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República Islâmica do Irã admite ter facilitado os ataques terroristas de “11 de setembro”

“Irã admite facilitar ataques terroristas de “11 de setembro”, por Adam KredoWashington Free Beacon , 8 de junho de 2018:

As autoridades iranianas, em um primeiro momento, admitiram facilitar os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, ajudando secretamente as viagens gratuitas de agentes da Al Qaeda que eventualmente levaram aviões comerciais para as Torres Gêmeas na cidade de Nova York, de acordo com observações de um alto funcionário do novo governo iraniano.

Mohammad-Javad Larijani, assistente de assuntos internacionais no judiciário iraniano, divulgou num discurso em idioma persa transmitido pela televisão estatal iraniana, que funcionários da inteligência iraniana secretamente ajudaram a dar passagem aos terroristas da Al Qaeda e os abrigou na República Islâmica, segundo para uma tradução em inglês publicada pelo jornal Al Arabiya.

Nosso governo concordou em não carimbar os passaportes de alguns deles porque eles estavam em voos de trânsito por duas horas e estavam retomando seus voos sem ter seus passaportes carimbados. No entanto, seus movimentos estavam sob a supervisão completa da inteligência iraniana ”, disse Larijani.

As declarações representam a primeira vez que autoridades iranianas admitiram publicamente ajudar a Al Qaeda, reconhecendo seu desempenho na função direta de facilitação dos ataques de 11 de setembro.

O governo dos Estados Unidos há muito tempo acusa o Irã de ter um papel nos ataques e até multou os bilhões da República Islâmica como resultado. A Comissão 11/09 dos EUA reunida para investigar os ataques concluiu que o Irã desempenhou um papel na facilitação dos terroristas da Al Qaeda.

Larijani admitiu que as autoridades iranianas não carimbaram os passaportes dos militantes da Al Qaeda para ofuscar seus movimentos e impedir a detecção por parte de governos estrangeiros. O agentes da Al Qaeda também receberam refúgio seguro no Irã.

Com imagem e informações Jihad Watch

Congresso derruba veto de Obama a lei sobre vítimas do 11 de Setembro

Derrota inédita de presidente deixa vítimas dos atentados processarem Arábia Saudita.

WASHINGTON — O Congresso americano impôs à Casa Branca a derrubada do primeiro veto do presidente Barack Obama em seu governo, aprovando a lei que permite a vítimas e familiares dos atentados de 11 de Setembro processar o governo da Arábia Saudita pelo ataque terrorista. Ambos os partidos, em esmagadora maioria, votaram contra o presidente, que lamentou a decisão e disse que eles agiram por questões políticas — as eleições serão em 8 de novembro. A medida, segundo o governo, abre um precedente perigoso nas relações internacionais e deve fazer com que os sauditas tirem bilhões de dólares de investimentos nos EUA.

Embora o governo da Arábia Saudita tenha negado várias vezes a participação nos atentados terroristas — que deixaram 2.996 mortos nos ataques com aviões sequestrados por membros da al-Qaeda — muitos veem ligação com os ataques. Dos 19 terroristas identificados, 15 eram sauditas. Assim, aumentou a pressão popular para que o Congresso permitisse aos americanos processar o país árabe.

O projeto de lei foi aprovado com o apoio dos dois partidos. Na semana passada, Obama vetou a medida, mas acabou vencido na quarta-feira: na Câmara dos Representantes, 348 votos foram contra seu veto e 76 favoráveis. No Senado, o placar foi ainda mais duro: 97 a 1. Obama chamou a decisão de erro em entrevista à CNN:

— Eu entendo por que isso aconteceu. Obviamente, todos nós ainda carregamos as cicatrizes e o trauma do 11 de Setembro — disse o presidente num programa que foi ao ar na noite de ontem e que debatia, com ouvintes, sua atuação como comandante em chefe das Forças Armadas dos EUA. — Ser visto como alguém que votou contra as famílias do 11 de Setembro antes das eleições é difícil. Foi basicamente um voto político.

Obama aproveitou para voltar a explicar a razão do veto, dizendo que, com a permissão para o processo contra a Arábia Saudita, acaba a imunidade soberana, ou seja, um país poderá ser acionado juridicamente por atos cometidos por cidadãos ou empresas individualmente. Segundo ele, o problema com esta lei é que ela abre a possibilidade de que “nossos homens e mulheres de uniforme em todo o mundo possam começar a ver a nós mesmos sujeitos às leis de reciprocidade”, disse Obama, que voltou a dizer que não estava preocupado com a situação da Arábia Saudita quando vetou a lei.

Mas cedo, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse que a derrubada do veto foi um “desastre” e “um ato constrangedor do Senado”. Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, demonstrou preocupação:

— Isso pode complicar nossas relações com alguns de nossos mais próximos aliados.

O senador democrata por Nova York Chuck Schumer, coautor da lei junto com o republicano do Texas John Cornyn, defendeu o sentimento majoritário do Congresso: “Era importante derrubar o veto para permitir que as vítimas busquem justiça, mesmo que isso gere alguns problemas diplomáticos”, disse, em comunicado.

Este foi o primeiro veto de Obama derrubado desde que ele chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009 — outros 11 seguem valendo. Desde que a Suprema Corte regulamentou os vetos presidenciais, em 1983, estes foram derrubados em outras nove ocasiões: quatro no governo de George W. Bush, duas no de Ronald Reagan, duas no de Bill Clinton, e uma no de George H.W. Bush.

Ameaça de retirada de investimentos

Congressistas que derrubaram o veto admitiam, em entrevistas a meios de comunicação dos EUA, que a lei pode trazer problemas para o país, mas defendiam que ela só dava o direito à ação contra outro país no caso do 11 de Setembro ou em atos de terrorismo. O tema deverá ir à Suprema Corte.

A Arábia Saudita não se pronunciou, mas já havia alertado que, se a lei entrasse em vigor, o país poderia tirar “dezenas de bilhões de dólares” de investimentos dos EUA. Nunca foi provada a existência de uma cumplicidade oficial de Riad nos ataques da al-Qaeda, e o país jamais foi acusado formalmente. No entanto, jihadistas detidos relataram que membros da família real doaram milhões de dólares para a al-Qaeda nos anos 1990. O país nega. Apesar de um problemático histórico em direitos humanos e suposto apoio a grupos extremistas, os sauditas são aliados cruciais dos EUA no Oriente Médio.

Enquanto isso, na disputa pela sucessão de Obama, foi publicada ontem a primeira pesquisa eleitoral integral após o debate de segunda-feira entre Hillary Clinton e Donald Trump. Apesar de a democrata ter sido considerada vencedora, os dados da Reuters/Ipsos, levantados entre anteontem e ontem, permanecem idênticos ao da sondagem anterior: Hillary tem 42%, e Trump, 38%.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/congresso-derruba-veto-de-obama-lei-sobre-vitimas-do-11-de-setembro-20194336#ixzz4LedqtVD7
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Por que os EUA ainda vivem em estado de emergência nacional 15 anos após o 11 de setembro

Os Estados Unidos vivem em permanente estado de emergência desde os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, que neste domingo completam 15 anos.

Isso não é uma metáfora, mas uma realidade legal.

Três dias depois dos ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono, o então presidente George W. Bush emitiu a ordem 7.463, que decretou uma emergência nacional e atribuiu poderes extraordinários ao chefe do Executivo.

Desde então, esta ordem foi renovada todos os anos por Bush e, em seguida, pelo seu sucessor, o atual presidente Barack Obama. A renovação mais recente foi em 30 de agosto.

Esta declaração permite a quem ocupa a Casa Branca adotar medidas excepcionais como, por exemplo, aumentar o tamanho da reserva das forças armadas ou convocar oficiais reformados.

Isso não é tudo. O advogado Patrick Thronson disse à BBC Mundo que essa ordem também dá base legal para a luta contra o grupo auto denominado Estado islâmico e tem sido fundamental para que os Estados Unidos possam ter presença militar em 135 países do mundo.

George BushImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionGeorge W. Bush emitiu ordem que dava poderes extraordinários ao chefe do Executivo

Amplos poderes

O especialista disse que a declaração de emergência nacional junto com a autorização do Congresso para perseguir os responsáveis pelos ataques do 11 de setembro, permite que o presidente envie tropas a qualquer lugar do mundo, desde que seja algo relacionado com o terrorismo.

“Se as pessoas realmente soubessem que tipo de poderes dão ao presidente as declarações de emergência nacional, estariam muito nervosas”, disse Thronson, que publicou uma extensa pesquisa sobre o assunto na Revista da Reforma Legal da Universidade de Michigan.

“Basicamente o que eles fazem é permitir que o presidente e o Executivo exerçam controle sobre vastas áreas da vida americana”, acrescentou.

Soldados americanosImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionOs Estados Unidos têm presença militar em 135 países do mundo

Ele explicou ainda que a legislação americana estabelece 160 medidas em muitas áreas diferentes, que podem colocar o presidente nessas circunstâncias.

“Uma declaração de emergência nacional pode designar alguém como um ‘terrorista global'”.

Isso significa que o governo “pode cortar qualquer acesso de uma pessoa a instituições financeiras e exigir permissão das autoridades até para receber cuidados médicos de emergência”, disse ele.

Atentado às torres gêmeasImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionEUA mantém declarações de emergência 15 anos após atentado

“Ele também permite que o governo assuma o controle de estações de rádio, canais de televisão e internet, ou, no campo judicial, impedir a execução de um habeas corpus (ordem judicial que ordena a libertação de um preso)”, acrescentou.

Várias emergências

A declaração de emergência nacional é baseada em uma lei aprovada em 1.976. Desde então, os presidentes americanos têm usado essa ferramenta em dezenas de oportunidades.

Atualmente, seguem vigentes trinta declarações de emergência nacional relacionadas a muitos tópicos.

Barack ObamaImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionObama fez 13 novas declarações de emergência durante a sua estada na Casa Branca

A mais antiga é de 1979, aprovada pelo presidente Jimmy Carter, após a tomada de reféns na embaixada dos EUA no Irã.

A lei prevê que, para permanecer em vigor, estas declarações devem ser renovadas anualmente. Assim, a ordem acordada por Carter teve que ser ratificada pelos cinco presidentes que o sucederam no cargo até agora.

Obama fez 13 novas declarações de emergência durante a sua estada até agora na Casa Branca e renovou outras 21 aprovadas por seus antecessores, de acordo com o jornal USA Today.

Entre as novas declarações estão, por exemplo, uma que estabelece penalidades para quem considera os Estados Unidos responsável por tentar subverter a ordem democrática na Ucrânia; outra que buscava enfrentar a epidemia de gripe H1N1; e ainda há ordens com sanções contra alguns funcionários do governo da Venezuela, considerados poe Washington como responsáveis por graves violações dos direitos humanos.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37327029

Senadores americanos: Arábia Saudita patrocinou atentado de 11/09

A senadora do Estado de Nova York, Kirsten Gillibrand, e o ex-senador, Bob Graham, apelaram ao presidente Barack Obama para fazer uma parte do relatório sobre 9 de setembro de 2001 entrar em domínio público, escreve o jornal britânico Independent.

O documento foi preparado em 2003 pela comissão do Congresso e contém mais de 800 páginas, mas as últimas 28 páginas foram classificadas.

Na entrevista ao canal televisivo CBS, Bob Graham, que tinha sido co-presidente da comissão, alegou que os documentos continham provas de que altos funcionários da Arábia Saudita estavam diretamente envolvidos nos ataques de 9/11, e inclusive ajudaram os terroristas a se tornarem piloto.

“Existem cada vez mais provas, não só nas 28 páginas, mas há também outras evidências que apontam para a participação saudita dos atentados de 11 de setembro”, disse Bob Graham ao FoxNews.

Barack Obama já recebeu muitas vezes pedidos para passar a informação para o domínio público. Há dois anos, Graham perguntou ao presidente quanto tempo levaria para que essa decisão fosse feita. Graham diz que o presidente Obama disse “um ou dois meses”.

A senadora Kirsten Gillibrand opina que o presidente tem de fazer passar as 28 páginas ao domínio público antes da visita à Arábia Saudita agendada para 21 de abril.

Riad oficial chamou a notícia da CBS de uma “compilação dos fatos”. A Casa Branca admitiu a necessidade de mais transparência mas notou que era necessário “proteger os dados classificados que têm a significância crítica para a segurança nacional”.Em 11 de setembro de 2001 terroristas que tinham ligações com a Al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves comerciais que fizeram colidir contra o World Trade Center e o Pentágono, matando de cerca de 3 mil pessoas.

O quarto avião que era dirigido ao Capitólio dos Estados Unidos caiu na Pensilvânia depois de os passageiros terem tentado retomar o controle da aeronave.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20160413/4127846/senadores-arabia-saudita-atentado.html#ixzz4618NZ9xI

Mulher coberta de poeira em foto do 11 de Setembro morre de câncer

Marcy Borders protagonizou uma das fotos mais famosas da tragédia.
Ela trabalhava em banco na região e entrou em depressão após ataque.

Uma sobrevivente dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York que foi protagonista de uma das fotos mais famosas da tragédia morreu de câncer de estômago aos 42 anos.

A família de Marcy Borders anunciou sua morte na segunda-feira (24) no Facebook.

Marcy Borders em uma entrevista em seu apartamento em 2002 (Foto: Stan Honda/AFP)Marcy Borders em uma entrevista em 2002
(Foto: Stan Honda/AFP)

Borders, que tinha 28 anos no momento dos ataques, trabalhava há apenas um mês no Bank of America, localizado em uma das Torres Gêmeas, quando os atentados ocorreram.

Quando uma das torres desabou, ela correu para se proteger em um edifício de escritórios próximo, onde o fotógrafo da AFP Stan Honda fez uma foto que a mostrava completamente coberta com uma grande camada de poeira, tornando-a conhecida como “The Dust Lady”.

Na foto, o ar aparentava estar pesado e Borders, que demonstrava estar chocada, estava coberta de poeira, cercada por uma luz amarelada.

“Não consigo acreditar que minha irmã se foi”, escreveu o irmão Michael Borders no Facebook, pedindo orações das pessoas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/mulher-coberta-de-poeira-do-11-de-setembro-morre-de-cancer.html

A um jornal local, ela disse logo após ser diagnosticada com o câncer, em 2014, acreditar que seu câncer tinha relação com a poeira inalada durante o atentado.

“Eu me pergunto: será que essa coisa infringiu células cancerígenas em mim? Eu definitivamente acredito nisso porque eu não tive outras doenças. Como você passa de ser saudável para acordar no dia seguinte com câncer?”, disse ao “Jersey Journal”.

Depressão
Após os ataques, Borders mergulhou em uma década de depressão profunda com abuso de álcool e drogas, da qual conseguiu se recuperar. Ela perdeu seu emprego no Bank of American depois de ter ignorado diversas ofertas de transferência.

Borders passou muito tempo reclusa em seu apartamento de dois quartos em uma das áreas mais pobres de Bayonne, uma comunidade-dormitório de Nova Jersey.

“Uma parte dela morreu naquele dia fatídico”, segundo a família.

“Ainda vivo com medo. Não consigo pensar estar lá, naqueles alvos, nas pontes, nos túneis, nas estações (de metrô)”, disse Borders à AFP em uma entrevista concedida em março de 2012.