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Será que o “progressismo voraz” da ONU vai engolir o “Brasil conservador”?

Por Andréa Fernandes

Todo ativista é – ou deveria ser – uma incansável “máquina pensante”, pois a reflexão contínua se torna indispensável para cativar a opinião pública objetivando elevar ou mesmo manter suas pautas em discussão. O trabalho não é nada fácil num país onde o desvirtuamento do conceito de “direitos humanos” esvaziou seu grau de importância, já que na atualidade, o tema só interessa, na maioria das vezes, aos grupos militantes de esquerda que receberam vultosas quantias dos governos petistas para dar prosseguimento ao processo de “alienação cultural”, que preconiza a ideia de que no Brasil em que a violência mata mais do que guerras pelo mundo afora, apenas alguns grupos específicos devem ser “protegidos” com leis especiais endurecendo as penas.

Há um “temor velado” em relação à defesa das pautas conservadoras?

A situação se tornou tão complicada que, em certas situações, perdeu-se  o parâmetro entre os próprios conservadores do que representa um efetivo “governo conservador” ao ponto da ministra Damares Alves sucumbir diante do poder atrativo da ONU fazendo “propaganda inconsciente” da “entidade maligna” que apoia a perseguição contra cristãos e demoniza o Estado de Israel. Estranhamente, quando Damares levantou defesa da pauta LGBT em discurso na ONU e ainda se declarou “ativista dos direitos da comunidade LGBT” no Senado, movimento este que teve primazia na recepção de pautas durante o governo de transição, imaginei que os conservadores utilizariam as redes para protestos educados e respeitosos exigindo mudança de posicionamento da ministra. Entrementes, o silêncio foi quase unânime!

Apesar da impossibilidade de explicar-se racionalmente a mudança drástica de alguns posicionamentos da ministra, penso, que em parte, se dão por temor à reação hidrófoba da extrema-imprensa e partidários da esquerda que – principalmente nas primeiras semanas de governo – promoveram ataques grotescos e covardes, não respeitando nem mesmo a dor suportada heroicamente pela ministra em sua infância roubada por “monstros estupradores”. Com isso, acredito que assustada, Damares arrefeceu em seus valores… tanto é que, em entrevista à GloboNews, inacreditavelmente elogiou de forma entusiasmada uma funcionária PETISTA exonerada. Nem mesmo o presidente Bolsonaro foi tão enaltecido como a petista, que ainda terá o apoio aberto de Damares na campanha para “vereadora”. Pelo menos, tive a chance de conhecer uma “petista bolsonarista”, caso contrário não teria apoio da ministra.

Ativismo LGBTI no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Talvez, o ímpeto de agradar a imprensa para evitar a perseguição objetivando macular sua imagem tenha desnorteado a ministra, que recentemente em audiência pública no Senado afirmou o seguinte:

Nosso ministério está trabalhando muito na proteção dos direitos LGBTI. A  diretoria ficou intacta, inclusive quem eles indicaram. Essa ministra é uma ativista na defesa dos direitos da comunidade LGBTI[3].”

A fala da ministra suscita várias dúvidas desconcertantes: Ora, porventura os “direitos LGBTI” só seriam resguardados se a ministra mantivesse “intacta” a diretoria anterior, opositora do posicionamento do presidente Bolsonaro? Aliás, essa era a “condição” para a ministra ser “aceita” pela comunidade? Por que a ministra se posiciona frontalmente contrária à promessa de campanha do presidente de não segmentar os direitos humanos? Qual foi o “professor” que ensinou à advogada que para defender os direitos das pessoas que se enquadram no perfil LGBTI precisa necessariamente se rotular como “ativista dos direitos humanos da comunidade LGBTI”?

Outrossim, não ficou muito claro quais são as pautas LGBTI apoiadas pela ministra, uma vez que, até o momento, como bem lembrado em matéria do Gospel Prime[4], ela não se pronunciou sobre a “criminalização da homofobia” em julgamento de ação no Supremo Tribunal Federal, sendo todavia, “resguardada” pelo argumento sorrateiro de não se imiscuir em temas discutidos no Poder Judiciário, muito embora não tenha sido poupada de crítica tácita em pronunciamento do voto do ministro Celso de Mello[5] , que citou a frase da filósofa feminista francesa Simone de Beauvoir de que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”.

Damares não quis se pronunciar sobre a questão da “criminalização da homofobia”, quando o senador Alessandro Vieira (PPS/SE) questionou se “o projeto que criminaliza a LGBTfobia  tem apoio do seu ministério e do governo federal? A “resposta” foi ofertada pelo Secretário Nacional de Proteção Global Sérgio Queiroz, que afirmou que no entendimento do ministério, “os contornos dessa criminalização ou não devem ser decididos por esta Casa (Senado) com as suas devidas excludentes, somos terminantemente contra qualquer violência a essa população ou qualquer outra população”. OU SEJA, a fala do secretário foi dúbia e pode levar ao entendimento que uma vez “sendo contrário a qualquer violência” o ministério apoia tacitamente a criminalização da homofobia. PORÉM, em outro momento dos questionamentos no Senado, a própria Damares expôs  em forma de DENÚNCIA a sua “preocupação” em relação ao “ativismo judicial”, frisando que o tema do ABORTO é do Congresso Nacional e não do Judiciário

Será que Damares silenciou irresignação com o ativismo judicial que concebe a aberração jurídica de “racismo” para tipificar a homofobia devido RECEIO da “diretoria” que manteve no poder pronta para lhe dar “o bote”, caso não “reze” de acordo com a “cartilha” do movimento LGBTI, que é o real mentor desse pleito?

A propósito, dei uma espiada por curiosidade na página institucional do Ministério e resolvi ler o documento em forma de “ata” da 1ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD/LGBT), que tinha como “pauta” o lançamento da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, realizada em março de 2011. E sabe o que encontrei?“a leitura de nota pública de repúdio ao deputado Jair Bolsonaro pela conselheira Janaina (vice-presidente do CNCD/LGBT) sobre as ponderações racistas e homofóbicas feitas essa semana em programa de televisão[6]”.

Nada mal essa ata com acusações contra o chefe de Damares compondo o “abre alas” das diversas atas e pautas lá consignadas! Confesso que perdi a vontade de continuar a leitura já imaginando o “respeito” que essa diretoria preservada pela ministra deve ter pelo presidente. Por mais que Damares queira negar essa é a “verdadeira face” do órgão vinculado ao seu ministério: revolta contra Bolsonaro. Contudo, ela se entregou “de corpo e alma” ao ativismo extremista LGBTI e hoje, infelizmente está amordaçada. Daí, não denunciar o “ativismo judicial” na questão que seus ex-companheiros de “ativismo sem rótulos” vem reverberando quanto à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO Nº 26).

Cabe parceria de um “país conservador” com a escarnecedora “Europa progressista” para o “enfrentamento da homofobia”?

Na realidade, a ministra se tornou “refém” da odiosa agenda multiculturalista da ONU, e a manutenção do Conselho Nacional de Combate à Discriminação é corolário da propaganda das Nações Unidas para fortalecimento da “agenda LGBTI”, E POR ISSO, CONSTA DA PÁGINA OFICIAL DO MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS A “PARCERIA” ENTRE BRASIL E UNIÃO EUROPEIA  VISANDO TROCAR EXPERIÊNCIAS  NO ENFRENTAMENTO DA HOMOFOBIA[7]. Como a ministra não deve andar bem informada sobre as “políticas públicas” da União Europeia, ignora que o PROGRESSISMO VORAZ é a base de atuação das comunidades LGBTI. Poderia mencionar diversos exemplos da agenda minuciosamente propagada pela ONU…

A pergunta que fica: será que os conservadores não teriam “competência” para promover os “direitos humanos” da comunidade LGBT, e por isso, precisam ser “substituídos” pelo ideário totalitarista da União Europeia anti-cristã e extremistas de governos anteriores mantidos nos seus postos?

logo, só após avaliar diversas ações e omissões da ministra Damares, algumas delas não mencionadas aqui, percebo o motivo de ter se acovardado em “discurso politicamente correto” na 40ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU,  não denunciando a Cristofobia que persegue e mata milhares de cristãos anualmente em diversos países, e nesse ponto, ela não precisaria realmente se preocupar porque, de fato, esta não é considerada uma pauta tradicional de conservadores no Brasil. São pouquíssimos aqueles que acreditam no “dever moral” de um país majoritariamente cristão se posicionar nos foros internacionais denunciando a perseguição contra cristãos.

Por sinal, orgulhosamente a ministra aponta as pautas do seus discurso na página oficial do Ministério. Como boa “serviçal” dos interesses da ONU, ocultou a perseguição dos cristãos – que já é “norma da Casa” – e reverberou as pautas da instituição que finge “proteger minorias” com o cuidado redobrado de não pronunciar o termo “aborto” para não manchar sua estreia como “ministra progressista” na tribuna do órgão que se NEGOU a RECONHECER O GENOCÍDIO DE CRISTÃOS nos territórios ocupados pelo Estado Islâmico apesar de fartas provas.

A ministra “terrivelmente cristã”, ao invés de firmar protagonismo exemplar na seara internacional agindo como a “rainha Ester” – que entendeu o objetivo Divino ao ser agraciada com posto tão elevado na potência mundial da época – preferiu agir como uma ativista “LGBTQI” reafirmando na ONU “o compromisso de combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBTQI[8]. O único evento trágico internacional que despertou a sensibilidade denunciativa da ministra foi a turbulência na Venezuela, momento em que o discurso ganhou um “tom emotivo” para posar de “humanista”, já que o derramamento covarde e sistemático de “sangue cristão” não merece o empenho de combate da comunidade internacional. Ou seja, de nada valeu minha constante súplica à ministra quando era assessora de Magno Malta informando os horrores perpetrados contra cristãos no mundo muçulmano. Ela não conseguiu exercer “compaixão” pelos seus irmãos de fé, talvez, pelo fato do tema não render honrarias ou votos num país de maioria cristã, onde a preocupação maior de algumas autoridades é mostrar à comunidade LGBTI que está “seguindo obedientemente suas pautas”.

O “alinhamento conservador” com as pautas da ONU comuno-islâmica

Mais grave foi Damares afirmar que o Brasil pretende se candidatar a vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU, violando incontestavelmente uma “promessa de campanha” do presidente Bolsonaro. E se algum incauto afirmar que essa pode ser uma “estratégia” para tentar mudar posicionamentos diversos da ONU atuando no referido Conselho na defesa de “pautas conservadoras”, tal argumento “cai por terra”, quando no primeiro discurso da ministra a pauta foi eminentemente ditada por “interesses” da agenda progressista. Se houve alguma dúvida sobre essa realidade, foi sanada quando a própria Damares twitou foto sorridente ao lado do Alto Comissário da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, o qual reconheceu o exemplo do Brasil no acolhimento de refugiados venezuelanos.

Política imigratória da ONU arruinando Roraima é “orgulho” para a pasta de direitos humanos

Vale explicar o “significado” desse “reconhecimento da ONU, que não orgulharia brasileiro algum com conhecimento elementar de política internacional e direitos humanos: foi a ONU que “desorientou” o Brasil em relação não apenas à perigosa Lei de Migração, mas também, à nossa política migratória. A ONU é culpada por “refugiados” terem sido agraciados com o “livre arbítrio” pertinente à decisão se queriam ou não ser vacinados  ao ingressarem pela fronteira oficial em Pacaraima. Não houve controle sanitário obrigando a vacinação porque as “questões humanitárias” da ONU estão acima da nossa soberania, e por isso, imigrantes e refugiados fazem o que querem em nosso território sem preocupação de nenhuma autoridade no tocante às epidemias importadas com a imigração em massa! Contudo, a ONU que não exigia vacinação para preservar a saúde da população de Roraima agiu de forma diferente para a “interiorização” desses venezuelanos exigindo a vacinação para enviá-los aos municípios brasileiros.

Aliás, o nobre leitor sabe que o “processo de interiorização” utilizado para assentar “refugiados” venezuelanos em municípios brasileiros só ocorreu com a “autorização da ONU”?  E “as regras” impostas para a “interiorização” previam que deveriam ser enviadas “pessoas com maior escolaridade, menos doentes”. Dá para perceber a perversidade? Os doentes e incapacitados para o trabalho deveriam ficar em Roraima, estado já depauperado pela imigração em massa e sem condições de suportar tamanho fluxo em suas fronteiras (oficial e não oficiais).

O elogio do representante da ACNUR aos “direitos humanos” do Brasil é mais do que “merecido”, pois a partir do momento que o governo continua se negando exigir da ONU a instalação de campos de refugiados para acolher os refugiados sem causar impacto destrutivo no estado, privilegia a tese da imigração em massa. Dessa forma, apesar do Brasil ter se retirado do Pacto Global de Migração, causando euforia nos “desavisados”, continua seguindo a pauta de ´promover atenção e cuidados especiais para a imigração em massa comandada pela ONU abandonando a população local. Nesse sentido, foi risível ler post nas redes do deputado federal Nicoletti (PSL/RR), anunciando que a ministra Damares o recebeu em reunião, onde entregou ofício pedindo a promoção de políticas públicas efetivas voltadas para Roraima, recebendo aprovação da ministra em relação ao seu convite para conhecer as necessidades públicas naquele estado. Esquece o parlamentar, que sem controles de segurança e sanitário na fronteira – pastas que não são da alçada daquele ministério – não há resolução da situação caótica em que se encontra a sofrida população. Logo, de nada adiantará a visita de uma ministra que apoia a “política de refúgio totalitária” da ONU.

Outro motivo para a ONU “elogiar” o Brasil se dá pelo privilégio da entidade auferido em detrimento da população do estado pobre de Roraima: o Executivo Federal publicou a MP nº 860/2018 presenteando a ACNUR com doação de 15 milhões de reais, o que mostra que a “nação paga” para a ONU interferir na sua política de migração.

Enfim, assim como abordei temáticas vinculadas aos direitos humanos, poderia abordar outras pautas – de segurança pública (terrorismo), por exemplo – para mostrar que os conservadores precisam se organizar , inclusive, com aparato técnico, para trabalhar as pautas que já estão na mídia e aquelas “estrategicamente nebulosas”, caso contrário, as “contaminações progressistas” irão, aos poucos, minando o governo…

No “Brasil acima de todos”, não é apenas o ministro Sergio Moro que deve sofrer reprimendas em forma de protestos nas redes da militância conservadora, Damares e quaisquer ministros que violarem os ditames básicos que impulsionaram a vitória de Bolsonaro nas urnas, devem ser tratados de forma igualitária eivada de “rigor democrático”. A reconstrução de um país não é ofício para conservadores melindrosos!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem El Pais – El País

[1] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2017/05/10/senador-magno-malta-recebe-presidente-da-ong-evm-para-deliberar-pauta-em-defesa-dos-cristaos-perseguidos-no-mundo-muculmano/

[2] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2016/12/01/senador-magno-malta-oficiara-o-ministerio-das-relacoes-exteriores-para-responder-postulacoes-da-ong-evm/

[3] https://exame.abril.com.br/brasil/damares-diz-a-parlamentares-nao-haver-vertente-religiosa-em-suas-falas/

[4] https://noticias.gospelmais.com.br/ministra-damares-alves-ativista-direitos-lgbt-108399.html

5] https://extra.globo.com/noticias/brasil/relator-de-acao-pedindo-criminalizacao-da-homofobia-celso-de-mello-critica-ministra-damares-alves-23453076.html

[6] https://www.mdh.gov.br/informacao-ao-cidadao/participacao-social/old/cncd-lgbt/reunioes/pauta-001-ro

[7] https://www.mdh.gov.br/navegue-por-temas/lgbt

[8] https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2019/fevereiro/em-genebra-ministra-damares-alves-faz-apelo-por-atuacao-internacional-na-venezuela

 

Por que a “direita” não insere no debate nacional o caos da imigração venezuelana em Roraima?

Por Andréa Fernandes

Tenho acompanhado as discussões que envolvem os candidatos à presidência da república e fico pasma com a falta de interesse deles e da própria imprensa de abordar as “propostas de solução” de forma acurada para a crise imigratória venezuelana que está literalmente destruindo um estado brasileiro.

Quando indagados sobre a fronteira do Brasil com a Venezuela, a resposta dos “presidenciáveis” parece até combinada: “não podemos fechar a fronteira por “questão humanitária“! E alguns ainda vão mais longe… Frisam sua indignação com a suposta “xenofobia” propalada pela imprensa, que vem continuamente acusando roraimenses de serem os “culpados” pelo acirramento da tensão com os imigrantes.

Aliás, muito antes do protesto de pacaraimenses devido consequências danosas do descontrole na fronteira – rotulado como “xenofóbico” pela mídia –  o governo federal, através do Ministério da Justiça, já havia anunciado em dezembro de 2017, uma campanha nas redes visando o suposto combate à xenofobia e intolerância contra imigrantes, tendo como lema: “Brasil, a imigração está no nosso sangue“. A campanha governamental já era um ardil que visava funcionar como “agente inibidor” de qualquer solidariedade aos roraimenses aflitos com o caos proporcionado pela imigração em massa de venezuelanos, que, inclusive, gerou a decretação de “situação de emergência social” em 4 de dezembro de 2017, “coincidentemente” no mesmo mês em que o governo federal dava início à sua temerária campanha. Afinal de contas, o importante é estigmatizar como “xenófobo” todo aquele que ouse criticar a União por manter fronteira aberta num momento de saturação devido inequívoca constatação de impossibilidade de receber número tão elevado de imigrantes, independentemente da nacionalidade dos mesmos.

Além disso, a agenda perversa da ONU ditada pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) deveria prevalecer, ainda que “questões  superficiais” de soberania nacional e segurança interna estivessem ameaçadas. Se o objetivo real é “dar fim às fronteiras”, por que se incomodar com a destruição de um estado pobre no Brasil? Daí, cabe ao governo “esquecer” do seu dever constitucional de proteger seus nacionais. Vale mais “zelar” pelos objetivos da ONU, ignorando a solução factível de instalação de campos de refugiados no território venezuelano com a devida proteção internacional e assistência humanitária das Nações Unidas.

Para os hipócritas, “campos de refugiados” seria um absurdo! O melhor é manter milhares de venezuelanos vivendo em condições deploráveis em “favelas” e nas ruas de um estado que já se encontra exaurido. Se Roraima “quebrar”, os verdadeiros “culpados” contam com a inoperância do nosso parlamento e Judiciário que não responsabilizarão a União Federal por uma “política migratória suicida” tal qual se dá na “civilização europeia”.

Por sua vez, a mídia faz o “trabalho sujo” de tentar calar os pouquíssimos defensores de Roraima. Ao ler os jornais, percebo a mesma “estratégia” da imprensa europeia mascarando a violência de venezuelanos e o depauperamento dos serviços públicos provocado pela falta de estrutura para receber milhares de pessoas. O foco é apenas “demonizar” os nossos irmãos roraimenses utilizando “depoimentos” de venezuelanos afirmando que estariam com “medo”, fruto da tensão vivenciada na região devido a incidência de CRIMES BÁRBAROS perpetrados por VENEZUELANOS. Na verdade, a situação é gravíssima e poderemos ver sérios conflitos, pois a população local está no auge do desespero.

O pior de tudo é perceber que lideranças políticas conservadoras nesses país não percebem que esse tema deve ser tratado IMEDIATAMENTE com PRESSÃO NAS REDES não apenas em relação ao Executivo, Legislativo e Judiciário, mas levando a questão imigratória para DEBATE.  Os “presidenciáveis” e candidatos ao parlamento na esfera federal devem se pronunciar efetivamente….  Enquanto a DIREITA se cala – na sua grande maioria – a esquerda está clamando por fronteiras abertas usando o pretexto da “assistência humanitária”, que sabemos ser falacioso! E, à exceção de Jair Bolsonaro, praticamente eliminado da campanha por “obra e graça” de covarde ação criminosa que quase o matou, TODOS os candidatos são favoráveis à imigração em massa de venezuelanos, não demonstrando preocupação mínima com a segurança e sobrevivência de uma parte da população brasileira sempre esquecida por tomadores de decisão.

Roraima é habitada por aproximadamente 576,6 mil pessoas, e na “matemática da esquerda” esse número não é relevante, visto que, contam  no futuro com “os votos” dos milhões de imigrantes que ansiosamente aguardam. Triste é perceber que a “racionalidade da direita” não enxerga a “tragédia anunciada” por acreditar que “salvar um estado” é medida que pode aguardar “o resultado” das eleições.

Espero que a “voz da consciência” grite nos “ouvidos surdos” de muitas lideranças conservadoras ao ponto de incomodá-las a usar suas redes e contatos para dar visibilidade à angústia roraimense… Depois, faltará “moral” para chorar pela “catástrofe” que se aproxima!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) e líder do Movimento pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio

Imagem DefesaNet

Um ano após morte de Aylan, Mediterrâneo ainda faz vítimas

ISTAMBUL, 2 SET (ANSA) – Um ano atrás o mundo se chocava com a imagem de um menino sírio de três anos encontrado morto na costa da Turquia enquanto sua família tentava chegar à Europa. A foto do pequeno Aylan Kurdi se tornou símbolo das crueldades do conflito na Síria, que já dura mais de cinco anos, e da difícil trajetória dos imigrantes que tentam deixar o Oriente Médio.

O pai da criança, Abdullah Kurdi, que ainda perdeu a esposa e outro filho, Galip, de cinco anos, durante a travessia, lamentou que o cenário não tenha mudado desde então e que muitos imigrantes continuem sendo vítimas de tragédias similares.

“Após a morte da minha família, os políticos disserem: Nunca mais! Mas o que acontece agora? As mortes continuam e ninguém faz nada”, declarou.

A família tentava chegar à Europa atravessando da Turquia em direção à Grécia e de lá partir para o Canadá, onde tinham parentes morando. No naufrágio, além da família Kurdi, faleceram outras nove pessoas.

Sem condições, muitos imigrantes e refugiados apelam para traficantes de humanos para tentar uma vida melhor fora de regiões atingidas por crises econômicas ou conflitos. Nas perigosas travessias, dezenas de pessoas são colocadas em frágeis embarcações que, não raro, acabam naufragando.

Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), mais de 4 mil pessoas já morreram no Mar Mediterrâneo após o falecimento de Aylan, uma média de 11 pessoas por dia.

De acordo com a ONG “Save the Children”, 423 menores faleceram neste mesmo período.

A foto de Aylan foi divulgada em um momento em que a Europa sofre seu maior fluxo migratório desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Além da Grécia, a Itália e a Espanha são portas de entrada para imigrantes devido à proximidade com o Mar Mediterrâneo e à curta distância com países do norte da África que são palcos de conflitos, como Tunísia, Líbia e Egito. A Guarda Costeira italiana resgatou 6,5 mil imigrantes somente na última segunda-feira (29) no Canal da Sicília, no Mar Mediterrâneo. Este é o maior número registrado de resgates em um único dia. (ANSA)

Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2016/09/02/um-ano-apos-morte-de-aylan-mediterraneo-ainda-faz-vitimas.htm

Europa está à beira de crise humanitária, diz Acnur

 

Genebra – O rápido acúmulo de imigrantes nas fronteiras do norte da Grécia cria o risco de um desastre humanitário, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) nesta terça-feira.A agência pediu planejamento e acomodações melhores para as pelo menos 24 mil pessoas retidas em solo grego, incluindo 8,5 mil Idomeni,  onde centenas de imigrantes atacaram a fronteira na segunda-feira e a polícia da Macedônia disparou gás lacrimogêneo para dispersá-las. “A Europa está à beira de uma crise humanitária em grande parte autoinduzida”, disse o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, em entrevista à imprensa.

“As condições de superlotação estão causando falta de alimento, abrigos, água e saneamento. Como todos nós vimos ontem (segunda-feira), as tensões vêm se acumulando, alimentando a violência e favorecendo os traficantes de pessoas”, afirmou.

Os imigrantes ficaram retidos na Grécia depois que a Áustria e outros países ao longo da rota migratória dos Bálcãs impuseram restrições em suas divisas, limitando o número de pessoas com permissão de passar.

O Acnur também exortou todos os países-membros da União Europeia a aprimorarem os mecanismos de registro e processamento de postulantes a asilo constantes de seus procedimentos nacionais, assim como por meio do esquema de redistribuição europeu.

“A Grécia não consegue lidar com esta situação sozinha”, disse Edwards.

Apesar do compromisso de realocar 66 mil e 400 refugiados da Grécia, até agora os Estados só prometeram 1.539 vagas, e só 325 pessoas foram de fato transferidas, acrescentou.

Cerca de 131 mil e 724 refugiados cruzaram o Mar Mediterrâneo em janeiro e fevereiro, mais do que na primeira metade de 2015, disse o Acnur. Outros 410 morreram no mar.

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/europa-esta-a-beira-de-crise-humanitaria-diz-acnur

União Europeia abrigará 100 mil refugiados ao longo dos Bálcãs

Abrigos de acolhimentos serão criados nos países da rota. Grécia deve acolher 50 mil migrantes. Em reunião de líderes do bloco sobre crise migratória, países decidem ainda enviar 400 policiais para ajudar Eslovênia.

A União Europeia (UE) criará abrigos para acolher 100 mil refugiados ao longo da rota dos Bálcãs, afirmou nesta segunda-feira (26/10) o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após a reunião com líderes europeus sobre a crise migratória, em Bruxelas.

Somente na Grécia serão estabelecidos abrigos de acolhimento para receber 50 mil refugiados, sendo que 30 mil lugares devem ser entregues até o final deste ano. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) ficará responsável pelos 20 mil restantes.

“As pessoas que segue pela rota dos Bálcãs precisam ser tratadas com dignidade. Não é possível que em 2015 pessoas precisem dormir no campo e isso com temperaturas muito baixas”, afirmou Juncker.

Os chefes de Estado e governo de países especialmente afetados pelo afluxo de refugiados se reuniram neste domingo em Bruxelas para discutir soluções sobre a crise migratória. O encontro contou com a presença de 11 líderes do bloco, incluindo Áustria, Eslovênia, Croácia, Hungria, Romênia, Bulgária, Grécia e Alemanha, além de representantes da Sérvia, Macedônia e Albânia, que não fazem parte da UE.

Durante a reunião foi determinado também o envio de 400 policiais, ainda nesta semana, para ajudar a Eslovênia diante o grande afluxo de migrantes. De acordo com o governo esloveno, somente neste domingo cerca de 15 mil refugiados chegaram ao país.

Os líderes europeus acertaram ainda que a agência de proteção de fronteiras da União Europeia (Frontex) deverá controlar melhor a passagem entre a Grécia, Sérvia, Macedônia e Albânia.

Juncker afirmou que os participantes da reunião se comprometeram a acabar com a “política de traslado” de migrantes para os países vizinhos. “Os refugiados precisam ser registrados. Sem registro, sem direito”, ressaltou o presidente da Comissão Europeia.

Passo intermediário

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, avaliou as medidas acertadas na reunião com um passo intermediário importante. “Mas serão necessários outros passos que realmente conduzam a uma solução”, ressaltou.

Depois da reunião, Merkel defendeu ainda a assinatura de acordos de readmissão com países de origem de migrantes e com a Turquia, o que possibilitaria a deportação para lá de migrantes ilegais que saíram do território turco em direção à Europa.

CN/dpa/rtr

http://www.dw.com/pt/uni%C3%A3o-europeia-abrigar%C3%A1-100-mil-refugiados-ao-longo-dos-b%C3%A1lc%C3%A3s/a-18805153

Anúncios para dissuadir iraquianos de buscar refúgio na Bélgica causam polêmica

Uma campanha publicitária paga pelo governo belga no Facebook para dissuadir imigrantes iraquianos de buscar refúgio no país foi taxada de “imoral” por organizações defensoras dos direitos humanos.

A polêmica iniciativa foi lançada um dia após uma manifestação que reuniu 23 mil pessoas no centro de Bruxelas pedindo que a Bélgica acolha mais refugiados – e em melhores condições.

O número de pedidos de asilo recebidos pelo país aumentou 47% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, e os iraquianos foram a terceira principal nacionalidade, com 13% dos 5.040 candidatos registrados entre abril e junho, de acordo com a agência europeia de estatística (Eurostat).

Dados mais recentes do próprio governo belga indicam que a proporção de iraquianos chegou a 47% em agosto, quando foi registrado um total de 5.600 pedidos de asilo.

“A maioria dos candidatos procedentes do Iraque não são sírios, não são famílias com crianças. São homens jovens, solteiros, da região de Bagdá. E percebemos que as histórias que eles contam são muito parecidas e reproduzem estereótipos”, afirmou Micheline Dembo Ayaki, porta-voz da secretaria federal belga para Asilo e Imigração, em entrevista à BBC Brasil.

Segundo ela, “há muito pouca chance de que o pedido de asilo dessas pessoas seja aprovado”.

“Constatamos isso e temos que tomar uma atitude para evitar que eles gastem seu tempo e dinheiro e arrisquem a vida em uma viagem que não vai levar a nada”, argumentou.

Leia também: Sírios no Brasil podem se tornar alvo de redes de exploração de trabalho, alerta ONG

Leia também: ‘Dilma dá exemplo à Europa ao abrir portas a refugiados’, diz Acnur

Segurança

Refugiados em fila para receber roupas em Bruxelas (Foto: Stephanie Lecocq/EPA)Image copyrightEPA
Image captionSegundo porta-voz do governo belga, maioria das pessoas vindas do Iraque é homem e não é síria

A campanha consiste em uma publicidade, veiculada na primeira página das contas no Facebook de iraquianos situados em Bagdá e cidades vizinhas, aconselhando: “Não deposite esperança em falsas promessas feitas por traficantes ou publicadas nas mídias sociais”.

O texto informa que a Bélgica não está processando os pedidos de asilo de pessoas originárias da região de Bagdá desde o início de setembro e que os refugiados iraquianos encontrados no país estão sendo enviados de volta ao país europeu onde foram registrados por primeira vez, geralmente Grécia ou Hungria.

“A situação de segurança em Bagdá mudou desde 2014 e deixou de constituir um risco real para todos os candidatos (procedentes dessa região) em caso de retorno”, justifica a mensagem.

Segundo Dembo Ayaki, a afirmação se baseia em avaliações de organismos internacionais, como a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

No entanto, o último documento publicado por Acnur sobre o Iraque afirma que a situação no país “continua muito volátil” e a crise na segurança afeta “todas as regiões”.

“Os ataques terroristas em Bagdá não dão sinais de estar diminuindo. Há uma média de três explosões por dia, causando várias mortes de civis. Esses ataques acontecem geralmente em locais públicos, como mercados. Corpos não identificados continuam sendo encontrados pela cidade e os sequestros de civis são diários”, afirmou à BBC Brasil Ariane Rummery, porta-voz de Acnur.

Os iraquianos são uma das três nacionalidades consideradas pela União Europeia como prioritárias na concessão de asilo, junto com sírios e eritreus.

Documentos da Comissão Europeia afirmam que os pedidos de asilo de iraquianos à UE têm 75% ou mais de chances de ser aprovados, mas a instituição se recusou a comentar a iniciativa belga.

‘Imoral’

Local onde bomba explodiu no Iraque (Foto: Hadi Mizban/AP)Image copyrightAP
Image captionPara governo belga, Iraque não oferece risco a todos os que pedem asilo; agência da ONU discorda

Para a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, a campanha é “imoral” e tem como objetivo “servir os interesses políticos” do controvertido secretário belga para Asilo e Imigração, Theo Francken.

“Não é necessário uma campanha para informar os candidatos ao asilo do que acontece aqui. Os próprios refugiados se passam informações. O que (Francken) quer é mostrar a seus eleitores que está fazendo algo para frear essa onda de imigração”, afirmou Philippe Hansmans, diretor da Anistia na Bélgica.

Francken, 37 anos, pertence ao partido nacionalista flamengo N-VA, de tendência xenófoba, e coleciona declarações racistas e polêmicas sobre imigrantes.

O secretário já chamou de “imbecis” os marroquinos, principal grupo estrangeiro com nacionalidade belga, culpou-os pela violência em Bruxelas e disse que seria “divertido” expulsar todos os muçulmanos da capital.

A oposição pediu que ele renunciasse ao cargo dias depois de ter tomado posse, em outubro de 2014, quando a imprensa revelou sua participação em uma festa realizada em homenagem a um antigo colaborador do nazismo.

Polêmica

Em quase um ano de mandato, Francken cortou mais de dois mil leitos em alojamentos para candidatos a refúgio e abriu cem novas vagas em centros de detenção de imigrantes ilegais, com o objetivo declarado de aumentar o número de deportações anuais.

“Ele conduz uma política repressiva contra os refugiados. A aceleração das deportações ao Afeganistão é um exemplo que levamos tempo criticando”, afirmou Hansmans.

O secretário belga de Asilo e Imigração, Theo Francken (Foto: Olivier Hoslet/EPA)Image copyrightEPA
Image captionO secretário belga de Asilo e Imigração, Theo Francken, cortou alojamentos para candidatos a asilo

A organização não governamental Coordenação e Iniciativas para Refugiados e Estrangeiros (Cire) observou que não é a primeira vez que um governo belga realiza uma campanha de dissuasão entre um determinado grupo de refugiados.

“A diferença é que nas outras vezes o secretário de Estado em questão foi até o país visado para transmitir diretamente a mensagem. Nesse caso, com o Iraque, é difícil que um secretário de Estado viaje a Bagdá, onde a situação é de instabilidade profunda”, disse Caroline Intrand, codiretora de Cire.

Tanto ela como Hansmans consideram que a campanha é contrária aos princípios da Convenção de Genebra, que garante proteção internacional aos refugiados e da qual a Bélgica é signatária.

“O governo envia uma mensagem de que os iraquianos não são bem-vindos na Bélgica, de que não vale a pena tentar exercer o direito que eles têm à proteção internacional, porque seu caso provavelmente será congelado”, afirmou Intrand.

A campanha no Facebook custou ao governo belga cerca de 200 euros (por volta de R$ 890) pela primeira semana de veiculação.

“É uma fase experimental. Depois dessa semana vamos analisar os resultados e provavelmente daremos continuidade, talvez com alguma adaptação”, explicou a porta-voz de Francken, que se diz “satisfeita” com a resposta que a campanha tem recebido.

“Vejo que tivemos muitas curtidas e muitos compartilhamentos. Quer dizer que está dando resultado”, afirmou.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151001_refugiados_belgica_mb_ab.shtml

Ataque a campo de refugiados da ONU mata 45 pessoas no Iêmen

Coalizão liderada pela Arábia Saudita promete continuar ofensiva até derrota dos rebeldes

SANAA – O campo de refugiados de Mazraq, em Haradth, foi atingido por explosões nesta segunda-feira, que deixaram pelo menos 45 mortos. Não está claro de onde partiu o ataque. Organizações humanitárias responsabilizam a aviões da coalizão árabe, que bombardeou pela quinta noite consecutiva os rebeldes xiitas perto da capital do Iêmen, Sanaa, e em outras regiões do país. Mas o governo atribuiu a culpa à artilharia dos rebeldes houthis.

O local é administrado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), que confirmou o ataque e se disse “extremamente preocupado” com o episódio. A organização Médicos Sem Fronteiras foi chamada para dar apoio e afirmou que 500 famílias haviam se instalado por lá recentemente. É possível que pelo menos 250 pessoas tenham ficado feridas, apesar de uma porta-voz ter falado inicialmente em 40.

Aviões de combate cruzaram o céu de Sanaa na noite de domingo e os bombardeios prosseguiram até pouco depois do amanhecer. A coalizão liderada pela Arábia Saudita prometeu a continuidade dos bombardeios até derrotar os rebeldes que lutam contra o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, atualmente refugiado em Riad.

Testemunhas acreditam que as posições dos insurgentes houthis, apoiados pelo Irã, e dos soldados da Guarda Republicana foram bombardeadas. Um acampamento militar da Guarda Republicana ao sul de Sanaa também foi atingido.

Na área ao redor de Marib, 140 km ao leste de Sanaa, radares e baterias de mísseis aéreos foram bombardeadas, segundo fontes locais. Já em conflitos localizados, pelo menos 21 houthis teriam morrido em conflitos com tribos.

Em Riad, o porta-voz saudita da coalizão afirmou que as operações devem ser intensificadas nos próximos dias contra os milicianos.

— Não terão nenhum lugar seguro — advertiu o general Ahmed Asiri sobre os houthis e os partidários de Saleh.

Os houthis são apoiados por unidades do exército leais ao ex-ditador Ali Abdullah Saleh, que deixou o governo em 2012, após um ano de protestos violentos.

A Arábia Saudita também abriu as portas para o apoio de todos os partidos que combatam os houthis, afirmou o gabinete do rei Salman em carta.

http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-campo-de-refugiados-da-onu-mata-45-pessoas-no-iemen-15731981