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Hamas comemora com milhares de palestinos ataque terrorista que matou 4 israelenses

Milhares de ativistas e partidários do Hamas foram às ruas do campo de refugiados de Jabalya, em Gaza, no domingo à noite, para se reunirem contra Israel e louvar o ataque terrorista que atingiu Jerusalém, matando quatro israelenses.

Mais cedo no domingo, um palestino lançou seu caminhão contra um grupo de soldados israelenses em Jerusalém, matando quatro deles em um ataque que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que provavelmente tinha sido inspirado pelo Estado Islâmico.

Cantando slogans anti-israelenses os manifestantes marcharam para o comício onde doces foram entregues em comemoração.

“A mensagem do nosso partido islâmico Hamas é uma mensagem de encorajamento e apoio para todos os jihadistas que realizam um ataque que põe um fim aos atos do inimigo sionista”, disse o líder do Hamas, Fathi Hamad, que liderou a manifestação.

O grupo islâmico palestino elogia rotineiramente aqueles que realizam ataques de rua contra israelenses.

O ataque palestino em Jerusalém foi o mais letal em meses e alvejou cadetes de oficiais quando eles desembarcaram de um ônibus que os trouxe para o passeio de Armon Hanatziv que tem uma vista panorâmica da cidade velha murada.

Os militares disseram que um oficial e três cadetes oficiais foram mortos e que outros 17 ficaram feridos.

A polícia identificou o motorista do caminhão como um palestino de Jerusalém Oriental e disse que ele foi morto a tiros. Seu tio, Abu Ali, nomeou-o como Fadi Ahmad Hamdan Qunbor, 28 anos.

Após o ataque, Netanyahu disse que as limitações de acesso foram impostas dentro e ao redor do bairro de Jerusalém Oriental e que novas ações serão tomadas por Israel.

Tarde no domingo, a polícia foi vista patrulhando a área e parando veículos para verificações. Os palestinos lançaram fogos de artifício contra as forças policiais, mas nenhum acidente foi relatado.

Ações inspiradas pelo Estado Islâmico em Israel, Cisjordânia e Jerusalém têm sido raras e apenas algumas dúzias de árabes israelenses e palestinos são conhecidos por terem declarado sua simpatia com o grupo.

Uma onda de ataques palestinos em ruas, incluindo a destruição de veículos, em grande parte desacelerou, mas não parou completamente desde que começou em outubro de 2015 e 37 israelenses e dois americanos visitantes foram mortos nesses assaltos.

Matéria completa em: http://www.jpost.com/Arab-Israeli-Conflict/Hamas-holds-rally-in-Gaza-to-celebrate-terrorist-ramming-that-killed-four-Israelis-477860

 

Ministro israelense afirma que presidente da OLP é o “inimigo número um” de Israel

Tazpit – O ministro israelense da Infraestrutura Nacional, Energia e Recursos Hídricos, Yuval Steinitz disse na semana passada que o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Mahmoud Abbas, é o “inimigo número um” de Israel.

Abbas avisou, durante uma reunião do Comitê Central do Fatah em Ramallah na quarta-feira, 30/11, que o reconhecimento palestino do Estado de Israel não seria “eterno” se o reconhecimento pelos israelenses não fosse recíproco. Ele ressaltou sua convicção de que os palestinos eventualmente vão ganhar independência e que a remoção de assentamentos “exige paciência”.

Em uma entrevista com a rádio Israel, Steinitz afirmou que, para retirar seu reconhecimento de Israel, Mahmoud Abbas teria que começar primeiro por reconhecê-lo.

“Abu Mazen (Mahmoud Abbas) nunca reconheceu o direito de existir do Estado de Israel, e continua a negá-lo. […] Ele sempre defendeu que os judeus não tinham direito à sua própria pátria, quer em Ramallah, quer em Tel Aviv”, afirmou.

“Ideologicamente, Abu Mazen é o inimigo número um da própria existência do Estado de Israel, ainda mais do que Arafat”, concluiu.

Essas declarações foram feitas após as seis resoluções das Nações Unidas adotadas pela Assembleia Geral na última quarta-feira sobre “questões palestinas e do Oriente Médio”, visando reacender uma ação organizada para reavivar as conversações de paz.

Uma resolução se refere a Jerusalém e seus locais sagrados. A medida, aprovada com 149 votos a favor, 7 votos contra e 8 abstenções, reitera a resolução da UNESCO, que omite os laços israelenses com o Monte do Templo e afirma que as ações tomadas por Israel “a potência ocupante, para impor suas leis, na jurisdição e administração na Cidade Santa de Jerusalém… [permanecem] ilegais e, portanto, nulas e sem validade alguma”.

Steinitz também se referiu às resoluções como “uma lamentável brincadeira para Israel e para o mundo”. Ele também afirmou que a condenação específica de Israel em face dos horríveis atos que ocorrem atualmente no Oriente Médio, seja na Síria ou no Iraque, tiveram “uma orientação antissemita”.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, criticou severamente o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), John William Ashe, por usar um cachecol da bandeira palestina durante a sessão da Assembleia no dia 29 de novembro. Esta sessão foi realizada assinalando o Dia Internacional da Solidariedade das Nações Unidas com o Povo Palestino, na data de aniversário da aprovação da Resolução 181 sobre o plano de partilha da Palestina pela ONU em 1947.

“É lamentável que o @UN_PGA [presidente da AGNU] optou por usar a bandeira palestina em um evento cujo único objetivo era caluniar Israel”, disse Danon no Twitter. Em seu discurso na AGNU, ele também exibiu a manchete do New York Times da edição seguinte à votação de 1947 e retransmitiu-o em uma postagem no Twitter: “O @nytimes do dia após o voto do Plano de Partição: ‘Assembleia Vota Partição Palestina. Árabes Saíram’. Esta é a história completa.”

Fonte: TPS / Texto: Ilana Messika / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Fonte: Agência Tazpit

EVM discute com deputado Ezequiel Teixeira votos do Brasil contrários a Israel na ONU e genocídio de cristãos no Oriente Médio

Brasília – Na terça-feira(29/11), Andréa Fernandes, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, participou de reunião com o deputado federal Ezequiel Teixeira, o jornalista Jarbas Aragão e os líderes evangélicos Paulo de Tarso Fernandes e Hudson Medeiros Teixeira.

O deputado Ezequiel Teixeira manifestou interesse de prestar apoio ao Movimento Pró- Israel e teceu esclarecimentos sobre plano de ação em 2017 para fortalecer o apoio à iniciativa de mudança da posição diplomática do Brasil frente às resoluções da ONU propostas por países árabes com o fim notório de deslegitimar o Estado de Israel e promover a islamização de lugares sagrados para os judeus. Nesse sentido, ouviu o Ap. Paulo de Tarso, que representou o Conselho Apostólico do Brasil na reunião com o Ministro das Relações Exteriores José Serra, onde se deliberou sobre o tema de reavaliação do voto brasileiro nas 20 resoluções da ONU aprovadas neste ano contrárias a Israel, além das resoluções da UNESCO que negam a ligação histórica dos judeus com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações.

A questão da perseguição religiosa contra cristãos no mundo muçulmano também integrou a pauta de discussão, pois antes da chegada do deputado à reunião agendada em seu gabinete, Andréa Fernandes prestou esclarecimentos sobre o tema aos pastores Paulo de Tarso e Hudson, que se sensibilizaram com os dados prestados e se prontificaram a apoiar as ações da ONG Ecoando a Voz dos Mártires para dar visibilidade ao tema. Foram discutidas, também, propostas de ação para promover a necessária mobilização popular a fim de respaldar o movimento que pretende mudar o posicionamento diplomático do Brasil em relação a Israel, oportunidade em que, Andréa Fernandes informou estar articulando com movimentos internacionais para prestarem apoio.

Ao final da reunião, Ezequiel Teixeira afirmou que ingressará com o requerimento de audiência pública para debater a questão do genocídio de cristãos na Comissão de Direitos Humanos. Na oportunidade, a presidente da ONG manifestou sua preocupação quanto à necessária discussão acerca do reconhecimento do genocídio dos armênios, pois é um dever moral que vem sendo ignorado pela diplomacia brasileira, e por isso, vem sendo alvo de atenção de Andréa Fernandes em todas as reuniões que tem participado com parlamentares e lideranças religiosas.

O encontro foi bastante promissor, uma vez que agregou a luta da ONG EVM em incluir na agenda de política externa brasileira a preocupação com a violação dos direitos humanos no mundo muçulmano e o combate ao antissemitismo.

Brasil poderá mudar os votos contrários a Israel na UNESCO e você pode ajudar. Saiba como

Foi publicada uma matéria no portal de notícias Gospel Prime, de autoria do jornalista Jarbas Aragão, sobre uma reunião ocorrida no Itamaraty onde a pauta foi a relação do Brasil com Israel. O Ministro das Relações Exteriores, José Serra, recebeu o deputado federal Roberto de Lucena e um grupo de lideranças religiosas, formado por pastores e um membro da comunidade judaica.

O objetivo foi pedir que nossa diplomacia busque maior equilíbrio quando votar as resoluções da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e em outros órgãos das Nações Unidas.

Os membros do Conselho Apostólico Brasileiro, que representa diversas denominações, uniram-se ao deputado Lucena, para solicitar que o Brasil reavalie o seu voto nas 20 resoluções da ONU contrárias a Israel, aprovadas este ano, bem como nas resoluções da UNESCO que negam a ligação histórica dos judeus com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações.

Embora ainda não seja possível revelar todos os detalhes sobre a reunião, é importante salientar que, verdadeiramente, surgiu uma oportunidade histórica do Brasil mudar seu posicionamento junto à ONU. O caminho para tal objetivo encontra-se na mobilização popular, e a história recente do país mostra que este é o único instrumento capaz de gerar mudanças. No caso, sobrepor o costumeiro posicionamento diplomático anti-Israel. Já está agendada uma próxima reunião, dia 8 de março de 2017, que será vital para um desfecho favorável nessa busca por justiça frente à ONU. Liderada pelo bloco árabe, a organização vem publicando sucessivas resoluções contrárias a Israel, mas se nega a condenar os nefastos crimes de países violadores dos direitos humanos.

Ademais, cumpre noticiar que a ONG Ecoando a Voz dos Mártires tem participado ativamente dessas articulações, pois através do jornalista Jarbas Aragão propiciou todo o aporte informativo utilizado pelo deputado Lucena e o Pr. Paulo de Tarso para a defesa de Israel na reunião. Cabe ressaltar que foram entregues, inclusive, cópias impressas das matérias do jornalista sobre Israel para Serra, visto que a grande mídia não tem divulgado os fatos com a isenção que o caso requer.

No dia 29 de novembro, a equipe EVM – formada por Andréa Fernandes, Jarbas Aragão e Diane Torres – estará em Brasília dando continuidade ao trabalho de mobilização pró-Israel, articulando apoio de lideranças políticas e demais parlamentares. Estamos, também, agendando reuniões para tratarmos da pauta “perseguição religiosa no mundo muçulmano”, e já foi confirmado encontro com o deputado federal Ezequiel Teixeira (RJ) que já se prontificou a encaminhar o tema à Comissão de Direitos Humanos.

Dessa forma, chegou o momento de unirmos as comunidades cristãs e judaicas, nos organizando para que a próxima reunião conte com a presença de importantes lideranças religiosas e seculares, apresentando o abaixo-assinado com pelo menos 500 mil assinaturas.

E VOCÊ, leitor, PODE e DEVE ser um importante canal para o êxito dessa empreitada, e para tanto, as seguintes ações  devem ser executadas:

1.ASSINE a petição pública e compartilhe no seu facebook , whatsApp e grupos diversos na rede (clique aqui para acessar o abaixo-assinado);

2.DIVULGUE a reunião e solicite ao seu líder religioso que entre em contato com as instâncias representativas de seu credo, tais como conselhos, convenções e demais entidades. Peça, também, para que seja emitida uma DECLARAÇÃO POR ESCRITO dessas lideranças religiosas em apoio a Israel e ao manifesto descrito na petição pública; (Caso haja dificuldade na elaboração do texto, disponho-me a enviar o modelo, já que é importante constar alguns detalhes)

3.Todas as declarações acima referenciadas que forem encaminhadas à ONG EVM serão entregues ao Ministro Serra na reunião de março;

3.SOLICITE empenho das BANCADAS PARLAMENTARES EVANGÉLICA E CATÓLICA na condução dessa questão, a fim de que os parlamentares também demonstrem publicamente seu apoio;

4.Solicite APOIO de cantores e demais personalidades da mídia para que se unam nessa mobilização pró-Israel, divulgando a próxima reunião e a necessidade de, se possível, chegarmos a meta de 500 mil assinaturas;

5.Os judeus também podem solicitar às suas lideranças que se empenhem nessas articulações e compareçam à reunião.

LEMBREM-SE: sem união dos cristãos, judeus e todos aqueles que abominam “atos de injustiça”, não teremos êxito nessa luta!

Por fim, devo esclarecer que toda SUGESTÃO para ampliarmos esse movimento será bem-vinda!

Andréa Fernandes (advogada, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires).

Os “Virtuosos” Novos Nazistas

  • Em vez de se preocuparem com o terrorismo islamista e o ninho de jihadistas acantonados em Molenbeek em Bruxelas, há racistas na Europa que querem destruir Israel, a única democracia no Oriente Médio.

  • Todos eles afirmam falsamente serem “pacíficos”, usando meios “econômicos” para corrigir “injustiças” nos territórios palestinos. No entanto eles nunca tentaram corrigir injustiças cometidas pelos governos corruptos, repressivos da Autoridade Palestina e do Hamas em Gaza, nem mesmo protagonizar a imprensa livre, o estado de direito ou a edificação de uma economia estável. Suas verdadeiras motivações racistas estão desmascaradas.
  • As linhas pré ou pós-1967 são apenas um álibi para esses novos nazistas. Muitos consideram Israel em sua totalidade, ilegal, imoral, ou as duas coisas juntas — ainda que os judeus tenham estado nesta terra há 3.000 anos — parte dela ainda é chamada de Judeia. Sua ânsia em acusar os judeus de terem a audácia de “ocupar” a sua própria terra histórica, bíblica, só revela a conivência com as mentiras mais obscuras dos extremistas islâmicos, os quais estão tentando destruir os cristãos coptas autóctones em sua terra nativa do Egito e os cristãos assírios autóctones que estão sendo massacrados no Oriente Médio. Será que os franceses também deveriam ser acusados de estarem “ocupando” a Gália? Basta olhar para qualquer mapa da “Palestina”, que será possível ver o Estado de Israel coberto por inteiro: para muitos palestinos toda a terra de Israel é uma única colônia gigante que tem que ser desmontada.

Conheça os bandos dos novos nazistas, posando como defensores da Justiça e da Virtude, em busca de novas políticas de extermínio de Israel e, logo em seguida, dos judeus.

“Na Alemanha nazista”, conforme observa Brendan O’Neill no Wall Street Journal, “era a fúria total para tornar a cidade Judenfrei (sem nenhum judeu)”.

“Agora uma nova moda está assolando a Europa: tornar a cidade ou o município naquilo que poderíamos chamar de Zionistfrei — livre de produtos e da cultura do estado judeu. Por todo o continente, cidades estão se declarando zonas livres de Israel, afastando seus cidadãos de produtos e da cultura israelenses. Ecos monstruosos do que aconteceu há 70 anos”.

Os nazistas diziam “kauft nicht bei Juden“: não compre de judeus. O slogan destes novos racistas é “kauft nicht beim Judenstaat“: não compre nada do estado judeu. Os nazistas entoavam palavras de ordem: “Geh nach Palästina, du Jud“: vá para a Palestina, judeu. Os racistas na Europa gritam “Judeus fora da Palestina”!

Vamos olhar mais de perto e ver quem são eles. A Câmara Municipal de Leicester, por exemplo, aprovou recentemente a proibição da venda de produtos “made in Israel”. Pense no seguinte: uma cidade sem produtos israelenses. Não estamos falando da Alemanha nazista de 1933, trata-se de uma cidade britânica administrada pelos trabalhistas em 2016. Dois conselhos galeses, de Swansea e Gwynedd, bloquearam parcerias comerciais com empresas israelenses. Em Dublin, o famoso restaurante Exchequer, decidiu não usar produtos israelenses. A cidade irlandesa de Kinvara tornou-se “livre de Israel”. Na Espanha a cidade deVillanueva de Duero já não distribui água israelense em seus edifícios públicos. A cidade francesa de Lille congelou um acordo com a cidade israelense de Safed.

Boicote aos produtos produzidos por judeus, naquela época e agora.

Sob pressão racista a empresa aérea Brussels Airlines, da qual a Lufthansa participa parcialmente, decidiu que não servirá mais na sobremesa a halva da marca israelense Achva. Um ativista do Movimento de Solidariedade Palestino, saindo do Aeroporto Ben Gurion em Tel-aviv para Bruxelas se viu servido com a sobremesa produzida em Israel. Este nazista light se queixou à companhia aérea, que rapidamente retirou a iguaria do cardápio (após manifestações de indignação, a empresa aérea voltou atrás). Em vez de se preocuparem com o terrorismo islamista e com o ninho de jihadistas acantonado em Molenbeek em Bruxelas, há racistas na Europa que querem destruir Israel, a única democracia no Oriente Médio.

Um caso embrionário na tentativa de destruir Israel por meios econômicos ocorreu em 1980, quando a L’Oreal comprou a empresa de cosméticos Helena Rubinstein. Os regimes árabes ameaçaram cortar os lucrativos relacionamentos com a empresa multinacional caso ela não cortasse os laços com Israel. Em vez de rejeitar a chantagem, a L’Oreal cedeu à chantagem. Hoje, este antissemitismo não é liderado por países árabes nem por países ocidentais. Por exemplo, a França recentemente proibiu chamamentos em casos de boicote, se for apenas e tão somente em relação ao Estado de Israel. As campanhas de ódio e as políticas nazistas de hoje estão sendo lideradas em grande parte por empresas, universidades, sindicatos e grupos hipócritas assim chamados de “direitos humanos”, bem como outras ONGs.

E, vergonhosamente, igrejas. Em 11 de agosto de 2016 a Igreja Evangélica Luterana dos Estados Unidos (ELCA), pediu ao governo dos EUA para acabar com toda e qualquer ajuda a Israel e abraçar as táticas para destruir o país pela via econômica. No inverno passado, aIgreja Metodista dos Estados Unidos também de maneira anticristã deixou de trabalhar com cinco bancos israelenses.

Todos eles afirmam falsamente serem “pacíficos”, usando meios “econômicos” para corrigir “injustiças” nos territórios palestinos. No entanto, eles nunca tentaram corrigir injustiças cometidas pelos governos corruptos, repressivos da Autoridade Palestina e do Hamas em Gaza, nem mesmo protagonizar a imprensa livre, o estado de direito ou a edificação de uma economia estável. Suas verdadeiras motivações racistas estão desmascaradas. Eles simplesmente estão alinhados e coordenados com a estratégia violenta dos palestinos e muçulmanos fundamentalistas do Ocidente — aqueles mesmos que permanentemente se recusaram a fazer a paz com Israel, isto por sete décadas, colocando em primeiro plano o terrorismo.

Esta guerra assimétrica, empreendida pela primeira vez desde o Holocausto de 6 milhões de judeus, recentemente também quebrou um tabu alemão. Ao que tudo indica, para certos alemães, a velha sede de sangue nunca terminou — ela simplesmente estava em estado latente. O sindicato dos professores da cidade de Oldenburg acaba de publicar um artigo em sua revista, na edição de setembro, conclamando “um boicote total ao estado judeu”, segundo o jornal Jerusalem Post trata-se “da primeira conclamação para boicotar Israel ou os judeus por um sindicato alemão desde o Holocausto”. Fazendo jus à sua retratação, embora tardia, em 5 de setembro o sindicato dos professores de Oldenburg se desculpou, rotulando o boicote de “grande equívoco” além de “antissemita”.

A União Europeia assinou um acordo com o Marrocos, que está em litígio territorial com a Argélia, mas, apesar disso, se reservou o direito de explorar os recursos do Saara Ocidental; não foi lançada nenhuma campanha em sinal de protesto. Também não se ouviu falar de nenhum protesto contra a Turquia no tocante à ocupação do Norte do Chipre ou quanto à prisão em massa de dissidentes, jornalistas e acadêmicos. Não, a política de boicote é direcionada exclusivamente contra o estado judeu, que ostenta um dos mais altos níveis de liberdade acadêmica, liberdade de imprensa e de igualdade perante a lei do planeta. A política de boicote é feita em “3-D”, conforme observa o verdadeiro defensor dos direitos do homem, o dissidente soviético, Natan Sharansky, em seu livro The Case For Democracy:

  • dois pesos e duas medidas: visar apenas e tão somente Israel entre os 200 litígios territoriais, do Tibete à Ucrânia.
  • Demonização: comparação das atitudes de Israel a dos nazistas quando na realidade as pessoas que fazem a comparação é que deveriam ser comparadas aos nazistas.
  • Deslegitimação: negar o direito de Israel à existência.

A hipocrisia racista é tão transparente quanto pérfida.

Eles também estão sujeitando as universidades de Israel a uma campanha neonazista “silenciosa” vinda de universidades sem princípios: enviar menos convites, rejeitar mais artigos e usar os padrões das Leis de Nuremberg do Terceiro Reich para excluir a participação de judeus. A Universidade de Syracuse acaba de desconvidar para uma conferência Simon Dotan, um professor judeu da New York University e cineasta premiado, natural da Romênia, criado em Israel e atualmente residente nos Estados Unidos. A comentarista Caroline Glick observa:

“A decisão de Hamner não teve nada a ver com a qualidade do trabalho de Dotan. Ela admitiu até certo ponto que… Dotan foi desconvidado porque ele é israelense e também porque o título de seu filme The Settlers (Os Colonos), não deixa claro de imediato se ele vilipendia o suficiente o meio milhão de judeus israelenses que vivem na Judeia e Samaria”.

Entre outros no mundo acadêmico que aprovaram estas medidas neonazistas encontra-se a historiadora britânica Catherine Hall e, vergonhosamente, o gravemente enfermo Stephen Hawking, que é capaz de falar graças apenas a um dispositivo de voz israelense.

Esta campanha de boicote acadêmico teve início quando Oren Yiftachel, um estudioso da Universidade Ben Gurion teve um trabalho acadêmico rejeitado pelo periódico Political Geography. A rejeição veio com uma nota informando-o que a revista não poderia aceitar o envio do trabalho de “Israel”, seu trabalho foi enviado de volta sem ser aberto. A editora St. Jerome Manchester, especializada em traduções, recusou-se a enviar obras acadêmicas para a Universidade Bar Ilan em Israel. A revista britânica Dance Europe se recusou a publicar um artigo sobre a coreógrafa israelense Sally Anne Friedland; Richard Seaford se recusou a fazer uma avaliação crítica de um livro para a revista israelense Antiquity Scripta Classica Israelica. O professor de patologia da Universidade de Oxford Andrew Wilkie, rejeitou aceitar a papelada de inscrição para doutorado de Amit Duvshani da Universidade de Tel Aviv. Wilkie assinalou na rejeição: “de jeito nenhum eu aceitarei alguém que serviu no exército de Israel”.

Estes neonazistas disseminam sua mensagem em universidades, igrejas, empresas e municípios. Adotam medidas tais como petições aos professores, perseguições em público, ameaças de ações na justiça (guerra assimétrica), manifestações em frente a lojas e muitas vezes apenas gritaria, intimidação, ameaças e concentração de pessoas.

Eles são, obviamente, incapazes de abalar a florescente economia israelense, mas estão indubitavelmente tentando botar mais lenha na fogueira do clima racista de desconfiança e hostilidade contra Israel e os judeus nos quatro cantos da terra. A Swedish Coop parou de vender bombas de gaseificação produzidas pela SodaStream de Israel, o maior fundo de pensão holandês, o PGGM, retirou os investimentos de cinco instituições financeiras israelenses. A Vitens, a maior fornecedora de água potável da Holanda cortou os laços com a sua homóloga israelense Mekorot. A loja de departamentos KaDeWe, a maior da Europa localizada em Berlim suspendeu as vendas de vinho israelense (depois voltou atrás). A maior cooperativa da Europa, a Co-operative Group no Reino Unido, introduziu uma política discriminatória em relação a produtos israelenses. O McDonald’s se recusou a abrir uma lanchonete na cidade israelense de Ariel, em Samaria. A Universidade de Johannesburg cortou relações com a Universidade Ben-Gurion de Israel. Sindicatos acadêmicos de médicos a arquitetos, do Reino Unido e do Canadá, também apoiaram as novas Leis de Nuremberg contra Israel. Dezenas de artistas, principalmente músicos e cineastas, têm, assim como os nazistas originais, se recusado a realizar suas performances em Israel ou cancelaram suas apresentações. Muitos fundos de pensão deixaram de trabalhar com Israel. O Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, levantou “questões éticas”, polêmicas, incluindo o Banco Hapoalim de Israel na lista negra de empresas.

As linhas pré ou pós-1967 são apenas um álibi para esses novos nazistas. Muitos consideram Israel em sua totalidade, ilegal, imoral, ou as duas coisas juntas — ainda que os judeus tenham estado nesta terra há 3.000 anos — parte dela ainda é chamada de Judeia. Sua ânsia em acusar os judeus de terem a audácia de “ocupar” a sua própria terra histórica, bíblica, só revela a conivência com as mentiras mais obscuras dos extremistas islâmicos, os quais estão tentando destruir os cristãos coptas autóctones em sua terra nativa do Egito e os cristãos assírios autóctones que estão sendo massacrados no Oriente Médio. Será que os franceses também deveriam ser acusados de estarem “ocupando” a Gália? Basta olhar para qualquer mapa da “Palestina”, que será possível ver o Estado de Israel coberto por inteiro: para muitos palestinos toda a terra de Israel é uma única colônia gigante que tem que ser desmontada.

No lugar de Israel, eles facilitariam a criação de mais um estado árabe-islâmico que irá suprimir a liberdade de expressão de artistas, jornalistas e escritores; que irá expulsar os cristãos de suas casas; que irá apedrejar homossexuais até a morte; que torturará os detidos nas prisões, que condenará à morte inocentes simplesmente por desejarem se converter ao cristianismo; que irá condenar alguém a flagelação, prisão ou morte pela simples alegação de que tenha dito alguma coisa a alguém que pudesse considerar ofensivo ao Islã; que obrigará as mulheres a usarem véus e viverem alienadas; que glorificará terroristas; que proibirá bebidas alcoólicas; que encarcerará pessoas por expressarem opiniões divergentes; que incentivará a criação de uma nova categoria de refugiados muçulmanos: aqueles que fugiriam alegremente de um regime opressivo e assassino.

Esses novos nazistas se valem, ao invés vez de uma argumentação, de slogans falsos e enganosos como “estado apartheid”, “ocupação”, “repressão”, “infrator do direito internacional” (que Israel meticulosamente não o é). O objetivo deles, assim como o foi dos nazistas originais, é manipular as pessoas e incutir nelas preconceito e ódio contra Israel e por trás deste subterfúgio, contra os judeus.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9033/virtuosos-novos-nazistas

Palestinos: “A Máfia da Destruição”

  • Funcionários do Hamas e da Autoridade Palestina (AP) transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção permitiu a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels (moeda israelense) do orçamento da AP.

  • Em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico. Em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.
  • Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, assinala que ela já está enfrentando acusações de “difamação” por expor a corrupção. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas. O regime da AP, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.
  • Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel.

Pergunta: o que os pacientes palestinos fazem para obter autorização para receber tratamento médico em Israel e em outros hospitais ao redor do mundo? Resposta: pagam propina a funcionários da alta hierarquia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Aqueles que não têm como pagar a propina são abandonados à própria sorte, amontoados, em hospitais mal equipados, falta de pessoal, principalmente na Faixa de Gaza.

No entanto, ao que tudo indica, uns palestinos são mais iguais do que os outros: aqueles palestinos cujas vidas não correm perigo, mas que só fazem de conta. São eles: empresários, comerciantes, estudantes universitários e parentes de altos funcionários da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas, que recebem autorização para viajar para Israel e para outros países sob o pretexto de emergência médica.

Inúmeros palestinos apontam o dedo para o Ministério da Saúde da AP na Cisjordânia. Eles ressaltam que funcionários do alto escalão do ministério têm abusado de seus poderes em troca de propina de pacientes genuínos e de palestinos que querem apenas a licença médica para saírem da Faixa de Gaza ou da Cisjordânia. Graças à corrupção, a inúmeros pacientes reais foram negadas a oportunidade de receber tratamento médico adequado tanto em Israel quanto em outros países.

Palestino sendo levado a uma ambulância israelense no posto de fronteira de Erez entre a Faixa de Gaza e Israel a caminho de um hospital israelense, 29 de julho de 2014. (imagem: Ministério das Relações Exteriores de Israel)

Isto, claro, não se aplica aos altos funcionários palestinos e seus familiares, que continuam a fazer uso irrestrito de hospitais israelenses e de outros centros médicos na Jordânia, Egito, países do Golfo e da Europa.

Até mesmo altos funcionários do Hamas desfrutam do acesso a hospitais israelenses. Em 2013, Amal Haniyeh, neta do líder do Hamas Ismail Haniyeh, foi transferida para um hospital israelense para tratamento médico urgente. Um ano antes, a irmã de Haniyeh, Suheilah,também foi levada a um hospital israelense para uma urgente cirurgia cardíaca.

Haniyeh, no entanto, não teve que pagar propina para que sua filha e irmã recebessem tratamento médico em Israel. Com efeito, alguns palestinos são evidentemente muito mais iguais que outros.

A corrupção no sistema de saúde palestino, tanto na Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza, tem sido um segredo bem conhecido. Os palestinos que não desfrutam dos contatos certos e sem o dinheiro necessário para entregar a um alto funcionário ou médico estão plenamente conscientes de que eles jamais receberão a autorização das assim chamadas “referências médicas no exterior”. A assinatura de um médico ou de um funcionário da alta hierarquia do sistema de saúde é a mercadoria mais preciosa existente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A assinatura permite que os pacientes recebam tratamento médico gratuito em Israel e em vários outros países.

A falta de regras claras que definam quem tem direito a esse privilégio tem facilitado a corrupção generalizada no sistema de saúde palestino. O nepotismo desempenha um papel importantíssimo nesse tipo de corrupção. O parente de um alto funcionário palestino pode facilmente ser transferido para tratamento em um hospital israelense, jordaniano ou egípcio, ao passo que pacientes da Faixa de Gaza sem recursos podem ter que esperar meses e até anos até que possam obter tais autorizações.

Funcionários do Hamas e da AP estão fazendo negócios com a vida dos pacientes palestinos. Eles transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção, que avança na ausência de transparência e de prestação de contas, permitiu também a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels do orçamento da AP.

Apesar da promessa da Autoridade Palestina e do Hamas de combaterem a exploração de pacientes palestinos, os próprios palestinos não sentiram nenhuma melhora. Eles dizem que mais de 70% dos casos de encaminhamentos médicos a hospitais israelenses e ao exterior não constam dos registros e que ainda não está claro como e onde o dinheiro foi gasto.

Por exemplo, em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico.

A AP sustenta que em 2014 mais de 54.000 palestinos de Gaza obtiveram a papelada necessária para os encaminhamentos médicos de tratamento fora da Faixa de Gaza. As autoridades responsáveis pela saúde na Faixa de Gaza, no entanto, dizem que eles estão cientes de apenas 16.382 casos documentados de pacientes reais que receberam as autorizações.

Entre 1994 e 2013 a Autoridade Palestina não solicitou as notas fiscais discriminadas dos hospitais israelenses dos tratamento médicos ministrados aos pacientes palestinos. Os valores são deduzidos mensalmente das receitas cobradas por Israel e depois transferidos para a AP

A Coligação para a Prestação de Contas e Integridade (AMAN), um grupo palestino que atua na esfera da democracia, direitos humanos e boa governança para combater a corrupção e melhorar a integridade, os princípios de transparência e sistemas de prestação de contas na sociedade palestina, é um dos poucos órgãos que estão soando o alarme no tocante a esse abuso.

No ano passado a AMAN divulgou uma denúncia na qual alertava sobre a corrupção no Departamento de Referências Médicas no Exterior, subordinado ao Ministério da saúde da AP. A denúncia apontou discrepâncias nos custos de tratamento médico em Israel e em outros hospitais e os valores pagos. Por exemplo, em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.

A denúncia da AMAN afirma que as medidas tomadas pelas autoridades responsáveis pela saúde dos palestinos no sentido de limitar o nepotismo e as propinas e evitar o desperdício de dinheiro público, foram insuficientes. Os médicos, de acordo com a denúncia, enfrentam pressão de funcionários da Autoridade Palestina para que emitam a documentação médica requerida pelos hospitais israelenses e outros hospitais ao redor do mundo, mesmo para os pacientes que não precisam daquela internação. Em determinados casos, assinala a denúncia, os pacientes podiam ter sido tratados em hospitais palestinos, não havendo a necessidade de transferi-los para outros hospitais a custos tão elevados.

A AP assinala que pediu à Comissão Anticorrupção que investigue o escândalo. Até a presente data ainda não está claro se foram tomadas as medidas necessárias contra os responsáveis pela corrupção.

O Hamas por sua vez continua responsabilizando a AP pelo sofrimento dos pacientes na Faixa de Gaza. O movimento islamista afirma que o governo da AP está retendo a emissão de licenças médicas como meio de punir os palestinos por seu apoio ao Hamas.

Na realidade, o que acontece não é bem isso: determinadas autoridades responsáveis pela saúde na Faixa de Gaza ligadas ao Hamas também têm explorado o sofrimento dos pacientes. O Hamas não tem interesse que isso venha à tona.

Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, recentemente elaborou uma reportagem investigativa sobre a corrupção de funcionários da saúde na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas.

Harb assinala que ela já está enfrentando acusações de “difamação” por expor a corrupção. Ela foi informada por seus interrogadores que a decisão de intimá-la para investigação veio depois que um médico na Faixa de Gaza apresentou uma queixa de “difamação” contra ela.

Os interrogadores do Hamas exigiam que Harb revelasse suas fontes e a identidade das pessoas envolvidas no escândalo de corrupção. “Eu disse a eles que sou jornalista e não posso fornecer as identidades das minhas fontes sem ordem judicial”.

“Os promotores disseram que as seguintes acusações pesavam contra mim: crime de falsa identidade (eles alegam que não revelei minha verdadeira identidade na reportagem investigativa), difamar o Ministério da Saúde devido à publicação de informações imprecisas e incorretas e trabalhar com ‘agentes estrangeiros’ (ao elaborar uma denúncia para uma rede de TV radicada em Londres, sob o pretexto de que a empresa jornalística não está registrada na Assessoria de Imprensa na Faixa de Gaza)”.

Em sua denúncia, Harb mencionou os intermediários que conseguem obter a documentação médica necessária para a internação em hospitais israelenses e estrangeiros em troca de propina. Ela se aproximou de um dos intermediários alegando que queria viajar da Faixa de Gaza para a Cisjordânia para se casar com alguém de lá. Ela escreveu que recebeu uma autorização para sair da Faixa de Gaza para se submeter a um tratamento médico no Hospital Al-Makassed em Jerusalém Oriental, em troca de propina paga a um médico local. Ela também descobriu uma série de documentos médicos forjados em nome do filho de um alto funcionário palestino da Faixa de Gaza, que os obteve para completar os estudos na Cisjordânia. Mais tarde Harb localizou um homem que afirmou trabalhar para o Serviço de Segurança Preventiva da AP e se vangloriava que conseguiria uma autorização para tratamento médico fora da Faixa de Gaza por US$200. Outro palestino comprou uma licença médica para deixar a Faixa de Gaza e trabalhar em um restaurante em Ramala.

O Hamas afirma estar combatendo a corrupção de funcionários que estão complicando a vida dos pacientes palestinos. Na realidade o Hamas está é ocupado assediando jornalistas que expõem a verdade. O regime da Autoridade Palestina, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS), com sede na Cisjordânia, condenou o Hamas por assediar Harb. Mas a crítica deve ser vista mais no contexto da luta pelo poder entre a AP e o Hamas e não decorrente da preocupação em relação às liberdades públicas.

Em um comunicado, o PJS criticou o Hamas por interrogar Harb classificando-a como uma “grave violação ao trabalho da mídia e liberdade de expressão” nos territórios palestinos. O sindicato enfatizou o direito dos jornalistas de não revelarem a identidade de suas fontes, acrescentando que Harb respeitou todas as normas morais, legais e profissionais.

Najat Abu Baker, membro do Conselho Legislativo Palestino subordinado à facção da Fatah da AP do Presidente Mahmoud Abbas, foi uma das poucas políticas da Cisjordânia que se atreveu a se manifestar abertamente contra o escândalo da corrupção.

Segundo ela a corrupção no Departamento de Referências Médicas da AP transformou-o em uma “verdadeira máfia chefiada por figuras influentes”. Abu Baker acusou o ministério de explorar os residentes mais humildes da Faixa de Gaza além de desperdiçar recursos públicos:

“A questão das licenças médicas virou um comércio e os únicos que estão pagando caro são os pacientes da Faixa de Gaza. As centenas de pacientes que morreram foram vítimas das medidas do ministério”.

Ela exigiu a formação de uma Comissão de Inquérito para investigar o escândalo da corrupção. Ela ressaltou que muitos pacientes da Faixa de Gaza morreram enquanto aguardavam documentação médica necessária para a internação, ao passo que a outros que não estavam doentes, foram dadas as licenças graças ao nepotismo e à propina.

“Os mercadores da morte estão brincando com o destino de nossos pacientes. Já está na hora de dizer a verdade para que possamos nos livrar da máfia da destruição e acabar com o comércio da vida de nossos pacientes”.

O escândalo das licenças médicas é mais uma prova de que tanto o Hamas quanto a Autoridade Palestina exploram descaradamente seu povo para fins políticos e financeiros. A AP usa seu poder para emitir licenças médicas a fim de pressionar os palestinos da Faixa de Gaza contra o Hamas. Seus funcionários vendem as licenças por dinheiro vivo. O Hamas, que continua mantendo toda a Faixa de Gaza como refém, tem suas próprias ideias sobre o bom uso de seu dinheiro. Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel. Enquanto licenças médicas são vendidas pelo lance palestino mais alto, perguntamos: qual é o preço de uma licença para fins de esclarecimento em relação ao comportamento dos líderes palestinos?

Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9024/palestinos-corrupcao-medica

Homem armado com faca tenta invadir Embaixada de Israel em Ancara

Ele foi detido após ser ferido a tiros por um guarda.

ANCARA — A Embaixada de Israel em Ancara foi alvo nesta quarta-feira de uma tentativa de ataque por um homem armado com uma faca, que foi detido após os disparos de um guarda, informou o ministério israelense das Relações Exteriores. Os funcionários da representação diplomática não ficaram feridos.

De acordo com o porta-voz do ministério, Emmanuel Nahshon, o agressor estava “aparentemente” armado com uma faca e foi ferido pelos tiros de um guarda antes de se aproximar da embaixada. Nahson admitiu que as circunstâncias ainda são pouco claras. O incidente aconteceu fora do perímetro da embaixada.

Em um comunicado, o governo de Ancara confirmou que o homem, de 41 anos, empunhava uma faca e gritava palavras de ordem.

Ainda de acordo com a nota, o agressor, que parecia estar mentalmente instável, ignorou um aviso policial para parar. Ele não teria links com qualquer organização ou registos criminais, disse o comunicado.

Num primeiro momento, o canal de televisão turco NTV informou que duas pessoas haviam tentado entrar na embaixada, mas foram “neutralizadas”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/homem-armado-com-faca-tenta-invadir-embaixada-de-israel-em-ancara-20149830#ixzz4Ktuzqgvg
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Terrorismo Jihadista: Você Acha Que É Só com os Judeus? Pense Bem.

por Giulio Meotti

  • Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia.
  • Independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.
  • Quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — issodeveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.
  • Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Na última quinta-feira, 14 de julho, pelo menos 84 pessoas foram assassinadas na cidade francesa de Nice e dezenas ficaram feridas, em consequência de um atentado cometido por um terrorista islamista natural da Tunísia. O assassino jogou um caminhão de 19 toneladas em cima de uma enorme multidão que comemorava o Dia da Bastilha, feriado nacional da França, atropelando homens, mulheres e crianças ao longo de um trecho de 2km de avenida e de calçada.

Caminhão perfurado de balas usado por um terrorista islamista natural da Tunísia para matar 84 pessoas em Nice, França em 14 de julho de 2016. (Imagem: captura de tela da France24)

Em 2 de julho, nove cidadãos italianos foram massacrados por islamistas no ataque a um restaurante em Daca, Bangladesh. Eles foram torturados e mortos com “lâminas extremamente afiadas” brandidas por terroristas sorridentes que pouparam a vida daqueles que conheciam o Alcorão. Já faz quase um ano que bengaleses pobres têm experimentado esse tipo de massacres. Mas as vítimas bengalesas não eram ricos estrangeiros não muçulmanos — eram blogueiros anônimos muçulmanos, acusados de “blasfêmia“, foram assassinados com “lâminas afiadas” — cinco vítimas em 2015 e um estudante de direito em 2016, bem como um sacerdote hindu esfaqueado até a morte.

O mesmo ciclo aconteceu na Síria e no Iraque, onde os decapitadores do Estado Islâmico inicialmente visavam uma série de jornalistas ocidentais, em seguida expulsaram e mataram cristãos em Mossul e então desembarcaram em Paris com o objetivo de exterminar civis ocidentais.

Há duas semanas uma menina israelense de 13 anos foi morta a facadas enquanto dormia em sua cama. Assim como em Bangladesh o terrorista árabe palestino usou uma faca para matarHallel Yaffa Ariel. Não se trata de um simples assassinato, é uma carnificina que equivocadamente equipara a construção de um lar com o assassinato de uma criança. Os jornais italianos ocultaram a identidade dela. O Corriere della Sera, segundo maior jornal da Itália, estampou: “Cisjordânia: assassinada americana de 13 anos“.

Quando quatro israelenses foram assassinados no mês passado no restaurante Max Brenner em Tel-aviv, a mídia estrangeira também estampou com manchetes “equivocadas”. Do Le Monde ao Libération, a imprensa francesa usou a palavra “tiroteio” em vez de terrorismo. ACNN transmitiu a matéria sobre os “terroristas”, entre aspas. La Repubblica, o maior jornal da Itália, chamou os terroristas árabes palestinos de “agressores”.

O que significam essas manchetes distorcidas? Que nós, no Ocidente ingenuamente acreditamos que há dois tipos de terrorismo: o “terrorismo internacional” que visa os cidadãos ocidentais em Nice, Paris, Daca, Raqqa ou Tunísia; e o terrorismo “nacional”, que ocorre entre os árabes e Israel, diante do qual os judeus israelenses deve recuar e se render. Há também o “terror sem rosto”, como o de Orlando, onde um afegão-americano muçulmano massacrou 50 americanos e, todos, como de costume nos Estados Unidos se recusaram a usar a palavra “Islã”.

De acordo com Winston Churchill é a reação do contemporizador, “aquele que alimenta o crocodilo, esperando que ele será o último a ser devorado”. O problema é que independentemente de sermos pacifistas ou belicistas, gays ou heterossexuais, ateus ou cristãos, ricos ou pobres, blasfemos ou devotos, franceses ou iraquianos, para o terrorismo jihadista, isso não faz nenhuma diferença. Cada um de nós é um alvo: o terrorismo islamista é genocida.

Apesar dos belíssimos slogans como “Je Suis Charlie”, poucos no Ocidente mostraram solidariedade para com os cartunistas franceses do Charlie Hebdo. A maioria dos europeus acredita que os jornalistas estavam procurando sarna para se coçar e a encontraram. Ou pior ainda, conforme ressaltou o editor do Financial Times: eles foram “idiotas“. Mas depois do 7 de janeiro veio o 13 de novembro. A essa altura, ninguém mais culpava as caricaturas de Maomé pelos ataques terroristas em Paris.

Enquanto o Estado Islâmico escravizava e estuprava centenas de meninas yazidis, nossas intrépidas feministas no Ocidente estavam muito ocupadas lutando por um referendo irlandês sobre o casamento gay. Elas claramente não davam a mínima no tocante ao destino das suas “irmãs” yazidis e curdas. Elas estavam escondidas em algum lugar remoto e exótico no Oriente. Da mesma maneira que foram assassinados os blogueiros seculares em Daca.

Já está na hora de nos lembrarmos do famoso poema de Martin Niemöller, pastor cristão alemão que ficou preso em um campo de concentração durante 7 anos pelo regime nazista:

Primeiro vieram buscar os socialistas, eu me calei —
Porque eu não era socialista.

Depois vieram atrás dos sindicalistas, eu me calei —
Porque eu não era sindicalista.

Depois vieram buscar judeus, e eu não protestei —
Porque eu não era judeu.

Depois vieram me buscar —

Já não restava ninguém para me defender.

Nessa mesma linha, quando terroristas islamistas têm como alvo blogueiros dissidentes muçulmanos, longínquas mulheres yazidis ou meninas israelenses — que são escravizadas, açoitadas, estupradas ou assassinadas — isso deveria nos preocupar no Ocidente. Os islamistas estão apenas afiando suas facas nelas antes de virem atrás de nós.

Se nos calarmos hoje, seremos punidos pela nossa indolência amanhã.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8497/terrorismo-jihadista-nice

A Falácia da “Desproporcionalidade”

por Fred Maroun

  • Ao fazerem uma acusação de desproporcionalidade sem definirem o significado do termo, Bernie Sanders e o jornal Haaretz traem não apenas palestinos e israelenses, mas também suas profissões. Eles fizeram acusações infundadas ao mesmo tempo em que ignoraram as milhares de mortes a mais que os palestinos causaram ao seu próprio povo — ao treinarem criancinhas pequeninas e crianças um pouco maiores para a guerra, ao usarem seu próprio povo como escudos humanos para se protegerem, isso sem falar que não lhes providenciam abrigos, diferentemente dos israelenses que cuidam de seus cidadãos.

  • Além de ajudar Bernie Sanders a conquistar o voto ingênuo e anti-israelense e ajudar o Haaretz a atrair leitores antissemitas, alegações infundadas de desproporcionalidade desviam a atenção do fato de que, para evitar mais guerras. é necessário substituir o regime terrorista de Gaza apoiado pelos iranianos por um regime interessado no bem-estar dos palestinos.

À medida que o fantasma da quarta guerra em Gaza se avoluma no horizonte, devemos estar precavidos no tocante à hipocrisia e demagogia das guerras passadas em Gaza: porque é muito provável que teremos muito mais do mesmo.

A Acusação

O senador americano Bernie Sanders, candidato nas primárias do Partido Democrata à presidência, sustentou que a resposta de Israel na guerra em Gaza em 2014 foi “desproporcional” e o colunista Asher Schechter do jornal Haaretz concordou. Todavia nem Sanders nem o Haaretz apresentaram evidências que sustentassem tal afirmação.

Schechter assinalou um ponto que merece ser destacado: a alegação de “diretrizes extremamente permissivas de enfrentamento durante a operação que tinha como objetivo proteger a vida dos soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF), ainda que isso custasse maior perda de vidas civis em Gaza”. Se a alegação for verdadeira, ela simplesmente significa que os soldados da IDF, como todos os soldados, têm que tomar decisões em uma fração de segundos e quando as fazem, ao serem confrontados com palestinos que parecem terroristas, eles cometem o engano ao assumirem que se trata mesmo de terroristas para protegerem suas próprias vidas. Nada além do esperado, além do que Israel não tem nenhuma obrigação de agir de forma diferente.

Israel tem demonstrado recorrentemente o quanto valoriza as vidas de civis da nação que está combatendo. Nenhuma força militar lança panfletos de aviões, telefona aos seus inimigos e “dispara tiros de advertência” para alertá-los sobre um ataque iminente, de modo que tenham tempo de evacuar. Israel valoriza a vida dos civis palestinos, mas naturalmente valoriza mais a vida de seus próprios soldados. Israel tem demonstrado recorrentemente o quanto valoriza seus soldados, como por exemplo quando libertou mais de mil criminosos palestinos. Por qual razão ir-se-ia supor que Israel, sem mais nem menos, valorizaria menos seus soldados quando forçado a combater o terrorismo em Gaza?

O deplorável não é o fato de Israel estar apreensivo em relação aos seus soldados, que na maioria dos casos têm famílias esperando em casa por eles — muitas vezes dependentes deles para o sustento. Qual seria o moral em qualquer força armada se seus soldados sentissem que são considerados simples buchas de canhão, sem que ninguém se importasse com eles?

O deplorável é que o governo palestino em Gaza se importa menos com a vida de seus próprios civis, que também têm famílias, do que em matar judeus. Esta é a razão pela qual os terroristas usam esses civis como parte de sua “estratégia dos bebês mortos“, descrita pelo advogado americano, defensor dos direitos humanos Alan Dershowitz.

Conforme Dershowitz também assinala, o Hamas tem uma “estratégia calculada para apontar o dedo emocional da culpa moral nas Forças de Defesa de Israel (IDF) por fazerem o que qualquer democracia faria, a saber: defender sua população civil de ataques de foguetes direcionando a retaliação contra aqueles que estão lançando os foguetes, ainda que estejam sendo lançados de áreas civis”.

Sem Evidência Crível

Nenhuma evidência de procedência imparcial e crível foi apresentada atestando que as ações em Gaza foram desproporcionais — as leis da guerra não proclamam que o número de mortos deva ser o mesmo em ambos os lados do conflito (o que seria um contrassenso) — mas que a amplitude da força militar a ser empregada, para completar uma operação militar em particular,não deve exceder a amplitude da força requerida para atingir a meta da operação militar em questão: “perda de vidas e danos à propriedade contingenciais dos ataques não devem ser excessivas em relação à vantagem militar direta e concreta …”

Este não é um conceito simples, especialmente para um público não versado em assuntos militares.

Entre as agremiações que se pronunciaram a respeito se encontra a Anistia Internacional (AI), que fez a acusação em julho de 2015. O governo israelense explicou porque a conclusão da AI não era válida, mas os registros preconceituosos anti-israelenses ricamente documentados, já haviam contaminado o relatório.

A tendenciosidade da AI contra Israel também foi documentada por diversos analistas, além daONG Monitor: pela Dra. Yvette Alt Miller e pelo próprio Alan Dershowitz. O escritório nacional da AI negou a Alan Dershowitz o direito de discursar na entidade da AI de Columbia mesmo após tê-lo convidado. A AI chegou a ponto de copatrocinar uma série de discursos de um ativista palestino que promove a violência e explora abertamente seus próprios filhos para que provoquem soldados israelenses.

Além da falta de credibilidade das acusações, instituições não israelenses e não judaicas também chegaram a conclusão que Israel não cometeu crimes de desproporcionalidade. Durante a guerra de Gaza em 2014, o Coronel Richard Kemp, ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão, ressaltou: “nenhum exército do mundo fez mais do que Israel está fazendo agora para salvar as vidas de civis inocentes em zonas de combate”. Em abril de 2016, ele reiterou sua apreciação anterior.

Schechter do jornal Haaretz admite que o “Hamas, obviamente, lançou ataques com foguetes contra escolas, hospitais e casas. E o fez deliberadamente, com a intenção de causar morte e sofrimento”. Todos aqueles que não são declarados defensores dos terroristas, incluindo Sanders e o Haaretz, concordam que Israel tem o direito de se defender dos ataques oriundos de Gaza. É, como não podia deixar de ser, o dever de Israel usar somente a força necessária para parar os agressores e não muito mais do que isso, mas como determinar se Israel foi “longe demais”?

Para o observador ingênuo, parece que pelo fato do maior número de palestinos terem morrido que israelenses, Israel deve estar usando força desproporcional. Esse tipo de conclusão, no entanto, não leva em consideração que Israel não mede esforços para proteger seus civis, enquanto o Hamas estimula a ocorrência de fatalidades civis para que possa conquistar simpatia, conforme explica Dershowitz. Ela também não leva em consideração o verdadeiro significado da proporcionalidade.

Uma traição tanto de Israelenses quanto de Palestinos

Ao fazerem uma acusação de desproporcionalidade sem definirem o significado do termo, Sanders e Haaretz traem não apenas palestinos e israelenses, mas também suas profissões. Eles fizeram acusações infundadas ao mesmo tempo em que ignoraram as milhares de mortes a mais que os palestinos causaram ao seu próprio povo — ao treinarem criancinhas pequeninas e crianças um pouco maiores para a guerra, ao usarem seu próprio povo como escudos humanos para se protegerem, isso sem falar que não lhes providenciam abrigos, diferentemente dos israelenses que cuidam de seus cidadãos.

Além de ajudar Sanders a conquistar o voto ingênuo e anti-israelense e ajudar o Haaretz a atrair leitores antissemitas, alegações infundadas de desproporcionalidade desviam a atenção do fato de que, para evitar mais guerras, é necessário substituir o regime terrorista de Gaza apoiado pelos iranianos por um regime interessado no bem-estar dos palestinos. Sanders e Schechter não propõem nada para que se possa atingir esse objetivo. Eles preferem acusar falsamente Israel de qualquer coisa que possa parecer condenável e torcer para que ninguém se aprofunde para saber mais ou fazer perguntas.

Para os ingênuos, Sanders e Schechter parecem ser pessoas ponderadas, misericordiosas que se importam com os palestinos; na realidade eles próprios ou são simplesmente ignorantes ou hipócritas. Se trair tanto israelenses quanto palestinos é o que Sanders quer dizer com “uma posição mais equilibrada“, o que realmente é totalmente desproporcional é a injustificável hostilidade de ambos em relação a Israel, o que também em nada ajuda os palestinos.

Fred Maroun, árabe com viés de esquerda radicado no Canadá, autor de artigos opinativos para a New Canadian Media, entre outros veículos de mídia. De 1961 a 1984 residiu no Líbano.

http://pt.gatestoneinstitute.org/8424/desproporcionalidade

Mulher árabe-israelense que tentou se juntar ao ISIS é condenada a 22 meses de prisão

Haifa (TPS) – Iman Kanju, uma professora de 44 anos, da cidade árabe de Shfaram, ao norte de Israel, foi condenada na terça-feira de manhã, 5/7, a 22 meses de prisão por tentativa de unir-se à organização terrorista Estado Islâmico, também conhecida como ISIS.

Segundo a acusação protocolada no Tribunal do Distrito de Haifa, Kanju, uma cidadã israelense, mãe de cinco filhos e uma estudante de doutorado em Estudos Islâmicos, pretendia usar sua formação educacional para ensinar a ideologia de Estado extremista islâmico sunita, que tem como foco a sharia (lei religiosa islâmica) e a jihad (guerra santa), para a nova geração de combatentes do grupo.

A acusação afirma que Kanju foi para a Turquia com seu pai em agosto de 2015 para uma viagem de família e então desapareceu.

Ao descobrir que Kanju estava desaparecida, o pai dela contou ao marido em Israel, e seu marido contatou as autoridades. Uma ação cooperativa da polícia de Israel, do Shin Bet, e das autoridades turcas descobriu que Kanju estava tentando atravessar a fronteira para a Síria para juntar-se ao Estado islâmico. Ela foi capturada e presa pelas autoridades turcas, juntamente com outras 30 pessoas de outros países que também tentavam juntar-se ao Estado Islâmico.

Kanju foi levada de volta a Israel e presa no aeroporto Ben-Gurion. Ela foi indiciada em setembro de 2015.

Durante seu interrogatório pelo Shin Bet, Kanju revelou que durante anos ela quis viver sob um regime islâmico estrito, como o do Estado Islâmico. Ela começou a compartilhar as atualizações do ISIS no Facebook e Twitter, e fez contato com um agente que lhe disse que poderia ajudá-la a entrar na Síria.

Kanju não tem antecedentes criminais, e sua família não sabia nada sobre seus planos. Além da pena de prisão de 22 meses, os juízes suspenderam a pena por um ano e deram uma multa de 30.000 shekels (cerca de 7.800 dólares).

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Hannah Franco / Foto: Rami Shllush