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Brasil apura medidas antiterrorismo após caso de condenado

Mercadante diz que físico deveria ter sido barrado em 2013; professor acusado de terrorismo fala em ‘acusações fabricadas’.

BRASÍLIA E RIO – Investigado pela Polícia Federal, o físico Adlène Hicheur nem deveria ter entrado no país. A declaração contundente é do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que afirmou que o hoje professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) deveria ter sido barrado ao chegar no Brasil em 2013. Mercadante acompanha o caso do professor, divulgado pela revista “Época”, desde setembro, quando recebeu pedido de auxílio da Polícia Federal ainda como titular da Casa Civil. Hicheur, por sua vez, alega que o processo em que foi condenado por terrorismo na França foi fabricado.

— Lógico que deveria ter sido bloqueado (o acesso dele ao país). Uma pessoa que teve aqueles e-mails que foram publicados, que foi condenada por prática de terrorismo, não nos interessa para ser professor no Brasil. Não há nenhum interesse nesse tipo de perfil — disse, descartando, no entanto, qualquer movimento do governo para desligá-lo ou afastá-lo da universidade. — O currículo acadêmico dele e a produção científica preenchem todas as exigências. É um pesquisador altamente qualificado. O problema não é se ele é professor, engenheiro, estudante. Se há indicio de alguém que teve, como no caso dele, condenação ou envolvimento com práticas terroristas, você tem que bloquear na entrada.

Para julgá-lo, a polícia francesa se baseou em mensagens trocadas por Hicheur com um usuário que usava o pseudônimo Phenix Shadow — que seria Mustapha Debchi, apontado pelo governo como membro da al-Qaeda na Argélia. Nos e-mails, os dois mencionavam assassinatos, ataques a embaixadas e potenciais alvos, entre outros conteúdos suspeitos. Detido, ele cumpriu dois anos e meio de prisão.

Embora a universidade que hoje emprega o físico seja federal, Mercadante disse que cabe ao Ministério da Justiça e à Advocacia Geral da União tomar providências em relação ao franco-argelino. Agentes da Divisão de Antiterrorismo da Diretoria de Inteligência (DIP) da Polícia Federal de Brasília o monitoram há pelo menos seis meses.

Segundo o ministro, embora não tenha tradição de conflitos, o Brasil pode sofrer atos terroristas durante as Olimpíadas, por ser um evento de repercussão mundial.

— É o evento de maior impacto midiático do mundo, a maior audiência de todos os eventos é a abertura das Olimpíadas. O Brasil não é alvo, mas pode ser palco.

‘Uma pessoa condenada por prática de terrorismo, não nos interessa para ser professor no Brasil’, afirmou ministro da Educação, Aloizio Mercadante sobre o físico Adlène Hicheur – Ailton de Freitas / Agência O Globo
Em dois endereços cariocas onde antes era fácil encontrá-lo, Hicheur não foi localizado ontem. Procurado por telefone, também negou-se a comentar o assunto e desligou rapidamente. Em carta enviada por e-mail ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), à qual o GLOBO teve acesso, Hicheur sustenta que a acusação francesa não conseguiu apresentar provas materiais para sustentar seus argumentos.

“Eu fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa foram minhas visitas aos chamados websites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso.”

Especialista em física das partículas elementares, ele fazia parte da equipe da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em Genebra, na Suíça, onde está proibido de voltar até 2018. A “Época” teve acesso a 35 e-mails trocados entre o físico e o jihadista. Em um deles, Phenix fez uma abordagem sem rodeios: “Caro irmão, vamos direto ao ponto: você está disposto a trabalhar em uma unidade de ativação na França?”. Cinco dias depois, a resposta. “Sim, claro”.

Ações seriam fabricadas

Ontem, Hicheur declarou-se inocente e denunciou abusos durante o período em que esteve sob custódia na França.

“O caso foi fabricado usando-se partes pinçadas de uma conversa virtual com o objetivo de mostrar que haveria uma tentação de considerar a violência como solução para conflitos internacionais em países árabes e muçulmanos como Iraque ou Afeganistão.”

A PF passou a investigá-lo após uma reportagem da TV CNN de 2015 numa mesquita no Rio, em que um frequentador defendia os ataques ao semanário “Charlie Hebdo” e levantava a camisa, revelando um símbolo do Estado Islâmico.

Com a descoberta de que Hicheur também frequentava o templo, ele passou a ser monitorado, e seu escritório na UFRJ e o apartamento na Tijuca foram revistados. A ação, no entanto, é considerada comum, segundo policiais federais consultados pelo GLOBO, e não envolve apenas o físico. O trabalho tem a participação de outras agências de Inteligência e atinge estrangeiros com passagem pela polícia e brasileiros considerados “simpáticos” a grupos terroristas. Como a investigação da PF estava sob sigilo, segundo Mercadante, ele não conversou, até agora, com nenhuma autoridade da UFRJ.
Investigado. Físico cumpriu pena por troca de mensagens com terrorista – Reprodução
Na carta, o físico sustenta que a “Polícia Federal no Brasil não tem nada contra” ele e nega qualquer ligação com o ocorrido na mesquita, ressaltando que não estava no local no dia. Ainda no documento, Hicheur argumenta que “estava muito doente durante todo o período do alegado crime de ‘associação com transgressores’”.

Ele destacou que teve apoio da comunidade científica no processo e que tem lutado para se recuperar de uma experiência “terrível”. O pesquisador é líder em diversos estudos do laboratório e respeitado pelos colegas. Em 2012, um comitê de apoio na França reuniu milhares de assinaturas pedindo sua libertação. Ontem, o documento foi enviado junto a uma carta assinada por Ignacio Bediaga, coordenador de Física Experimental de Altas Energias do CBPF — que classificou o processo contra Hicheur de arbitrário.

“À época da sua prisão, pudemos observar que as opiniões dos nossos colaboradores europeus ficaram divididas. Entretanto, após dois anos de encarceramento, sem acusação definida, houve um consenso entre os nossos colegas da arbitrariedade da ação da polícia francesa e do próprio julgamento.”

No Laboratório de Física de Partículas Elementares, onde trabalha, o franco-argelino não apareceu para tocar as pesquisas. Também não frequenta há duas semanas a Mesquita da Luz, na Tijuca, onde costumava fazer orações. Ex-secretário do templo, Fernando Celino aposta que diante da exposição, Hicheur pode até sair do país:

— Acho que pode ser que ele vá embora. É uma pessoa muito reservada, só três ou quatro fiéis tinham convívio mais próximo.

Colaborou Paula Ferreira

Read more: http://oglobo.globo.com/mundo/brasil-apura-medidas-antiterrorismo-apos-caso-de-condenado-18453441#ixzz3x5Z9nLVB

 

Bombardeio russo na Síria mata 39 pessoas e fere 50

Área atingida serviria como prisão pela ramificação no país da al-Qaeda.

DAMASCO — Pelo menos 39 pessoas morreram e 50 foram feridas este sábado em um bombardeio russo contra um edifício usado como prisão pelo grupo terrorista al-Qaeda no Noroeste da Síria. A informação é do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com a ONG, o edifício é usado como prisão e tribunal pela Frente Al Nosra, o braço sírio da al-Qaeda, em Maarat al Numan, um local estratégico na província de Idleb.

Entre as vítimas há “provavelmente presos, guardas e talvez civis, já que o edifício está localizado ao lado de um mercado popular”, afirmou a ODSH.

Maraat al-Numan é uma importante aglomeração localizada na estrada entre Damasco e Aleppo (no Norte do país), controlada pelos rebeldes desde o final de 2012.

Segundo OSDH, a guerra civil síria, iniciada em 2011, já causou a morte de 260 mil pessoas, entre elas 76 mil civis.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/bombardeio-russo-na-siria-mata-39-pessoas-fere-50-18441717#ixzz3woByRE28

Al-Qaeda no Iêmen mata mulher por apedrejamento

Militantes da Al-Qaeda apedrejaram até a morte uma mulher numa cidade do sudeste do Iême que controlam após acusá-la de adultério e prostituição, disseram várias testemunhas na segunda-feira.

Os militantes no domingo “colocaram a mulher em um buraco no meio do pátio de um edifício militar e apedrejaram-na até a morte na presença de dezenas de moradores” de Hadramawt capital provincial de Mukalla, disse uma testemunha.

Um jornalista local viu a cena e confirmou o apedrejamento raro, dizendo que os homens armados impediram fotografia da execução.

“Esta foi a primeira vez que vimos uma coisa dessas”, disse outra testemunha.

Uma cópia do suposto veredicto emitido pelo chamado tribunal de Hadramawt da Al-Qaeda Ansar al-Sharia em dezembro, afirma que a mulher casada “, confessou na frente dos juízes que cometeu adultério”.

O ramo da Al-Qaeda no Iêmen é considerado por Washington como o mais perigoso da filial da rede global.

O grupo se aproveitou da fraqueza do Estado para expandir seu controle em várias áreas, incluindo a vasta região de Hadramawt.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2016/01/04/Qaeda-in-Yemen-stones-woman-to-death-for-adultery-.html

Arábia Saudita executa líder xiita acusado de terrorismo

47 envolvidos em ataques da Al Qaeda foram mortos.
Dentre mortos está líder xiita Nimr al-Nimrits; Irã fez alerta contra execução.

A Arábia Saudita executou neste sábado (2) 47 pessoas condenadas por “terrorismo”, incluindo jihadistas sunitas da Al-Qaeda e o clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr, uma importante figura do movimento de contestação contra o regime, anunciou o ministério do Interior.

O Irã, potência xiita cujas relações com a Arábia Saudita são tensas, imediatamente reagiu às execuções, prometendo que Riad pagará “um preço alto” pela morte do xeque Nimr al-Nimr, segundo a France Presse.

“O governo saudita apoia movimentos terroristas e extremistas, e ao mesmo tempo utiliza a linguagem da repressão e a pena de morte contra seus opositores internos (…) pagará um preço alto por essas políticas”, declarou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Jaber Ansari.

O país também convocou um diplomata saudita para protestar contra a morte do clérigo, de acordo com a Reuters.

O grupo xiita libanês Hezbollah condenou a execução em declarações citadas pela TV oficial do Hezbollah al-Manar e pela Al Mayadeen TV. A “verdadeira razão” para a execução foi “que o xeique Nimr exigiu os direitos dissipados de um povo oprimido”, disse o grupo em um comunicado, aparentemente se referindo à minoria xiita da Arábia Saudita, de acordo com a Reuters.

O sobrinho do xeque, Ali al-Nimr, menor de idade no momento da sua detenção, não está entre os executados, que geralmente são decapitados com sabre.

Os condenados – 45 sauditas, um egípcio, um chadiano – foram executados em doze cidades do reino, indicou o ministério do Interior em um comunicado oficial.

Eles haviam sido condenados, segundo as autoridades, por diferentes casos, incluindo por ter aderido a ideologia radical “takfiri” (termo geralmente utilizado para se referir a grupos radicais sunitas), por juntar-se a “organizações terroristas” ou ter participado de “conspiração criminosa”.

O xeque Nimr al-Nimr, de 56 anos, crítico ferrenho da dinastia sunita Al-Saud, foi um dos líderes de um movimento de contestação que eclodiu em 2011 no leste da Arábia Saudita, cuja população é majoritariamente xiita.

Esta comunidade, que está concentrada na Província Oriental, queixa-se de ser marginalizada neste país predominantemente sunita.

A execução do xeque poderia provocar fortes reações nesta região, segundo especialistas.

Para o irmão do líder religioso, Mohammed al-Nimr, “esta ação provocará a cólera dos jovens” xiitas na Arábia Saudita. “Espero que aja um movimento de contestação pacífico”, acrescentou.

Por sua vez, o ramo estudantil da milícia Bassidji, ligada aos Guardiães da Revolução, a unidade de elite das forças armadas iranianas, convocou uma manifestação no domingo em frente à embaixada saudita em Teerã.

O xeque Nimr tinha sido condenado à morte em outubro de 2014 por “motim”, “desobediência ao soberano” e “porte de armas” por um tribunal de Riad especializado em casos de terrorismo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/arabia-saudita-executa-47-pessoas-acusadas-de-terrorismo.html

Al-Qaeda insta lutar contra Ocidente e a Rússia

O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri pediu aos apoiadores para se unir para enfrentar a ameaça do Ocidente e da Rússia na Síria e no Iraque, sugerindo numa última gravação uma maior unidade entre al-Qaeda e ISIS.

“Os norte-americanos, os russos, iranianos, alauítas, e o Hezbollah estão coordenando sua guerra contra nós – não somos capazes de parar a luta entre nós para que possamos direcionar todos os nossos esforços contra eles?” Zawahiri disse em uma gravação de áudio divulgada na Internet no domingo.

Não ficou claro quando a gravação foi feita, mas as referências a agressão russa sugerem que foi feita depois da Rússia, um aliado do presidente sírio, Bashar al-Assad, lançar ataques aéreos contra os grupos de oposição e o ISIS na Síria, em 30 de setembro

Em uma gravação lançada em setembro, Zawahiri rejeitou o ISIS e seu líder Abu Bakr al-Baghdadi como ilegítimo, mas disse que seus seguidores se juntem a eles na luta contra a coalizão ocidental liderada no Iraque e na Síria, se possível.

“Meus irmãos mujahideen em todos os lugares e de todos os grupos … que enfrentemos a agressão da América, Europa, Rússia e … por isso é, que nós devemos estar juntos como um do Turquestão Oriental para o Marrocos”, disse Zawahiri.

O ISIS, grupo ultra-radical que controla grande parte do Iraque e da Síria, apelou para uma guerra santa contra a Rússia e os Estados Unidos em resposta aos ataques aéreos sobre seus combatentes na Síria.

Qualquer cooperação entre al-Qaeda e ISIS iria complicar ainda mais os esforços para estabilizar o Oriente Médio, onde grupos militantes ganharam influência e escalou ataques desde os levantes árabes de 2011 que derrubaram autocratas que os tinham contido.

Última Atualização: segunda-feira 2 de novembro, 2015 KSA 09:47 – 06:47 GMT
https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/11/02/Iraq-parliament-bars-govt-from-passing-reforms.html

Argentina fica em alerta com suposta ameaça de grupo ligado à al-Qaeda

País abre investigação sobre possíveis ataques do Ansar al-Dine a shopping.

BUENOS AIRES – O Ministério de Segurança argentino pediu à Polícia Federal que reforce a segurança de dois grandes shoppings de Buenos Aires por ameaças do grupo terrorista malinês Ansar al-Dine, ligado à Al Qaeda. A denúncia foi feita por uma representação argentina no exterior e pede também que seja controlada a entrada de cidadãos do Mali.

De acordo com o “Clarín”, o shopping Abasto (um dos mais populares da capital) recebeu cinco denúncias telefônicas de um possível ataque nas últimas semanas. Ele fica em uma área de grande presença da comunidade judaica, em Balvanera, perto do centro. O outro é o Unicenter, na cidade de Vicente López, Norte portenho.

A denúncia é investigada tanto pela chancelaria quanto pelo tribunal de Lomas de Zamora, Sul da capital — fora da jurisdição dos dois centros comerciais. Nas redes sociais, correntes de apelo contra visitas aos estabelecimentos foram feitas.

A ministra de Segurança, Cecilia Rodríguez, e o secretário de Segurança, Sergio Berni, se pronunciaram.

— Até o momento não há motivos para estarmos em alerta. A Agência Federal de Inteligência começou a trocar informações com outras agências para conferir credibilidade à ameaça. Colocamos uma operação de segurança para as próximas 48 horas, que gradualmente diminuirá — avisou o secretário de Segurança.

A última vez que a Argentina foi alvo de um ataque terrorista internacional foi em 1994. quando 85 pessoas morreram no ataque a bomba à sede da Associação Mútua Israelita Argentina (Amia), num caso que ainda gera polêmica pelo encobrimento dos autores do atentado, vinculados ao Irã.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/argentina-fica-em-alerta-com-suposta-ameaca-de-grupo-ligado-al-qaeda-17926263#ixzz3qAS1E389
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Al Qaeda incendia una de las últimas iglesias católicas en Yemen

ROMA, 18 Sep. 15 / 12:40 pm (ACI/EWTN Noticias).- La iglesia católica de San José en la ciudad de Aden –la segunda más grande de Yemen– fue atacada y luego quemada el 16 de septiembre. Según fuentes de seguridad, los autores pertenecerían al grupo terrorista musulmán Al Qaeda.

El templo de San José es conocido también como de la Sagrada Familia. Un día antes de ser incendiada por los extremistas musulmanes, la iglesia fue vandalizada y la cruz sobre su cúpula fue retirada.

Según la Agencia France-Presse el residente local Moetaz al-Maysour avisó que “la iglesia está en llamas”, y señaló que “hombres enmascarados comenzaron el incendio”.

Yemen, cuya población es en un 99 por ciento musulmana, vive constantes enfrentamientos desde la revolución de 2011 que sacó del gobierno al presidente Ali Abdullah Saleh.

Tras la revolución, grupos rebeldes hostiles al nuevo gobierno del presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi -entre ellos Al Qaeda- se hicieron con el control de diversas provincias de Yemen.

La región de Aden está en manos de grupos leales al gobierno y, en medio de la violencia de Al Qaeda y los grupos rebeldes al régimen, ha sido proclamada por el presidente Hadi como capital temporal de Yemen.

Cuando la región de Aden era una colonia británica, hasta la década de 1960, había 22 iglesias abiertas. De estas muy pocas permanecen abiertas y algunas son usadas como refugio por migrantes africanos.

https://www.aciprensa.com/noticias/al-qaeda-incendia-una-de-las-ultimas-iglesias-catolicas-en-yemen-33867/

Al-Qaeda e Estado Islâmico avançam na Síria

EI se aproxima de aeroporto em Deir Ezzor, província rica em petróleo.
Rússia se diz disposta a ajudar regime sírio, mas nega envio de armas.

O Exército sírio continua enfrentando grandes dificuldades frente aos grupos Al-Qaeda e Estado Islâmico (EI) no noroeste e no leste do país e, nesta quinta-feira (10), a corporação informou que pelo menos 54 combatentes morreram ontem em intensos choques do regime com o EI.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o Estado Islâmico se aproxima do aeroporto militar da cidade de Deir Ezzor (leste). O EI já controla alguns setores dessa localidade.

“Trata-se de um dos ataques mais violentos lançados pelo EI contra o aeroporto. Dezoito soldados morreram, assim como 36 membros do EI”, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Os jihadistas cometeram dois atentados suicidas com carro-bomba e, segundo Abdel Rahman, um deles foi lançado por um garoto.

Rica em petróleo, a província de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque, está em grande parte nas mãos do EI. Há um ano o grupo tenta assumir o controle do aeroporto.

‘Soldados executados’
Se o grupo for bem-sucedido, Deir Ezzor pode se tornar a segunda capital da província a cair nas mãos do EI, depois de Raqa, designada “capital” do califado proclamado pelo Estado Islâmico entre Síria e Iraque.

Na quarta-feira, a Frente al-Nusra e outros grupos rebeldes islâmicos tomaram o aeroporto de Abu Duhur, na província de Idlib, informou o OSDH, acrescentando que eles cercavam a instalação há dois anos. Em março, já haviam invadido a capital da província no final de março.

“Houve 56 mortos ontem e pelo menos 40 presos e dezenas de desaparecidos”, disse Abdel Rahman, nesta quinta-feira à AFP.

“Alguns soldados foram executados”, afirmou.

Em sua conta no Twitter, a Al-Nusra publicou fotografias de cerca de 15 homens apresentados como soldados de Abu Duhur, “nas mãos dos mujahedine”. Os reféns estão sem camisa, de barba e aparentam fraqueza.

Na província de Idlib, os povoados xiitas de Foua e de Kafraya continuam cercados pelos rebeldes e são defendidos, não pelo Exército, mas por milícias pró-regime e combatentes do Hezbollah xiita libanês.

De Idlib, desde o final de julho, os jihadistas e seus aliados conseguiram avançar mais ao sul e lançar uma ofensiva que ameaça a província de Latakia (oeste), um dos principais redutos do regime.

Desmentido russo
A Rússia garantiu nesta quinta-feira que está disposta a oferecer um maior apoio militar ao regime sírio, mas negou que isso vá prejudicar os planos da coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse que o Kremlin quer evitar uma repetição do “cenário líbio” na Síria e que, por isso, dará maior assistência militar ao Exército do presidente Bashar al-Assad, se for solicitado.

Lavrov negou, contudo, estar aumentando sua presença militar na Síria, depois que autoridades de Washington acusaram Moscou, esta semana, de enviar veículos de transporte blindados e dezenas de soldados a Latakia.

Iniciado em março de 2011, o conflito na Síria deixou mais de 240 mil mortos e levou ao êxodo de mais da metade da população. Cada vez mais refugiados instalados na Turquia e no Líbano tentam chegar à Europa.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/al-qaeda-e-estado-islamico-avancam-na-siria.html

Ex-chefe da CIA propõe utilizar Al-Qaeda contra Estado Islâmico

O ex-chefe da CIA David Petraeus disse nesta terça-feira que os Estados Unidos deveriam trabalhar com alguns membros da Al-Qaeda para enfrentar o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

Em uma declaração à CNN, Petraeus disse que alguns membros da Al-Qaeda, ligados ao grupo Al-Nosra, poderiam ser convencidos a lutar com os Estados Unidos contra o EI.

“Não devemos, sob qualquer circunstância, tentar cooptar a Al-Norsa, mas sim alguns combatentes individuais, considerando que o grupo atua hoje de forma mais oportunista do que norteado por razões ideológicas”.

Petraeus argumenta que combatentes dispostos a renunciar à Al-Nosra, ao Estado Islâmico e ao presidente sírio Bashar al-Assad poderiam ser chamados.

David Petraeus tornou-se um nome conhecido nos Estados Unidos depois de comandar tropas no Iraque em 2007. Na época, políticos americanos o apontaram como responsável por salvar o esforço de uma guerra conturbada.

Nessa operação, o general convenceu combatentes sunitas a abandonar a Al-Qaeda para trabalhar com militares americanos.

O anúncio feito nesta terça-feira ocorre depois de uma publicação do The Daily Beast apontando a ironia de os Estados Unidos trabalharem com pessoas ligadas à Al-Qaeda, grupo responsável pelos ataques de 11 de Setembro, que desencadearam a guerra ao terror declarada pelos EUA.

O jornal The Daily Beast afirmou que muitos oficiais americanos consideram a ideia de Petraeus politicamente problemática, quase impossível de ser implementada e arriscada do ponto de vista estratégico.

Petraeus disse à CNN que utilizar combatentes da Al-Nosra requer o surgimento de grupos de oposição muito mais moderados e, ao mesmo tempo, a intensificação da pressão militar sobre os grupos extremistas.

https://br.noticias.yahoo.com/ex-chefe-cia-prop%C3%B5e-utilizar-al-qaeda-estado-004148283.html

Al-Qaeda nega sequestro de britânico libertado no Iêmen

Engenheiro de 64 anos estava sequestrado há 18 meses no sul do país.
Ele foi libertado por tropas dos Emirados Árabes Unidos.

O braço iemenita do grupo jihadista Al-Qaeda negou em um comunicado o sequestro do engenheiro britânico que foi libertado no fim de semana por tropas dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

As autoridades de Abu Dhabi informaram no fim de semana que as tropas do país mobilizadas no Iêmen libertaram Robert Douglas Semple, um engenheiro de 64 anos que estava sequestrado há 18 meses no sul do Iêmen.

“O governo dos EAU afirma ter libertado um britânico que estava sequestrado pela Al-Qaeda. Esta informação é falsa, já que nós não temos reféns britânico”, afirma o grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) em um comunicado publicado em fóruns on-line utilizados pelos jihadistas.

Os EAU integram a coalizão reunida em março pela Arábia Saudita para bombardear e impedir que os rebeldes xiitas iemenitas assumam o controle do conjunto do país, cenário de um conflito que provocou a fuga do governo para o exílio em Riad.

O braço local da Al-Qaeda aproveitou o conflito para conquistar vários territórios, incluindo zonas da província de Hadramawt, para onde Semple foi levado depois do sequestro na capital do país.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/al-qaeda-nega-sequestro-de-britanico-libertado-no-iemenn.html