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Nigéria: jihadistas assassinam 17 pessoas e ferem 34 em ataques de jihad contra muçulmanos no final do jejum no Ramadã

“O último ataque do Boko Haram, o mais sangrento em 2017 – Amnistia Internacional”, de Wale Odunsi, Daily Post , 9 de junho de 2017:

A Amnistia Internacional afirmou na sexta-feira que os ataques coordenados do Boko Haram que mataram pelo menos 17 pessoas e feriram mais 34 na noite de quarta-feira foram “viciosos, demonstram um desprezo para a vida humana e o mais sangrento até agora neste ano”.

Osai Ojigho, diretor da Amnesty International Nigéria, em uma declaração disponibilizada para o POSTAL DIÁRIO, disse que Boko Haram deve encerrar sua campanha de homicídios ilegais de civis.

“Estes ataques deploráveis ​​ocorreram em um momento em que os muçulmanos estavam quebrando o seu jejum durante o mês sagrado do Ramadã e demonstraram o completo desrespeito pela vida humana

“As autoridades nigerianas devem fazer mais para proteger os civis e levar os perpetradores de todos esses ataques à justiça, em vez de varrerem centenas de suspeitos e mantendo-os indefinidamente em condições horríveis e ameaçadoras para a vida”.

AI lembrou que os ataques começaram em torno das 18h30 quando os combatentes de Boko Haram abriram fogo aleatoriamente na comunidade de Jiddari Polo em Maiduguri, uma das maiores cidades da região norte.

A AI acrescentou que, mais tarde, às 9h, quatro bombardeiros suicidas detonaram dispositivos explosivos perto do Lake Chad Basin Research Institute na área de Goni Kachallari da cidade ….

https://www.jihadwatch.org/2017/06/nigeria-jihadis-murder-17-injure-34-in-jihad-attacks-on-muslims-ending-ramadan-fast

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Apenas dez países acolhem 56% dos refugiados no mundo, diz ONG

Anistia Internacional apela para que nações ricas se responsabilizem por crise humanitária

RIO — Em um novo apelo por soluções para a atual crise migratória, a Anistia Internacional (AI) pediu que mais países ricos tomem iniciativas para acolher refugiados no mundo — e deixem para trás o “descaso” com que vêm enfrentando o problema global. Hoje, apenas dez nações, que representam menos de 2,5% do PIB mundial, recebem 56% da população refugiada no mundo, segundo o relatório da organização publicado nesta terça-feira. E, enquanto isso, quem foge da guerra e da pobreza enfrenta pesadelos humanitários em diferentes países e, sobretudo, na rota da imigração.

O país que mais abriga refugiados, segundo dados de 2015, é a Jordânia, com 2,7 milhões, seguida por Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Etiópia, Quênia, Uganda, República Democrática do Congo e Chade.

Para amenizar a pressão sobre os países acolhedores, a proposta da ONG é estabelecer cotas de quantas pessoas cada governo deve receber anualmente para oferecer um lar a 10% da população global de refugiados. O argumento é que é necessário encontrar uma solução prática e equitativa para a crise, com base em um sistema que utiliza critérios objetivos e relevantes.

O Reino Unido, por exemplo, recebeu menos de 8 mil refugiados da Síria desde 2011, quando eclodiu a guerra civil que assola até hoje o país do Oriente Médio. Enquanto isso, a Jordânia abriga mais de 655 mil sírios — embora tenha uma população quase 10 vezes menor do que a do Reino Unido e o seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponda a 1,2% da produção de riquezas britânica.

Por sua vez, o Líbano dá abrigo a mais de 1,1 milhões de refugiados sírios — uma grande quantidade para um país de 4,5 milhões de habitantes divididos em 10 mil quilômetros quadrados de extensão. Já a Nova Zelândia recebeu apenas 250 pessoas, embora sua população tenha a mesma dimensão da libanesa e seu território tenha 268 mil quilômetros quadrados. E a Irlanda — com 4,6, milhões de habitantes, extensão sete vezes maior que o Líbano e economia cinco vezes superior — até agora só recebeu 758 refugiados sírios.

— A proximidade do conflito define os refugiados num país. Jordânia e Turquia recebem muitos refugiados sírios, enquanto Quênia e Etiópia abrigam refugiados de outras nações africanas. Esta situação é altamente injusta e insustentável, no sentido de que os países pobres fazem muito mais e têm que cuidar de muito mais pessoas — afirmou ao GLOBO Charlotte Philips, especialista em refugiados da Anistia Internacional, para concluir a crítica: — As nações mais ricas, como os países da União Europeia, quase não fazem nada. Esta é uma crise global e deve ser responsabilidade de todos os governos e de todas as pessoas.

UM BOM EXEMPLO

Na contramão, o relatório indica o Canadá como exemplo de liderança para promover ajuda aos refugiados. Desde novembro de 2015, o primeiro-ministro Justin Trudeau acolheu cerca de 30 mil refugiados sírios. Quase dois terços destes reassentamentos foram financiados pelo governo canadense — e cerca de 11 mil a mais tiveram acordos de financiamento privado.

No fim de agosto deste ano, já tramitavam outras 18 mil solicitações de pessoas sírias no país. A maioria destes refugiados estavam vivendo em Líbano, Jordânia e Turquia.

Atualmente, apenas 30 países desenvolvem programas para realocar refugiados, segundo o relatório. Os números estão bem abaixo das necessidades identificadas pela ONU, que faz chamados constantes à comunidade internacional para debater este drama mundial.

— E também devem-se mostrar todas as coisas boas que os refugiados podem levar a um país e as eventuais contribuições da imigração à sociedade, em termos culturais e de muitas outras formas. Se os governos quisessem fazer isso, eles poderiam — conclui Charlotte.

Refugiado recebe roupas térmicas ao desembarcar na ilha de Lesbos, na Grécia – Anistia Internacional

UM PEDIDO URGENTE

Atualmente, o mundo tem 21 milhões de refugiados distribuídos entre diversos países. Para estas pessoas, que buscam proteção de um passado caótico em seus lares, as condições precárias e os abusos generalizados na rota da imigração não são exceção. Em Grécia, Iraque e Nauru, por exemplo, os refugiados permanecem em campos improvisados à espera de abrigo definitivo. O drama se repete na fronteira entre a Síria e a Jordânia: lá estão presos mais de 75 mil refugiados em uma estreia faixa de deserto onde faltam água, alimentos e remédios.

Além dissso, refugiados sofrem crescente assédio por parte de alguns governos, como Quênia e Paquistão, denuncia a AI. Ao território paquistanês, chegam cada vez mais afegãos em fuga dos conflitos em seu país. Eles são frequente alvo de hostilidades pelas autoridades, que já forçaram mais de 10 mil pessoas a regressarem à guerra. No Quênia, refugiados no campo de Dadaab são pressionados a voltar à Somália, seguindo um caminho doloroso já percorrido por 20 mil pessoas. O governo pretende reduzir a população de 150 mil refugiados no acampamento até o fim de 2016.

“Se não agirmos, as pessoas vão morrer – por afogamento ou por doenças adquiridas nos insalubres acampamentos e centros de detenção ou ainda quando são obrigados a regressar às áreas de conflito das quais fugiram”, explica Shetty.

O relatório ainda acusa alguns países da União Europeia e a Austrália de empregar abusos e violações sistemáticas de direitos humanos como uma ferramenta política para manter as pessoas fora de seus países. Em julho de 2016, a AI constatou que 1.200 homens, mulheres e crianças que continuam detidos no centro de detenção de Nauru, fora do território da Austrália, sofrem graves abusos, tratamento desumano e negligência.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/apenas-dez-paises-acolhem-56-dos-refugiados-no-mundo-diz-ong-20231127#ixzz4MHGWl12d
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Anistia Internacional denuncia tortura em prisões na Síria

Em cinco anos de guerra civil, mais de 17 mil detentos morreram em cárceres do regime, aponta relatório. Organização classifica abusos de crimes contra a humanidade.

As autoridades sírias estão cometendo tortura numa “escala massiva” em prisões governamentais, incluindo espancamento e abuso sexual e psicológico, configurando crimes contra a humanidade, afirmou a organização Anistia Internacional nesta quinta-feira (18/08).

Estima-se que mais de 17 mil detentos tenham morrido em prisões do regime sírio – em consequência de tortura, doenças e outras causas – desde que a guerra civil teve início no país, em março de 2011, disse a Anistia em relatório. Isso significa uma média de mais de 300 mortes por mês.

O documento inclui entrevistas com 65 sobreviventes de tortura, que descreveram abusos e condições desumanas. A maioria disse ter testemunhado ao menos uma morte na prisão. Métodos de tortura citados incluem choques elétricos, retirada de unhas, queimaduras com cigarros e abuso sexual contra homens e mulheres.

“Eles nos tratavam como animais. Eles queriam que as pessoas fossem o mais desumanas possível”, disse um ex-detento, identificado como Samer e que foi preso ao transportar ajuda humanitária.

O acesso a alimentos, água e saneamento é frequentemente restrito, e surtos de sarna e piolho prosperam juntamente com doenças, aponta o relatório.

Histórias de horror

“O catálogo de histórias de horror contidas neste relatório retratam em detalhes pavorosos os abusos terríveis sofridos rotineiramente por detentos, do momento em que são presos aos interrogatórios e à detenção a portas fechadas”, afirmou Philip Luther, diretor do programa da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África.

“A jornada é frequentemente letal”, disse, pedindo que a comunidade internacional priorize tais abusos em conversas tanto com o governo quanto com grupos armados sírios.

Segundo a Anistia, dezenas de pessoas desapareceram nos presídios sírios, fazendo com que o verdadeiro número de mortos seja ainda maior. De acordo com a organização, qualquer um que seja visto como um opositor do regime está sujeito à detenção arbitrária, tortura, desaparecimento forçado e morte no cárcere.

Em cinco anos, a guerra civil síria deixou mais de 250 mil mortos e metade da população do país deslocada, gerando mais de 4,8 milhões de refugiados.

http://www.dw.com/pt/anistia-internacional-denuncia-tortura-em-pris%C3%B5es-na-s%C3%ADria/a-19482111

Anistia Internacional denuncia rotina de abusos sexuais a refugiadas na Líbia

Imigrantes relataram realidade de tortura e violência em ponto-chave da rota da imigração

RIO — Assassinato, cativeiro, perseguição religiosa e exploração sexual. Este é o pesadelo enfrentado pelos refugiados que passam pelo território líbio enquanto tentam escapar da guerra e da pobreza em seus países de origem. A Anistia Internacional recolheu depoimentos de imigrantes sobre os sofrimentos desumanos a que já foram submetidos por traficantes e grupos armados na Líbia. E, para as mulheres, os abusos sexuais sistemáticos parecem uma realidade praticamente inevitável neste longo caminho: elas já tomam anticoncepcionais antes de viajar, como medida de precaução para o momento em que se depararem a esta difícil realidade.

“A Líbia está cheia de crueldade” foi o nome escolhido para o relatório da organização humanitária publicado nesta sexta-feira. As entrevistas incluíram conversas com 90 imigrantes, que conseguiram chegar a centros de acolhimento a refugiados à Puglia e à Sicília, duas regiões da costa italiana. Eles haviam sobrevivido aos abusos na Líbia e às perigosas travessias que já fizeram milhares de vítimas no Mediterrâneo.

— Desde terem sido sequestrados, encarcerados durante meses embaixo da terra e sofrir abusos sexuais de grupos armados até serem golpeados, explorados ou baleados por contrabandistas de pessoas, traficantes ou grupos criminosos, os refugiados e imigrantes descreveram em assustadores detalhes os horrores que foram obrigados a suportar na Líbia— disse Magdalena Mughrabi, representante da Anistia Internacional.

A Anistia Internacional conversou com 15 mulheres, que relataram uma vida de medo constante dos estupros durante a jornada na costa líbia. A médicos, psicólogos e assistentes sociais, muitas delas disseram que já se preocupavam em tomar anticoncepcionais para evitarem uma possível gravidez decorrente destes abusos. A maioria destes crimes é cometida pelos traficantes de pessoas ou por membros de grupos armados — muitas vezes enquanto elas são mantidas em casas privadas ou armazéns abandonados.

ESTUPROS SISTEMÁTICOS

Aos 22 anos, a jovem eritréia Ramya relatou ter sido estuprada duas vezes por traficantes enquanto era mantida em cativeiro em um campo perto de Ajdabya, no Nordeste da Líbia, após ter entrado no país em março de 2015.

— Os guardas entravam, escolhiam qual mulher eles queriam e a levavam para fora. As mulheres tentavam recusar mas, quando você tem uma arma apontada na sua cabeça, você não tem de verdade uma escolha se você quer sobreviver. Eu fui estuprada duas vezes por três homens. Eu não queria perder a minha vida — disse.

Outras mulheres contaram ter testemunhado uma série de estupros em meio à sensação de medo instaurada entre os refugiados. Uma das histórias é a de uma jovem que foi abusada por cinco homens de uma vez, porque um dos contrabandistas achou que ela não tinha pagado pelo transporte. As testemunhas relatam que, embora este fosse um engano do traficante, ninguém teve coragem de impedi-lo.

Antoinette, de 28 anos, também disse ter sido mantida em cativeiro recentemente durante sua fuga de Camarões, em abril de 2016:

— Eles não ligam se você é uma mulher ou uma criança. Eles usavam varas para nos bater e atiravam no ar. Talvez porque eu tinha uma criança eles não me estupraram, mas eles estupraram mulheres grávidas e solteiras. Eu vi isso acontecer.

SEM ÁGUA, SEM COMIDA

Outros refugiados contaram diversos tipos de dramas enquanto atravessavam a Líbia. Não raro, eles são mantidos em condições deploráveis: sem água e comida, agredidos, abusados e insultados. As suas famílias são pressionadas a pagar pelo seu resgate. E, quem não tivesse o dinheiro, deveria trabalhar de graça sob regime forçado para quitar a dívida. Tudo isso embaixo de tortura e pressão psicológica.

Vindo da Eritreia, Semre, de 22 anos, disse ter visto quatro pessoas morrerem de doenças e fome enquanto eram mantidas em cativeiro até que suas famílias pagassem pelo seu resgate. Dentre elas, havia um menino de 14 anos e uma mulher de 22 anos.

— Ninguém os levou ao hospital, então nós mesmos tivemos que enterrá-los.

Em seu relatório, a Anistia Internacional fez um apelo para que o governo de unidade nacional da Líbia, que é apoiado pelas Nações Unidas, volte os olhos ao drama humanitário que recai sobre a migratória. A ONG também pediu que a comunidade internacional tome ações para atacar os fatores que geram os fluxos migratórios e aumentar o número de pessoas recebidas no exterior.

— O governo de unidade nacional deve pôr fim aos abusos cometidos por suas proprias forças e milicias aliadas. E deve garantir que ninguém, incluindo membros de grupos armados, continuem a cometer graves abusos, incluindo possíveis crimes de guerra, com impunidade — afirmou Magdalena.

Centenas de milhares de pessoas viajam à Libia enquanto fogem, sobretudo, de países da Ádruca Subsaariana. Na esperança de chegar aos países europeus, eles tentam deixar para trás a guerra, a perseguição e a extrema pobreza. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), atualmente há mais de 264 mil refugiados e imigrantes no território líbio. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que 4.937 pessoas morreram enquanto tentavam cruzar o Mediterrâneo da Líbia para a Europa desde 19 de abril de 2015.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/anistia-internacional-denuncia-rotina-de-abusos-sexuais-refugiadas-na-libia-19623760#ixzz4DJ0HRRCw
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Turquia forçou milhares de refugiados a retornarem à Síria, denuncia ONG

Segundo a Anistia Internacional, cerca de cem sírios são enviados de volta a seu país por dia desde janeiro

ANCARA — A Turquia forçou milhares de refugiados a retornarem à Síria ilegalmente, denunciou a Anistia Internacional (EI) em um relatório divulgado na quinta-feira. Segundo a ONG de defesa de direitos humanos, cerca de cem sírios foram enviados de volta a seu país devastado pela guerra todos os dias desde meados de janeiro, numa prática que constitui uma violação do direito internacional.

A Anistia Internacional afirmou ainda que a expulsão de refugiados expõe “falhas fatais” em um acordo entre a Turquia e a União Europeia (UE), que prevê o retorno ao território turco de refugiados sírios que chegarem às ilhas gregas.

Grupos de defesa manifestaram preocupação de que a proposta, que visa conter o fluxo de imigrantes ilegais e entra em vigor em 4 de abril, ameace os direitos dos requerentes de asilo. Nesta sexta-feira, a ONU pediu garantias antes de que qualquer imigrante seja devolvido.

No âmbito do direito internacional humanitário, um Estado é proibido de deportar indivíduos para uma zona de guerra.

A Anistia disse que um caso envolveu três crianças pequenas forçadas a voltarem à Síria sem seus pais. Outro caso dramático foi a expulsão de uma mulher grávida de oito meses.

Muitos dos que foram forçados a retornar, de acordo com a ONG, pareciam ser refugiados não registrados. Mas também havia casos de deslocados com registro sendo enviados de volta, enquanto aguardavam a documentação.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/turquia-forcou-milhares-de-refugiados-retornarem-siria-denuncia-ong-18996221#ixzz44gJYJJic
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AI denuncia ataques sistemáticos contra hospitais sírios

Anistia Internacional acusa forças sírias e russas de alvejarem deliberadamente centros médicos como parte de uma “estratégia de guerra”. Negociações de paz devem ser retomadas na próxima semana, em Genebra.

Ataques aéreos executados pelo governo sírio e forças russas contra hospitais e outras instalações médicas fazem parte de uma “estratégia de guerra” visando preparar o caminho às tropas terrestres para avançar até Aleppo, afirmou a Anistia Internacional (AI), nesta quinta-feira (03/03).

“Forças governamentais russas e sírias parecem ter alvejado deliberada e sistematicamente hospitais e outras instalações médicas nos últimos três meses”, disse a ONG, acrescentando que os ataques foram intensificados durante as recentes negociações sobre uma trégua na Síria.

“Forças síria e russas atacaram deliberadamente instalações de saúde em flagrante violação do direito humanitário internacional”, reforçou a diretora de resposta a crises da Anistia, Tirana Hassan. “Mas o que é realmente vulgar, é que acabar com hospitais parece ter se tornado parte de sua estratégia militar.”

A Anistia Internacional afirmou ter “provas convincentes” de pelo menos seis ataques deliberados contra centros médicos na província de Aleppo nas últimas 12 semanas, que mataram pelo menos três civis. A ONG afirmou que todas as testemunhas com quais conversou relataram que não havia alvos militares nas proximidades dos hospitais atacados.

Já a organização médica sírio-americana Sams comunicou à Anistia que na região de Aleppo ocorreram ao menos 14 bombardeios contra hospitais, que causaram a morte de quatro funcionários e 45 civis.

As negociações de paz patrocinadas pela ONU estão programadas para serem retomadas em Genebra na próxima semana, após terem sido suspensas no mês passado em meio a uma ofensiva militar de Damasco em torno de Aleppo. A operação, apoiada por Moscou, desencadeou um êxodo de dezenas de milhares de civis.

Em dezembro, a Anistia Internacional pediu por uma investigação independente sobre os relatos de que ataques aéreos russos teriam matado centenas de civis na Síria. Um relatório da ONG sobre mortes de civis destaca evidências de que a Rússia possa ter usado munições de fragmentação proibidas internacionalmente e bombas não guiadas para atacar alvos em áreas residenciais, incluindo hospitais.

PV/epd/afp/ap

http://www.dw.com/pt/ai-denuncia-ataques-sistem%C3%A1ticos-contra-hospitais-s%C3%ADrios/a-19089818

O Irã enforcou quase 700 pessoas desde o início do ano

Amnistia Internacional diz que Governo iraniano mente nos seus registos e que o país quase ultrapassou o total de execuções de 2014. Arábia Saudita acompanha a tendência.

A Amnistia Internacional revela nesta quinta-feira que o Irão executou já 694 pessoas desde o início do ano e até ao dia 15 de Julho. Quer isto dizer que, em média, o país enforcou mais de três pessoas por dia. Caso este ritmo se mantenha, serão executadas mais de mil pessoas no Irão até ao final do ano.

A organização humanitária desafia os números oficiais do Governo, que admite apenas 246 execuções, tal como no ano passado disse ter morto 289 pessoas. De acordo com a Amnistia, que cita “relatos credíveis”, estes números são falsos: em 2014, o Irão matou pelo menos 743 pessoas e está prestes a atingir esse valor a meio deste ano.

Em 2014, o Irão foi o segundo país que mais pessoas executou no mundo, atrás apenas da China, que não revela números oficiais. Seguem-se ao Irão a Arábia Saudita, que oficialmente executou, por decapitação, 90 pessoas, e Iraque, que matou 61 por enforcamento. Os Estados Unidos ficaram em quinto lugar, com 35 execuções por injecção letal – este ano, as prisões norte-americanas mataram já 18 pessoas.

A Amnistia Internacional não foi capaz de explicar este aumento de executados, mas avança que, à semelhança do que acontece em outros países de governo islâmico, a maior parte dos condenados à morte no Irão é-o por crimes de tráfico de droga. A lei iraniana exige a pena de morte por tráfico de mais de cinco quilos de derivados de ópio, mais de 30 gramas de heroína, morfina, cocaína ou seus derivados químicos.

O país recorre também a termos religiosos para legitimar penas de morte, como crimes de “inimizade contra Deus” e “corrupção na terra”, utilizados frequentemente pelo Governo para condenar muçulmanos sunitas e curdos. A isto acrescem violações dos direitos humanos durante os julgamentos. “O uso da pena de morte é sempre abominável, mas suscita mais preocupação num país como o Irão, onde os julgamentos são ostensivamente injustos”, escreve no relatório da Amnistia Said Boumedouha, vice-director do programa da organização para o Médio Oriente e Norte de África.

Há um caso semelhante ao do Irão no mundo islâmico. A Arábia Saudita aumentou significativamente o número de execuções desde o início do ano, e, em meados de Junho, a Human Rights Watch contou a centésima decapitação, o que significa que o país já ultrapassou a marca das 90 condenações de todo o ano de 2014.

A maior parte das penas de morte no reino saudita é também atribuída por crimes de tráfico de droga e, tal como no Irão, aos julgados é-lhes frequentemente barrado o acesso a um processo justo em tribunal. Escreve a Human Rights Watch: “As autoridades nem sempre dão a conhecer as acusações aos suspeitos ou lhes dão acesso a provas, mesmo depois dos julgamentos começarem. As autoridades geralmente não permitem que advogados dêem assistência a suspeitos durante o interrogatório e são frequentemente impedidos de examinarem testemunhas e apresentarem provas no julgamento.”

O número galopante de execuções na Arábia Saudita criou uma necessidade específica. Em Maio, o reino saudita publicou oito vagas para carrascos – cargo de “funcionário religioso”, especificamente. Um mau sinal para os primeiros meses de reinado de Salman al-Saud, o novo rei saudita. “Quaisquer esperanças de que a chegada do rei Salman pudesse significar uma melhoria no campo dos direitos humanos na Arábia Saudita foram esmagadas”, escreve a Amnistia Internacional.

A China continua no topo da lista dos países que mais pessoas executam, embora este registo seja considerado segredo de Estado. Por essa razão, a Amnistia tem publicado irregularmente o número de pessoas que morrem por essa via. Em 2014, segundo estimativas da organização, a China executou mais de mil pessoas. Um dos últimos registos da organização, de 2008, aponta para mais de 1800 pessoas fuziladas pelo Estado.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-irao-enforcou-quase-700-pessoas-desde-o-inicio-do-ano-1702928

Anistia Internacional acusa Síria de cometer “Crimes contra a humanidade” em Aleppo na Síria

Entidade de direitos também critica rebeldes por abusos, incluindo ‘crimes de guerra’.

As forças governamentais sírias estão cometendo “crimes contra a humanidade” por indiscriminadamente bombardear Aleppo, a Anistia Internacional disse na terça-feira, uma vez que também criticou os rebeldes por abusos incluindo “crimes de guerra”.

Em um novo relatório, a entidade de direitos humanos disse ser “implacável” o bombardeio aéreo da ex-potência econômica da Síria, forçando muitos residentes a “ganhar uma existência subterrânea”.

Ele bateu os “horrendos crimes de guerra e outras violações da cidade pelas forças do governo e grupos armados de oposição em uma base diária.”

“Algumas das ações do governo em Aleppo constituem crimes contra a humanidade”, disse a Anistia.

O relatório foi particularmente crítico acerca da utilização pelo governo das chamadas bombas de barril, armas toscamente construídas formadas a partir de barris e outros recipientes cheios de explosivos.

Grupos de direitos humanos dizem que as armas são especialmente destrutivas e matam indiscriminadamente.

“Ao implacável e deliberadamente atingir alvos civis, o governo sírio parece ter adotado uma política cruel de punição coletiva contra a população civil de Aleppo”, disse o diretor do programa de Oriente Médio e Norte da África da Anistia, Philip Luther.

Apesar da documentação mostrando o uso do governo dessas armas por grupos de direitos humanos e ativistas no terreno, o presidente sírio, Bashar al-Assad tem repetidamente negado que suas forças usam bombas barril.

Seu uso tem criado “puro terror e sofrimento insuportável”, disse a Anistia.

Na segunda-feira, a ONG Médicos Sem Fronteiras disse que um dos principais hospitais de Aleppo tinha sido forçado a suspender as atividades após os recentes ataques.

O hospital em controle pelos rebeldes Sakhur serviu cerca de 400.000 pessoas, disse o grupo, renovando um apelo para todos os lados “respeitar os civis, as instalações de saúde e pessoal médico.”

O relatório da Anistia também criticou os rebeldes que lutam em Aleppo, que foi dividida entre o controle do governo no controle a oeste e da oposição no leste desde pouco meados de 2012.

O relatório disse que os rebeldes estavam a cometer “crimes de guerra”, utilizando “armas imprecisas, como morteiros e foguetes improvisados ​​montados com botijões de gás chamados” canhões do inferno’. ”

Rebeldes disparam mísseis regularmente em Aleppo ocidental, e a Anistia diz que cerca de 600 civis foram mortos em tais ataques em 2014.

O regime com ataques de bombas de barril matou mais de 3.000 civis em toda a província de Aleppo no ano passado, disse a Anistia.

O relatório também documentou “tortura generalizada, detenção arbitrária e abdução por ambas as forças governamentais e grupos armados de oposição.”

E a Anistia criticou a comunidade internacional por não punir os abusos contra civis na Síria, chamando-a de “exibição de coração frio da indiferença” que encorajou a impunidade.

“A contínua inação está sendo interpretada pelos autores dos crimes de guerra e crimes contra a humanidade como um sinal de que eles podem continuar a manter os civis de Aleppo reféns sem medo de qualquer retribuição”, disse Luther.

O conflito sírio deve ser encaminhado para o Tribunal Penal Internacional e os perpetradores “podem ser levados à justiça”, disse ele.

Mais de 220.000 pessoas foram mortas na Síria desde março de 2011, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos do monitor.

O conflito no país começou com protestos anti-governo, mas culminou em uma guerra sangrenta depois de uma repressão do regime.

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/70015-150505-amnesty-slams-crimes-against-humanity-in-syria-s-aleppo

Anistia Internacional critica Bahrein por violações dos direitos humanos

A Anistia Internacional (AI) criticou o regime do Bahrein devido abusos dos direitos humanos “desenfreados” contra ativistas da oposição e manifestantes anti-governo.

No seu relatório intitulado “Por trás da retórica: Violações dos direitos humanos no Bahrein continuam existindo”, a organização de direitos humanos criticou Manama por recorrer à tortura, detenções arbitrárias e ao uso excessivo da força contra os críticos pacifistas do governo, incluindo alguns com apenas 17 anos.

O vice-diretor da Anistia Internacional para o Médio Oriente e Norte da África, Boumedouha, disse que “a desenfreada repressão e  violações generalizadas por parte das forças de segurança continuam” quatro anos depois da revolta do país em 2011.

Boumedouha acrescentou que “a brutalidade continua a ser uma marca das forças de segurança do Bahrein.”

O relatório expõe dezenas de casos de presos sendo espancados, privados de comida e sono, agredidos sexualmente, e submetidos a choques elétricos.

Isto vem quando o regime do Bahrein está aderindo aos planos para sediar o torneio de Fórmula 1 Grand Prix neste fim de semana.

“À medida que os olhos do mundo estiverem no Bahrein durante o Grand Prix neste fim de semana, poucos vão perceber que a imagem internacional que as autoridades tentaram projetar do país como um Estado reformista progressista comprometido com máscaras de direitos humanos tem uma verdade muito mais sinistra”, disse Boumedouha .
Manifestantes anti-governo foram às ruas de Bahrein nos últimos dias em protesto contra a corrida de Fórmula Um.

Protestos contra o regime incendiaram todos os anos à frente do maior evento de esporte. Os manifestantes dizem que a competição não deve ser realizada no país devido ao seu registro de violação dos direitos humanos.

“A noção de que Bahrein respeita a liberdade de expressão é pura ficção. Onde está a liberdade em um país onde os ativistas pacíficos, dissidentes e líderes da oposição são repetidamente cercados e presos arbitrariamente simplesmente por twittar as suas opiniões e ler um poema, podendo ser jogados na cadeia ? ” acrescentou o funcionário Anistia Internacional.

Desde meados de fevereiro de 2011, milhares de manifestantes anti-regime realizaram inúmeras manifestações nas ruas do Bahrein, conclamando a renúncia do poder pela família Al Khalifa.

Dezenas de barenitas foram mortos e centenas de outros feridos e detidos durante a repressão em curso sobre manifestações pacíficas.

http://www.presstv.ir/Detail/2015/04/16/406509/Amnesty-raps-Bahrain-for-rights-abuses

Relatório da Anistia Internacional sobre pena de morte mostra que o Irã e Arábia Saudita foram os países que mais executaram presos no mundo

O Relatório Anual da Anistia Internacional, divulgado em 31 de março, mostra que 607 pessoas foram executadas em 2014. O número é 22% inferior ao 2013, quando 778 indivíduos morreram condenados à pena capital.

A entidade não incluiu no relatório as execuções feitas na China, pois os números são mantidos em segredo de Estado.

De acordo com o relatório, a China é o país que mais executa prisioneiros no planeta (LINK MATÉRIA CHINA). As mortes na Síria também não foram computadas, devido ao atual conflito no país.

As nações que mais executaram pessoas, de acordo com os dados publicados pela instituição, são o Irã (289 execuções oficiais), a Arábia Saudita (90) e o Iraque (61), que responderam por 72% das execuções no ano passado. Os Estados Unidos, com 35 mortes, são o quarto país na lista de execuções apuradas pela Anistia Internacional.

Já o número de sentenças – condenações à morte necessariamente não executadas –  aumentou 28%, com mais de 2,4 mil em 22 países. O Egito e a Nigéria foram os países que mais condenaram pessoas à pena capital. Os dois países contribuíram para que o número desse tipo de condenação desse um salto de quase 500 casos em comparação ao ano anterior, principalmente por condenação em massa, que estão em contexto de conflito interno, e instabilidade política. No Egito, foram sentenciadas à morte 509 pessoas e na Nigéria, 659. Não há registros, no entanto, de execuções feitas por essas duas nações em 2014.

O assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Maurício Santoro, explicou que, apesar de o aumento no número de sentenças, é possível que muitas não sejam implementadas. “Há a possibilidade de que elas sejam comutadas em outro tipo de pena ou mesmo que resultem em absolvições, já que muitos desses processos, na nossa avaliação, foram injustos, não cumpriram com as diretrizes básicas de julgamentos justos.”

Os principais motivos para as condenações, segundo o relatório, foram ameaças à segurança nacional ligadas ao terrorismo, ao crime e ameaças à instabilidade interna. Já os métodos mais utilizados para as execuções foram o enforcamento, a injeção letal, a decapitação e o fuzilamento.

Em países como a Coreia do Norte, o Irã e a Arábia Saudita, os governos continuaram a utilizar a pena de morte como ferramenta para reprimir a dissidência política. O relatório denuncia que vários países utilizaram crimes políticos determinados de maneira vaga para condenar à morte supostos ou reais dissidentes.

Na Indonésia, foram mortas várias pessoas condenadas por tráfico de drogas. Entre os executados está o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, fuzilado em janeiro deste ano. O outro brasileiro condenado, Rodrigo Gularte,  de 39 anos, continua no corredor da morte.

“A pena de morte tem o poder de fascinar muitas pessoas que acreditam que ela é uma forma fácil, rápida e barata de se obter justiça, mas na verdade é uma punição cruel que viola direitos humanos básicos e que coloca o Estado no mesmo nível de violência de criminosos comuns”, disse Santoro, ao explicar que, embora o direito internacional não proíba a pena de morte, há forte recomendação por parte de entidades internacionais para que ela não seja aplicada.

Sete países que executaram pessoas em 2013 não o fizeram em 2014: Bangladesh, Botsuana, Indonésia, Índia, Kuwait, Nigéria e Sudão do Sul. Por outro lado, sete voltaram a adotar as execuções: Bielorrússia, Egito, Guiné Equatorial, Jordânia, Paquistão, Cingapura e Emirados Árabes Unidos.

O relatório mostra ainda que existe uma tendência global para a abolição da pena de morte desde 1995, quando foram registradas execuções em 41 países.

Foto: Em Noor, no Irã, Abdolah Hosseinzadeh dá um tapa no assassino de seu filho, em 15 de abril. O perdão de Hosseinzadeh salvou o homem, que estava prestes a ser enforcado

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