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Combatendo “a prudência” das trevas palestinas

Por Andréa Fernandes

Alguns cristãos brasileiros costumam recitar a seguinte afirmação: “os filhos das trevas são mais prudentes do que os filhos da luz”, e assim o fazem amparados no Evangelho de Lucas. (Lc 16:8).

Porém, esses mesmos cristãos que citam “versículos de efeito”, esquecem do dever de lutar contra essa triste realidade. Um exemplo nítido é a questão do tema “apartheid”, que é um ardiloso instrumento praticamente exclusivo de ÓDIO CONTRA ISRAEL muito bem manipulado pela esquerda mundial para chegar ao fim que almeja. E afirmo isso, porque já estive no consulado sírio de São Paulo e ouvi um articulista do Portal Vermelho anunciando com muita efusão os “frutos podres” da sua recente viagem pelo mundo mobilizando os comunistas para apoio à chamada “causa palestina”.

Ora, basta inteligência mediana para perceber que qualquer “causa” vindicada por seguidores do Comunismo é deletéria para aqueles que seguem os princípios estatuídos nas Sagradas Letras e que embasam a ética judaico-cristã!

No entanto, percebemos “cristãos” afogados na visão torpe de uma ideologia que apregoa no seu nascedouro o “discurso de ódio”, e que atualmente é a artimanha mais utilizada para “calar a voz” das verdadeiras vítimas da aversão às liberdades religiosas. E essa união espúria da esquerda com os movimentos totalitários muçulmanos simboliza, dentre outras coisas, a insana luta global contra cristãos e judeus.

É assombroso o grau de desinformação daqueles que advogam a TESE MUÇULMANA de “apartheid israelense”. Geralmente, os defensores mais belicosos dessa ideia, jamais leram qualquer informação ou artigo não advindo da astuta “máquina de propaganda palestina”. Dessa forma, incontáveis cristãos pelo mundo vociferam o “mantra antissemita palestino” de segregação racial, mas não têm o menor conhecimento da verdadeira LIMPEZA RELIGIOSA que vem sendo propagada pelas lideranças palestinas contra os cristãos que vivem na Cisjordânia e em Gaza.

Será que os “cristãos brasileiros” que tanto defendem esse ideário esquerdista de “vitimização palestina” sabem que os territórios palestinos ocupam o 24º lugar no ranking mundial de perseguição aos cristãos, segundo a renomada missão Portas Abertas? Será que sabem do destino de palestinos que ousam vender suas propriedades a cristãos ou judeus? Pois bem, como não poderia deixar de ser, são MORTOS! Afinal de contas, a sharia (lei islâmica) é a base da segregação racial que estimula o ódio mortal de palestinos contra judeus e cristãos.

E como a imprensa jamais divulgará as atrocidades cometidas por palestinos contra as minorias cristãs, o “apartheid israelense” continuará sendo o único discurso global. Todavia, o direito à igualdade manifesta em todos os segmentos da sociedade está oculto aos olhos dos críticos, e por isso, nenhuma palavra sobre os partidos políticos e representantes árabes no knesset (parlamento), ou sobre o fato dos árabes ocuparem importantes posições de destaque até mesmo na Suprema Corte do país! E o tratamento de sírios, palestinos e até familiares de terroristas palestinos em hospitais israelenses é assunto terminantemente proibido, pois, anularia o argumento falacioso de apartheid.

Logo, as “trevas palestinas” estão vencendo muitos cristãos que dizem “andar na luz” porque não há interesse da maioria dos seguidores do Cristianismo em conhecer a realidade da segregação sem a “mordaça midiática esquerdista”.

O dia em que a “luz raiar”, as redes sociais estarão repletas de cristãos combatendo todo instrumental ideológico esquerdista que formula conceitos acadêmicos para demonizar Israel, e, ao invés de repetir discursos mentirosos se voltarão para a defesa dos seus irmãos de fé, os quais são as verdadeiras vítimas da segregação religiosa em todos os territórios muçulmanos.

Andréa Fernandes (Advogada, internacionalista e presidente do EVM)

A Minoria Cristã de Israel

  • Cristãos em Israel, assim como todas as minorias hoje já compreendem que servir nas forças armadas israelenses é essencial. Muitos cristãos e outras minorias compartilham o mesmo temor em Israel: eles entendem que nesta região, Israel é a única ilha de segurança que permite que eles usufruam de direitos democráticos e liberdade.
  • Os cristãos e outras minorias em Israel crescem e prosperam, ao passo que em outros países no Oriente Médio, incluindo a Autoridade Palestina, eles sofrem pesadamente do movimento e perseguição islâmicos, até que sejam forçados a desaparecer.
  • Contrário à propaganda, não há “Apartheid” de nenhuma espécie em Israel e não há estradas nas quais somente judeus podem trafegar.
  • Em Israel, membros das minorias cristãs e muçulmanas ocupam cargos nas mais altas posições, assim como qualquer judeu israelense que queira seguir uma carreira de sucesso. Salim Jubran juiz do Supremo Tribunal é cristão maronita.
  • Amplamente debatido também, naquela região, é a maneira pela qual os europeus querem, secretamente, que Israel seja varrido do mapa e esperam que as novas leis, somadas à velha violência árabe, atinjam esse objetivo.

No ano passado Israel reconheceu a existência de um grupo de cristãos, os “arameus”, dentro de seu território, gesto este que nenhuma nação árabe ou muçulmana do Oriente Médio fez ou jamais fará. Israel reconheceu um grupo distinto, étnico e religioso: o povo nativo do milenar Crescente Fértil.

Seu idioma, o aramaico, era a língua falada por Jesus séculos antes do Islã aparecer naquela região.

Israel não só dá suporte como também confere aos cristãos e às demais minorias como drusos, muçulmanos, Baha’i, a todos enfim, plenos direitos civis, direitos legais e de liberdade para viverem pacificamente e praticarem suas religiões como bem entenderem e também para se desenvolverem como minoria com todas as implicações das diferenças na cultura. Os árabes, por exemplo, são bem-vindos nas Forças de Defesa de Israel (IDF), mas não são, ao contrário dos judeus, obrigados a servir. David Ben Gurion, primeiro-ministro fundador de Israel, humanamente não queria que os árabes se sentissem como se fossem obrigados a lutar contra seus “irmãos”.

Em Israel, membros das minorias cristãs e muçulmanas ocupam cargos nas mais altas posições, assim como qualquer judeu israelense que queira seguir uma carreira de sucesso. Salim Jubran juiz do Supremo Tribunal é cristão maronita.

Contrário à propaganda, não há “Apartheid” de nenhuma espécie e não há estradas nas quais somente judeus podem trafegar. Esse tipo de estrada existe na Arábia Saudita, onde as estradas Apartheid são reais, uma vez que somente muçulmanos têm permissão para viajarem para Meca.

Israel age desta maneira, principalmente em uma redondeza onde a maioria dos habitantes, amiúde os inimigos mais brutais da humanidade, quer que Israel seja varrido do mapa e em muitos casos dão o máximo de si para que esse desejo se torne realidade. Lamentavelmente, muitos europeus compartilham o mesmo desejo. Todos nós tivemos a oportunidade de ver as recentes e odiosas investidas da União Européia para sufocar Israel economicamente, rotulando mercadorias produzidas nos territórios em litígio. Esse tipo de exigência, jamais imposta a nenhum outro país com fronteiras em litígio, na realidade obstaculiza qualquer perspectiva de paz, que por meio de trabalho conjunto pode ser alcançada.

Esses europeus não enganam ninguém. Suas “punições” hipócritas, sagazmente sádicas, cujo propósito é atingir Israel irão somente tirar o emprego, bem remunerado, prementemente necessário dos palestinos, esses ditames também conduzirão muitos palestinos, recém desempregados para a agência de emprego de última instância: extremismo e terrorismo islâmico. Ironicamente esses europeus, para satisfazerem seu desejo de prejudicar os judeus, fazendo de conta que estão ajudando os palestinos, estão na realidade semeando uma nova geração de terroristas que irá posteriormente para a Europa e mostrará aos europeus o que eles pensam sobre esse tipo de hipócritas.

Amplamente debatido também, naquela região, é a maneira pela qual os europeus querem, secretamente, que Israel seja varrido do mapa e esperam que as novas leis, somadas à velha violência árabe, atinjam esse objetivo. Dessa maneira os europeus podem enganar a si mesmos dizendo que eles “não tinham nada a ver com isso”. Esses europeus precisam saber que eles não enganam ninguém.

Israel, enquanto isso, não obstante ter que lidar com as frentes européias e americanas, bem como com as ameaças genocidas muçulmanas, não raras, continua diligentemente a fortalecer suas comunidades minoritárias através de uma variedade de programas patrocinados pelo estado. Entre eles há um plano de cinco anos destinado a desenvolver as comunidades minoritárias tanto árabes-israelenses quanto outras, adotado pelo governo em 30 de dezembro de 2015, a um custo de 15 bilhões de shekels (aproximadamente US$4 bilhões). A Ministra da Igualdade e Bem Estar Social Gila Gamliel, do Partido Likud é a encarregada de colocar o plano em prática. O Primeiro Ministro Netanyahu, que é injustamente demonizado, esteve à frente nos últimos anos do “Órgão para o Desenvolvimento Econômico dos Setores Árabes, Drusos e Circassianos”. Atualmente o órgão é presidido pelo árabe muçulmano Aiman Saif, que controla um orçamento considerável de 7 bilhões de shekels (aproximadamente US$1,8 bilhões), que foi encaminhado na maioria das vezes para diferentes cidades e vilarejos árabes para o desenvolvimento de infraestrutura moderna, zonas industriais, oportunidades de emprego, educação e outros benefícios. O restante foi alocado para ajudar os vilarejos cristãos na Galiléia.

Os árabes possuem seu próprio departamento no Ministério da Educação, encabeçado pelo árabe muçulmano Abdalla Khateeb, que também é responsável por um orçamento considerável de 900 milhões de shekels (US$230 milhões).

Cristãos, assim como todas as minorias hoje já compreendem que servir nas forças armadas israelenses é essencial para a sua integração em Israel. Muitos cristãos e outras minorias compartilham o mesmo temor em Israel: eles entendem, cada vez mais, que nesta região, Israel é a única ilha de segurança que permite que eles usufruam de direitos democráticos e liberdade. A comunidade árabe muçulmana em Israel, bem como os cristãos e outras comunidades que falam a língua árabe, veem o trágico destino de seus irmãos na Síria, Iraque, Líbano e outros países árabes. Muçulmanos matando muçulmanos, grupos fanáticos de muçulmanos matando cristãos, expulsando-os de suas terras, cortando suas gargantas, queimando-os vivos, afogando-os em jaulas levadas por guindastes até piscinas e, obviamente, crucificando-os, até mesmo criancinhas. As minorias de Israel sabem muito bem disso. Eles também não conseguem entender porque ninguém demoniza esses canalhas. Eles temem que a devastação irá se espalhar, primeiro à Terra Santa de Israel e depois para a Europa.

Esse temor é um dos motivos pelos quais há um crescimento no número de cristãos se alistando para servir nas Forças de Defesa de Israel (IDF): trinta por cento do recrutamento são de voluntários, enquanto na sociedade judaica como um todo, a porcentagem é de cerca de 57%, que neste caso é obrigatório. Hoje há até mais do que 1.000 árabes muçulmanos servindo na IDF.

Todos nós sabemos o perigo que esses grupos jihadistas islâmicos fanáticos como o Hamas representam e nos sentimos mais engajados do que nunca em proteger esse solitário estado pluralista.

A comunidade à qual o autor deste artigo pertence, os cristãos arameus, remonta à língua e às raízes étnicas aramaicas/fenícias, originalmente acantonadas na Síria, Líbano e Iraque. Durante os 1.400 anos de conquista islâmica, os cristãos arameus foram forçados a falar árabe no lugar de sua língua e, mais recentemente de fugirem de seus lares na Síria e no Iraque. Eles não têm status nos países árabes e islâmicos, que na maioria é governada de acordo com a lei da Sharia islâmica. Os cristãos arameus também não têm nenhum status sob a Autoridade Palestina, que agora governa a Judéia e Samaria.

Sabemos que alguns grupos cristãos, como o Sabeel, Kairos Palestine e outros controlados pela Autoridade Palestina, ainda sentem a necessidade de bajular os soberanos árabes muçulmanos que os conquistaram.

Jerusalém está aberta a todos. Mas nem sempre foi assim, especialmente sob jurisdição da Jordânia que durou até 1967. Como se não bastasse os judeus não terem permissão de entrar em Jerusalém, 38.000 lápides foram arrancadas do cemitério do Monte das Oliveiras e usadas como material de construção e assoalho para as latrinas na Jordânia.

Membros árabes muçulmanos do Knesset de Israel (parlamento) rejeitam o direito dos cristãos de preservarem seu patrimônio inigualável. Em 5 de fevereiro de 2014, Haneen Zoabi, membro do Knesset do Partido Lista Árabe Unida ameaçou os representantes cristãos israelenses que faziam lobby na Comissão do Knesset para o Emprego em favor de uma lei que irá permitir a entrada de representantes cristãos em uma comissão sobre igualdade de emprego no Ministério da Economia. Zoabi rejeitou a declaração deles segundo a qual eles faziam parte de uma etnia cristã /aramaica independente. Ela insistiu em obrigá-los a aceitar uma identidade árabe e palestina. Essa identidade era obviamente tão falsa quanto, a título de comparação, se nós cristãos insistíssemos que os árabes muçulmanos chamassem a si mesmos de índios americanos. A lei foi aprovada apesar dos esforços de Zoabi e seus colegas, devido à coalizão de membros do Knesset, com a vasta maioria dos parlamentares judeus que votaram a favor.

Esse incidente ilustra como certos árabes muçulmanos de Israel, ao mesmo tempo que pedem ajuda aos seus vizinhos judeus para preservar seu próprio patrimônio árabe/muçulmano, querem proibir a outras minorias étnicas esses mesmos direitos.

Mas não, eles procuram impor a arabização e a palestinização por meio de ameaças, através do uso da força. Em setembro de 2014, por exemplo, uma cristã araméia, Capitã da IDF Areen Shaabi, foi assediada por ativistas árabes muçulmanos em Nazaré. Ela foi ameaçada aos gritos de “Allahu Akbar” (“Alá é o Maior”) e à noite os pneus de seu carro foram rasgados.

O Major Ehab Shlayan da IDF, um cristão arameu de Nazaré, fundador do Christian Recruitment Forum, acordou em uma manhã de agosto de 2015 e se deparou com uma bandeira palestina colocada, naquela noite, em frente da porta de sua casa. Na véspera do Natal, em 24 de dezembro de 2014, trinta muçulmanos atacaram Majd Rawashdi, um soldado cristão de 19 anos e sua casa com pedras e garrafas de vidro.

O Major Ehab Shlayan da IDF (à esquerda da foto à esquerda), é um cristão arameu de Nazaré, fundador do Christian Recruitment Forum, que estimula cristãos arameus israelenses a servirem nas forças armadas. A árabe muçulmana, membro do Knesset Haneen Zoabi (direita), ameaçou recentemente representantes cristãos israelenses, rejeitando a declaração deles segundo a qual eles faziam parte de uma etnia cristã /aramaica independente, insistindo em obrigá-los a aceitar uma identidade árabe e palestina.

Isso tudo é hipocrisia no mais alto grau, misturado com racismo.

Em uma saudação oficial de boas festas pelas comemorações do Natal aos cristãos de Israel em 24 de dezembro de 2012, o Primeiro Ministro Netanyahu ressaltou:

“As minorias em Israel, incluindo mais de um milhão de cidadãos que são árabes, sempre gozam de plenos direitos civis. O governo de Israel jamais irá tolerar qualquer tipo de discriminação contra as mulheres. A população cristã de Israel sempre terá liberdade de praticar sua fé. Aqui é o único lugar do Oriente Médio onde os cristãos têm total liberdade de praticar sua religião. Eles não têm o que temer, eles não têm do que fugir. Em uma época em que os cristãos estão sitiados em tantos lugares, em tantos países do Oriente Médio, eu me sinto orgulhoso que em Israel os cristãos são livres para praticarem sua religião e que há uma comunidade cristã próspera em Israel”.

Os cristãos e outras minorias em Israel crescem e prosperam, ao passo que em outros países no Oriente Médio, incluindo a Autoridade Palestina, eles sofrem pesadamente do movimento e perseguição islâmicos, até que sejam forçados a desaparecer.

Shadi Khalloul, é o fundador do Movimento Aramaico Israelense. Antes de se formar na Universidade de Nevada, Las Vegas, ele serviu como tenente na divisão de paraquedistas da IDF. Ele também é empreendedor, líder comunitário e candidato ao parlamento de Israel.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7818/minoria-crista-israel

A Secreta Limpeza Étnica dos Palestinos

  • De acordo com o pesquisador, muitos palestinos capturados pelas milícias xiitas no Iraque estão sendo cruelmente torturados e forçados a “confessar” seu suposto envolvimento com o terrorismo. Desde 2003, o número de palestinos naquela região despencou de 25.000 para 6.000.
  • O mais interessante de tudo é a total indiferença das organizações internacionais de direitos humanos, da imprensa e da Autoridade Palestina (AP) em relação aos abusos cometidos contra os palestinos nos países árabes. Os jornalistas internacionais não se importam com os palestinos do mundo árabe porque não se trata de reportagens que possam culpar Israel.
  • As Nações Unidas e outros organismos internacionais obviamente não ouviram falar da limpeza étnica de palestinos no mundo árabe. Eles também estão tão obcecados com Israel que preferem não saber do sofrimento dos palestinos que vivem sob regimes árabes.
  • Os líderes da AP dizem estar determinados a ingressar com ações de “crimes de guerra” contra Israel no Tribunal Penal Internacional. Entretanto, quando se trata de limpeza étnica e tortura de palestinos em países árabes como Iraque, Síria e Líbano, eles preferem fazer vista grossa.
  • Um árabe matando ou torturando outro árabe não é matéria que valha a pena ser publicada em um jornal de grande circulação no Ocidente. Porém, quando um palestino reclama das autoridades israelenses ou de colonos judeus, muitos jornalistas ocidentais não perdem tempo para cobrirem esse “importante” acontecimento.
  • Como se não bastasse os países árabes menosprezarem os palestinos, eles também querem que eles (palestinos) sejam unicamente problema de Israel. Desde 1948 os governos árabes vêm se recusando a aceitar que os palestinos se fixem permanentemente em seus países e se tornem cidadãos com os mesmos direitos dos nativos. Agora esses países árabes também estão matando e torturando os palestinos e sujeitando-os à limpeza étnica, tudo isso está acontecendo enquanto líderes mundiais continuam enfiando suas cabeças na areia, apontando o dedo acusador contra Israel.

Não é segredo para ninguém que a maioria dos países árabes vem maltratando seus irmãos palestinos sujeitando-os a uma série de legislações discriminatórias do tipo Apartheid, que não raramente lhes negam direitos básicos.

Em países como Iraque, Líbano, Jordânia, Egito e Síria, os palestinos são tratados como cidadãos de segunda e terceira classe, fato este que têm forçado muitos deles a procurarem uma vida melhor nos EUA, Canadá, Austrália e diversos países europeus. Em consequência disso, hoje muitos palestinos se sentem indesejados em seus países de origem bem como em outros países árabes.

Essa condição dos palestinos em países árabes começou a se deteriorar após a invasão do Kuwait pelo Iraque em agosto de 1990. Os palestinos foram os primeiros a “parabenizarem” Saddam Hussein pela invasão do Kuwait, justamente um país que normalmente supria a OLP, todos os anos, com dezenas de milhões de dólares em ajuda financeira. Muitos fugiram do Kuwait devido à anarquia e desrespeito à lei que lá reinavam depois da invasão iraquiana.

No ano seguinte quando o Kuwait foi libertado pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, cerca de 200.000 palestinos foram expulsos do emirado rico em petróleo, em represália por eles terem apoiado a invasão de seu país pelas tropas de Saddam Hussein. Outros 150.000 palestinos deixaram o Kuwait antes que a coalizão liderada pelos Estados Unidos entrasse no conflito. Eles suspeitavam que uma nova incursão estava prestes a acontecer, deixando-os apreensivos sobre o que os aguardava uma vez que o Kuwait fosse libertado.

A maioria dos palestinos que deixaram o Kuwait seja voluntariamente, seja por meio da expulsão, acabaram se instalando na Jordânia.

Os palestinos ora no Iraque também estão pagando um preço alto. Desde 2003 o número de palestinos no Iraque despencou de 25.000 para 6.000. Ativistas palestinos dizem que os iranianos estão empreendendo uma campanha de limpeza étnica contra a população palestina do país.

Os ativistas dizem que desde o colapso do regime de Saddam Hussein, milícias xiitas no Iraque, ao longo da década passada, vêm sistematicamente atacando e intimidando a população palestina, fazendo com que muitos deixem o país.

Os xiitas, segundo eles, se opõem à presença de sunitas não-iraquianos, inclusive de palestinos em seu país, principalmente na capital Bagdá.

Além disso, dizem eles, muitos sunitas no Iraque que eram contrários a Saddam Hussein também estão combatendo os palestinos, em represália ao apoio deles ao ditador.

Segundo consta, há alguns dias o presidente da Liga pelos Palestinos no Iraque Thamer Meshainesh, disse que os palestinos estavam sofrendo “violações sem precedentes” e sendo “cada vez mais agredidos”. Ele alertou que os palestinos no Iraque estão sendo alvo de diversas milícias como parte de uma política sistemática de expulsá-los do país.

Abu al-Walid, pesquisador palestino que vem acompanhando o sofrimento dos palestinos no Iraque há alguns anos, assinalou que 19.000 dos 25.000 palestinos que residiam no Iraque já deixaram o país. Ele também salientou que os palestinos estão sendo visados, diariamente, sob o pretexto de envolvimento com o terrorismo.

De acordo com o pesquisador, muitos palestinos capturados pelas milícias xiitas no Iraque estão sendo cruelmente torturados e forçados a “confessar” seu suposto envolvimento com o terrorismo.

Meshainesh e Abu al-Walid acusaram a Autoridade Palestina (AP) de não fazer nada para ajudar os palestinos que estão no Iraque. Eles disseram que a AP só se deu ao trabalho de emitir “retórica vazia”.

Os palestinos no Iraque estão pagando o preço por se intrometerem nos assuntos internos do país. É o que também aconteceu com os palestinos na Síria, Líbano e Líbia. Os palestinos, amiúde, se envolvem, direta e indiretamente, nas rivalidades que ocorrem nos países árabes. E quando a coisa se volta contra eles, começam a clamar por ajuda, como é o caso hoje no Iraque.

Parte do campo de refugiados palestinos de Yarmouk, perto de Damasco na Síria, após ser devastado pelos combates. (imagem: captura de tela de vídeo da RT)

O mais interessante de tudo é a total indiferença das organizações internacionais de direitos humanos, da imprensa e da Autoridade Palestina em relação aos abusos cometidos contra os palestinos nos países árabes.

A AP, cujos líderes estão ocupados demais incitando diariamente contra Israel, não tem tempo suficiente para se preocupar com seu povo que se encontra no mundo árabe. Os líderes da AP dizem estar determinados a ingressar com ações de “crimes de guerra” contra Israel no Tribunal Penal Internacional devido à guerra do ano passado com o Hamas e a contínua construção de colônias na Cisjordânia.

Entretanto, quando se trata de limpeza étnica e tortura de palestinos em países árabes como Iraque, Síria e Líbano, a Autoridade Palestina prefere fazer vista grossa.

Paralelamente, a mídia internacional parece ter esquecido que há dezenas de milhares de palestinos vivendo em países árabes. Os únicos palestinos que os jornalistas se dão conta e se importam são aqueles que estão na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Os jornalistas internacionais não se importam com os palestinos do mundo árabe porque não se trata de reportagens que possam culpar Israel. Um árabe matando ou torturando outro árabe não é matéria que valha a pena ser publicada em um jornal de grande circulação nos Estados Unidos, Canadá ou Grã-Bretanha. Porém, quando um palestino na Cisjordânia reclama das autoridades israelenses ou de colonos judeus, muitos jornalistas não perdem tempo para se deslocarem até o local para cobrir esse “importante” acontecimento.

A limpeza étnica dos palestinos no Iraque não é um fenômeno incomum no mundo árabe. Dezenas de milhares de palestinos também fugiram da Síria nos últimos anos. A maioria se dirigiu para o Líbano e Jordânia, onde as autoridades estão fazendo o máximo para assegurar que os refugiados palestinos saibam que eles não são bem-vindos. Ativistas palestinos estimam que em poucos anos não haverá mais palestinos no Iraque ou na Síria.

As Nações Unidas e outros organismos internacionais obviamente não ouviram falar da limpeza étnica de palestinos no mundo árabe. Eles também estão tão obcecados com Israel que preferem não saber do sofrimento dos palestinos que vivem sob regimes árabes.

Como se não bastasse os países árabes menosprezarem os palestinos, eles também querem que eles (palestinos) sejam unicamente problema de Israel. Isso explica porque que desde 1948 os governos árabes vêm se recusando a aceitar que os palestinos se fixem permanentemente em seus países e se tornem cidadãos com os mesmos direitos dos nativos. Agora esses países árabes não só negam aos palestinos seus direitos básicos como também os torturam e matam, sujeitando-os à limpeza étnica. E tudo isso acontece enquanto os líderes e governos mundiais continuam enfiando suas cabeças na areia, apontando o dedo acusador contra Israel.

por Khaled Abu Toameh

http://pt.gatestoneinstitute.org/6349/limpeza-etnica-palestinos

A mentira do apartheid israelense

Na semana passada, eu recebi um telefonema do Washington Square News, jornal estudantil da Universidade de Nova York, pedindo-me para responder às acusações de 130 professores da Universidade de New York, que assinaram uma petição pedindo um boicote de empresas que fazem negócios com Israel, uma vez que o Estado judeu tem feito apartheid como na África do Sul.

Eu dei-lhes a seguinte citação: “Qualquer professor que chama Israel um Estado de apartheid é culpado de ignorância, cegueira moral, e um assalto à memória sagrada de Nelson Mandela, que há necessidade de comparar com Yasser Arafat. Mandela era um homem de paz, que reuniu pessoas de diferentes raças em harmonia e igualdade. Arafat é o pai do moderno terrorismo internacional. E o Hamas, a quem as pesquisas mostram que iria ganhar uma eleição na Cisjordânia, é dedicado em sua carta ao genocídio de judeus onde quer que eles possam ser encontrados “.

A comparação entre os palestinos, em vez de os judeus, para negros sul-africanos, tornou-se uma distorção regular e deliberada que degrada a paz, harmonia e reconciliação que os negros sul-africanos têm demonstrado em comparação com inúmeros grupos terroristas palestinos comprometidos com a aniquilação de Israel.

Em 28 de maio, a minha organização,  ‘The World Values Network’ sediará o terceiro campeonato anual internacional dos valores judaicos. O jantar vai homenagear os defensores corajosos de Israel, como os senadores Bob Menendez e Ted Cruz, bem como Newt Gingrich e Sheldon Adelson e Miriam. Também irão ser homenageados aqueles que perpetuam a memória do Holocausto, tendo entre eles o Nobel da Paz Elie Wiesel e a melhor amiga de Anne Frank Jacqueline Van Maarsen, que está fazendo a viagem de Amsterdam por navio com a idade de 86 anos. Parece incrível para mim que apenas 70 anos após o Holocausto, os judeus estão sendo maliciosamente retratados não como vítimas, mas culpados, e não como uma nação que defende sua existência, mas como que teima em violentamente degradar outros por motivos de superioridade racial.

A verdade, é claro, é que em Israel hoje, há 1,6 milhão de cidadãos árabes, que constituem 20 por cento da população de Israel. Esses árabes gozam dos mesmos direitos que os seus concidadãos judeus. Eles, junto com os cristãos, drusos, Baha’i, hindus, mulheres e homossexuais têm direitos iguais para viver suas vidas em liberdade e segurança. Como meu amigo Mitchell Bard argumenta para ilidir a Israel acerca da mentira do apartheid, entre os muitos árabes israelenses notáveis ​​existem dois juízes da Suprema Corte, o capitão do time de futebol israelense Hapoel, o embaixador de Israel no Equador e um general na IDF. Árabes têm seus próprios partidos políticos e tem servido no Knesset como membros de seus próprios partidos, bem como as partes não-árabes. Duas mulheres árabes, Angelina Feres e Rana Reslan, foram coroadas Miss Israel.

Contraste com o tratamento de palestinos em países árabes, onde são negados a cidadania e, muitas vezes perseguidos. No Líbano, por exemplo, os palestinos são proibidos de possuir a propriedade ou passá-la para os seus descendentes, e eles também estão impedidos de ingressar em empregos como advogados, médicos e mais de 20 outras profissões.

A comparação obscena de Israel com a África do Sul também ignora o fato de que Israel é uma sociedade multicultural com pessoas de mais de 100 países e muitos deles são pessoas negras. Israel também é o primeiro país na história de transporte aéreo de dezenas de milhares de homens negros, mulheres e crianças da África,dando-lhes a cidadania em vez de escravizá-los. Hoje, mais de 130 mil judeus etíopes vivem em Israel e têm servido no Knesset, alcançado também altos postos no serviço militar, servindo como um embaixador, e vencendo o concurso de Miss Israel.

Quando perguntado se eles preferem viver em Israel ou sob a administração da Autoridade Palestina, 77 por cento dos árabes israelenses escolheram Israel. Além disso, 64 por cento dos árabes israelenses disseram que Israel era um bom país para viver, mesmo quando há a voz de outras queixas, em toda a parte se entende estar em uma sociedade democrática onde podem destemidamente criticar seu governo.

Na África do Sul, a cor da pele determinava todos os aspectos da vida das pessoas, desde o nascimento até a morte. Sul-africanos negros não podiam votar e não eram cidadãos do país em que se formou a esmagadora maioria da população. Leis ditavam onde eles poderiam viver, trabalhar, ir à escola, e viajar. E, na África do Sul, o governo matou negros que protestaram contra suas políticas. Em contrapartida, Israel permite a liberdade de movimento, reunião e de expressão. Alguns dos mais duros críticos do governo são árabes israelenses que são membros do Knesset.

A política israelense da Cisjordânia, obviamente, não é baseada em raça, mas é um resultado de ataques terroristas palestinos contra a população de Israel. Desde a assinatura dos acordos de Oslo em 1990, 97 por cento dos palestinos na Judeia e Samaria tinham sido dirigidos pela Autoridade Palestina e, após a retirada de Israel de Gaza em 2005, 100 por cento dos palestinos não têm sido governados pela Autoridade Palestina e agora, infelizmente, o Hamas comanda. A negação das liberdades fundamentais que esses palestinos enfrentam – tais como a liberdade de reunião, de expressão e de imprensa – são atribuíveis a políticas não israelenses, e sim, palestinas. As ofertas sérias de paz que Israel fez sob o comando dos primeiros-ministros Ehud Barak e Ehud Olmert para resolver todas as questões relacionadas com a Cisjordânia foram impedidas pela primeira vez por Yasser Arafat e por seu sucessor, Mahmoud Abbas.

Longe de ser um assentamento colonial branco, o estabelecimento do Estado de Israel é análogo aos afro-americanos que haviam sido removidos à força de África retornando para criar, por exemplo, o país da Libéria. Os judeus também foram removidos à força da Terra de Israel pelos babilônios e depois pelos romanos para ser escravos e vassalos. Mas eles tinham sede de liberdade e, portanto, retornaram em grandes multidões, juntando-se a um número menor de seu povo, que sempre havia permanecido na Terra Santa. Juntos, eles reconstruíram seu país arruinado.

A comparação entre os palestinos, em vez de os judeus, para negros sul-africanos, é infeliz e mal direcionada.

Considerando que negros sul-africanos inspiraram o mundo com sua decência e capacidade humana para a convivência pacífica com os seus irmãos brancos, mesmo depois de terem sido tão gravemente injustiçados, nossos irmãos palestinos têm tragicamente abraçado o ódio, terror e racismo. Jornais árabes estão cheios de caricaturas grotescas de características étnicas de judeus. Jovens palestinos inocentes sofrem lavagem cerebral pelos gostos do Hamas e do Hezbollah para explodir ônibus israelenses.

Nelson Mandela passou a se tornar o político mais importante do mundo, pregando o perdão e a reconciliação. Yasser Arafat inaugurou o terrorismo moderno e depois roubou centenas de milhões de dólares de seu próprio povo que continua a viver na miséria, apesar de ser o maior destinatário per capita de ajuda internacional no mundo.

O apartheid é uma das maiores abominações morais dos tempos modernos e viola diretamente o maior de todos os ensinamentos bíblicos, que cada ser humano é criado igual à imagem de Deus. O racismo não é apenas nojento. É profundamente herético, negando o que faz um pai celestial à família comum humana. Foi a Bíblia hebraica que nos ensinou, em seu primeiro capítulo, que toda a humanidade reflete o semblante divino em todas as cores e em todas as tonalidades.

http://www.algemeiner.com/2015/04/20/the-lie-of-israeli-apartheid/