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Conselho Islâmico Suíço Justifica Mutilação Genital Feminina

O Conselho Central Islâmico da Suíça (IZRS) defendeu a prática da mutilação genital feminina (MGF), alegando que a lei islâmica justifica a prática.

A organização divulgou uma “opinião legal islâmica” em fevereiro argumentando que uma forma da chamada “circuncisão feminina”, envolvendo a remoção de partes dos órgãos genitais, é justificada, informa o jornal suíço Tages Anzeiger .

O secretário-geral da IZRS, Ferah Uluca, disse que embora o documento justifique a prática, não pede aos muçulmanos que o façam como um dever. Ulucay disse que cabe a cada pai decidir, mas o jornal afirma que a prática não é prejudicial para a garota envolvida.

O documento também usa um relatório do Fundo de População das Nações Unidas para apoiar seu argumento de comparar a MGF à circuncisão masculina – mas o relatório citado afirma que as conseqüências para a saúde da circuncisão masculina e feminina são muito diferentes.

A “circuncisão da Sunna ” é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como FGM Tipo 1, que envolve a remoção do capuz clitórico (prepúcio) apenas (Tipo 1a) ou a remoção do clitóris com o prepúcio (Tipo 1b).

A MGF é ilegal na Suíça desde 2012 e aqueles que procedem em qualquer tipo de prática podem ser presos por até dez anos.

Muitos defensores da MGF justificam o processo como “circuncisão feminina”, afirmando que é separado da MGF. Um desses estudiosos islâmicos, o líder muçulmano irlandês Ali Selim,  apresentou este argumento no início deste mês dizendo: “Eu não sou um defensor da mutilação genital feminina, mas sou um defensor da circuncisão feminina”.

30 Per Cent of Young Girls in Paris’s Troubled Suburbs Face FGM Threat http://www.breitbart.com/london/2018/02/13/30-percent-young-girls-paris-troubled-suburbs-face-fgm-threat/ 

30 Percent of Young Girls in Paris’ Troubled Suburbs Face FGM Threat

The threat of female genital mutilation (FGM) in the heavily migrant-populated Seine-Saint-Denis area in the suburbs of Paris.

breitbart.com

As Nações Unidas e a OMS não fazem distinção entre as várias formas de circuncisão feminina, rotulando-as todas de MGF.

Casos de mutilação genital feminina dispararam em toda a Europa devido às políticas de migração em massa, com o Reino Unido vendo 5.000 casos em 2016,  mas nenhum processo, apesar de ser ilegal.

Na França, um relatório recente de uma instituição de caridade anti-GFM afirmou que até 30% das meninas que moram nos subúrbios populosos e com população de migrantes de Paris estavam em risco de sofrer MGF.

A prevalência da MGF também não se limitou à Europa, com mais e mais casos sendo vistos no Canadá também.

Com informações de Breibart.

China aprova sua primeira lei antiterrorista e o segundo filho

 

O controverso texto dá um amplo poder ao Governo.

Forças paramilitares vigiam uma zona turística de Pequim neste domingo. Andy Wong AP

O órgão legislativo chinês aprovou, neste domingo, três importantes leis que tramitavam há meses, até mesmo anos, e que caracterizam uma resposta aos novos desafios que a sociedade chinesa enfrenta. São as leis antiterrorismo, que recebeu fortes críticas de governos estrangeiros e organizações empresariais, a que luta contra a violência machista e a que permite que todos os casais do gigante asiático tenham o segundo filho sem precisar pagar uma multa.

Todas elas foram aprovadas pelos 159 parlamentares que formam o Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular, que esteve reunido a semana inteira com esse objetivo. As duas primeiras nascem com o propósito de serem um marco legal específico em âmbitos que precisavam de um, enquanto a terceira arquiva de vez a polêmica lei do filho único, que estava em vigor há mais de três décadas e evitou o nascimento de 400 milhões de pessoas.

A primeira lei antiterrorista da China busca “abordar o terrorismo no país e ajudar a manter a segurança no mundo”, segundo informou a agência oficial Xinhua. O rascunho do texto, que se tornou público durante o período de discussão, levantou polêmica por algumas de suas cláusulas. Por exemplo, ele obriga as empresas tecnológicas a entregarem informações consideradas sensíveis ao governo chinês, assim como a instalar portas de trás (mecanismos para evitar os sistemas de segurança) em seus produtos.

A norma também determina quem, quando e como pode informar sobre terrorismo. Com exceção dos veículos de imprensa estatais, que contam com autorização expressa, ninguém pode divulgar dados sobre ataques ou sobre as políticas governamentais nesse âmbito. Essa parte do texto foi idealizado especialmente, segundo os próprios legisladores chineses, para restringir a informação relacionada ao terrorismo que pode ser publicada pelos cidadãos em redes sociais. As organizações pró direitos humanos consideram-na mais uma ferramenta de censura, enquanto que o Governo justifica que, atualmente, muitos ataques são planejados no ciberespaço.

Li Shouwei, um dos parlamentares chineses, assegurou aos jornalistas que, uma vez aprovada a lei, a China está “simplesmente fazendo o que outras nações já fazem: pedir ajuda às empresas tecnológicas para combater o terror”, segundo a Reuters, o que sugere que o texto não sofreu mudanças significativas.

Pequim acelerou a tramitação dessa legislação por considerar que o país está cada vez mais propenso a sofrer atentados, especialmente por causa da atividade de vários grupos da região noroeste de Xinjiang, onde enfrentamentos entre hans e uigures (muçulmanos) provocaram centenas de mortos nos últimos anos.

A lei contra a violência machista estava sendo discutida há anos. O último rascunho foi revisado porque incluía apenas o abuso físico e ignorava o psicológico, que agora faz parte do texto. A norma prevê que as vítimas de violência de gênero possam pedir uma “ordem de proteção pessoal”, que deverá ser concedida ou negada em no máximo 72 horas pelo juiz.

Os tribunais podem proibir o agressor de se aproximar ou entrar em contato com a vítima, e caso os agressores não respeitem essa decisão, estão sujeitos a penas que vão desde multas até prisão, dependendo da gravidade do caso.

É um passo significativo em uma sociedade na qual os conflitos familiares são tratados como assuntos privados e em que, apesar de as estimativas oficiais indicarem que por volta de 25% das mulheres chinesas sofreram algum abuso físico ou psicológico, as denúncias são pouco frequentes.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/27/internacional/1451209980_254853.html

Parlamento do Irã aprova acordo nuclear com grandes potências

Decisão permitirá a aplicação do acordo, acertado há três meses.
Suspensão das sanções permitirá ao Irã estimular sua economia.

Os deputados iranianos aprovaram nesta terça-feira (13) o acordo nuclear concluído com as grandes potências há três meses, o que permitirá sua aplicação, informou a imprensa oficial.

Com 161 votos a favor, 59 contrários e 13 abstenções, os parlamentares aprovaram o acordo que prevê a suspensão das sanções internacionais contra o Irã em troca do compromisso do país de não produzir armamento atômico e de reduzir o programa nuclear civil.

A votação encerra um intenso debate entre os defensores do acordo e seus críticos – os conservadores, que são maioria no Parlamento -, que consideravam que o texto favorecia mais as grandes potências do que Teerã.

Mas os conservadores foram obrigados a considerar que o acordo foi aceito pelo guia supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

A aprovação no Parlamento aconteceu depois que os republicanos americanos, maioria no Congresso em Washington, não conseguiram derrubar o acordo.

Desta forma, nada impede mais a aplicação do acordo por parte dos signatários: Irã, Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha.

A suspensão das sanções permitirá ao Irã estimular sua economia, enquanto as grandes potências consideram que a ameaça nuclear iraniana será reduzida, em uma região de muitos conflitos.

O acordo foi anunciado em 14 de julho em Viena, depois quase dois anos de intensas negociações.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/parlamento-do-ira-aprova-acordo-nuclear-com-grandes-potencias.html

Assembleia geral da ONU aprova pedido palestino para hastear bandeira

Palestinos são observadores na organização.
Resolução que manda hastear sua bandeira contraria Israel.

A bandeira palestina vai tremular na sede da Organização das Nações Unidas depois que a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução palestina que contraria Israel. Para os palestinos, esse foi um passo para integrar a organização. Houve 119 votos a favor, entre os 193 membros da ONU.

Os Estados Unidos e Israel ficaram entre os oito países que votaram contra a resolução elaborada pelos palestinos, que diz que as bandeiras de Estados observadores não-membros, como a Palestina, “devem ser hasteadas na sede da ONU em Nova York e nos escritórios das Nações Unidas ao lado das bandeiras dos Estados membros”.

A maioria dos 28 países da União Europeia estiveram entre as 45 nações que se abstiveram na votação. No entanto, a França e mais meia dúzia de países da região votaram a favor da resolução palestina após a divisão europeia sobre a questão.

“É um passo para o reconhecimento da Palestina como Estado membro pleno da Organização das Nações Unidas”, afirmou o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, a repórteres em Paris mais cedo nesta quinta-feira (10).

O outro único Estado observador não membro é o Vaticano, que reagiu com frieza quando os palestinos circularam pela primeira vez seu projeto de resolução no mês passado.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/assembleia-geral-da-onu-aprova-pedido-palestino-para-hastear-bandeira.html