Arquivo da tag: #Aden

Arab-led bloc: First aim to restore Yemeni govt in Aden, Sanaa later

The Saudi led-coalition fighting to reinstate Yemen’s exiled government aims first to set it up in the mostly recaptured port city of Aden and then return it to Sanaa if possible via peace talks with Houthi foes, a coalition spokesman said on Thursday.

But if the Iranian-allied Houthis did not eventually agree to quit Sanaa, the government would have the right to “get them out” by force, Brigadier General Ahmed Assiri said in an interview.

A Saudi-led Arab coalition allied with southern Yemeni secessionist fighters retook much of Aden last week in the first significant ground victory of their campaign to end Houthi militia control over much of the Arabian Peninsula country and restore the exiled president, Abd-Rabbu Mansour Hadi.

Yemeni forces backed up by Saudi-led air strikes have recaptured positions on Aden’s outskirts used by Houthis to fire rockets into the city, local officials said on Thursday.

Senior members of Yemen’s exiled administration flew into Aden on July 16 to make preparations for the government’s return to the major southern port, four months after it was pushed out by Houthi forces, the dominant armed faction in the conflict.

Assiri, whose side has been conducting air raids on Houthis since March 26, said the first task was to secure Aden so the government could operate from there for the moment.

First step

“Aden was the first step. Now the government will start rebuilding their military capability, their security capability, the stability in cities,” he said, and this would need time.

“We believe that going surely, step by step, if the Houthis get out of Sanaa through peace talks, then this is important.

“But if they keep controlling (Sanaa), I think the legitimate government has the right to get them out of Sanaa.”

Sanaa is in northern Yemen and has been frequently bombed by Saudi-led warplanes over the past four months.

Rights abuses

Assiri said the Houthis ought to implement U.N. Security Council Resolution 2216, which calls for the Zaydi Shi’ite movement to withdraw from cities under their control, return seized arms and allow Hadi to return from his Riyadh exile.

The Houthis have rejected that resolution, arguing they are pursuing a revolution against a corrupt government and Sunni Islamist militants, and they deny having any military or economic links to Shi’ite Iran, the Saudis’ main regional foe.

Assiri said the coalition welcomed investigators to Yemen to look into rights abuses by any side in the four-month-old war.

“I assure you the coalition is very ready to cooperate with any investigation in Yemen,” he said, noting that it would be up to the Yemeni government to grant access to the country.

But he said a Human Rights Watch accusation that coalition warplanes bombed civilians on July 24 in a possible war crime was biased, and that HRW had not sought coalition comment.

An HRW researcher acknowledged to Reuters that no such response had been sought but he said a request for comment on a previous similar investigation had received no reply.

“There is no question that this was an air strike,” said the researcher, Ole Solvang.

Human Rights Watch has accused both sides of abuses, most recently the coalition over the July 24 raid in western Yemen and pro-Houthi forces of firing rockets indiscriminately into residential areas in Aden.

“We believe the report was designed to accuse the coalition without seeing what the others do and without hearing our view,” Assiri said, adding Houthi rocket fire was to blame. He noted HRW’s report had urged an investigation into the attack, while blaming the coalition. He described this as illogical.

https://english.alarabiya.net/en/News/2015/07/30/Arab-led-bloc-First-aim-to-restore-Yemeni-govt-in-Aden-Sanaa-later.html

Iémen: governo no exílio anuncia reconquista de Aden

Os combatentes fiéis ao governo iemenita exilado na Arábia Saudita retomaram esta sexta-feira o controlo da totalidade de Aden, incluíndo o porto da principal cidade do sul do Iémen.

O anúncio da “libertação” de Aden, que tinha caído nas mãos da rebelião houthi no fim de março, foi feito pelo primeiro-ministro iemenita, a partir do exílio em Riad, e confirmado pela população local.

A reconquista da cidade portuária marca um ponto de viragem depois de quase quatro meses de conflito que fizeram mais de 3500 mortos e um milhão de deslocados.

Apesar do anúncio, residentes constatam ainda tiroteios esporádicos, em vários bairros de Aden.

Os rebeldes xiitas, apoiados pelo Irão, continuam a controlar a capital Saná, apesar da ofensiva das forças progovernamentais, com o apoio da campanha de bombardeamentos liderada pela Arábia Saudita.

http://pt.euronews.com/2015/07/17/iemen-governo-no-exilio-anuncia-reconquista-de-aden/

Forças Iemenitas da Resistência Popular retomam aeroporto de Aden

Combatentes pró-governo no sul do Iêmen apreenderam o aeroporto de Aden na terça-feira após o lançamento de uma nova ofensiva apoiada por aviões de guerra e navios liderados pela Arábia Saudita contra milícias apoiadas pelo Irã, disseram fontes militares.

Os combatentes da Resistência Popular também rechaçaram as milícias Houthis e seus aliados dentro da cidade portuária devastada pela guerra, disseram as fontes.

Navios de guerra ao largo da costa de Aden participaram da batalha e um funcionário presidencial disse que fazia parte de uma nova campanha militar para recuperar o controle de toda a cidade. O presidente exilado Abedrabbu Mansour Hadi está “supervisionando pessoalmente a operação” chamada “Operação Golden Arrow para a Libertação de Aden”, disse o diretor do escritório de Aden, Mohammed Marem.

Soldados da 39ª Brigada Blindada haviam capturado o aeroporto de Aden em 25 de março, depois de alternar lealdade às milícias Houthis . As milícias Houthis e seus aliados têm desde então passado a aproveitar o palácio presidencial e outras partes de Aden, a segunda maior cidade do Iêmen e do seu porto de mar principal.

A retomada do aeroporto de Aden é a primeira conquista significativa para os combatentes pró-Hadi desde que o presidente entrou em apuros fugindo da cidade portuária no final de março devido a ofensiva rebelde. As milícias invadiram Sanaa em setembro sem oposição e passaram a ser auxiliadas por tropas leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh para expandir seu controle para várias regiões.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/07/14/Yemeni-Popular-Resistance-forces-retake-Aden-airport.html

Bombardeios no Iêmen entram na 3a semana

Com os bombardeios da coligação liderada pela Arábia Saudita no Iémen a entrarem na terceira semana, um novo primeiro-ministro iemenita tomou posse em Riade, perante o exilado presidente Abd Raboo Mansour Hadi.

O apoio da Arábia Saudita ao governo oficial do país vizinho faz-se por via militar e política, enquanto do lado dos rebeldes Houtis, com o alegado apoio iraniano, são lançadas acusações de que a campanha aérea chamada de “Tempestade Decisiva”, já fez quase 2600 mortos, 4 mil feridos e pelo menos 40 mil deslocados.

A coligação defende que estão a ser visados alvos militares e que o inimigo usa escudos humanos.

Aden, a segunda cidade mais importante do país, é uma das mais castigadas pela guerra civil. A situação humanitária agrava-se.

“O elevado custo de vida não dá para aguentar. As pessoas aqui estão na pior condição possível. Não há segurança, estabilidade, nada”, diz um homem.

“Temos que estar numa fila para o pão, como pode ver. E também há filas para combustível. Não há eletricidade, as pessoas não têm água. Apelamos ao governo para que encontre uma solução”, explica outro habitante de Aden.

A intervenção da Arábia Saudita e dos oito aliados foi justificada com a necessidade de defender a legitimidade do presidente Hadi, da suposta ameaça para Riade e o perigo do Irã estender a influência regional através dos rebeldes.

http://pt.euronews.com/2015/04/13/bombardeamentos-no-iemen-entram-na-3a-semana/

Líder iraniano diz que ataques aéreos sauditas estão causando genocídio no Iêmen

O líder do Irã classificou nesta quinta-feira como genocídio a intervenção militar de seu principal rival regional, a Arábia Saudita, no Iêmen, intensificando a retórica de Teerã contra a campanha de ataques aéreos, que já dura duas semanas.

O Aiatolá Ali Khamenei disse que os sauditas não emergirão vitoriosos da guerra no Iêmen, onde os combatentes houthis, que têm apoio iraniano e controlam a capital, Sanaa, vêm tentando tomar a cidade de Áden, no sul, de milícias locais.

O Irã vem exortando insistentemente a suspensão da ofensiva aérea e pediu diálogo no Iêmen, mas os comentários de Khamenei são os mais críticos vindos de Teerã a respeito da iniciativa da Arábia Saudita e de seus aliados árabes.

“Isto é um crime e um genocídio que podem ser processados em tribunais internacionais… Riad não emergirá vitoriosa desta agressão”, declarou Khamenei, descrevendo as ações sauditas como uma agressão contra iemenitas inocentes.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, também criticou a coalizão reunida por Riad, afirmando que ela repete erros cometidos em outras partes do mundo árabe onde a sunita Arábia Saudita e o xiita Irã apoiam facções adversárias.

Ambos se pronunciaram um dia depois de o Irã dizer que está enviando dois navios de guerra para a costa iemenita e um porta-voz da coalizão encabeçada pelos sauditas repetir as acusações de Riad, e negadas por Teerã, de que o Irã treinou e equipou as forças xiitas houthis.

O Irã convocou o representante diplomático saudita em Teerã em reação a tais “acusações sem fundamento”, relatou a agência de notícias iraniana Irna.

Os ataques aéreos incansáveis não impediram os houthis, respaldados por soldados leais ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, de avançar rumo ao centro de Áden.

A Arábia Saudita afirma que a campanha militar almeja deter o progresso dos houthis e reconduzir ao poder o presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, que fugiu de Áden duas semanas atrás, para que as negociações mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) possam ser retomadas.

Os combates já deixaram mais de 600 pessoas mortas e mais de 100 mil desabrigados, de acordo com a ONU. Assistentes humanitários alertaram sobre uma catástrofe iminente.

REAÇÃO

Aviões de guerra da coalizão saudita atingiram alvos militares e depósitos de armas próximos da capital, assim como áreas do norte perto da fronteira com a Arábia Saudita e no sul do Iêmen, segundo autoridades locais. Eles também entregaram suprimentos militares a combatentes tribais aliados a Hadi na região de Radfan, ao norte de Áden.

Agências de assistência vêm lutando para enviar suprimentos de emergência por avião ao país, um dos mais pobres do mundo árabe. Um avião com 16 toneladas de suplementos médicos teve que retornar porque o período de permissão de aterrissagem em Sanaa se encerrou ao meio-dia, declarou uma porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

“Você não pode pousar depois disso porque os ataques (aéreos) recomeçam, e os combates”, explicou Sitara Jabeen.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) no Iêmen, Julien Harneis, disse que a entidade tenta enviar um voo de ajuda há uma semana.

“Cada dia tem surgido um problema diferente”, afirmou ele de Genebra à Reuters, e que as taxas de desnutrição aguda nas crianças pode disparar em algumas semanas e ameaçar as vidas de mais de um quarto de milhão delas.

(Reportagem adicional de Mohammed Ghobari no Cairo, Parisa Hafezi em Ancara e Stephanie Nebehay em Genebra)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/lider-iraniano-diz-que-ataques-aereos-sauditas-estao-causando-genocidio-no-iemen,d705685c26f9c410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Combates tornam principal porto do Iêmen uma ‘cidade-fantasma’

A batalha pelo porto iemenita de Áden tem feito do local uma “cidade fantasma”, disse à BBC o responsável pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Robert Ghosen.

Segundo ele, há uma demanda urgente por ajuda médica em Áden, onde um grupo rebelde xiita está combatendo forças leais ao governo.

Agências humanitárias dizem que mais de 540 pessoas foram mortas e 2 mil ficaram feridas no país apenas nas duas últimas semanas de combate, e mais de 100 mil foram forçadas a se deslocar.

Aeronaves da coalizão liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos EUA estão bombardeando os rebeldes, em apoio ao governo.

O presidente iemenita, Abdrabbuh Mansour Hadi, fugiu no mês passado para a Arábia Saudita, diante do avanço dos rebeldes em Áden, ao sul da capital do país, Sanaa.

Áden, agora, convive tanto com o avanço dos rebeldes quanto com os bombardeios das forças sauditas.

Leia mais: Mergulhado em violência sectária, Iêmen vive ‘vácuo de poder’; entenda

Os combates escalaram na cidade portuária nesta semana, e há relatos de superlotação em hospital, sequestros de ambulâncias e corpos largados nas ruas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha diz estar pronto para enviar duas aeronaves ao Iêmen com suprimentos médicos, mas até o momento não pôde fazê-lo.

Na última segunda-feira, um dos voos foi suspenso por conta de problemas logísticos.

Segundo o Unicef, há ao menos 74 crianças entre os mortos.

Falta de equipamentos

O conflito no Iêmen envolve o grupo xiita huti, do norte do país, que tomou o controle de Sanaa no ano passado e desde então tem expandido seus domínios, e também a Al-Qaeda na Península Arábica, (AQAP na sigla em inglês) visto pelos EUA como o mais perigoso braço da rede extremista.

A AQAP se opõe tanto aos hutis como ao presidente Hadi.

Ao mesmo tempo, emergiu por ali também uma filial iemenita do grupo autodenominado “Estado Islâmico”, que tenta eclipsar a AQAP.

Em meio aos combates entre os grupos e os bombardeios sauditas, “vemos muitas pessoas chegando mortas aos hospitais ou morrendo ali”, disse Robert Ghosen ao programa Today, da BBC. “Os hospitais não têm equipamentos ou equipes adequadas (à gravidade da situação).”

Leia mais: Saiba quem são os hutis, rebeldes que derrubaram o governo do Iêmen

A população, por sua vez, está escondida, e a economia está parada, ele agregou. As ruas de Áden estão repletas de lixo e destroços dos edifícios destruídos.

“(A cidade) está repleta de pessoas armadas de diferentes grupos, combatendo. É uma cidade grande e nada está funcionando.”

A estudante Nizma Alozebi, que é de Áden, disse à BBC que a violência se espalhou a áreas residenciais e à maioria do comércio.

“As pessoas estão temerosas por sua segurança e seus bens. É uma insanidade.”

Cessar-fogo

A Cruz Vermelha havia pedido um cessar-fogo de 24 horas em Áden, enquanto a Rússia instou o Conselho de Segurança da ONU a apoiar uma “pausa humanitária” nos bombardeios aéreos.

Nesta terça-feira, aeronaves sauditas bombardearam uma base militar no centro do Iêmen, perto da cidade de Ibb.

O ataque foi direcionado a forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que combatem junto aos hutis. A ofensiva parece ter ocorrido ao lado de uma escola, e uma emissora ligada aos rebeldes afirmou que três crianças foram mortas.

Ao mesmo tempo, os EUA disseram que vão acelerar o envio de armas à coalizão saudita, para mostrar aos hutis e seus aliados que “eles não conseguirão tomar o Iêmen à força”, nas palavras do vice-secretário de Estado americano, Antony Blinken.

Os hutis, por sua vez, dizem que o objetivo é substituir o governo de Hadi, que acusam de corrupção.

A Arábia Saudita alega que os rebeldes têm apoio militar do rival regional Irã (país de maioria xiita), que nega a acusação.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150407_iemen_aden_fantasma_pai

Ataques aéreos sauditas contra houthis no Iêmen atingem escola matando pelo menos 3 estudantes

Cruz Vermelha alerta para situação catastrófica no país

SANAA — Bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita contra rebeldes xiitas houthis atingiram uma escola iemenita nesta terça-feira, provocando a morte de ao menos três estudantes. Com cerca de 140 mortos no Sul do país somente nas últimas 24 horas, a Cruz Vermelha alertou para a situação humanitária catastrófica no Iêmen. Enquanto Áden, principal cidade no Sul, sofre intensos confrontos nas ruas, cerca de 16 milhões de habitantes estão sem energia elétrica no Norte.

— A situação humanitária é crítica no Iêmen, país que importa 90% dos produtos de alimentação — disse à agência AFP a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Iêmen, Marie Claire Feghali. — A guerra em Áden está em cada rua, em cada esquina. Muitos não podem fugir.

Os ataques sauditas tinham como alvo uma base militar, mas acabaram acertando uma escola nas proximidades na província de Ibb, segundo autoridades locais. Os alunos estavam indo para o intervalo do almoço quando os bombardeios ocorreram, ferindo ao menos seis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 540 pessoas morreram e 1,7 mil ficaram feridas em confrontos desde 19 de março.

O porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Christophe Boulierac, afirmou que pelo menos 74 crianças morreram e 44 ficaram feridas desde 26 de março, quando começou a ofensiva da coalizão árabe.

Os rebeldes houthis têm dominado cada vez mais cidades desde a tomada de Sanaa, a capital do país. Também xiita, o Irã é o único país que abertamente condena os ataques aéreos.

HOSPITAIS NÃO DÃO CONTA DE ATENDER FERIDOS

A situação humanitária piora a cada dia, e os hospitais, que carecem de medicamentos, não podem atender às centenas de feridos do conflito. Mais cedo, o CICV afirmou ter enfrentado muitos problemas logísticos para proporcionar ajuda.

— Temos as autorizações para enviar um avião de carga com material médico, mas cada vez menos aeronaves podem pousar no aeroporto da capital Sanaa, em mãos dos rebeldes xiitas — explicou Sitara Jabeen, um porta-voz da CICV.

Cerca de 48 toneladas de medicamentos e de kits cirúrgicos esperavam autorização para serem levados para o Iêmen por avião ou barco, segundo a CICV, que também está pronta para expedir tendas, geradores e equipamentos para reparar as redes de fornecimento de água.

A situação é particularmente grave em Áden, a grande cidade portuária do Sul. Os confrontos resultaram, desde domingo, na morte de 17 civis e de 10 combatentes dos comitês populares, partidários do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi, refugiado em Riad, segundo uma fonte médica. Por sua vez, uma fonte militar informou que há 27 mortos entres os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã.

Os Estados Unidos admitiram nesta segunda-feira que são incapazes de retirar por via aérea seus cidadãos no Iêmen, cujos aeroportos estão fechados, e os exortou a deixar o país por via marítima, em embarcações de outros países.

Foto: Paquistaneses e homens de outras nacionalidades que foram retirados do Iêmen chegam ao porto de Karachi, no Paquistão – Shakil Adil / AP
http://oglobo.globo.com/mundo/ataques-aereos-sauditas-contra-rebeldes-no-iemen-atingem-escola-15802081

Houthis assumem controle do principal porto do Iêmen, em Áden

A milícia xiita dos houthis tomou o controle, nesta segunda-feira, do porto da cidade meridional de Áden, o principal do Iêmen, apesar da resistência dos comitês populares e dos bombardeios aéreos e de navios de guerra utilizados pela coalizão árabe.

Várias testemunhas informaram à Agência Efe que os houthis contaram com o respaldo de tanques do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh na operação.

O domínio do porto ocorreu após duros combates com os comitês populares – as forças partidárias do presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi -, e depois dos avanços conseguidos nos últimos dois dias pelos milicianos xiitas em Áden.

Os navios de guerra, segundo as testemunhas, bombardearam posições dos houthis no litoral ao sul de Áden e em alguns bairros da cidade, como o de Jur Maksar.

O aumento da violência em Áden deteriorou a situação humanitária, já que a maioria dos bairros tiveram o fornecimento de água e luz cortado devido aos bombardeios de ambos os lados, que afetaram as infraestruturas.

Ao longo do dia foram formadas longas filas de civis com vasilhas de plástico em frente a um centro provisório de distribuição de água no bairro de Kariter, no centro da cidade.

O avanço dos houthis em Áden ocorre apesar de uma das prioridades da ofensiva iniciada há 12 dias pela coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita, ser conter o grupo xiita na cidade.

Os milicianos houthis, também conhecidos como Ansar Allah, conseguiram entrar ontem no bairro de Al Qalua, vizinho à região de Al Muala, onde fica o porto, e ocuparam a prefeitura.

http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/mundo/houthis-tomam-controle-principal-porto-iemen/3/17/2578826

Coalizão árabe retarda avanço de houthis sobre Aden

Em meio ao caos, al-Qaeda na Península Arábica amplia sua influência sobre o Sudeste do Iêmen.

ADEN, Iêmen — A intervenção militar coordenada pela Arábia Saudita no Iêmen retardou o avanço de rebeldes xiitas e seus aliados no país, onde a al-Qaeda continuou aproveitando o caos e assumiu o controle de uma importante base militar no Sudeste.

O reino saudita iniciou no dia 26 março, com outros oito países árabes, a operação “Tormenta decisiva” para evitar que rebeldes xiitas houthis tomassem o poder, estendendo a influência do Irã na região.

Durante o nono dia do bombardeio da coalizão e aproveitando a fragilidade das estruturas estatais, a al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) fez uma demonstração de força e tomou o quartel-general e o porto de Mukalla, capital da província de Hadramut.

Centenas de combatentes da AQPA foram deslocados para Mukalla, onde vivem mais de 200 mil pessoas. De acordo com uma fonte militar, no momento, apenas o aeroporto e alguns acampamentos militares na cidade estão livres do controle das forças jihadistas.

Um dia antes, o grupo libertou 300 detidos da prisão central e de acordo com vários moderados fez “chamados à jihad” contra os xiitas.

Os houthis e a al-Qaeda, inimigos jurados, mas ambos hostis ao poder do presidente no exílio Abd-Rabo Mansour Hadi, se enfrentam no país há meses.

Novamente submetidos a um forte bombardeio da coalizão árabe em Aden, no Sul do país, os rebeldes houthis e seus aliados, militares leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, tiveram que se retirar do palácio presidencial, tomado na quinta-feira.

“Os militantes houthis e seus aliados se retiraram antes do amanhecer do palácio al Maashiq após os ataques aéreos da coalizão”, disse à AFP um funcionário do governo, que pediu anonimato.

Os houthis também travaram combates com os “Comitês do Povo”, uma força paramilitar que apoia Hadi, atualmente exilado na Arábia Saudita.

Substituiu em 2012 Saleh, que teve que deixar o cargo por uma revolta popular, e agora é suspeito de apoiar os xiitas em sua ofensiva a prevalecer no país.

Hadi substituiu Saleh, que teve que deixar o cargo em 2012 após as revoltas populares da Primavera Árabe, e agora é suspeito de apoiar os xiitas em sua ofensiva para tomar o controle do país.

Em duas semanas, como o avanço dos xiitas sobre Aden, os confrontos deixaram 519 mortos e quase 1.700 feridos, disse a responsável pelas operações humanitárias da ONU, Valerie Amos, que se mostrou “extremamente preocupada” com a segurança de civis.

http://oglobo.globo.com/mundo/coalizao-arabe-retarda-avanco-de-houthis-sobre-aden-15777810

Rebeldes houthis tomam palácio presidencial em Aden

Em meio a novo domínio de milícia xiita, tropas desembarcam em porto e soldado saudita é morto na fronteira

CAIRO – Rebeldes houthis continuam avançando pela cidade de Aden, segunda cidade mais importante do Iêmen. Os insurgentes xiitas teriam tomado o palácio presidencial, de onde o presidente Abed Rabbo Mansour Hadi passou a comandar o país após fugir da capital, Sanaa. De acordo com testemunhas do porto da cidade, forças internacionais desembarcaram para lutar na cidade. Não está claro para qual lado eles se reportam.

— Dezenas de milicianos e seus aliados chegaram em comboios armados e invadiram o palácio de al-Maashiq — disse um funcionário das forças de segurança.

Hadi fugiu do país após a intensificação dos combates em Aden. Ele se refugiou em Riad, na vizinha Arábia Saudita. O país comanda uma coalizão que bombardeia os rebeldes há mais de uma semana.

Tropas da coalizão internacional estariam chegando ao local, segundo funcionários. Soldados estrangeiros já estariam em terra para combates. No entanto, testemunhas não souberam dizer para qual lado estariam lutando. Outros relatos incluem que há franco-atiradores houthis espalhados pela cidade, e o consulado russo em Aden estaria sendo saqueado.

Enquanto os radicais continuam atuando no Sudeste do país, no Sul e no Oeste, os rebeldes xiitas houthis seguem tomando regiões no entorno.

Um soldado saudita morreu na fronteira entre os países durante confrontos armados em uma região montanhosa. Outros dez teriam ficado feridos.

Em outro episódio surpreendente, a al-Qaeda na Península Arábica invadiu uma prisão no Sudeste do país e libertou mais de 270 detentos, entre eles um dirigente do grupo.

http://oglobo.globo.com/mundo/rebeldes-houthis-tomam-palacio-presidencial-em-aden-15763604