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Cerca de 90 mil menores desacompanhados pediram asilo na UE em 2015

Número quase quadruplicou na comparação com o ano anterior

LONDRES — Aproximadamente 90 mil menores refugiados desacompanhados pediram asilo aos 28 países membros da União Europeia (UE) em 2015. O índice representa um aumento de quase quatro vezes na comparação com o ano anterior, quando foram registradas 23.160 crianças.

De acordo com números compilados pela agência de estatísticas oficiais Eurostat, o total de 88.695 solicitações no ano passado é ainda oito vezes maior que o número obtido em 2010.

O balanço demonstra uma média de 243 pedidos por dia em todo o continente. No Reino Unido, o contingente cresceu mais da metade em relação ao ano passado.

O conselho de Kent, condado próximo à Londres, relatou um aumento acentuado no número de menores pedindo asilo. De acordo com autoridades locais, crianças de apenas seis anos chegaram ao país desacompanhados.

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Alemanha: Crimes Cometidos por Migrantes Disparam

por Soeren Kern

  • O verdadeiro número de crimes cometidos por migrantes em 2015 na Alemanha pode ultrapassar 400.000.
  • O relatório não inclui dados dos crimes cometidos em Reno, Norte da Westphalia, o estado mais populoso da Alemanha e também o estado com o maior número de migrantes. Colônia é a maior cidade do Reno, Norte da Westphalia, onde na Passagem do Ano Novo centenas de mulheres alemãs foram violentadas por migrantes.
  • “Por anos a fio a política praticada foi a de deixar a população alemã no escuro no que tange a verdadeira situação da criminalidade… Os cidadãos estão sendo feitos de bobos. Em vez de dizer a verdade, as autoridades do governo estão fugindo da sua responsabilidade, jogando a culpa nos cidadãos e na polícia”. — André Schulz, diretor da Associação dos Peritos Criminais da Alemanha.
  • 10% dos migrantes que estão fugindo do caos que assola o Iraque e a Síria conseguiram chegar à Europa até agora: “oito a dez milhões de migrantes ainda estão a caminho”. — Gerd Müller, Ministro do Desenvolvimento.

De acordo com um relatório confidencial da polícia, que foi vazado para o jornal alemão Bild,migrantes cometeram 208.344 crimes em 2015. Essa cifra representa um salto de 80% em relação a 2014, se traduzindo em cerca de 570 crimes cometidos por migrantes a cada dia, ou seja, 23 crimes por hora, entre janeiro e dezembro de 2015.

No entanto, o verdadeiro número de crimes cometidos por migrantes é muito maior porque o relatório elaborado pelo Departamento Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt, BKA) abrange somente crimes esclarecidos (aufgeklärten Straftaten). De acordo com a Statista, a agência de estatística alemã, em média apenas cerca da metade de todos os crimes cometidos na Alemanha, em um dado ano, é solucionada (Aufklärungsquote). A implicação disso é que o verdadeiro número de crimes cometidos por migrantes em 2015 pode ultrapassar 400.000.

Além disso, o relatório “Crime no Contexto da Imigração” (Kriminalität im Kontext von Zuwanderung), utiliza apenas dados de 13 dos 16 estados da federação alemã.

O relatório não inclui dados dos crimes cometidos em Reno, Norte da Westphalia, o estado mais populoso da Alemanha e também o estado com o maior número de migrantes. Colônia é a maior cidade do Reno, Norte da Westphalia, onde na Passagem do Ano Novo centenas de mulheres alemãs foram violentadas por migrantes. Ainda não está claro, a razão desses crimes não fazerem parte do relatório.

No relatório também não constam dados dos crimes cometidos em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, e Bremen, a segunda cidade mais populosa do Norte da Alemanha.

E não para por aí, muitos crimes simplesmente não são denunciados ou são deliberadamente ignorados: líderes políticos em toda a Alemanha deram ordens à polícia para fazer vista grossa em face dos crimes cometidos por migrantes, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

De acordo com o relatório, a maioria dos crimes foi cometido por migrantes oriundos da: Síria (24%), Albânia (17%), Kosovo (14%), Sérvia (11%), Afeganistão (11%), Iraque (9%), Eritréia (4%), Macedônia (4%), Paquistão (4%) e Nigéria (2%).

A maioria dos crimes cometidos pelos migrantes envolvia roubo (Diebstahl): 85.035 incidentes em 2015, aproximadamente o dobro de 2014 (44.793). Em seguida vieram os crimes contra a propriedade e falsificação (Vermögens- und Fälschungsdelikte): 52.167 incidentes em 2015.

Além disso, em 2015 migrantes se envolveram em 36.010 casos registrados de agressão, lesão corporal e roubo (Rohheitsdelikte: Körperverletzung, Raub, räuberische Erpressung), em termos gerais o dobro dos casos registrados em 2014 (18.678). Também em 2015, houve 28.712 incidentes registrados de evasão de pagamento de passagens no sistema de transporte público (Beförderungserschleichung).

Também houve 1.688 abusos sexuais registrados, cometidos contra mulheres e crianças, incluindo 458 estupros ou atos de coerção sexual (Vergewaltigungen oder sexuelle Nötigungshandlungen).

Segundo o relatório, migrantes foram acusados de 240 tentativas de assassinato (Totschlagsversuch, em 2015, comparados a 127 em 2014. Em dois terços dos casos, os criminosos e as vítimas eram da mesma nacionalidade. Houve 28 assassinatos: migrantes assassinaram 27 migrantes, bem como um alemão.

Para completar, o relatório atesta que 266 indivíduos foram considerados suspeitos de serem jihadistas se passando por migrantes, foi constatado que 80 deles não eram jihadistas e 186 casos ainda estão sendo investigados. A infiltração de jihadistas no país, de acordo com o relatório, é “uma tendência crescente”.

O relatório deixa muito mais perguntas do que respostas. Continua sem resposta, por exemplo, como a polícia alemã define o termo “migrante” (Zuwanderer) ao compilar as estatísticas da criminalidade. O termo se refere somente aos migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015 ou a todos aqueles com background de migrantes?

Se o relatório se refere apenas aos migrantes que ingressaram recentemente, a Alemanha acolheu um tanto acima de um milhão de migrantes da África, Ásia e Oriente Médio em 2015, isso implicaria que no mínimo 20% dos migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015 são criminosos. Por outro lado, se o número de crimes cometidos pelos migrantes for, na realidade, o dobro do que consta no relatório, então no mínimo 40% dos migrantes recém chegados são criminosos. No entanto o relatório garante: “a vasta maioria dos candidatos a asilo não está envolvida em atividades criminosas”.

Fora isso, por razões até agora não esclarecidas, o relatório não inclui crimes cometidos por norte-africanos, embora se saiba há muito tempo, serem eles os responsáveis pelo crescimento dos crimes nas cidades de toda a Alemanha.

Policiais em Bremen, Alemanha, detendo quatro jovens criminosos do Norte da África que estavam aterrorizando lojistas locais. (imagem: captura de tela de vídeo da ARD)

Em Hamburgo, a polícia disse estar impotente diante da disparada no número de crimes cometidos por jovens migrantes norte-africanos. Hamburgo já abriga mais de 1.000 dos assim chamados migrantes menores desacompanhados (minderjährige unbegleitete Flüchtlinge, MUFL), cuja maioria mora nas ruas e, ao que tudo indica, pratica todos os tipos de crimes.

Um relatório confidencial, vazado para o jornal Die Welt, revela que a polícia de Hamburgo efetivamente capitulou diante dos migrantes adolescentes que os superam de longe em número e os subjugam. O documento diz o seguinte:

“Até a questão mais sem importância pode rapidamente se transformar em confusão e distúrbio. Os jovens se reúnem em grupos para se defenderem mutuamente e também para se enfrentarem…”

“Ao lidarem com pessoas fora de seu meio, os jovens se comportam de forma grosseira, mostrando total falta de respeito pelos valores e normas locais. Os jovens se reúnem principalmente na região central da cidade, onde eles podem ser vistos praticamente todos os dias. Na maioria das vezes, durante o dia, eles rondam no bairro de São George, ao cair da noite porém, eles começam a entrar em ação em Binnenalster, Flora e Sternschanzenpark e São Pauli (todas localizadas na região central de Hamburgo). Eles normalmente aparecem em grupos, já foram observados cerca de 30 jovens nas noites de finais de semana em São Pauli. O comportamento desses jovens em relação à polícia pode ser descrito como de extrema delinquência, caracterizado como agressivo, desrespeitoso e prepotente. Eles estão sinalizando que não se importam com as providências da polícia…”

“Esses jovens logo se comportam de maneira ostensiva, principalmente como batedores de carteiras e roubos nas ruas. Eles também arrombam casas e veículos, mas esses crimes em muitos casos são reportados como transgressões ou vandalismo porque os jovens estão apenas procurando um lugar para dormir. Furtos de alimentos em lojas já é coisa do dia a dia. Quando são detidos, eles resistem e agridem os policiais. Esses jovens não respeitam as instituições do estado”.

O jornal relata que as autoridades alemãs relutam em deportar os jovens para os seus países de origem porque eles são menores de idade. Como consequência, à medida que mais e mais menores desacompanhados chegam em Hamburgo a cada dia que passa, os crimes não só persistem como continuam a crescer.

Enquanto isso, na tentativa de salvar a indústria do turismo da cidade, a polícia de Hamburgo começou a tomar severas medidas repressivas contra batedores de carteiras e bolsas. Mais de 20.000 bolsas, cerca de 55 por dia, são roubadas na cidade a cada ano. Segundo Norman Großmann, diretor do gabinete do inspetor da polícia federal de Hamburgo, 90% das bolsas são roubadas por jovens do sexo masculino com idades entre 20 e 30 anos oriundos do norte da África e dos Bálcãs.

Em Stuttgart a polícia está travando uma batalha perdida contra gangues de migrantes do Norte da África que se dedicam à fina arte de bater carteiras.

Em Dresden, migrantes da Argélia, Marrocos e Tunísia tomaram o controle, de fato, da icônica Wiener Platz, uma grande praça pública em frente a estação central de trens. Lá (na Wiener Platz) eles vendem drogas e batem as carteiras dos transeuntes, normalmente ficam impunes. As batidas policiais na região da praça se transformaram em um jogo de “whack a mole”, ou seja: um número infindável de migrantes sempre substituindo aqueles que foram detidos.

As autoridades alemãs estão sendo acusadas, repetidas vezes, de informar parcialmente o verdadeiro nível da questão criminosa no país. Por exemplo, de acordo com o chefe da Associação dos Peritos Criminais (Bund Deutscher Kriminalbeamter, BDK), André Schulz, pode chegar a 90% o número de crimes sexuais cometidos na Alemanha em 2014 que não aparecem nas estatísticas oficiais. Ele ressalta:

“Por anos a fio a política praticada foi a de deixar a população alemã no escuro no que tange a verdadeira situação da criminalidade… Os cidadãos estão sendo feitos de bobos. Em vez de dizer a verdade, as autoridades do governo estão fugindo da sua responsabilidade, jogando a culpa nos cidadãos e na polícia”.

Em um aparente esforço para acalmar as tensões políticas, o Gabinete Federal para a Migração e Refugiados da Alemanha (Bundesamt für Migration und Flüchtlinge, BAMF) emitiu um comunicado em 16 de fevereiro ressaltando que estava esperando a chegada de apenas500.000 novos migrantes no país em 2016. Em dezembro de 2015, contudo, Frank-Jürgen Weise, diretor da BAMF assinalou ao jornal Bild que “esse número “500.000” só está sendo usado para fins de planejamento de recursos, porque nesse momento não temos condições de afirmar quantas pessoas virão em 2016″.

Em 1º de janeiro o FMI – Fundo Monetário Internacional estimava que 1,3 milhões de candidatos a asilo entrarão na União Européia anualmente em 2016 e 2017.

Em uma entrevista concedida em 9 de janeiro ao jornal Bild, o Ministro do Desenvolvimento Gerd Müller alertou que os maiores fluxos de refugiados ainda estão por vir. Ele ressaltou que apenas 10% dos migrantes que estão fugindo do caos que assola o Iraque e a Síria conseguiram chegar à Europa até agora: “oito a dez milhões de migrantes ainda estão a caminho”.

Aumentando a incerteza: em 18 de fevereiro, altos funcionários das agências de segurança da Áustria, Croácia, Macedônia, Sérvia e Eslovênia, todos pertencentes a assim chamada Rota dos Bálcãs, que centenas de milhares de migrantes estão usando para entrar na União Européia, concordaram em coordenar o transporte comum de migrantes da fronteira da Macedônia/Grécia até a Áustria, de onde serão enviados para a Alemanha.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias em 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7506/alemanha-migrantes-crimes

EI usou gás mostarda contra soldados curdos, diz diplomata

Opac confirmou a utilização de agentes químicos, mas sem identificar os responsáveis

AMSTERDÃ — Os jihadistas do Estado Islâmico atacaram forças curdas no Iraque com gás mostarda no ano passado, informou um diplomata da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAC) sob condição de anonimato. O órgão, vinculado à ONU, confirmou, pela primeira vez, o uso de agentes químicos no país desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. Amostras de sangue de soldados curdos foram testadas em laboratório depois que 35 deles adoeceram no campo de batalha em agosto passado.

O resultado dos testes ainda não foi divulgado oficialmente, e a OPAC não deve identificar que lado do conflito usou a arma química. Mas o diplomata informou que a análise da organização credita o manejo do gás mostarda a combatentes do EI. O ataque químico teria ocorrido durante um combate ao sudoeste de Irbil, capital da região autônoma curda no Iraque.

O arsenal químico do Iraque foi destruído quase totalmente na era de Saddam Hussein — soldados americanos encontraram apenas alguma munição química da época durante a ocupação de 2003 a 2011. Especialistas acreditam que o agente provenha de uma reserva química síria não declarada, onde os extremistas adquiriram conhecimento básico para desenvolver e realizar ataques do tipo com foguetes e morteiros.

A OPAC já havia confirmado o uso do gás mostarda no ano passado, na guerra da Síria. Depois que centenas de civis morreram atingidos por gás sarin no subúrbio de Damasco, em 2013, o governo sírio negociou a entrega de suas armas químicas, incluindo reservas de gás mostarda, sob a supervisão da comunidade internacional, que culpa o presidente Bashar al-Assad pelas mortes.

O Estado Islâmico declarou um califado em um território que abrange tanto o Iraque quanto a Síria, e não reconhece as fronteiras com ambas as nações.

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Número de vítimas civis cresce no Afeganistão

 

Segundo relatório, mais de 3.500 civis morreram na guerra no Afeganistão e outros 7.400 ficaram feridos em 2015, ano mais sangrento desde 2009, quando a ONU começou a contabilizar as vítimas do conflito.

Mais de 3.500 civis morreram na guerra no Afeganistão e outros 7.400 ficaram feridos em 2015, ano mais sangrento desde 2009, quando as Organização das Nações Unidas (ONU) começou a contabilizar as vítimas do conflito.

De acordo com um relatório anual divulgado neste domingo (14/02) pela ONU, a guerra provocou no Afeganistão 11.002 vítimas civis no ano passado, entre mortos e feridos, representando um aumento de 4% em relação ao relatório do ano anterior.

Um quarto das mais de 11 mil vítimas civis (das quais 3.545 morreram) é formado por crianças, segundo o levantamento.

O número de mortos é 4 % menor que os 3.701 de 2014, mas os feridos cresceram 9,1% em relação aos 6.833 do referido ano.

O relatório ressalta que o número de crianças afetadas aumentou 14% face a 2014, tendo crescido igualmente o número de mulheres feridas ou mortas.

“O mal infligido aos civis é totalmente inaceitável”, comentou o representante especial da ONU no Afeganistão, Nicolas Haysom.

Segundo o informe, os enfrentamentos e os ataques suicidas dentro e nos arredores de zonas populosas e nas cidades mais importantes foram a principal causa do incremento das vítimas.

Os grupos antigovernamentais, incluindo os talibãs, são apontados como responsáveis por 62% de todas as vítimas, enquanto as tropas que atuam em nome do governo estão em 17% dos casos, cifra que é dividida em 14% para as forças de segurança do Estado, 2% para as tropas estrangeiras e 1% para grupos armados leais ao governo.

MD/efe/lusa

http://www.dw.com/pt/n%C3%BAmero-de-v%C3%ADtimas-civis-cresce-no-afeganist%C3%A3o/a-19048064

Número recorde de judeus deixa a França diante de antissemitismo

 

Mais de 8 mil pessoas deixaram o país rumo a Israel em 2015.

LONDRES — Os judeus estão deixando a França em ritmo sem precedente diante da escalada do antissemitismo e do medo de outros ataques terroristas em massa inspirados no Estado Islâmico. Mais de 8 mil judeus deixaram o país rumo a Israel em 2015 — uma taxa bem maior que outros lugares europeus, embora consistente com o que se tornou, nos últimos anos, o maior movimento em massa de judeus desde a formação de Israel em 1948.

A razão primordial para o êxodo é o aumento contínuo da intolerância antissemita nos últimos 15 anos. Uma pesquisa da União Europeia, em 2013, revelou que 74% dos judeus franceses têm tanto medo de serem atacados devido à sua religião que tomam medidas para evitar serem reconhecidos como judeus. O crescimento da imigração muçulmana para a França e os chamados do Estado Islâmico para mais ataques de lobos solitários — a cidadãos judeus, em particular — contribuíram para o temor.

Como resultado, o número de judeus que se mudaram da França para Israel dobrou, e depois dobrou de novo desde 2010. Ano passado, migraram 8 mil pessoas, enquanto 1,9 mil partiram em 2011. Só na cidade de Marselha, no Sul da França, houve três ataques a faca contra cidadãos judeus desde outubro passado. O mais recente vitimou o professor Benjamin Amsellem, de 35 anos, cuja vida só foi salva porque ele usou um exemplar da Torah — o livro sagrado judaico — para se proteger da investida do agressor adolescente, simpatizante do Estado Islâmico.

Quatro judeus foram mortos quando um extremista do Estado Islâmico atacou um supermercado kosher de Paris, em janeiro de 2015, dias depois do massacre no escritório do semanário satírico “Charlie Hebdo”.

A Agência Judaica, que controla a aliyah — nome formal para a migração de judeus para Israel —sempre insistiu que qualquer judeu seria bem-vindo em solo israelense. A oferta atraiu milhares de judeus europeus todos os anos por décadas, e a taxa de recepção no país tem crescido drasticamente. Os cidadãos franceses são, de longe, a maior parte dos requerentes.

Na prática, o número é tão alto que, em Ashdod — cidade no sul de Israel mais procurada entre os recém-chegados — a língua francesa é tão ouvida nas ruas quanto a hebraica. Dezenas de cafés ao estilo francês dão à localidade um ar parisiense, de acordo com a CNN.

Em comparação, o Reino Unido tem o segundo maior número de cidadãos migrando para Israel, com apenas 774 partidas ano passado.

A combinação de forças de extrema-direita, segurança deteriorada e recepção alemã de refugiados cuja cultura é “impreganada de ódio aos judeus” estaria resultando em antissemitismo também na Alemanha. “Nós não nos sentimos mais seguros aqui”, disse ao “Jerusalem Post” o líder da comunidade judaica de Hamburgo, Daniel Killy.

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Horror: Marido lança ácido no rosto de sua jovem esposa em Bangladesh após uma disputa sobre seu dote

  • Jesmin Akter, 23, foi recebida no hospital em Dhaka com queimaduras graves
  • O marido jogou ácido em seu rosto depois de uma disputa sobre seu dote 
  • Muito do seu rosto e couro cabeludo e também outras partes do seu corpo foram queimadas

Por TOM WYKE PARA MAILONLINE

Deitada em uma pequena cama de hospital em Bangladesh, seu rosto está coberto de queimaduras onde o ácido foi jogado em seu rosto pelo marido após uma disputa sobre seu dote.

Jesmin Akter, 23 anos, foi internada em Dhaka Medical College Hospital com queimaduras graves em grande parte do seu rosto e couro cabeludo e também outras partes de seu corpo.

Seu corpo foi envolto em grande parte da ataduras de tecido em uma tentativa de evitar que a pele queimada toque outras áreas lesadas pelo ácido no ataque.

Devido à sensibilidade e danos geralmente sustentada pelo ácido no rosto da vítima, as lesões são geralmente de mudança de vida

Devido à sensibilidade e danos geralmente causados pelo ácido no rosto da vítima, as lesões são geralmente de mudança de vida

Em 2015 violência por dote e perseguindo aumentou e incidentes resultaram na morte de 1.847 mulheres e meninas, enquanto 301 outros cometeram suicídio, de acordo com Bangladesh National Women Association Advogado

Akter é uma das 1847 mulheres que foram vítimas de um ataque com ácido em Bangladesh entre 1999 e 2015.

As vítimas muitas vezes sobrevivem ao ataque com ácido, mas o impacto físico e psicológico significa que as sobreviventes podem demorar muito tempo para reconstruir suas vidas.

Muitas das pacientes queimadas são forçadas a deixar suas famílias devido ao estigma social associado com os ataques.

Das 3626 vítimas de ataques com ácido, de 1999 a 2015, 1.847 eram do sexo feminino, 901 eram do sexo masculino e 877 eram crianças, segundo a Fundação Sobreviventes aos ataques com ácido.

As vítimas muitas vezes sobreviver ao ataque ácido, mas o impacto físico e psicológico significa que ele pode tomar sobreviventes muito tempo para reconstruir suas vidas

Ms Akter é uma das 1847 mulheres que foram vítimas de um ataque com ácido em Bangladesh entre 1999 e 2015

Alguns criminosos têm utilizado ácido para infligir dor devastadora sobre suas vítimas, devido ao seu baixo custo e impacto terrível.

Devido à sensibilidade e danos geralmente causados pelo ácido no rosto da vítima, as lesões são geralmente irreversíveis.

Jesmin Akter, 23, foi internado em Dhaka Medical College Hospital com queimaduras graves a muito do seu rosto e couro cabeludo também outras partes do seu corpo mais baixo

Alguns criminosos têm utilizado ácido para causar mágoa devastador sobre suas vítimas, devido ao seu baixo custo e impacto terrível

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A Islamização da Alemanha em 2015

“Nós estamos importando conflitos religiosos”.

  • Uma turba de mil vândalos de “origem árabe ou do norte da África” abusou sexualmente de mais de 100 mulheres alemãs no centro da cidade de Colônia na Véspera do Ano Novo. Ataques semelhantes também ocorreram em Hamburgo e Stuttgart. A Prefeita de Colônia Henriette Reker, salientou que “sob nenhuma circunstância” devem os crimes ser atribuídos aos candidatos a asilo. Muito pelo contrário, ela culpou as vítimas pelos abusos.
  • “Não há nada de errado em serem orgulhosos patriotas alemães. Não há nada de errado em querer que a Alemanha permaneça livre e democrática. Não há nada de errado em preservar nossa própria civilização judaico-cristã. Esta é a nossa obrigação”. — Geert Wilders, político holandês discursando em um comício em Dresden.
  • “Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como diferentes entendimentos de como funciona uma sociedade e o estado de direito. As agências de segurança da Alemanha são incapazes de lidar com esses problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã. — De um documento do governo vazado, publicado pelo jornal Die Welt.
  • A Alemanha irá gastar pelo menos €17 bilhões (US$18,3 bilhões) com os candidatos a asilo em 2016.
  • A Arábia Saudita estava disposta a financiar a construção de 200 novas mesquitas na Alemanha para acomodar candidatos a asilo. — Frankfurter Allgemeine.

A população muçulmana da Alemanha disparou com a entrada de mais de 850.000 imigrantes em 2015, remetendo pela primeira vez para cerca de 6 milhões de muçulmanos no país.

Dos um milhão de migrantes e refugiados que ingressaram na Alemanha em 2015, acredita-se que pelo menos 80% (800.000) são muçulmanos, de acordo com uma estimativa realizada pelo Comitê Central de Muçulmanos na Alemanha (Zentralrat der Muslime in Deutschland, ZMD), um grupo representativo dos muçulmanos sediado em Colônia.

Além dos recém-chegados, a taxa de crescimento natural da população muçulmana que já reside na Alemanha é de aproximadamente 1,6% ao ano (77.000), de acordo com a projeçãode dados de um estudo recente realizado pelo Pew Research Center sobre a população muçulmana na Europa.

Com base nas projeções do Pew, a população muçulmana da Alemanha atingiu o estimado de 5.068.000 no final de 2014. Os 800.000 migrantes muçulmanos que estão entrando na Alemanha em 2015, junto com o crescimento natural de 77.000, indicam que a população muçulmana da Alemanha saltou cerca de 877.000 pessoas, atingindo segundo estimativas 5.945.000 no final de 2015. Com isso a Alemanha esta competindo com a França pela maior população muçulmana da Europa Ocidental.

A imigração em massa de muçulmanos está acelerando a ascensão do Islã na Alemanha. Ela também é responsável por uma série de rupturas sociais, incluindo epidemia de estupros, crise na Saúde Pública e a corrida de cidadãos alemães para a compra de armas de defesa pessoal. Segue uma visão geral em ordem cronológica de uma seleção dos casos mais importantes de 2015.

JANEIRO de 2015

8 de janeiro. Um levantamento publicado pela Fundação Bertelsmann constatou que por conta do crescimento da população muçulmana: 57% dos alemães acreditam que o Islã está ameaçando a sociedade alemã, 61% acreditam que o Islã não se encaixa na sociedade ocidental, 40% se sentem como “estrangeiros em seu próprio país”.

9 de janeiro. A revista Der Spiegel informou que o Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha (Bundeskriminalamt, BKA) colocou em prática um plano de emergência para impedir que terroristas islâmicos realizem atentados na Alemanha. Agências de segurança estaduais e federais receberam a ordem de localizar o paradeiro de cerca de 250 islamistas alemães e de outras “pessoas relevantes”. A revista também informou que o BKA tem provas “que as principais cidades européias podem ser atacadas a qualquer hora”.

11 de janeiro. As redações do jornal Hamburger Morgenpost foram atacadas com bombas incendiárias depois que o jornal, em solidariedade à revista francesa Charlie Hebdo, publicou as mesmas charges na capa, em nome da liberdade de expressão.

Em uma entrevista concedida ao jornal Bild am Sonntag, o Ministro do Interior Thomas de Maizière confirmou que a inteligência alemã estava monitorando “cerca de 260 indivíduos” que podiam, potencialmente, atacar a qualquer momento. Ele disse o seguinte:

“Temos em nosso meio cerca de 260 elementos perigosos (Gefährder). Também temos cerca de 550 pessoas que viajaram para as zonas de conflito na Síria e no Iraque. Entre 150 e 180 voltaram para a Alemanha e 30 delas são fundamentalistas altamente treinados. Eles apresentam uma grave ameaça à nossa segurança. Estou muito preocupado que esses fundamentalistas estejam tão bem preparados como aqueles de Paris, Bruxelas, Austrália e Canadá. É uma situação de extrema gravidade”.

De acordo com o Bild são necessários pelo menos 60 policiais para monitorar, de maneira eficiente, apenas um jihadista alemão a cada 24 horas. O jornal questionou se a Alemanha tem seguranças, o suficiente, para rastrear todos os terroristas em potencial. De Maizière reconheceu: “tivemos sorte, até agora. Infelizmente, não é sempre assim”.

12 de janeiro. Mais de 25.000 pessoas apareceram na cidade de Dresden, para um encontro semanal do movimento popular conhecido pelo nome de PEGIDA, sigla de “Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente”. No que se tornou a maior concentração já vista até hoje, os participantes da passeata usavam tarjas pretas em volta do braço, observaram um minuto de silêncio em homenagem às “vítimas do terrorismo em Paris”.

Em sua página no Facebook, o PEGIDA escreveu que o ataque contra o Charlie Hebdo em Paris confirmou seus piores pesadelos. Ela dizia o seguinte:

“Os islamistas, sobre os quais o PEGIDA vem advertindo há 12 semanas mostraram à França que são incapazes de viverem democraticamente, que preferem a violência e a morte! Nossos políticos querem que acreditemos no oposto. Será que uma tragédia tem que acontecer aqui na Alemanha primeiro???”

12 de janeiro. A Chanceler Angela Merkel repudiou o movimento PEGIDA dizendo que o Islã “pertence à Alemanha”.

12 de janeiro. Khaled Idris Bahray, eritreu, muçulmano, refugiado e candidato a asilo de 20 anos de idade, foi esfaqueado até a morte em Dresden. A mídia européia foi mais do que depressa jogar a culpa no PEGIDA por incitamento ao assassinato. O jornal Guardian de Londres noticiou que o assassinato “expõe tensões raciais” e “sentimento anti-imigração” na Alemanha. Em 22 de janeiro, no entanto, os promotores alemães disseram que o companheiro de quarto de Bahray, de 26 anos de idade, também eritreu tinha confessado o esfaqueamento.

14 de janeiro. O gabinete alemão aprovou um plano para confiscar as carteiras de identidade de conhecidos islamistas, tornando mais difícil a saída deles do país para lutarem ao lado do ISIS.

15 de janeiro. A polícia na Baixa Saxônia prendeu um jihadista libanês-alemão de 26 anos de idade, identificado como Ayub B., acusando-o de participar da jihad na Síria. Também em 15 de janeiro, a polícia de Pforzheim invadiu os apartamentos de dois salafistas balcânicos.

16 de janeiro. Mais de 250 policiais vasculharam 11 dependências em Berlim. Eles detiveram cinco islamistas turcos, incluindo um turco de 41 anos identificado como Ismet D., que se refere a si mesmo como “Emir de Berlim”.

20 de janeiro. Mais de 200 policiais invadiram 13 propriedades ligadas a islamistas em Berlim e nos estados orientais de Brandemburgo e Thuringia.

21 de janeiro. O fundador e líder do PEGIDA, Lutz Bachmann, renunciou de uma hora para outra, depois que a mídia alemã publicou uma foto dele com um corte de cabelo e bigode no estilo de Adolf Hitler. Em posts no Facebook, ele se referiu aos candidatos a asilo como “lixo” e “imundos”. Os inimigos do PEGIDA dizem que a foto, tirada pelo menos dois anos antes da ascensão do grupo à notoriedade, prova que o movimento é movido pelo racismo. Bachmann insiste que a foto nada mais é do que uma sátira.

21 de janeiro. A Diocese Católica Romana de Münster baniu Paul Spätling, um padre Católico Romano de pregar, depois que ele discursou em um comício do PEGIDA em Duisburg. Ele deu o seguinte recado a um grupo de 500 ouvintes: “a Europa está em guerra com o Islã há 1.400 anos. É inacreditável que a Chanceler Angela Merkel tenha dito que o Islã pertence à Alemanha”. Stephan Kronenburg, porta-voz da diocese salientou: “com essas declarações ele incita hostilidade contra o Islã, nós consideramos isso perigoso”.

25 de janeiro. O primeiro-ministro do estado alemão oriental da Saxônia Stanislaw Tillich,discorda da declaração de Merkel de que o “Islã pertence à Alemanha”. Ele disse o seguinte: “os muçulmanos são bem-vindos à Alemanha e podem praticar sua religião. Mas isso não significa que o Islã faz parte da Saxônia”. A capital da Saxônia é Dresden, sede do movimento PEGIDA.

29 de janeiro. A comissão do carnaval em Colônia rejeitou planos para construir um carro alegórico com o tema Charlie Hebdo. O cancelamento foi provocado devido a temores segundo os quais o carro alegórico poderia apresentar uma ameaça à segurança. O carro alegórico seria apresentado em 16 de fevereiro como uma manifestação de apoio à França e à revistaCharlie Hebdo. O design, escolhido pelo público em uma votação online, exibia um cartunista forçando um lápis em um cano de revólver de um terrorista.

Também em janeiro, a rede alemã de supermercados Aldi, retirou a marca de um sabonete líquido das prateleiras após reclamações de que a embalagem era ofensiva aos muçulmanos. Aldi disse que a embalagem do sabonete líquido Ombia 1001 Nights, que retrata uma mesquita com cúpula e minaretes, juntamente com uma lanterna e uma masbaha (rosário muçulmano), tinha como objetivo evocar um cenário do Oriente Médio.

Clientes muçulmanos publicaram posts com reclamações na página do Facebook da Aldi. “Ao ver o sabonete líquido da Ombia nas prateleiras do supermercado, fiquei um tanto chocado com a embalagem que retratava uma mesquita”, escreveu um cliente. “A mesquita com a cúpula e os minaretes são símbolos de dignidade e respeito para os muçulmanos. É por esta razão que eu não acho apropriado retratar uma imagem tão significativa em um artigo de uso diário”.

FEVEREIRO de 2015

8 de fevereiro. O jornal Die Welt revelou que os promotores públicos alemães estavam investigando 83 jihadistas alemães, por crimes de guerra baseados em atrocidades cometidas em nome do Estado Islâmico.

12 de fevereiro. O jornal Hamburger Morgenpost noticiou que políticos do alto escalão, que representam o Estado da Saxônia e a Cidade de Dresden, usaram secretamente mais de €100.000 (US$115.000) de dinheiro do contribuinte para financiarem uma manifestação contra o PEGIDA realizada em Dresden em 10 de janeiro. O objetivo da manifestação, que contou com a presença de mais de 35.000 pessoas, era o de retratar os partidários do PEGIDA como “intolerantes” e “preconceituosos”, para contrastar com a maioria dos cidadãos de Dresden, que são considerados “cosmopolitas” e “comprometidos com a tolerância”.

15 de fevereiro. A cidade de Braunschweig cancelou um programado desfile de carnaval por conta de uma “ameaça específica de um ataque terrorista”.

26 de fevereiro. O Presidente do Comitê Central dos Judeus, Josef Schuster, alertou os homens judeus a não usarem a quipá (pequeno barrete circular usado por judeus religiosos) se estiverem em bairros muçulmanos de Berlim. “É um desdobramento que eu não poderia imaginar cinco anos atrás”, segundo ele. “Com toda certeza é assustador”.

MARÇO de 2015

6 de março. A polícia de Bremen alertou que islamistas estavam conspirando para atacar a catedral da cidade e também uma sinagoga. Dois suspeitos foram detidos em uma batida policial em uma mesquita local.

7 de março. O Xeque Abu Bilal Ismail, um imã dinamarquês que pregou a morte de judeus em um sermão na mesquita Al-Nur de Berlim, foi considerado culpado e condenado a pagar uma multa de €9.600 (US$10.300). “Ó Alá,” disse Ismail”, destrua os judeus sionistas. Eles não são páreo para o senhor. Enumere-os e mate-os até que não sobre nenhum. Não poupe unzinho sequer. Ó Senhor traga tormenta sobre deles”. Depois ele ressaltou que suas palavras foram tiradas do contexto.

12 de março. Um tribunal de Berlim multou o pai e dois tios de Nasser El-Ahmad, um libanês muçulmano de 18 anos de idade por tentarem forçá-lo a se casar com uma mulher, apesar dele ser abertamente homossexual. El-Ahmad disse que seu pai ameaçou cortar sua garganta e seu tio jogou gasolina em cima dele porque eles se recusavam a aceitar o fato dele ser homossexual. Observadores dizem que esse caso prova que homens também podem ser vítimas de casamentos forçados.

14 de março. Hooligans, salafistas, PEGIDA e contramanifestantes de extrema-direita invadirama cidade de Wuppertal. Esta foi a primeira vez que os grupos realizaram eventos, todos ao mesmo tempo. Mais de 100 policiais foram posicionados para manter a calma.

26 de março. O Ministro do Interior Thomas de Maizière baniu o grupo salafista Tauhid, que segundo ele estava recrutando jihadistas para lutarem na Síria e no Iraque.

ABRIL de 2015

8 de abril. O Chefe da Polícia Federal Dieter Romann revelou que em 2014 mais de 57.000 pessoas tentaram entrar ilegalmente no país, um salto de 75% em comparação com 2013. Além disso, a polícia deteve 27.000 pessoas que conseguiram entrar no país e lá residirem ilegalmente, um salto de 40% também em relação ao ano passado. A maioria dos imigrantes ilegais vieram da Síria, Eritréia, Sérvia, Somália, Kosovo e Afeganistão.

13 de abril. O político holandês Geert Wilders discursou em um comício do movimento popular anti-islamização alemão conhecido como PEGIDA na cidade oriental de Dresden. Wilders ressaltou: “não há nada de errado em serem orgulhosos patriotas alemães. Não há nada de errado em querer que a Alemanha permaneça livre e democrática. Não há nada de errado em preservar nossa própria civilização judaico-cristã. Esta é a nossa obrigação”.

22 de abril. A Fundação Konrad Adenauer, um instituto interdisciplinar de estudos em Berlim,anunciou o lançamento do “Muslimisches Forum Deutschland” (Fórum Muçulmano da Alemanha). O novo fórum tem como objetivo promover as vozes dos muçulmanos liberais para contrabalançar a influência de grupos muçulmanos extremistas na Alemanha.

Também em abril, Dennis Cuspert, o artista alemão do rap que virou jihadista, apareceu em um vídeo de música rap em uma propaganda do ISIS com a seguinte letra:

“Aos inimigos de Alá. Onde estão suas tropas? Não podemos esperar mais. Ó Alá, destrua-os! Conceda-nos a vitória sobre eles. Tire de nós. Faça-nos honrados. Tire de nosso sangue. Fisabilillah (aquele que luta pela causa de Alá)…

“Nós queremos seu sangue. Ele tem um sabor delicioso… Na Alemanha, células adormecidas estão esperando a hora. Os irmãos estão chegando. Aterrorizando oKafir (incrédulo).

MAIO de 2015

1º de maio. A polícia de Oberursel, um subúrbio de Frankfurt, cancelou uma corrida de bicicletas com 5.000 participantes profissionais inscritos, por recear que terroristas islâmicos estariam planejando um atentado contra o evento.

20 de maio. O Ministro do Interior da Alemanha Thomas de Maizière discursou em uma conferência em Berlim chamada “Vida Judaica na Alemanha: Ela corre perigo”? Ele disse isso em 2014, os crimes de ódio antissemita saltaram 25% e muito desse aumento se deve aos ataques perpetrados por imigrantes muçulmanos.

23 de maio. O exército alemão anunciou que irá recrutar seu primeiro imã para os 1.600 soldados muçulmanos.

JUNHO de 2015

3 de junho. Mais de 90 policiais foram convocados para separar uma briga entre 70 membros de um clã de imigrantes rivais em um playground público de Moabit, uma área mais pobre nos arredores de Berlim. A briga teve início quando duas mulheres começaram a discutir por causa de um homem, se tornando violenta quando mais e mais familiares foram se envolvendo. Dois policiais ficaram gravemente feridos.

5 de junho. Um candidato a asilo somali de 30 anos de idade chamado “Ali S” foi condenado a quatro anos e nove meses de prisão em uma penitenciária de Munique por tentar estuprar uma mulher de 20 anos. Ali já tinha cumprido uma sentença de sete anos de prisão por estupro e estava em liberdade há apenas cinco meses, antes de cometer outra vez o mesmo crime. Na esperança de proteger a identidade de Ali S, um jornal de Munique se referiu a ele pelo nome de “Joseph T., considerado mais politicamente correto ”

8 de junho. Mais de 50 policiais foram chamados para separar uma briga entre imigrantes bósnios em uma festa de casamento de imigrantes bósnios em Berlim. Em uma questão de segundos mais de uma dozena de pessoas entraram na briga. Tão logo a polícia chegou, os clãs rivais pararam de se enfrentar e começaram a atacar os policiais. Um dos convidados bateu com uma cadeira na cabeça de um policial que ficou gravemente ferido. Já contra outros policiais foram arremessadas garrafas, foram cuspidos e insultados

10 de junho. Betül Ulusoy, uma muçulmana de 26 anos de idade, teve permissão de iniciar um estágio como advogada júnior na Câmara Municipal de Berlim. As autoridades locais pensaram inicialmente em não contratá-la porque ela insistia em usar o véu muçulmano. A lei da neutralidade de Berlim (Neutralitätsgesetz) estipula que qualquer um que trabalhe como servidor está proibido de exibir sinais ou símbolos de religiosidade. Contudo as autoridades municipais, ao que tudo indica, zelosos com o intuito de evitar serem acusados de islamofobia, abriram uma exceção para Ulusoy.

24 de junho. Em uma entrevista concedida ao jornal Rheinische Post, o Ministro do Interior Thomas de Maizière ressaltou que o número de jihadistas alemães que estão lutando na Síria subiu para cerca de 700. “O número nunca foi tão alto como agora”, segundo ele. O número de islamistas violentos na Alemanha que estão “preparados para cometerem crimes motivados politicamente é de importância significativa” gira em torno de 330. Ele disse que havia mais de 500 operações de contraterrorismo em andamento envolvendo 800 islamistas.

26 de junho. Na cidade bávara de Pocking, os diretores da escola Wilhelm-Diess-Gymnasiumalertaram os pais a não deixarem suas filhas vestirem roupas provocantes com o intuito de evitarem “mal-entendidos” com os 200 refugiados muçulmanos abrigados em acomodações de emergência em um edifício perto daquela instituição de ensino. A carta aos pais dizia o seguinte:

“Os cidadãos sírios são em sua maioria muçulmanos e falam árabe. Os refugiados têm a sua própria cultura. Pelo fato da nossa escola estar próxima ao local onde eles estão alojados, deverão ser usadas roupas discretas para evitar problemas. Tops ou blusas decotadas, shorts curtos ou minissaias podem gerar “mal-entendidos”.

29 de junho. Vândalos imigrantes libaneses atacaram dois policiais que tentavam deter dois homens que estavam fumando maconha em uma calçada pública em Duisburg. Em questão de minutos os policiais foram cercados por mais de 100 homens que tentavam impedir as detenções. Foram necessárias dez viaturas de polícia e dozenas de reforços policiais para salvar os policiais.

Também em junho surgiu um debate na Alemanha sobre a possibilidade de isentar os estudantes muçulmanos da obrigatoriedade de visitarem os ex-campos de concentração como parte dos programas de educação sobre o Holocausto. A discussão girava em torno de uma proposta que obrigaria os estudantes de todas as escolas secundárias da Bavária a visitarem memoriais do Holocausto como parte do currículo escolar. O partido governante da União Social Cristã se opunha a esta proposta, dizendo que “muitas crianças de famílias muçulmanas… não têm nenhuma ligação com o nosso passado e que… necessitarão de muito mais tempo até que possam se identificar com a nossa história. É necessário sermos cuidadosos na forma de abordarmos essa questão com essas crianças”.

JULHO de 2015

17 de julho. Pela primeira vez na história da Alemanha, as estações de rádio e TV públicasBayerischer Rundfunk transmitiram orações muçulmanas que marcavam o início do feriado de Eid el-Fitr e o término do mês de jejum do Ramadã.

20 de julho. O primeiro banco na Alemanha a atuar em conformidade com a Sharia, o banco de propriedade turca Kuveyt Turk Bank, abriu suas portas em Frankfurt. O diretor do banco Kemal Ozan, ressaltou: “nossa pesquisa de mercado mostrou que 21% dos muçulmanos deste país verão com naturalidade um banco islâmico como seu banco principal”.

24 de julho. Dois policiais em Gelsenkirchen, uma cidade do Reno, Norte da Westphalia, foramatacados por uma multidão de imigrantes libaneses depois que eles sinalizaram para que um motorista parasse o carro por este ter passado um sinal vermelho. O motorista saiu do carro e tentou fugir a pé. Quando os policiais finalmente o alcançaram, mais de 50 pessoas apareceram do nada para impedir que o suspeito fosse detido. Um adolescente de 15 anos de idade atacou um policial pelas costas e começou a estrangulá-lo, deixando-o inconsciente. Enormes reforços policiais e spray de pimenta foram necessários para que a situação fosse controlada.

25 de julho. Um documento confidencial da polícia vazado para o jornal Rheinischen Postrevelou que em 2014 um número recorde de 38.000 candidatos a asilo na Alemanha foi acusado de cometer crimes no país. Analistas acreditam que esse número, que se traduz em mais de 100 crimes por dia, seja apenas uma fração do número verdadeiro: muitos crimes não vêm a público.

25 de julho. A revista Der Spiegel denunciou que a escalada vertiginosa de crimes violentos cometidos por imigrantes vindos do Oriente Médio e dos Bálcãs está transformando regiões de Duisburg, uma importante cidade industrial alemã, em “bolsões de ilegalidade”. Essas regiões, de acordo com um relatório policial que foi vazado, efetivamente se tornaram zonas “proibidas” para a polícia.

25 de julho. Em uma entrevista concedida à revista Focus, o chefe do sindicato de polícia no Reno, Norte da Westphalia Arnold Plickert, fez um alerta a respeito do surgimento de zonas proibidas nas cidades de Dortmund, Duisburg, Essen e Colônia. “Vários grupos de roqueiros rivais bem como clãs libaneses, turcos, romenos e búlgaros estão brigando pela supremacia das ruas”, segundo ele. “Eles fazem suas próprias leis, aqui a polícia não tem vez”.

AGOSTO de 2015

3 de agosto. Um documento confidencial vazado para o jornal Bild revelou que o Departamento Estadual de Transito de Hamburgo (Hamburger Verkehrsverbund, HVV) determinou que os responsáveis pela fiscalização das passagens “façam vista grossa” sempre que encontrarem migrantes fazendo uso do transporte público sem as devidas passagens. A medida tem como objetivo proteger o HVV da “má publicidade”.

6 de agosto. A polícia revelou que uma menina muçulmana de 13 anos foi estuprada por outro candidato a asilo em uma dependência para refugiados em Detmold. A menina e a mãe, ao que consta, fugiram de sua terra natal por causa da cultura da violência sexual, depois ficou claro que o estuprador era do mesmo país que elas.

18 de agosto. A coalizão de quatro organizações de serviço de assistência social e de grupos de direito das mulheres, enviou uma carta aos líderes dos partidos políticos do parlamento regional em Hesse, alertando-os para a deterioração da situação das mulheres e crianças em abrigos para refugiados. A carta dizia o seguinte:

“A prática de providenciar acomodações em grandes tendas, a falta de instalações sanitárias separadas para homens e mulheres, recintos que não podem ser travados, falta de lugares seguros para mulheres e meninas, isso para falar só de alguns problemas de espaço, aumenta a vulnerabilidade das mulheres e crianças nos abrigos. Essa situação, cai como uma luva nas mãos daqueles que atribuem um papel subordinado às mulheres e as tratam como animais de caça quando elas viajam desacompanhadas.

“As consequências são inúmeros estupros e abuso sexual. Além disso, estamos recebendo cada vez mais relatos de prostituição forçada. É necessário salientar que: não se trata de casos isolados.

“As mulheres relatam que elas, assim como as crianças, foram estupradas ou expostas a abuso sexual. Em consequência disso, muitas mulheres não trocam de roupa para dormir. As mulheres normalmente contam que não vão à toalete à noite por medo de serem estupradas e assaltadas a caminho das instalações sanitárias. Mesmo durante o dia, andar pelo campo é uma experiência assustadora para muitas mulheres.

19 de agosto. Pelo menos 20 migrantes sírios alojados em um abrigo de refugiados, superlolado, na cidade oriental alemã de Suhl tentaram linchar um migrante afegão depois que ele rasgou algumas páginas do Alcorão e as jogou em um vaso sanitário. Mais de 100 policiais foram chamados para restabelecer a ordem, mas quando eles chegaram foram atacados com pedras e blocos de concreto. Dezessete pessoas ficaram feridas na confusão, inclusive 11 refugiados e 6 policiais. O presidente do estado alemão de Thuringia, Bodo Ramelow, disse que muçulmanos de nacionalidades diferentes deveriam ser abrigados separadamente para evitar tumultos dessa natureza no futuro.

21 de agosto. A Alemanha suspendeu a assim chamada Convenção de Dublin, uma lei que estipula que aqueles que procuram refúgio na UE, o façam no primeiro país europeu que aportarem, válido para os requerentes de asilo da Síria. Isso significa que os sírios que chegarem à Alemanha terão permissão de ficar no país até que a papelada seja processada. Críticos dizem que a medida irá incentivar ainda mais migrantes a se dirigirem para a Alemanha.

27 de agosto. Aiman Mazyek, diretor do Comitê Central de Muçulmanos na Alemanha (Zentralrat der Muslime in Deutschland, ZMD), um grupo representativo dos muçulmanos com base em Colônia, fez uma estimativa segundo a qual pelo menos 80% dos migrantes e refugiados que ingressaram na Alemanha em 2015 são muçulmanos.

30 de agosto. O sociólogo alemão Hans Georg Soeffner alertou que a Alemanha estava importando conflitos religiosos:

“A imigração trás consigo conflitos religiosos, como aqueles entre os próprios muçulmanos. Somos obrigados a partir do princípio de que esses conflitos irão se alastrar. Os refugiados trazem de seus países de origem para a Alemanha conflitos políticos e religiosos, como por exemplo os conflitos entre sunitas e xiitas ou entre muçulmanos liberais e salafistas. Nós estamos acostumados com os conflitos entre turcos, curdos, alevitas e os demais muçulmanos, de modo que nós já vimos esses conflitos. Mas em vista do esperado número de novos imigrantes, os conflitos irão se alastrar. E esta é a razão pela qual nós temos que correr contra o tempo e começar a promover os valores alemães, ou seja, a constituição. Somente então os imigrantes saberão quais regras terão que obedecer”.

Também na Alemanha o número de candidatos a asilo que ingressaram no país em um único mês ultrapassou a casa dos 100.000 pela primeira vez na história. Um recorde de 104.460 candidatos a asilo ingressaram na Alemanha em agosto de 2015, totalizando 413.535 pessoas nos primeiros oito meses de 2015.

SETEMBRO de 2015

3 de setembro. Em uma entrevista concedida ao jornal Die Zeit, o Ministro do Interior Thomas de Maizière ressaltou que a integração de migrantes muçulmanos do mundo árabe será mais difícil do que a integração dos muçulmanos turcos, pelo menos 20% dos migrantes que ingressaram no país este ano eram analfabetos.

7 de setembro. Aiman Mazyek, diretor do Comitê Central de Muçulmanos na Alemanharessaltou que a migração em massa de muçulmanos irá alterar, de maneira significativa, a natureza do Islã na Alemanha. Até agora, o Islã alemão tem sido de natureza predominantemente turca, no futuro ele será de longe muito mais árabe.

8 de setembro. O jornal Frankfurter Allgemeine noticiou que a Arábia Saudita estava disposta a financiar a construção de 200 novas mesquitas na Alemanha para acomodar candidatos a asilo.

17 de setembro. Em uma entrevista concedida ao jornal Rheinische Post Hans-Georg Maassen, diretor da Agência de Inteligência Interna da Alemanha (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), disse que os salafistas alemães estavam se passando por voluntários, fazendo doações em dinheiro e roupas com o objetivo de recrutar candidatos a asilo. Outros ofereciam serviços de tradução, convidando os migrantes a tomarem chá na casa deles. Outros ainda distribuíam panfletos com informações sobre as mesquitas salafistas locais. Maassen ressaltou:

“Muitos dos candidatos a asilo têm um background religioso sunita. Na Alemanha há um ambiente salafista que vê isso como solo fértil. Estamos observando que salafistas estão aparecendo nos abrigos, disfarçados de voluntários e ajudantes, deliberadamente procurando fazer contato com refugiados com o objetivo de convidá-los a visitarem suas mesquitas com o intuito de recrutá-los para a causa deles”.

19 de setembro. Em Bielefeld, salafistas estavam se infiltrando em centros para refugiados trazendo brinquedos, frutas e legumes para os migrantes.

23 de setembro. Autoridades municipais em Hamburgo, apresentaram um projeto de lei audacioso no parlamento local que, se sancionado, permitirá ao município confiscar terras e edifícios comerciais vagos e utilizá-los para abrigar imigrantes.

25 de setembro. Asadullah e Shazia Khan, migrantes do Paquistão residentes em Darmstadt, foram a julgamento pelo crime de “assassinato em nome da honra” de Lareeb, filha deles de 19 anos de idade. Asadullah confessou ter estrangulado a filha com suas próprias mãos porque ele não aprovava o namorado dela.

28 de setembro. Em Hamburgo, mais de 70 candidatos a asilo iniciaram uma greve de fome para pressionarem as autoridades locais a lhes fornecerem melhores moradias. “Estamos em greve de fome”, declarou o refugiado sírio Awad Arbaakeat. “A cidade mentiu para nós. Ficamos chocados quando aqui chegamos”. Os migrantes dizem que estavam furiosos porque tiveram que dormir em um grande armazém em vez de apartamentos privativos. Em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, as autoridades afirmam que não há mais apartamentos desabitados.

Também em setembro ficou se sabendo que centenas de refugiados muçulmanos estão se convertendo ao cristianismo, ao que tudo indica, na esperança de melhorarem suas chances de seu pedido de asilo ser aprovado. De acordo com o Islã, os muçulmanos que se converterem ao cristianismo são considerados culpados de apostasia, um crime que merece ser punido com a morte. Os “convertidos”, ao que parece, acreditam que os oficiais da imigração alemã permitirão que eles permaneçam na Alemanha se eles conseguirem convencê-los que serão mortos caso sejam enviados de volta aos seus países de origem.

OUTUBRO de 2015

1º de outubro. Em Bad Kreuznach, uma família de candidatos a asilo da Síria marcou um encontro para avaliar um imóvel de quatro quartos para alugar, mas a dita família se recusou a visitar a casa porque a corretora era do sexo feminino. Aline Kern a corretora conta que:

“Um dos homens que falava um alemão macarrônico, disse que eles não estavam interessados em ver o imóvel porque eu era uma mulher, loira e também porque eu olhava nos olhos deles. Que era um despropósito terem enviado uma mulher. Minha empresa deveria ter enviado um homem para mostrar o imóvel. Fiquei perplexa. Queremos ajudar e somos desprezados, indesejados em nosso próprio país”.

2 de outubro. Em uma entrevista concedida à rádio Deutschlandfunk radio, Tania Kambouri, uma policial alemã e autora de um novo best-seller sobre o fracasso do multiculturalismo alemão, descreve a deterioração da segurança na Alemanha por causa dos migrantes que não respeitam nem a lei nem a ordem. Ela ressaltou:

“Durante semanas, meses e anos venho observando que muçulmanos, em sua maioria jovens do sexo masculino, não têm o menor respeito pela polícia. Quando estamos rondando as ruas da cidade, somos insultados por jovens muçulmanos. Com gestos e insultos como vá a m… ao passarmos por eles. Quando fazemos batidas policiais, o comportamento piora ainda mais, e isso acontece na maioria das vezes quando se trata de migrantes.

“Espero que esses problemas sejam reconhecidos e abordados de maneira clara e inequívoca. Caso necessário, a leis precisam ser endurecidas. Além disso, também é muito importante que o judiciário, que os juízes emitam sentenças eficazes. Não é possível que criminosos continuem a preencher registros policiais, nos agridam fisicamente, nos insultem, seja o que for, sem que haja nenhuma consequência. Muitos casos são arquivados ou os criminosos são postos em liberdade condicional ou coisas do gênero. O que está acontecendo hoje em dia nos tribunais é uma piada.

“O crescente desrespeito, a crescente violência contra policiais… Estamos perdendo o controle das ruas”.

5 de outubro. O canal da TV pública ARD negou que estava transmitindo “propaganda anti-islâmica” depois que colocou no ar uma fotomontagem da Chanceler Angela Merkel usando um véu islâmico. A imagem foi mostrada no segundo plano de um bloco sobre cotas de refugiados no programa “Boletim sobre Berlim”, enquanto o moderador Rainald Becker ressaltava:

“Temos condições de gerir tudo isso? Ou estamos sobrecarregados”? Se dermos conta (administrar a crise migratória), o que acontecerá com os nossos valores? Em que medida nossas vidas irão mudar? Como iremos reagir caso os refugiados apresentem querelas em relação à igualdade, direitos das mulheres, liberdade de imprensa e liberdade de expressão”?

A ARD depois ressaltou: “lamentamos o fato de que alguns telespectadores discordam ou até interpretam mal a maneira pela qual retratamos a nossa chanceler”.

Esquerda: Um grupo das centenas de milhares de migrantes chegando em Munique em 2015. Direita: O canal da TV pública alemã ARD negou que estava transmitindo “propaganda anti-islâmica” depois que colocou no ar uma fotomontagem da Chanceler Angela Merkel usando um véu islâmico.

14 de outubro. Em Osnabrück, um candidato a asilo da Somália venceu uma ação judicialcontra a Agência Alemã para Migrantes e Refugiados (Bundesamt für Migration und Flüchtlinge, BAMF) por demorar muito para processar seu pedido de asilo. O juiz determinou que a BAMF tome uma decisão sobre seu pedido de asilo no máximo em três meses ou então lhe forneça uma compensação financeira.

14 de outubro. Sumte, um pequeno vilarejo de 100 habitantes na Baixa Saxônia, foi escolhidapelo governo federal a abrigar 1.000 candidatos a asilo.

15 de outubro. As autoridades de Hamburgo revelaram que 35.021 migrantes ingressaram na cidade nos primeiros nove meses de 2015. Nesse mesmo período, a polícia de Hamburgo foi enviada para os abrigos para refugiados mais de 1.000 vezes, incluindo 81 vezes para controlar tumultos, 93 vezes para investigar agressões físicas e assédio sexual e 28 vezes para impedir que migrantes cometessem suicídio.

14 de outubro. O presidente da Associação das Municipalidades Bávaras (Bayerische Gemeindetag) Uwe Brandl, alertou que a Alemanha está a caminho de contar com “20 milhões de muçulmanos até 2020 em uma população de 81,1 milhões de habitantes em 2014”. Ele chegou a esses números após fazer os cálculos sobre a reunificação de familiares, com base na suposição de que os indivíduos cujos pedidos de asilo serão aprovados irão subsequentemente trazer em média quatro membros da família para a Alemanha.

20 de outubro. Oito islamistas foram a julgamento na cidade de Colônia. Eles foram acusadosde furtar €19.000 (US$20.500) de caixas de coleta de igrejas e escolas em Siegen e depois enviar o dinheiro para o ISIS.

21 de outubro. Mais de 200 prefeitos da região do Reno, Norte da Westphalia assinaram uma carta aberta à Chanceler Angela Merkel, na qual eles alertam que não há mais condições deles abrigarem mais migrantes.

25 de outubro. O conteúdo de um documento vazado publicado no jornal Die Welt, revelou o crescente alarme, nos mais altos escalões do sistema de segurança e inteligência da Alemanha, sobre as consequências da política de portas abertas da Chanceler Angela Merkel para a imigração.

O documento alertava que a “integração de centenas de milhares de migrantes ilegais será impossível, dado o enorme número de pessoas envolvidas e as já existentes sociedades paralelas de muçulmanos na Alemanha”. O documento acrescenta:

“Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como diferentes entendimentos de como funciona uma sociedade e o estado de direito. As agências de segurança da Alemanha são incapazes de lidar com esses problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã.

Também em outubro a Igreja Cristã Evangélica na Renânia foi criticada por cristãos de outras denominações por ela ter recomendado não tentar evangelizar migrantes muçulmanos. Em um relatório de intenções, a igreja argumentou que a passagem no 28º capítulo do Evangelho segundo São Mateus conhecido como a Grande Comissão: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, não significa que cristãos devam converter outros. O relatório sustentava: “a missão estratégica quanto ao Islã ou quanto a encontros com muçulmanos com o objetivo de evangelizá-los ameaça a paz social e contradiz o espírito e a missão de Jesus Cristo e, portanto devem ser rigorosamente rejeitadas”.

NOVEMBRO de 2015

6 de novembro. A revista Focus, noticiou que as vendas de spray de pimenta saltaram 600% desde o início da explosão da crise migratória na Alemanha em agosto de 2015. O fornecimento do produto está em falta em muitas regiões do país e as reposições estarão disponíveis somente em 2016. “Fabricantes e distribuidores dizem que a entrada em massa de estrangeiros nas últimas semanas, ao que parece, amedrontou muita gente”, de acordo com a revista Focus.

7 de novembro. Jürgen Mannke, diretor da Associação de Professores da Saxônia-Anhalt (Philologenverbandes Sachsen-Anhalt, PhVSA), foi demitido depois que aconselhou estudantes menores de idade do sexo feminino a tomarem cuidado com “aventuras sexuais superficiais” com candidatos muçulmanos a asilo. Na revista trimestral dos membros do grupo, Mannkeassinala:

“Uma invasão de imigrantes está inundando a Alemanha. Muitos cidadãos têm reservas em relação a isso. Não há dúvida que é nossa obrigação como seres humanos ajudarmos aqueles que estão diante da aflição existencial devido à guerra ou perseguição política. Mas é extremamente difícil distinguir essas pessoas daquelas que se dirigem ao nosso país por motivos puramente econômicos ou até com intenções criminosas…

“Essas coisas já aconteceram diversas vezes, ouvimos de conhecidos em muitos lugares sobre assédio sexual no dia a dia dessas pessoas, principalmente no transporte público e em supermercados. Como educadores responsáveis, nós nos perguntamos: de que maneira podemos ensinar nossas meninas de 12 anos ou mais para não se envolverem em aventuras sexuais superficiais com esses homens muçulmanos, muitas vezes bem atraentes”?

10 de novembro. Gabriel Felbermayr, diretor do Centro de Economia Internacional com sede em Munique (Ifo Zentrum für Außenwirtschaft), estimou em uma entrevista concedida à revistaDer Spiegel que a crise migratória irá custar aos contribuintes alemães 21,1 bilhões de euros somente no ano de 2015. “Isso inclui custos de moradia, alimentação, creches, escolas, cursos do idioma alemão, treinamento e administração”, segundo ele.

12 de novembro. Discursando em um encontro do Partido Social Democrata (SPD) em Berlim, o Vice-Chanceler da Alemanha Sigmar Gabriel ressaltou que a Alemanha deveria organizar uma ponte aérea e trazer um “grande contingente” de migrantes para a Alemanha para evitar que os traficantes de pessoas lucrem com a crise migratória. “Ninguém deve morrer a caminho da Europa, esse deve ser o nosso objetivo”, disse ele. Segundo Gabriel, “o que interessa não é o número de pessoas que vem para a Alemanha e sim a velocidade que elas vêm”.

13 de novembro. Segundo relata o canal de notícias N24 chega a 50% o total de candidatos a asilo que ingressam na Alemanha e desaparecem sem que ninguém saiba seu paradeiro. Provavelmente trata-se de migrantes econômicos e de outra natureza que procuram fugir da deportação, se ou quando seus pedidos de asilo forem rejeitados.

13 de novembro. Em uma entrevista concedida ao canal da TV pública ZDF, a Chanceler Angela Merkel disse que continua apostando fortemente em sua política de portas abertas quanto aos asilados: “a chanceler tem a situação sob controle. Eu tenho a minha visão. Lutarei por ela”.

17 de novembro. Autoridades em Hanover cancelaram um amistoso entre a Alemanha e a Holanda cerca de 90 minutos antes do início da partida de futebol devido a uma “crível” ameaça de bomba. A Chanceler Angela Merkel tinha planejado comparecer ao estádio em solidariedade às vítimas dos ataques jihadistas em Paris, nos quais 130 pessoas perderam a vida e mais de 350 ficaram gravemente feridas.

20 de novembro. A União Social Cristã (CSU), parceira bávara da União Democrata Cristã (CDU) da Chanceler Angela Merkel, pediu que a Alemanha banisse o uso da burca em lugares públicos.

22 de novembro. O chefe do Departamento Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt, BKA) Holger Münch, reconheceu que a inteligência alemã carece dos recursos humanos necessários para monitorar todos islamistas mais perigosos do país. “Dado o número de algozes em potencial, temos que escolher as prioridades,” segundo ele.

23 de novembro. Em uma entrevista concedida ao jornal Die Welt, Ahmad Mansour, um árabe-israelense especialista em Islã que morou na Alemanha por mais de uma década, ressaltou que o governo alemão não está fazendo o mínimo necessário para combater o extremismo islâmico. Mansour, membro da Irmandade Muçulmana por mais de uma década até que abandonou o extremismo islâmico no final dos anos 1990, salientou que muitos muçulmanos jovens na Alemanha “acreditam em teorias da conspiração, cultivam ideias antissemitas e não raciocinam de maneira democrática”. Para essas pessoas, segundo ele, “o Islã é a sua única identidade”.

Mansour disse que o governo alemão “carece de um plano” para tratar do problema do extremismo islâmico. Ele acrescentou que em grande parte a culpa recai sobre os professores do Islã “profundamente problemáticos” que estão radicalizando a juventude alemã. Comentando sobre o porquê dos jihadistas ainda não terem desfechado um ataque de vulto na Alemanha, Mansour ressaltou: “a Alemanha teve sorte, até agora.

29 de novembro. Centenas de migrantes do Afeganistão, do Iraque e da Síria alojados em um abrigo para refugiados superlotado no antigo aeroporto de Tempelhof em Berlim, atacaram uns aos outros enquanto aguardavam na fila do almoço. Mais de 150 policiais foram posicionados para controlar a situação. Outros confrontos de grandes proporções ocorreram nos bairros de Kreuzberg e Spandau em Berlim.

DEZEMBRO de 2015

1º de dezembro. Salafistas no estado de Schleswig-Holstein no norte da Alemanha distribuirampanfletos de recrutamento com a seguinte mensagem: “venha até nós. Nós lhe mostraremos o Paraíso”.

1º de dezembro. Autoridades municipais em Frankfurt enviaram equipes de policiais, intérpretes e assistentes sociais a abrigos para refugiados para alertá-los sobre o perigo do extremismo islâmico. As equipes também instruíram os migrantes sobre o sistema jurídico alemão, a liberdade religiosa e os direitos iguais para homens e mulheres.

3 de dezembro. Em uma entrevista concedida ao jornal berlinense Der Tagesspiegel, Hans-Georg Maassen, diretor da Agência de Inteligência Interna da Alemanha (Bundesamt für Verfassungsschutz, BfV), disse que o número de salafistas na Alemanha já chegou a 7.900, um avanço se comparado aos 7.000 em 2014, 5.500 em 2013, 4.500 em 2012 e 3.800 em 2011. Muito embora os salafistas compreendam apenas uma fração dos estimados seis milhões de muçulmanos que estão na Alemanha, funcionários da inteligência dizem que a maioria dos que são atraídos pela ideologia salafista são jovens muçulmanos, facilmente impressionáveis, dispostos a desfechar atos terroristas em um espaço mínimo de tempo em nome do Islã.

3 de dezembro. Uma pesquisa realizada pela revista Stern constatou que 61% dos alemães acreditam que os jihadistas atacarão o país em um futuro próximo. A pesquisa mostra que 58% consideraram que as forças armadas alemãs deveriam atacar o Estado Islâmico, embora 63% acreditem que isso levaria a uma represália na forma de ataques terroristas dentro da Alemanha. Em termos gerais, cerca de 75% dos alemães acreditam que o governo precisa se esforçar mais para impedir que haja atos terroristas no país.

7 de dezembro. O Ministério do Interior revelou que 206.101 migrantes ingressaram na Alemanha somente em novembro.

8 de dezembro. A Ministra do Bem Estar Social da Baviera Emilia Müller destacou que o número de migrantes que entraram na Alemanha em 2015 passou oficialmente a marca de um milhão de pessoas. “Nós necessitamos urgentemente estabelecer um teto para a absorção de migrantes, porque a Alemanha não pode continuar arcando com tantos ingressos no longo prazo”, segundo ela.

10 de dezembro. Um tribunal de Wuppertal deliberou que islamistas que patrulham as ruas da cidade como “policiais da Sharia” não estão infringindo a lei e não serão processados. Nove homens usando jaquetas brilhantes, cor laranja, com as inscrições “polícia da Sharia”, foram detidos em setembro de 2014. Os homens diziam aos transeuntes para não entrarem em bares, cassinos ou discotecas. O grupo também exibia cartazes escritos em inglês nos quais se lia”Zona Controlada pela Sharia”, onde era proibido o consumo de álcool e drogas, jogos de azar, música, pornografia e prostituição. O tribunal proferiu que os homens não violaram nenhuma lei no que tange ao uso de fardas ou reuniões públicas. Os promotores apelaram da sentença.

17 de dezembro. A polícia de Stuttgart efetuou uma batida policial e fechou uma mesquita e uma associação muçulmana que, segundo consta, estavam oferecendo suporte financeiro, além de efetuar recrutamento em nome do ISIS. O Ministro do Interior de Baden-Württemberg Reinhold Gall, ressaltou que o Centro Educacional e Cultural Islâmico Mesdschid Sahabe era muito frequentado por pregadores salafistas e fundamentalistas islamistas dos Bálcãs Ocidentais.

21 de dezembro. O jornal Die Welt, citando fontes policiais revelou que apenas 10% de um milhão de migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015 foram submetidos a checagem de antecedentes.

28 de dezembro. Autoridades locais em Arnsberg proibiram o uso de fogos de artifício na comemoração do Ano Novo nas vizinhanças de abrigos para refugiados para evitar que o barulho despertasse o estresse pós traumático nos candidatos a asilo. “Aqueles que vieram de uma zona de guerra associam explosões com tiros de armas de fogo e com bombas e não com fogos de artifício”, segundo disse o porta-voz da câmara municipal Christoph Söbbeler. “Isso poderia causar novos traumas”.

29 de dezembro. O jornal Die Welt, revelações que a Alemanha irá gastar pelo menos €17 bilhões (US$18,3 bilhões) com os candidatos a asilo em 2016.

31 de dezembro.A polícia de Munique evacuou duas importantes estações de trens e cancelou as comemorações da Passagem para o Ano Novo depois que uma “agência de inteligência amiga” fez um alerta sobre um ataque iminente. O Ministro do Interior da Baviera Joachim Herrmann ressaltou que as autoridades receberam informações segundo as quais homens bomba do ISIS poderiam estar de olho na estação central.

31 de dezembro. a emissora pública de rádio e TV ZDF transmitiu a mensagem de Ano Novo da Chanceler Angela Merkel à nação com legendas em árabe. Ela repetiu a ladainha: “nós somos capazes”, referindo-se ao desafio de integrar um milhão de migrantes que ingressaram na Alemanha em 2015. “O importante é não permitirmos que nos dividam entre gerações ou classes sociais, nem entre aqueles que estão aqui há muito tempo e os recém-chegados”, disse ela.

31 de dezembro. Logo depois da mensagem de Ano Novo de Merkel, uma turba de mil vândalos de “origem árabe ou do norte da África” abusou sexualmente de mais de 100 mulheres alemãs no centro da cidade de Colônia na Passagem para o Ano Novo. Ataques semelhantes também ocorreram em Hamburgo e Stuttgart. O Chefe da Polícia de Colônia Wolfgang Albers chamou os ataques de “uma dimensão totalmente nova de criminalidade”.

A Prefeita de Colônia Henriette Reker, salientou que “sob nenhuma circunstância” devem os crimes ser atribuídos aos candidatos a asilo. Muito pelo contrário, ela culpou as vítimas pelos abusos: “é necessário se comportar de maneira inteligente quando se está em grupo. Comportamento inteligente é não demonstrar euforia exuberante a qualquer um que você encontrar e que sorri para você. Esse tipo de postura pode ser mal interpretada”. Reker disse que seu gabinete irá publicar linhas de orientação, provavelmente incluindo normas de vestuário para mulheres e meninas alemãs para evitar incidentes semelhantes no futuro.

por Soeren Kern

Tradução: Joseph Skilnik

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7263/alemanha-islamizacao

Perseguição aumenta em 2015

Considerado o Ano do Medo, 2015 trouxe números devastadores para os cristãos em todo o mundo.

14 Classficacao tendencias
Ao analisar os números e fatos da perseguição na Classificação da Perseguição Religiosa 2016, concluímos uma coisa: a perseguição aumentou na maior parte dos países do mundo. E não era de se esperar menos do que isso. O extremismo religioso de grupos radicais islâmicos, governos cada vez mais inseridos na cultura e religião de seus povos, autoridades que exercem pouco poder sobre maiorias étnicas (fazendo vista grossa à violência praticada contra cristãos), barões do narcotráfico e guerrilhas unidas à governos omissos da América Latina e países distantes e fechados em que, muitas vezes, as notícias mal chegam ao mundo ocidental, representam o que hoje chamamos de países hostis ao Evangelho ou países em que para o cristão, seguir a Jesus, pode custar a vida.

Especialmente, os países listados na Classificação pouco surpreendem pelas tendências já apresentadas ao longo do ano em notícias e matérias na mídia em geral. Mas destacamos que o regime mais opressivo da contemporaneidade, a Coreia do Norte, desponta mais uma vez, e pelo 14º ano consecutivo, como o país que em que o cristão mais enfrenta a perseguição religiosa. Eritreia e Paquistão sobem para os níveis mais altos da perseguição na história da Classificação e dos países (3º e 6º lugares, respectivamente). E, considerado um país sem lei, a Líbia entra no top 10 pela primeira vez.

As pesquisas realizadas para a produção da Classificação 2016 mostram que em todo mundo mais de 7 mil cristãos foram mortos por razões relacionadas à fé no ano de 2015. Isso representa um aumento de quase 3 mil em comparação aos números do período anterior. Isso, excluindo a Coreia do Norte e parte da Síria e do Iraque, onde não existem registros precisos. As estatísticas também mostram que mais de 2.400 igrejas foram atacadas ou destruídas, o dobro em relação ao ano anterior.

Mais do que números
O objetivo da pesquisa que gera a Classificação da Perseguição Religiosa é apoiar cristãos por detrás dos números. A Classificação é publicada anualmente como uma ferramenta para aumentar a conscientização do cristão livre, e para que igrejas de todo o mundo orem, apoiem, colaborem e participem da causa da Igreja Perseguida e dos cristãos que estão na linha de frente da perseguição.

Em 2015, o Ano do Medo, o que aconteceu na Síria, Iraque e Somália afetou os cristãos de todo o mundo. Como já foi citado por um líder religioso do Iraque: “não há mais lugar para fronteiras, quando se trata de cristãos perseguidos. Não há mais fronteiras. O que acontece nesses lugares, em um mundo globalizado, em qualquer momento, irá acontecer em algum outro lugar do mundo.”

Mesmo assim, os cristãos perseguidos compartilham sua mensagem de fé, esperança e perseverança. “Somos perseguidos porque estamos fazendo a coisa certa, e essa perseguição mostra que somos maduros para Jesus”, afirma um cristão perseguido, lembrando um provérbio indiano que diz que crianças só atiram pedras em manga madura.

A Classificação da Perseguição Religiosa é mais do que uma lista. É um lembrete do quanto custa ser cristão. Em todo o mundo. Para saber mais, acesse o link.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/01/perseguicao-aumenta-em-2015

ONU alerta que conflito no Iêmen matou mais de 2,7 mil pessoas

Escritório de Direitos Humanos afirmou que mais de 5,3 mil ficaram feridos desde o início da crise no país em março do ano passado; situação mais crítica é na cidade de Taiz onde ocorrem os confrontos violentos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou que desde o início dos conflitos no Iêmen em março do ano passado, 2.795 pessoas morreram e 5.324 ficaram feridas.

Segundo o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, somente em dezembro pelo menos 81 civis foram mortos e 109 feridos por causa da violência no país.

Taiz

O porta-voz da agência, Rupert Colville, disse esta terça-feira que a situação mais grave é na cidade de Taiz. Ele afirmou que a região tem sido alvo de confrontos violentos há mais de oito meses, praticamente sem interrupção.

Colville explicou que postos de segurança estritamente controlados pelos chamados Comitês Populares, afiliados aos Houthis, limitam o acesso de suprimentos essenciais na cidade, incluindo alimentos.

A situação de saúde também está piorando com o hospital local, um dos maiores da região, sendo forçado a recusar pacientes.

O porta-voz declarou que os ataques aéreos continuaram durante o período do ano novo, 11 bombardeios foram registrados na capital do país, Sanaa, nos últimos dois dias. Há relatos também de novos ataques esta terça-feira.

Bombas de Fragmentação

Colville citou ainda alegações sobre o uso de bombas de fragmentação pelas forças de coalizão em Hajjah. Uma equipe do Escritório de Direitos Humanos visitou o distrito de Haradh e encontrou vestígios dos explosivos perto de uma plantação de banana.

O porta-voz disse ainda que o sistema prisional também está sofrendo o impacto do conflito. Desde março, 40 prisioneiros foram mortos e 10 ficaram feridos.

Mais de 4,3 mil fugiram de presídios em várias cidades do país depois das instalações terem sido bombardeadas ou invadidas por causa dos confrontos armados.

Leia Mais:

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OMS entrega assistência médica a 1,2 milhão durante cessar-fogo no Iêmen

“Vácuo de segurança causou expansão de grupos extremistas no Iêmen”

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/01/onu-alerta-que-conflito-no-iemen-matou-mais-de-27-mil-pessoas/#.VpXHPyS8A0M

ONU: 244 milhões de migrantes internacionais em 2015

Relatório das Nações Unidas mostra aumento de 71 milhões de refugiados ao redor do mundo nos últimos 15 anos. Cerca de um terço destas pessoas vive na Europa, sendo 12 milhões na Alemanha e 9 milhões no Reino Unido.

O número de migrantes internacionais atingiu a marca de 244 milhões de pessoas em 2015 – um aumento de 41% em relação ao ano de 2000 –, divulgou a ONU num relatório publicado nesta terça-feira (12/01).

O estudo das Nações Unidas constatou que o número de pessoas que haviam se mudado para outro país – voluntariamente por razões econômicas ou devido a conflitos – aumentou em 71 milhões desde 2000. Os dados incluem 20 milhões de refugiados que tiveram de fugir de conflitos em seus países, sendo a maioria cidadãos de Síria, Afeganistão e Somália.

Cerca de um terço – ou 76 milhões – dos migrantes internacionais vivem na Europa, sendo 12 milhões na Alemanha e outros 9 milhões no Reino Unido. Os Estados Unidos possui a maior população de migrantes com 47 milhões de pessoas. A Rússia contabiliza 12 milhões e a Arábia Saudita 10 milhões de residentes estrangeiros.

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, disse que os países precisam desenvolver políticas de migração que facilitem a circulação segura e ordenada através das fronteiras e pediu por respeito mútuo entre migrantes e comunidades locais.

Ele mencionou ainda que a crise de refugiados na Europa gerou medo e ódio entre os moradores locais, algo que deve ser combatido destacando as contribuições positivas dos migrantes para a criação de uma sociedade diversificada.

“Nós temos que nos certificar que lidaremos com a problemática que marcará a paisagem internacional por algum tempo”, disse Eliasson. O vice-secretário-geral também pediu aos países para contribuir aos apelos humanitários para aliviar a pressão sobre Líbano, Jordânia e Turquia, que estão tendo de lidar com a vasta maioria dos refugiados da crise síria.

PV/afp/dpa

http://www.dw.com/pt/onu-244-milh%C3%B5es-de-migrantes-internacionais-em-2015/a-18974830