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Antropóloga afirma: ISIS é um grupo político não-religioso e jovens brasileiros recrutados consideram as decapitações como “uma coisa interessante”

A antropóloga Lidice Meyer, professora de ciências da religião e antropóloga do Mackenzie, em entrevista ao R7 tenta desvincular as ações do Estado Islâmico com a religião, afirmando objetivo “político” do grupo, porém, em diversos momentos de contradição que beiram à puerilidade, reconhece que a facção terrorista defende uma “interpretação distorcida do alcorão”.

Dessa forma, cumpre indagar: se uma comunidade de milhares de muçulmanos segue um líder que se intitula como califa fundamentado em vários preceitos religiosos adotados, inclusive, pela Arábia Saudita, no tocante à punição dos “infiéis”, como se pode cometer a desonestidade intelectual de afirmar que a ação terrorista não está fundamentada numa religião?

A referida professora se negou a reconhecer que o grupo é sunita, e disse, por diversas vezes, que são mais próximos à xiitas, e por isso, combatem mais os seguidores de tal segmento religioso, esquecendo, que o próprio Irã e o Líbano, países majoritariamente xiitas, combatem o ISIS.

E como se não bastasse o “show de absurdos” dignos dos piores adeptos do multiculturalismo, a tal professora ainda justificou o recrutamento de jovens brasileiros pelo ISIS em razão do interesse dos mesmos por “aventuras” e que a decapitação promovida pelos bárbaros seria para eles, “uma coisa interessante”.

A imagem postada acima mostra uma comparação das penas aplicadas pelo Estado Islâmico e a Arábia Saudita. Qualquer semelhança é uma mera coincidência para aqueles que defendem a total desvinculação da base religiosa para as ações do grupo!

Enfim, verdadeiramente, o meio intelectual desse país está perdido!

Assistam o vídeo, caso consigam, porque o próprio entrevistador é de uma ignorância irritante!

http://noticias.r7.com/record-news/jornal-da-record-news/videos/antropologa-fala-sobre-aliciamento-de-jovens-brasileiros-pelo-estado-islamico-28032015

EI quer mostrar onipresença para ofuscar derrotas, dizem especialistas

Grupo teve seguidas derrotas registradas no Iraque e na Síria.
Tunísia e Iêmen fazem parte de seus esforços para estender influência.

Ao atacar pela primeira vez a Tunísia e o Iêmen, o grupo Estado Islâmico (EI) tenta demonstrar sua capacidade de se expandir e fazer esquecer as seguidas derrotas registradas no Iraque e na Síria, onde proclamou um “califado”, de acordo com especialistas.

“A expansão está no centro da estratégia do EI”, lembra J.M. Berger, coautor do livro “ISIS, the State of Terror”. Por essa razão, “ter proclamado um califado, se aventurado no Egito, Argélia, Nigéria, Líbia e agora na Tunísia e no Iêmen, faz parte de seu esforço para estender a sua influência”.

 Os ataques recentes na Tunísia, onde 21 pessoas morrream no Museu do Bardo, em Túnis, e no Iêmen, que deixaram 142 mortos em atentados contra mesquitas xiitas em Sanaa, permitem ao EI criar uma imagem de onipresença, diz o especialista.

“Criar essa sensação de força é um dos principais objetivos do EI em termos de recrutamento e propaganda”, ressalta Berger.

“Estes ataques são tanto uma demonstração de força quanto uma mensagem à comunidade internacional: o EI se tornou um ator global”, concorda Mathieu Guidère, professor de estudos islâmicos na Universidade de Toulouse, no sul da França.

O grupo quer transmitir a mensagem de que é “capaz de atacar em qualquer lugar e a qualquer hora, pois tem adeptos prontos a morrer por seus objetivos em todos os lugares”, acrescenta.

Mas, para os especialistas, esta imagem de invencibilidade, forjada nas ofensivas no Iraque e na Síria, e sustentada pelos vídeos de suas atrocidades, começa a tornar-se frágil.

Nos últimos meses, os jihadistas foram expulsos de várias regiões do Iraque, ao norte, e estão prestes a perder Tikrit, um dos seus redutos atualmente cercado pelas forças armadas iraquianas.

Na Síria, o EI sofreu um duro revés contra os curdos, apoiados pelos bombardeios aéreos da coalizão antijihadista na emblemática cidade do Kobane. Os curdos também avançam em outras frentes, inclusive em seu principal reduto, a província síria de Raqa.

Nestas batalhas, o EI perdeu milhares de combatentes, mas também poços de petróleo e gás, que são alvo de bombardeios aéreos e que eram uma importante fonte de financiamento para o grupo jihadista.

No sábado (21), voluntário junto a um grupo xiita aponta sua arma durante confronto com o Estado Islâmico nas imediações de Tikrit, ao norte de Bagdá, no Iraque (Foto: AP Photo)No sábado (21), voluntário junto a um grupo xiita aponta sua arma durante confronto com o Estado Islâmico nas imediações de Tikrit, ao norte de Bagdá, no Iraque (Foto: AP Photo)

Efeito de compensação
Por estas razões, os especialistas acreditam que os ataques recentes são um meio de desviar a atenção do contexto menos favorável do “califado”.

Thomas Pierret, especialista no Islã contemporâneo, afirma que “há certamente uma lógica compensação para os reveses sofridos na Síria e no Iraque”. E “se ainda existe uma expansão, deve-se mais às atividades terroristas do que ao califado propriamente dito”, diz o professor da Universidade de Edimburgo.

Além disso, ao cometer ataques na Tunísia e no Iêmen, o EI visa “compensar” o fato de que estes dois países “não têm uma verdadeira presença regional”, acrescenta.

Os especialistas salientam, contudo, que é difícil determinar o nível de coordenação entre os autores destes ataques e o comando central do grupo terrorista.

As informações disponíveis mostram que “os terroristas na Tunísia foram treinados na Líbia. Outros ataques podem muito bem ser planejados localmente”, diz Berger.

O que é certo, diz ele, é que o EI tentará, “absolutamente, a cada semana, ocupar as manchetes dos jornais e mostrar sinais de expansão em outros lugares” para além do Iraque e da Síria.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/ei-quer-mostrar-onipresenca-para-ofuscar-derrotas-dizem-especialistas.html