute.org/15892/eu-failure-coronavirus

[9] https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/04/13/camara-aprova-texto-base-de-projeto-que-recompoe-icms-e-iss-para-estados-e-municipios.ghtml

[10] https://oglobo.globo.com/mundo/coronavirus-onu-alerta-que-crise-economica-pode-matar-centenas-de-milhares-de-criancas-em-2020-1-24375960

[11] https://oglobo.globo.com/brasil/alcolumbre-chama-de-demagogia-pedido-para-uso-do-fundo-eleitoral-em-combate-coronavirus-24371807

[12] https://www.metropoles.com/brasil/servidor-brasil/coronavirus-maia-defende-corte-de-20-em-salarios-de-servidores

Comitiva de parlamentares pede audiência com ministro Ernesto Araújo em apoio ao cristão perseguido Faraz Pervaiz

Brasília – Nessa sexta-feira (05/03), a ONG Ecoando a Voz dos Mártires, representada por sua diretora-presidente Andréa Fernandes, esteve em diligência com o Deputado Federal Eli Borges (TO/Solidariedade) no Protocolo Geral do Ministério das Relações Exteriores para ingressar com ofício assinado por oito deputados solicitando audiência com o Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo a fim de tratar sobre a situação do refugiado cristão Faraz Pervaiz e de seu família, os quais estão sob ameaça de morte na Tailândia, país para o qual fugiram após sucessivas ameaças no Paquistão.

Resultado de imagem para imagem faraz pervaiz      

                          Faraz Pervaiz

Em 23 de janeiro, a jornalista Andréa Fernandes tomou conhecimento das violações de direitos humanos sofridas pelo cristão paquistanês Faraz Pervaiz, que se viu obrigado a abandonar o Paquistão juntamente com parte dos seus familiares, onde está sendo processado pelo Estado por suposta violação à lei da blasfêmia ao compartilhar vídeos nas suas redes direcionados ao público cristão fazendo críticas ao Islã. Poderosos grupos muçulmanos – inclusive, o partido político Tahreek-e-Labbaik – não somente pressionaram o governo para persegui-lo na esfera judicial, mas, também, fizeram manifestações públicas diante de multidões pedindo a morte do cristão, e ainda ofereceram vultosas recompensas financeiras para aquele que viesse a assassiná-lo em jihad. Além disso, um clérigo local simpatizante do Talibã, ofereceu cerca de 124 mil dólares pela “cabeça” de Pervaiz.

No entanto, as ameaças de morte se agravaram quando o endereço de Faraz foi divulgado on line por um refugiado muçulmano em julho/2019. Inobstante tal fato,  o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) vem dando prioridade para o reassentamento de famílias muçulmanas na Tailândia e ignora os apelos contínuos de socorro de Pervaiz, que aguarda em vão reassentamento há mais de cinco anos. Quando foi atacado e ferido por muçulmanos, em 23 de dezembro de 2019, o ACNUR sugeriu que os pais do refugiado cristão deveriam se mudar para uma nova residência por segurança sem prestar nenhum tipo de auxílio. Pelo contrário, a entidade ainda promoveu grave violação de direitos humanos ao obrigar Pervaiz a remover 474 vídeos que postou em suas redes por serem críticos ao Islã, considerados  assim “ofensivos” para alguns muçulmanos que seguem a sharia (lei islâmica), e consideram obrigatório seu cumprimento pelos “infiéis”. Vale lembrar que a sharia não tem base legal na Tailândia, país de maioria budista.

Apesar de pedir socorro a vários ministérios cristãos, até o momento, o refugiado não conseguiu sensibilizar nenhum deles para promover divulgação e apoio à sua luta pela vida, que depende de sua saída da Tailândia, país que reconhece não mais ter condições de garantir segurança a Pervaiz e sua família. O refugiado cristão informou num dos muitos contatos com a ONG Ecoando a Voz dos Mártires, que nem mesmo a renomada instituição Portas Abertas se solidarizou com seu sofrimento ao não atender seus reiterados pedidos de socorro por e-mail, inclusive, com cópia para o representante da instituição no Brasil. Foram mostrados prints comprovando a denúncia, pelo que, a presidente da ONG EVM tentou contato com Portas Abertas e ao não conseguir atendimento, solicitou ao deputado estadual Douglas Garcia para pedir uma reunião com a entidade no Brasil (sediada em São Paulo). Vergonhosamente, Portas Abertas ignorou as solicitações, descaso este que obrigou a ONG EVM a articular apoio no parlamento federal, a fim de interceder pela causa junto ao Itamaraty.

Em fevereiro, Andréa Fernandes e o representante da ONG EVM/Brasília, o internacionalista e jornalista Gil Carlos Montarroyos, deram início ao trabalho de articulação política envolvendo alguns deputados procurados pela presidente da entidade.

O deputado Otoni de Paula (PSC/RJ), gravou vídeo em apoio e afirmou que faria discurso em favor de Pervaiz na tribuna do plenário, informando também que solicitaria audiência com o ministro das Relações Exteriores. Já a deputada Bia Kicis (PSL/DF), conseguiu o encaminhamento da pauta ao Departamento de Direitos Humanos e Cidadania do Itamaraty, onde Andréa Fernandes foi recebida pelo diretor, momento em que providenciou a entrega de requerimento solicitando audiência com o ministro Ernesto Araújo, remetendo toda documentação necessária para deliberação do ministro sobre a questão.

O deputado Eli Borges (Solidariedade/TO), ao tomar conhecimento do caso, resolveu ligar pessoalmente para deputados a fim de convencê-los a formar uma comitiva para tratar do assunto com o ministro juntamente com a presidente da ONG EVM, ação esta formalizada através de um ofício direcionado ao ministro Ernesto. Outrossim, o próprio deputado entrou em contato com seus pares para colher as assinaturas posteriormente consignadas no ofício e se dirigiu ao Ministério das Relações Exteriores com seu chefe de gabinete, um assessor da Frente Parlamentar Evangélica e Andréa Fernandes.

                        Deputado Eli Borges com Andréa Fernandes, presidente da ONG EVM

Importante destacar o empenho da Frente Parlamentar Evangélica, que definitivamente assume o protagonismo na agenda de combate à perseguição contra cristãos e apoio à igreja perseguida, uma vez que seu presidente, Silas Câmara (Republicanos /AM), imediatamente se prontificou a defender a pauta junto ao ministro das Relações Exteriores.

Além dos deputados federais acima mencionados, assinaram o ofício os seguintes parlamentares da câmara dos deputados: –Pastor Eurico (Patriota/PE), Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ), Dr. Jaziel (PL/CE) e João Campos (Republicanos/GO).

Ao receber o documento no Protocolo Geral, o funcionário informou que o ofício estaria em 10 minutos nas mãos de Ernesto Araújo, dada a fala do deputado Eli Borges no tocante à preocupação com a necessária urgência para deliberação do tema, vez que o estoque de comida da família já está chegando no final, além das graves ameaças de morte. Ademais, o deputado se comprometeu a diligenciar na manhã de sexta-feira (06/03) no Itamaraty para se certificar que o ministro recebeu o ofício e saber se já foi marcada data para audiência. O caso merece realmente tamanho empenho!

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires(EVM).

Imagem: Deputado Eli Borges, Josué Alves (assessor da bancada evangélica) e Andréa Fernandes no Protocolo Geral do Itamaraty.

Serei racista por criticar o Islã?

Por Félix Soibelman

A definição de racismo de Wiezel é a mesma que serviu para condenar Siegfried Erwangler, no STF, por racismo/antissemitismo, ou seja, independentemente da biologia, haveria racismo sempre que se atribui uma característica negativa a alguém tão somente por nascer numa etnia ou comunidade.

Não obstante, estudar as características que fazem uma sociedade ser como é, como são as sociedades islâmicas, não é o mesmo que atribuir a cada indivíduo isoladamente x ou y característica. Estudá-las é simplesmente olhar seus valores e crenças tendo em conta como eles se refletiram no passado e SE CONTINUAM ATUAIS REFLETINDO-SE NO SEU COMPORTAMENTO PRESENTE.

Apenas para se ter uma ideia de que esta idiossincrasia não está tão longe do homem comum islâmico, basta a famosa pesquisa divulgada por Bem Shapiro, realizada pelo Instituto Pew (https://youtu.be/LCMYkcZS1Ns), na qual constatou-se que em diversos países islâmicos uma expressiva parte e muitas vezes a grande maioria apoia o ataque ao WTC, matar mulheres, matar civis com bombas em ataques suicidas, a Al-Qaeda, ou a implantação da sharia no país, o que, segundo informa Shapiro, alcançaria 680 milhões de pessoas, podendo-se supor o mesmo nos países muçulmanos onde não houve entrevistas, de modo que este número poderia chegar a mais de 800 milhões de pessoas. Proporções igualmente alarmantes aparecem na mesma pesquisa realizada com muçulmanos residentes em países ocidentais.

Neste contexto, mulheres oprimidas, gays enforcados, extirpação do clitóris, Boko Haram escravizando, Estado Islâmico cometendo decapitação de prisioneiros, radicais promovendo atentados no Paquistão e no Iraque, são elementos que se somam ao terrorismo em solo ocidental querendo reprimir por dentro as sociedades liberais.

Logo, a abordagem do passado para constatar como os antecedentes axiológicos se plasmam no presente não é o mesmo que consagrar uma culpa coletiva pelos atos do passado, mas sim um estudo imprescindível para compreender e o que é e onde pode chegar uma cultura.

Uma boa comparação para entender isto seria aquela entre os islâmicos e os judeus atuais. Se cerca de 3000 anos atrás, quando se estima que houve o Êxodo, nós, judeus, tivemos um comportamento belicista, isto nunca mais se repetiu e o estudo da Torah e da Mischná tornou-se cada vez mais metafísico, interiorizado, simbólico, sem reflexos como atitude hostil ou fideisticamente desajustada às sociedades ocidentais nas quais fomos inseridos pela diáspora.
Não nos vêem, como judeus, apregoando discriminação racial, aprisionamento de vencidos e o direito de usar suas mulheres como escravas, como estava na Torah, etc. Ao contrário, a ética mosaica dos mandamentos e o amor ao próximo transbordou do judaísmo ao mundo inteiro pelo cristianismo, e os judeus, tão logo lhes foi permitido o acesso às universidades encerrando-se o ciclo dos guetos, brindaram à humanidade alguns dos maiores gênios que o Ocidente produziu. Nossos filhos não viram terroristas nem se explodem nas ruas ou em aviões e nunca fizemos isto mesmo com 2000 anos de perseguição, sempre baixando a cabeça, suportando o golpe e só agora temos uma atitude diferente.

Enquanto nós, judeus, nunca reivindicamos alteração dos estatutos republicanos para que se adaptassem as sociedades ocidentais à nossa métrica, facilmente, agora, por temor a que existam atos radicais e represálias na forma de atentados por parte de islâmicos, passamos a não exercer o espírito crítico com a liberdade que o ocidente conquistou.

O mais impressionante de tudo é ver como o despreparo das pessoas as leva a condescender com o retrocesso nas liberdades críticas, achando correto que não se deva zombar de crenças ou religiões, tal como se estivéssemos ainda nos tempos do processo de Jean Calas em que o fanatismo religioso atingia elevada temperatura, pelo que num dos muros de Paris viu-se, com toda razão, há pouco tempo, o escrito “clamemos a Voltaire”, que no calor do citado caso escreveu seu “tratado da tolerância”.

Não foram poucas as pessoas, inclusive no Brasil, que ficaram a repetir que o grupo humorístico “Porta dos Fundos” faz um especial caçoando de Jesus mas não tem coragem de fazer a mesma coisa com Maomé pelo temor a que alguns islâmicos realizem uma retaliação terrorista como se fosse certo e honorável que tais islâmicos, reajam assim, recepcionando um retrocesso fanático de 300 anos que a civilização deles traz à liberdade crítica.

A constatação que fazemos aqui sobre as sociedades islâmicas leva-nos, com pontaria certeira, a mirar o seu passado de matanças, conquistas e genocídios e vê-lo como persistente no presente (basta lembrar dos 300.000 mortos em Dafur ou do uso de armas químicas contra curdos) , de forma que o conhecimento desse passado e a flagrância dele na atualidade por intermédio das atitudes idiossincrático-religiosas que transluzem na pesquisa servem-nos como um alerta que nos deve municiar na desconstrução da identidade vitimista que pela mão da esquerda eles foram perfilados. Foi o modo moralmente venal da esquerda de negligenciar o choque civilizacional previsto por diversos historiadores e que tem se concretizado pouco a pouco.

Esta prevenção não é nem nunca será racismo. É uma estupidez cegar-se ao discernimento balizado pelo inventário do passado islâmico e sua cimentação no presente, para que conscientes disto, possamos deter o uso das democracias como cavalo de Tróia pelas suas hostes fideístas, estranhas à preponderância da razão. Capitular infantilmente esse estado de alerta como racismo é um desatino completo e um perigo.

Essa qualificação como racismo para a crítica aos contornos do islamismo na sociedade atual é um discurso simplório do multiculturalismo e do relativismo cultural por parte daqueles que pensam que a tolerância deve tolerar sua própria sucumbência sem ver que o contrato social que precede as democracias não precisa ser democrático.

Noutras palavras, o concerto entre determinados indivíduos que os fez firmar e colocar as estacas da democracia não está sujeito a uma revisão democrática, do mesmo modo que Godel mostrou que há sistemas que só podem ser coerentes se forem incompletos, descabendo a demonstração do sistema dentro dele mesmo.

O sistema democrático deve ser defendido a partir do estabelecido de fora dele mesmo como cláusulas não democraticamente revisáveis que são as cláusulas pétreas. Jamais devemos nos curvar às exigências islâmicas com respeito a sua fé fazendo concessões sobre nossas liberdades críticas como se fosse autoevidentemente natural que não se possa criticar desabridamente tudo de uma religião, como certos idiotas parecem pretender.

Este sobreaviso no qual nos lança o conhecimento histórico, fazendo-nos divisar um passado que persiste, e, sendo persistente, sinaliza um porvir sombrio, não pode ser classificado de modo algum como racismo, mas sim como a salvaguarda pela qual nos posicionamos a favor de nossa liberdade no choque civilizacional.

É de pasmar ver judeus de esquerda que, ingenuamente, pensam que estão cultivando a concórdia e a paz ao recepcionar acriticamente culturas hostis à liberdade, sem ver, inclusive, que em muitos países do Oriente Médio os “Protocolos dos Sábios do Sião”, o maior libelo antissemita que houve, são governamentalmente disseminados e viraram um best-seller.

Félix Soibelman é advogado.

Imagem by Charisma

Perseguição aos cristãos no Brasil: da passarela do samba à censura islâmica judicializada

Por Andréa Fernandes

A capa do jornal O Globo, famoso por propalar matérias depreciativas contra os cristãos, traz como imagem central a figura de um negro crivado de balas pendurado numa cruz olhando para o céu com semblante de “vítima”. Dentre todas as escolas de samba que cruzaram a “avenida do escárnio”, é lógico que o jornal resolveu tornar manchete aquela que vitupera a fé cristã em respeito ao contumaz samba-enredo do preconceito religioso seletivo.

Já virou “tradição” da folia carnavalesca em parte  financiada por “pobres traficantes e bicheiros” – vítimas da sociedade –  o ataque a Jesus Cristo, reverenciado por milhões de brasileiros num país majoritariamente cristão.

São vários os fatores que descambam na afronta vexatória contra a fé cristã, porém, o mais relevante é, sem sombra de dúvida, a certeza da impunidade, pois, o batuque da ideologização que sonorizou o aparelhamento das instituições nas últimas décadas garantiu o grito estridente monocromático vermelho com pincel progressista nas passarelas de boa parte do Ministério Público e Supremo Tribunal Federal (STF), os quais no passo e compasso do samba decadente, fantasiaram a perseguição religiosa com ‘adereços revisionistas’ de liberdade de expressão e artística. Afinal, quem não lembra da decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, tacitamente aplaudindo a ação de retratação de um “Jesus Cristo gay” no filme “A Primeira Tentação de Cristo” pelo programa Porta dos Fundos exibido na Netflix, que continua sendo financiada – via assinatura – por milhares de cristãos indignados, mas nem tanto!

Vale lembrar da justificativa de Toffoli para, ao arrepio da lei penal, respaldar a “legitimidade e moralidade” da representação do “Jesus gay:

“Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”.

As “Faces do ódio” contra Jesus e os cristãos

Amparado na “visão revolucionária” de Dias Toffoli, NADA tem o “condão de abalar os valores da fé cristã”, ainda que diariamente, a imprensa e inúmeros professores, intelectuais, carnavalescos, atores, youtubers e outros segmentos do “ódio do bem” escancarem línguas afiadas ridiculizando e demonizando tudo que se refira direta ou indiretamente à fé cristã. O objetivo é um só: desconstruir o Cristianismo com medíocres RELEITURAS progressistas que só cabem nessa doutrina religiosa, que deve ser obrigatoriamente “esvaziada” de todos os seus conceitos e significados.

Assim, quanto mais difamatório e perverso for o ataque contra o Cristianismo, certamente será mais aplaudido por aqueles que dizem apregoar o “humanismo”. De sorte que, pouco importa as incontáveis vidas de crianças, adolescentes e jovens negros ou brancos que o poderio do tráfico de drogas na comunidade da Mangueira faz descer à cova, desde que milhares de reais manchados de “sangue dos jovens negros” vítimas da violência do crime organizado sirvam para a “pauta humanista” que deprecia a lei e a ordem, representando um Jesus negro crivado de balas numa cruz ou um Jesus espancado raivosamente pela polícia.

Importante esclarecer que no carnaval da Mangueira e da Globo, Jesus tem diversas “faces”[1]: negro pendurado na cruz, vítima de violência policial, mendigo, mulher, cortejador de escola de samba, morador de comunidade… só não foi retratada a face de um “Jesus traficante”, porque no enredo dessa escola de samba traficante é “herói”, um vencedor que merece todo respeito da sociedade. O tráfico é um “ente superior” aos demais, sejam terrenos ou sobrenaturais.

A ameaça de “criminalização” da retratação “das faces do profeta Mohammad”

Como o carnaval sempre foi “cortina de fumaça” para os malogros sociais, perseguição muito maior se vislumbra equidistante da passarela do samba. Não havendo mais possibilidade de lançar Cristo na prisão, o intuito dos perseguidores da fé cristã é lançar os seus seguidores num presídio, isto porque, num país onde as inventadas “faces de Jesus” são motivo de ridicularização em releituras difamatórias para atacar cristãos, as “faces do profeta Mohammad” retratadas pelo alcorão e hadiths são PROIBIDAS de ser divulgadas publicamente. Quem se atreve nesse país NÃO-MUÇULMANO e LAICO a apresentar o Islã ortodoxo como inspirador para as mais violentas violações de direitos humanos recebe de “presente” de entidades religiosas adeptas da “religião da paz” a instauração de inquérito policial ou ação judicial.

Na calada da noite, sem o barulho ensurdecedor da cuíca, instituições muçulmanas brasileiras estão processando ativistas e religiosos que se atrevem a não aceitar a imposição da sharia (lei islâmica) que proíbe críticas ao Islã, impondo “punições” contra os “infiéis desobedientes”.

Entidade muçulmana palestina luta judicialmente por “prisão” de pastor que critica o Islã

A mais nova vítima da CENSURA ISLÂMICA que municia a ação denominada “jihad jurídica” por ativistas é o Centro Apologético Cristão de Pesquisa (CACP), que na pessoa do seu representante, o pastor JOÃO MARTINEZ, teve a surpresa de tomar conhecimento de INQUÉRITO POLICIAL FEDERAL instaurado a pedido da Procuradoria da República após solicitação da FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL (FEPAL). O objetivo do inquérito que tramita na Delegacia Federal de São José do Rio Preto /SP é apurar a prática de delito de indução ou incitação à discriminação ou preconceito contra etnia, religião ou procedência nacional.

O pastor Martinez está sofrendo essa represália judicial pelo simples fato de denunciar as bases doutrinárias exaradas nos livros sagrados islâmicos que fundamentam ações violentas no mundo muçulmano e as atrocidades promovidas por seu profeta. Ou seja, por críticas dirigidas ao corpo doutrinário de uma “religião” e ao seu fundador, um pastor está respondendo a inquérito numa delegacia de Polícia Federal, mesmo não havendo nenhuma convocação a atos de violência contra muçulmanos ou qualquer ataque à pessoa dos religiosos.

Denunciar a natureza violenta de algumas passagens do alcorão deve ser considerado “crime”?

A INJURÍDICA tipificação sugerida pela FEPAL e acatada pelo Procurador da República está fundamentada no art. 1º da Lei nº 7.716/89, que diz:

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 

Todavia, os textos publicados pelo pastor demonstram incontestavelmente DENÚNCIA acerca da natureza violenta de determinadas suras do alcorão, as quais são identificadas. De modo que, além de caraterizar posicionamento teológico cristão, que indubitavelmente substancia diferenças abissais com o Islã e tem amparo constitucional para exposição sem CENSURA, os textos expõem teor eminentemente DENUNCIATIVO, o que, por si só, foge do enquadramento penal acima proposto pela entidade islâmica que almeja implantar a sharia no Brasil usando de forma desvirtuada nosso ordenamento legal.

Tentar impedir a DENÚNCIA do teor de violência impresso em determinados textos sagrados islâmicos contestados até mesmo por “muçulmanos moderados” – considerados “murtad” (apóstatas) – pelos seguidores do Islã ortodoxo, é, nada mais que violação da liberdade de expressão, importando em grave violação dos direitos humanos. Mas a falta de conhecimento do Ministério Público acerca dos dogmas que se propõe a defender impede formalizar entendimento justo sobre a questão. Daí, fica mais fácil “criminalizar um discurso teológico” crítico ao Islã ortodoxo.

E antes que a “sanha belicosa” da FEPAL me ameace com processo, já aviso que acredito piamente na existência do “Islã moderado”, aquele que leva seus pacíficos defensores à pena de morte por “apostasia” em alguns países muçulmanos considerados estranhamente “moderados” pelo Ocidente. Se houver alguma dúvida sobre esse assunto, posso trazer diretamente do mundo muçulmano “exemplos” das “piedosas penas” que as mais respeitadas entidades islâmicas impõem aos muçulmanos e não-muçulmanos (humanistas, escritores, jornalistas, etc), que se atrevem a pedir REFORMA na “religião da paz”.

A sharia é compatível com o ordenamento jurídico brasileiro?

Outro “crime” que o pastor Martinez supostamente praticou à luz da interpretação muçulmana que “desorienta” o Ministério Público, foi publicizar que abomina a sharia e não aceita sua implementação em território brasileiro. Por oportuno, queria entender o motivo dos poderosos grupos LGBTI no Brasil não terem “judicializado” a prática de uma “religião” que FUNDAMENTA A CRIMINOSA PERSEGUIÇÃO AOS HOMOSSEXUAIS EM TODOS OS PAÍSES que compõem a chamada Dar al- Islam (casa ou terra do Islã). Quem sabe a perseguição ao pastor e à entidade que preside não sirva para o Brasil iniciar os debates sob o tema “é “constitucional” a imposição da sharia à luz da Constituição Federal e ordenamento moral brasileiro”?

Será que a agenda de ativistas de direitos humanos e grupos LGBTI continuará centrada nos ataques aos evangélicos no Brasil, rotulados como “homofóbicos”, esquecendo da “religião” que dá base para “países muçulmanos moderados” como o “Egito” promoverem “atos de tortura” contra gays, inclusive, os abomináveis “testes anais”, que resulta na prisão daqueles que não estão adequados à “sharia homofóbica“?

Por que a única religião que deve ser “problematizada”, segundo os humanistas, é o Cristianismo?

É  momento de debater à luz dos DIREITOS HUMANOS o Islã ortodoxo. A referida “religião” não está acima da “problematização” como acontece com o Cristianismo, embora os muçulmanos que clamem por REFORMA sejam ignorados, atacados e/ou mortos. Nomes como o imã Mohammad Tawhidi  notório reformador ameaçado de morte por jihadistas de todo mundo por ser um dos líderes do movimento global de REFORMA DO ISLÃ –  são desprezados por “humanistas” que defendem de fato, os verdadeiros “líderes radicais” responsáveis pela dor e sofrimento de crianças, mulheres e minorias diversas no mundo muçulmano, obrigadas a suportar o amargo fardo da sharia.

Logo, há necessidade URGENTE de grandes ministérios evangélicos brasileiros, bem como o Legislativo, apoiarem o lídimo direito desse pastor brasileiro não ser engolido pela “sharia judicializada”, condenando e denunciando veementemente o uso das leis de um país LIVRE e democrático sendo usadas na tentativa perversa de impor a “mordaça islâmica” no Brasil de maioria cristã.

Se os cristãos brasileiros não se arregimentarem imediatamente numa frente contra a incipiente intolerância muçulmana, brevemente o próximo samba-enredo da Mangueira representará a realidade de cristãos presos por não acatar os “mandamentos” da “religião da paz” na terra de mil e uma faces do “Jesus progressista”.

Andréa Fernandes – é advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Foto: Acopiara News

[1] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2020/noticia/2020/02/24/mangueira-busca-bicampeonato-com-releitura-critica-da-vida-de-um-jesus-cristo-nascido-no-morro.ghtml

Como derrubar o voraz “jabuti islâmico” no “acordo de cooperação cultural” entre Brasil e Arábia Saudita?

Por Andréa Fernandes

Hoje, tomamos conhecimento através da imprensa que o presidente Bolsonaro afirmou em Riad que a Arábia Saudita convidou informalmente o Brasil a integrar a OPEP ( Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Mostrando a devida cautela, o presidente disse que a decisão seria comunicada após consultar a equipe econômica e o Ministério da Energia, apesar de manifestar entusiasmo pelo convite que vem após o anúncio de investimento do Fundo Soberano Saudita à monta de US$ 10 bilhões no Brasil.

O voraz “Jabuti islâmico”

Dessa forma, o presidente cumpre a promessa de comercializar com o mundo, porém, ontem, a imprensa árabe noticiou os acordos celebrados com o Brasil e como eu já esperava, entre os acordos assinados foi inserido estrategicamente um perigoso “jabuti islâmico” que, uma vez implementado trará sérias ameaças à soberania nacional. De maneira que ao firmar o ” “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, o Brasil se expõe às práticas de dominação islâmica que já mostraram sua maléfica influência na Europa através da instalação de uma estrutura de poder que fortalece a rede de jihadistas que se infiltram em todos os níveis da sociedade a fim de impor a sharia (lei islâmica), o que ocorre muitas vezes de forma imperceptível.

Quando escrevi o artigo alertando para o perigo de sair das águas dos acordos comerciais e navegar pelo mar turbulento da “cooperação cultural” fundamentada no estímulo à divulgação de uma doutrina religiosa ortodoxa que promove atrocidades, alguns leitores subestimaram a análise, isto porque, não discernem a forma de atuação do fundamentalismo islâmico.

Acordo de “cooperação cultural” ou acordo de “dominação islâmica”?

Em primeiro lugar, não existe uma real reciprocidade nesse acordo, pois não haverá efetiva cooperação cultural por parte dos sauditas. A sharia (lei islâmica) comanda a vida do muçulmano em todos os aspectos  e a cultura ocidental é demonizada, além do que, a Arábia Saudita exporta a doutrina wahabita para as mesquitas em todo mundo. Essa doutrina é a base religiosa do Estado Islâmico, Al -Qaeda, Hamas e milhares de outros grupos terroristas muçulmanos sunitas.

De sorte que, as lideranças religiosas muçulmanas ortodoxas terão “carta aberta”para apregoar de forma enganosa o pacifismo do Islã ortodoxo a fim de angariar novos fiéis que serão ensinados através do Alcorão e Hadiths a odiar cristãos, homossexuais, ateus e judeus. Enquanto isso, os brasileiros não poderão levar sua fé e/ou cultura ao solo sagrado saudita, onde o Cristianismo é terminantemente proibido desde a ordem do profeta Mohammad de extirpar da Península Arábica todos os cristãos e judeus. Antes de sua morte, seus seguidores jihadistas assassinaram ou expulsaram todos os não-muçulmanos de suas terras, pelo que todos aqueles que conhecem o Islã ortodoxo sabem que esse acordo assinado pelo presidente com o príncipe acusado recentemente de mandar esquartejar um jornalista no interior do Consulado turco é apenas uma estratégia de “engano religioso” chamada taqiyya (obrigação de todo muçulmano mentir para os infiéis visando expandir o Islã).

O Jabuti Islâmico devorou até a Primeira Emenda dos Estados Unidos

Ademais, os países europeus que comercializaram com a Arábia Saudita e demais Estados totalitário muçulmanos permitindo a concretização dos comandos de “acordo de cooperação cultural” estão sofrendo as terríveis consequências da islamização radical. A sharia (lei islâmica) tem sido implantada de forma a regular até o comportamento de não-muçulmanos em obediência ao Islã, e enganam-se aqueles que ao tentarem refutar meus argumentos afirmaram que alguns países ocidentais comercializam com sauditas, inclusive os Estados Unidos. Contudo, se adentrarmos no contexto comportamental americano perceberemos que a SHARIA já impõe os preceitos islâmicos no país protestante violando as outrora sagradas “liberdades individuais” e “liberdades religiosas”. Vamos a um exemplo? A Suprema Corte se negou a apreciar o processo de estudante do ensino médio de Maryland , Caleigh Wood, que se recusou a participar de um trabalho escolar para escrever a reza de conversão islâmica que afirma “… não há Deus, exceto Alah”, porque ela acreditava que isso contradizia diretamente sua fé cristã .

Segundo a Fox News:

Richard Thompson, presidente e conselheiro principal do Thomas More Law Center, que apresentou a petição em nome de Wood, disse: “As escolas estão promovendo o Islã sobre o cristianismo ou qualquer outra religião, e você tem um padrão duplo, que consideramos uma violação da lei. Thompson também disse no comunicado de imprensa da empresa : “Sob o pretexto de ensinar história ou estudos sociais, escolas públicas de toda a América estão promovendo a religião do Islã de maneira que nunca seria tolerada pelo Cristianismo ou por qualquer outra religião”.

Thompson disse que, além de obter um F na classe, Wood também foi obrigado a assistir a uma apresentação em PowerPoint pró-Islã que denegria sua religião e basicamente dizia que os cristãos não são tão fiéis quanto os muçulmanos. Então acreditamos firmemente que isso era uma violação. ”

Ora, se nos Estados Unidos as diversas entidades muçulmanas ortodoxas patrocinadas pela Arábia Saudita e outros países totalitários conseguem DERRUBAR A PRIMEIRA EMENDA para promover a difusão em todo país dessa crença que estimula violação de direitos humanos, pergunto: por que o brasileiro acha que nosso país será o ÚNICO no mundo em que o Islã não abocanhará as principais instituições????

Brasil na rota das doutrinas religiosas extremistas

Brasileiro, você tem a noção do nível de influência do Islã ortodoxo nas comunidades carentes? Esqueceu que o PCC de São Paulo e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro já fecharam parceria com a mais poderosa organização narcoterrorista islâmica do mundo? Então leia parte da matéria publicada no Correio Braziliense em abril de 2019 seguinte:

Enquanto o Congresso discute uma série de leis anticrime e o governo federal concentra esforços na atuação da crise na divisa com a Venezuela, no norte do país, facções criminosas se fortalecem na tríplice fronteira, na divisa entre Brasil, Paraguai e Argentina. Desde 2017, organizações como o Primeiro Comando Capital (PCC), aliada ao Hezbollah, e o Comando Vermelho (CV), ampliam suas atividades de contrabando de armas, drogas lícitas e ilícitas e eletrônicos na região. O crescimento do poder do crime preocupa autoridades, mas encontra poucas ações práticas para frear o crescimento do poder paralelo no local.

Assim, mesmo sabendo que a maioria dos muçulmanos NÃO são jihadistas, a realidade é que o Brasil ainda não está preparado para combater em todas as frentes um aprofundamento da ameaça terrorista que já existe há anos. Apenas uma ação coordenada de ataques jihadistas/terroristas perpetrados por sauditas que seguiam a doutrina wahabita  exportada pela Arábia Saudita matou quase 3 mil inocentes nos atentados de 11 de setembro (Estados Unidos), o que mostra que não podemos facilitar a disseminação desse VENENO IDEOLÓGICO em solo nacional!

Como se livrar do perigoso jabuti?

Uma vez assinado o “acordo de jabuti islâmico”, resta-nos, a princípio, uma saída altamente democrática e respeitosa para com o presidente: pressionar os parlamentares para derrubarem em votação esse acordo de cooperação, e caso seja ratificado – porque dificilmente o Parlamento vai se mobilizar – a alternativa é promover a criminalização explícita da sharia em território nacional e derrubar a Lei de Migração. Ressalto, ainda, que sem MOBILIZAÇÃO POPULAR dentro e fora das redes, essa batalha estrá perdida!!!

O brasileiro que vem permitindo o ingresso de inúmeros terroristas do Hezbollah, FARC e milícias venezuelanas infiltrados entre os refugiados no pobre território de Roraima precisa despertar urgentemente para essa GRAVE questão de SOBERANIA NACIONAL. A espada de Mohammad não poupa aqueles que se omitem no quesito SEGURANÇA NACIONAL.

A democracia precisa vencer a sharia. Brasil acima de tudo, D’us acima do Islã!!!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem Veja

Sharia em ação: Brasil celebra “acordo de cooperação cultural” com o reino do terror saudita

Pela manhã eu estava decidida a escrever um artigo sobre as tratativas do presidente Bolsonaro nos países muçulmanos, principalmente, quando uma renomada especialista em terrorismo islâmico – que vive nos EUA – entrou em contato enviando vasto material sobre o Qatar, país muçulmano que é o maior financiador global do terrorismo, enviando dinheiro para as “beldades genocidas” do Estado Islâmico e Al-Qaeda.
 
Como sei que há a tese do “dinheiro neutro” reivindicada pelo Liberalismo que defende a ideia do “comércio sem viés ideológico”, passei a tarde lendo matérias da mídia árabe e artigos diversos sobre terrorismo e segurança nacional, pois o meu país está fechando acordos em diversas áreas com estados totalitários, inclusive, nas área de defesa e diplomacia, fomentando também o “intercâmbio” entre diplomatas, além de uma inusitada COOPERAÇÃO CULTURAL com o berço do Islã – Arábia Saudita – o que deixa claro que não há apenas relação estritamente “econômica”, não é verdade?
 
Além disso, a imprensa árabe anunciou que haveria proposta saudita de um “Memorando de Entendimento” no tocante a vistos e seriam 7 (sete) acordos cunhados pela monarquia muçulmana que promove abertamente a promoção do wahabismo conhecido pelos ocidentais como “Islã radical”.
 
Portanto, mesmo não sendo nem um pouco complicado tecer comentários sobre as consequências de uma aproximação com os países visitados, acredito que por honestidade intelectual eu preciso saber o TEOR COMPLETO dos acordos firmados, que serão submetidos ao Legislativo para aprovação via decreto legislativo, conforme reza a Constituição Federal.
 
Todavia, uma importante informação não explorada pela extrema-imprensa que apoia a “retórica islamizadora”, causaria assombro aos brasileiros – não fosse o desconhecimento quase geral acerca da ameaça jihadista global – pois o nosso presidente firmou um “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, que em português claro significa “autorização” para Arábia Saudita ter plena liberdade de promover sua danosa doutrina wahabita no país, a qual é a base religiosa de grupos terroristas sunitas tais como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas, Boko Haram e muitos outros.
 
Aliás, se o prezado leitor se considera “conservador”, cabe perguntar: você considera correta a “cooperação cultural” com um Estado totalitário sanguinário que proíbe em seu território a construção de igrejas, sinagogas e templo de crenças que não sejam o Islã ortodoxo, além de promover atrocidades medievais?
 
E mais... você acha que será “producente” a remessa de milhões de dólares sauditas para investimentos diversos, inclusive, construção de mesquitas, massalas e centros islâmicos, além de investimentos pesados em escolas e universidades para darem continuidade ao processo de “romantização do Islã ortodoxo”, promovendo secretamente sua doutrina de ódio e terror contra os kafirs (infiéis)?
 
E com a captação de até US$ 10 bilhões oriundos do “reino do terror”, você acha que o Brasil vai ousar a levantar a voz nos foros internacionais contra a cruel perseguição aos cristãos em países muçulmanos? Aliás, você atentou para o fato de não ter havido no discurso do presidente Bolsonaro na ONU denúncia sobre o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS em países muçulmanos como a Nigéria, onde milhares de cristãos estão sendo exterminados por grupo muçulmano com o apoio tácito do governo?
Como eu sei que a pauta de denúncia da perseguição religiosa em países muçulmanos não atrai a maioria dos cristãos conservadores formadores de opinião, quero aproveitar o ensejo para lembrar que a Europa seguiu esse mesmo caminho do “Brasil liberal” que vê nas relações econômicas desprovidas de obediência a princípios e valores a solução para todos os problemas. Hoje, a França está à beira de uma guerra civil, conforme afirmou o chefe da segurança nacional, a DGSI (Direção Geral da Segurança Interna), Patrick Calvar.  
Disse Calvar, em 2016:

 

O extremismo está aumentando em toda parte, e agora estamos voltando nossa atenção para alguns movimentos de extrema direita que estão preparando um confronto”. Que tipo de confronto? “Confrontos intercomunitários”, disse ele, educado por “uma guerra contra os muçulmanos”. “Mais um ou dois ataques terroristas”, acrescentou, “e podemos muito bem ver uma guerra civil”.

Outro país que se engraçou com a “cooperação cultural” do mundo muçulmano atraído por sedutores petrodólares foi a Suécia. A advogada Judith Bergman escreveu interessante artigo intitulado A Suécia está em Guerra,  no qual lemos o seguinte:

A polícia escreveu no relatório de 2017 que conflitos étnicos globais são replicados nas áreas vulneráveis:

“… o judiciário [sueco] e o resto da sociedade [sueca] não entendem esses conflitos ou têm respostas sobre como eles podem ser resolvidos. A polícia, portanto, precisa ter um melhor conhecimento do mundo e compreensão dos eventos para A presença de retornados, simpatizantes de grupos terroristas como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e a Al-Shabaab e representantes de mesquitas salafistas, contribuem para as tensões entre esses grupos e outros moradores da região. vulneráveis. Desde o verão de 2014, quando um califado foi proclamado na Síria e no Iraque, as contradições sectárias aumentaram, especialmente entre sunitas, xiitas, cristãos levantinos e nacionalistas de origem curda “. (p 13)”

Por oportuno, creio ser fundamental exemplificar o “funcionamento” do processo de “expropriação cultural” que com uma mãozinha da esquerda progressista literalmente está arruinando a pátria francesa. No dia 19 de setembro, foi inaugurado  com a presença do Ministro do Interior, o Instituto Francês de Civilização Muçulmana. No evento o ministro enalteceu o projeto de um “Islã aberto” dedicado à “luta contra o preconceito”. O suntuoso prédio ao lado da Grande Mesquita, vai ofertar cursos de civilização muçulmana e idiomas, simpósios, conferências e debates para expandir a fé. No entanto, adivinha quem ajuda a financiar o projeto para desconstrução da França? É a Liga Islâmica Mundial, base diplomática e religiosa da Arábia Saudita sediada em Meca, que tem ” vínculo ” com a Federação de Muçulmanos Franceses.

Sabe quem mais compareceu à inauguração desse centro de islamização wahabita promovido pela Arábia Saudita? Mohammed Al-Issa, secretário geral da Liga Islâmica Mundial. Cabe noticiar as “indumentárias prodigiosas” de Mohammed descritas pelo jornal Le Fígaro:

“Mohammed Al-Issa, que lidera a Liga Islâmica Mundial, é creditado em mais de 500 execuções quando foi ministro da Justiça da Arábia Saudita de 2009 a 2015, e inúmeras ordens de tortura, incluindo a condenação do famoso Raif Badawi com 1.000 chicotadas. “

Se para um conservador não causa revolta saber que uma facínora torturador é prestigiado em evento que fortalece os “discursos de ódio” e ações jihadistas na França,  vale trazer à baila o parecer da especialista Razika Adnani sobre a doutrina que a Arábia Saudita quer compartilhar com o Brasil graças aos laços de cooperação cultural firmado sob a égide do modelo de liberalismo sem viés ideológico:

Os princípios do wahabismo e suas conseqüências no mundo e, especialmente, no mundo muçulmano não são um segredo. Portanto, é difícil admitir que os wahabitas se tornaram repentinamente pessoas que defendem uma linguagem de paz e solidariedade, denunciando o terrorismo islâmico e o obscurantismo. Se a Liga Islâmica Mundial denuncia o terrorismo, como explicar que homens e mulheres são decapitados publicamente na Arábia Saudita? Por que os seres humanos estão sendo intimidados porque têm opiniões diferentes sobre o Islã e a sociedade? “

Eu poderia escrever um livro pormenorizando os resultados catastróficos dos “laços de cooperação cultural” promovidos sob a justificativa de trazer desenvolvimento à Europa pós-cristã. De sorte que, a inserção do Brasil nessa “maracutaia islâmica” para espalhar a perigosa doutrina wahabita é simplesmente inadmissível e contrária aos nossos princípios!

Ora, se Bolsonaro quer celebrar “comércio” com a Arábia Saudita que já é o nosso maior parceiro comercial no Oriente Médio – com fluxo comercial entre os dois países atingindo US $ 4,4 bilhões em 2018 – deve mobilizar sua fragmentada bancada no Congresso para criminalizar a sharia (lei islâmica), a fim de evitar que o modus vivendi de uma doutrina religiosa medieval venha se instalar em nosso território.

Contudo, espero que parlamentares se mobilizem para impedir a implementação desse absurdo acordo de “cooperação cultural” estimulado por uma assessoria que parece ser completamente ignorante sobre o mundo muçulmano. E assim que tiver acesso aos “acordos” celebrados com os regimes totalitários islâmicos voltarei a escrever sobre o tema, frisando, desde já, que estou muito preocupada com a declaração de Bolsonaro para a mídia árabe afirmando que “o Brasil busca parceria ainda mais profunda com a Arábia Saudita”.

Se o nosso presidente não tomar cuidado, em algumas décadas o Brasil experimentará as mesmas mazelas sofridas pela Europa. O poderio islâmico se aprofundará em todos os níveis e pode desencadear um perigoso lema:”Islã acima de tudo, Alah acima de todos“.

 Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: ANBA

 

 

 

Quando a minha dor é “a maior do mundo”

Por Andréa Fernandes

Nessas últimas semanas tenho sido inserida numa triste “rotina hospitalar” que me fez refletir seriamente sobre as percepções da dor. Em geral, nas circunstâncias de gravidade alguns pacientes e seus familiares-acompanhantes concebem a sua dor como a maior ou quase a maior dor do mundo, pois sentem a cada dia não apenas as sensações físicas dolorosas causadas por enfermidades e acidentes, mas também a angústia indescritível no momento da chegada do médico com o esclarecimento acerca do quadro de saúde do paciente, além dos exames, laudos e diversos atendimentos complexos que seria impossível narrá-los com precisão, sendo certo que no Brasil, a situação se torna mais dramática por conta da vergonhosa crise na saúde pública herdada de governos corruptos e incompetentes.

Além do mais, o injustificável incêndio[1] que até o momento ceifou 15 vidas que tentavam se recuperar de enfermidades no Hospital Badim – da famosa rede D’or, no Rio de Janeiro – mostra que nem mesmo em hospitais particulares há garantia de um atendimento digno e seguro para os doentes. Se eu relatasse as experiências que vivenciei em alguns hospitais os leitores se assustariam… Infelizmente, o descaso com a vida humana é mais comum do que se imagina!

Assim, por tudo que venho registrando nas andanças em hospitais seria inviável aquilatar nesse mister a dor humana, seja contínua ou intermitente. Portanto, a partir das novas experiências que passam a compor o “currículo de dor” que carrego há anos em razão da militância na área de direitos humanos desprezada pela esquerda global, bateu uma “vontade dolorosa” de relatar uma situação que vivenciei, a qual reflete o comportamento de muitas pessoas que passam por processos de sofrimento: agigantam a sua dor e desprezam a dor alheia.

Há alguns meses, um amigo me convidou para participar de um “culto matinal” conhecido no meio evangélico como “consagração”. Aquela semana de trabalho tinha sido muito cansativa, mas resolvi comparecer àquele distante local em consideração a ele. Como vejo nesses convites a possibilidade de “tocar a trombeta” sobre a perseguição aos cristãos em países muçulmanos, assim o fiz ao receber oportunidade da direção do culto… Falei um pouco da doutrina islâmica que embasa a perseguição e discorri sobre muitos dados que deveriam ser impactantes… mas não foram…

Após todo o meu esforço em tentar convencê-los a cumprir o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo[2], o dirigente do culto fingiu que nada ouviu e não esboçou mínima comoção no sentido de pelo menos pedir que os cristãos presentes levantassem um clamor ao Eterno em favor dos seus irmãos que sofrem martírio diariamente. O culto continuou e ao final, o dirigente apresentou a “pregadora”: uma bela mulher que contou seu testemunho pessoal motivador no seu despertamento para “socorrer” os acompanhantes em hospitais. Ora, só um acompanhante de pacientes graves sabe o quanto precisa de amparo psicológico, e em muitos casos, “amparo material”! Eu conheci casos de mães pobres que acompanhavam seus filhos e não tinham sequer produtos para manter sua higiene pessoal durante o acompanhamento da internação.

Desse modo, fiquei comovida com a história de vida daquela mulher que permaneceu cerca de 1 ano no hospital com o seu filhinho em estado grave. O bebê faleceu, mas semeou no coração da mãe a “semente do amor” pelas muitas acompanhantes que agonizam com seus entes queridos em hospitais. Daí, surgiu um valoroso projeto que visa oferecer suporte para os acompanhantes, que costumam ser “invisíveis” em suas aflições.

Ocorre que, durante o “testemunho-pregação”, a referida senhora achou por bem “desconstruir” todo os discurso que eu fiz para alertar sobre a dor do “irmão distante” abandonado por grande parte das lideranças religiosas e políticas no Ocidente pós-cristão… Visando demonstrar que a minha fala não era “cabível” naquele local, mas tão somente “compreensível”, disse ela que eu me preocupava com esse tema porque isso fazia parte da MINHA “chamada pessoal”!

Logo, segundo a percepção dessa pregadora conclui-se que a “chamada” da igreja NÃO é TAMBÉM socorrer seus irmãos que são perseguidos… Talvez, na visão dela e de muitos ditos cristãos, é dever exclusivo dos “anjos” levarem assistência humanitária para os cristãos perseguidos. A igreja não precisa agir, apesar de sempre repetir o versículo bíblico Assim também a fé, se não tiver obras é morta em si mesma (Tiago 2:17). De sorte que, para socorrer a “igreja perseguida” é suficiente a “oração de fé sem obras”, isto quando lembrar do assunto em alguns “cultos de missões”.

Ficou em mim o amargo sabor da revolta por constatar que a mulher que chora pela nobre causa dos acompanhantes de familiares em hospitais em razão de SUA experiência pessoal, DESPREZA a dor daqueles que são violentamente perseguidos em virtude da fé cristã.

Ao terminar o culto, por alguns instantes pensei em admoestar a “pregadora seletiva”, mas lembrei que em seu testemunho contou que era “ovelha” de uma famosa “cantora gospel” que em algumas ocasiões fala em cristãos perseguidos na próspera igreja que dirige junto com o marido. Tempos atrás, a “cantora-pastora” havia prometido marcar uma reunião comigo para tratar do tema, mas não cumpriu a palavra empenhada. Nesse caso, como diria Jesus, É possível um cego guiar outro cego[3]? O discurso de “amor relativista” da pregadora é o “resultado” de parte da cultura gospel que apregoa “prosperidade” para a igreja local e “desprezo” para a igreja distante imersa num “fatalismo profético” para o qual a “teologia relativizada” prescreve apenas “oração”.

O remédio chamado “amor”, único medicamento eficaz para amenizar as dores dos nossos semelhantes, só é “prescrito” em algumas “patologias” em determinados “hospitais do mundo gospel” que perderam a “especialidade bíblica” de acolher a todos indistintamente.

Contudo, independentemente de todos os prognósticos falsos ou verdadeiros nos corredores de hospitais, caminho num momento de dor, consciente de que o meu sofrimento de ordem estritamente pessoal jamais foi ou será a maior dor do mundo. Acredito que o reconhecimento dessa realidade é o passo fundamental para se importar com o “anônimo” que sofre e não tem amparo.

Quando percebemos que há um número gigantesco de seres humanos padecendo e chorando muito mais do que nós surge a possibilidade de deixarmos a posição egoísta de acharmos que não existe maior sofrimento que o nosso, o que tende a nos estimular em amenizar a dor do “outro” ainda que com expressivas limitações.

A grandeza da natureza humana aflora quando a dor pessoal não nos impede de ser o “bálsamo curativo” para a “dor alheia”… Melhoremos!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: Blog Encontro com a Saúde.

[1]https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/balanco-geral-rj/videos/hospital-badim-numero-de-mortos-sobe-para-15-26092019

[2] Mateus 22:37-39

[3] Lucas 6:39

Carta Aberta ao Diretor da Faculdade Batista que faz Diálogo inter-religioso com Islã Ortodoxo

Por Andréa Fernandes

Há pouco mais de uma semana consignei manifestação escrita na Página do Facebook[1] de uma professora da Faculdade Teológica Batista/SP, após um seguidor  me marcar no post onde ela defende literalmente o “diálogo inter-religioso” com representante do Islã ortodoxo. Como eu represento uma instituição de direitos humanos que debate o tema em diversos foros, não poderia jamais – por DEVER FUNCIONAL e MORAL – fingir que nada aconteceu, pois estaria reforçando o grave erro promovido pela professora Analzira Pereira do Nascimento, que em tese, poderia estar equivocada por não ter especialização em teologia islâmica[2].

Sheik convidado para diálogo inter-religioso recusa apoio a muçulmanos moderados

De forma respeitosa ponderei no perfil público da professora Analzira a temeridade de sua ação, pois convidou para perpetrar “diálogo inter-religioso” com os seus alunos um sheik que se negou a manifestar apoio aos “muçulmanos moderados” que defendem REFORMA NO ISLÃ para que seja expurgada toda doutrina que fundamenta violação dos direitos humanos. Aliás, conheço pessoalmente o sheik Mohamad Bukai, já que em evento falaciosamente chamado de Debate para Enfrentamento da Intolerância Religiosa, na Câmara Municipal de São Paulo[3], realizado por vereadores e algumas lideranças religiosas multiculturalistas – cujo intuito era tacitamente atacar evangélicos – me manifestei solicitando ao sheik que apoiasse os muçulmanos moderados no pleito de reforma do Islã, o que foi veementemente negado, tendo a liderança islâmica reforçado a legitimidade de todas os escritos sagrados islâmicos, mesmo que vários deles preconizem notória violência. No evento, fui chamada de “ignorante” por muçulmanos e o pedido de reforma na “religião” –  que na sua vertente ortodoxa fundamenta violações de direitos humanos – foi ridicularizado.

Sabedora do dogma que apregoa o sheik Mohamad Bukai longe do público cristão, informei à professora o erro de acreditar na possibilidade de “diálogo inter-religioso” com o referido líder muçulmano. Diante do silêncio de Analzira, solicitei posicionamento da Junta de Missões Mundiais (JMM), entidade missionária com a qual a professora mantém vínculo laboral, além do que, já orientei uma missionária  que havia atuado em campo de refugiados na Jordânia. Ao ser convidada para programa na TV Boas Novas, a missionária não se sentiu capacitada para discorrer sobre as implicações do conflito sírio. A seu pedido, a direção do programa me convidou para participar devido meu conhecimento sobre o tema. Contudo, a JMM resolveu não se pronunciar no Facebook da professora ao ser instada a posicionar-se.

Dias após as minhas manifestações escritas, o ataque de alguns militantes da extrema-esquerda que seguem a professora me incentivaram a explicar o tema em Live. Porém, ontem, um aluno comentou na página da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM),  que o diretor da faculdade teria se posicionado oficialmente. Todavia, ao não localizar o tal posicionamento na página oficial da instituição no Facebook, solicitei o link [4], tomando conhecimento que a “resposta” se deu na página de ativismo “Islã Realista” por meio de um senhor chamado Lourenço Stelio Rega, que se apresentou como diretor da faculdade.

Resposta do Diretor

Sem responder objetivamente a nenhum dos fundamentos da crítica à professora, o diretor tergiversou em texto confuso afirmando que segue “princípios bíblicos” e num tom belicoso chamou os ativistas e cristãos que criticaram a ação da professora de “radicais” e “covardes” (texto aqui).

Chamou minha atenção o fato do diretor não escrever nada na página EVM, apesar das minhas denúncias e Live. Porém, ao contrário do sr. Lourenço, que propaga ataques chamando críticos de “radicais”, não descerei o nível, eis que, não o considero um “radical”, mas sim, um “ignorante” que reforça erro de sua professora por lhe faltar conhecimentos básicos sobre o Islã. De maneira que, acredito que só um debate saudável com aporte doutrinário confiável é capaz de vencer o senso comum que infelizmente vem tomando salas de aula em diversas instituições de ensino.

Por oportuno, cabe salientar que nunca imaginei que um diretor de faculdade confessional teria argumentos tão rasteiros para “justificar” a ação reprovável de sua professora ao convidar para ministrar aula um sheik, que vale repetir, é conhecido por SE NEGAR publicamente a apoiar o movimento de REFORMA NO ISLÃ promovido por MUÇULMANOS MODERADOS visando a exclusão das suratas violentas do Corão Medinense a fim de tornar possível a sonhada tolerância religiosa.

Universidade onde sheik estudou se recusa a acusar grupos terroristas de “heresia”

O orgulho do sheik em relação às suas “indumentárias religiosas” é público e notório: no perfil do Facebook aduz que estudou SHARIA (lei islâmica) na Universidade Al- Azhar (Cairo), que possivelmente a professora Analzira desconhece por não ter especialização alguma em teologia islâmica, além de temas congêneres vinculados ao mundo muçulmano. Daí, faz-se necessário EXPLICAR que Al–Azhar é considerada o CENTRO IDEOLÓGICO MUNDIAL mais importante da vertente sunita ortodoxa, a qual vem sendo acusada pela imprensa árabe, think tanks e ativistas de direitos humanos de FUNDAMENTAR DOUTRINARIAMENTE AS AÇÕES TERRORISTAS de grupos muçulmanos em diversas partes do mundo. Aliás, o sheik Ahmed Al-Tayeb, instado a se posicionar sobre a suposta “apostasia” do “Estado Islâmico” afirmou em 2014, que a UNIVERSIDADE NÃO PODE DECLARAR O ESTADO ISLÂMICO “APÓSTATA” pois, o grupo declarou a shahada e crê no Dia do juízo, ou seja, a mais importante entidade muçulmana sunita corrobora a “legitimidade islâmica” da organização jihadista/terrorista que promoveu GENOCÍDIO DE CRISTÃOS e minorias, além de promover ESCRAVIDÃO SEXUAL e outras atrocidades. É essa “entidade” que posa de “moderada” em encontros com o Papa, que teve o seu “ex-aluno” sendo recebido de forma EMOCIONADA pela professora Analzira. Que vergonha!

É possível “diálogo inter-religioso” com sheiks ortodoxos?

Torna-se clarividente que a direção da faculdade seguiu de forma visceral a ESTRATÉGIA MUÇULMANA de ATAQUE AFRONTOSO CONTRA PROBLEMATIZAÇÃO DO ISLÃ, achando melhor rotular como “radicais” aqueles que CRITICARAM RESPEITOSAMENTE ATIVIDADE ACADÊMICA que PRESTIGIOU UM LÍDER ISLÂMICO que não apoia muçulmanos moderados que reivindicam tolerância debaixo de ameaças! Nesse sentido, vale lembrar que há um DEBATE sobre a TEOLOGIA LIBERAL que a faculdade abraçou ao acreditar em “diálogo inter-religioso”, o que demonstra que a INTERPRETAÇÃO BÍBLICA in casu é QUESTIONÁVEL, de modo que posar como “dono da verdade” sobre abordagens teológicas só demonstra desnecessária arrogância.

Segundo parte dos estudiosos, num cenário que se vislumbra pluralista, “é necessário que haja um diálogo inter-religioso e das religiões com os não religiosos, a fim de tornar minimamente possível uma convivência pacífica entre os mesmos”[5], evitando conflitos de motivação religiosa, sendo certo que alguns doutrinadores ainda acreditam que as religiões devem evitar a busca de supremacia mundial, o que por si só, já torna inviável a plena aceitação de tal ideário por lideranças islâmicas ortodoxas, as quais jamais contrariarão seus escritos sagrados para atender “acordos fajutos” amalgamados por meandros doutrinários islâmicos desconhecidos do vulgo, tais como o falacioso Tratado de Paz Hudaybiyya[6], sendo certo que esses “acordos” são concebidos à luz de sulha dania (trégua desprezível), já que os não-muçulmanos representam Dar Al- Harb (Casa da Guerra), território este que abrange países ainda não subjugados à sharia (lei islâmica) através de instalação de governos muçulmanos.

Dessa forma, acreditar em “acordos” celebrados com lideranças ortodoxas do Islã é possível apenas num ambiente descomprometido com o conhecimento dos rudimentos da aludida crença. A professora Analzira não deve saber que no Islã ortodoxo a concepção de mundo é dicotomizada, de modo que Dar Al-Islam (Casa do Islã) se coloca obrigatoriamente em oposição a Dar Al-Harb (Casa da Guerra), até que governos muçulmanos substituam governos não-muçulmanos implantando a lei islâmica. Logo, uma vez o Brasil ocupando a condição de “Casa da Guerra”, o “engano sagrado” é legitimado em todas as manifestações de lideranças muçulmanas ortodoxas, e nesse contexto a jihad assume facetas ignoradas pelo senso comum, que imagina apenas tratar-se de guerra para conquista territorial. Hoje, no Brasil, há uma verdadeira JIHAD JURÍDICA promovida por entidades muçulmanas que estão perseguindo ativistas que denunciam a violência estatuída no Corão Medinense e demais escritos religiosos.

Como as Escolas de Jurisprudência sunita concebem a jihad?

Como sempre amparo meus posicionamentos públicos com base em parecer de estudiosos que de fato conhecem a doutrina islâmica, insta trazer à lume o ensino do renomado autor egípcio Raymond Ibrahim[7]:

“De acordo com todas as quatro escolas reconhecidas de jurisprudência sunita, a guerra contra o infiel continua em perpetuidade, até que “todo o caos cesse e toda a religião pertença a Allah” (Alcorão 8:39). De acordo com a Encyclopaedia definitiva do Islã (edição Brill Online): “O dever da jihad existe enquanto a dominação universal do Islã não for alcançada. A paz com as nações não muçulmanas é, portanto, apenas um estado provisório; apenas a chance das circunstâncias pode justificá-la temporariamente. Além disso, não se trata de tratados de paz genuínos com essas nações; apenas são autorizadas tréguas, cuja duração não deve, em princípio, exceder dez anos. Mas mesmo essas tréguas são precárias”.

Propagando o “engano sagrado”

Em que pese reconheça o direito da direção da faculdade adotar a estratégia inócua de “diálogo inter-religioso”, penso que não o fez de forma apropriada, pois se a professora Analzira tivesse conhecimento basilar sobre o CURRÍCULO do sheik e a doutrina seguida pelo mesmo, saberia que um ORTODOXO JAMAIS EFETUARIA “DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO”! Sempre que convidados para se manifestar em países onde muçulmanos são minoria, por conta da MURUNA[8], adotam estratégias de ENGANO SAGRADO… A estratégia mais conhecida é a TAQIYYA, justamente a utilizada em sala de aula da faculdade. Todo muçulmano ortodoxo deve MENTIR sobre o Islã para um Kafir (infiel), tendo por escopo a expansão da “religião”. Foi isso que o sheik fez! De maneira que, os alunos apenas ouviram citações de suratas mequenses e “romantização” sem relação alguma com o “verdadeiro Islã” (ortodoxo).

Será que a professora adota a estratégia de “taqiyya às avessas”?

Ainda que a professora Analzira indevidamente respaldada na direção da faculdade tenha avisado com antecedência aos seus alunos que o sheik não representaria o “Islã moderado”, achando viável adoção do “engano sagrado às avessas”, com ideia de supostamente iludir o sheik para que a referida liderança acreditasse que os alunos estariam “concordando” com sua “aula” – utilizando esse instrumental apenas para mostrar como funciona a taqiyya –  não deixou de agir de maneira incorreta, já que se realmente assim agiu, estaria fundamentada na “mentira”, que na doutrina cristã é inadmissível.

Reforçando a tese da “religião da paz” em tempos de genocídio de cristãos

Quando a professora de uma faculdade confessional cristã posta no Facebook fotos alegres sentindo-se “agradecida” devido encontro que possibilitou a “propaganda enganosa” para engabelar um sheik com a descrição “Ontem recebi o sheik Mohamad Al Bukaid em minha aula sobre Islamismo – disciplina “Religiões Mundiais”, na Faculdade Teológica Batista/SP. Aula esclarecedora e oportunidade de diálogo inter-religioso”[9], passa a impressão errônea de que é possível “diálogo” com muçulmanos que não apoiam Islã moderado. Além disso, o leigo que contempla as palavras emocionadas da professora, que nesse caso, mais parece uma “militante”, passa a acreditar que muçulmanos ortodoxos falam a “verdade” sobre sua doutrina. Será tão difícil compreender que esse posicionamento reforça a tese de “Islã da paz” que impede que cristãos problematizem o Islã e denunciem a perseguição de cristãos e minorias no mundo muçulmano?

É por causa desse tipo de ação comum entre “multiculturalistas suicidas” que o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS NIGERIANOS é eclipsado em púlpitos e “palcos universitários” seculares e confessionais como foi o genocídio de cristãos e minorias nos territórios ocupados pelo Estado Islâmico, protegido sutilmente pela universidade onde estudou o sheik Al Bukaid, o qual, cumpre frisar, cumpriu com maestria  seu dever religioso num país em que professar religiões é legalmente permitido com base na Constituição Federal, ainda que o Islã em sua vertente ortodoxa promova terríveis violações dos direitos humanos. Urge destacar que por omissão de parlamentares, intelectuais, juristas, formadores de opinião, teólogos liberais, bem como lideranças políticas e religiosas, a SHARIA ainda não foi criminalizada no país.

Rabino é excluído do diálogo inter-religioso

Interessante que a aula do rabino Pessach Kalfmann[10] não foi anunciada com o mesmo entusiasmo no Facebook da professora. Ela não afirmou se sentir “agradecida” como fez com o sheik Al Bukaid e nem mesmo postou foto sorridente ao lado do religioso como fez com o líder muçulmano postando duas fotos ao lado dele orgulhosa pelo ato de “tolerância”. Ademais, o anúncio foi lacônico:Aula sobre Judaísmo, Cultura, crenças mundo atual em Israel. Rabino Pessach Kalfmann”.

Com a devida venia, senhor diretor, por que a aula do rabino não foi anunciada como “diálogo inter-religioso”? Será que essa abordagem só deve ser adotada com muçulmanos? Se eu fosse militante ideológica afirmaria que se tratava de “discriminação religiosa” por fazer abordagem seletiva não inserindo judeu no contexto de “diálogo inter-religioso”! Todavia, reconheço que a professora segue a “linha de praxe” que agrada os círculos acadêmicos, tanto é, que o post com o sheik recebeu mais de 300 curtidas e o post anunciando aula do rabino recebeu menos de 50 curtidas, apesar de reconhecer que Analzira teve ajuda especial de militantes de extrema-esquerda, sendo que um deles ainda “lembrou” da suposta perseguição dos cristãos contra a comunidade LGBTI, o que mostra o forte viés ideológico que apoia ações dessa faculdade.

A estranha posição de intolerância do diretor ao atacar a crítica 

Conforme exaustivamente delineado acima, fica claro que ao não ser capaz de contestar as DENÚNCIAS fundamentadas sobre apoio tácito ou inconsciente ao Islã ortodoxo e rotular aleivosamente como “maledicência sagrada e virtual” aqueles que se opõem às estratégias falhas de uma faculdade confessional, o diretor, que também ataca o que chama de suposto decreto da democracia virtual, está agindo, mutatis mutandis, como lideranças ortodoxas muçulmanas, pois esquece o mesmo que não existe “democracia virtual” em teocracias muçulmanas, que adotam o “discurso único”, tal qual a universidade.

Graças à  essa “democracia virtual” visivelmente assustadora para o diretor que “dá voz” ao Islã ortodoxo, uma representante de instituição de direitos humanos – que estuda Islã e debate sobre o tema em diversos foros – pôde respeitosamente REFUTAR a prática do engano. Outrossim, cumpre ressaltar que atacar raivosamente a “crítica” não deveria ser “atitude cristã” de um diretor que cita a Bíblia para amparar sua visão diminuta de mundo, já que o ambiente acadêmico é – ou deveria ser – ambiente plúrimo, principalmente, quando a faculdade – mesmo sendo confessional – outorga liberdade às narrativas de dogmas e ideologias diferenciadas.

Continuo aguardando a base doutrinária que justifique propagar as narrativas de um sheik que não apoia o Islã moderado, já que, o diretor tergiversou e não trouxe nenhum aparato para a bizarrice que corrobora afronta e desrespeito à “igreja perseguida” e demais minorias, inclusive, muçulmanas, as quais são vítimas de decisões medievais do centro ideológico onde estudou o sheik que emocionou a professora Analzira.

Enfim, devo pontuar ainda que usar título de PhD em “resposta oficiosa” à página Islã Realista para aventar “argumento de autoridade” é de uma puerilidade ímpar, já que o currículo[11] do diretor é público, e nele não consta especialização em teologia islâmica ou quaisquer temas inerentes ao mundo muçulmano. Seria aconselhável a direção da faculdade confessional aprender o ensinamento Joanino: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30). Afinal, “diante da honra vai a humildade”…

Andréa Fernandes – Advogada, jornalista, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Depositphotos

[1] https://www.facebook.com/AnalziraNascimento/

[2] https://www.escavador.com/sobre/6774954/analzira-pereira-do-nascimento

[3] https://www.gospelprime.com.br/censura-islamica-na-camara-municipal-de-sao-paulo/

[4] https://www.facebook.com/islamrealista/posts/2601725283253649

[5] http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000400135

[6] Trégua de 10 anos acordada entre o Profeta Muhammad e a Tribo Quraish de Meca. No entanto, dois anos depois, Maomé atacou e conquistou Meca.

[7] https://www.meforum.org/2095/islams-doctrines-of-deception

[8] Suspensão temporária das práticas ortdoxas do Islã ou da sharia (lei islâmica) em países onde muçulmanos são minorias. Muruna significa usar “flexibilidade” para se misturar ao inimigo ou ao ambiente. https://www.islam-watch.org/home/139-louis-palme/1095-knowing-four-arabic-words-may-save-our-civilization-from-islamic-takeover.html

[9] https://www.facebook.com/260949747357338/posts/2477979102321047/

[10] https://www.facebook.com/260949747357338/posts/2477979102321047/

[11] https://www.escavador.com/sobre/7731965/lourenco-stelio-rega