Liga Árabe vai se reunir para discutir ação militar no Iêmen

Chanceleres árabes vão discutir na sexta-feira um pedido iemenita para uma intervenção militar contra os rebeldes xiitas Houthi apoiados pelo Irã, disse Ahmed Ben Heli, vice-secretário-geral da Liga Árabe.

Ben Heli disse que a organização vai discutir o assunto na sexta-feira ao chanceler iemenita Riad Yassin que pediu à Liga Árabe para intervir militarmente para impedir o avanço Houthi.

Descrevendo os Houthis como um mandatário do Irã xiita, um rival para os países sunitas do Golfo, Yassin alertou para o “controle” iraniano no Iêmen. Os Houthis negam que eles sejam apoiados pelo Irã.

Yassin negou relatos de que o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi havia deixado Aden quando rebeldes Houthi avançaram sobre a cidade, onde o presidente estava se refugiando depois de fugir da capital Sanaa.

Um avião de guerra na quarta-feira sobrevoou um distrito em Aden, que abriga o complexo presidencial, disse uma autoridade de segurança presidencial à AFP. O avião “disparou três mísseis contra o complexo presidencial, os quais foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea”, disse o oficial.

Testemunhas disseram que colunas de fumaça podiam ser vistas saindo da área em torno do complexo Hadi, na cidade portuária do sul.

A emissora de televisão estatal do Iêmen, controlada pelos Houthis, tinha feito uma oferta de cerca de US $ 100.000 para a captura de Hadi, funcionários, entretanto, disseram que o ministro de Defesa do país, Maj. Gen. Mahmoud al-Subaihi e seu principal assessor foram presos na cidade de Lahj, onde os combates com as forças Houthi estava em curso, antes de serem transferidos para Sanaa.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/25/Arab-League-to-discuss-military-intervention-in-Yemen.html

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Homens-bomba matam 7 na Líbia e Estado Islâmico assume autoria de ataque

Dois suicidas lançaram um carro repleto de bombas contra um posto de controle do Exército na cidade de Benghazi, no leste da Líbia, nesta terça-feira, matando sete pessoas e provocando uma retaliação com ataques aéreos por forças especiais, que culpam militantes islâmicos pelo ataque.

Militantes alegando lealdade ao Estado Islâmico disseram que foram responsáveis pelo atentado em Benghazi, de acordo com uma declaração no Twitter. Os militantes postaram fotos do ataque em mídias sociais.

À noite, aviões de guerra decolaram do aeroporto de Benghazi e atacaram posições suspeitas de islamistas em resposta ao ataque, disse Naser al-Hasi, um porta-voz da base militar.

Em um outro incidente na cidade portuária revirada pelo conflito de rua, um foguete atingiu um prédio residencial, matando duas pessoas, incluindo uma garota de 17 anos, disseram os médicos no hospital. Três pessoas ficaram feridas.

A violência em Beghazi é um retrato do caos na Líbia, onde dois governos e Parlamentos rivais se aliaram a facções armadas antagônicas para disputar o controle da Líbia, quatro anos após a derrubada de Muammar Gaddafi.

Benghazi se tornou uma zona de guerra, com fortes confrontos ocorrendo quase diariamente entre militantes islamistas e forças do governo reconhecido pela comunidade internacional. O porto da cidade encontra-se fechado há quatro meses, causando a interrupção das importações de trigo e outros alimentos.

(Por Ayman al-Warfalli)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/homens-bomba-matam-7-na-libia-e-estado-islamico-assume-autoria-de-ataque,6b48d53374e4c410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

Os quatro principais lados na briga pelo poder no Iêmen

Houthis

A milícia xiita é a grande protagonista da atual crise no Iêmen. Historicamente considerada marginalizada pelo governo sunita, começou a promover uma rebelião e tomou cada vez mais territórios, chegando a controlar a capital, Sanaa. Dissolveu o Parlamento e quer mudanças constitucionais por participação política. São apoiados pelo Irã.

Governo

O presidente Abd-Rabbo Mansour Hadi e seu premier, Khaled Bahal, eram o símbolo de uma nova era no Iêmen após a Primavera Árabe. De origem sunita, foram alvo de cada vez mais oposição das milícias xiitas e de rivais em outras partes do país. Os dois renunciaram, mas Hadi voltou atrás e hoje comanda o país na cidade portuária de Aden.

Ali Abdullah Saleh

O ditador do Iêmen já comandava o Iêmen do Norte desde 1978, e o Estado unido desde 1990. A Primavera Árabe o jogou para fora do cargo em 2011, após grandes protestos pelo país. O ocidente o acusa de tentar forçar a saída de Hadi apoiando os houthis. Ele teria levado até US$ 60 bilhões do cargo, acusam líderes.

al-Qaeda na Península Arábica

Os jihadistas têm sido uma das maiores ameaças ao Iêmen. A célula do grupo no país foi responsável por treinar os atiradores do “Charlie Hebdo” e já fez vários atentados em território local. É possível que eles estejam aguardando o acirramento das tensões para fazer novos ataques. O Estado Islâmico descende deles.

http://oglobo.globo.com/mundo/os-quatro-principais-lados-na-briga-pelo-poder-no-iemen-15674810

Estado Islâmico publica fotos de supostos autores de atentados na capital do Iêmen

Ataques a mesquitas xiitas mataram 142 pessoas na sexta-feira

SANAA – Postagens do Estado Islâmico na internet nesta segunda-feira mostram os quatro supostos autores do múltiplo atentado a mesquitas que matou 142 e feriu outras 350 na sexta-feira. O grupo reivindicou a autoria do atentado em Sanaa no mesmo dia.

Também nesta segunda-feira, o grupo jihadistas assumiu a autoria de um novo atentado no país, ao norte de Aden — atual sede do governo.

Quatro atentados simultâneos em duas mesquitas muito frequentadas por líderes da milícia xiita houthi mataram 142 pessoas. Entre as vítimas fatais, estão imãs, crianças, idosos e mulheres.

O Estado Islâmico divulgou a autoria do atentado em mensagens através do Twitter e de fóruns jihadistas, mas a Casa Branca disse que “não há indicação de ligação operacional” do grupo com os ataques. O governo americano criticou fortemente o atentado.

O enviado das Nações Unidas no país, Jamal Benomar, afirmou que o país “está à beira de uma guerra civil”. Além do avanço do Estado Islâmico, o avanço das milícias xiitas, que controlam a capital. O governo também tem que abrir mão do fogo, segundo ele.

Dos países requisitados pelo Iêmen, a Arábia Saudita afirmou que esperará o desenrolar de possíveis negociações de paz para tomar uma decisão.

http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-publica-fotos-de-supostos-autores-de-atentados-na-capital-do-iemen-15674455

Manifestações anti-houthi deixam seis mortos no Iêmen

Protestos foram realizados em Taiz e Torba. 119 pessoas ficaram feridas, diz Anistia Internacional

SANAA — Rebeldes xiitas dispararam vários tiros e bombas de gás lacrimogêneo nesta terça-feira para dispersar milhares de manifestantes que exigiam que sua retirada de uma província do Sudoeste. Seis manifestantes morreram, e vários ficaram feridos no confronto.

Enormes protestos foram realizados em Taiz — terceira maior cidade do país, tomada pelos rebeldes no fim de semana — e em Torba, a cerca de cem quilômetros de distância, onde testemunhas disseram que as ruas estavam cheias de fumaça negra de pneus queimados e três veículos blindados foram incendiados por manifestantes.

— Torba se transformou em uma bola de fogo — disse Khaled al-Asswadi, um morador da cidade, que disse que os manifestantes impediram os houthis de avançar sobre Torba.

Outra testemunha, Mohammed Salem, disse que os houthis e forças ligadas ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh dispararam armas antiaéreas para assustar os manifestantes, mas em vez disso, os protestos aumentaram. Em um comunicado, o Partido Socialista do Iêmen advertiu que a invasão do sul de maioria sunita pelos houthis “iria detonar uma ‘guerra sectária’”.

Citando médicos, a Anistia Internacional afirmou que 119 pessoas ficaram feridas na manifestação anti-houthi e pediu um inquérito sobre a repressão.

“Os direitos humanos no Iêmen estão em queda livre e até mesmo um protesto pacífico torna-se uma atividade arriscada”, disse Disse Said Boumedouha, o vice-diretor do programa de Oriente Médio e Norte da África da Anistia.

Na Arábia Saudita, o ministro das Relações Exteriores, Saud al-Faisal, advertiu que “caso o golpe houthi não termine pacificamente, vamos tomar as medidas necessárias para proteger a região desta crise”.

O Conselho de Cooperação do Golfo — Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Bahrein — advertiu no início deste ano que iria agir para proteger a segurança da Península Arábica e descreveu a tomada houthi como um “ato terrorista”.

Os houthi entretanto rejeitam convites para participar de quaisquer negociações de diálogo que sejam realizados na Arábia Saudita ou no Qatar. O porta-voz houthi, Said Abdul-Salam, disse em sua página no Facebook nesta terça-feira que ambos os países se opuseram à seu movimento.

http://oglobo.globo.com/mundo/manifestacoes-anti-houthi-deixam-seis-mortos-no-iemen-15689739

Como Exército iraquiano se prepara para tentar retomar cidade-natal de Saddam

Forças iraquianas estão se preparando para travar uma batalha contra o grupo autodenominado “Estado Islâmico” pela cidade de Tikrit.

Os combatentes islâmicos estão sitiados no centro da cidade.

A maioria dos militares iraquianos são de uma milícia xiita conhecida como Brigada Badr.

Eles estão sendo treinados por militares americanos e espanhóis de forma acelerada para participar do combate.

VÍDEO: http://www.bbc.co.uk/news/undefined

Jihadistas procuram “limpar Paquistão” dos cristãos

No domingo, 15 de março, quando as igrejas cristãs em todo o mundo costumam celebrar a missa da manhã, duas igrejas no Paquistão foram atacados por homens-bomba islâmicos. Pelo menos 17 pessoas foram mortas e mais de 70 ficaram feridas.

As duas igrejas (localizadas em Youhanabad, bairro cristão de Lahore) foram a Igreja Católica de São João e Christ Church (protestante).

O Talibã assumiu a responsabilidade. Acredita-se que o grupo esperava muito maior número de mortes, como havia quase 2.000 pessoas em ambas as igrejas, no momento das explosões.

Apesar de todas as ameaças recebidas recentemente pelas igrejas, autoridades forneciam apenas a segurança mínima.

Segundo testemunhas, dois homens-bomba se aproximaram dos portões das duas igrejas e tentaram entrar nelas. Quando eles foram parados – inclusive por um cristão de 15 anos de idade, que lhes bloqueou com seu corpo – eles se auto-detonaram. Testemunhas viram “partes do corpo voando pelo ar.”

Assim que os jihadistas “matam e são mortos”, nas palavras do Alcorão 9: 111, o versículo mais citado para justificar ataques suicidas.

De acordo com a declaração de um funcionário da Comissão da Conferência Episcopal da Justiça e da Paz do Paquistão, apesar de todas as ameaças recebidas pelas igrejas, as autoridades só forneceram segurança “mínima”:

Agentes presentes no momento do ataque estavam ocupados assistindo o jogo de críquete na TV, em vez de levar a cabo o seu dever de proteger as igrejas. Como resultado dessa negligência, muitos cristãos perderam suas vidas.

A declaração exortou ainda:

o governo a adotar medidas fortes para proteger as igrejas e outras minorias religiosas no Paquistão [já que] a comunidade cristã do Paquistão foi alvo de extremistas no passado.

Cerca de 90 fiéis cristãos foram mortos em set de 2013, no atentado suicida de All Saints Church em Peshawar.

Menos de um ano antes, em 22 de setembro de 2013, em Peshawar, homens-bomba entraram no All Saints Church logo após a missa de domingo e fizeram-se explodir no meio de cerca de 550 fiéis, matando cerca de 90 fiéis.Muitos eram crianças da escola dominical, mulheres e membros do coral.Pelo menos 120 pessoas ficaram feridas.

Um paroquiano recordou como “restos humanos estavam espalhados por toda a igreja.” (Para ter uma ideia do rescaldo de ataques suicidas em igrejas, ver estas imagens gráficas .)

Em 2001, homens armados islâmicos invadiram a Igreja Protestante de S. Domingos, abrindo fogo contra os fiéis e matando pelo menos 16 fiéis, em sua maioria mulheres e crianças.

Ataques menos dramáticos sobre igrejas ocorrem com grande freqüência. Dias antes, ataques gêmeos do domingo passado, como o caso dos três homens armados que entraram na Igreja Católica Nossa Senhora Rainha dos Anjos no distrito de Kasur, Punjab, e levaram o pessoal da igreja, o pároco assistente e congregação como reféns. Antes de abandonar as instalações, os terroristas roubaram telefones celulares, câmeras e um computador.

Mais cedo, o Padre Leopold, o pároco doente, foi roubado por ladrões:

[Eles] fingiram ser membros normais que queriam matricular algumas crianças na escola paroquial. Em seguida, de repente tiraram as armas.

Natal é uma época especialmente perigosa para os cristãos reunidos em igrejas. No último 25 de Dezembro:

Contingentes pesados ​​de policiais foram mobilizados em torno das igrejas … foram autorizados aqueles da cidadania depois [da] revista corporal completa … enquanto os principais pontos de entrada para as igrejas haviam sido fechados, colocando blocos e arame farpado cimentado.

Durante outro Natal , o seguinte ataque veio em resposta a fatwas condenando as celebrações de Natal:

Quando adoradores cristãos estavam saindo de diferentes igrejas após a realização de orações de Natal, mais de cem extremistas muçulmanos equipados com rifles automáticos, pistolas e paus atacaram mulheres, crianças e homens cristãos.

Mesmo quando não estão na igreja e quando não acusadas de blasfêmia, as minorias cristãs estão sempre em perigo.

Também houveram ataques gerais contra os cristãos, especialmente no contexto da acusação de “blasfemar” contra o Islã. Em novembro passado, uma multidão – não do “Talibã”, e não de “terroristas” – que consistiam em pelo menos 1.200 muçulmanos torturaram e queimaram até a morte um casal cristão jovem (a esposa estava grávida) em um forno industrial no Paquistão. Alguém tinha acusado o casal cristão de profanar o Alcorão.

Mesmo não na igreja e quando não acusadas de blasfêmia, as minorias cristãs estão sempre em perigo. Em dezembro passado, Elisabeth Bibi, a 28 anos mãe cristã grávida de quatro meses, foi “espancada, desprezada e humilhada, privada de sua dignidade [e] obrigada a andar nua pela cidade “por dois irmãos muçulmanos – os empregadores da mulher grávida – na sequência de uma discussão. Na provação, ela perdeu o bebê. Ativistas de direitos humanos dizem que o ataque “foi motivado por causa da crença religiosa de Bibi [cristã] crenças religiosas . “

Falando no último domingo de Roma, o Papa Francisco disse :

É com dor, muita dor que me foi dito dos ataques terroristas contra duas igrejas cristãs em Lahore no Paquistão, que causaram numerosos mortos e feridos. Estas são as igrejas cristãs e são cristãos perseguidos, os nossos irmãos cristãos estão derramando seu sangue, simplesmente porque eles são cristãos. Eu imploro a Deus … que esta perseguição contra os cristãos – que o mundo procura esconder – chegue ao fim e que haja paz.

O Papa Francisco é muitas vezes criticado por sua abordagem apologética em relação ao Islã. Mesmo aqui, ele não nota que está perseguindo os cristãos, levando a afirmações confusas (“nossos irmãos cristãos estão derramando seu sangue” soa como cristãos estão matando os cristãos). Mas o papa foi franca a respeito do porquê os cristãos estão sendo mortos: “simplesmente porque eles são cristãos”.

Outros, como o governo dos Estados Unidos, não vão mesmo admitir. Quando o mundo ouviu e viu como 21 cristãos coptas tiveram suas cabeças serradas por jihadistas islâmicos na Líbia , a Casa Branca emitiu uma declaração condenando as decapitações -, mas referiu-se aos decapitado apenas como “cidadãos egípcios.” Nem os cristãos, ou mesmo os coptas, mesmo que essa seja a única razão pela qual eles foram abatidos de acordo com as declarações emitidas por seus algozes.

Essa ofuscação garante a perseguição muçulmana aos cristãos “que o mundo procura esconder” continuará indefinidamente.

Raymond Ibrahim é um Fellow Shillman no Horowitz Freedom Center David e Judith Friedman Rosen Writing Fellow no Middle East Forum. Ele é o autor do Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (2013) e The Al Qaeda Reader (2007).

http://www.meforum.org/5131/jihadis-pakistan-christians

Lei contra terrorismo na pauta do Senado

O Senado deve votar nos próximos dias Projeto de Lei do Senado (PLS) 499/2013, que define o crime de terrorismo. A proposta, batizada de Lei Antiterrorismo, foi elaborada pela Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição e apresentada no Congresso Nacional em novembro de 2013.

A Lei Antiterrorismo tipifica como terrorismo o ato de provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física, à saúde ou à privação da liberdade de pessoa. O novo crime terá pena de 15 a 30 anos de reclusão, e de 24 a 30 anos se a ação terrorista resultar em morte.

O crime será inafiançável e insuscetível de graça, anistia ou indulto. O condenado por terrorismo só terá direito ao regime de progressão após o cumprimento de quatro quintos (4/5) do total da pena em regime fechado.

Atualmente, o terrorismo está inserido na Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/1990), que o rege em vários aspectos, explicitamente reconhecidos na proposta em tramitação no Senado.

Incitação ao terrorismo

O projeto prevê punições também para quem incitar ações terroristas, com reclusão de 3 a 8 anos. A mesma pena é aplicada a quem der abrigo ou guarida a pessoa de quem se saiba tenha praticado ou esteja por praticar crime de terrorismo. Não se aplica a pena se o agente for ascendente ou descendente em primeiro grau, cônjuge, companheiro estável ou irmão da pessoa abrigada ou recebida.

Quem oferecer, obter, guardar, manter em depósito, investir ou contribuir de qualquer modo para a obtenção de ativo, bem ou recurso financeiro com a finalidade de financiar, custear ou promover prática de terrorismo, ainda que os atos relativos a este não venham a ser executados, também fica sujeito a pena de 15 a 30 anos de reclusão.

Prática do terrorismo

O texto estabelece ainda acréscimo de um terço (1/3) nas penas se o crime for praticado com uso de explosivo, fogo, arma química, biológica, radioativa ou outro meio capaz de causar danos ou promover destruição em massa; em meio de transporte coletivo ou sob proteção internacional; e por agente público, civil ou militar, ou pessoa que aja em nome do Estado.

As penas serão aumentadas em um terço (1/3) também se o crime for praticado em locais com grande aglomeração de pessoas; contra o presidente e o vice-presidente da República, da Câmara, do Senado ou do Supremo Tribunal Federal (STF); contra chefe de Estado ou de governo estrangeiro, agente diplomático consular de Estado ou representante de organização internacional de que o Brasil faça parte.

Se o autor do crime for funcionário público, a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego, e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. E se desistir de praticar o crime antes de sua execução, poderá ter a punição extinta.

Críticas

O PLS 499/2013 recebeu, no entanto, ressalvas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que, em setembro do ano passado, divulgou um parecer condenando o texto. No entendimento da entidade, tanto na legislação comparada quanto nos tratados e convenções sobre terrorismo, as condutas criminalizadas dizem respeito ao ataque às instituições democráticas (Parlamento, Judiciário), com ofensas aos postulados da democracia, motivado por questões religiosas, políticas, étnicas e outras. Sendo assim, não há justificativa para que se promova a tipificação da conduta em lei específica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/03/23/lei-contra-terrorismo-na-pauta-do-senado?utm_source=midias-sociais&utm_medium=midias-sociais&utm_campaign=midias-sociais

EUA manterão soldados no Afeganistão até o final de 2015

9.800 soldados norte-americanos estão em território afegão.
Afeganistão deve acelerar reformas, diz presidente.

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (24) que manterão seus 9.800 soldados no Afeganistão até o final de 2015. O anúncio foi feito após a reunião entre os presidentes Barack Obama e Ashraf Ghani, em Washington.

O presidente Ghani pediu flexibilidade na retirada dos Estados Unidos, e o país decidiu manter seus soldados até o final de 2015, afirmou Obama em coletiva de imprensa conjunta com Ghani. Os dois países também acordaram que os EUA continuarão a treinar e dar assessoria aos soldados afegãos, disse.

Ghani afirmou que aproveitará a flexibilidade da retirada dos soldados norte-americanos para acelerar reformas e garantir que os soldados afegãos sejam melhor treinados e equipados.

Os presidentes também reafirmam o prazo para a retirada total dos soldados para o final de 2016.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/eua-manterao-soldados-no-afeganistao-ate-o-final-de-2015.html

Ativistas afirmam que desde Janeiro, o ISIS recrutou 400 crianças

BEIRUTE: ISIS recrutou pelo menos 400 crianças na Síria nos últimos três meses e os chamados Dado em “Cubs do Califado” original treinamento militar linha-dura e doutrinação, um grupo ativista disse terça-feira.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que as crianças, todas com idade inferior a 18 anos, foram recrutadas perto de escolas, mesquitas e nas áreas públicas onde o ISIS comete assassinatos e punições brutais contra pessoas da localidade.

Um desses jovens apareceu há um mês no vídeo assassinado um acusado árabe-israelense de ser espião. Uma fonte da polícia francesa disse que o menino é meio-irmão de Mohamed Merah, que matou três soldados, um rabino e três crianças judias em Toulouse, em 2012.

“Eles usam crianças porque é fácil de fazer lavagem cerebral nelas. Eles podem construir em crianças ideias originais para o que eles querem, eles impedem os infantes de ir à escola e enviam para escolas do ISIS,” disse Rami Abdulrahman, chefe do Observatório britânico.

O califado do ISIS foi declarado no ano passado em território que controla, na Síria e no Iraque e está sendo alvo de ataques aéreos liderados pelos EUA.

O grupo tem decapitados ou assassinado a tiros civis sírios, os combatentes, trabalhadores humanitários e jornalistas estrangeiros e lançou vídeo que parece mostrar crianças a assistir ou participar em alguns dos assassinatos. O grupo persegue pessoas de todas as seitas e etnias que não aderem à sua doutrina ultra-radical.

A facção pode recorrer a crianças, pois tem tido dificuldades para recrutar adultos desde o início do ano, com apenas 120 pessoas se juntando nas fileiras, disse Abdulrahman.

Isto foi em parte devido a controles mais rígidos sobre a fronteira turca, onde combatentes estrangeiros tendem a entrar.

O ISIS incentivou os pais a enviar as crianças para campos de treinamento ou recrutam-nas sem o consentimento de seus pais, atraindo-as muitas vezes com dinheiro, disse o Observatório, que acompanha o conflito usando fontes no território.

No campo de treinamento, as crianças aprendem a disparar balas reais, lutar em batalhas e se conduzirem, disse.

Também o ISIS recuta crianças como informantes e guardas, bem como acolhem as crianças com defeitos congênitos em classificação STI, o Observatório acrescentou.

http://dailystar.com.lb/News/Middle-East/2015/Mar-24/291953-isis-recruited-400-children-since-january-activists.ashx

Lutando pelos cristãos e minorias perseguidos