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Sharia em ação: Brasil celebra “acordo de cooperação cultural” com o reino do terror saudita

Pela manhã eu estava decidida a escrever um artigo sobre as tratativas do presidente Bolsonaro nos países muçulmanos, principalmente, quando uma renomada especialista em terrorismo islâmico – que vive nos EUA – entrou em contato enviando vasto material sobre o Qatar, país muçulmano que é o maior financiador global do terrorismo, enviando dinheiro para as “beldades genocidas” do Estado Islâmico e Al-Qaeda.
 
Como sei que há a tese do “dinheiro neutro” reivindicada pelo Liberalismo que defende a ideia do “comércio sem viés ideológico”, passei a tarde lendo matérias da mídia árabe e artigos diversos sobre terrorismo e segurança nacional, pois o meu país está fechando acordos em diversas áreas com estados totalitários, inclusive, nas área de defesa e diplomacia, fomentando também o “intercâmbio” entre diplomatas, além de uma inusitada COOPERAÇÃO CULTURAL com o berço do Islã – Arábia Saudita – o que deixa claro que não há apenas relação estritamente “econômica”, não é verdade?
 
Além disso, a imprensa árabe anunciou que haveria proposta saudita de um “Memorando de Entendimento” no tocante a vistos e seriam 7 (sete) acordos cunhados pela monarquia muçulmana que promove abertamente a promoção do wahabismo conhecido pelos ocidentais como “Islã radical”.
 
Portanto, mesmo não sendo nem um pouco complicado tecer comentários sobre as consequências de uma aproximação com os países visitados, acredito que por honestidade intelectual eu preciso saber o TEOR COMPLETO dos acordos firmados, que serão submetidos ao Legislativo para aprovação via decreto legislativo, conforme reza a Constituição Federal.
 
Todavia, uma importante informação não explorada pela extrema-imprensa que apoia a “retórica islamizadora”, causaria assombro aos brasileiros – não fosse o desconhecimento quase geral acerca da ameaça jihadista global – pois o nosso presidente firmou um “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, que em português claro significa “autorização” para Arábia Saudita ter plena liberdade de promover sua danosa doutrina wahabita no país, a qual é a base religiosa de grupos terroristas sunitas tais como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas, Boko Haram e muitos outros.
 
Aliás, se o prezado leitor se considera “conservador”, cabe perguntar: você considera correta a “cooperação cultural” com um Estado totalitário sanguinário que proíbe em seu território a construção de igrejas, sinagogas e templo de crenças que não sejam o Islã ortodoxo, além de promover atrocidades medievais?
 
E mais... você acha que será “producente” a remessa de milhões de dólares sauditas para investimentos diversos, inclusive, construção de mesquitas, massalas e centros islâmicos, além de investimentos pesados em escolas e universidades para darem continuidade ao processo de “romantização do Islã ortodoxo”, promovendo secretamente sua doutrina de ódio e terror contra os kafirs (infiéis)?
 
E com a captação de até US$ 10 bilhões oriundos do “reino do terror”, você acha que o Brasil vai ousar a levantar a voz nos foros internacionais contra a cruel perseguição aos cristãos em países muçulmanos? Aliás, você atentou para o fato de não ter havido no discurso do presidente Bolsonaro na ONU denúncia sobre o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS em países muçulmanos como a Nigéria, onde milhares de cristãos estão sendo exterminados por grupo muçulmano com o apoio tácito do governo?
Como eu sei que a pauta de denúncia da perseguição religiosa em países muçulmanos não atrai a maioria dos cristãos conservadores formadores de opinião, quero aproveitar o ensejo para lembrar que a Europa seguiu esse mesmo caminho do “Brasil liberal” que vê nas relações econômicas desprovidas de obediência a princípios e valores a solução para todos os problemas. Hoje, a França está à beira de uma guerra civil, conforme afirmou o chefe da segurança nacional, a DGSI (Direção Geral da Segurança Interna), Patrick Calvar.  
Disse Calvar, em 2016:

 

O extremismo está aumentando em toda parte, e agora estamos voltando nossa atenção para alguns movimentos de extrema direita que estão preparando um confronto”. Que tipo de confronto? “Confrontos intercomunitários”, disse ele, educado por “uma guerra contra os muçulmanos”. “Mais um ou dois ataques terroristas”, acrescentou, “e podemos muito bem ver uma guerra civil”.

Outro país que se engraçou com a “cooperação cultural” do mundo muçulmano atraído por sedutores petrodólares foi a Suécia. A advogada Judith Bergman escreveu interessante artigo intitulado A Suécia está em Guerra,  no qual lemos o seguinte:

A polícia escreveu no relatório de 2017 que conflitos étnicos globais são replicados nas áreas vulneráveis:

“… o judiciário [sueco] e o resto da sociedade [sueca] não entendem esses conflitos ou têm respostas sobre como eles podem ser resolvidos. A polícia, portanto, precisa ter um melhor conhecimento do mundo e compreensão dos eventos para A presença de retornados, simpatizantes de grupos terroristas como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e a Al-Shabaab e representantes de mesquitas salafistas, contribuem para as tensões entre esses grupos e outros moradores da região. vulneráveis. Desde o verão de 2014, quando um califado foi proclamado na Síria e no Iraque, as contradições sectárias aumentaram, especialmente entre sunitas, xiitas, cristãos levantinos e nacionalistas de origem curda “. (p 13)”

Por oportuno, creio ser fundamental exemplificar o “funcionamento” do processo de “expropriação cultural” que com uma mãozinha da esquerda progressista literalmente está arruinando a pátria francesa. No dia 19 de setembro, foi inaugurado  com a presença do Ministro do Interior, o Instituto Francês de Civilização Muçulmana. No evento o ministro enalteceu o projeto de um “Islã aberto” dedicado à “luta contra o preconceito”. O suntuoso prédio ao lado da Grande Mesquita, vai ofertar cursos de civilização muçulmana e idiomas, simpósios, conferências e debates para expandir a fé. No entanto, adivinha quem ajuda a financiar o projeto para desconstrução da França? É a Liga Islâmica Mundial, base diplomática e religiosa da Arábia Saudita sediada em Meca, que tem ” vínculo ” com a Federação de Muçulmanos Franceses.

Sabe quem mais compareceu à inauguração desse centro de islamização wahabita promovido pela Arábia Saudita? Mohammed Al-Issa, secretário geral da Liga Islâmica Mundial. Cabe noticiar as “indumentárias prodigiosas” de Mohammed descritas pelo jornal Le Fígaro:

“Mohammed Al-Issa, que lidera a Liga Islâmica Mundial, é creditado em mais de 500 execuções quando foi ministro da Justiça da Arábia Saudita de 2009 a 2015, e inúmeras ordens de tortura, incluindo a condenação do famoso Raif Badawi com 1.000 chicotadas. “

Se para um conservador não causa revolta saber que uma facínora torturador é prestigiado em evento que fortalece os “discursos de ódio” e ações jihadistas na França,  vale trazer à baila o parecer da especialista Razika Adnani sobre a doutrina que a Arábia Saudita quer compartilhar com o Brasil graças aos laços de cooperação cultural firmado sob a égide do modelo de liberalismo sem viés ideológico:

Os princípios do wahabismo e suas conseqüências no mundo e, especialmente, no mundo muçulmano não são um segredo. Portanto, é difícil admitir que os wahabitas se tornaram repentinamente pessoas que defendem uma linguagem de paz e solidariedade, denunciando o terrorismo islâmico e o obscurantismo. Se a Liga Islâmica Mundial denuncia o terrorismo, como explicar que homens e mulheres são decapitados publicamente na Arábia Saudita? Por que os seres humanos estão sendo intimidados porque têm opiniões diferentes sobre o Islã e a sociedade? “

Eu poderia escrever um livro pormenorizando os resultados catastróficos dos “laços de cooperação cultural” promovidos sob a justificativa de trazer desenvolvimento à Europa pós-cristã. De sorte que, a inserção do Brasil nessa “maracutaia islâmica” para espalhar a perigosa doutrina wahabita é simplesmente inadmissível e contrária aos nossos princípios!

Ora, se Bolsonaro quer celebrar “comércio” com a Arábia Saudita que já é o nosso maior parceiro comercial no Oriente Médio – com fluxo comercial entre os dois países atingindo US $ 4,4 bilhões em 2018 – deve mobilizar sua fragmentada bancada no Congresso para criminalizar a sharia (lei islâmica), a fim de evitar que o modus vivendi de uma doutrina religiosa medieval venha se instalar em nosso território.

Contudo, espero que parlamentares se mobilizem para impedir a implementação desse absurdo acordo de “cooperação cultural” estimulado por uma assessoria que parece ser completamente ignorante sobre o mundo muçulmano. E assim que tiver acesso aos “acordos” celebrados com os regimes totalitários islâmicos voltarei a escrever sobre o tema, frisando, desde já, que estou muito preocupada com a declaração de Bolsonaro para a mídia árabe afirmando que “o Brasil busca parceria ainda mais profunda com a Arábia Saudita”.

Se o nosso presidente não tomar cuidado, em algumas décadas o Brasil experimentará as mesmas mazelas sofridas pela Europa. O poderio islâmico se aprofundará em todos os níveis e pode desencadear um perigoso lema:”Islã acima de tudo, Alah acima de todos“.

 Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: ANBA

 

 

 

Visita de Bolsonaro a Israel e a “recompensa do crocodilo”

Por Andréa Fernandes

Chegou ao fim na quarta-feira a visita oficial[1] do presidente Jair Bolsonaro ao Estado de Israel. A viagem despertou “paixões nunca vistas” nesse país. Todos os passos do presidente foram seguidos ao “compasso de críticas dissonantes” e suas falas checadas ao “som da velocidade da luz”.

Como já era previsível, os “coristas da imprensa” anunciaram “saldo devastador” em relação à nossa política externa e pouco ganho efetivo para o Brasil. Nem mesmo o anúncio no primeiro dia da visita acerca da abertura de um escritório comercial[2] em Jerusalém – ao invés da mudança da embaixada de Tel Aviv para a capital indivisível do Estado judeu – fez sossegar os jornalistas, já que a Autoridade Palestina, demonstrou irritação convocando para consultas[3]  seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, o qual rotulou como “inoportuna” e desnecessária” a decisão do presidente.

Contudo, segundo o jornal BBC, Bolsonaro informou que pretende até o final do seu mandato presidencial concluir a mudança da embaixada para Jerusalém[4]. Afinal de contas, não foram os palestinos que elegeram o presidente de um país de maioria cristã cansada de observar o alinhamento com ditaduras islâmicas.

O jornal ‘O Globo’ foi mais adiante no “pântano de horrores midiáticos” se socorrendo do seu saudosismo da “era Lula” pontuando que em 2010, o ex-presidente em viagem ao Oriente Médio, não apenas visitou Israel, mas também, Ramallah, Belém e Jordânia, frisando que foi articulada a participação do Brasil em uma negociação entre israelenses e palestinos para uma paz duradoura[5]. O leitor leigo nas questões políticas daquela região distante do mundo poderia até pensar nas supostas “boas intenções” e possibilidades de “êxito” do ex-presidente que hoje cumpre pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro[6], mas a realidade não corrobora as inferências do jornal, senão vejamos: Lula nunca teve interesse em privilegiar relações saudáveis com “países democráticos” em sua nefasta política externa e a sua proposta como “mediador” do conflito israelo-palestino foi um “fracasso retumbante”[7].

Conforme bem frisado no artigo Sete ditaduras financiadas pelo governo brasileiro nos últimos anos[8], de autoria de Felippe Hermes, a busca em ampliar o comércio com nações periféricas aproveitando-se dos seus ganhos com a alta de preços de produtos como petróleo, levou Lula a peregrinar por África e Oriente Médio como poucos presidentes do mundo, concretizando sua senda em prol do totalitarismo ao afirmar não podemos ter preconceito com países não democráticos, pronunciamento este realizado em 2009, na Cúpula das Nações Africanas. Como se vê, a relação promíscua de Lula apoiando ditaduras sanguinárias vai muito além dos contratos secretos do BNDES, que a partir de 1998 até 2014 financiou mais de 2.000 empréstimos para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior[9].

Assim, a pergunta que incomoda é a seguinte: considerando o “pragmatismo responsável” ressaltado por internacionalistas progressistas defensores da política externa adotada por Lula, quais “os ganhos” alcançados após o mesmo abraçar “ditadores carniceiros” como Muanmar Gaddafi e Bashar al-Assad em suas 5 viagens aos países muçulmanos? Se considerarmos que à época, Lula afirmava que seu objetivo era vender os produtos do Brasil para esses países totalitários islâmicos, a balança comercial desmentiu o petista, pois antes das viagens era positiva em 850% e no fim do governo o saldo diminuiu para 795%. Por outro lado, os ganhos sob as perspectivas culturais e diplomáticas dificilmente serão aferidos, uma vez que não era praxe governamental um modelo de transparência de suas ações, impedindo o acesso às informações sobre o resultado e/ou teor dos tratados firmados como no caso do suposto acordo com o Líbano no tocante ao combate ao narcotráfico[10]. Vale lembrar que o referido país abriga o grupo terrorista islâmico Hezbollah, que “coincidentemente” tem fortes vínculos com a facção criminosa PCC.

Ao contrário de Bolsonaro, Lula não recebeu críticas ferrenhas por seu alinhamento improdutivo com ditaduras árabes ovacionando déspotas de regimes condenados internacionalmente por não autorizarem eleições livres, além de promoverem repressão a minorias e violações diversas dos direitos humanos, inclusive, perseguição religiosa. De 2003 à 2011, o Brasil recebeu visitas oficiais de pelo menos 12 ditadores e alguns se reuniram com Lula no exterior, sendo certo que os protestos de ativistas de direitos humanos e da comunidade judaica não inibiram o petista ao festejar o recebimento em solo brasileiro do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, defensor da tese de negacionismo do Holocausto,  “famoso” também por suas declarações prometendo riscar Israel do mapa objetivando mais um genocídio de judeus, bem como “declamando” ódio aos homossexuais. Com isso, percebe-se que Lula era afeito às “bestas-feras”: não há dúvidas quanto a isso!

Voltando ao obscuro “entendimento acadêmico” de “pragmatismo responsável” para justificar a primazia do alinhamento com a agenda comuno-islâmica, o professor de História das Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em política externa brasileira, Williams da Silva Gonçaves, salientou que esses encontros com ditadores genocidas não seriam censuráveis porque “vêm naturalmente para um país com aspirações internacionais como o Brasil”[11], o que revela ser “natural” apoiar ações repressivas de Estados totalitários, desde que a cartilha ideológica seguida pelos mesmos seja comunista ou islâmica. “Antinatural”, na concepção dos professores-ativistas, é se alinhar ao Estado de Israel apoiando o seu direito de defender os seus nacionais em relação aos ataques terroristas de uma facção palestina que estatuiu em sua Carta constitutiva[12] o “dever” de exterminar judeus com base nos seus preceitos religiosos classificados como “pacíficos” pela grande mídia. Todavia, no meu dicionário de política externa, essa prática de ocultar atrocidades dos jihadistas tem nome: “relativismo irresponsável”!

Outro tema que incomodou a imprensa foi a manifestação do Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo confirmada por Bolsonaro de que o nazismo seria um movimento de esquerda. A ira midiática mostrou sua face totalitária contestando raivosamente a concepção do presidente, e nesse caso particular, apoiou-se no entendimento esposado pela direção progressista do Yad Vashem considerando o nazismo um regime de direita radical[13], sem aventar as muitas discussões acadêmicas que estão distantes de alcançar consenso sobre a questão. Quanto ao assunto, sugiro leitura do artigo do professor George Reisman intituladoPor que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário, e também o texto “Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou ‘terceira via?’” do historiador econômico Chris Calton.

Entrementes, o melhor termômetro  para medir a temperatura do relativismo midiático foi além do desprezo aos vários instrumentos bilaterais de cooperação celebrados com o Estado judeu[14] e a reunião com cerca de 200 empresários[15] o apoio tácito à manifestação do grupo terrorista Hamas que alcançou importante “status” de ator político relevante ao ponto do jornal ‘O Globo’ publicar matéria com título Hamas condena visita de Bolsonaro e diz que presidente viola leis internacionais. No bojo da notícia, o grupo islâmico, que tem consignado em seu estatuto de fundação o dever de promover genocídio contra os judeus, é definido como organização islâmica que controla a Faixa de Gaza. Os ataques contínuos de terroristas do grupo contra inocentes civis israelenses, utilizando, inclusive, crianças e mulheres como escudos humanos em violação às leis internacionais, não é considerado pelo jornal motivo para retratá-lo como “pária” indigno de emitir opinião sobre as decisões do representante de um país democrático que não é regido pela sharia (lei islâmica) condutora da jihad contra Israel.

Ao atribuir “lugar de fala” para um sanguinário grupo terrorista islâmico, a mídia consagra a proposição aventada pelo internacionalista Gil C. Montarroyos, quando afirma queas ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma nova ordem global a fim de se perpetuarem como ‘global players’ do sistema internacional[16]”. Desse modo, é plenamente “compreensível” a imprensa brasileira não festejar o acordo entre Brasil e Israel visando o combate ao crime organizado e terrorismo, pelo que, a partir de agosto, um representante da polícia israelense estará em São Paulo para supervisionar cooperação com a polícia brasileira no embate mútuo contra lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outras modalidades de crime[17]. Por que a grande mídia se importaria em reconhecer como ponto positivo uma viagem ao exterior que trata do fortalecimento da agenda de segurança interna num país com “apenas” 51.589 mortes violentas no ano de 2018[18]? O que importa para o brasileiro não seria apenas “as arroubas” da balança comercial com os países árabes predadores?

A possibilidade da intelligentsia israelense ajudar a promover avanços no Brasil assusta por demais a mídia comprometida com as pautas terroristas do Hamas e da própria Autoridade Palestina, os quais estão centrados na “jihad” para a formação de um Estado islâmico comprometido com a destruição do Estado judeu. Na verdade, o risco maior que apavora a mídia e alguns outros “setores” da sociedade brasileira é a hipótese da opinião pública descobrir que o maior exportador mundial de proteína halal – que tanto teme sofrer boicote dos países árabes e Irã, prejudicando seu comércio potencial em um mercado de aproximadamente 1,8 bilhão de consumidores  pode despertar investigações sobre denúncias referentes ao financiamento do terrorismo, visto que os produtos halal exigem compra de certificação de alguma entidade islâmica e muitas delas são acusadas de dar apoio financeiro a atividade de jihadismo/terrorismo no Ocidente.

Em 2015, o jornal Daily Telegraph noticiou que uma das maiores entidades certificadoras, a “Halal Certification Authority”, enviava grandes quantias para a organização humanitária islâmica global “Human Appeal InternationalI”, listada pela CIA e FBI[19] como um canal para fundos terroristas  há 19 anos, que aliás, foi banida por Israel há quase 11 anos[20]. Logo, a cooperação israelense na área de segurança pode, num futuro próximo, tornar “indigesta” a narrativa carnívora” da imprensa focando a exportação de proteína halal como um “negócio bilionário das Arábias[21]” esquecendo que o brasileiro não deseja “roer o osso” do financiamento do terrorismo no contexto de ameaça global que em algum momento há de reverberar em âmbito local.

O ardil instintivo de entidades e países muçulmanos que financiam o terrorismo global é muito bem representado no provérbio árabe que diz vou recompensá-lo com a recompensa do crocodilo, o qual foi explicado pelo autor do século VIII d.C, Aljahiz, que relata:

Ouça o que conta a respeito do crocodilo: os fiapos da carne que ele come se juntam nos vãos de seus dentes, que se enchem de vermes. Como isso lhe faz mal, o crocodilo se dirige até a margem, joga o corpo para trás e abre a boca como se estivesse morto. Presumindo que ele esteja de fato morto, as aves posam em sua boca e comem os vermes. Assim que percebe que sua boca está limpa de vermes, ele a fecha e engole as aves[22].

Enquanto o presidente e seus filhos são apresentados como a “matilha pitbull” da América Latina, a “recompensa do crocodilo” aguarda as imprudentes “aves brasileiras” cujas asas são guiadas em “voos mortais” pela imprensa submetida à sharia (lei islâmica). Portanto, inobstante o custo político a ser encarado por Bolsonaro para enfrentar a “alcateia global”, a sempre necessária “cautela” aconselha: “bocarra escancarada” com supostas “facilidades lucrativas” é convite ao terror.

 

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem BBC

[1] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/presidente-jair-bolsonaro-faz-viagem-a-israel/7500334/

[2] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/04/02/unico-escritorio-comercial-do-brasil-semelhante-ao-de-jerusalem-fica-em-taiwan-diz-itamaraty.ghtml

[3] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/31/palestina-condena-abertura-de-escritorio-brasileiro-em-jerusalem-e-chama-de-volta-embaixador.ghtml

[4] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[5] https://oglobo.globo.com/mundo/contra-abertura-de-escritorio-do-brasil-em-jerusalem-palestina-chama-de-volta-embaixador-23564228

[6] http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2019-02/lula-e-condenado-12-anos-de-prisao-em-processo-sobre-sitio

[7] https://www.academia.edu/3607294/Emerging_Powers_and_the_Israeli-Palestinian_Conflict_The_Case_of_Brazil_and_Venezuela

[8] https://spotniks.com/7-ditaduras-financiadas-pelo-governo-brasileiro-nos-ultimos-anos/

[9] https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985

[10] https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/11/11/lula-abracou-ditadores-mas-comercio-com-arabes-ainda-e-infimo/

[11] https://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/24/ult5773u3040.jhtm

[12] https://www.chamada.com.br/mensagens/estatuto_hamas.html

[13] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/02/internacional/1554216611_825972.html

[14] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[15] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/04/02/bolsonaro-se-reune-com-empresarios-no-ultimo-dia-de-viagem-a-israel.ghtml

[16] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2019/04/01/marxismo-e-isla-de-maos-dadas-com-o-terror/

[17] https://www.jpost.com/Breaking-News/Israel-Brazil-sign-agreement-to-fight-terror-organized-crime-together-585362

[18] https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/02/27/numero-de-mortes-violentas-cai-mais-de-10-no-brasil-em-2018.ghtml

[19] https://clarionproject.org/uk-taxpayers-funding-charities-linked-terrorist-groups/

[20] https://www.dailytelegraph.com.au/blogs/piers-akerman/why-halal-food-process-is-leaving-such-a-bad-taste/news-story/ba8b0de8614887f503d024dda40563ff

[21] https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2019/03/aproximacao-entre-bolsonaro-e-israel-pode-afetar-o-mercado-bilionario-de-carne-halal-no-brasil.html

[22]https://books.google.com.br/books?id=fogcCAD46hEC&pg=PT497&lpg=PT497&dq=prov%C3%A9rbio+%C3%A1rabe+%27Vou+recompens%C3%A1-lo+com+a+recompensa+do+crocodilo%27&source=bl&ots=hF-3NFB4p3&sig=ACfU3U1JyNa76qUUI4VtOKoGMvvQNvO9Yg&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwja8eqw77XhAhVSILkGHeq8ByEQ6AEwBnoECAgQAQ#v=onepage&q=prov%C3%A9rbio%20%C3%A1rabe%20’Vou%20recompens%C3%A1-lo%20com%20a%20recompensa%20do%20crocodilo’&f=false

Trump e o “canto da serpente”

Na semana passada, Donald Trump recebeu calorosamente o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em sua primeira visita aos Estados Unidos, oportunidade em que o presidente exaltou a venda de equipamentos militares como um impulso à criação de emprego para norte-americanos, apesar das críticas acerca do envolvimento saudita na “guerra por procuração” travada contra o Irã em território iemenita.

O príncipe Salman havia agendado visita ao Egito, Reino Unido e Estados Unidos,  objetivando por em prática sua campanha para mudar a imagem do reino mostrando ao Ocidente que a Arábia Saudita estaria aberta à visitação. E prontamente, a porta-voz da presidência, Sarah Sanders, proferiu comunicado declarando : “o presidente espera poder discutir formas de fortalecer os laços entre Estados Unidos e a Arábia Saudita[1]”.

Realmente, o poder bélico estadunidense exerceu influência poderosa para o “fortalecimento de laços” euforicamente enaltecidos por Trump e Mohammed. Contudo, segundo a rede CNN, o príncipe herdeiro teria se sentido “humilhado” quando o presidente americano mostrou gráficos expondo as vultosas aquisições sauditas em relação aos equipamentos militares dos Estados Unidos, abrangendo, dentre outros, navios, defesa antimísseis, aviões e veículos de combate[2].

Constrangimentos à parte, Mohammed teve motivos para largos sorrisos: o Departamento de Estado norte-americano já submeteu ao Congresso a aprovação de possível venda de milhares de mísseis antitanque TOW, parte de um pacote maior de US$ 1 bilhão, que também inclui a manutenção de helicópteros e peças de reposição para veículos militares.

Às aquisições acima, devem ser somadas a possível venda de US$ 300 milhões em peças para a frota de tanques Abrams e veículos blindados da Arábia Saudita, bem como equipamentos e serviços no valor de US$ 106,8 milhões para a frota de helicópteros militares do reino[3].

De acordo com a imprensa, Trump e Mohammed discutiram um acordo de 2017, orçado em US$ 200 bilhões em investimentos sauditas com os Estados Unidos, incluindo grandes compras de equipamentos militares, reforçando a tese de que as mencionadas vendas contribuiriam para a criação de 40.000 empregos[4]. Todavia, Mohammed, arriscou dizer em inglês que os investimentos serão de US$ 400 bilhões, assim que forem totalmente implementados, em dez anos.

Em retribuição à oferta de investimento saudita, Trump além de declarar que os laços que unem os dois países estão fortes como sempre, teceu elogios ao rei Salman, afirmando que teria tomado uma “decisão muito sábia”, declarando ainda que sentia falta do rei, chamando-o de “um homem muito especial”.

Importante ressaltar que o príncipe herdeiro alvoroçou não somente Trump, mas outras autoridades influentes que fizeram “fila” para reuniões, incluindo o secretário de defesa, tesouro e comércio, o diretor da CIA e líderes do Congresso (democratas e republicanos).

Para coroar o discurso regado a “sangrentos petrodólares”, Trump criticou o Irã dizendo: “O Irã não tem tratado essa parte do mundo, ou o próprio mundo, apropriadamente. Muitas coisas ruins estão acontecendo no Irã”.

A declaração presidencial me incomoda… Como assim? “Muitas coisas ruins” também não estariam acontecendo na aliada Arábia Saudita? Porém, já me “corrijo” reconhecendo que os interesses geopolítico e comercial “eclipsam” o enfoque dos “direitos humanos” para a mídia mainstream e comunidade internacional no que tange às “nações amigas da onça”.

Mohammed tem impactado muitas lideranças ocidentais por conta de algumas  decisões que são recebidas pelos desavisados como a defesa de um “Islã moderado” em detrimento do fundamentalismo característico do país exportador da “doutrina whahabita”, que embasa ações terroristas em todo mundo. Certamente, os amigos de Mohammed desconsideram máculas importantes no “currículo real” do moço de 32 anos que promoveu a detenção de alguns dos homens mais ricos e poderosos de seu país numa fraudulenta “campanha anticorrupção”, denunciada como parte de tomada autoritária do poder violando a lei.

Outrossim, o príncipe herdeiro é um dos responsáveis pela catástrofe humanitária que assola o país mais pobre do mundo árabe. Ao iniciar a guerra no Iêmen, Mohammed era ministro da defesa e nada fez para coibir as violações dos direitos humanos que a Arábia Saudita vem perpetrando junto com seus aliados na guerra contra os rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã. Os ataques aéreos da coalizão que lidera e o bloqueio de portos iemenitas vêm causando milhares de mortes entre os civis e a mais grave crise humanitária da atualidade, classificada como “catástrofe humanitária” por especialistas em direitos humanos.

Os horrores promovidos pela “monarquia do terror” incitaram Trump a reprovar as ações sauditas exigindo no ano passado o fim “imediato” do bloqueio imposto para a chegada de assistência humanitária ao país com mais de 11 milhões de pessoas esfaimadas. Porém, o presidente dos EUA não aceita o corte da ajuda para as operações militares do reino e o seu desejo foi acatado pelo Congresso, que rejeitou a resolução propondo o encerramento do apoio americano à campanha militar saudita que já matou mais de dez mil pessoas.

A postura de Trump tem se revelado decepcionante. Em tempos de campanha eleitoral, era a democrata Hillary Clinton a impetuosa defensora do reino apresentando-o como “força de paz e estabilidade”, enquanto Trump o criticava com veemência. Vale trazer à lembrança as palavras de Trump após os “atentados de 11 de Setembro”, acusando Riad de ser “o maior financiador mundial de fundos para o terrorismo”.

Disse Trump: “a monarquia petrolífera utiliza nossos petrodólares – o dinheiro nosso – para financiar os terroristas que buscam destruir nosso povo enquanto os sauditas contam conosco para protegê-los”. Durante a campanha, o então candidato republicano ameaçou bloquear as importações de petróleo saudita se o país não se engajasse na luta contra o Estado Islâmico.

Sete meses após a eleição, a primeira visita oficial do presidente Trump ao exterior foi justamente na Arábia Saudita. O republicano preferiu “esquecer” do relatório de inquérito parlamentar (2002) sobre os “atentados de 11 de setembro”, indicando que as autoridades sauditas prestaram assistência material para os terroristas/sequestradores e o grupo al-Qaeda. A “memória curta” deve ser também culpada pelo esquecimento de Trump em relação ao e-mail de 2014, divulgado pelo WikiLeaks, onde Hillary se queixava das autoridades sauditas e do Qatar, suspeitas de fornecerem apoio financeiro e logístico clandestino a grupos sunitas radicais na região”, leia-se, “facções terroristas islâmicas”.

Lamentavelmente, justificativa de “viés econômico” vem servindo para Trump trair compromissos de campanha abraçando a “serpente do deserto”. As “benfeitorias enganosas” de Mohammed  não escondem o “projeto de poder” vislumbrado pela jihad  (guerra santa) lançada por Maomé há mais de 1.400 anos, exigindo a submissão de toda terra ao Islã. A maior prova de que a Arábia Saudita continuará promovendo o terror no Ocidente vem dos seus próprios livros didáticos que ensinam a violência e ódio contra minorias[5].

Trump não teve “coragem” de criticar o conteúdo intolerante dos livros didáticos sauditas exaltando a jihad como luta contra não-muçulmanos, prescrevendo a execução de apóstatas e daqueles que zombam de deus ou do seu profeta Maomé, além de ensinar a humilhar não-muçulmanos e alertar os muçulmanos a não se associarem com os infiéis. Acreditar que um país islâmico conhecido como Dar al-islam (terra do Islã), que cultua a “jihad” contra o Ocidente vai negar a fé celebrando a “paz” com Darl al-Harb (terra da guerra)  é, no mínimo, patético.

Definitivamente, o “infiel Trump” caiu no “canto da serpente”…

[1] https://g1.globo.com/mundo/noticia/trump-recebera-principe-herdeiro-saudita-em-20-de-marco.ghtml

[2] https://www.haaretz.com/middle-east-news/trump-humiliated-saudi-crown-prince-while-boasting-about-arms-sales-1.5938561

[3] http://www.arabnews.com/node/1271866/saudi-arabia

[4] https://af.reuters.com/article/africaTech/idAFL1N1R214P

[5] https://www.middleeastmonitor.com/20180325-us-religious-freedom-body-urges-saudi-to-prioritise-textbook-reform/

 

EUA e Rússia anunciam acordo para cessar-fogo na Síria

Washington e Moscou afirmam que cessação dos combates começa em 12 de setembro, data de feriado muçulmano. Medida abre caminho para uma solução política ao conflito que eclodiu em 2011 e já matou mais de 200 mil pessoas.

Estados Unidos e Rússia chegaram, nesta sexta-feira (09/09), a um acordo inicial para uma cessação das hostilidades na Síria. O acordo abre caminho para uma solução política para o conflito que eclodiu em 2011, já matou mais de 200 mil pessoas e resultou no deslocamento de praticamente a metade da população síria.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro do Exterior da Rússia, Sergey Lavrov, disseram que o cessar-fogo começará em 12 de setembro, quando muçulmanos observam o feriado religioso Eid al-Adha, e compreenderá a paralisação total de todas as operações de combate, incluindo os bombardeios aéreos.

“Hoje, os Estados Unidos e a Rússia anunciam um plano que, esperamos, venha reduzir a violência, o sofrimento e facilite o caminho em direção à paz negociada e a uma transição política na Síria”, afirmou Kerry.

O chefe da diplomacia americana afirmou também que os Estados Unidos acreditam que a Rússia tem a capacidade de pressionar o presidente sírio, Bashar al-Assad, para acabar com o conflito e sentar-se à mesa das negociações.

“Se o plano for executado em boa fé […] este pode ser um momento em que os esforços e as negociações multilaterais na mesa diplomática se consolidarão e poderiam enfim prover o povo sírio com uma transição política”, disse Kerry.

No entanto, o secretário de Estado americano alertou que o acordo é uma “oportunidade” para todas as partes envolvidas no conflito, acrescentando que os acordos apenas se manterão se houver medidas concretas no solo sírio, no campo de batalha.

Por um lado, Kerry pleiteou que todos os grupos de oposição na Síria necessariamente devam aderir ao cessar-fogo, Por outro, ele acrescentou que o acordo também estipula que o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, “não executará missões aéreas de combate onde oposicionistas estão localizados”, medida classificada de alicerce da cessação das hostilidades.

Por fim, o secretário de Estado dos EUA anunciou que foi decidido que, após um período de sete dias de respeito desta trégua, ambos países realizarão ataques coordenados contra posições dos grupos terroristas Frente Fateh al-Sham (antiga Frente Al Nusra) e “Estado Islâmico” (EI).

http://www.dw.com/pt/eua-e-r%C3%BAssia-anunciam-acordo-para-cessar-fogo-na-s%C3%ADria/a-19541424

Erdogan ameaça barrar acordo com UE sobre refugiados

Em encerramento de cúpula da ONU, presidente turco afirma que ratificação da medida depende da isenção de visto prometida pelo bloco. UE espera de Ancara, porém, alteração na polêmica legislação antiterrorismo.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou nesta terça-feira (24/05) barrar o acordo com a União Europeia (UE) sobre refugiados, caso o bloco não garanta a isenção de visto para cidadãos turcos.

No discurso do encerramento da Cúpula Humanitária Mundial, promovida pelas Nações Unidas em Istambul, Erdogan lembrou que o acordo prevê que a isenção de vistos entre em vigor no início de julho.

“Se a isenção de visto não acontecer, nenhuma decisão e legislação para a readmissão do acordo sairá do Parlamento turco. Nossos ministros do Exterior terão que negociar com os europeus. Se houver resultado, ótimo. Se não houver, me desculpe”, disse Erdogan.

A isenção de visto para cidadãos turcos está prevista no acordo entre a UE e a Turquia para diminuir o fluxo migratório em direção ao bloco. Porém, Ancara deve alterar a legislação antiterrorismo no país, que prevê a prisão de jornalistas e críticos do governo. Erdogan se recusa a revisar a lei, e o impasse coloca em risco o acordo.

Durante o discurso, Erdogan ressaltou também que os fundos prometidos para a Turquia pela União Europeia referentes ao acordo sobre a crise migratória ainda não foram liberados. “A Turquia não está pedindo favor, o que queremos é honestidade”, argumentou.

Ancara se comprometeu a receber refugiados sírios que entraram ilegalmente na Grécia. Em contrapartida, a UE concedeu 6 bilhões de euros ao país para financiar o alojamento dos migrantes, além de aceitar receber refugiados que se encontram na Turquia.

As declarações do presidente turco foram feitas um dia após seu encontro com a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel. Na ocasião, Merkel descartou a isenção de visto para turcos já em julho e ressaltou que Ancara precisa cumprir as exigências da UE para garantir a medida.

http://www.dw.com/pt/erdogan-amea%C3%A7a-barrar-acordo-com-ue-sobre-refugiados/a-19281029

Eurodeputados criticam acordo entre UE e Turquia

Parlamentares alegam que acordo em troca de ajuda para conter fluxo migratório dá muito poder a Ancara. Críticos ressaltam que crise de refugiados não deve ser confundida com adesão da Turquia ao bloco.

As principais lideranças do Parlamento Europeu se posicionaram nesta quarta-feira (08/03), em Estrasburgo, contra a proposta de acordo entre a União Europeia (UE) e a Turquia em troca de apoio para frear o fluxo migratório em direção à Europa. Os parlamentares acusaram a UE de estar entregando “as chaves do bloco” para Ancara.

“Esse acordo não pode ser uma forma de negociata na pele de refugiados”, afirmou Gianni Pittella, o líder dos socialistas, ressaltando que a negociação sobre a crise migratória não deveria ser confundida com a adesão da Turquia ao bloco.

A mesma opinião foi defendida pela líder da bancada de esquerda, Gabriele Zimmer. “Não se pode negociar pessoas ou direitos fundamentais. Nunca estivemos tão longe de uma solução europeia”, ressaltou.

Já o líder da bancada Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, Guy Verhofstadt, afirmou que o acordo é altamente problemático, pois Ancara teria muito poder para determinar quem é refugiado e quem podem entrar na Europa. Um curdo do Iraque poderia ter o acesso negado, exemplificou.

Syed Kamall, da bancada Conservadores e Reformistas, também criticou a proposta, que considerou não ser fundamentada em leis europeias. “Há um ou dois líderes negociando sem consultar os outros países. Tenho dificuldade em ver o quanto se esse acordo é legal ou prático”, ressaltou.

Os parlamentares alertaram ainda sobre fazer muitas concessões à Turquia e sobre o crescente autoritarismo do presidente Recep Tayyip Erdogan, citando como exemplo as intervenções sobre meios de comunicação e os ataques contra os curdos.

Até mesmo o líder do grupo do Partido Popular Europeu, o alemão Manfred Weber, membro da União Democrata Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, criticou o acordo. “Deve haver uma parceria e não uma dependência da Turquia”, disse, ressaltando seu ceticismo sobre a adesão da Turquia ao bloco, devido, por exemplo, aos “inaceitáveis ataques a jornais”.

Proposta polêmica

A Turquia apresentou na segunda-feira um plano em troca do apoio para frear o fluxo migratório, no qual solicitou mais 3 bilhões de euros à UE até 2018, além dos 3 bilhões já prometidos em novembro. Além disso, Ancara pediu a isenção de visto para cidadãos turcos na União Europeia e a aceleração das negociações para o ingresso do país no bloco.

Em troca, a Turquia se compromete a acolher todos os refugiados que chegarem à Grécia e não obtiverem asilo e está disposta a readmitir todos os imigrantes que não vêm da Síria e todos os que foram interceptados em suas águas territoriais, além de adotar medidas enérgicas contra os traficantes de pessoas.

A proposta está sendo analisada por líderes europeus. Muitos se mostraram favoráveis as medidas. Após a cúpula da UE com a Turquia, Merkel afirmou que foram “dados passos qualitativos” e ressaltou que um acordo entre o bloco e Ancara pode ser fechado no encontro marcado para os dias 17 e 18 de março.

CN/lusa/afp/dpa

http://www.dw.com/pt/eurodeputados-criticam-acordo-entre-ue-e-turquia/a-19105376

 

A Decadência do Papa

Francisco anuncia acordo árabe-vaticano.

O Vaticano anunciou neste sábado, 2, a entrada em vigor do acordo assinado entre a chamada Santa Sé e a Autoridade Palestina. No seu ponto principal, o acordo visa unir vaticanistas e árabes residentes em Israel na defesa da ideia de “dois Estados”. Autoridades católicas anteciparam que um dos objetivos é “reconhecer uma Palestina independente”.

Com o ambicioso desafio de mediar uma “solução negociada e pacífica para o conflito na região”, o acordo hoje anunciado inclui um preâmbulo e 32 artigos, nos quais se abordam “aspectos essenciais da vida e da atividade da igreja na Palestina” (sic), indicou o Vaticano, num comunicado.

O acordo foi assinado no passado dia 26 de Junho e apoia a solução de “dois Estados”, indicou na época um porta-voz eclesiástico. Quando revelou o conteúdo do acordo, o Vaticano estimou que poderá ajudar ao reconhecimento de uma Palestina“independente”.

O texto dá seguimento ao Acordo de Base firmado pela Santa Sé e pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 15 de Fevereiro de 2000 e é resultado das negociações desenvolvidas por uma comissão de trabalho bilateral durante os últimos anos.

Quatro meses depois de ter assinado o acordo com a Santa Sé, os palestinosvoltaram à mesa de negociação, desta vez nos Estados Unidos, quando firmaram os acordos de Camp David, em Julho daquele ano.

De nada valeram as assinaturas de Yasser Arafat, na época líder da OLP, nos documentos apresentados, pois em Setembro daquele mesmo ano os palestinos iniciaram a Segunda Intifada contra os judeus israelenses.

No dia 27 de Setembro de 2000, militantes da OLP assassinaram um colono judeu no assentamento israelense de Netzarim dando início ao caos.

O longo conflito estendeu-se até o dia 5 de Fevereiro de 2005, terminando por ocasião da conferência de paz de Sharm el-Sheikh.

Ao final, 1.074 judeus estavam mortos, sendo que 773 eram civis.

Este foi o resultado dos “acordos de paz” que estão na base do acordo anunciado na tarde deste sábado pela Santa Sé.

O documento hoje divulgado não limita-se apenas à pretensão do Papa de mediar a criação de um Estado Palestino na região, mas também anuncia regulamentos do funcionamento da igreja católica na Judeia e Samaria, como o regime fiscal das suas propriedades e a anexação de serviços, como o militar, para o seu pessoal.

Além disso, abrange os lugares santos e confirma que o conceito de “santidade” é “fonte de obrigações para as autoridades civis”, em relação com a “autoridade e a jurisdição canônica” da igreja católica.

Ao afagar terroristas, Francisco corre o risco de afogar o seu pontificado.

https://noticiasdesiao.wordpress.com/2016/01/02/a-decadencia-do-papa/

ONU pressiona por acordo final de unidade na Líbia

A Organização das Nações Unidas na segunda-feira incitou facções em conflito na Líbia para chegar a acordo sobre um governo de unidade depois de terem sido oferecidas propostas para aliviar preocupações sobre a distribuição regional, em um acordo de partilha de poder apoiado pela ONU.

A ONU disse em um comunicado depois de consultas com ambos os lados que a proposta do conselho presidencial seria ampliada de seis para nove membros, incluindo um primeiro-ministro, cinco vice-premiers e três ministros. Os membros de dois parlamentos rivais da Líbia foram programados para atender separadamente para discutir a proposta da ONU na terça-feira.

O produto de meses de negociações, a proposta das Nações Unidas para um governo nacional, inclui membros de ambas as facções e tenta refletir o equilíbrio regional tradicional da Líbia. Os linhas-duras têm resistido ao negócio.

Quatro anos após a queda de Muammar Kadafi, o Estado norte-Africano está atolado em um conflito entre dois governos rivais e coalizões soltas de facções armadas que estão de volta em uma luta pelo controle. Reconhecido pelo governo da Líbia e seu parlamento eleito têm operado fora da cidade oriental de Tobruk, já que a facção armada da “Amanhecer líbio”  tomou a capital Tripoli no ano passado, e estabeleceu um governo e restabeleceu o antigo Parlamento.

O país não tem exército nacional. Milícias rebeldes lutaram juntas contra Kadafi em 2011, mas, em seguida, voltaram-se umas contra os outras e muitas vezes são mais leais às suas cidades ou tribos ou ao leste, oeste da Líbia ou regiões do sul do que ao Estado. Os governos ocidentais vêem o acordo das Nações Unidas como a melhor opção para lidar com a crise da Líbia, o que tem permitido aos combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS) ganhar terreno e traficantes de pessoas  tirar vantagem do caos para enviar milhares de migrantes para a Europa. A União Europeia diz que um governo de união traria mais ajuda financeira e treinamento de apoio para reconstruir um exército nacional, mas as autoridades também estão cogitando sanções contra líderes políticos que bloqueiam um acordo.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/11/03/U-N-pushes-for-final-Libyan-unity-agreement.html

Parlamento do Irã aprova acordo nuclear com grandes potências

Decisão permitirá a aplicação do acordo, acertado há três meses.
Suspensão das sanções permitirá ao Irã estimular sua economia.

Os deputados iranianos aprovaram nesta terça-feira (13) o acordo nuclear concluído com as grandes potências há três meses, o que permitirá sua aplicação, informou a imprensa oficial.

Com 161 votos a favor, 59 contrários e 13 abstenções, os parlamentares aprovaram o acordo que prevê a suspensão das sanções internacionais contra o Irã em troca do compromisso do país de não produzir armamento atômico e de reduzir o programa nuclear civil.

A votação encerra um intenso debate entre os defensores do acordo e seus críticos – os conservadores, que são maioria no Parlamento -, que consideravam que o texto favorecia mais as grandes potências do que Teerã.

Mas os conservadores foram obrigados a considerar que o acordo foi aceito pelo guia supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

A aprovação no Parlamento aconteceu depois que os republicanos americanos, maioria no Congresso em Washington, não conseguiram derrubar o acordo.

Desta forma, nada impede mais a aplicação do acordo por parte dos signatários: Irã, Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha.

A suspensão das sanções permitirá ao Irã estimular sua economia, enquanto as grandes potências consideram que a ameaça nuclear iraniana será reduzida, em uma região de muitos conflitos.

O acordo foi anunciado em 14 de julho em Viena, depois quase dois anos de intensas negociações.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/parlamento-do-ira-aprova-acordo-nuclear-com-grandes-potencias.html

Netanyahu praises Sisi’s call to expand Egypt-Israel peace to other Arab states

Prime Minister Benjamin Netanyahu on Sunday praised Egyptian President Abdul Fatah al-Sisi for calling to expand Egypt’s peace with Israel to include more Arab countries.

In a statement released from his office hours before the Succot holiday was scheduled to set in, Netanyahu also called on Palestinian Authority President Mahmoud Abbas to return to the negotiating table.

“Prime Minister Netanyahu calls once again on the Palestinian Authority president, Abu Mazen (Abbas), to return immediately to the negotiating table in order to make progress in the diplomatic process.”

Yesh Atid leader Yair Lapid also praised Sisi’s comments, made in an interview with the Associated Press released Sunday, saying that they prove there is a chance to pursue a regional agreement.

“I praise the comments made today by the Egyptian president,” Lapid said. Sisi’s comments prove that there exists today an opportunity to advance a regional agreement with moderate Arab states,” Lapid said.

“Our common interests in the region, in the war on terror, create a chance to advance a regional accord, as I presented in my Bar Ilan speech last week,” he added, in reference to a speech in which he said that Israel should use the 2002 Saudi Peace Initiative as a template for a wider peace agreement with the Arab world.

“Real leadership needs to take advantage of strategic opportunities that can strengthen the security of Israel. An agreement such as this will enable us to form an axis of moderate states against Iran and against growing terror in the Middle East,  will preserve the security interests of Israel and will allow the continuance of Israel as a Jewish state,” Lapid said.

Immediately after the holiday, Lapid is traveling to the United States where he will present his diplomatic initiative for a regional accord to US administration officials and American lawmakers, his office said.

Netanyahu, as well, will soon be leaving for the US to address the General Assembly of the United Nations in New York. Abbas will be in New York as well, but there are no plans for the leaders to meet. The Palestinian Authority president has promised to drop a “bombshell” during his speech to the UN.

http://www.jpost.com/Arab-Israeli-Conflict/Netanyahu-praises-Sisis-call-to-expand-Egypt-Israel-peace-to-other-Arab-states-419242