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Ascensão do Estado Islâmico garante sobrevivência política de Assad

Após quatro anos de uma guerra civil que já custou 220 mil vidas, ditador sírio passa para segundo plano e é visto até como pilar da estabilidade regional diante das atrocidades cometidas pelo “Estado Islâmico”.

Foi por volta de março de 2011 que começaram a surgir pichações nos muros e paredes da cidade de Daraa, no sul da Síria, com dizeres pedindo a queda do regime. Não demorou até que os responsáveis, um grupo de estudantes, fossem presos – no que se tornaria a faísca para o que é tido como o início da guerra civil no país.

As prisões fizeram com que moradores da cidade saíssem às ruas para protestar. As forças de segurança do governo abriram fogo, aumentado a revolta da população e dando início a uma espiral de violência que, ao longo de quase quatro anos, custou a vida de cerca de 220 mil pessoas. Mais de 4 milhões deixaram o país, em fuga da violência.

Hoje, os sírios não fogem somente da violência do regime. Eles também tentam se manter seguros perante as atrocidades de grupos jihadistas como a Frente al-Nusra e, principalmente, o “Estado Islâmico” (EI), que é impiedoso contra os que chama de “incrédulos”.

Recuperando a legimidade

O cientista político Nadim Shehadi, do instituto britânico Chattham House, diz que o presidente Bashar al-Assad tem uma parcela de responsabilidade na expansão dos jihadistas pela Síria e pelo vizinho Iraque. Segundo ele, foi a forma que o ditador encontrou para desviar o foco de seu regime.

“Esse procedimento faz parte do repertório padrão de ditadores. As prisões são abertas, e os delinquentes e criminosos são soltos. Assim, semeia-se o caos para, em seguida, combatê-lo e recuperar a legitimidade”, diz Shehadi.
De fato, o olhar da comunidade internacional sobre a Síria mudou. Se nos primeiros anos da guerra destacavam-se as atrocidades do regime de Assad, nos últimos meses as menções à Síria estão quase sempre relacionadas ao “Estado Islâmico”.

Decapitações, um piloto queimado vivo, pessoas lançadas do alto de prédios: com uma violência desenfreada, o EI aterroriza da mesma forma muçulmanos e não muçulmanos. E, quando proclamou seu califado em meados do ano passado, a organização terrorista deixou claro que sua sede de poder não tem limites.

Por meio de atentados em várias partes do mundo, os jihadistas não deixaram dúvida que dispõem de uma rede de simpatizantes e potenciais apoiadores prontos para atacar a qualquer lugar e momento.

Comunidade internacional sob pressão

Assim, o EI colocou a comunidade internacional sob pressão. Uma coalizão liderada pelos EUA assumiu a luta contra os jihadistas. No momento, não há outra solução, afirma o cientista político Barah Mikaïl, do instituto de pesquisa espanhol Fride, mas será preciso mais do que ações militares para resolver o problema a longo prazo. “Só que não há progressos no aspecto político, pois no momento parece ser impossível negociar com o EI”, opina Mikaïl.

Para o especialista, como não é possível demover os atuais combatentes, que estão dispostos a morrer pela causa, é fundamental evitar que a organização terrorista recrute novos simpatizantes.

“Mas isso só terá sucesso se eles forem mais bem integrados no Ocidente e se, no Oriente Médio, forem resolvidos problemas centrais, como corrupção e desemprego. Se isso não acontecer, cada vez mais pessoas vão se sentir atraídas pelo EI”, afirma.

Novo inimigo número um do Ocidente

Assad não é mais o inimigo número público um do Ocidente. Ele e seu regime são considerados ilegítimos, mas, em comparação com os jihadistas, mais previsíveis – e até garantia de estabilidade regional.

“O governo Barack Obama deixou claro que deseja que Bashar al-Assad permaneça no poder”, afirma Nadim Shehadi. “Ele não quer um novo governo na Síria.”

Na Síria, o regime Assad continua a agir contra seus inimigos. Os que mais sofrem são aqueles que moram em áreas dominadas pelo EI. Ao bombardear essas regiões, o aparato militar de Assad não se preocupa com os civis. Diante disso, a comunidade internacional continua impotente.

O jornal Al-Sharq al-Awsat publicou recentemente um amargo resumo dos fracassados esforços de paz do enviado da ONU à Síria, o ítalo-sueco Staffan de Mistura: dele, diz o diário, os sírios não viram nada além de fotos sorridentes ao lado de Assad.

“Sua missão é uma gota d’água no oceano”, escreveu o jornal. “Ele precisou de quatro meses só para impor um cessar-fogo num distrito de Aleppo. E isso num país onde ocorrem destruições diariamente.

Por Kersten Knipp

http://www.dw.de/opini%C3%A3o-derrotar-o-estado-isl%C3%A2mico-exige-quebrar-seu-poder-de-atra%C3%A7%C3%A3o/a-18306561

FORTALECENDO AS MULHERES, ESTILO PALESTINO

Ao mesmo tempo que uma mulher em Gaza é proibida de fumar em um café ou passear em público desacompanhada de algum parente do sexo masculino, ela pode ingressar em um campo de treinamento militar. Na próxima guerra, o Hamas e seus aliados não poderão alegar que elas são civis que foram mortas por Israel.

Também vale a pena frisar que o Hamas e outros grupos armados sempre conseguem o dinheiro necessário para comprar armas e munição e operar campos de treinamento militar.

O Hamas quer que a comunidade internacional financie a reconstrução da Faixa de Gaza sob o pretexto de que não dispõe de recursos para isso. Mas quando se trata de armar e treinar mulheres e adolescentes, o Hamas e outros grupos palestinos sempre conseguem o dinheiro necessário.

Mesmo assim, isso não impede que Mahmoud Abbas e a Autoridade Palestina não meçam esforços para convencer o mundo a apoiar um Estado palestino, onde mulheres e adolescentes estão sendo treinados para se tornarem as próximas “mártires” na luta para destruir Israel.

Não é fácil ser mulher e viver sob o regime do Hamas na Faixa de Gaza.

As mulheres sofrem muitas restrições, inclusive, não podem ir à praia sozinhas nem mesmo fumar em público. Além disso, é proibido que uma mulher seja vista em público com um homem que não seja seu marido, pai ou irmão.

As mulheres também são forçadas a aderirem aos rígidos preceitos islâmicos de como se vestir em público, que inclui um manto e um véu para cobrir o cabelo (hijab), principalmente nos campi das faculdades, universidades e escritórios.

Entretanto essas rigorosas restrições não se aplicam às mulheres dispostas a se tornarem “mártires” na luta contra Israel. Portanto, ao mesmo tempo que uma mulher é proibida de fumar em um café ou em um restaurante ou passear em público desacompanhada de algum parente do sexo masculino, ela pode ingressar em um campo de treinamento militar para se preparar para a luta contra Israel.

A exemplo do Hamas, as Brigadas Nasser Eddin não acreditam na igualdade entre homens e mulheres em todos os aspectos da vida. Eles acreditam que o papel da mulher deve ser o de criar os filhos, servir fielmente o marido e manter a casa limpa.

Mas se uma mulher estiver disposta a morrer na luta contra Israel, ela de imediato, recebe um tipo diferente de tratamento, além de mais direitos, inclusive ficar longe do marido e filhos. Mais do que isso, a essas mulheres é concedido o direito de estar em companhia de homens que não são parentes próximos e que as treinam como se tornarem parte da jihad contra Israel.

De acordo com uma reportagem da rede de TV Al-Manar do Hezbollah, “essas mães se filiaram à jihad, deixando seus filhos por muitas horas, com o objetivo de dedicarem tempo e empenho” a fim de receberem treinamento militar. “O objetivo delas é libertar a Palestina”, segundo a reportagem.

Uma das mulheres que se identificou como uma Sabri, contou ao correspondente da TV que ela decidiu ingressar nos campos de treinamento após ver seu marido fazer o mesmo. A mãe de três filhos disse que a decisão de ingressar nos campos da jihad não interfere em suas tarefas em relação ao marido e aos filhos.

A última campanha para recrutar combatentes contra Israel vem após a iniciativa do Hamas em formar um novo exército, composto quase que na totalidade de adolescentes palestinos com idades de 15 a 21 anos. No mês passado o Hamas se vangloriou por ter recrutado cerca de 17.000 jovens para o “Exército de Libertação” como parte da batalha para eliminar Israel e “libertar” Jerusalém e toda Palestina, do rio ao mar.

O Hamas e seus aliados na Faixa de Gaza não veem nada de errado em usar adolescentes e mulheres na luta contra Israel. Na realidade, eles vêm fazendo isso já há vários anos.

Na próxima guerra com Israel, as mulheres das Brigadas Nasser Eddin e os adolescentes do Hamas serão enviados para confrontarem soldados e tanques israelenses. Mas dessa vez, será uma situação diferente, uma vez que essas mulheres e adolescentes estarão fortemente armados fazendo parte de um exército ou milícia. O Hamas e seus aliados não poderão alegar que elas eram civis que foram mortas por Israel.

Também vale a pena frisar que o Hamas e outros grupos armados sempre conseguem o dinheiro necessário para comprar armas e munição e operar campos de treinamento militar, enquanto palestinos na Faixa de Gaza continuam a sofrer privações econômicas, particularmente. na esteira do último confronto militar com Israel.

Os preparativos para a guerra contra Israel estão em andamento, enquanto milhares de famílias palestinas que perderam suas casas durante a guerra continuam a viver em abrigos e dezenas de milhares de funcionários do governo não receberam seus salários nos últimos meses.

O Hamas quer que a comunidade internacional financie a reconstrução da Faixa de Gaza sob o pretexto de que não dispõe de recursos para isso. Mas quando se trata de armar e treinar mulheres e adolescentes, o Hamas e outros grupos palestinos sempre dão um jeito de conseguir o dinheiro necessário para comprar armamentos e operar campos de treinamento.

Quanto à Autoridade Palestina e seu presidente Mahmoud Abbas, continuam a agir como se estivessem vivendo em outro planeta e o que está acontecendo na Faixa de Gaza não é da conta deles. Mesmo assim isso não os impede de não medirem esforços para convencer o mundo a apoiar um Estado palestino, onde mulheres e adolescentes estão sendo treinados para se tornarem os próximos “mártires” na luta para destruir Israel.

Por Khaled Abu Toameh

http://pt.gatestoneinstitute.org/5363/fortalecendo-mulheres-palestino

EXPLICANDO A FARSA DO “DIA INTERNACIONAL DA MULHER”

Por Andréa Fernandes

Resolvi pesquisar a origem do chamado “dia internacional da mulher” e constatei a existência de duas correntes majoritárias que explicam o motivo de tal celebração ser efetivada no dia 8 de março. Muitos afirmam que a data foi estabelecida em função das manifestações de grupos feministas russos que lutavam por melhores condições de vida e trabalho, sendo que, tais manifestações teriam marcando o início da Revolução de 1917. A outra corrente defende a ideia de que a data teria sido fixada em homenagem às operárias de uma fábrica de tecidos nos EUA, que morreram carbonizadas, após terem sido trancadas no estabelecimento incendiado logo em seguida como reprimenda violenta contra as reivindicações por melhores salários e condições de trabalho.

Contudo, em 1910, foi decidido numa conferência dirigida pela Internacional Nacionalista, na Dinamarca, que o dia 08 de março seria estatuído como o “dia internacional da mulher”, o qual alcançou a oficialização da ONU em 1975, através de um decreto. Logo, a data serve para comemorar os feitos políticos, econômicos e sociais conquistados pela mulher e propor a reflexão sobre “direitos” que ainda seriam necessários.

Desse modo, a única certeza que podemos ter a respeito da data, é que trata-se de uma criação ocidental, notadamente de ideologia esquerdista, que visa primordialmente promover a “igualdade de gênero” vociferada pelo movimento feminista, que tomou para si a responsabilidade de lutar pela emancipação feminina na busca da “libertação de padrões opressores embasados em normas de gênero”.

Entretanto, o fracasso do ideário feminista está sintetizado na pessoa de seu ícone, a filósofa marxista Simone de Beauvoir, diretora da propaganda Nacional Socialista, que juntamente com seu “grande amor”, o filósofo Jean Paul Sartre, assinou uma petição exigindo a legalização da pedofilia e a libertação de três criminosos sentenciados por terem explorado sexualmente vários adolescentes com idades de 11 a 14 anos. Inobstante tal fato, a escritora ateia lutou incansavelmente pela destruição dos valores exarados nas Escrituras Sagradas, sendo crítica feroz de todos os aspectos que envolvem a instituição familiar, donde inferimos os reprováveis parâmetros da agenda feminista atual que pulula em governos e instituições de ensino no mundo inteiro com temas que nada dignificam as mulheres.

A prova notória de que o movimento feminista norteia as ações governamentais no Ocidente pode ser colhida mediante a simples leitura das informações exaradas no site de notícias da ONU sobre as celebrações para marcar o dia internacional da mulher, onde o secretário-geral assevera que “o foco deste ano está na igualdade de gêneros, indo desde a representação política até diferenças de salários”.

Ora, como pode a ONU propalar atenção máxima para questões pautadas por movimentos feministas ocidentais, quando mulheres muçulmanas estão sendo sistematicamente violentadas em seus direitos mais elementares por governos árabes e muçulmanos?

Aliás, a ONU não pode nem mesmo evocar a falta de conhecimento acerca das barbáries promovidas contra as muçulmanas, vez que, “O livro Negro da Condição das Mulheres”, das autoras Christine Ockrent e Sandrine Treiner, relata os horrores vivenciados por tais mulheres. Françoise Gaspard, perita da ONU junto à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), afirmou em 2001, que o campeão de injustiça contra as mulheres continuava sendo o mundo árabe, o que não mudou em nada nos dias de hoje.

Ademais, até 2014, cerca de 125 milhões de mulheres sofreram a prática horrenda de mutilação genital, tachada como “pandemia no Oriente Médio e África” pelo especialista Phyllis Chesler. E segundo a UNICEF, 91% das mulheres egípcias sofreram mutilação genital, pois, é a única forma de não serem consideradas “impuras” pelos homens.

Todos os anos, milhares de meninas e mulheres são mutiladas em chão de barro com uma faca enferrujada ou lâmina de barbear, e até na “Europa civilizada” as vítimas do “terrorismo religioso” não escapam de tamanha crueldade. No entanto, a ONU não age de forma rigorosa, tendo em vista a imposição ideológica de seus Estados-membros muçulmanos, “devidamente auxiliados” pelos Estados alinhados com a “esquerda à la Beauvoir”!

Todavia, essas mulheres muçulmanas desprezadas pela agenda marxista da ONU necessitam urgentemente de apoio e intercessão daqueles que, são paradoxalmente acusados de “fundamentalistas” pela esquerda militante, que jamais ousou fazer “marchas” contra a opressão teocrática muçulmana, possivelmente, pela covardia de não correr o risco de “morrer heroicamente” por uma justa causa.

Enfim, se as mulheres que mais sofrem “violência legalizada” no mundo não são prioridades nas ações políticas da ONU, nem mesmo no dia internacional da mulher, constata-se que a data comemorativa é apenas mais um embuste objetivando entorpecer a mente das massas que ainda esperam socorro do ente internacional que vem sendo um agente perpetuador da tirania desde a sua fundação.