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Cresce ameaça terrorista na América Latina: Grupo islâmico “Hezbollah” planejou atentados em larga escala no Chile, Bolívia e Peru

Por Amir Kater

            O brasileiro já está habituado a ouvir que há toda sorte de grupos radicais na América Latina e que há campos de treinamento desses grupos em determinados países, sendo que alguns deles são patrocinados por ouro nazista, como na Argentina, por exemplo. Contudo, as evidências consolidam o entendimento da ampliação das atividades terroristas na região, pois segundo informação do diário saudita Okaz, as forças de segurança sul-americanas invadiram um depósito da organização terrorista Hezbollah nos arredores da capital boliviana e impediram os planos de atacar a Bolívia, Chile e Peru[1], sendo apreendidos materiais que demonstravam capacidade para fazer uma bomba de 2,5 toneladas que seria utilizada num veículo também apreendido.  O local de armazenamento se encontrava em La Paz, onde em 2016, num voo da GOL, três australianos foram detidos com explosivos a caminho do Brasil[2]. Talvez, não haja conexão entre os fatos, mas os mesmos demonstram que a América Latina vem sofrendo o que há muito aconteceu na Europa enquanto as comunidades árabes muçulmanas iam se instalando.

         Não há motivo, também, para não pensar mais amplamente e inserir a Argentina – que já sofreu ataque em 1992 contra a AMIA[3], uma instituição judaica, deixando um grande número de mortos, incluindo crianças – bem como não se pode eximir de risco o Brasil[4], com sua tríplice fronteira apinhada de radicais islâmicos, que encontram na fácil passagem a condição de contrabandear toda espécie de objetos, incluso armas, como é bem sabido, além de poderem ter “o repouso do guerreiro” e o “sumiço” temporário de suas atividades junto aos seus grupos, células ou partidos.

            Grupos como o “Hezbollah” possuem vasta experiência na confecção de explosivos, mísseis com alcance superior a 300 quilômetros, tal qual  já visto sendo disparados contra Israel, inimigo histórico do grupo terrorista. Com isso, podemos começar a vislumbrar a real fragilidade dos países da América Latina, por vários motivos, como facilidade de entrada e saída de suas fronteiras, uma facilidade enorme em corromper agentes da lei, entes políticos, que independente de como sejam corrompidos, já estão alinhados com a agenda global de implementação da “imigração refujihadista” islâmica, que vem impondo seu sistema teo-político irascível e assassino para com os que não comungam de seus ideais, travestidos de “religião da paz”.

            Ainda na seara dos explosivos, se percebe que os mecanismos, materiais e outros insumos poderiam levar a cabo a confecção de um artefato explosivo que poderia chegar a pesar, 2,5 (duas e meia) toneladas, além de um veículo, tipo mini-van, que estava sendo preparado para receber artefatos explosivos.

            Chama a atenção o fato que a operação ocorre logo após a divulgação de um relatório do jornal do Kuwait que cita o comandante adjunto da Guarda Revolucionária Iraniana como sendo o responsável pelos armamentos e plantas que estavam em posse dos integrantes do “Hezbollah” no Líbano, onde hoje estão fortemente estabelecidos. Percebemos, mais uma vez, que o Irã aparece como fomentador de ataques terroristas, direta ou indiretamente, o que, por sinal, já é desde sempre uma prática desse país.

            “ De acordo com o relatório traduzido e distribuído pelos pesquisadores do MEMRI, fábricas que o Irã estabeleceu recentemente no Líbano estão a uma profundidade de mais de 50 metros e são protegidas contra bombardeios. Os mísseis são fabricados em diferentes alas das fábricas e, finalmente, são montados em uma unidade.” É o que consta de uma das partes da matéria assinada por Mordechai Sones (Israel National News | Traduce: © estadodeisrael.com)

              Há denúncia, ainda, da época em que Israel destruiu uma fábrica de armas no Sudão, tal instalação fabricante de armas pertencente ao Irã, que por sua vez, forneceu armas ao “Hezbollah” com o apoio da Síria, que permite ser usada como intermediária, e que acaba por facilitar o desenvolvimento por parte dos guardas revolucionários de ações para construção de fábrica de armas no Líbano.

              Sabido, mais do que informado é que alguns peritos foram levados à Universidades de Teerã, para o desenvolvimento de fábricas de todo tipo de armamento, sempre subterrâneas, com grande profundidade abaixo do solo para maior dificuldade de detecção, assim como fizeram com algumas prisões.

“Estas plantas foram construídas a uma profundidade de mais de 50 metros e acima destes, existem diferentes camadas de diferentes tipos de barricadas que os aviões israelenses não são capazes de atingi-las.  Além disso, os mísseis não são fabricados numa instalação, mas em algumas partes em várias plantas e finalmente reunidos em uma única unidade. “

            Essas fábricas foram gradativamente transferidas para o controle do grupo terrorista “Hezbollah”, e, atualmente, estão sob supervisão e funcionamento integral a mando e controle do mesmo grupo.

      Percebe-se todas as condições necessárias para criar artefatos dos mais variados e mísseis que poderiam cobrir grandes distâncias, como mencionado no início deste, de vários tipos como: mísseis terra-terra, mísseis terra-mar, bombas de luz, barcos lançadores de torpedos, além de UAVs por espionagem e armas mísseis, porta-aviões, mísseis anti-tanque e barcos blindados.

          O material encontrado poderia atender a demanda de até cinco grandes atentados. Entretanto, cabe salientar que a cooperação entre jornalistas, órgão de segurança e outras instituições têm conseguido grande êxito em impedir que se lancem ataques contra entes públicos, aeroportos e pontos turísticos.

         Não obstante, temos que tomar mais atenção à política externa, em realidade, a política mundial das esquerdas, que se alinham em prol da islamização do globo, ou boa parte dele. Podemos, no Brasil, começar analisando pelo desarmamento da população, as políticas de gênero, a deturpação escolar quanto a questões como sexo, agenda de de doutrinação política, com pessoas como Deborah Duprat, Procuradora Federal, que disse abertamente: “…nossas crianças não pertencem aos pais, mas sim ao estado…”(sic), basicamente, numa política hitleriana, que se alinha como muito sabemos  a algumas das práticas islâmicas com relação à doutrinação dos professantes “infiéis” doutras visões religiosas ou teo-políticas.

        Cabe o aviso: Hoje todo cuidado é pouco, ainda mais em países com baixa atenção à segurança nacional, às suas fronteiras, com uma população idiotizada por discursos populistas e distribuição de recursos pífios que só maquiam a realidade do que se engendra na calada da noite, com projetos, políticas, desvios e envio de valores para grupos terroristas, alinhamento com países que fomentam o terror em favor da instalação dum governo único, e sob o poder da cimitarra dos senhores da espada.

Fonte da Imagem: Brasil Soberano e Livre

[1] http://www.radioworld.com.sv/grupo-terrorista-hezbollah-en-sudamerica-desbaratan-atentados-masivos-en-bolivia-chile-y-peru/

[2]http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/australianos-sao-impedidos-na-bolivia-de-viajar-com-dinamite-para-o-brasil.html

[3] https://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/10/25/ult1807u31822.jhtm

[4] http://veja.abril.com.br/mundo/investigacao-de-atentado-na-argentina-aponta-ramificacoes-de-rede-terrorista-no-brasil/

O Irã Está se Apoderando da América Latina

  • “É um assunto de vida ou morte. Preciso que intermedeie junto à Argentina uma ajuda para o programa nuclear de meu país. Precisamos que a Argentina compartilhe conosco a tecnologia nuclear. Sem a colaboração do país, será impossível avançar em nosso programa”. — Ex-Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad trocando ideias com o falecido Presidente da Venezuela Hugo Chávez.
  • De acordo com os informantes venezuelanos, encobrir os acusados iranianos do ataque à AMIA foi tão somente o objetivo secundário na aproximação com a Argentina. O objetivo primordial foi obter acesso aos materiais e à tecnologia nuclear da Argentina, meta esta um desejo iraniano de mais de três décadas.
  • No decorrer dos últimos 32 anos, o Irã obteve um sucesso estrondoso no que tange a promoção da mensagem anti-israelense e antiamericana na América Latina. A rede de TV iraniana HispanTV pertencente ao governo do Irã, transmite programas em espanhol 24 horas por dia, sete dias por semana em pelo menos 16 países da região.
  • A suspensão das sanções e a entrada de bilhões de dólares como resultado do acordo nuclear do Irã irá sem a menor sombra de dúvida ajudar o Irã na América Latina, onde muitos países estão passando por turbulências na economia, podendo assim utilizar os “estímulos” iranianos.
  • Ao passo que a América Latina não raramente é considerada um lugar atrasado e sem muita importância para os Estados Unidos, ela é de grande valia geopolítica para a República Islâmica do Irã.

Faz dois meses que o Irã e a Arábia Saudita estão brincando de cabo-de-guerra para ver quem fica com a América Latina. Em 10 de novembro de 2015 o Vice-Ministro das Relações Exteriores do Irã se reuniu, a portas fechadas, com os embaixadores de nove países da América Latina para reiterar o desejo da República do Irã de “expandir e aprofundar os laços” com aquela região. No final daquele mês outras declarações no mesmo sentido foram proferidas pelo Presidente do Irã Hassan Rouhani e pelo Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei no Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF em inglês) em Teerã.

Naquele mesmo dia o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita Adel al-Jubeir presidiu uma reunião de cúpula sul-americana/árabe em Riad. O Ministro das Relações Exteriores al-Jubeir que já foi Embaixador nos Estados Unidos em 2011, foi alvo de uma conspiração de assassinato iraniana/latino americana.

A mensagem da reunião de cúpula saudita foi inequívoca: uma reaproximação árabe com os países sul-americanos irá aumentar o isolamento do Irã no mundo.

Lamentavelmente para a Casa de Saud, no caso da América do Sul, ela (Casa de Saud) está mais de trinta anos atrás de seus rivais persas.

Após a revolução de 1979, os líderes da recente estabelecida República Islâmica do Irã procuraram não só mudar seu país como também o mundo. Em 1982 o Irã sediou uma conferência internacional da Organização de Movimentos Islâmicos, reunindo mais de 380 clérigos de cerca de 70 países dos quatro cantos do planeta incluindo muitos da América Latina.[1] O propósito da conferência era exportar para o mundo a revolução iraniana.

No ano seguinte, em 1983, o Corpo de Elite da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC em inglês) desfechou sua primeira operação terrorista internacional de grande vulto: o atentado a bomba contra os alojamentos dos Marines em Beirute. Essa ação levou à retirada das forças multinacionais do Líbano. Naquele mesmo ano o Irã começou a financiar e treinar o Hisbolá no Líbano. 1983 também foi o ano que a República Islâmica iniciou as operações secretas na América Latina.

Em 27 de agosto de 1983, o primeiro agente iraniano enviado à América Latina desembarcou em Buenos Aires, Argentina. Mohsen Rabbani não é um agente qualquer, ele é um dos agentes mais bem treinados e dedicados da inteligência iraniana. [2] Funcionários dos serviços de informação da América Latina o apelidaram de “professor de terrorismo”.

Rabbani ficou mais de dez anos na Argentina, criando condições que abriram caminho para que Hisbolá desfechasse um dos maiores ataques terroristas, com total impunidade: o atentado desferido em 18 de julho de 1994, contra a AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina) Centro Cultural Judaico em Buenos Aires. O ataque, perpetrado por um homem bomba que levou um caminhão repleto de explosivos para o interior do edifício da AMIA, matou 85 pessoas e feriu outras centenas. Essa não foi a primeira vez que a Argentina se viu diante do terrorismo islâmico, dois anos antes em 17 de março de 1992, a Embaixada de Israel em Buenos Aires também foi atacada.

Muitas das autoridades que colaboraram com Rabbani para que ele pudesse executar o ataque contra a AMIA ainda são atores políticos de peso dentro da República Islâmica. Ahmad Vahidi, fundador da temida Unidade Especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica do IRGC que também foi até recentemente Ministro da Defesa, foi claramente citado no indiciamento oficial da AMIA pela Unidade de Investigações do Gabinete do Procurador Geral da Argentina. Mohsen Rezai e Ali Akbar Velayti, ambos candidatos à presidência nas eleições iranianas de 2013, também são claramente citados no mesmo indiciamento pelas autoridades argentinas.[3]

No decorrer dos últimos 32 anos, o Irã obteve um sucesso estrondoso no que tange a promoção da mensagem anti-israelense e antiamericana na América Latina. A rede de TV iraniana HispanTV pertencente ao governo do Irã, transmite programas em espanhol 24 horas por dia, sete dias por semana em pelo menos 16 países da região.

Formalmente o Irã também dobrou o número de embaixadas na América Latina, de seis em 2005 para as doze de hoje.

Informalmente, de acordo com o Comando do Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM), o Irã inaugurou mais de 80 centros culturais islâmicos que vêm promovendo o Islã xiita em toda a América Latina. Esse número representa um crescimento de mais de 100% desde 2012 quando, de acordo com estimativas do USSOUTHCOM, o Irã controlava apenas 36.[4]

Mas acima de tudo, o Irã estabeleceu uma presença militar e de inteligência sem precedentes, que se estende da Terra do Fogo no extremo sul da Argentina até o Rio Grande na fronteira com os Estados Unidos. O Irã atua em todos os países da América Latina.

A falta de transparência, corrupção na política, altos níveis de criminalidade e violência, isso sem falar das crescentes atitudes antiamericanas e anti-israelenses na América Latina, possibilitaram ao Irã usufruir desse sucesso. Dados os esforços de um punhado de governos regionais em revolucionar a região, essa propensão só fez crescer na última década. Graças ao legado do falecido Hugo Chávez e seus contemporâneos como Nicolás Maduro, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega, Cristina Fernández de Kirchner, Salvador Sánchez Cerén e outros, o Irã goza de um poder jamais visto na América Latina.

Apesar da recente eleição realizada na Argentina oferecer uma nova oportunidade para o presidente eleito Mauricio Macri, isso por si só não enfraquece a influência do Irã sobre o continente. Por mais de três décadas a República Islâmica vem estudando a prática política e as propensões socioeconômicas da região. Em vários países o Irã tem uma presença e influência maior que a dos Estados Unidos.

A importância da América Latina para o Irã foi realçada por artigo bomba publicado em março deste ano na revista Veja. Por meio de entrevistas concedidas por informantes do alto escalão venezuelano, que estão colaborando com as autoridades norte-americanas, a reportagem da Veja denuncia que a mudança da posição de décadas do governo argentino em relação à política de congelamento nas relações diplomáticas com o Irã (devido ao atentado contra a AMIA em 1994) não foi alterada em 2013 com o polêmico Memorando de Entendimentos(MOU), assinado pelos dois países. A posição política argentina também não mudou dois anos antes, em 2011 quando o Ex-Ministro das Relações Exteriores Argentina Hector Timmerman se reuniu secretamente na Síria com o seu então colega iraniano Ali Akbar Salehi a fim de negociar a MOU, que tinha como objetivo encobrir o papel do Irã no ataque à AMIA.[5]

Muito pelo contrário, o artigo da Veja revelou que o início do estreitamento das relações da Argentina com o Irã se deu em 2007 quando a então Senadora Cristina Fernández de Kirchner se tornou presidente da Argentina, em parte graças ao apoio financeiro recebido do Irã, cortesia de Hugo Chávez da Venezuela.[6] A altamente polêmica MOU entre a Argentina e o Irã foi na realidade uma promessa de campanha feita seis anos antes pelo presidente argentino Fernández de Kirchner, que estava no fim do mandato.

A revelação mais digna de nota do artigo da Veja, no entanto, não é quem o Irã subornou e comprou na América Latina e sim a razão do suborno iraniano.

De acordo com os informantes venezuelanos, encobrir os acusados iranianos do ataque à AMIA foi tão somente o objetivo secundário na aproximação clandestina para com a Argentina. O objetivo primordial foi obter acesso aos materiais e à tecnologia nuclear da Argentina, meta esta, ao que tudo indica, um desejo iraniano de mais de três décadas.

Segundo o falecido Dr. Alberto Nisman, promotor geral da Argentina que investigava o ataque contra a AMIA, o objetivo de acessar o sigiloso programa nuclear argentino é o motivo pelo qual a Argentina foi o alvo do Irã e do Hisbolá no início os anos 1990. De acordo com o Dr. Nisman, a motivação do Irã em visar Buenos Aires no ataque contra a AMIA foi uma resposta direta ao cancelamento por parte do governo argentino dos acordos de cooperação nuclear em vigor entre os dois países desde meados dos anos 1980.[7]

No artigo da Veja consta uma exposição esclarecedora sobre uma reunião, a portas fechadas, realizada em 13 de janeiro de 2007 entre o então Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad e o falecido Presidente da Venezuela Hugo Chávez. No encontro Ahmadinejad diz a Chávez:

“É um assunto de vida ou morte. Preciso que intermedeie junto à Argentina uma ajuda para o programa nuclear de meu país. Precisamos que a Argentina compartilhe conosco a tecnologia nuclear. Sem a colaboração do país, seráimpossível avançar em nosso programa.”

“Impossível” é uma palavra muito forte. Se for verdade, essa informação sugere que o Irãprecisa da América Latina para desenvolver seu ultra-ambicioso programa nuclear. Para o Irã a América Latina não é apenas uma atividade secundária, a região pode muito bem ser a prioridade máxima de sua política externa fora os interesses imediatistas no Oriente Médio.

“É um assunto de vida ou morte. Preciso que intermedeie junto à Argentina uma ajuda para o programa nuclear de meu país. Precisamos que a Argentina compartilhe conosco a tecnologia nuclear. Sem a colaboração do país, será impossívelavançar em nosso programa”. – Ex-Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad (na foto da esquerda à esquerda) abraçando o falecido Presidente da Venezuela Hugo Chávez. Na foto da direita Chávez com a Ex-Presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner.

A morte prematura e misteriosa do Dr. Alberto Nisman, pela qual ninguém foi indiciado formalmente, cujo corpo foi encontrado em 18 de janeiro de 2015 horas antes dele apresentar as últimas evidências do caso AMIA diante o congresso argentino, em essência abriu caminho para uma influência ainda maior dos iranianos na América Latina. A suspensão das sanções e a entrada de bilhões de dólares como resultado do acordo nuclear do Irã com o P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas mais a Alemanha) irá sem a menor sombra de dúvida ajudar o Irã em sua empreitada pela hegemonia global. É uma empreitada fácil com grandes chances de sucesso em se tratando da América Latina, onde muitos países estão passando por turbulências na economia, podendo assim dar boas-vindas aos “estímulos” iranianos.

Ao passo que a América Latina não raramente é considerada um lugar atrasado e sem muita importância para os Estados Unidos, ela é de grande valia geopolítica para a República Islâmica do Irã. Parece que a Arábia Saudita acaba de acordar em relação a esse fato. Já era tempo dos estrategistas políticos dos EUA fazerem o mesmo.

Joseph M. Humire é o Diretor Executivo do Center for a Secure Free Society (Centro para uma Sociedade Livre e Segura – SFS) e co-editor do livro Iran’s Strategic Penetration of Latin America (Lexington Books, 2014)


[1] Alberto Nisman citou a conferência da OLM realizada no Irã tanto no indiciamento oficial de 2006 que tratava do ataque contra a AMIA, bem como seu pronunciamento de 2013 sobre a expansão da rede terrorista do Irã em toda a América Latina.

[2] Para obter uma descrição mais detalhada sobre Mohsen Rabbani e seu papel no ataque à AMIA em 1994, acesse a tradução para o inglês da íntegra do indiciamento de 2006 contra o Irã, da Unidade de Investigações do Gabinete do Procurador Geral da Argentina.

[3] O Comitê Executivo da Interpol não emitiu um Alerta Vermelho contra Ali Akbar Velayti porque na época do ataque contra a AMIA ele era Ministro das Relações Exteriores do Irã.

[4] Acesse posture statement de 2012 do General Douglas M. Fraser e o posture statement de 2015 do General John F. Kelly perante a Casa do Comitê de Serviços Armados para avaliar as estimativas do USSOUTHCOM sobre os centros culturais islâmicos contratados pelos iranianos na América Latina.

[5] Para obter mais informações sobre as investidas do governo argentino para negociar junto ao Irã a impunidade do ataque contra a AMIA, acesse as denúncias formais de Alberto Nisman perante o Tribunal Federal de Justiça da Argentina em 14 de janeiro de 2015.

[6] Houve um caso de corrupção política na Argentina que ficou conhecido pelo nome de “maletinazo” no qual um homem de negócios americano/venezuelano transferiu ilegalmente US$800.000 para a Argentina em 2007 para ajudar a financiar a campanha eleitoral da então candidata à presidência Cristina Fernández de Kirchner. Acreditava-se que o dinheiro tivesse vindo da Venezuela, posteriormente porém, descobriu-se que provavelmente veio do Irã.

[7] Na subseção C.2 “motivos para desencadear o ataque na Argentina” (páginas 263 a 285) do indiciamento oficial da AMIA em 2006, o Dr. Nisman explica, de forma inequívoca, que o cancelamento da cooperação nuclear foi o motivo primordial do ataque perpetrado pelo Irã e pelo Hisbolá contra a AMIA em Buenos Aires.

por Joseph Humire

 

http://pt.gatestoneinstitute.org/7090/ira-apoderando-america-latina

América Latina tiende la mano a los sirios en medio de crisis en Europa

Argentina, Brasil, Chile, Venezuela, Paraguay y Uruguay han tendido una mano a los sirios que huyen de la guerra civil, en momentos en que Europa afronta a diario la llegada de miles de personas que han cruzado el Mediterráneo para ponerse a salvo y la ONU advierte de una creciente xenofobia hacia ellos.

Algunos de estos países latinoamericanos ya tenían normativas específicas para la entrada de los sirios y las han ampliado o divulgado para que haya más solicitantes, mientras que otros se han sumado ahora a los llamamientos a la solidaridad hechos desde organismos internacionales y también por el papaFrancisco.

El secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), el uruguayo Luis Almagro, opinó hoy en México que América Latina debe abrirse a ofrecer asilo a familias sirias.

Precisamente el Gobierno chileno comenzó a estudiar los beneficios que el Estado proveerá a los sirios que se propone acoger como refugiados en un número aún no determinado pero definido como “importante” por la presidenta Michelle Bachelet.

La Cancillería chilena, junto a otras instancias, inició la revisión de antecedentes para identificar cuáles serán los beneficios para los refugiados, para acogerlos en el “más breve plazo”, y está adoptando medidas para facilitar y acelerar la tramitación de visas a los sirios que lo han solicitado.

En 2014 y 2015 se han otorgado 277 visas de turismo o residencia a ciudadanos sirios, según cifras de la Cancillería.

El exministro Sergio Bitar, de ascendencia siria, dijo que “una cifra mínima” planteada al Gobierno chileno fluctúa entre 50 y 100 familias.

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, fue mucho más allá y este lunes anunció que su país dará refugio a 20.000 sirios que “están en la diáspora”.

El gobernante dijo sentir “dolor” por la situación del pueblo sirio y pidió apoyo a la comunidad árabe para su propósito de ayudar a los desplazados.

También este lunes la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, afirmó que a pesar de las dificultades económicas y de la crisis política, su país tiene los “brazos abiertos” para los refugiados, principalmente de Siria.

“Aprovecho para reiterar la disposición del Gobierno para recibir a los que, expulsados de sus patrias, quieren venir a vivir aquí para trabajar y contribuir a la prosperidad y paz de Brasil”, expresó Rousseff en un vídeo en el que hizo referencia al niño sirio Aylan Kurdi, que se ahogó junto a su madre y un hermano frente a la costa de Turquía, cuando intentaban llegar a Europa.

Desde hace cuatro años un 25 % de los pedidos de refugio concedidos por el Gobierno brasileño es de ciudadanos sirios.

En Brasil hay actualmente 2.000 sirios huidos de la guerra y el Ministerio de Justicia ya ha anunciado que renovará en los próximos días la resolución de hace dos años que facilita la aceptación de personas de esa procedencia como refugiados, la cual vence este mes.

El Gobierno argentino también ha anunciado que prorrogará por un año más el programa especial de visado humanitario para extranjeros afectados por el conflicto de Siria vigente desde octubre de 2014.

Según la Dirección General de Migraciones de Argentina, son un centenar las personas beneficiadas con ese programa. El requisito para poder acogerse al mismo es tener “un vínculo de parentesco o afectividad” con un ciudadano argentino.

Desde que empezó el conflicto en Siria hace cuatro años, Paraguay ha concedido refugio a 23 ciudadanos de ese país, mientras que otras 40 peticiones aún están pendientes, según informó a fines de agosto a Efe la Comisión de Refugiados de Paraguay (Conare).

El mes pasado el Estado paraguayo concedió la condición de refugiadas de siete personas de origen sirio que llegaron al país suramericano con pasaportes israelíes falsos que les vendieron en un paquete de viaje para llegar a España.

Los siete viven ahora en Paraguay con la ayuda de la asentada comunidad sirio-libanesa, que les asiste en lo básico.

En Uruguay viven refugiadas desde octubre de 2014 cinco familias sirias, que suman 42 personas, en su mayoría niños.

Desde este lunes los refugiados están acampados frente a la sede de Gobierno en Montevideo para reclamar que se les facilite la salida del país, principalmente hacia Líbano, porque consideran que con las ayudas que reciben no pueden tener un futuro digno.

Maher Adis, uno de los padres de familia, destacó que en Líbano, donde fueron acogidos en un campamento antes de venir a Suramérica, el precio de la vida era “mucho más barato”.

La inflación en Uruguay en los últimos doce meses llegó hasta el 9,4 % y el precio de una canasta básica es unos 134 dólares.

La llegada de otras siete familias sirias -72 personas- que estaba prevista para febrero pasado ha sido postergada previsiblemente para finales de 2015 por el Gobierno uruguayo.

El secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, ha pedido a los líderes europeos unidad ante la llegada masiva de refugiados al continente y firmeza ante la “creciente xenofobia, discriminación y violencia” hacia ellos, informó hoy su portavoz, Stéphane Dujarric.

http://www.infolatam.com/2015/09/08/america-latina-tiende-la-mano-a-los-sirios-en-medio-de-crisis-en-europa/?utm_source=Newsletter+de+Infolatam&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter_09_septiembre_2015_Embargo+contra+Cuba%3A+%C2%BFuna+partida+que+EE.UU+ya+perdi%C3%B3%3F

Dois ex-presos de Guantánamo vão se casar com uruguaias

As noivas se chamam Fátima e Samira, ambas uruguaias convertidas ao islã. No dia 6 de junho, sábado da próxima semana, elas irão se casar com dois dos ex-presos de Guantánamo que chegaram ao Uruguai sete meses atrás: o sírio Abd Hadi Omar Mahmoud Faraj, de 40 anos, e o tunisiano Abdul bin Mohamed, de 50. Além deles, o único palestino do grupo, Mohamed Tahamatan, de 35 anos, também tem uma namorada uruguaia e irá morar com ela na semana que vem.

As cerimônias de casamento ocorrerão em áreas da Embaixada do Egito que funcionarão como mesquita. Pouco se sabe das duas mulheres: Fátima seria uma uruguaia de família muçulmana que viveu no exterior até recentemente, e Samira teria se convertido ao islã quatro meses atrás, segundo a imprensa local.

O compromisso foi analisado ao final de várias semanas de acampamento dos refugiados diante da Embaixada dos EUA em Montevidéu, onde solicitavam mais ajuda econômica. Graças ao protesto, seis ex-presos que passaram uma década trancafiados sem receberem acusações formais em Guantánamo, uma base militar dos EUA encravada em Cuba, obtiveram um aumento da ajuda financeira e também assistência para alugar um apartamento. Nos próximos dias, eles deixarão a casa onde vivem juntos, emprestada pelo sindicato.

A cerimônia terá lugar numa mesquita improvisada na Embaixada do Egito em Montevidéu

O protesto e vários comunicados dos ex-presos denunciando suas más condições de vida no Uruguai vinham ofuscando a operação humanitária concebida pelo ex-presidente José Mujica e concretizada após muito esforço em dezembro de 2014. Os refugiados haviam sido criticados no Uruguai por rejeitar ofertas de trabalho, e vários deles tinham anunciado sua intenção de deixar o país sul-americano.

Mas os dois casamentos da semana que vem voltam a mostrar um rosto mais animador dessa transferência. Os seis homens, que ainda não falam espanhol e estão em tratamento médico por diferentes doenças, começam a se integrar na minúscula comunidade muçulmana do Uruguai, composta por pouco mais de 300 pessoas, segundo cálculos de Susana

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/29/internacional/1432864864_161205.html

Mangana, professora de Estudos Árabes da Universidade Católica do Uruguai.

O Irã e o Brasil vão construir uma nova refinaria da América Latina

A República Islâmica do Irã está a negociar com o Brasil para construir refinarias de petróleo da América Latina, conforme relatado pelo vice-diretor geral da Companhia Nacional de Refino de Petróleo e Distribuição do Irã (NIORDC, por sua sigla em Inglês), Abbas Kazemi.

Durante a sua intervenção na Exposição Internacional de Petróleo, Gás, Refino e Petroquímica detidas em Teerã, capital do Irã XX, Kazemi, disse neste sábado que o NIORDC assinou um memorando de entendimento com a empresa brasileira a instalar uma refinaria no Brasil.

” Se eles chegarem a um acordo final, os dois países vão construir uma nova refinaria na América Latina, o que poderia processar 300 mil barris por dia (bpd) de petróleo bruto “, o vice-ministro do Petróleo iraniano também citado pela agência notícias iraniana Mehr .

O diretor-geral da Companhia Nacional de Refino de Petróleo e Distribuição do Irã, Abbas Kazemi

Kazemi informou também negociações entre especialistas iranianos e uma empresa indiana para construir uma refinaria na Índia, com capacidade para processar 400 mil bpd de óleo.

Esta refinaria ” será construído através da cooperação entre o Irã e a empresa indiana, de uma forma que cada uma das partes terá uma quota de 50 por cento”, disse o oficial iraniano.

O Irã anunciou, em várias ocasiões, a sua vontade de empreender a construção de refinarias em diferentes países, uma proposta que recebeu uma boa recepção de muitos dos seus parceiros económicos.

Apesar das sanções impostas pelas potências hegemônicas contra a nação iraniana, o Irã tem alcançado nos últimos anos progressos consideráveis em matéria de combustíveis fósseis, incluindo a perfuração de poços de petróleo e fabricação de  plataformas offshore .

http://portuguese.irib.ir/index.php/noticias/iran1/item/226490-o-ira-e-o-brasil-vai-construir-uma-nova-refinaria-da-america-latina

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=13500

Segurança é redobrada na Tríplice Fronteira após prisão de paraguaio na Espanha

Jovem de 17 anos é suspeito de ligação com jihadistas

ASSUNÇÃO — As ações de segurança pública e inteligência foram intensificadas na fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai após a detenção um jovem paraguaio suspeito de ligações com extremistas na Espanha. Segundo Augusto Aníbal Lima, porta-voz do Comando Tripartido de Segurança, com sede em Ciudad del Este, “não existe um alerta, mas maior ênfase na atenção à segurança”.

O adolescente paraguaio de 17 anos vivia com a mãe e duas irmãs na cidade de Terrassa, perto de Barcelona, há oito anos. Ele ficará detido por seis meses em um estabelecimento para menores infratores.

Segundo o ministro do Interior paraguaio, Francisco de Vargas, o jovem não tem vínculos com organizações extremistas no Paraguai. O Comando — composto por representantes de segurança de Argentina, Brasil e Paraguai —, no entanto, reforçou a segurança.

http://oglobo.globo.com/mundo/seguranca-redobrada-na-triplice-fronteira-apos-prisao-de-paraguaio-na-espanha-15835941

Pedido de refúgio de sírios no Brasil aumentou 9.000% em 4 anos; grupo é o maior entre refugiados no país

Brasil é o que mais acolhe cidadãos sírios na América Latina; no total mais de 3,9 milhões de pessoas deixaram a Síria desde o início da guerra em 2011.

Devido à guerra na Síria, que já dura quatro anos, e é considerada pelo ACNUR (Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados) como a “pior crise humanitária da nossa era”, o Brasil se tornou o principal destino de refugiados sírios na América Latina e viu o número de pedidos de refúgio aumentar 9.000% em quatro anos.

O Brasil abriga atualmente cerca de 1.600 cidadãos sírios reconhecidos como refugiados – o maior grupo entre as 7.600 pessoas, de mais de 80 nacionalidades diferentes, que vivem nesta condição no país.

Desde o início do conflito na Síria, 3,9 milhões de sírios procuraram refúgio em outros países e outros 8 milhões de deslocados dentro da própria Síria.

A busca de refúgio no Brasil por parte dos sírios vem crescendo regularmente desde o início do conflito em 2011. À época, apenas 16 deles viviam no país como refugiados. Mas, somente em 2014, o Brasil recebeu um número recorde de pedido de refúgio: 1.326, o que representa um aumento de quase 9.000% em relação ao início do conflito.

Esse aumento se deve, em grande medida, ao fato de que devido ao recrudescimento do conflito, o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) adotou, em outubro de 2013, uma Resolução Normativa (#17) para desburocratizar a emissão de vistos para cidadãos sírios e outros estrangeiros afetados pela guerra e dispostos a solicitar refúgio no país.

A medida aumentou o número de chegadas e impactou no perfil do refúgio no Brasil, uma vez que o Conare vem aprovando quase a totalidade das solicitações de refúgio relacionadas à guerra na Síria.

Adaptação e perspectivas

A favor do Brasil pesa para os sírios o fato de eles serem atendidos por organizações não governamentais, com o apoio do ACNUR, do Governo do Brasil e do setor privado e terem a oportunidade de reestruturar a vida após o período de adaptação.

O mesmo não ocorre nos países vizinhos à Síria. De acordo com a entidade da ONU, não há grande perspectiva para a grande maioria dos 3,9 milhões de refugiados que se encontram na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Isso porque eles não vislumbram a possibilidade de voltar para casa num futuro próximo e tem poucas oportunidades de recomeçar a vida em outra parte do mundo.

Além disso, a situação dos deslocados dentro do país são preocupantes, pois “as condições de vida estão se deteriorando em uma escala alarmante”, diz a Acnur.

A vida no Brasil

Dona Yuna*, professora de formação que vive em Brasília desde 2013 teve que adquirir novas habilidades para se adaptar à realidade brasileira. Ela e o marido vendem guloseimas como “baklawa”, “ma’amul”, “namura” e “warbat bil eshta”, nos shoppings da capital.

“Morávamos em Damasco e não pretendíamos deixar nossa casa”, relembra Mohammed, marido de Yuna, um engenheiro civil que trabalhava como funcionário público. “Um dia, minha filha mais velha e eu estávamos no trânsito e ficamos presos no fogo cruzado. No outro, minha outra menina viu nosso carro explodir em frente de casa. Por dois anos ela não conseguiu dormir, acordava várias vezes para checar se as portas e janelas estavam trancadas. Ainda hoje faz isso”, conta ele.

As filhas de Yuna e Mohammed têm hoje 13, 11 e 3 anos de idade, todas dominam o idioma português e frequentam escolas públicas no bairro onde moram. “A vida aqui não é fácil, tudo é muito caro e nossos recursos praticamente acabaram. Mas estamos seguros, nos sentimos acolhidos, isso é o mais importante”, conclui Yuna.

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