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Chefe da Otan diz que aliança não ajudará Israel se o Irã atacar

Jens Stoltenberg diz a Der Spiegel que o estado judeu é um parceiro, mas não um membro, e portanto, “garantia de segurança” não se aplica

BERLIM (Reuters) – O secretário-geral da Otan disse no sábado que a aliança não virá em defesa de Israel em caso de ataque do Irã.

Jens Stoltenberg disse à revista Der Spiegel que Israel é um parceiro, mas não um membro e que a “garantia de segurança” da OTAN não se aplica ao Estado judeu.

O tratado da OTAN exige que a aliança defenda militarmente os países membros, dos quais existem 28, mas não parceiros. Ainda assim, os estados parceiros contribuem regularmente para operações da OTAN, como as do Afeganistão e missões navais ao longo da Somália e no Mar Mediterrâneo.

Israel é parceiro da OTAN desde 1994. De 2010 a 2016, suas tentativas de abrir uma missão oficial na sede da organização em Bruxelas foram frustradas pela Turquia.

Ele falou em um momento de crescente tensão entre Israel e Irã. Israel vem travando uma campanha para impedir que o Irã estabeleça uma presença permanente na Síria e no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também liderou a oposição ao acordo nuclear com o Irã, pedindo que ele seja descartado ou consertado. Os EUA se retiraram no mês passado.

Com informações The Israel of Times

 

Amin al-Husseini, o líder palestino amigo e colaborador de Hitler

Por Andréa Fernandes

Quando assistimos horrorizados à crueldade praticada pelos terroristas do Estado Islâmico contra os cristãos, yazidis, curdos, homossexuais e outras minorias do Iraque e Síria, a primeira reação advinda é a estupefação com o nível incompreensível de brutalidade que muitos apologistas religiosos afirmam estar totalmente desvinculado do “verdadeiro islã”.

Entrementes, como não almejo alcançar o panteão obscuro dos “politicamente corretos” para agradar os seguidores da “banalização do mal”, confesso que muito embora reconheça existir uma parte da comunidade muçulmana adepta à paz – sem, no entanto, precisar estimativas como muitos fazem – acredito que a essência da religião tem grande possibilidade de conduzir o seguidor a um comportamento virulento contra os chamados “infiéis”.

A história da evolução dos povos muçulmanos está repleta de evidências que corroboram o meu entendimento, e nesse mister, importa trazer à lume um fato histórico paradigmático.

Assim que os britânicos se assenhoraram da “Palestina” após o esfacelamento do Império Otomano (1917-1918), implantaram uma política antissemita de apoio à violência árabe para impedir o cumprimento da Declaração Balfour, que previa a criação de um lar nacional judaico na região. Nesse sentido, escolheram Amin al-Husseini como líder oficial das comunidades árabes de Jerusalém, atribuindo-lhe o título de grão-mufti (chefe dos juristas que interpretavam as leis religiosas), dado o seu histórico criminoso ao liderar a revolta dos árabes contra os judeus no ano de 1920, revolta esta que resultou numa simbólica sentença condenatória a 10 anos de prisão, prontamente revogada, a fim de que Husseini desse continuidade aos seus discursos de ódio que inflamavam diversos grupos árabes para cometer atrocidades contra os judeus.

A longa carreira do religioso muçulmano palestino como grão-mufti de Jerusalém lhe proporcionou a oportunidade de apregoar incitamentos de ódio contra as comunidades judaicas. Expressões tais como, “itbah al-yahud” (matem os judeus) e “nashrab dam al-yahud” (beberemos o sangue dos judeus), fomentaram ataques árabes, aumentando a violência antijudaica que se espelhava em massacres.

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Objetivando expulsar os judeus nativos e refugiados da “Palestina” através de atos violentos contra os civis mais vulneráveis (idosos, mulheres e crianças), os discursos do futuro “conselheiro de Hitler” culminaram no Massacre de Hebrom, no ano de 1929. Árabes assassinaram covardemente estudantes de uma instituição hebraica de ensino superior e invadiram lares judaicos assassinando diversas famílias.

Com efeito, convém avocar o relato do chefe de polícia britânico de Hebrom, que sintetiza perfeitamente a política de “limpeza étnica” perpetrada pelo grão-mufti racista em face das vítimas indefesas, tais quais as vidas ceifadas pelos terroristas do Estado Islâmico:

“Ao ouvir os gritos num quarto, subi por uma espécie de passagem em um túnel e vi um árabe cortando a cabeça de uma criança com uma espada. Ele já a havia atingido e estava cortando novamente e, ao ver-me, tentou atingir-me, mas errou: estava praticamente na boca do meu rifle. Eu o atingi na virilha. Atrás dele estava uma mulher judia coberta de sangue com um homem que reconheci como um policial (árabe) chamado Issa Sheril, de Jafa… Estava de pé sobre a mulher com um punhal na mão. Ao ver-me, fugiu para um quarto vizinho e tentou trancar-me – gritando em árabe “senhor, eu sou um policial”. Eu entrei no quarto e atirei nele.”

Qualquer semelhança entre o depoimento acima e os testemunhos que lemos nos jornais acerca da barbárie executada pelo ISIS é “mera coincidência” que tem preenchido a história dos povos muçulmanos.

Como bem frisa Pamela Geller, o “Hitler muçulmano” acreditava que os nazistas cumpririam o seu desejo de eliminar os judeus de seus territórios sagrados, inclusive, Jerusalém, que sempre teve maioria judaica, cumprindo assim a “lição” que recebeu do profeta Mohammad – exemplo maior do Islã – ao matar e/ou expulsar todos os judeus de Meca e Medina. Aliás, fala-se muito por aí entre os “intelectualóides” acerca da “inspiração luterana” do ódio de Hitler contra judeus, porém, esconde-se a realidade de que os religiosos que entusiasmaram os nazistas para praticar o Holocausto não foram bem os cristãos, e sim, os muçulmanos. É bom lembrar da declaração do chefe das tropas nazistas SS Heinrich Himmler ao chefe de propaganda Josef Goebbels:

Eu não tenho nada contra o Islã porque ele educa os homens desta divisão para mim e promete o céu se eles lutarem e forem mortos em ação. Uma religião muito prática e atraente para os soldados.”

Percebe o quanto a “religião da paz” foi vista como útil aos interesses nazistas de erradicar os judeus com a “solução final”? Contudo, a relação promíscua do líder palestino genocida Al-Husseini com o nazismo é um fato que historiadores não comentam em salas de aula e já provocou prisão de um jornalista na Alemanha por ter ousado publicizar nas redes a outra face – verdadeira – do líder religioso muçulmano que sonhava com o extermínio de judeus para se apropriar de suas terras.

O “infiel” Michael Sturzenberg não entendeu que a sharia (lei islâmica) proíbe críticas ao Islã – em alguns países gera pena de morte – e também não aprendeu que “liberdade de expressão” é um “decadente” conceito ocidental que não tem mais lugar na “Eurábia”. O jornalista teve a infeliz ideia de postar um retrato no Fabeook mostrando a colaboração islâmico-nazista, fato histórico que já foi suprimido por “educadores” imbuídos no ensino das “maravilhas da cultura islâmica” e “trevas da cultura imperialista-racista ocidental”. Seis anos de prisão é a consequência por não obedecer a sharia estabelecida pelo país que obriga crianças alemãs a participarem de projetos educacionais de visita aos locais onde foram perpetrados o Holocausto, mas “desobriga” crianças muçulmanas a participarem do referido projeto educativo em respeito ao “ódio sectário” dos líderes muçulmanos mais ortodoxos.

Esse tema do “ódio genocida palestino” é tão relevante ser tratado que renderá novo artigo brevemente… Vou aproveitar enquanto não há prisões no Brasil por críticas à religião protegida pela mídia esquerdista que elegeu o Cristianismo para “crucificar”.

A penalidade mais comum que tenho recebido por denunciar as perversidades de países muçulmanos contra minorias vem sendo o “bloqueio” no Facebook, e o que escrevo hoje é justamente em “repúdio” à censura que tenta impedir o meu direito de denunciar as violações de direitos humanos de parte de um “povo  inventado” ansioso por fazer com os judeus o mesmo que fez com os cristãos de Belém, que deixaram de ser maioria de 80% naquele território importante para a fé cristã por “obra e graça” dos seguidores da “religião da paz” protegida pela “mãe das prostitutas”, ONU!

Enquanto cristãos forem perseguidos, discriminados e massacrados em países muçulmanos hei de lembrar que a inspiração de ódio “islâmico-nazista” deve ser combatida veementemente sob pena de continuarmos observando de forma omissa crimes horrendos em nome de ideologias cruéis como o Nazismo que dizimou 6 milhões de judeus e o “islamofacismo” que dizimou milhões de cristãos armênios, gregos e assírios na “Turquia genocida“.

A “informação” sem a roupagem enganosa do “politicamente correto à la sharia” ainda é o melhor instrumento de combate ao “ódio religioso” que verdadeiramente mata milhares de seres humanos todos os anos!

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista, jornalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires e Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos no Oriente Médio.

Grupos radicais se unem e a violência contra cristãos aumenta

Jihadistas africanos prometem fidelidade ao Estado Islâmico

O Estado Islâmico (EI) está conquistando cada vez mais adeptos e apoiadores na África. Um comandante da facção Al-Shabaab, que significa “Movimento do Jovem Guerreiro”, declarou atualmente: “Nós, os mujahideen da Somália, declaramos fidelidade ao califa Ibrahim Ibn al-Awad”.

O termo “mujahideen” está no plural árabe e quer dizer “guerreiros santos” e o califa citado é mais conhecido pelo nome de guerra “Abu Bakr al-Baghdadi”, líder do EI e autoproclamado califa do mundo mulçumano, listado pela polícia federal como um terrorista internacional. O comandante que declara fidelidade ao califa tem crenças apocalípticas e ambição de ser um grande governante.

Muitos jihadistas africanos estão fazendo o mesmo e declarando a entrega dos territórios que controlam como províncias do EI, o que alarga sua esfera de influência no continente. Isso tem sido cada vez mais frequente, desde o Al-Qaeda, em 2012.

As promessas de fidelidade ao EI pode indicar duas coisas: primeiro uma confusão e contradição entre os líderes sobre as estratégias e formação de alianças. E, segundo, isso pode levar a uma situação em que as facções se virem umas contra as outras. Mas enquanto isso, a violência contra os cristãos, principal alvo destes grupos, só aumenta.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/11/grupos-radiciais-se-unem-e-a-violencia-contra-cristaos-aumenta

Curdos anunciam aliança contra o Estado Islâmico e dizem ser alternativa a Assad

Moscovo aumenta ofensiva aérea e abre caminho a forças pró-governamentais na Síria. Sem uma oposição moderada forte, Ocidente continua sem saber o que fazer a Assad.

À medida que Moscovo abre caminho a novas reconquistas para Assad na Síria, as peças do conflito podem ter-se movido a favor do Ocidente pela primeira vez em semanas. As milícias curdas no Norte da Síria, as YPG, o aliado mais poderoso e eficaz do Ocidente na luta ao autoproclamado Estado Islâmico, anunciaram esta segunda-feira a criação de uma aliança política e militar com grupos árabes e cristãos assírios que se assume como alternativa democrática ao poder do Presidente Bashar al-Assad.

Esta nova coligação, autodesignada Forças Democráticas da Síria, é composta por elementos do Exército Livre da Síria e lealistas da Coligação Nacional Síria, a formação oposicionista no exílio, vista pelo Ocidente como a principal alternativa política a Assad. “O objectivo actual, em termos práticos, é confrontar o Daesh [designação árabe do Estado Islâmico], dado que é o primeiro inimigo”, lê-se no comunicado das milícias. “Mas o objectivo é também construir uma Síria democrática no futuro”, anuncia a recém-criada aliança.

Em termos militares, esta nova coligação pode ser a resposta aos anseios do Ocidente, inconformado com a ideia de que a resistência moderada na Síria se tornou inviável com o evoluir do conflito. O Exército Livre, apoiado e equipado pelos Estados Unidos, foi perdendo gradualmente importância em face dos grupos e alianças jihadistas, melhor financiados, organizados e eficazes.

Os curdos aliaram-se a Assad no combate aos jihadistas em alguns pontos do Leste do país, mas combateram também lado-a-lado com as organizações árabes da nova aliança no Norte. Foram os cerca de 50 mil combatentes das YPG, com o apoio aéreo da coligação liderada pelos Estados Unidos, que reconquistaram Kobani e Tel-Abyad aos extremistas. Estão agora às portas de Raqqa, o bastião do Estado Islâmico. E podem passar à ofensiva.

A coligação de curdos, árabes e cristãos assírios pode beneficiar da nova estratégianorte-americana para a Síria. Washington desistiu de treinar grupos inteiros de rebeldes moderados no estrangeiro – uma táctica que se revelou um fiasco – e decidiu em vez disso apoiar comandantes da sua confiança. Segundo o porta-voz de um dos grupos da nova aliança, o apoio norte-americano já foi negociado. “Disseram-nos que as novas armas estão a caminho”, disse à Reuters Abu Muazz, representante de um grupo com algumas centenas de combatentes que tenta libertar Raqqa do domínio do Estado Islâmico.

Rússia aumenta ataques

Moscovo aumentou expressivamente a sua ofensiva aérea na Síria nos últimos dias e deixou a porta aberta para que forças aliadas a Assad recuperem parte do território que o Presidente sírio perdeu nos últimos meses. Os caças russos fizeram 55 ataques entre domingo e esta segunda-feira, segundo o Kremlin, que se somam às dezenas do fim-de-semana – mais de 60 por dia, segundo o The New York Times. Mais do que o dobro das 25 ofensivas diárias da última semana.

As bombas russas têm permitido novos avanços das forças do regime, que nesta segunda-feira conquistaram duas vilas nos arredores de Hama, uma das poucas capitais de província ainda no poder de Damasco, e aproximavam-se com perigo de Khan Cheikhoun, nos arredores de Idlib, ponto estratégico na auto-estrada que liga a capital síria a Aleppo. Em Latakia, bastião alauita de Assad, grupos pró-governamentais recuperaram cinco aldeias e afastaram o cerco rebelde à região.

Iraqi Shia want Putin help to oust ISIS, apparently unaware he’s mainly ignoring it in Syria. http://t.co/58XYHSHfEd pic.twitter.com/outdYC3wrz

Os principais alvos dos bombardeamentos russos são Homs, Hama, Latakia e Idlib, tudo grandes territórios no Noroeste do país e zonas em que o regime está ameaçado ou pode avançar com perigo contra grupos insurgentes. São conhecidas poucas, se algumas, posições do autoproclamado Estado Islâmico nestas regiões, embora os meios de informação estatais na Rússia defendam que o grupo é o único alvo dos caças. Apenas uma fracção das ofensivas russas atingiu Raqqa.

A força rebelde mais fustigada pelos caças de Moscovo é a coligação Exército da Reconquista. Trata-se de uma aliança de grupos radicais islamistas a que pertence o poderoso braço da Al-Qaeda na Síria, a Frente al-Nusra. Mas há também unidades do fragmentado Exército Livre da Síria entre os alvos das bombas russas.

Vladimir Putin afirma que o seu objectivo é “estabilizar o Governo legítimo e criar condições para um compromisso político”. Estados Unidos e União Europeia censuram-no. Os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros reforçaram as suas críticas nesta segunda-feira a partir do Luxemburrgo, onde se reuniram pela primeira vez desde o início da campanha aérea de Moscovo na Síria.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/curdos-anunciam-alianca-contra-o-estado-islamico-e-dizem-ser-alternativa-a-assad-1710963

Mais de 30 movimentos se unem ao grupo Estado Islâmico

Movimentos são de diferentes tamanhos e importância.

Vinte e um um movimentos jihadistas no mundo juraram lealdade ao líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, e dez expressaram apoio, de acordo com uma lista compilada pelo centro americano de vigilância de grupos extremistas IntelCenter.

De acordo com essa lista, esses 31 movimentos estão implantados em todo o mundo, em um arco que vai da Argélia à Indonésia.

O líder da Da’esh (acrônimo em árabe para o EI) proclamou no final de junho de 2014, na cidade iraquiana de Mossul, o estabelecimento de um califado islâmico e adotou o nome de “califa Ibrahim”, exortando todos os muçulmanos do mundo a jurar lealdade a ele.

No dia seguinte, um grupo na Argélia (o Batalhão Al-Huda no Magrebe), outro no Sinai egípcio (Jamaat Ansar al-Bait Maqdis) e outro em Baalbeck (Líbano, Liwa Ahrar al-Sunna) prometeram lealdade ao novo líder, seguidos nas semanas posteriores por 18 outros movimentos, incluindo o Boko Haram na Nigéria e o Jund al-Khilafah na Tunísia.

Dez outros grupos, segundo o IntelCenter, manifestaram o seu apoio ao califa sem jurar lealdade formalmente.

Esses 31 movimentos são de diferentes tamanhos e importância, alguns altamente estruturados e com centenas e, às vezes, milhares de combatentes e outros quase inexistentes ou dissidentes de movimentos jihadistas conhecidos, dizem os especialistas.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/mais-de-30-movimentos-se-unem-ao-grupo-estado-islamico,2dd91ea40957c410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

Que perigo traz a aliança entre Estado Islâmico e Boko Haram?

Recentemente, o grupo autodenominado “Estado Islâmico” (EI) aceitou formar uma aliança com o Boko Haram, da Nigéria. Mas o ato foi apenas simbólico ou o pacto eleva as ameaças de jihadismo ao redor do mundo?

“Definitivamente, a ameaça agora é muito maior”, afirma o jornalista da BBC Hausa (parte do serviço africano da BBC) Aliyu Tanko, que acompanha de perto a atuação do grupo africano.

Na opinião de Tanko, a aliança significa uma nova “porta de entrada” para o jihadismo.

Ou seja, aqueles que estão dispostos a lutar em prol dos extremistas islâmicos têm agora a opção de ir para o norte da Nigéria.

Já o porta-voz do EI, Abu Mohadmed Al-Adnani, em uma gravação divulgada na quinta-feira para informar que o grupo aceitava o juramento de lealdade do Boko Haram, classificou a aliança como “uma nova porta para emigrar à Terra do Islã e do combate”.

E, com isso, ele anunciou que o califado, o sistema de governo organizado em torno de um califa por meio do qual o EI pretende apagar as fronteiras atuais e redesenhar os mapas, passará a se estender até a África Ocidental.

Intercâmbio difícil

Especialistas dizem que aliança pode soar como convocatória a jihadistas.

Mas especialistas entrevistados pela BBC afirmam ser improvável que a aliança se materialize com intercâmbio de jihadistas ou troca de informações para a realização de ataques.

Milhares de quilômetros ─ e muitas fronteiras ─ dividem Mossul, bastião do EI no norte do Iraque, e Gwosa, quartel-general do líder do Boko Haram, Abubaker Shekau, na Nigéria.

“E além de distantes, são dois cenários completamente diferentes”, diz Jesús Díez Alcalde, do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos, órgão ligado ao Ministério da Defesa da Espanha.
Embora ambos os grupos compartilhem de uma visão salafista e fundamentalista do Islã, “Iraque e Síria são árabes e na Nigéria predominam as etnias negras”, diz Alcalde.

“Por isso acredito que seja difícil o intercâmbio em termos práticos”, acrescenta.
No entanto, na semana passada, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, disse que militantes do Boko Haram estavam viajando a campos de treinamento do Estado Islâmico.

Em declarações à rádio pública Voice of America, dos Estados Unidos, Jonathan não especificou em quais países se encontram esses campos.

“Você pode criar todos os cenários possíveis e especular”, disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Aminu Gamawa, advogado e analista especializado em jihadismo baseado em Washington. Gamawa avalia que, até agora, há pouca evidência do impacto dessa aliança.

Ele se refere a teorias como a que supõe que o território controlado pelo Boko Haram no norte da Nigéria, nos arredores do deserto do Saara, facilitaria um intercâmbio de armas e de militantes em toda a Líbia.
“Não está claro como será organizada a relação entre os dois grupos e se uma rede será realmente formada.”

Aliança ou colaboração ocasional?

Na Nigéria, Abubaker Shekau lidera insurgência de milhares de combatentes

Gamawa acrescenta que, ao jurar lealdade ao líder do EI, Abubaker Al-Baghdadi, também conhecido como califa Ibrahim, o chefe do grupo extremista mais forte na África vai obedecer às suas ordens.

Abubaker Shekau, do Boko Haram, lidera uma insurgência de milhares de combatentes, cerca de 9 mil, segundo o especialista de segurança Tom Keatinge ─ com uma receita líquida anual estimada em US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões). O grupo começou a se rebelar em 2009 e ganhou notoriedade com o sequestro de mais de 200 meninas em Chibok. As meninas foram raptadas em abril do ano passado e ainda permanecem desaparecidas.

“Além disso, é preciso ter em mente que o Boko Haram se dividiu em diferentes facções”, acrescenta Gamawa.
O instituto de pesquisa com sede em Bruxelas Internacional Crisis Group estima que são seis os subgrupos e que eles operam com grande autonomia em todo o norte e centro da Nigéria.

Nesse sentido, Alcalde, do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos, não acredita que o EI vai dizer ao Boko Haram como e onde atacar, muito mais pelas dificuldades pragmáticas do que por uma improvável submissão de Shekau a Al-Baghdadi.

Apoio à Propaganda
Boko Haram ganhou notoriedade mundial com sequestro de mais de 200 meninas, que permanecem desaparecidas
Ambos os especialistas e Jonathan Hill, analista do King’s College de Londres, também entrevistado pela BBC Mundo, destacam que o maior impacto da união entre os dois grupos será verificado pela ótica da propaganda.

Para Hill, na verdade, é essa a razão que levou o Boko Haram a jurar fidelidade ─ e o EI a aceitá-la.

“O Boko Haram busca atenção em um momento que está sob pressão do Exército nigeriano” e seus aliados, diz ela.
“Além disso, (o grupo) busca atrair os holofotes para a África Subsaariana, uma região muito menos midiática do que o Iraque ou a Síria, apesar de o saldo de mortos também ser muito alto.”

“Ao unir-se ao EI, o Boko Haram ganha visibilidade, já que passa a poder se apresentar como algo muito maior”, acrescenta.

“E o EI, por sua vez, consegue manter o momentum quando o combate contra o jihadismo começa a ganhar força no Iraque.”

De acordo com especialistas entrevistados, aliança fortalece máquina de propaganda do jihadismo
Alcade concorda com Hill. Ele argumenta que ambos os grupos vivem um momento de relativo enfraquecimento e que esse foi um dos motivos para a união.

Em 18 de janeiro deste ano, antes mesmo da oficialização do pacto, a união entre o EI e o Boko Haram já dava frutos. Nasceu no Twitter o primeiro perfil oficial do grupo extremista africano. Rapidamente, ganhou a adesão de várias contas do Estado Islâmico.

Como resultado, os vídeos do Boko Haram passaram a ser produzidos de forma mais sofisticada, uma indicação da colaboração do EI, segundo os especialistas.

“Eles querem mostrar que a expansão jihadista não tem limites”, diz Alcalde.
Para o especialista espanhol, mesmo que a união “dos dois grupos jihadistas mais sanguinários da atualidade” seja simbólica, ela agrava a ameaça.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150317_boko_haram_ei_alianca_lgb

Paquistão se recusa a participar de aliança anti-Irã da Arábia Saudita

Campanha da Arábia Saudita para construir uma ampla aliança sunita para conter o Irã aparentemente sofreu pelo menos um retrocesso a partir do Paquistão. Islamabad optou, pelo menos por enquanto, evitar tornar-se enredado na guerra fria sectária entre Riad e Teerã.

No início deste mês, primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif foi convidado pelo reino para conversações urgentes com o rei Salman bin Abdul-Aziz Al Saud e seus assessores. O rei reuniu Sharif no aeroporto para sublinhar a importância das conversações. O tema principal foi a agressão iraniana no mundo árabe e o prazo iminente para as negociações do P5 + 1 sobre o projeto nuclear iraniano. O rei queria garantias firmes de Sharif que o Paquistão se alinharia com a Arábia Saudita e seus aliados árabes sunitas contra o Irã, especialmente por procuração na guerra em curso no Iêmen.

Salman queria especificamente um implantar um contingente militar paquistanês no reino para ajudar a defender a fronteira sudoeste vulnerável com o norte controlado pelos Houthi no Iêmen e para servir como uma força para deter a agressão iraniana. Há um precedente para uma força expedicionária do exército paquistanês na Arábia Saudita. Após a Revolução Iraniana, o ditador paquistanês Mohammad Zia ul-Haq implantou uma brigada blindada de elite paquistanesa no reino, a pedido do Rei Fahd para dissuadir qualquer ameaça ao país. Ao todo, cerca de 40.000 paquistaneses serviram na brigada durante mais de uma década. Hoje, apenas alguns conselheiros e especialistas paquistaneses servem no reino.

De acordo com fontes paquistanesas, Sharif relutantemente decidiu não enviar agora tropas para a Arábia Saudita. Sharif prometeu se aproximar de ações de contraterrorismo e de cooperação militar, mas não de tropas para um futuro imediato. Paquistão também se recusou a mover sua embaixada no Iêmen, de Sanaa a Aden como os sauditas e os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo têm feito para distanciar-se dos Houthis.

Os paquistaneses estão discutindo se seus militares já estão sobrecarregados enfrentando o inimigo tradicional, Índia e a crescente ameaça do Talibã paquistanês. Paquistão tem suas próprias graves tensões sectárias e violência. Cerca de 20% dos paquistaneses são xiitas e a violência sectária vem intensificando nos últimos anos. Grupos ligados à al-Qaeda, como o Lashkar-e-Jhangvi têm como alvo mesquitas xiitas e escolas para atentados suicidas. O Irã também tem mandatários no Paquistão que atacaram alvos sunitas no passado. Diante dessas dificuldades em casa, Sharif está dizendo a Salman “não” agora para as tropas.

Sharif é por natureza um homem cauteloso e um tomador de decisão muito ponderada. Ele está cuidadosamente deixando em aberto a opção de envio de tropas para o reino no futuro, se a situação de segurança se agravar. Ele também vai ser claro com o rei que o Paquistão continua a ser um aliado próximo da Arábia. A conexão nuclear paquistanesa ambígua e misteriosa com a Arábia Saudita vai permanecer em segundo plano.

O rei diminuiu sua conexão egípcia neste mês. o príncipe Muqrin prometeu US $ 4 bilhões em investimentos no Egito, na conferência de Sharm el-Sheikh, esta semana, e Kuwait e os Emirados Árabes Unidos prometeram o mesmo. Mas o Egito, também, está relutante em enviar tropas, especialmente para operações em todo o Iêmen. Egípcios ainda têm memórias amargas de sua desastrosa intervenção no Iêmen em 1960. Ironicamente, os egípcios, estavam lutando por monarquistas sauditas apoiado pelos zaiditas.

Então, por enquanto o ministro da Defesa, o príncipe saudita Mohammed bin Salman, filho do rei, terá que planejar sobre como lidar com as ameaças Houthi na fronteira sozinho com tropas sauditas. Eles não se saíram bem em confrontos anteriores com os houthis.

http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2015/03/saudi-pakistan-yemen-taliban-iran-sunni-salman.html