Arquivo da categoria: Oriente Médio

Já são pelo menos 20 mortos no quinto dia consecutivo de protestos no Irã

No quinto dia consecutivo de protestos nas cidades iranianas os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes elevaram o aumento do número de mortos para vinte. Dezessete manifestantes e três homens das forças de segurança.

Segundo as agências de notícias iranianas em comunicado oficial informaram que um policial foi morto e outros três foram feridos por tiros disparados por um manifestante na cidade de Najafabad, na província de Isfahan. A artma teria sido um  rifle de caça.

Cinco manifestantes foram mortos na cidade de Qahdregan, província de Isfahan, no centro do Irã.  Algumas fontes de notícias reformistas e fundamentalistas informaram que os confrontos ocorreram quando os manifestantes tentaram entrar no prédio da prefeitura.

Segundo informações da mídia local, aproximadamente 450 pessoas foram presas na capital iraniana nos últimos três dias durante os protestos, apesar desse número ser contestado por manifestantes..

Com informações de Al Arabiya

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Irã: manifestantes mortos pelo regime totalitário aumenta para 12 e centenas foram presos

A TV estatal iraniana divulgou que 12 pessoas morreram em razão dos protestos nacionais, sem informar os detalhes. Os protestos que já tomam todo o país  representam grande desafio para as lideranças do governo que não viam tanta mobilização desde os conflitos pró-reforma 2009, que foram suprimidos  com muita violência estatal.

Com o intuito de mascarar a estrondosa revolta popular, a rede de TV controlada pelo totalitário governo islâmico disse “nos eventos da noite passada, infelizmente, um total de cerca de 110 pessoas foram mortas em várias cidades”, mostrando imagens dos supostos danos causados pelas manifestações anti-governo.

“As pessoas de Izeh, como algumas outras cidades, realizaram um protesto contra problemas econômicos e infelizmente levaram ao assassinato de duas pessoas e ferimentos a outras pessoas”, narrou Hedayatollah Khademi, à agência de notícias ILNA.

Porém, Khademi, que é porta-voz da cidade de Izeh disse  “ainda não sei se o tiroteio de ontem foi pelos manifestantes ou pela polícia”, acrescentou.

Mais duas pessoas foram atropeladas por um “veículo do governo” na província de Lorestan, disse o governador da área.

Segundo informações do governo no domingo mais de 370 manifestantes foram presos nos últimos quatro dias dos protestos, enquanto ativistas iranianos contestaram dizendo que o número é muito maior.

Ali Asghar Naserbakht, vice-governador da província de Teerã, disse que a polícia local prendeu cerca de 200 pessoas em ruas repeltas de manifestantes durante na noite de domingo, acrescentando que quarenta dos homens presos lideraram os protestos, acrescentou. Já o prefeito da província de Markazi, Ali Aghazadeh Dafsari, disse que a polícia local prendeu mais de 100 manifestantes que participaram do que chamou de “manifestação sem licença”.

A TV estatal ainda informou que “alguns manifestantes armados tentaram assumir algumas estações de polícia e bases militares, mas enfrentaram uma séria resistência das forças de segurança”. Os supostos ataques de manifestantes não foram comprovados com divulgação dos locais ou imagens.

Nas redes sociais manifestantes exigem novos protestos em Teerã e outros cinquenta centros urbanos nessa segunda-feira.

Com informações de Al Arabiya, YnetJpost

 

4,9% da população iraquiana é formada por trabalhadores infantis

Último censo no Iraque revela que 4,9% da população do país é formada de trabalhadores infantis.

O Ministério de Planejamento e Cooperação para o Desenvolvimento divulgou no início do mês de dezembro o resultado do censo frisando que a população iraquiana é formada de 37 milhões de pessoas.

Segundo a agência Anadolu o trabalho infantil engloba idades de crianças entre 7 e 17 anos, sendo que  milhares delas  são obrigadas a deixar suas escolas para ingressar no mercado de trabalho a fim de ajudar suas famílias.

O mais grave é que essas crianças atuam em profissões perigosas, conforme denúncia de ONGs locais, principalmente funções relacionadas ao conserto de veículos, onde a maioria das empresas não possui medidas de segurança mínimas para evitar acidentes de trabalho num país em que a taxa de desemprego alcançou 32% em 2016.

Além disso, o aumento de utilização de crianças em redes de mendicância vem preocupando as autoridades, porém, a ONU se nega a deliberar sobre essas graves violações dos direitos humanos através da agência  OIT (Organização Internacional do Trabalho) , que em dossiê anual  produzido para conferência tem como único foco o Estado de Israel ocultando as evidentes violações praticadas por outros países.

Com informações de Middle East Monitor

Amin al-Husseini, o líder palestino amigo e colaborador de Hitler

Por Andréa Fernandes

Quando assistimos horrorizados à crueldade praticada pelos terroristas do Estado Islâmico contra os cristãos, yazidis, curdos, homossexuais e outras minorias do Iraque e Síria, a primeira reação advinda é a estupefação com o nível incompreensível de brutalidade que muitos apologistas religiosos afirmam estar totalmente desvinculado do “verdadeiro islã”.

Entrementes, como não almejo alcançar o panteão obscuro dos “politicamente corretos” para agradar os seguidores da “banalização do mal”, confesso que muito embora reconheça existir uma parte da comunidade muçulmana adepta à paz – sem, no entanto, precisar estimativas como muitos fazem – acredito que a essência da religião tem grande possibilidade de conduzir o seguidor a um comportamento virulento contra os chamados “infiéis”.

A história da evolução dos povos muçulmanos está repleta de evidências que corroboram o meu entendimento, e nesse mister, importa trazer à lume um fato histórico paradigmático.

Assim que os britânicos se assenhoraram da “Palestina” após o esfacelamento do Império Otomano (1917-1918), implantaram uma política antissemita de apoio à violência árabe para impedir o cumprimento da Declaração Balfour, que previa a criação de um lar nacional judaico na região. Nesse sentido, escolheram Amin al-Husseini como líder oficial das comunidades árabes de Jerusalém, atribuindo-lhe o título de grão-mufti (chefe dos juristas que interpretavam as leis religiosas), dado o seu histórico criminoso ao liderar a revolta dos árabes contra os judeus no ano de 1920, revolta esta que resultou numa simbólica sentença condenatória a 10 anos de prisão, prontamente revogada, a fim de que Husseini desse continuidade aos seus discursos de ódio que inflamavam diversos grupos árabes para cometer atrocidades contra os judeus.

A longa carreira do religioso muçulmano palestino como grão-mufti de Jerusalém lhe proporcionou a oportunidade de apregoar incitamentos de ódio contra as comunidades judaicas. Expressões tais como, “itbah al-yahud” (matem os judeus) e “nashrab dam al-yahud” (beberemos o sangue dos judeus), fomentaram ataques árabes, aumentando a violência antijudaica que se espelhava em massacres.

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Objetivando expulsar os judeus nativos e refugiados da “Palestina” através de atos violentos contra os civis mais vulneráveis (idosos, mulheres e crianças), os discursos do futuro “conselheiro de Hitler” culminaram no Massacre de Hebrom, no ano de 1929. Árabes assassinaram covardemente estudantes de uma instituição hebraica de ensino superior e invadiram lares judaicos assassinando diversas famílias.

Com efeito, convém avocar o relato do chefe de polícia britânico de Hebrom, que sintetiza perfeitamente a política de “limpeza étnica” perpetrada pelo grão-mufti racista em face das vítimas indefesas, tais quais as vidas ceifadas pelos terroristas do Estado Islâmico:

“Ao ouvir os gritos num quarto, subi por uma espécie de passagem em um túnel e vi um árabe cortando a cabeça de uma criança com uma espada. Ele já a havia atingido e estava cortando novamente e, ao ver-me, tentou atingir-me, mas errou: estava praticamente na boca do meu rifle. Eu o atingi na virilha. Atrás dele estava uma mulher judia coberta de sangue com um homem que reconheci como um policial (árabe) chamado Issa Sheril, de Jafa… Estava de pé sobre a mulher com um punhal na mão. Ao ver-me, fugiu para um quarto vizinho e tentou trancar-me – gritando em árabe “senhor, eu sou um policial”. Eu entrei no quarto e atirei nele.”

Qualquer semelhança entre o depoimento acima e os testemunhos que lemos nos jornais acerca da barbárie executada pelo ISIS é “mera coincidência” que tem preenchido a história dos povos muçulmanos.

Como bem frisa Pamela Geller, o “Hitler muçulmano” acreditava que os nazistas cumpririam o seu desejo de eliminar os judeus de seus territórios sagrados, inclusive, Jerusalém, que sempre teve maioria judaica, cumprindo assim a “lição” que recebeu do profeta Mohammad – exemplo maior do Islã – ao matar e/ou expulsar todos os judeus de Meca e Medina. Aliás, fala-se muito por aí entre os “intelectualóides” acerca da “inspiração luterana” do ódio de Hitler contra judeus, porém, esconde-se a realidade de que os religiosos que entusiasmaram os nazistas para praticar o Holocausto não foram bem os cristãos, e sim, os muçulmanos. É bom lembrar da declaração do chefe das tropas nazistas SS Heinrich Himmler ao chefe de propaganda Josef Goebbels:

Eu não tenho nada contra o Islã porque ele educa os homens desta divisão para mim e promete o céu se eles lutarem e forem mortos em ação. Uma religião muito prática e atraente para os soldados.”

Percebe o quanto a “religião da paz” foi vista como útil aos interesses nazistas de erradicar os judeus com a “solução final”? Contudo, a relação promíscua do líder palestino genocida Al-Husseini com o nazismo é um fato que historiadores não comentam em salas de aula e já provocou prisão de um jornalista na Alemanha por ter ousado publicizar nas redes a outra face – verdadeira – do líder religioso muçulmano que sonhava com o extermínio de judeus para se apropriar de suas terras.

O “infiel” Michael Sturzenberg não entendeu que a sharia (lei islâmica) proíbe críticas ao Islã – em alguns países gera pena de morte – e também não aprendeu que “liberdade de expressão” é um “decadente” conceito ocidental que não tem mais lugar na “Eurábia”. O jornalista teve a infeliz ideia de postar um retrato no Fabeook mostrando a colaboração islâmico-nazista, fato histórico que já foi suprimido por “educadores” imbuídos no ensino das “maravilhas da cultura islâmica” e “trevas da cultura imperialista-racista ocidental”. Seis anos de prisão é a consequência por não obedecer a sharia estabelecida pelo país que obriga crianças alemãs a participarem de projetos educacionais de visita aos locais onde foram perpetrados o Holocausto, mas “desobriga” crianças muçulmanas a participarem do referido projeto educativo em respeito ao “ódio sectário” dos líderes muçulmanos mais ortodoxos.

Esse tema do “ódio genocida palestino” é tão relevante ser tratado que renderá novo artigo brevemente… Vou aproveitar enquanto não há prisões no Brasil por críticas à religião protegida pela mídia esquerdista que elegeu o Cristianismo para “crucificar”.

A penalidade mais comum que tenho recebido por denunciar as perversidades de países muçulmanos contra minorias vem sendo o “bloqueio” no Facebook, e o que escrevo hoje é justamente em “repúdio” à censura que tenta impedir o meu direito de denunciar as violações de direitos humanos de parte de um “povo  inventado” ansioso por fazer com os judeus o mesmo que fez com os cristãos de Belém, que deixaram de ser maioria de 80% naquele território importante para a fé cristã por “obra e graça” dos seguidores da “religião da paz” protegida pela “mãe das prostitutas”, ONU!

Enquanto cristãos forem perseguidos, discriminados e massacrados em países muçulmanos hei de lembrar que a inspiração de ódio “islâmico-nazista” deve ser combatida veementemente sob pena de continuarmos observando de forma omissa crimes horrendos em nome de ideologias cruéis como o Nazismo que dizimou 6 milhões de judeus e o “islamofacismo” que dizimou milhões de cristãos armênios, gregos e assírios na “Turquia genocida“.

A “informação” sem a roupagem enganosa do “politicamente correto à la sharia” ainda é o melhor instrumento de combate ao “ódio religioso” que verdadeiramente mata milhares de seres humanos todos os anos!

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista, jornalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires e Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos no Oriente Médio.

Ataques da coalizão saudita matam 136 civis no Iêmen

Ataques aéreos realizados pela coalizão liderada por sauditas no Iêmen mataram pelo menos 136 civis desde 6 de dezembro e 87 pessoas ficaram feridas, segundo a Reuters .

Rupert Colville, porta-voz de instituição de direitos humanos que atua na região afirma: “Estamos profundamente preocupados com o recente aumento das vítimas civis no Iêmen, como resultado de intensos ataques aéreos da coalizão, após a morte do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, em Sanaa em 4 de dezembro”.

Segundo a ONU, 7 ataques aéreos atingiram uma prisão no distrito de Shaub, Sanaa, matando cerca de 45 presos leais ao internacionalmente reconhecido Abd Abdel Rabbuh Mansur Hadi.

Em outro ataque 14 crianças e 6 adultos morreram em Huydaydah no dia 15 de dezembro. Duas crianças e oito mulheres que estavam retornando de uma festa de casamento de Marib no início desta semana também foram mortas.

A coalizão saudita entrou na guerra do Iémen em março de 2015 em razão de suposto pedido de Hadi para ajudar a combater as ameaças territoriais provocadas pela aliança iraniana com os Houthis e o ex- presidente Ali Abdullah Saleh, em março de 2015. A dinâmica do conflito sofreu mudança significativa quando Saleh cortou as relações com os Houthis e foi morto no início de dezembro . As forças restantes que são leais a Saleh juntaram-se ao exército nacional de Hadi em uma nova aliança para combater os Houthis e recuperar a capital Sanaa.

Os ataques aéreos da coalizão liderada pelos sauditas continuaram em áreas densamente povoadas no Iêmen apoiando a nova aliança contra o Houthis.

Com informações de Middle East Monitor

Pacientes em hospitais de Gaza sem comida porque Abbas nega pagamento a fornecedores

As empresas que fornecem refeições a pacientes em hospitais da Faixa de Gaza deixaram de atender a centros médicos porque não foram pagos por meses, infomou ontem um porta-voz do Ministério da Saúde.

Segundo  o porta-voz do Ministério da Saúde, Ashraf Al-Qidra, o governo da Autoridade Palestina em Ramallah não realizou os pagamentos das empresas que prestavam o serviço de refeições.

Em entrevista à imprensa de Quds, Al-Qidra disse:  “Centenas de pacientes estão agora sem alimentos”, e ainda acrescentou  que o Ministério das Finanças não respondeu às solicitações feitas há semanas para pagar as dívidas com as empresas.

A falta de adimplemento da Autoridade Palestina em relação às despesas com pacientes em hospitais em Gaza não se dá em razão de insuficiência de fundos, e sim, devido direcionamento escuso dos recursos recebidos da comunidade internacional, pois a prioridade é com a manutenção do foco terrorista contra Israel como o caso dos salários que são pagos a prisioneiros condenados por ações terroristas.

Al-Qidra informou ainda  que pacientes nos hospitais de Gaza necessitam de 86 mil refeições por ano, o que gera um custo de 6 milhões de shekels (US $ 1,7 milhão). Em 2016, Gaza obteve financiamento de instituições de caridade para custear os valores das refeições em hospitais, uma vez que tal qual Autoridade Palestina, a prioridade da organização terrorista é utilizar recursos recebidos em doações financeiras para promover armamento de suas milícias terroristas e promover ataques terroristas contra Israel.

Com informações de Middle East Monitor

Obama impediu investigações sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro do grupo terrorista Hezbollah

Investigação publicada nessa segunda-feira(18) revela que a administração Obama prejudicou importante campanha de aplicação da lei e permitiu ao grupo terrorista libanês Hezbollah que se  envolvesse em operações de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro – inclusive nos Estados Unidos – objetivando garantir a continuidade do acordo nuclear com o Irã.

A primeira parte do relatório da investigação conduzida pela Revista Política discorre sobre os desdobramentos do Projeto Cassandra, que tratava de campanha de aplicação da lei lançado em 2008 pela Drug Enforcement Administration (DEA), tendo por objetivo atacar as atividades criminosas do grupo terrorista islâmico libanês. No entanto, segundo a Fox News, os funcionários da administração Obama lançaram uma série de obstáculos que impediam o projeto, e assim, ajudaram a organização terrorista anti-Israel a evoluir suas atividades para concretizar uma grande ameaça à segurança global que financia operações terroristas e militares.

David Asher, analista de finanças ilícitas do Departamento de Defesa que atuou na estruturação do Projeto Cassandra afirmou: “Essa foi uma decisão política. Ele destruíram em série todo esse esforço que foi teve excelente suporte e recursos, e foi feito de cima para baixo”.

O  relatório foi confeccionado embasado num trabalho de oito anos, onde os agentes que trabalhavam numa instalação secreta de DEA em Chantilly, Virgínia, usaram escutas telefônicas, operações secretas e informantes para mapear as redes criminosas do grupo terrorista Hezbollah com a ajuda de 30 agências de segurança norte-americanas e estrangeiras. Os agentes seguiram as remessas de cocaína, rastrearam somas vultosas de dinheiro sujo e rastrearam o que eles acreditavam ser o círculo mais íntimo do Hezbollah e seus patrocinadores no Irã. Porém, quando a liderança do projeto buscou aprovação de investigações, processos, prisões e sanções financeiras importantes, funcionários dos departamentos de Justiça e Tesouraria atrasaram, impediram ou rejeitaram seus requerimentos.

Os funcionários do governo também bloquearam ou minaram os esforços dos membros do Projeto Cassandra para perseguir outros agentes do alto escalão do Hezbollah, incluindo um apelidado de ‘The Ghost‘ – um dos maiores traficantes de cocaína do mundo, inclusive para os EUA, além de um importante fornecedor de armas convencionais e químicas para uso do presidente sírio, Bashar Assad, contra seu povo. Mas, os ex-funcionários da administração Obama negam as denúncias.

Asher, ainda disse: “quanto mais chegamos ao (acordo do Irã), mais essas atividades se afastaram. Tanto na capacidade, seja nas operações especiais, seja na aplicação da lei, seja nas designações (do Tesouro) – mesmo a capacidade, o pessoal atribuído a esta missão – foi drenado assiduamente, quase até a última gota, no fim da administração Obama “.

Com informações de Ynet News

Imagem: http://www.nowtheendbegins.com/iran-releases-hostages-after-receiving-apology-from-obama/

 

 

 

Setembro: mês mais sangrento na guerra síria

Por Andréa Fernandes

O mês de setembro foi considerado o mais mortal até o momento na guerra civil de seis anos que assola o território sírio, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), sediado em Londres.

O grupo de monitoramento registrou 955 mortes de civis dentre os quais 207 eram menores de 18 anos e 148 mulheres. O relatório ainda informa que as forças russas e sírias causaram mais vítimas civis do que os ataques efetivados pelos Estados Unidos. SOHR enfatizou que  395 pessoas, incluindo 92 crianças e 72 mulheres foram mortas em virtude de incursões dos aviões sírios e russos e por helicópteros do regime em várias regiões da Síria, 282 pessoas, incluindo 68 crianças e 45 mulheres foram mortas em ataques aéreos pelo aviões de guerra da coalizão internacional.

Aproximadamente, 47 pessoas, abrangendo cinco crianças e cinco mulheres, foram mortas em explosões provocadas por minas terrestres. Outras 29 vítimas, incluindo três crianças e cinco mulheres, acredita-se terem sido executadas pelas forças do regime sírio.

Entre os envolvidos diretamente no conflito, os combatentes da oposição sofreram mais baixas com 550 mortes, enquanto as forças do presidente sírio Assad sofreram 322 baixas. O grupo islâmico Hezbollah e outras milícias não-sírias tiveram 100 integrantes mortos em combate.

Com informação Memo Middle East Monitor

Jordânia acusada de deportar refugiados sírios

Por  Andréa Fernandes

       A instituição Human Rights Watch divulgou relatório (2/10) denunciando as autoridades jordanianas pela párica deportação sumária de  refugiados sírios bem como expulsão de numerosas famílias sem que seja ofertada a possibilidade dessas família recorrerem da decisão.

      O relatório de 27 páginas é intitulado ” ” Não tenho ideia de por que eles nos enviaram “: desportações na Jordânia e expulsões de refugiados sírios “. De acordo com o documento as autoridades deportaram 400 refugiados sírios todos os meses durante os primeiros cinco meses de 2017.

      Inobstante tal fato, aproximadamente 300 refugiados a cada mês retornaram à Síria durante esse período em circunstâncias que pareciam ser voluntárias.

      Além disso, há estimativa que  por mês 500 refugiados retornaram para a Síria sob circunstâncias que não estão claras.  O país assentou mais de 654.500 refugiados sírios desde 2001.

        Bill Frelick , diretor de direitos de refugiados no Human Rights Watch

“A Jordânia não deveria estar enviando pessoas de volta para a Síria sem ter certeza de que não enfrentariam um risco real de tortura ou sérios danos e, a menos que tivessem uma oportunidade justa para defender seus argumentos para proteção”. Mas a Jordânia expulsou coletivamente grupos de refugiados, negou pessoas suspeitas de violações de segurança ao devido processo legal e ignorou as ameaças reais que os deportados enfrentam ao retornar à Síria.”

Fonte: https://www.middleeastmonitor.com/20171002-hrw-syria-refugees-being-deported-from-jordan/

“Estado Islâmico” usa crianças como armas de guerra em Mossul, diz ONU

Unicef denuncia que jihadistas matam filhos de famílias que tentam fugir da parte sitiada da cidade iraquiana. Mais de mil menores foram mortos desde que grupo extremista tomou um terço do território do país, em 2014.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou nesta quinta-feira (22/06) que combatentes do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) usam crianças como alvos para evitar a fuga de seus familiares de Mossul, enquanto prosseguem os avanços das forças iraquianas para a retomada da cidade.

“Eles estão usando crianças como armas de guerra, para evitar que as pessoas fujam”, afirmou o representante do Unicef no Iraque, Peter Hawkins. “Isso apenas ressalta o quanto essa guerra é indiscriminada e catastrófica.”

O Unicef documentou diversos casos em que os jihadistas mataram os filhos das famílias que tentavam fugir da região sitiada na segunda maior cidade do Iraque, ainda sob controle da milícia. Segundo a agência, 1.075 crianças foram mortas, e 1.130 ficaram feridas desde a tomada de quase um terço do território iraquiano pelo EI, em 2014.

As crianças muitas vezes são forçadas a tomar parte nos combates. O Unicef registrou ao menos 231 casos de menores de idade recrutados pelo EI ou por outros grupos armados.

Apenas nos últimos seis meses, a violência no Iraque deixou 152 crianças mortas e 255 feridas. Além disso, mais de um milhão de crianças tiveram seus estudos interrompidos ou por estarem em áreas controladas pelos jihadistas ou pelo deslocamento forçado.

“O futuro da segurança e do potencial econômico do país é determinado pelo que acontece com as crianças nos dias de hoje”, observou Hawkins.

Estima-se que a luta pela retomada de Mossul já tenha resultado em milhares de mortos e feridos. Segundo o governo do Iraque, mais de 850 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas durante a operação de retomada da cidade, iniciada em outubro. No oeste de Mossul, quarteirões inteiros foram destruídos em razão dos combates, bombardeios aéreos e artilharia.

http://www.dw.com/pt-br/estado-isl%C3%A2mico-usa-crian%C3%A7as-como-armas-de-guerra-em-mossul-diz-onu/a-39368173