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Coreia do Norte pede que população se prepare para a fome

Jornal estatal pediu para que a população se prepare para uma possível escassez de alimentos e graves dificuldades econômicas.

Na última segunda-feira (28), a Coreia do Norte instruiu a população a se preparar para uma possível escassez de alimentos e graves dificuldades econômicas, mas ressaltou que a situação não é de desespero porque “o caminho para a revolução é longo e árduo”. As informações são do site da revista Times .

O editorial afirma que as dificuldade podem provocar outra “marcha árdua”, termo atribuído à fome que atingiu o país em meados da década de 1990, matando milhões de pessoas. “Podemos ter outra marcha árdua, durante a qual teremos de mastigar raízes de plantas mais uma vez”, relatava a publicação.

O jornal ainda pediu uma “campanha de 70 dias de lealdade ao líder supremo” Kim Jong Un. O país estaria exigindo que todos de Pyongyang, capital da Coréia do Norte, entreguem cerca de 2 libras de arroz para os armazéns estatais a cada mês.

Segundo o The Telegraph , também foi pedido cerca de meio milhão de toneladas de ajuda alimentar para outros países. No entanto, no mês passado, chegaram apenas 17.600 toneladas.

http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/coreia-do-norte-diz-que-havera-escassez-de-alimentos-para-populacao,f37625f10607693ced0fe644bd4ae0e2771w1yx5.html

Em Pyongyang, fazenda-modelo com armas de brinquedo para as crianças

Governo apresenta cooperativa moderna, com poucos moradores e escolinha

PYONGYANG – O governo dizia que era um exemplo a ser seguido de fazenda compartilhada. Havia legumes, certamente, mas mal dava para ver alguém trabalhando. E tudo estava surpreendentemente limpo, ainda que a agricultura costume causar sujeira.

— Este é um lugar muito bonito. Todos os cidadãos de Pyongyang têm inveja desta fazenda — afirmou Park Myong Shil, guia escolhido pelo governo para conduzir alguns repórteres pela fazenda Jangchon, ao Sudeste da capital.

A Coreia do Norte, que costuma ser um país recluso, permitiu que alguns membros da mídia internacional fossem à capital nesta semana. O regime quer mostrar melhoras na administração do país desde que Kim Jong-un chegou ao poder, há quase cinco anos.

A praça central tinha um mural de Kim Il-sung, o “eterno presidente” da Coreia do Norte, sobre uma plantação de repolho. Em torno da praça estavam casas idênticas, com painéis solares e aquecedores de água idênticos nos telhados.

Os inspetores conduziram os repórteres a um jardim de infância na fazenda, cuja entrada tinha uma pintura de crianças sorridentes sob o slogan “Somos felizes”. As paredes eram decoradas com desenhos de animais — em um deles, um esquilo segurava um lançador de granadas — e os brinquedos nas prateleiras incluíam tanques de guerra. Em outra sala, uma professora ajudou uma criança de 2 anos a mostrar um fuzil de brinquedo para os repórteres.

Depois, os inspetores levaram todos para as residências. A versão oficial é que três mil pessoas vivem na fazenda. Entretanto, quase ninguém estava lá. E as hortas em frente às casas? Eram apenas jardins domésticos, disseram os inspetores. Mas não explicaram por que uma tinha um jardim apenas com repolho, outra apenas com pepino, e a terceira inteiramente com abóboras.

Os inspetores, então, levaram os repórteres para uma casa habitada por Hong Son Suk, uma ex-professora que vive lá há um ano.

Um repórter abriu a geladeira e encontrou morangos e um peixe — parecia, portanto, que ela realmente vivia lá. Do lado de fora, um cão sarnento estava amarrado. Seu nome? Prosperidade.

Fonte: O Globo

 

Três prêmios Nobel pedem alívio das sanções contra Coreia do Norte

Alguns medicamentos não chegam ao país

SEUL — Um grupo de três premiados com o Nobel pediu neste sábado, durante uma visita à Coreia do Norte que coincide com o congresso do partido único, uma flexibilização das sanções contra este país e que afeta seu sistema de saúde.

A comunidade internacional reforçou as suas sanções contra a Coreia do Norte por seus recentes testes nucleares, quatro deles em janeiro. Segundo os especialistas, o país estaria preparando um quinto ensaio.

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Coreia do Norte:Doutrinação ideológica sufoca o cristianismo

Os cristãos, em particular, sofrem muito durante essa fase de fortalecimento da ideologia norte-coreana, por conta do controle social mais elevado.

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Há dois meses, a mídia estatal da RPDC (República Popular Democrática da Coreia) anunciou que uma campanha de 70 dias de trabalho estava sendo criada com o objetivo de preparar o próximo congresso do partido. “É comum na Coreia exigir esforços especiais de lealdade na corrida para as conferências políticas mais importantes. Essa notícia mostra que o 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, que vai acontecer em maio, tem certa relevância para o país. O que não é de se estranhar, já que o último congresso desse partido aconteceu há 36 anos”, comenta um dos analistas de perseguição.

O convite para a campanha que vai acelerar os preparativos inclui a mais rigorosa doutrinação ideológica, com um controle social mais elevado e a mobilização de todas as pessoas para completar essa infraestrutura e também o aumento da produção comercial. “Um exemplo disso foi o grande comício realizado em Pyongyang, recentemente. Os cristãos, em particular, sofrem muito durante essa fase de fortalecimento da ideologia norte-coreana. Eventos patrióticos fazem parte da prioridade do líder de governo”, diz o analista.

A Coreia do Norte é o primeiro país da Classificação da Perseguição Religiosa por 14 anos consecutivos. É a nação mais fechada do mundo, em todos os sentidos, onde os cidadãos são obrigados a reverenciar seus líderes. O culto à família Kim não deixa espaços para nenhuma religião. “Esse período de sofrimento no país já dura há muito tempo, mas somos incentivados a seguir em frente com o nosso objetivo em Cristo todos os dias. Por quê? Por que temos as orações e apoio de cristãos de todo o mundo”, declarou um cristão norte-coreano. A sua intercessão pelos cristãos norte-coreanos é essencial. A Igreja Perseguida conta com a ajuda da igreja livre de perseguição. Aproveite a sua liberdade e ore por eles.

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“Campanha de Morte” já eliminou mais de 7.000 cristãos no último ano

A perseguição aos cristãos está em ascensão ao redor do mundo, de acordo com o Portas Abertas dos Estados Unidos. O bombardeio aos cristãos no Paquistão no feriado de Páscoa foi mais um exemplo recente.

Jamaat-ur-Ahrar, uma facção do Taliban, reivindicou a responsabilidade pelo ataque que matou mais de 70 pessoas e feriu a centenas a mais, muitas delas crianças.

Segundo o Portas Abertas, a cada mês mais de 300 cristãos são mortos por causa de sua fé, de 200 igrejas ou propriedades cristãs são destruídas, e quase 800 atos de violências são cometidos contra cristãos.

O CEO David Curry diz que a maioria dos americanos não entendem o quão grave é o estado de perseguição a cristãos pelo mundo.

 “Eu não creio que a maioria dos americanos tenha uma compreensão exata do real estado da perseguição contra cristãos ao redor do mundo”, Curry contou ao The Daily Beast, confirmando que as agências de notícias cobrem histórias baseadas na demanda do consumidor.

“Mas para os consumidores de notícias clamarem por tal cobertura, eles precisam estar cientes à extensão do problema”, ele acrescentou.

O Portas Abertas informou que mais de 7.000 cristãos foram mortos por causa de sua fé no último ano, quase 3.000 a mais do que que o ano passado.

“As piores atrocidades contra cristãos são feitas na região do Oriente Médio, Asia Central e África”. Um relatório recente feito pelo grupo cristão Portas Abertas observou que a “Coreia do Norte continua a ser a nação mais restritiva do mundo para se praticar o Cristianismo.”

A nação comunista é seguida pela Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Paquistão, Irã e Iêmen.

Ronal Lauder, líder do Congresso Mundial Judaico, criticou a apatia global diante da perseguição aos cristãos no Oriente Médio e outras partes do mundo. Ele disse que mais países devem fazer alguma coisa para detê-la.

 “O povo judeu entende muito bem o que pode acontecer quando o mundo está em silêncio,” ele disse. “Essa campanha de morte precisa ser extinta”.

Fonte: CBN News

Coreia do Norte condena jovem dos EUA a 15 anos de trabalhos forçados

Estudante de 21 anos foi preso ao tentar roubar item com slogan político em hotel

SEUL — A suprema corte da Coreia do Norte condenou o estudante norte-americano Otto Warmbier a 15 anos de trabalhos forçados nesta quarta-feira. Acusado de crimes contra o Estado, o jovem de 21 anos foi incialmente preso durante uma visita ao país ao tentar roubar um item com slogans de propaganda em seu hotel em Pyongyang.

Warmbier foi detido em janeiro quando estava prestes a deixar o país. Mais tarde, ele confessou que havia roubado um estandarte com um slogan político em uma zona reservada aos funcionários do hotel em que havia se hospedado durante a viagem à capital norte-coreana.

A detenção do estudante, no entanto, veio em um momento sensível no cenário internacional. A Coreia do Norte havia acabado de realizar seu quarto teste nuclear, enquanto os EUA lideravam a campanha por sanções muito mais duras sobre Pyongyang nas Nações Unidas — que foram adotadas no início de março.

A sentença aplicada ao estudante da Universidade da Virginia foi criticada pela organização internacional Human Rights Watch (HRW). A imprensa divulgou imagens de Warmbier sendo levado do tribunal por dois guardas uniformizados.

— A sentença norte-coreana a Otto Warmbier de 15 anos de trabalhos forçados por uma brincadeira de estudante é ultrajante e chocante, e não pode ter permissão para vigorar — disse Phil Robertson, vice-diretor da divisão asiática da HRW.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/coreia-do-norte-condena-jovem-dos-eua-15-anos-de-trabalhos-forcados-1-18886926#ixzz434xl6ALO
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Organização de direitos humanos burla opressão da ditadura coreana para levar informação à população

Assistir novelas e ver seriados como Friends e Seinfeld pode ser algo ordinário no mundo Ocidental, na Coreia do Norte é um ato extremo de desobediência civil. Ameaçar a alienação imposta pela ditadura socialista que reina no país é crime punível com pena de morte.

Entretanto, desde 2005 a população norte-coreana vem contrabandeando através da fronteira com a China um aparelho conhecido como notel (uma junção de “notebook” com “televisão”) que permite reproduzir DVDs, além de contar com portas USB, entrada para cartões de memória, e capturar sinais de rádio e tv.

Como não poderia colocar um país inteiro dentro dos seus campos de concentração, Kim Jong-un legalizou o aparelho no país em 2014, e claro que o único conteúdo liberado é o aprovado pelo governo. Para driblar este empecilho, organizações de direitos humanos vem há anos colocando, até mesmo usando balões, pen drivers dentro da na nação comunista. Deste modo, quando os guardas notam que o aparelho estava uso faz pouco tempo, eles veem a entrada para DVD ocupada com uma novela da Coreia do Norte, mas não percebem o pendrive que o cidadão rapidamente conseguiu esconder.

Você também pode ajudar os norte-coreanos a libertarem-se da sua ditadura! Os Estudantes pela Liberdade estão recolhendo pen drives que serão entregues a Human Rights Foundation e despachados, via balões, para a Coreia do Norte.

Se você quiser doar um, é só mandar pro escritório de Belo Horizonte, que doamos para você!

Estudantes Pela Liberdade
Avenida Brasil, 709, Quarto Andar
Belo Horizonte – MG
CEP 30140-000

Ex-segurança de líder norte-coreano conta como foi preso e obrigado a comer ratos

Morador de uma pobre vila rural na fronteira entre a Coreia do Norte e a China, Lee Young-guk tinha apenas 17 anos quando viu sua vida mudar drasticamente.

Em 1978, ele foi intimado a integrar o contingente de guarda-costas daquele que viria a se tornar o líder norte-coreano entre 1994 e 2011: Kim Jong-il, filho de Kim Il-sung (comandante do país desde a sua fundação) e pai do atual líder, Kim Jong-un.

“Eles me escolheram, e eu não podia dizer não. Aquilo representava uma honra para a minha família”, conta Lee, hoje aos 55 anos, à BBC Brasil durante a Cúpula para os Direitos Humanos e Democracia, realizada pela ONG UN Watch em Genebra, na Suíça, à qual ele falou sobre as atrocidades cometidas pelo regime norte-coreano.

Há 17 anos exilado na Coreia do Sul, Lee vivenciou os extremos da sociedade norte-coreana: de homem de confiança do governo, caiu em desgraça e, condenado por traição, acabou enviado a um campo de trabalhos forçados, onde teve de comer “ratos, cobras” e até “excrementos de animais”.

“Só me dei conta como a população da Coreia do Norte vivia quando deixei de ser guarda-costas. Vi o sofrimento das pessoas, que elas morriam de fome. Precisava ver aquele mundo que eu desconhecia”, lembra.

Recrutamento

O recrutamento dos guarda-costas da família do líder norte-coreano levava cerca de um ano e era extremamente criterioso, diz Lee.

Além de checar a condição física e a saúde dos adolescentes, os agentes do governo vasculhavam o histórico de seus parentes em busca de alguma mancha ou suspeita quanto à lealdade ao regime.

Após ser escolhido, Lee passou por um extenso treinamento físico, psicológico e ideológico. Depois, enfrentou mais um ano de preparação específica para ser um guarda-costas oficial.

(Foto: Jonas Ekstromer/AP)Image copyrightAP
Image captionLee foi guarda-costas da família de Kim Jong-il antes de o líder assumir o controle do país

“Durante as sessões de treinamento, os exercícios físicos eram intensos: natação, artes marciais e manuseio de armas de fogo”, descreve.

Mas o que mais lhe chamou a atenção foi a sessão de treinamento ideológico. “Tivemos lições sobre a vida da família e de Kim Jong-il. Ele queria se mostrar ainda mais poderoso que seu pai: era retratado como um deus, uma figura sagrada e intangível. Fomos submetidos, realmente, a uma lavagem cerebral.”

Extravagância e luxo

Em 1980, Lee estava enfim pronto para atuar na proteção da família e, especialmente, de Kim Jong-il, então com 39 anos.

Na época, lembra, eram cerca de 500 guarda-costas.

Foram onze anos servindo a família do então futuro líder, nos quais Lee presenciou diariamente as extravagâncias e o luxo de sua vida privada.

Ele conheceu de perto, por exemplo, a paixão do chefe pela caça e seu fetiche por armas, caviar importado e limousines.

O jovem do interior na época pensava que, com tamanha suntuosidade no topo do poder, a vida do norte-coreano comum certamente havia melhorado desde os tempos de sua infância pobre.

“A família possui um quarto do país e usa esse território como área de lazer e para férias. Enquanto isso, a população sofre de desnutrição e pobreza. Não apenas os cidadãos comuns, mas até mesmo oficiais do alto comando não sabiam a verdade por trás da família, desse abuso de dinheiro.”

(Foto: Handout/UN Watch)Image copyrightUN Watch
Image captionEm evento de ONG em Genebra, Lee falou sobre violações no regime norte-coreano

Lee deixou de trabalhar como guarda-costas quando seu irmão tornou-se motorista de Kim Jong-il.

Pelas regras do regime, apenas um único membro de cada família podia ser empregado por ele.

Foi quando Lee decidiu voltar à sua terra natal – e se deparou com a miséria, que persistia nos vilarejos do interior.

Nos anos 90, ele ocupava o posto de vice-diretor do departamento militar do comitê da cidade de Musan, na província de Hamgyong do Norte. Mas tudo mudou quando o ex-guarda-costas resolveu cruzar a fronteira com a China, em 1994.

Agentes norte-coreanos disfarçados de sul-coreanos o detiveram e ele acabou sentenciado a viver em um campo de trabalhos forçados.

Terror na prisão

Foram quatro anos e sete meses de 14 horas diárias de trabalho, fome, frio e falta de higiene em Yodok, um dos mais de dez campos mantidos pelo regime de Pyongyang.

“Tínhamos uma vida de animais, aquilo não era humano”, conta Lee. “Sempre que paro para lembrar dessa época, eu choro, fico muito deprimido.”

Aqueles considerados inimigos do regime norte-coreano são enviados para esses campos de trabalhos forçados sem nenhum processo judicial.

A duração do encarceramento varia – alguns podem ficar ali por toda a vida.

Lee conta que o trabalho era feito em minas de ouro, carvão e minério, no corte de madeira e na agricultura, algo que, segundo ele, não deve ter mudado.

“Para conseguir sobreviver, comíamos ratos ou cobras. Muitas vezes, tivemos que comer os excrementos dos animais, pois eles eram mais bem alimentados que nós”, diz.

(Foto: Ahn Young-joon/AP)Image copyrightAP
Image captionO ex-guarda-costas é um dos norte-coreanos que desertaram com destino à Coreia do Sul

Próximo ao acampamento havia um espaço para execuções por enforcamento ou fuzilamento daqueles que tentavam escapar ou eram flagrados roubando alimentos, por exemplo.

“Tínhamos de ver essas cenas a menos de 10 metros de distância”, lembra.

Lee estima que, só em seu setor, havia cerca de 2 mil prisioneiros. Muitos morriam por causa de doenças, da desnutrição e do frio, que chegava a -20°C no inverno.

O Comitê para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, com sede em Washington, estima que o país mantenha hoje cerca de 120 mil prisioneiros nos campos de trabalhos forçados. E que 400 mil já morreram após torturas, de fome, doenças ou execuções.

Fuga

Apesar do controle rígido, Lee conseguiu escapar e desertar para a Coreia do Sul, juntando-se aos cerca de 25 mil norte-coreanos que hoje se exilaram no país vizinho.

Desde então, tornou-se defensor dos direitos humanos e passou a atuar no Centro de Informação NK, organização independente especializada em divulgar análises e denúncias sobre a Coreia do Norte.

Ele diz lamentar profundamente ter sido um dos guarda-costas do ex-líder norte-coreano.

“Nada mudou no país desde o período de Kim Il-sung. O único interesse deles é cuidar do próprio patrimônio. Não se preocupam com o bem-estar da sociedade.”

Para Lee, o atual líder Kim Jong-un deve ser julgado no Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia.

(Foto: Reuters)
Image captionSegundo Lee, nada mudou na Coreia do Norte sob o comando de Kim Jong-un

Em 2014, o Conselho de Direitos Humanos da ONU criou um painel de investigação sobre a Coreia do Norte e o sistema de repressão no país.

Um relatório da organização divulgado naquele ano mencionava crimes como tortura, escravidão, violência sexual, discriminação social e de gênero, repressão, perseguição política e execuções.

Um ano depois, a organização internacional Human Rights Watch exigiu que Kim Jong-un fosse julgado pelos abusos cometidos por seu regime no TPI.

Mas, apesar das recomendações internacionais, ainda é difícil que se inicie um processo de investigação nesse tribunal.

A questão é que, para isso, seria necessário o apoio do Conselho de Segurança da ONU, algo pouco provável já que a China, que é próxima à Coreia do Norte, tem poder de veto sobre as decisões do colegiado.

“Se Kim Jong-un for levado ao TPI, a população deixará de confiar neste governante e saberá a verdade. Só assim será possível melhorar a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte e libertar todos os prisioneiros políticos”, defende Lee.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160225_guarda_coreia_norte_fo_ab

EVM participa de seminário com Ministério das Relações Exteriores

Por: Andrea Fernandes*, Erica Oliveira e Marcelle Torres

A equipe de internacionalistas do Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) participou ontem do seminário sobre atuação internacional do Brasil em direitos humanos no Ministério Publico Federal.

O evento contou com a presença do Chefe da Divisão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Pedro Saldanha.

Durante a videoconferência, foram abordados temas diversos, entre os quais a discussão dos eventos, painéis e diálogos que o Brasil pretende participar no contexto da ONU.

No momento em que se possibilitou a manifestação dos representantes das organizações presentes, a Dra. Andréa Fernandes, presidente do EVM, apresentou a questão da perseguição islâmica a cristãos e minorias no mundo muçulmano, indagando o posicionamento da diplomacia brasileira no que concerne às violações de direitos humanos, praticadas não apenas por facções terroristas islâmicas, mas também, por governos muçulmanos.

Convém ressaltar que a Dra. Andréa cobrou engajamento do Ministério das Relações Exteriores para propor iniciativas na ONU a fim de ser discutida a questão.  Em resposta, o representante do MRE frisou que o Brasil teria participado de dois painéis da ONU referentes às minorias, sem, no entanto, especificar os pronunciamentos da diplomacia brasileira quanto ao tema.

A internacionalista Marcelle Torres, especialista em Coreias, também esteve no evento, mas em razão do tempo diminuto outorgado aos participantes para pronunciamentos, não foi possível fazer uso da palavra, pelo que, a mesma apresentará ao MRE questionamento por escrito acerca da posição brasileira em relação às violações de direitos humanos na Coreia do Norte e as medidas que o Brasil adota e adotará na busca pela paz entre as Coreias, considerando-se o Estado brasileiro ser ao lado de Cuba, o único país da América Latina a ter embaixadas residentes em Pyongyang (capital da Coreia do Norte) e Seul (capital da Coreia do Sul).

Além disso, o atual embaixador brasileiro na Coreia do Norte, Sr. Roberto Colin, declarou que o Brasil abriu a sua embaixada em Pyongyang em 2009 com objetivo de contribuir para a solução pacífica da questão coreana.

*Presidente e diretora do Ecoando a Voz dos Mártires

Assista em nosso canal as discussões levantadas pela EVM ao longo do seminário.

Agência de Espionagem de Seul: Coreia do Norte arquiteta ataque terrorista na Coréia do Sul

O líder norte-coreano Kim Jong Un está declaradamente preparado para lançar um ataque terrorista contra a Coreia do Sul, de acordo com altos oficiais em Seul.

Em mensagem televisionada, o oficial sênior presidencial da Coreia do Sul, Kim Sum-woo disse que a agência espiã da Coreia do Norte começou a trabalhar na implementação da ordem de Kim Jon Un para “reunir capacidades terroristas anti-Sul que podem representar uma ameaça direta para à nossas vida e segurança”.

Ele disse que a possibilidade de ataque norte-coreano “está crescendo mais do que nunca” e pediu para ser agilizada a passagem de um projeto de lei anti-terrorismo no parlamento.

As preocupações sobre o Norte continuam a crescer após seu recente teste nuclear e lançamento do foguete no início deste ano.

Autoridades de inteligência sul-coreanas dizem que a agência de espionagem de Un começou a executar a sua ordem de realizar ataques cibernéticos entre outros na Coreia do Sul.

O Norte tem uma história de ataques ao Sul. Em 2010, o Norte disparou na ilha, matando quatro sul-coreanos – e em 1987 eles bombardearam passageiros de um voo da Coreia do Sul no qual matou todas as 115 pessoas a bordo.

No entanto, o que confirma as afirmações de que a Coreia está preparando outro ataque é quase impossível. A autoridade sul-coreana não disse de onde a informação recente veio.

Fonte: CBN News